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sábado, 21 de março de 2020

em casa : Teatro

Teatro Nacional D. Maria II
1º espectáculo: Montanha Russa
   de Inês Barahona e Miguel Fragata
   música original de Hélder Gonçalves (Clã)
   "um musical sobre a adolescência para todo o público"
Sopro de Tiago Rodrigues - março 27
Frei Luís de Sousa - março 28
sala online
Lisboa

domingo, 20 de abril de 2014

O Regresso a Casa, Harold Pinter - Artistas Unidos



Jorge Silva Melo necessita de curso de reciclagem?
Apanhou os tiques das palavras bruscas de Harold Pinter como uma doença incurável?
Actores em tom monocórdico?
Safa-se a interpretação de João Perry?
E depois a segunda parte...
E os actores libertaram-se um pouco com a velocidade do texto?

Espectáculo razoável com um texto do observador peculiar Pinter.

Pedido de João Mota a Jorge Silva Melo para o regresso de João Perry ao Teatro Nacional D. Maria II.

Até 27 de Abril.

O REGRESSO A CASA

The Homecoming de Harold Pinter
Tradução Pedro Marques
Com João Perry, Rúben Gomes, Maria João Pinho, Elmano Sancho, João Pedro Mamede e Jorge Silva Melo
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Construção Thomas Kahrel Luz Pedro Domingos
Fotografias Jorge Gonçalves
Assistência Leonor Carpinteiro e Nuno Gonçalo Rodrigues
Produção executiva João Meireles
Encenação Jorge Silva Melo
Uma Produção Teatro Nacional D. Maria II/Teatro Nacional S. João/Artistas Unidos

MAX Se calhar não é má ideia ter uma mulher em casa. Se calhar até é uma coisa boa. Quem sabe? Se calhar devíamos ficar com ela.

Harold Pinter, O Regresso a Casa

Sexo, poder, luta: uma família num dia que, como tantos em Harold Pinter, começa com um homem sozinho lendo um jornal. Ameaças, jogos de animais predadores – ou de répteis venenosos? E o que é esta casa aparentemente banal, com escadas e móveis baratos? Um tempo em que passado e presente se misturam, uma casa de sonhos?


Encanta-me trabalhar o teatro exacto de Harold Pinter, os silêncios, o humor, a crueldade, encanta-me a maneira que tem de fazer falar o mais simples objecto, um copo de água, por exemplo. Encanta-me trabalhar com o João Perry, encantam-me estes actores, exactos.


Jorge Silva Melo

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cercles / Fictions, Joël Pommerat


En résidence depuis trois ans au théâtre des Bouffes du Nord, Joël Pommerat crée Cercles/Fictions, un spectacle écrit à partir d’histoires vraies. La scène représente un grand cercle : un lieu magique où le réalisme se mêle à l’imagination créative de la mise en scène pour un spectacle tout simplement sublime.

Teatro D. Maria II, 14 a 16 de Julho
Festival de Almada

sábado, 7 de maio de 2011

FIMFA Lx11

Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas
12 de Maio a 6 de Junho de 2011


O Grande Palco das Marionetas regressa…
mais rebelde do que nunca!
A marioneta sempre me interessou no sentido que me parece ser uma forma de arte que está no cruzamento das artes plásticas e das artes cénicas…
Foi a paixão por marionetas, máscaras e outros objectos antropomórficos que me conduziu da filosofia e das artes plásticas para as artes da marioneta. Eu queria investigar os significados que podem ter os corpos artificiais em cena…

Gisèle Vienne
(...)
Durante vinte seis dias o grande palco das marionetas e das formas animadas regressa a Lisboa, que se transforma no centro desta expressão artística. Desenhado numa perspectiva de transversalidade artística, o FIMFA desenvolve uma programação que integra uma enorme diversidade de técnicas e propostas estéticas, estabelecendo ligações entre a marioneta, dança, vídeo, circo, teatro, instalações plásticas...
Este ano, para além da presença de criadores de reconhecido mérito internacional, resolvemos apostar em jovens companhias e valores mundiais que se apropriam desta linguagem e a renovam, na pesquisa, transformação e reutilização de objectos, materiais… como através da imagem e do som se podem criar verdadeiras obras de arte, temas e espectáculos controversos que falam do Homem actual e dos problemas que afectam a humanidade.
(...)
São nossos convidados cerca de vinte e três companhias e criadores, provenientes de diversos países, como a Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e Portugal. Estão previstas mais de cem representações que envolvem espectáculos de sala, de pequenas formas e de rua. É ainda desenvolvida uma componente laboratorial e experimental, que permite a aproximação e troca de experiências entre criadores, bem com um conjunto de actividades complementares. Os espaços de apresentação são o Museu da Marioneta, o Teatro Maria Matos, o Teatro Nacional D. Maria II, o Centro Cultural de Belém, o Cinema S. Jorge, o CAMa - Centro de Artes da Marioneta e, é claro, as ruas de Lisboa.

terça-feira, 8 de março de 2011

A cacatua verde de Arthur Schnitzler, teatro da Cornucópia no D. Maria II


Noir Désir : Le temps des cerises


"Le temps des cerises", Bertrand Cantat e o grupo Noir Désir em 2008 "ressuscitaram para o rock, ao gosto de novas gerações".
Canção da Comuna de Paris de 1871 e da geração de Luis Miguel Cintra, no final da peça "A cacatua verde" de Arthur Schnitzler em cena no teatro D. Maria II em Lisboa.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Teatro Nacional D. Maria II 2010 2011

Um Eléctrico Chamado Desejo
de TENNESSEE WILLIAMS
encenação DIOGO INFANTE


O Homem Elefante
de BERNARD POMERANCE
encenação SANDRA FALEIRO


1974
criação TEATRO MERIDIONAL
encenação MIGUEL SEABRA


Snapshots: Histórias de Amor
texto e encenação CARLOS J. PESSOA


Glória ou como Penélope Morreu de Tédio
texto e encenação CLÁUDIA CHÉU


Tambores na Noite
de BERTOLT BRECHT (Trommeln in der Nacht [1922 – versão de 1953])
encenação NUNO CARINHAS


Azul Longe nas Colinas
de DENNIS POTTER
encenação BEATRIZ BATARDA


A Cacatua Verde
de ARTHUR SCHNITZLER
encenação LUIS MIGUEL CINTRA


O Fidalgo Aprendiz
um espectáculo-oficina a partir do texto de
D. FRANCISCO MANUEL DE MELO
encenação JOÃO PEDRO VAZ


As Três Irmãs
de ANTON TCHEKHOV
encenação NUNO CARDOSO

Festival de Almada

Um jantar muito original
A partir de Fernando Pessoa
Encenação de Alex. RIENER
Intérpretes
Anna Morawetz, Eva Pröglhöf, Flo Staffelmayr, Florian Tröbinger, Karola Niederhuber, Stefanie Philipps, Susanna Hohlrieder
Dramaturgia Eva Waibel
Cenário Birgit Knoechl
Desenho de luz Kathrin Kölsch
Som Wolfgang Frisch (Sofá Surfers)
Festival de Almada

Teatro D. Maria II, 11 de Julho de 2010



Cabaret Hamlet de Matthias Langhoff
Encenação e cenografia Matthias Langhoff
Música OLIVIER DEJOURS
Telas de CATHERINE RANKL
Com desenho de ALFRED KUBIN
Tradução IRÈNE BONNAUD
Figurinos ARIELLE CHANTY
Iluminação FRÉDÉRIC DUPLESSIER
Com
MARC BARNAUD, FRANÇOIS CHATTOT, AGNÈS DEWITTE, GILLES GEENEN,CHARLIE NELSON, ANATOLE KOAMA, PHILIPPE MARTEAU, PATRICIA POTTIER, JEAN-MARC STEHLÉ, EMMANUELLE WION, DELPHINE ZINGG E OSVALDO CALO
Música interpretada por TOBETOBE-ORCHESTRA
Trompete ANTOINE BERJEAUT
Piano OSVALDO CALÓ
Percussão ANTOINE DELAVAUD
Violoncelo JEAN-CHRISTOPHE MARQ
Sousafone BRICE MARTIN
Produção THÉÂTRE DIJON BOURGOGNE – CDN
Co-produção ODÉON-THÉÂTRE DE L’EUROPE, THÉÂTRE DE SARTROUVILLE – CDN, THÉÂTRE NATIONAL DE STRASBOURG, ESPACE MALRAUX-CHAMBÉRY
Com a participação artística de JEUNE THÉÂTRE NATIONAL


CO-PRODUÇÃO
CCB | FESTIVAL DE ALMADA
Centro Cultural de Belém, 14 e 15 de Julho de 2010






Casimiro e Carolina
Odon von Horvath
Encenação de Emmanuel Demarcy - MOTA


Intérpretes
Alain Libolt, Ana das Chagas, Céline Carrère, Charles-Roger Bour, Constance Luzzati, Cyril Anrep, Elodie Bouchez, Gaëlle Guillou, Gerald Maillet, Hugues Quester, Jauris Casanova, Olivier Le Borgne, Pascal Vuillemot, Sandra Faure, Sarah Karbasnikoff, Stéphane Krähenbühl, Thomas Durand, Walter N’Guyen
Tradução François Regnault
Assist. de encenação Christophe Lemaire
Cenografia e luz Yves Collet
Ambiente sonoro Jefferson Lembeye
Figurinos Corinne Baudelot
Caracterização Catherine Nicolas
Adereços Clémentine Aguettant
Vídeo Mathieu Mullot
Trabalho vocal Maryse Martines
Escultura Anne Leray


Teatro Nacional D. Maria II, 15 e 16 de Julho de 2010




Yourcenar/Cavafy


Marguerite Yourcenar e Constantin Cavafy
Concepção de Jean-Claude FEUGNET


Intérpretes Charlotte Rampling, Polydoros Vogiatzis, Varvara Gyra (guitarra)
Cenário e figurinos vLambert Wilson
Teatro D. Maria II, 17 e 18 de Julho de 2010



domingo, 20 de junho de 2010

La Douler, Marguerite Duras


A Dor
de Marguerite Duras 


encenação Patrice Chéreau, Thierry Thieû Niang


com Dominique Blanc


produção Les Visiteurs du Soir
Teatro Nacional D. Maria II, 18 a 20 de Junho de 2010


Sublime!

domingo, 21 de março de 2010

Rei Édipo de Jorge Silva Melo

a partir de Sófocles
cenografia e figurinos Rita Lopes Alves
luz Pedro Domingos
música original Pedro Carneiro
espacialização e assistência musical André Sier
acompanhamento dramatúrgico José Pedro Serra
versão e encenação Jorge Silva Melo

com Diogo Infante, Lia Gama, Virgílio Castelo, António Simão, Cândido Ferreira, José Neves, António Banha, Pedro Gil, Américo Silva, André Patrício, Bernardo Almeida, Daniel Pinto, David Pereira Bastos, Elmano Sancho, Estêvão Antunes, Hugo Bettencourt, Hugo Samora, João Meireles, João Miguel Rodrigues, João Delgado, Joaquim Pedro, John Romão, Manuel Sá Pessoa, Miguel Telmo, Miguel Aguiar, Pedro Lamas, Pedro Luzindro, Pedro Cardoso, Pedro Mendes, Ricardo Batista, Ruben Tiago, Tiago Matias, Tiago Mateus, as crianças Beatriz Lourenço e Neuza Campos | Beatriz Monteiro e Margarida Correia | Inês Antunes e Inês Constantino e os músicos Ângela Carneiro, David Silva, Marco Fernandes

Teatro D. Maria II, 18 de Fevereiro a 28 de Março

Excelente: interpretações, música, luz e encenação. O sucesso de uma versão simples e reduzida, mas eficaz...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Breve Sumário da História de Deus, Gil Vicente


encenação e cenografia Nuno Carinhas
figurinos BERNARDO MONTEIRO
desenho de luz NUNO MEIRA
desenho de som FRANCISCO LEAL
voz e elocução JOÃO HENRIQUES
apoio dramatúrgico PEDRO SOBRADO
apoio linguístico JOÃO VELOSO
com ALBERTO MAGASSELA, ALEXANDRA GABRIEL, ANTÓNIO DURÃES, DANIEL PINTO, JOANA CARVALHO, JOÃO CARDOSO, JOÃO CASTRO, JOÃO PEDRO VAZ, JORGE MOTA, JORGE VASQUES, JOSÉ EDUARDO SILVA, LÍGIA ROQUE, MÁRIO SANTOS, MIGUEL LOUREIRO, PAULO FREIXINHO, PEDRO ALMENDRA, PEDRO FRIAS

Teatro Nacional D. Maria II, 8 de Janeiro a 31 de Janeiro

Auto interessante de Gil Vicente.
Livro comentado.

Encenação sem encanto e com algum tédio. Declamação. Tentativa um pouco falhada de uma leitura renovada de Gil Vicente.
Alguns momentos de interpretação e alguns apontamentos de encenação bons.
De qualquer modo, a ver.


sábado, 19 de dezembro de 2009

O Ano do Pensamento Mágico, Eunice Muñoz


de Joan Didion
encenação Diogo Infante
tradução Pedro Gorman
cenografia e figurino Catarina Amaro
desenho de luz Miguel Seabra
música João Gil
Teatro D. Maria II, 12 de Novembro a 20 de Dezembro de 2009

A terminar... uma peça e uma interpretação agradáveis, mas sem surpresas nem encantamentos.
Eunice sempre bem.
Exposição "Eunice - Retrato(s) de uma Actriz" com fotografias interessantes.

sábado, 28 de novembro de 2009

Vulcão de Custódia Gallego


de Abel Neves
encenação João Grosso

cenografia Rui Alexandre
figurinos Dino Alves
desenho de luz José Nuno Lima
sonoplastia Luís Aly

com Custódia Gallego

assistente de encenação Catarina Bernardo
direcção de cena Manuel Guicho
operador de som Pedro Costa
operador de luz Daniel Varela

co-produção TNDM II e ACE / Teatro do Bolhão

Teatro Nacional D. Maria II, 26 de Novembro a 20 de Dezembro de 2009

Bom texto e boa interpretação da Custódia.
Sem surpresas.

domingo, 13 de setembro de 2009

O Camareiro de Ronald Harwood


O Camareiro - The Dresser
de Ronald Harwood
encenação e versão cénica | João Mota
tradução | Maria João Rocha Afonso
cenografia | António Casimiro
figurinos | Carlos Paulo
desenho de luz | Paulo Graça
assistência de encenação e música | Hugo Franco
assistência de cenografia e adereços | Matilde Azevedo Neves
cabelos e maquilhagem | Lucinda Almeida

com Ruy de Carvalho, Virgílio Castelo, Maria Amélia Matta, Paula Mora, José Neves, Maria Ana Filipe, Alexandre Lopes, Carlos Paniágua, Armando Valle-Quaresma, Frédéric da Cruz, Marco Paiva, Mia Farr, Rui Neto, Tânia Alves

co-produção TNDM II e Comuna-Teatro de Pesquisa
Teatro Nacional D. Maria II, 10 de Setembro a 25 de Outubro

Bom início de temporada na sala Garrett do Teatro Nacional de Lisboa.
Muito boas, encenação de João Mota e interpretações de Ruy de Carvalho e Virgílio Castelo.
Um pouco surpreendido pela qualidade destes nossos actores, melhor do que eu estava habituado, "Os actores vivem na nossa memória".
Bom texto com frases interessantes sobre teatro, actores e a vida.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Teatro D. Maria II em breve


Boa próxima temporada do Teatro Nacional com a programação até Julho de 2010 já disponível. Parece sair assim de um período mau.

Por exemplo, na sala Garrett, com os encenadores
João Mota, João Brites, Stefano de Luca, Diogo Infante, Nuno Carinhas, Jorge Silva Melo, Álvaro Correia, Luís Miguel Cintra, Eduardo Vasco, Patrice Chereau e Thierry Niang.

domingo, 5 de abril de 2009

Esta Noite Improvisa-se


de Luigi Pirandello
Encenação Jorge Silva Melo

Tradução Luís Miguel Cintra e Osório Mateus

Com António Simão, Cândido Ferreira, Lia Gama, Sílvia Filipe, Pedro Lacerda, Alexandre Ferreira, Andreia Bento, Cecília Henriques, João Meireles, John Romão, Pedro Luzindro, Sara Belo, Victor Gonçalves, Crista Alfaiate, João Miguel Rodrigues, Joaquim Pedro, Alexandra Viveiros, Luís Godinho / Pedro Carraca, Miguel Telmo, Miguel Aguiar, Carlos Marques, Jéssica Anne, João Abel, António Rodrigues, Ricardo Batista, Sara Moura, Vânia Rodrigues, e os músicos Antóniopedro, João Cabrita / Elmano Coelho, Miguel Tapadas e Vitor Ilhéu

Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Assistência de Cenografia João Prazeres
Assistência de Figurinos Helena Rosa Luz Pedro Domingos
Direcção Musical Rui Rebelo
Encenação Jorge Silva Melo assistido por João Miguel Rodrigues e Luís Godinho

Uma produção Teatro Nacional D. Maria II/Artistas Unidos
Teatro Nacional D. Maria II, 5 de Março a 5 de Abril

Muito bom. Uma das peças que li há muitos anos, quando lia muito teatro.
Termina hoje.

domingo, 1 de junho de 2008

Um conto americano - The water engine, David Mamet

Um jovem inventor concebe um motor que funciona apenas a água e julga, assim, ter encontrado o caminho para a fama e fortuna. Nos seus sonhos imagina-se a viver numa herdade, longe da urbe industrial, feliz, na companhia da irmã. Mas as suas expectativas vão ser goradas pela poderosa máquina das grandes empresas, que cobiçam a patente de um invento tão rentável.
A peça, cuja escrita remonta ao início de carreira de David Mamet – escritor, dramaturgo, argumentista e realizador norte-americano conhecido por construir intrigas complexas de cariz policial e diálogos cortantes – coloca-nos perante temas tão pertinentes quanto os do rápido desgaste dos recursos naturais do Planeta e o da urgência de apostarmos nas energias renováveis. Dá-nos ainda a oportunidade de reflectir sobre os interesses económicos que tantas vezes travam o avanço da ciência, em benefício de alguns.

de DAVID MAMET
tradução da peça radiofónica LUÍS MOURÃO
tradução do guião de cinema de Steven Schachter ANA SILVEIRA | PEDRO FREIRE
encenação e dramaturgia MARIA EMÍLIA CORREIA
cenografia NUNO GABRIEL DE MELLO
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
adereços ILDEBERTO GAMA
figurinos atelier MARIA GONZAGA
selecção e coordenação de guarda-roupa RUI MOREIRA
selecção musical MARIA EMÍLIA CORREIA com colaboração RUI VIEIRA NERY
sonoplastia e edição de som HUGO DE SOUSA | ANÍBAL CABRITA | SÉRGIO HENRIQUES
edição material videográfico HUGO DE SOUSA | ANDRÉ TERESINHA
assistência de encenação PAULO SILVEIRA

com
AUGUSTO PORTELA Morton Gross, Timoneiro
CARLOS COSTA Capataz, Sally Rand, Gangster, Popular
CLÁUDIA OLIVEIRA Mulher com Bebé, Chinesa, Rapariga com Carta, Senhora de Chapéu, Popular
EURICO LOPES Operário, Inventor, Orador, Popular
FRANCISCO BRÁS Operário, Inventor, Transeunte, Moderador, Barker, Popular
HORÁCIO MANUELWallace, Popular
INÊS NOGUEIRA Cantora, Rapariga com Carta, Senhora de Chapéu, Popular
LOURDES NORBERTO Senhora Varec, Senhora de Chapéu
LUÍS GASPAR Charles Lang
MANÉ RIBEIRO Secretária de Morton Gross, Senhora de Chapéu
JOÃO PEDREIRO Operário, Gangster, Popular
MANUEL COELHO Inventor, Vagabundo, Veterano, Gangster
MARIA EMÍLIA CORREIA Oradora, Mulher, Transeunte, Popular
MÁRIO JACQUES Laurence Oberman
PAULA MORA Secretária de David Murray
PAULA NEVES Rita Lang, Popular
PAULO SILVEIRA Operário, Amolador, Popular, Bombeiro
PEDRO CARVALHO Bernie, Popular
RUI QUINTAS David Murray, Popular
SÓNIA NEVES Mulher do Clube de Jazz, Senhora de Chapéu, Popular

e ANDREA SOZZI | ARMANDO VALLE-QUARESMA | AYMEN MOUSSA | LÍDIA VALLE QUARESMA | MANUELA JORGE | RUI MOREIRA

produção TNDM II

Teatro Nacional D. Maria II, 6 de Maio a 15 de Junho de 2008
A duas semanas da última representação.
Fraco. Adaptação e encenação pouco interessantes.
Interpretações medianas (algumas más).
Cenografia interessante, mas o dispositivo técnico exagerado torna-se o principal personagem, sem um aproveitamento inteligente deste aspecto.
A Maria Emília excedeu-se, desta vez pela negativa.
Texto de Mamet sobre o sonho americano, com uma história passada durante a exposição de 1934
Century of Progress em Chicago, também não ajuda muito.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Turismo Infinito

de António M. Feijó
a partir de textos de Fernando Pessoa
e três cartas de Ofélia Queirós
encenação Ricardo Pais
com a colaboração de Nuno M Cardoso
dispositivo cénico Manuel Aires Mateus
figurinos Bernardo Monteiro
desenho de luz Nuno Meira
sonoplastia Francisco Leal
voz e elocução João Henriques
interpretação
João Reis Álvaro de Campos
Emília Silvestre Maria José, Ofélia Queirós
Pedro Almendra Fernando Pessoa
José Eduardo Silva Bernardo Soares
Luís Araújo Alberto Caeiro

Teatro Nacional São João
no Teatro Nacional D. Maria II, de 11 a 26 de Janeiro de 2008



Sinopse
A cena figura uma mente particular, a de Fernando Pessoa. Sendo‑nos dado o privilégio de estar presentes, ouvimos e vemos uma sucessão de vozes e personagens, organizada em blocos de textos.
UM PRIMEIRO BLOCO pertence a Bernardo Soares e a Álvaro de Campos. Guarda‑livros
na Rua dos Douradores em Lisboa, Soares é Pessoa por defeito, um ininterrupto devaneio;
Campos, engenheiro naval, é Pessoa por excesso, a exuberância que este não se permitiu ter (e também um censor selvagem de si mesmo e dos outros).
Segue‑se uma transição com a carta da corcundinha ao serralheiro, em que a autora descreve a sós um tipo particular de pobreza.
NO SEGUNDO LONGO BLOCO os autores são Álvaro de Campos e “Fernando Pessoa”. Os textos descrevem experiências divididas (no caso de “Pessoa”, aqui na sua fase dita “interseccionista”, duas experiências diferentes cruzam‑se no mesmo texto, uma paisagem e um porto de mar, por exemplo; no caso de Campos, perfilam‑se poemas sobre viagens e sobre a experiência cindida do viajante). Uma transição liga autobiografia e criação poética. A correspondência Pessoa/Ofélia Queirós exemplifica‑a.
O TERCEIRO BLOCO exibe o resultado sádico dos impasses descritos nos textos anteriores, bem como diversas tentativas de os reparar. Esse esforço de reparação parece ineficaz, pois muitas vezes redunda numa contracção sentimental do sujeito.
O EPÍLOGO introduz Alberto Caeiro, em quem Pessoa via a resolução olímpica dessas tensões interiores insanáveis. Esta resolução é, todavia, momentânea, sendo, de facto, um epitáfio.
_______
O que sou essencialmente – por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja – é dramaturgo. O fenómeno da minha despersonalização instintiva, a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterónimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo: VIAJO. (Por um lapso da tecla das maiúsculas, saiu‑me
sem que eu quisesse essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar.) Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo‑me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se
pode compreendê‑lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro, segui, em planície, de um para outro lugar.
Fernando Pessoa
Excerto de Carta a Adolfo Casais Monteiro (20 de Janeiro de 1935).

_______
Como que uma leitura encenada de textos de Fernando Pessoa.
Textos bem escolhidos e interpretações boas.
O dispositivo cénico e a encenação são sofríveis, mas parecem talvez adaptados a uma opção minimalista e de utilização de símbolos, comum quando se trata de Fernando Pessoa.
Gostei.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Tanto Amor Desperdiçado, William Shakespeare

Rentrée 2007

Love's Labour's Lost


Teatro Nacional D. Maria II
20 de Setembro a 28 de Outubro de 2007

Nesta comédia, onde se encontram os mais belos pensamentos sobre a ciência do amor e onde Shakespeare desenvolve com prazer e extremo virtuosismo jogos de linguagem, sucedem-se encontros entre jovens de países diferentes. Pareceu, portanto, muito pertinente aprofundar esse aspecto, já presente na peça e sem mudar em nada o texto, propondo um espectáculo bilingue. Um trabalho sobre as relações e as línguas, em suma, um espectáculo europeu.

O Rei de Navarra acompanhado por três jovens príncipes faz o juramento de se dedicar exclusivamente ao estudo durante três anos: pouco sono, pouca comida e nenhum contacto com o sexo feminino é o contrato que os une. A Princesa de França, acompanhada por jovens damas da sua Corte, vem negociar em nome do seu pai, Rei de França, o domínio da Aquitânia, perturbando para sempre este cenário. Os quatro homens apaixonam-se secretamente pelas quatro mulheres mas são obrigados a esconder os seus sentimentos uns dos outros – para não falhar ao juramento combinado.
Depois de um encontro onde homens e mulheres se disfarçam, desenham-se os vários pares amorosos mas, no meio da festa, anuncia-se a morte do Rei de França. A Princesa terá de regressar ao seu país e as damas impõem aos seus apaixonados um ano de afastamento, como nova prova de amor.
Terá sido desperdiçado todo aquele amor?

O encenador Emmanuel Demarcy-Mota recebeu o Prémio Revelação Teatral da crítica francesa e é director de um Centro Dramático Nacional. Em La Comédie de Reims, criou um centro de investigação com actores e autores europeus.

Tradução para português Nuno Júdice
Tradução para francês François Regnault
Co-produção Teatro Nacional D. Maria II | La Comédie de Reims

encenação EMMANUEL DEMARCY-MOTA
assistência de encenação CHRISTOPHE LEMAIRE
segundo assistente de encenação AMÂNDIO PINHEIRO
cenografia | desenho de luz YVES COLLET
música original JEFFERSON LEMBEYE
figurinos CORINNE BAUDELOT
consultora literária MARIE-AMÉLIE ROBILLIARD
colaboração cenográfica MICHEL BRUGUIÈRE
pronúncia da língua francesa FRANÇOISE HOURTIGUET
tiro com arco ARMINDO CERA
produção executiva (França) NATHALIE QUENTIN

com
ANA DAS CHAGAS | AURÉLIE MERIEL | CLÁUDIO DA SILVA | DALILA CARMO | ELMANO SANCHO | GUSTAVO VARGAS | HEITOR LOURENÇO | HORÁCIO MANUEL | MARCO PAIVA | MARIA JOÃO PINHO | MIGUEL MOREIRA | MURIEL INES AMAT | NELSON MONFORTE | NUNO GIL | SARAH KARBASNIKOFF | VÍTOR D’ANDRADE

"peines d’amour perdu"
8 a 13 de Novembro
La Comedie de Reims


O risco é ficarmos fechados e termos certezas
Conversa com Emmanuel Demarcy-Mota
A propósito de “Tanto Amor Desperdiçado”

Alegações finais de Emmanuel Demarcy-Mota
(director do Téâtre de la Ville):
"Há muito sucesso entre os luso-franceses"

"Un nouveau directeur au Théâtre de la Ville"
LeMonde.fr

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