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sábado, 26 de abril de 2014
Mozart Concert Arias - Un Moto di Goia, Anne Teresa de Keersmaeker
MOZART CONCERT ARIAS
UN MOTO DI GIOIA
Anne Teresa De Keersmaeker coreografia ∙ Anne Teresa De Keersmaeker e Jean-Luc Ducourt conceito ∙ W.A.Mozart música ∙ Herman Sorgeloos cenário ∙ Rudy Sabounghi figurinos ∙ Anne Teresa De Keersmaeker desenho de luz
Eduarda Melo, Kamelia Kader, Carla Caramujo sopranos ∙ João Paulo Santos pianoforte ∙ Divino Sospiro interpretação musical ∙ Massimo Mazzeo direcção musical
Árias de concerto KV78/ KV272/ KV383/ KV418/ KV505/ KV528/ KV578/ KV579/ KV582/ KV583, Divertimenti, Cassatione.
És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante,
Em que é pleno e perfeito cada instante.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Promessa, in Dia do Mar, 1947
Anne Teresa De Keersmaeker estreou Mozart Concert Arias em 1992, no seu primeiro ano de residência no Théâtre de la Monnaie, em Bruxelas.
Terá sido talvez a influência de um teatro de ópera que a levou a escolher as árias para soprano e orquestra de Mozart e, com elas, criar uma obra que tanto é um concerto encenado como um espetáculo de dança. Por sua vez, o cenário de Herman Sorgeloos é simultaneamente um salão de dança e um jardim, enquanto que os figurinos de Rudy Sabounghi, remetem para o século XVIII sem nunca deixarem de ser contemporâneos.
É nestes ambientes híbridos que De Keersmaeker revela um verdadeiro caso de amor por Mozart. E não é só pela sua música mas por tudo o que o possa sugerir: o ornamento, a galanteria, a sensualidade, o jogo, a superficialidade, o humor e a leve intermitência entre a tristeza e a alegria.
Para a CNB, o relacionamento com a coreógrafa belga aprofunda-se com esta obra, que será a sua quinta a ser incluída no repertório da Companhia. A linguagem de Keersmaeker entrou no nosso quotidiano e foi plenamente assimilada pelos artistas.
Juntamente com os músicos do Divino Sospiro estaremos, orgulhosamente, à altura da qualidade exigida por esta obra, uma das mais marcantes da coreógrafa.
ESTREIA NA CNB. Até 10 de Maio. Teatro Camões.
Estreia mundial ROSAS, Festival d’Avignon, França, 30 de julho de 1992
(Informação do sítio da CNB.)
2006
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Uma coisa em forma de assim - CNB
28 de Abril a 8 de Maio, Teatro Camões
A CNB estreia uma obra co-criada por 9 coreógrafos portugueses: Clara Andermatt, Francisco Camacho, Benvindo Fonseca, Rui Lopes Graça, Rui Horta, Paulo Ribeiro, Olga Roriz, Madalena Victorino e Vasco Wellenkamp. Bernardo Sassetti assina a composição e a interpretação musical.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
São Carlos temporada 2010-2011
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KÁTÌA KABANOVÁ
LEOŠ JANÁČEK (1854-1928)
Janeiro
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GIANNI SCHICCHI
GIACOMO PUCCINI (1858-1924)
+ (na mesma noite)
BLUE MONDAY
GEORGE GERSHWIN (1898–1937)
Fevereiro
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BANKSTERS
NUNO CÔRTE-REAL (n. 1971)
Março
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IL CAPELLO DI PAGLIA DI FIRENZE | O CHAPÉU DE PALHA DE ITÁLIA
NINO ROTA (1911-1979)
Maio
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CARMEN
GEORGES BIZET (1838-1875)
Junho
Estas são as cinco que devem fazer parte da assinatura.
Amanhã deve-se saber.
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DONA BRANCA
ALFREDO KEIL (1850-1907)
Setembro e Outubro
Esta sobrou da temporada anterior.
As duas que seguem são versões simples a preços reduzidos.
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CAVALLERIA RUSTICANA
PIETRO MASCAGNI (1863-1945)
Novembro
Versão concerto. Ópera cantada e também contada.
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HANSEL E GRETEL
ÓPERA NO TEATRO CAMÕES
ENGELBERT HUMPERDINCK (1854-1921)
Novembro
Famílias e escolas. Cantada em Português.
Já agora na Companhia Nacional de Bailado.
LA SYLPHIDE
Auguste Bournonville
Novembro e Dezembro
+
Ballets Russes
sexta-feira, 26 de março de 2010
Companhia Nacional de Bailado - as estreias (4º programa 2009/2010)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
CNB - Balanchine e van Manen
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Giselle, companhia nacional de bailado
Giselle Ana Lacerda
Albrecht Fernando Duarte
Hilarion Tomislav Petranovic
Mãe Catarina Lourenço
Bathilde Mariana Paz
Wilfried Mário Franco
Duque Tom Colin
Aio Álvaro Santos
Aias de Bathilde Elsa Madeira
Myrtha Peggy Konik
Duas Willis Isabel Galriça - Roberta Martins
domingo, 18 de outubro de 2009
Companhia Nacional de Bailado, 1º programa
SERENADE
Coreografia George Balanchine
Música Piotr Ilitch Tchaikovsky
Estreia absoluta EUA, Nova Iorque, Adelphi Theatre,
American Ballet, 1 Março 1935
Estreia na CNB, Lisboa, São Luiz Teatro Municipal,
14 Outubro 1982
À FLOR DA PELE
Coreografia Rui Lopes Graça
Música Philip Glass
Estudos para Piano, nº 1, 2, 6 e 8, Vol. 1
Cenários e Figurinos Vera Castro
Desenho de Luz Jorge Ribeiro
Estreia absoluta, Lisboa, Teatro Camões,
28 Maio 2009
FOUR REASONS
Coreografia Edward Clug
Música Original Milko Lazar
Cenário Edward Clug
Figurinos Edward Clug
Desenho de Luz Edward Clug
Violino Vasilj Melijnikov
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Companhia Nacional de Bailado - programa 5

sábado, 21 de março de 2009
Coppélia com a CNB

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Quebra-nozes

quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Companhia Nacional de Bailado - Rui Horta e Edward Clug
Direcção, Textos, Desenho de Luz e Conceito Multimédia Rui Horta
Coreografia Rui Horta em colaboração com os Bailarinos
Música Original Tiago Cerqueira
Excertos Originais e Interpretação Mário Franco
Programação Multimédia Rui Madeira
Motion Graphics Guilherme Martins
Figurinos Natacha Fernandes
Apoio Dramatúrgico Catarina Campino
As tensões entre a liberdade individual e a sociedade estandardizada serviram de inspiração a Rui Horta para criar uma nova coreografia, a primeira criada pelo artista para a CNB:
"Foi um grande desafio criar uma obra para um grupo grande de bailarinos". "É uma obra criada para o grande palco. A temática tem a ver com a ideia do espaço de liberdade e singularidade na sociedade estandardizada, sobre a forma como posicionamos os espaços privados perante o grupo". "Há um universo de grupo, ritualista, e outro de ambiências orgânicas, individuais".

Four Reasons
Coreografia Edward Clug
Música Original Milko Lazar
Cenário e Figurinos Edward Clug
Desenho de Luz Edward Clug
Interpretação ao Vivo
Piano Milko Lazar
Violino Jelena Zdrale
A peça encomendada a Edward Clug desenvolve-se através da interacção dos dois músicos com oito bailarinos, que moldam o espaço e o ambiente, contemplando e desafiando o objectivo de uns e outros, em diferentes dimensões.
Bailados em estreia absolutaTeatro Camões, 22 a 25 de Outubro de 2008
Canal YouTube
Muito bom. Come Together magnífico.
domingo, 20 de abril de 2008
Festival de Sintra 2008
Música também, pelo programador Luís Pereira Leal.

Ballet de Teatres de la Generalitat | Espanha
Jardí Tancat
Coreografia: Nacho Duato
Música: María del Mar Bonet
Viñetas
Coreografia: Gustavo Ramírez Sansano
Música: Arvo Pärt
Coming Together
Coreografia: Nacho Duato
Música: Frederic Rzewski
Logo que arrancou, o Centre Coreogràfic pôs em marcha um projecto denominado Célula de Inserção Profissional, com o objectivo de formar bailarinos profissionais. Após seis anos de caminho, este projecto culminou na criação do Ballet de Teatres de la Generalitat, uma companhia institucional de actividade independente com difusão nacional e internacional.
Coreógrafos de projecção mundial, como Nacho Duato e Gustavo Ramírez, bem como as colaborações extraordinárias de bailarinos de dimensão internacional, asseguram a qualidade das propostas desta companhia de dança.

Maribor Ballet (Sloven National Theatre) | Eslovénia
Director Artistico: Edward Clug
Radio and Juliet
Coreografia: Edward Clug
Música: Radiohead
Radio and Juliet é a prova de que entre nós vive um grande coreógrafo da era moderna, Edward Clug. Ele lidou com um período de alienação e explicitamente e expôs a força dos impulsos recorrentes, que sobressaem do tecido sensual humano na sua última coreografia, intitulada Radio & Juliet.
O coreógrafo rodeia a delicadeza das situações amorosas com a mão fria da mecanização do mundo moderno, com ritmos pungentes e sons metálicos de uma das bandas inglesas de rock alternativo com mais sucesso, Radiohead. A música da banda expressa sentimentos de desespero, alienação, solidão; cria uma atmosfera de agressão e acelera a passagem do tempo. A cadência do nosso tempo é inexorável e Clug segue-a ao criar a sua dança narrativa.
Scapino Ballet Rotterdam | Holanda
Director Artístico: Ed Wubbe
De Bruiden (The Brides)
Coreografia: Ed Wubbe
Música: Igor Stravinski, Les Noces
Der Rest ist Schweigen (The rest is silence)
Coreografia: Marco Goecke
Música: Stephen Foster
Nicht Zutreffendes Streichen
Coreografia: Ed Wubbe
Música: Heinrich von Biber
Ao longo da última década, o Scapino Ballet Rotterdam, com a sua arrojada programação, tem evoluído até se tornar uma das companhias mais inovadoras e marcantes não só nos Países Baixos, como nos grandes teatros de todo o mundo.
O programa a apresentar em Sintra apresenta duas surpreendentes coreografias de Ed Wubbe, director artístico da companhia e um dos mais versáteis coreógrafos holandeses, e ainda uma coreografia assinada por Marco Goecke, coreógrafo convidado permanente.
Companhia Nacional de Bailado | Portugal
Director Artístico: Vasco Wellenkamp
Front Line
Coreografia: Henri Oguike
Remontagem Coreográfica: Nuno Silva
Música: Dmitri Shostakovich, Quarteto de Cordas nº 9 em Mi bemol Maior, op.117
Lento para Quarteto de Cordas
Coreografia: Vasco Wellenkamp
Música: Anton Webern, Movimento lento para quarteto de cordas
Cantata
Coreografia: Mauro Bigonzetti
Remontagem coreográfica: Carlos Prado
Arranjo musical: Gruppo Musicale Assurd a partir de música original e tradicional do sul de Itália
Centro Cultural Olga Cadaval, 4 e 5 de Julho
link
segunda-feira, 31 de março de 2008
Les Contes D'Hoffmann, Jacques Offenbach

Teatro Nacional de São Carlos,
2, 4, 6, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 20 de Abril de 2008
Direcção musical Gregor Bühl
Encenação Christian von Götz
Cenografia e figurinos Gabriele Jaenecke
Coreografia (Barcarolle) Rui Lopes Graça
Desenho de luz Hans Toelstede
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
Com a participação de seis bailarinos da
Companhia Nacional de Bailado
Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos
Intérpretes
Hoffmann
Sergei Khomov | Jean-Pierre Furlan
Olympia
Chelsey Schill
Antonia
Maria Fontosh
Giulietta
Riki Guy
La Muse / Nicklausse
Stephanie Houtzeel
Lindorf / Coppélius / Dr. Miracle / Dapertutto
Johannes von Duisburg
Andrès / Cochenille / Frantz / Pitichinaccio
Carlos Guilherme
Luther
José Corvelo
Nathanaël
Marco Alves dos Santos
Hermann
João Merino
Wilhelm
Diogo Oliveira
Spalanzani
Pedro Chaves
Crespel
Dieter Schweikart
A Voz do Além
Maria Luísa de Freitas
Schlémil
Rui Baeta
Capitão
Ciro Telmo
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Les Contes d'Hoffmann
Jacques Offenbach (1819-1880)
Opéra fantastique em um prólogo, três actos e um epílogo
Libreto: Jules Barbier sobre um drama de Jules Barbier e Michel Carré inspirado nos contos de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann.
Estreia absoluta: Paris, Opéra-Comique, 10 de Fevereiro de 1881
Não são apenas as numerosas obras de E.T.A. Hoffmann que provocam o deslumbramento dos leitores. A sua própria existência, regida por ideais aventureiros, apaixonados e trágicos, instaura um verdadeiro mito em torno do autor, como personagem romântica. Naturalmente propenso à criação artística, partilha, ao longo da sua vida, as vias da escrita literária, crítica, composição e interpretação musical - piano e direcção de orquestra -, desenho, caricatura e pintura.
A opção pelo itinerário da literatura fantástica ter-se-á devido, em parte, à paixão inusitada que sente, em certa ocasião, por uma adolescente de 13 anos, dotada de um profundo talento musical. O autor assume este amor ilícito e impossível como mito trágico, encontrando nele inspiração para muitos dos seus contos. Estas fantasias literárias, que marcam decisivamente a cultura do séc. XIX, são escritas entre 1808 e 1822 e, enquanto encadeamento de quadros e imagens de intensa diversidade, simbolismo e vivacidade, revelam uma extraordinária imaginação, um vigoroso universo emocional, e exímias qualidades de observação e humor. É precisamente esta continuidade entre a vida e a ficção literária, caracterizada pelo arrebatamento passional, que se descobre em Les Contes d'Hoffmann, - ópera deixada incompleta por Offenbach, sujeita posteriormente a várias versões - num percurso por três dos contos do escritor alemão, enquadrados por um prólogo e um epílogo, que os interliga e os centra numa carismática personagem principal, o próprio Hoffmann.
A ópera submerge-nos em três universos maravilhosos, partindo de um encontro de amigos na taberna de Luther, e dos relatos do poeta sobre as grandes paixões da sua vida: Olympia, deslumbrante boneca mecânica, criada pelo inventor Spalanzani, que Hoffmann acredita ser humana; Antonia, jovem cantora, extremamente talentosa, mas atormentada por uma doença que lhe implica abster-se de cantar; e Giulietta, bela e falsa cortesã Veneziana, à qual o poeta entrega a sua imagem..."
PGR- TNSC
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YouTube: 1, 2, 3, 4Bom espectáculo e produção de ópera com uma peça popular a partir de contos fantásticos de Hoffmann.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
CNB: Ever Near, Ever Far

Ever Near, Ever Far
de Heinz Spoerli (coreografia)
Sinfonia Nº 5 de Gustav Mahler
Companhia Nacional de Bailado,
no ano em que completa 30 anos.
Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por James Tuggle, actua em palco juntamente com os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado.
Estreia no Teatro Camões
21, 22, 28, 29, 30 de Junho de 2007
quarta-feira, 12 de abril de 2006
Lauriane de Augusto Machado

Augusto Machado (1845-1924)
Ópera em quatro actos e seis quadros sobre poema de A. Guiou e Jean-Jacques Magne, segundo o drama de Georges Sand e Paul Meurice, Les Beaux Messieurs de Bois-Doré. Ópera dedicada a D. Luiz, Rei de Portugal.
T. N. de São Carlos
19 a 26 de Abril de 2006
Edição crítica de João Paulo Santos, com a colaboração de Paula Coelho da Silva
Direcção musical Donato Renzetti
Encenação Mauro Avogadro
Coreografia Ron Howell
Cenografia e figurinos Francesco Zito
Desenho de luzes Bruno Ciulli
Intérpretes
Lauriane Katia Pellegrino
Mario Marina Comparato
Jovelin Kostyantyn Andreyev
Marquis de Bois-Doré Leo An
Comte d'Alvimar José Fardilha
Adamas Paul Medioni
Guillaume D'Ars Carlos Guilherme
Clindor Luís Castanheira
Um Oficial David Ruella
Um Jardineiro Carlos Pocinho
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
Com a colaboração da
Companhia Nacional de Bailado
Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos
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Música manuscrita na BN.
PORBASE - Base Nacional de Dados Bibliográficos:
Augusto Machado
A. Guiou
Jean Jacques Magne
Augusto Machado e as operetas da época da «geração de 70»
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Grand opéra em quatro actos e seis quadros de Augusto Machado
Libreto: sobre o poema de A. Guiou e Jean-Jacques Magne, segundo o drama de Georges Sand e Paul Meurice, Les Beaux messieurs de Bois-Doré.
Criação: Marselha, Grand Théâtre de Marseille, 9 Janeiro 1883
A primeira representação da peça de Paul Meurice Les Beaux Messieurs de Bois Doré, adaptação teatral do romance homónimo de Georges Sand, teve lugar no Théâtre de l'Ambigu Comique, Paris, a 26 de Abril de 1862, e revestiu-se de um enorme êxito. Seguiram-se noventa e cinco representações no Théâtre National de l'Odéon, coroadas por uma entusiástica recepção da crítica.
Após terem recusado o projecto de Théophile Semet, o qual pretendia criar uma opéra comique sobre a história da família Bois-Doré, Sand e Meurice autorizaram Augusto Machado a utilizar a peça para a criação de uma grand opéra. A comunicação entre a autora do romance, o dramaturgo e o compositor foi realizada em grande parte através do libretista, Jean-Jacques Magne. Lauriane foi estreada no Grand Théâtre de Marseille em 9 de Janeiro de 1883, e cativou o público e a crítica, que reconheceu distintas qualidades musicais em Augusto Machado. Pouco mais de um ano após a estreia francesa - 1 de Março de 1884 -, a grand opéra em quatro actos e seis quadros de Machado é apresentada no Teatro de S. Carlos, traduzida para a língua italiana. Lauriana teve doze representações e recebeu efusivos comentários da imprensa portuguesa. Esta recepção teve honras de reprise, no ano seguinte, facto que, relativamente a uma ópera portuguesa, não sucedia em S. Carlos há mais de seis décadas. O sucesso concedeu ao seu compositor um estatuto invulgar na sociedade portuguesa. A ópera foi dedicada ao Rei Luiz I que, não podendo deslocar-se ao Teatro, a escutou no Palácio da Ajuda através de telefones instalados pela companhia de Lisboa.
Quando a intriga teatral se transformou em ópera, a história do Marquês de Bois Doré e da sua família decresceu de importância em benefício da emergência de uma sedutora figura central, Lauriane, e do seu relacionamento amoroso com o novo herói, Jovelin. A ópera convida-nos a conhecer a marquesa Lauriane, cujo esplendor congrega as atenções de todos os personagens que a rodeiam. A bela fidalga deverá escolher um marido por entre os convidados da festa que Bois-Doré organiza em sua homenagem. A sua atenção dirige-se, no entanto, para um jovem músico, proscrito, que atravessa inadvertidamente os jardins do palácio acompanhado de uma criança - Mario. A reciprocidade da paixão afirma-se. Enfim, no contexto de uma disputa com o seu adversário D'Alvimar, o músico desvenda a sua verdadeira identidade: Giovellino, Conde de Florença. Entretanto, Mario, que viajara consigo ao longo dos anos revela-se como o sobrinho e herdeiro, há muito desaparecido, do estimado Bois-Doré.
PGR (TNSC)

