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domingo, 22 de fevereiro de 2009

JCJ Vanderheyden + Jochen Lempert

“A Analogia do Olho”
JCJ Vanderheyden

Quem tenha visto a exposição de Roma Publications na Culturgest, em 2006, lembrar-se-á porventura de um conjunto de três serigrafias na última sala: três formas geométricas simples, monocromáticas (azul, vermelho e preto), sobre fundo branco. É uma obra recente do artista holandês JCJ Vanderheyden (Den Bosch, 1928), que recupera o vocabulário das suas pinturas abstractas de meados da década de 1960. Em 1967, e durante quase dez anos , o artista deixou de pintar para se dedicar à investigação dos fenómenos da luz, do tempo e do espaço, a experiências com o som e o vídeo, ou à construção de cabines para experienciar o tempo. Desde que retomou aque la prática, em 1976, as suas pinturas reincidem nos mesmos motivos (por exemplo, o horizonte do céu ou o xadrez) e reiter am as mesmas questões e preocupações: a intersecção entre a pintura e a fotografia, a analogia entre a câmara fotográfica e o olho humano, as relações recíprocas entre o microscópico e o macroscópico, ou entre o fragmento e a totalidade, para referir algumas. Nos últimos vinte e cinco anos, Vanderheyden realizou diversas exposições retrospectivas no seu país (Van Abbemuseum em Eindhoven, 1983; Boijm ans Museum em Roterdão, 1990; e Stedelijk Museum em Amesterdão, 2001), mas permanece ainda pouco conhecido fora da Holanda (apesar da sua participação na Documenta de Kassel, em 1982). Esta é a primeira retrospectiva do seu trabalho fora do seu país.

“Trabalho de Campo”
Jochen Lempert

Antes de eleger a fotografia como medium do seu trabalho artístico, Jochen Lempert (Moers, Alemanha, 1958) dedicou-se intensamente, entre 1979 e 1989, à realização de filmes experimentais no âmbito do colectivo Schmelzdahin. Paralelamente, entre 1980 e 1988, fez os seus estudos universitários em Biologia. De ambas as actividades ficariam traços indeléveis no seu trabalho fotográfico. Este distingue-se, desde logo, pela escolha do assunto: a vida animal, que o artista investiga com um olhar informado e uma curiosidade insaciável, nas suas diferentes formas e nos mais diversos contextos (do habitat natural ao museu de história natural, do jardim zoológico ao meio urbano), mas também nas suas manifestações e representações na vida quotidiana e na cultura material. A este interesse pela vida animal como assunto alia-se uma exploração das propriedades e da materialidade da imagem fotográfica. Jochen Lempert fotografa com uma câmara de 35 mm e a preto e branco, escolhe deliberadamente papéis que não se conformam aos padrões profissionais e tira partido, de forma prodigiosa, do processo de revelação. O seu trabalho define uma posição artística solitária, discretamente construída sem qualquer concessão às tendências e aos cânones dominantes na fotografia contemporânea.

Curadoria: 
Miguel Wandschneider

Culturgest, 7 de Fevereiro a 10 de Maio

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Maribor Ballet

Sloven National Theatre | Eslovénia
Director Artistico:
Edward Clug


Radio and Juliet
Coreografia: Edward Clug
Música: Radiohead

Festival de Sintra
Centro Cultural Olga Cadaval, 13 e 14 de Junho de 2008

info: 1 | 2.

Grande expectativa...
Coreografia muito interessante e bailarinos estimulantes.
Muito bom.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ballet de Teatres de la Generalitat


Jardí Tancat
Coreografia: Nacho Duato
Música: María del Mar Bonet

Viñetas
Coreografia: Gustavo Ramírez Sansano
Música: Arvo Pärt

Coming Together
Coreografia: Nacho Duato
Música: Frederic Rzewski

Centro Cultural Olga Cadaval, 30


Comovente a juventude e a força da dança dos bailarinos desta companhia espanhola de Valencia criada há 10 anos.

domingo, 20 de abril de 2008

Festival de Sintra 2008

Uma boa oportunidade para a dança com programação de Vasco Wellenkamp.
Música também, pelo programador Luís Pereira Leal.


Ballet de Teatres de la Generalitat | Espanha

Jardí Tancat
Coreografia: Nacho Duato
Música: María del Mar Bonet

Viñetas
Coreografia: Gustavo Ramírez Sansano
Música: Arvo Pärt

Coming Together
Coreografia: Nacho Duato
Música: Frederic Rzewski

30 de Maio

Logo que arrancou, o Centre Coreogràfic pôs em marcha um projecto denominado Célula de Inserção Profissional, com o objectivo de formar bailarinos profissionais. Após seis anos de caminho, este projecto culminou na criação do Ballet de Teatres de la Generalitat, uma companhia institucional de actividade independente com difusão nacional e internacional.
Coreógrafos de projecção mundial, como Nacho Duato e Gustavo Ramírez, bem como as colaborações extraordinárias de bailarinos de dimensão internacional, asseguram a qualidade das propostas desta companhia de dança.


Maribor Ballet (Sloven National Theatre) | Eslovénia

Director Artistico: Edward Clug

Radio and Juliet
Coreografia: Edward Clug
Música: Radiohead

13 e 14 de Junho

Radio and Juliet é a prova de que entre nós vive um grande coreógrafo da era moderna, Edward Clug. Ele lidou com um período de alienação e explicitamente e expôs a força dos impulsos recorrentes, que sobressaem do tecido sensual humano na sua última coreografia, intitulada Radio & Juliet.
O coreógrafo rodeia a delicadeza das situações amorosas com a mão fria da mecanização do mundo moderno, com ritmos pungentes e sons metálicos de uma das bandas inglesas de rock alternativo com mais sucesso, Radiohead. A música da banda expressa sentimentos de desespero, alienação, solidão; cria uma atmosfera de agressão e acelera a passagem do tempo. A cadência do nosso tempo é inexorável e Clug segue-a ao criar a sua dança narrativa.


Scapino Ballet Rotterdam | Holanda

Director Artístico: Ed Wubbe

De Bruiden (The Brides)
Coreografia: Ed Wubbe
Música: Igor Stravinski, Les Noces


Der Rest ist Schweigen (The rest is silence)
Coreografia: Marco Goecke
Música: Stephen Foster


Nicht Zutreffendes Streichen
Coreografia: Ed Wubbe
Música: Heinrich von Biber

20 e 21 de Junho

Ao longo da última década, o Scapino Ballet Rotterdam, com a sua arrojada programação, tem evoluído até se tornar uma das companhias mais inovadoras e marcantes não só nos Países Baixos, como nos grandes teatros de todo o mundo.
O programa a apresentar em Sintra apresenta duas surpreendentes coreografias de Ed Wubbe, director artístico da companhia e um dos mais versáteis coreógrafos holandeses, e ainda uma coreografia assinada por Marco Goecke, coreógrafo convidado permanente.

Companhia Nacional de Bailado | Portugal

Director Artístico: Vasco Wellenkamp

Front Line
Coreografia: Henri Oguike
Remontagem Coreográfica: Nuno Silva
Música: Dmitri Shostakovich, Quarteto de Cordas nº 9 em Mi bemol Maior, op.117

Lento para Quarteto de Cordas
Coreografia: Vasco Wellenkamp
Música: Anton Webern, Movimento lento para quarteto de cordas

Cantata
Coreografia: Mauro Bigonzetti
Remontagem coreográfica: Carlos Prado
Arranjo musical: Gruppo Musicale Assurd a partir de música original e tradicional do sul de Itália



Centro Cultural Olga Cadaval, 4 e 5 de Julho

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quarta-feira, 6 de julho de 2005

Compañía Nacional de Danza


Director Artístico:
Nacho Duato

Compañía Nacional de Danza

Centro Cultural Olga Cadaval
8 e 9 de Julho de 2005

Arcangelo
Coreografia Nacho Duato
Música Arcangelo Corelli, Alessandro Scarlatti

Por vos muero
Coreografia Nacho Duato
Música Antiga Espanhola dos séculos XV e XVI

Diecisiete
Coreografia Nacho Duato
Música Pedro Alcalde, Sérgio Caballero

A Compañía Nacional de Danza foi fundada em 1979 com o nome de Ballet Nacional de España Clásico, e teve Víctor Ullate como primeiro Director. Em Fevereiro de 1983 María de Ávila assumiu a Direcção dos Ballets Nacionales - Español y Clásico -, tendo encomendado coreografias a Ray Barra, bailarino e coreógrafo norte-americano residente em Espanha, oferecendo-lhe posteriormente o cargo de Director, função que desempenhou até Dezembro de 1990. Em Dezembro de 1987, Maya Plisetskaya foi nomeada Directora Artística da companhia de bailado.

O assumir de funções como Director Artístico da Compañía Nacional de Danza do prestigiado coreógrafo e bailarino Nacho Duato, em Junho de 1990, implicou uma mudança inovadora na história da companhia. Duato estava decidido a tornar o grupo numa companhia com identidade própria, em que, sem esquecer os preceitos clássicos, se traçasse um rumo para um estilo mais contemporâneo. Com este fim incluíram-se no repertório novas coreografias criadas especificamente para a companhia, assim como outras obras de qualidade reconhecida por numerosas companhias internacionais.

Nacho Duato também trouxe para a Compañía Nacional de Danza o seu trabalho como coreógrafo, elogiado e premiado pela crítica mundial da especialidade.


Arcangelo
Arcángelo es una reflexión sobre el paraíso y el infierno. Está basado en los maravillosos Concerti Grossi del italiano Arcangelo Corelli finalizando con una aria de la ópera de Scarlatti, Il primo Omicidio. Duato ha utilizado fundamentalmente los lentos y adagios en un orden distinto al original. El ballet nos relata la búsqueda de una liberación a través de la muerte, como vía de acceso a un paraíso que nos libere.

Por vos muero
Duato se ha inspirado en música española de los siglos de oro que junto con los bellísimos versos de Garcilaso de la Vega sirven al coreógrafo como hilo conductor entre la lógica contemporaneidad de la danza en Por Vos Muero y su referencia histórica.
En los siglos XV y XVI las danzas formaban parte de la expresión de pueblo, en todos sus estratos, lo cual redundaba en que supusieran realmente el reflejo de la cultura de su tiempo. Pos Vos Muero quiere ser un homenaje a ese papel fundamental que la danza ocupaba entonces en nuestra sociedad.

Diecisiete
Diecisiete, un ballet inspirado en el tradicional “haiku” japonés. El título de “Diecisiete” hace referencia al número de sílabas de los “haikus” japoneses, una estructura poética muy ligada a dos temas, la naturaleza y la muerte, sobre los que los orientales tienen una visión muy personal y que ahora Duato transmite a través de la danza. Aunar los sonidos de la naturaleza con la instrumentación musical ha sido trabajo de Pedro Alcalde y Sergi Caballero, al son de cuya música acompasan sus movimientos los bailarines.


Nacho Duato

Nasceu em Valência, Espanha. Começou a sua formação profissional na Rambert School de Londres, continuando-a na Mudra de Maurice Béjart em Bruxelas e completando os seus estudos no Alvin Ailey American Dance Centre em Nova Iorque.

Em 1980 Nacho Duato assinou o seu primeiro contrato profissional com o Cullberg Ballet (Estocolmo) e um ano mais tarde, pela mão de Jirí Kylián, ingressou no Nederlands Dans Theater, tendo sido nomeado Coreógrafo Residente em 1988, ao lado de Hans van Manen e Jirí Kylián. Pelos seus êxitos como bailarino recebeu em 1987 o VSCD Gouden Dansprijs (Medalha de Ouro em Dança). A sua primeira coreografia, Jardí Tancat (1983), com música de María del Mar Bonet, ganhou o primeiro prémio do Internationaler Choreographischer Wettbewerb (Concurso Coreográfico Internacional) de Colónia.

Os seus bailados fazem parte do repertório das mais prestigiadas companhias por todo o mundo, entre as quais o Cullberg Ballet, Nederlands Dans Theater, Les Grands Ballets Canadiens, Ballet da Ópera de Berlín, Australian Ballet, Stuttgart Ballet, Ballet Gulbenkian, Finnish Opera Ballet, San Francisco Ballet, Royal Ballet e American Ballet Theatre.

Em 1995 recebeu o Grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, concedido pela Embaixada de França em Espanha.

Em 1998 o Conselho de Ministros condecorou-o com a Medalha de Ouro de Mérito em Belas Artes.

Em Abril de 2000 recebeu na Ópera de Stuttgart um dos mais conceituados prémios internacionais, o Benois Prix de la Danse, na sua 9º edição, concedido pela International Dance Association, por Multiplicidad. Formas de Silencio y Vacío (1999).

Foi Premio Nacional de Danza 2003 na modalidade de Creación.

Nacho Duato é Director Artístico da Compañía Nacional de Danza desde Junho de 1990, a convite do Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música do Ministério da Cultura de Espanha.

sexta-feira, 11 de junho de 2004

Nederlands Dans Theater II

Nederlands Dans Theater II

Programa
Centro Cultural Olga Cadaval
19 de Junho 2004

Sintra Festival, Portugal NDT II
27'52'' - Jiří Kylián
Dream Play - Johan Inger
Shutters Shut - Lightfoot León
Subject to change - Lightfoot León

Público.



Review: Nederlands Dans Theater II
by Janet Anderson

Anyone who saw Nederlands Dans Theater II at Annenberg last weekend is probably still reeling from the impact of that much talent slamming into the audience. Czech Jiri Kylián transformed the already well-established Nederlands Dans Theater into a three-pronged ballistic dance missile back in 1975. We saw NDT II, the young troupe, aged 17 to 22; some of them will go into NDT I, the main company -- and later, around age 40, a few may segue gracefully into NDT III. All are considered artistic equals; none could be any better than these fantastic kids.

Maestro Kylián's Indigo Rose introduced us to the dancers moving in a series of vignettes set to music that ranged from Johann Sebastian Bach to good ole country western. Nine dancers prowled, flirted and engaged in mock battles combining weird moves seamlessly. A triangle composed of thin, bright lines shared the stage, looking like laser sculpture, but when white cloth shimmered over it and created a prop, it was clear the illusion was very real indeed. Overhead a strip of video showed close-ups of the dancers mugging, laughing and posing. It was a complex and beguiling introduction to the troupe.

Englishman Paul Lightfoot's Sad Case heated things up with the appearance of five dancers wearing white outfits smeared with brown streaks, with faces and visible body parts painted white. There was nothing muddy or sad about the dancing. The dancers shivered, talked and shrugged as they whipped around to fast-paced Latin music. Artfully arranged spotlights seemed to light up in response to wolf whistles. It was wonderfully sappy and never less than terrific to watch.

Israeli choreographer Ohad Naharin's Minus 16 caused something close to dance bedlam. It began modestly enough during intermission with one dancer in a black suit and hat shuffling in front of the stage curtain, which eventually opened to show 11 other dancers, identically dressed (Orthodox Jews? Lounge lizards?) moseying around doing the same low-key boogie. Then, wham, a blasting techno rendition of Hava Nagila burst out and near-demonic folk dance erupted. We met the dancers in solos performed to their own voiceovers. Then they surged out into the auditorium, dragging hapless audience members onstage for a dance party. No one wanted to let these dancers stop. The famous Philadelphia walking ovation with the audience clapping as it disappears didn't happen. Note to Rummy: There are weapons of mass destruction in The Hague!