Música, dança, teatro, cinema, literatura, exposições, conversas, etc.
Páginas
terça-feira, 24 de setembro de 2013
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Coisas de Agosto (2)
5ª à noite nos museus

dia 21, Museu do Azulejo
Os Espaços do Convento com Ana Mântua
Viagem simbólica em redor do Internum Mare Mediterraneum pelo Hortus Deliciarum Jardim das Delícias com EduCantare, dirigido por Victor Roque Amaro -Claustrim.
Após um forte conselho de uma funcionária para a visita "Os espaços do covento" com uma especialista, uma ligeira desilusão porque muito breve e superficial, mas pareceu que Ana Mântua conseguirá boas visitas guiadas.
_______
Ellipse Foundation
Contemporary Art Collection

come, come, come into my world
Artistas participantes:
Aleksandra Mir, Anri Sala, Dash Snow, Douglas Gordon, Erwin Wurm, Francis Alÿs, Franz West, Gabriel Orozco, Gardar Eide Einarsson, Glenn Ligon, Haim Steinbach, Hamish Fulton, Jack Pierson, João Onofre, João Pedro Vale, John Bock, John Stezaker, Joseph Kosuth, Jimmie Durham, Mike Kelley, Miroslaw Balka, Muntean & Rosenblum, Olafur Eliasson, Raymond Pettibon, Rodney Graham, Thomas Schütte.
Ellipse Foundation, 16 de Novembro de 2007 a 31 de Agosto de 2008
Curador: Andrew Renton
Come, come, come into my world tem como ponto de partida as possibilidade de realização e a materialidade de uma colecção. Num momento pós-conceptual da produção artística, Come, come, come into my world é uma celebração da fisicalidade e persistência do objecto. A exposição visa explorar as possibilidades de justaposição para além das limitações das perspectivas puramente históricas e procura articular o espaço expositivo através de uma multiplicidade de percursos de uns objectos para outros.
Medium, estilo e ideologia são assim subvertidos, sujeitando-se à experiência corporalizada do objecto pelo espectador.
Explorando a extensa colecção da Ellipse Foundation, a exposição questiona a natureza e as exigências do trabalho a partir de colecções. Quais as necessidades de contextualização ao reunir um conjunto tão diverso de obras? Que histórias úteis poderão estas despoletar? Como devemos compreender as ausências e as discrepâncias na produção e disseminação artísticas?
O processo de reunir uma colecção é extremamente subjectivo e imprevisível, resistindo à categorização. Apesar da impressão causada, por exemplo, pelo museu, trata-se de um processo que nos oferece uma súmula de alternativas e, por isso mesmo, de possibilidades expositivas.
Come, come, come into my world preocupa-se menos com as narrativas sobre a representação e a ilusão do que com a experiência vivida ou a intervenção proporcionada pela obra de arte quando esta, de uma maneira ou de outra, se interpõe no nosso campo de visão.(...)
Uma boa mostra da vasta colecção da fundação.
_______
CCB fora de si

Cine-Belém
Sand and Water (areia e água) - Bangladesh
Realização e fotografia Shaheen Dill-Riaz
Som Wolfggang Amrein | Kamrul Hasan Khosru
Montagem Dietmar Kraus
Produção Hochschule fur Film und Fernsehen Konrad Wolf
Atravessado por cerca de 200 rios e com uma população com mais de 100 milhões de habitantes, o Bangladesh vive ameaçado por constantes inundações, além das dificuldades económicas com as quais lida. Este filme mostra a dignidade e a sabedoria das famílias de agricultores que vivem, por vezes, em pobreza extrema nas margens do rio Brahmaputra.
Filme interessante.

Companhia Retouramont
Reflexão de fachada

Tarikavali
Trimurti (os três rostos)
CCB, dias 22 a 24
Mais animação.
_______
VII Festival Internacional de Máscaras e Comediantes

Dom Juan Impuni
Companhia Java Rebelle
dia 23, Castelo de São Jorge
texto: a partir de Moliére
encenação: Mario Gonzalez
Castelo e Museu da Marioneta, dias 18 a 31
Festival muito interessante.
Peça também. Embora esperasse comédia pura, à boa maneira intelectual fancesa também inclui boas partes de puro e quase bom drama e literatura.
_______

Aquele Querido Mês de Agosto
No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: «Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile». Amor e música, portanto.
Com: Sónia Bandeira, Fábio Oliveira, Joaquim Carvalho, Andreia Santos, Armando Nunes, Manuel Soares, Emmanuelle Fèvre, Diogo Encarnação, Bruno Lourenço, Maria Albarran, Nuno Mata.
Realização: Miguel Gomes
Argumento: Miguel Gomes, Mariana Ricardo, Telmo Churro
Arranjos Musicais: Mariana Ricardo
Director de Fotografia: Rui Poças A.I.P.
Filme fraco (2/5), mas suficiente para animar alguns da "Quinzaine des Réalisateurs" e os espectadores na sala de cinema. Não resultou a suposta intenção, que poderia ser um interesse adicional ou o principal, de dicotomia ou problemática documentário/ficção.
O comportamento de alguns espectadores só tolerado pela ligeireza do filme e da estação.
_______
Vieira da Silva, Arpad Szenes e o Castelo Surrealista

A exposição mostra-nos um vasto conjunto de trabalhos da autoria de Arpad, onde o artista se representa com Vieira da Silva, num conjunto conhecido pelo título genérico de "Le Couple". Apresentamos ainda um pequeno conjunto de outras obras, quer de Arpad (sempre retratando Vieira da Silva) quer desta, retratando ou referenciando Arpad. Finalmente, imagens fotográficas do casal em dois tempos distintos (anos de 1940 e 1980) e objectos do atelier de Vieira completam a exposição.(...)
Curador: João Pinharanda
Museu da Electricidade, de 12 de Julho a 28 de Setembro
Exposição pequena, mas interessante e com algum encanto.
_______

La Graine et le Mulet (o segredo de um cuscuz)
de Abdellatif Kechiche
Com: Habib Boufares, Hafsia Herzi, Farida Benkhetache, Abdelhamid Aktouche, Bouraouïa Marzouk, Alice Houri, Cyril Fayre, Leila D'Issernio, Abdelkader Djeloulli, Bruno Lochet, Olivier Loustau, Sami Zitouni, Sabrina Ouazani.
Scénario Abdellatif Kechiche
Adaptation et dialogues Abdellatif Kechiche et Ghalya Lacroix
Directeur de la photographie Lubomir Bakchev
Montage Ghalya Lacroix, Camille Toubkis
Produit par Claude Berri
Bom filme 3-4/5.
_______
Glow

Dança contemporânea
No âmbito do Curso de Artes da Performance do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação. Um ensaio coreográfico com uma forte componente tecnológica.
Concept and Choreography Gideon Obarzanek
Concept and Interactive System Design Frieder Weiß
Original Music and Sound Design Luke Smiles (motion laboratories)
Additional Music Ben Frost
Costume Design Paula Levis
Dancers Kristy Ayre, Sara Black
Multimedia Operator Nick Roux
Companhia Chunky Move
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, dias 29 e 30
Dança muito interessante e fascinante pelas experiências técnicas.
_______

SugisBall (Baile de Outono)
de Veiko Õunpuu
Com: Rain Tolk, Taavi Eelmaa e Juhan Ulfsak
„Autumn Ball“ is a new Estonian film that talks about six inhabitants of Soviet-era tower blocks whose lives touch together, and who are all united by a feeling of loneliness. The young writer, Mati, lurks outside the window of his ex-wife and unsuccessfully approaches other women. August Kask is a bachelor-barber living a drab life who takes to a little girl, but his approaches are misconstrued as pedophilia. The single mom, Laura, watches a sappy soap opera on TV and pushes away men’s advances because she cannot trust them. Maurer, the architect, thinks about the wellbeing of humanity, but has forgotten his own wife, who, in turn, looks for solace in the coatroom attendant Theo. Women like Theo, but due to his low social status, they don’t take him seriously.
„Autumn Ball“ tells a tale of human seclusion and the incapability to reach others. But you also find humor and the absurd, and the properly attuned viewer might even find oneself laughing out loud. If I were to define the film, I would say that „Autumn Ball“ is a pitch black comedy about loneliness, despair and hope.
Veiko Õunpuu, director
Bom filme, 4/5. Boas citações - e "adequadas" - de Fernando Pessoa.
_______
CCB fora de si

Cine-Belém
Cinema - On the way to school - Turquia
(a caminho da escola)
Realização | Orhan Eskikoy e Ozgur Dogan
Numa remota aldeia turca, um professor esforça-se por ensinar turco às crianças curdas. As crianças não falam turco e o professor não fala curdo… Um ano de luta pelo entendimento e pela comunicação, simbolizando as dificuldades que os turcos e os curdos enfrentam nas suas relações actuais.
CCB, dias 29 a 31
Excerto de documentário muito bom, ainda em fase de edição e montagem.
Conversa interessante com o realizador.
Incluindo o espectáculo de José Padilha (que não vi) e as emoções de Gonzalo Arijón, os documentários do Cine-Belém resumiram-se, para bem do mês de Agosto, ao relato de situações mundiais que nos alertam para a vida dos homens. Não tivemos esotéricos intelectuais.
_______
Literatura
O Heresiarca & Cª
Guillaume Apollinaire
Project Gutenberg. Site. YouTube: 1 | 2.
Coisas de Agosto (1)
Projecto Global - músicas do mundo
Tony Allen (Nigéria)
Toumani Diabaté (Mali)
Rabih Abou-Khalil feat. Ricardo Ribeiro (Líbano/Portugal)
Eliades Ochoa (Cuba)
CCB, 1 a 3
Bom mini-festival (em post próprio).
_______

Outras Ficções
Curador: Pedro Lapa
Museu do Chiado, 26 de Junho a 30 de Dezembro de 2008
Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Alexandre Estrela, Alfredo Andrade, Ana Hatherly, António Pedro, António Sena, Fernando Azevedo, Fernando Lanhas, Fernando Lemos, Helena Almeida, Joaquim Rodrigo, João Maria Gusmão, Pedro Paiva, Joaquim Rodrigo, João Tabarra, João Pedro Vale, João Vieira, Jorge Oliveira, Jorge Pinheiro, Jorge Vieira, José Escada, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Júlia Ventura, Lourdes Castro, Manuel Botelho, Marcelino Vespeira, Mário Eloy, Paula Rego, Pedro Cabrita Reis e Pires Vieira.
A exposição reúne de forma não cronológica um conjunto de obras da colecção do Museu do Chiado organizado em torno dos conceitos "Lugar", "Reversibilidade", "Rebaixamento", e "Acontecimento".
A selecção das peças, segundo o director, Pedro Lapa, privilegia "a diferença e especificidade que cada uma propõe à rede discursiva do núcleo onde se insere". "Pode assim acontecer que uma obra remota tenha maiores afinidades com uma contemporânea do que com as que se lhe sucedem imediata e cronologicamente", refere o responsável.
A escolha dos quatro conceitos que norteiam a exposição "partiu de uma hipótese sobre algumas linhas possíveis de interpretação relativas às práticas artísticas actuais", ainda segundo Pedro Lapa, que tem vindo apresentar no Museu do Chiado várias mostras em que obras do século XIX convivem com criações contemporâneas.
Muito interessante.
_______
5ª à noite nos museus

Actividade agradável.

Dia 7 no Museu de Arte Antiga
Filme "O tapete voador" de João Mário Grilo
Visita à exposição temporária "Museum" de Rui Sanches
- diálogo arte antiga e arte contemporânea -
visita guiada por Paulo Henriques.
Parte final da explicação sobre um tapete persa,
por uma guia do serviço educativo do museu.
Interessantes as palavras de Paulo Henriques a partir de uma interpretação pessoal, à falta de referências fornecidas pelo escultor.
Sobre o tapete persa, a guia deslumbrou-se com as suas próprias palavras.
_______
CCB fora de si

Cantos, Batuques, Búzios
Finka Pé e Associação Moinho da Juventude

Hip-Hop é o ritmo da vida
B. Boys e B. Girls
12 Macacos e 7th Atitude
CCB, dias 8 a 10
Animação, simplesmente.
_______

Diz-me como a chuva
Escola de mulheres - oficina de teatro
Interpretação Cucha Carvalheiro e Isabel Medina
Textos Tennessee Williams
Tradução Colectiva
Encenação Marta Lapa
Cenografia Ana Vaz
Figurinos Marta Lapa | Ana Vaz
Assistência de Encenação e Desenho de Luz Inês Pombo
Música Original João Lucas
Fotografia: Margarida Dias
Design Gráfico: Marta Coelho
Assistência de Cenografia e Execução de Adereços: Marinel Matos
Produção Executiva: Manuela Jorge
Teatro da Comuna, 17 de Julho a 17 de Agosto
Muito boas interpretações a partir de textos com sabor americano de Tennesse Williams.
_______
Jazz em Agosto 2008

Peter Brötzmann Chicago Tentet (Alemanha, EUA, Suécia, Noruega)
Peter Brötzmann (clarinete, taragot, sax alto e tenor)
Mats Gustafsson (sax barítono, slide sax)
Ken Vandermark (clarinete, sax tenor e barítono)
Joe McPhee (trompete, sax alto)
Johannes Bauer (trombone)
Jeb Bishop (trombone)
Per Åke Holmlander (tuba)
Fred Longberg-Holm (violoncelo)
Kent Kessler (contrabaixo)
Paal Nilssen-Love
Michael Zerang (bateria)
Gulbenkian, dia 9
Jazz contemporâneo razoável, com alguns bons momentos.
_______
5ª à noite nos museus
dia 15, Museu de Arqueologia
Impressões do Oriente - de Eça de Queirós a Leite de Vasconcelos
Tesouros da Arqueologia Portuguesa
Impressões do Oriente, a primeira visita tinha um guia que conseguia no limite manter os visitantes interessados, apesar de alguns lapsos momentâneos colmatados com "improvisação" a nível de factos históricos e lendas.
Tesouros com uma guia que praticamente não apresentou a exposição, numa visita rápida e desnecessária.
_______

dia 14, FUNDBUREAU

Stephan Meidell guitarra
Hugo Antunes contrabaixo
Luís Candeias bateria
Animação, simplesmente.
_______
CCB fora de si

Fraser Hooper
Uma cena de gargalhadas
Animação para um dia de verão ao ar livre e despreocupado.

Mazalda (França)
Um pezinho de dança vai ser pouco...
Fanfarra com algum poder de cativar.

Olivier Roustan
Funâmbulo (França)
Desnecessário.

Cine-Belém - Cinema (documentário)
Náufragos (Uruguai)
Realização Gonzalo Arijón
Fotografia Cesar Charlone
Som directo Georges Laffite
Montagem Claudio Hughes | Samuel Lajus | Alice Larry
Produção Marc Silvera/Ethan Productions
Vencedor do Joris Ivens Award em 2007, Náufragos retoma uma das mais extraordinárias histórias conhecidas sobre os limites do ser humano. Trinta e cinco anos depois da queda de um avião na cordilheira dos Andes, os sobreviventes do voo, que resistiram ao frio e à fome durante 72 dias a uma altitude de quatro mil metros, regressam ao cenário da épica aventura.
CCB, dias 15 a 17
Filme "Náufragos" muito interessante, mas o seu poder está mais no tema e na possibilidade de ouvir os intervenientes, e por isso comovente, do que pela arte de documentário para a qual nada de novo.
_______
Literatura
"Os Anões" (The Dwarfs)
Harold Pinter
YouTube.
"Todo-o-mundo" (Everyman)
Philip Roth
YouTube: 1 | 2 | 3.
"A mulher que prendeu a chuva e outras histórias"
Teolinda Gersão
YouTube. Colóquio Letras.
"O Dom" (The Gift - Дар, Dar)
Vladimir Nabokov
YouTube: 1 | 2.
Todos livros bons.
domingo, 25 de maio de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
QI QIAO BAN | As Sete Pranchas da Astúcia

Les Sept Planches de la ruse
CIE 111 | Aurélien Bory
Compagnie 111 com dois grupos de acrobatas chineses da cidade de Dalian Troupe Acrobatique e a Opera de Pequim.
Concepção, cenografia e encenação | Aurélien Bory

Depois de Plano B e Mais ou Menos Infinito, espectáculos que a deram a conhecer ao público português, a Compagnie 111 traz o novo circo de volta ao CCB para uma aventura com dois grupos de acrobatas chineses da cidade de Dalian: Troupe Acrobatique e a ópera de Pequim.
Partindo do conhecido jogo chinês formado por diferentes elementos geométricos qi qiao ban (ou tangrama), que significa “As Sete Tábuas da Astúcia”, Aurélien Bory compõe um conto visual em sete quadros, ou antes um poema feito de sete metáforas geométricas.

“[...] acolhi com entusiasmo a ideia de ir ao encontro dos artistas chineses da cidade de Dalian, cujo nível acrobático é um dos mais notáveis do mundo. Imaginei de seguida compor com eles um conto visual moderno, inspirando-me no sentido muito desenvolvido da metáfora. Escolhi como suporte do espectáculo um jogo que data da Antiguidade chinesa, descoberto na Europa no final do século XIX: o tangrama, ou em chinês qi qiao ban, que significa as sete tábuas da astúcia.” Aurélien Bory
CCB, 26 a 30 de Março de 2008

Com DING HONG | JIANG HUIMIN | AN LIMING | YU YINGCHUN | SUN RUICHEN |CHEN JIANHUI | TAN ZUOLIANG | LIU YU, LI LIANG | QU AIGUO | ZHANG DEQIANG | WANG WENTAO | ZHANG BENCHUAN | CHE HU
Concepção, cenografia e encenação AURÉLIEN BORY
Colaboração artística PIERRE RIGAL
Tradução e assistência de encenação EVITA AYGUAVIVES
Desenho de luz ARNO VEYRAT
Luzes e palco TRISTAN BAUDOIN
Composição musical RAPHAËL WISSON
Mistura e som STEPHANE LEY
Música complementar ARVO PÄRT
Figurinos SYLVIE MARCUCCI
Direcção de cena ARNO VEYRAT | TRISTAN BAUDOIN
Décor PIERRE DEQUIVRE ET LES ATELIERS DE LA FIANCEE DU PIRATE A TOULOUSE
Chefe de carpintaria ARNAUD LUCAS
Carpinteiros de cena EMILY BATTERSBY | CHARLOTTE DELION | PIERRE OLIVIER DUFOUR | REGIS FRIAUD | HAROLD GUIDOLIN | ARNAUD LORIDAN | MATHIAS QUESNEL
Producão, administração e divulgação SCENES DE LA TERRE & CIE 111
Scenes de la terre CHANTAL LARGUIER | AYLANA IRGIT | DAWA IRGIT
Cie 111 FLORENCE MEURISSE | DELPHINE JUSTUMUS
Produção em Dalian ECOLE D'ART DE DALIAN | MONSIEUR FAN XIANG CHENG | DIRECTEUR
Tradução e logística ELSA GANGLOFF

PRODUÇÃO SCENES DE LA TERRE / CIE 111
PRODUTOR DELEGADO EM DALIAN (China) ECOLE D'ART DE DALIAN
CO-PRODUÇÃO
THEATRE DE LA VILLE - PARIS
DIRECTION DE LA CULTURE - VILLE DE DALIAN
EQUINOXE - SCÈNE NATIONALE CHATEAUROUX
RESIDÊNCIA EM SCÈNE NATIONALE DE SÉNART
APOIOS
MINISTÈRE DE LA CULTURE/DIRECTION RÉGIONALE DES AFFAIRES CULTURELLES MIDI-PYRÉNÉES
RÉGION MIDI-PYRÉNÉES
VILLE DE TOULOUSE
CONSEIL GÉNÉRAL DE LA HAUTE-GARONNE
CULTURES FRANCE
_______
Magnífico e bonito. Um dos espectáculos da temporada.
links
video
liberation.fr: C'est l’«intranquillité» telle que la pensait Pessoa.
arte.tv
culture.fr
tangram
_______
“Poursuivant une écriture du théâtre basée sur le corps et l’objet, tous deux propres au cirque, j’ai accueilli avec enthousiasme l’idée d’aller rencontrer des artistes chinois de la ville de Dalian, dont le niveau acrobatique est l’un des plus élevés au monde. J’ai ensuite imaginé composer avec eux un conte visuel moderne, en m’inspirant du sens très développé de la métaphore. J’ai choisi comme support du spectacle et comme seul décor un jeu datant de l’antiquité chinoise, découvert en Europe à la fin du XIXe siècle : le tangram, ou en chinois qi qiao ban, qui signifie les sept planches de la ruse.Le qi qiao ban est un jeu de solitaire. Il est composé de sept éléments géométriques : cinq triangles de trois tailles différentes, un carré, un parallélogramme, qui juxtaposés d’une certaine manière forment un grand carré. Un grand nombre de figures géométriques peuvent être reproduites en variant les juxtapositions, et certaines sont très représentatives des rapports mathématiques et géométriques liant les différents éléments. Une réflexion sur certaines figures permet d’en déduire certains théorèmes géométriques de façon visuelle.
Le fait de chercher dans les mathématiques l’origine du projet est à la fois une continuité dans mon esthétique basée sur la géométrie, mais aussi une façon de déplacer la rencontre avec les artistes chinois sur un terrain neutre, une science majeure à la fois dans la pensée chinoise et dans la culture occidentale.
Le spectacle est ainsi conçu pour quatorze acteurs d’âge différent, qui viendront de l’acrobatie principalement, mais aussi de l’opéra. Les acteurs manipuleront eux-mêmes le décor. Au départ, ce grand carré leur servira de socle, puis les sept éléments se dissocieront et pourront tenir debout sur leur tranche, dessinant des formes de trois à six mètres de haut. Les acrobates travailleront en grimpant sur les faces de ces sept objets, dans un équilibre fragile, contrastant avec leur habituelle virtuosité.
Ces sept formes placeront ainsi l’homme au milieu de forces mathématiques qui le dépassent. Mais ces propriétés ne seront pas uniquement utilisées en tant que telles. Placées sur la tranche, les sept pièces du jeu formeront des paysages mobiles, dont les combinaisons sont nombreuses. Il s’agit là de mettre l’homme face à des puissances : puissances naturelles d’une part, telles que la montagne, avec les mythes qui l’habitent, et puissances politiques d’autre part, comme la ville, les grands ensembles. Acceptons-nous le monde changeant , ou rêvons le encore immuable ? Que doiton croire aujourd’hui des forces de la terre, et des forces de l’homme ?
Dans une composition en sept tableaux, ou plutôt dans un poème fait de sept métaphores géométriques, les sept planches de la ruse veut réinventer la mythologie d’un peuple, d’un monde à part, d’un continent fictif, imaginé non pas en chine, mais bien plus loin encore, là où « les yeux furibonds des rois adamantins valent moins que les sourcils baissés des bodhisattvas » (proverbe chinois).”
Aurélien Bory, janvier 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Le Cirque du Soleil
28 Novembro a 2 Dezembro de 2007
Esgotado...
Bom espectáculo multimédia com apontamentos de circo.
domingo, 19 de agosto de 2007
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Ola Kala, Les Arts Sauts

CCB, até 26 de Agosto de 2007
Sur scène, les images se substituent aux mots. Chaque moment est une expérience nouvelle où naissent des figures aériennes autour d'un espace de jeu particulier - le trapèze en croix - multipliant les axes et les déplacements et permettant de varier les trajectoires.
Ola Kala est encore une recherche approfondie sur l'esthétisme, le mouvement en l'air spectaculaire recherche inventif autour du vol, de la chute, du plaisir et du désir.
Violons, violoncelles, voix de femme, sons électroniques, forment une texture musicale qui accompagne le ballet. Les musiciens sont placés au plus près des trapézistes, à 12 mètres de hauteur, et accompagnent le ballet des corps dans l'espace comme si un même battement de coeur les unissait.
S'ajoute à cette chorégraphie aérienne un travail spécifique sur la lumière - jeux d'ombres, effets de proche et lointain - se projetant sur la toile et offrant ainsi une sorte de double.
Les spectateurs sont conviés à pénétrer sous la haute bulle par des boudins remplis d'air et à s'asseoir dans les transats entourant les artistes, retraçant le cercle intime de la piste.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Taoub, Aurélien Bory
O Grupo Acrobático de Tânger com encenação de Aurélien Bory/ MarrocosTapetes árabes que fazem voar sem cair.
TAOUB, em árabe, quer dizer tecido. Um espectáculo que se constrói a partir de vários tecidos, tapetes, vestidos e telas gigantes que cobrem o palco por inteiro. A acrobacia, prática marroquina ancestral, ganha neste espectáculo uma dimensão poética através de uma escrita do movimento que se deixa envolver por imagens, sombras e filmes.
Centro Cultural de Belém

CCB fora de si
3 a 5 de Agosto de 2007
Acrobatas: Jamila ABDELLAOUI, Jamal BEN ALI, Abdesalam BROUZI, Abdelaziz EL HADDAD, Najib EL MAIMOUNI IDRISSI, Abdelilah EL MEDJKI, Younes HAMMICH, Mohammed HAMMICH, Rachid HAMMICH, Amal HAMMICH, Samir LAAROUSSI, Yassine SRASI
Assistente de encenação e técnico de vídeo: Pierre Rigal
Trampolim: Julien Cassier
Desenho de luz: Arno Veyrat
Régie: Joël Abriac/Cécile Hérault
Figurinos: Mahmoud Tabit ben Slimane
Direcção: Sanae El Kamouni
sábado, 30 de junho de 2007
CCB fora de si
1 de Julho a 1 de Setembro de 2007
Inauguração dia 1 de Julho às 18h30
O programa estende-se ao longo dos meses de Julho e Agosto, e distribui-se pelos múltiplos espaços exteriores e interiores do Centro Cultural de Belém. Tudo acontecerá nos jardins, praças, terraços, esplanadas e auditório: artistas e companhias portuguesas e estrangeiras de novo-circo, fanfarras, música multi-étnica, jazz, teatro móvel, magia, marionetas, jogos de água e instalações. Todos os dias, durante estes dois meses, haverá qualquer coisa para visitar, ouvir, descobrir. De quinta-feira a domingo, a programação intensifica-se, oferecendo à tarde e à noite propostas de espectáculos sempre diferentes.
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Contigo - Rui Horta + João Paulo Santos
17 - 20 Fevereiro de 2007
Centro Cultural de Belém
Um espaço vazio ocupado por um mastro. Um totem que marca fatalmente esse espaço e lança um desafio vertical. Um corpo que responde a esse mesmo desafio, à vertigem, ao risco e à possibilidade de queda. Rui Horta e João Paulo Santos juntos, para conceber um espectáculo de novo circo.
“Lá em cima o tempo corre mais devagar e lá gostaria de ficar para sempre…Mas estranhamente regresso, mais leve, habitado pelo que senti.”
Contigo marca o encontro de um excepcional intérprete na disciplina de mastro chinês, João Paulo Santos, com o coreógrafo Rui Horta. A obra, estreada no último Festival de Avignon (2006), no âmbito do programa “le sujet à vif”, foi muito bem acolhida pelo público e teve uma enorme procura por parte dos programadores internacionais.
Esta versão, mais completa, corresponde ao desejo de ambos os autores levarem ainda mais longe a sua pesquisa artística: um encontro entre a dança contemporânea e o novo circo, fundindo-se numa linguagem comum que dilui fronteiras entre as duas disciplinas artísticas.
domingo, 10 de dezembro de 2006
Plus ou moin l'infini - Companhia 111

Novo-Circo
CCB, 13 a 17 de Dezembro de 2006
“Plus ou moins l’infini”, a última produção de uma trilogia sobre o espaço. Na matemática, a linha encontra-se compreendida entre – infinito e + infinito. É daí que nasce este título, que faz também referência às regras dos limites. As linhas serão contínuas ou descontínuas, rectas ou curvas, sólidas ou imateriais, no exterior ou no interior do corpo, visíveis ou invisíveis, mas todas elas móveis. Uma parte do trabalho será sobre o movimento das linhas no espaço. Uma outra parte confrontará a linha e o homem. Por último, tratar-se-á das metáforas construídas com linhas, com o tempo ou as gerações. A pesquisa da companhia neste espectáculo funda-se nas possibilidades que o malabarismo oferece, no sentido próprio e no sentido figurado.
domingo, 5 de março de 2006
Secret, Cirque Ici – Johann le Guillerm

Artiste de cirque, équilibriste, dompteur, manipulateur et faiseur d’objets, johann Le Guillerm est un inventeur qui court l’aventure entre mystères scientifiques et poésie.
7 a 26 de Março de 2006, CCB
Secret est un cirque d’art et d’essai, un monde en soi, habité par un sorcier à l’âme tranquille. Tout nous envoûte dans Secret: la relation que cet homme de cirque seul en piste entretient avec la matière… il l’affronte, la séduit, la dompte ; le dialogue intime et muet que ce personnage, mi-diable, mi-chevalier, établit avec les objets; la complicité qu’il installe sous nos yeux avec d’étranges machines; le temps qui se dilate, s’étire et devient un allié précieux pour faire avec l’artiste un voyage au cœur des choses. Et si le secret de Johann Le Guillerm était de savoir nous conduire doucement à ce «point d’équilibre» auquel nous rêvons tous? Celui où nous serions enfin en accord avec le monde…
Un beau secret est toujours partagé. L’art corporel et spirituel, scientifique et poétique de Johann Le Guillerm semble se condenser dans le secret, ce mot qui désigne une chose réservée et qui résonne avec le verbe “se créer”.
Secretest d’ailleurs la cristallisation scénique d’une pensée en mouvement effectuée au sein de L’Observatoire que Johann Le Guillerm a mis en place au retour d’un tour du monde initiatique.
Manipulation d’objets créés ou détournés, Secret donne corps à des solos poétiques et troublants.
Il est le premier volet d’un projet nommé Attraction, qui en compte quatre: le spectacle Secret, une structure monumentale La Motte, un film, et un regard sur le projet La Trace. Sont présentés à la Villette: Secret, le prototype de La Motte et L’Observatoire.
sexta-feira, 4 de março de 2005
Cirque Invisible

Centro Cultural de Belém
8 a 12 de Março de 2005
A filha de Charlot, Victoria Chaplin, idealizou e encena este espectáculo de circo com o seu marido, o actor francês Jean-Baptiste Thierrée. São também eles que vestem a pele das personagens principais: uma mulher-pássaro e um palhaço. Até 12 de Março no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Este circo é "invisível" porque recorre à imaginação, além do poder visual. O público é transportado para o fantástico mundo dos sonhos, altura em que o palco é invadido por dez artistas que continuam os momentos de magia.
É difícil definir um espectáculo como este, idealizado e encenado por Victoria Chaplin (filha de Charlot) e Jean Baptiste Thierrée!
Na realidade, duas horas são pouco para o sentimento de magia que nos invade... não a magia no sentido hábil e teatral, mas aquela magia que pertence ao puro e ingénuo imaginário infantil de todos nós.
Dois personagens: ele, o palhaço ilusionista (ex-comediante de Peter Brook e de Federico Fellini); ela, a mulher pássaro. Juntos, apresentam-nos uma linguagem única e ao mesmo tempo universal, que explora o poder visual e a nossa imaginação. Dois artistas e um Palco!
Mas, depois da racionalidade adormecer e entrarmos no mundo de sonhos que é o Circo Invisível, ficamos perante dez artistas e um Palco, onde a verdade da realidade desaparece e renasce o INVISÍVEL sonho mágico!
Né en 1937, Jean-Baptiste Thierrée, après des débuts dans l'imprimerie, entre comme souffleur au Théâtre de la Porte Saint-Martin et fait quelques figurations au cinéma.
Ses rencontres avec Jean-Marie Serreau puis Roger Planchon le mènent vers une carrière d'acteur au théâtre où il interprète les rôles de jeune premier et, au cinéma, dans Muriel d'Alain Resnais. En 1965, il fonde une compagnie de théâtre avec laquelle il crée notamment Le Revizor de Gogol, Midi moins cinq de Jacques Sternberg, Le Chevalier au pilon flamboyant de Beaumont et Fletcher au Théâtre du Grand-Guignol.
Puis survient Mai-1968 et son désir de cirque naît à la fois de son engagement politique et de sa rencontre avec Alexis Gruss senior puis Félix Guattari. Il fonde enfin son propre cirque dans les années 1970 (grâce à l'aide de Michel Rocard, alors à la tête du PSU), sous l'intitulé du Cirque Baptiste qui deviendra un peu plus tard le Cirque Imaginaire. À cette époque, il rencontre Victoria Chaplin qui deviendra sa femme et l'accompagnera dans toutes ses aventures.
Jean Vilar leur propose de planter leur chapiteau au Festival d'Avignon, place Champfleury, où le Cirque Imaginaire deviendra le Cirque Bonjour. Le succès est foudroyant et l'engouement de la presse et du public immédiat. Pourtant, Jean-Baptiste Thierrée, soucieux de préserver sa démarche artistique, refuse de transformer sa compagnie en entreprise commerciale et entreprend de nombreuses démarches pour se faire reconnaître par les pouvoirs publics comme cirque de service public.
Ses tentatives nombreuses seront sans lendemain et les portes du ministère de la Culture resteront fermées.
En 1974, il décide de saborder le Cirque Bonjour.
Il noue des contacts avec l'étranger et c'est sous le nom du Cirque Invisible que Jean-Baptiste Thierrée et Victoria Chaplin sillonnent, depuis 1980, toutes les plus grandes capitales européennes et internationales où ils acquièrent une grande notoriété. Au cours de cette "Année du cirque", ils ont effectué une grande tournée à Hambourg, Salzbourg, Stockholm, Helsinki et HongKong.
La fin de saison les trouvera en Norvège, à Lisbonne et à Berlin. Toutes les grandes capitales du monde. Sauf Paris.

