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sábado, 26 de abril de 2014

Mozart Concert Arias - Un Moto di Goia, Anne Teresa de Keersmaeker


MOZART CONCERT ARIAS
UN MOTO DI GIOIA

Anne Teresa De Keersmaeker coreografia ∙ Anne Teresa De Keersmaeker e Jean-Luc Ducourt conceito ∙ W.A.Mozart música ∙ Herman Sorgeloos cenário ∙ Rudy Sabounghi figurinos ∙ Anne Teresa De Keersmaeker desenho de luz 

Eduarda Melo, Kamelia Kader, Carla Caramujo sopranos ∙ João Paulo Santos pianoforte ∙ Divino Sospiro interpretação musical ∙ Massimo Mazzeo direcção musical 

Árias de concerto KV78/ KV272/ KV383/ KV418/ KV505/ KV528/ KV578/ KV579/ KV582/ KV583, Divertimenti, Cassatione.

És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante,
Em que é pleno e perfeito cada instante.

Sophia de Mello Breyner Andresen
Promessa, in Dia do Mar, 1947

Anne Teresa De Keersmaeker estreou Mozart Concert Arias em 1992, no seu primeiro ano de residência no Théâtre de la Monnaie, em Bruxelas.

Terá sido talvez a influência de um teatro de ópera que a levou a escolher as árias para soprano e orquestra de Mozart e, com elas, criar uma obra que tanto é um concerto encenado como um espetáculo de dança. Por sua vez, o cenário de Herman Sorgeloos é simultaneamente um salão de dança e um jardim, enquanto que os figurinos de Rudy Sabounghi, remetem para o século XVIII sem nunca deixarem de ser contemporâneos.

É nestes ambientes híbridos que De Keersmaeker revela um verdadeiro caso de amor por Mozart. E não é só pela sua música mas por tudo o que o possa sugerir: o ornamento, a galanteria, a sensualidade, o jogo, a superficialidade, o humor e a leve intermitência entre a tristeza e a alegria.

Para a CNB, o relacionamento com a coreógrafa belga aprofunda-se com esta obra, que será a sua quinta a ser incluída no repertório da Companhia. A linguagem de Keersmaeker entrou no nosso quotidiano e foi plenamente assimilada pelos artistas.

Juntamente com os músicos do Divino Sospiro estaremos, orgulhosamente, à altura da qualidade exigida por esta obra, uma das mais marcantes da coreógrafa.

ESTREIA NA CNB. Até 10 de Maio. Teatro Camões.
Estreia mundial ROSAS, Festival d’Avignon, França, 30 de julho de 1992
(Informação do sítio da CNB.)

2006

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma coisa em forma de assim - CNB


28 de Abril a 8 de Maio, Teatro Camões

A CNB estreia uma obra co-criada por 9 coreógrafos portugueses: Clara Andermatt, Francisco Camacho, Benvindo Fonseca, Rui Lopes Graça, Rui Horta, Paulo Ribeiro, Olga Roriz, Madalena Victorino e Vasco Wellenkamp. Bernardo Sassetti assina a composição e a interpretação musical.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

São Carlos temporada 2010-2011

A lírica deve ser assim...

_______
KÁTÌA KABANOVÁ
LEOŠ JANÁČEK (1854-1928)
Janeiro

_______
GIANNI SCHICCHI
GIACOMO PUCCINI (1858-1924)
+ (na mesma noite)
BLUE MONDAY
GEORGE GERSHWIN (1898–1937)
Fevereiro

_______
BANKSTERS
NUNO CÔRTE-REAL (n. 1971)
Março

_______
IL CAPELLO DI PAGLIA DI FIRENZE | O CHAPÉU DE PALHA DE ITÁLIA
NINO ROTA (1911-1979)
Maio

_______
CARMEN
GEORGES BIZET (1838-1875)
Junho


Estas são as cinco que devem fazer parte da assinatura.
Amanhã deve-se saber.


_______
DONA BRANCA
ALFREDO KEIL (1850-1907)
Setembro e Outubro

Esta sobrou da temporada anterior.


As duas que seguem são versões simples a preços reduzidos.

_______
CAVALLERIA RUSTICANA
PIETRO MASCAGNI  (1863-1945)
Novembro
Versão concerto. Ópera cantada e também contada.

_______
HANSEL E GRETEL
ÓPERA NO TEATRO CAMÕES
ENGELBERT HUMPERDINCK (1854-1921)
Novembro
Famílias e escolas. Cantada em Português.


Já agora na Companhia Nacional de Bailado.
LA SYLPHIDE
Auguste Bournonville
Novembro e Dezembro
+
Ballets Russes

sexta-feira, 26 de março de 2010

Companhia Nacional de Bailado - as estreias (4º programa 2009/2010)

A chuva cai na poeira como no poema (Estreia Absoluta)
Coreografia Vasco Wellenkamp
Música Original Carlos “Zingaro”
Assistência Musical Carlos “Zingaro”
Cenografia Eric Costa
Desenho de Luz Vítor José
Actor Diogo Dória

Requiem (Estreia Absoluta)
Coreografia Rui Lopes Graça
Música Henrik Górecki (Sinfonia No. 3, Op. 36, “Symphony of Sorrowful Songs”)
Figurinos Rita Lopes Alves
Desenho de Luz Cristina Piedade
«...Deixaste-te ficar em tudo. Sobrepostos na mágoa indiferente deste mundo que finge continuar, os teus movimentos, o eclipse dos teus gestos. E tudo isto é agora pouco para te conter. Agora, és o rio e as margens e a nascente; és o dia, e a tarde dentro do dia, e o sol dentro da tarde; és o mundo todo por seres a sua pele...», in MORRESTE-ME , José Luís Peixoto.

Light (Estreia Absoluta)
Coreografia Katarzyna Gdaniec, Marco Cantalupo
Selecção Musical Katarzyna Gdaniec, Marco Cantalupo
«Para alguns, a ligeireza da vida consistiria no facto de as coisas se produzirem uma vez só, fugidiamente, quase como se não acontecessem.
O mistério do gesto como momento original, não reproduzível – um momento durante o qual o tempo se suspende – motiva uma vez mais a nossa procura coreográfica. O movimento como algo único. Nós quisemos explorar o que acontece quando o gesto é preciso, correspondendo a um momento de sensibilidade, a qualquer coisa que ecoa em profundidade, deixando-nos leves.» Marco Cantalupo

Interessantes as 3 peças. Wellencamp à sua maneira habitual dá-nos uma peça agradável. Gdaniec e Cantalupo mais sofisticado e ao mesmo tempo simples. Graça um apontamento. Gostei. Companhia um pouco melhor neste programa.




sábado, 27 de fevereiro de 2010

CNB - Balanchine e van Manen

Companhia Nacional de Bailado
Serenade
Coreografia George Balanchine
Música Piotr Ilitch Tchaikovsky
Adagio Hammerklavier Estreia na CNB
Coreografia Hans van Manen
Música Ludwig van Beethoven
5 Tangos
Coreografia Hans van Manen
Música Original Astor Piazzolla

Teatro Camões, 25 a 28 de Fevereiro e 4 a 6 de Março
3º programa

3 peças repetidas em Lisboa.
As peças de van Manen são sempre maravilhosas.
A companhia nacional, a subir de qualidade nos últimos anos, não consegue nestas 3 peças corresponder às expectativas (noite de Março 27).
Falta graciosidade e energia. Fica pouco mais do que a interpretação de passos bem estabelecidos.





No final do mês de Março, 3 novas criações na CNB: Vasco Wellenkamp, Rui Lopes Graça, Marco Cantalupo e Katarzyna Gdaniec.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Giselle, companhia nacional de bailado

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Direcção Musical Geoffrey Styles

Bailado em II actos
Coreografia Georges Garcia
segundo Jean Coralli, Jules Perrot e Marius Petipa
Música Adolphe Adam
Argumento Théophile Gautier e Vernoy de St. Georges
Cenários Ferruccio Villagrossi
Figurinos Guarda-roupa tradicional, gentilmente cedido pela Fundação Calouste Gulbenkian
Co-produção CNB / TNSC
Companhia Nacional de Bailado
Teatro Camões, 10 a 13, 17 a 20, 22 e 23 de Dezembro de 2009

Mediano. Ana Lacerda a melhor como esperado.



Giselle Ana Lacerda
Albrecht Fernando Duarte
Hilarion Tomislav Petranovic
Mãe Catarina Lourenço
Bathilde Mariana Paz
Wilfried Mário Franco
Duque Tom Colin
Aio Álvaro Santos
Aias de Bathilde Elsa Madeira
Myrtha Peggy Konik
Duas Willis Isabel Galriça - Roberta Martins

domingo, 18 de outubro de 2009

Companhia Nacional de Bailado, 1º programa


SERENADE

Coreografia George Balanchine
Música Piotr Ilitch Tchaikovsky

Estreia absoluta EUA, Nova Iorque, Adelphi Theatre,
American Ballet, 1 Março 1935
Estreia na CNB, Lisboa, São Luiz Teatro Municipal,
14 Outubro 1982


À FLOR DA PELE


Coreografia Rui Lopes Graça
Música Philip Glass
Estudos para Piano, nº 1, 2, 6 e 8, Vol. 1
Cenários e Figurinos Vera Castro
Desenho de Luz Jorge Ribeiro

Estreia absoluta, Lisboa, Teatro Camões,
28 Maio 2009


FOUR REASONS


Coreografia Edward Clug
Música Original Milko Lazar
Cenário Edward Clug
Figurinos Edward Clug
Desenho de Luz Edward Clug

INTERPRETAÇÃO MUSICAL AO VIVO
Piano Milko Lazar
Violino Vasilj Melijnikov

Teatro Camões, 15 a 18 de Outubro de 2009

Boas peças.
Serenade com bailarinos sem convicção.
Duas peças contemporâneas em repetição.
Uma temporada essencialmente de repetições: pobre.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Companhia Nacional de Bailado - programa 5


ISOLDA
Coreografia Olga Roriz
Música Richard Wagner (Prelúdio e Morte de Tristão e Isolda)
Desenho de Luz Orlando Worm
Figurinos Vera Castro
Elenco Ana Lacerda, Peggy Konik, Isabel Galriça, Andreia Pinho, Margarida Pimenta, Filipa Pinhão, Catarina Grilo, Florência Siciliano, Victoria Monge, Denise Rezende, Africa Sobrino, Vera Alves, Ana Baigorri

À FLOR DA PELE estreia absoluta
Coreografia Rui Lopes Graça
Música Philip Glass (Etudes for Piano, Vol. 1 - Etudes nº1,2,6 e 8)
Cenografia e Figurinos Vera Castro
Desenho de Luz Jorge Ribeiro
Elenco Marta Sobreira, Isabel Galriça, Freek Damen, Miguel Ramalho

FAUNO estreia absoluta
Coreografia Vasco Wellenkamp
Música Claude Debussy (Prélude à l'après midi d'un faune)
Elenco Alba Tapia, Carlos Pinillos

STROKES THROUGH THE TAIL estreia na CNB
Coreografia Marguerite Donlon
Música Wolfgang Amadeus Mozart (Sinfonia nº 40 em Sol Menor)
Figurinos Branimira Ivanova
Desenho de Luz Marguerite Donlon
Elenco Marta Sobreira, Fernando Duarte, Tomislav Petranovic, Freek Damen, Andrus Laur, Miguel Ramalho

Teatro Camões, 28, 29, 30 de Maio e 3, 4, 5 de Junho


Bons momentos com a CNB.

sábado, 21 de março de 2009

Coppélia com a CNB

Coppélia ou a Rapariga dos olhos de esmalte

Companhia Nacional de Bailado
Março 2009 - 19, 20, 21, 22, 27, 28, 29
Abril 2009 - 2, 3, 4
Teatro Camões

Coreografia John Auld
segundo Arthur Saint-Léon, Petipa e Enricho Cechetti
Música Léo Delibes
Argumento Charles Nuitter e Arthur Saint-Léon a partir de E.T.A. Hoffmann
Cenário e Figurinos Peter Farmer
Desenho de Luz David Mohre
Estreia na CNB, Lisboa, Teatro Municipal São Luiz,
22 Dezembro 1989
Produção Original, Paris, Teatro Imperial da Ópera
25 de Maio 1897

Bailado clássico bem interpretado. Agradou-me agora também a composição dos vários aspectos desta peça.
A interpretação anterior no Teatro D. Maria II tinha sido desastrosa.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Quebra-nozes


O Quebra-Nozes
Companhia Nacional de Bailado
(Bailado em um prólogo e dois actos)
Coreografia Armando Jorge, segundo Petipa / Ivanov
Música Piotr Iliitch Tchaikovsky
Argumento Marius Petipa (baseado no conto de E. T. A. Hoffmann O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos)

Cenografia e Figurinos Artur Casaes
Desenho de Luz Pedro Martins
Produção Original, São Petersburgo, Teatro Mariinski, 18 Dez. 1892
Estreia na CNB, Lisboa, Teatro Nacional São Carlos, 14 Dez. 1984
Co-Produção CNB/TNSC
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Teatro São Carlos, dias 22, 23, 28, 29, 30 de Novembro e 5, 6, 7, 11, 13 de Dezembro de 2008

Boa peça de Natal para as famílias.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Companhia Nacional de Bailado - Rui Horta e Edward Clug

Come Together
Direcção, Textos, Desenho de Luz e Conceito Multimédia Rui Horta
Coreografia Rui Horta em colaboração com os Bailarinos
Música Original Tiago Cerqueira
Excertos Originais e Interpretação Mário Franco
Programação Multimédia Rui Madeira
Motion Graphics Guilherme Martins
Figurinos Natacha Fernandes
Apoio Dramatúrgico Catarina Campino

As tensões entre a liberdade individual e a sociedade estandardizada serviram de inspiração a Rui Horta para criar uma nova coreografia, a primeira criada pelo artista para a CNB:
"Foi um grande desafio criar uma obra para um grupo grande de bailarinos". "É uma obra criada para o grande palco. A temática tem a ver com a ideia do espaço de liberdade e singularidade na sociedade estandardizada, sobre a forma como posicionamos os espaços privados perante o grupo". "Há um universo de grupo, ritualista, e outro de ambiências orgânicas, individuais".



Four Reasons
Coreografia Edward Clug
Música Original Milko Lazar
Cenário e Figurinos Edward Clug
Desenho de Luz Edward Clug
Interpretação ao Vivo
Piano Milko Lazar
Violino Jelena Zdrale

A peça encomendada a Edward Clug desenvolve-se através da interacção dos dois músicos com oito bailarinos, que moldam o espaço e o ambiente, contemplando e desafiando o objectivo de uns e outros, em diferentes dimensões.

Bailados em estreia absoluta

Teatro Camões, 22 a 25 de Outubro de 2008

Canal YouTube


Muito bom. Come Together magnífico.

domingo, 20 de abril de 2008

Festival de Sintra 2008

Uma boa oportunidade para a dança com programação de Vasco Wellenkamp.
Música também, pelo programador Luís Pereira Leal.


Ballet de Teatres de la Generalitat | Espanha

Jardí Tancat
Coreografia: Nacho Duato
Música: María del Mar Bonet

Viñetas
Coreografia: Gustavo Ramírez Sansano
Música: Arvo Pärt

Coming Together
Coreografia: Nacho Duato
Música: Frederic Rzewski

30 de Maio

Logo que arrancou, o Centre Coreogràfic pôs em marcha um projecto denominado Célula de Inserção Profissional, com o objectivo de formar bailarinos profissionais. Após seis anos de caminho, este projecto culminou na criação do Ballet de Teatres de la Generalitat, uma companhia institucional de actividade independente com difusão nacional e internacional.
Coreógrafos de projecção mundial, como Nacho Duato e Gustavo Ramírez, bem como as colaborações extraordinárias de bailarinos de dimensão internacional, asseguram a qualidade das propostas desta companhia de dança.


Maribor Ballet (Sloven National Theatre) | Eslovénia

Director Artistico: Edward Clug

Radio and Juliet
Coreografia: Edward Clug
Música: Radiohead

13 e 14 de Junho

Radio and Juliet é a prova de que entre nós vive um grande coreógrafo da era moderna, Edward Clug. Ele lidou com um período de alienação e explicitamente e expôs a força dos impulsos recorrentes, que sobressaem do tecido sensual humano na sua última coreografia, intitulada Radio & Juliet.
O coreógrafo rodeia a delicadeza das situações amorosas com a mão fria da mecanização do mundo moderno, com ritmos pungentes e sons metálicos de uma das bandas inglesas de rock alternativo com mais sucesso, Radiohead. A música da banda expressa sentimentos de desespero, alienação, solidão; cria uma atmosfera de agressão e acelera a passagem do tempo. A cadência do nosso tempo é inexorável e Clug segue-a ao criar a sua dança narrativa.


Scapino Ballet Rotterdam | Holanda

Director Artístico: Ed Wubbe

De Bruiden (The Brides)
Coreografia: Ed Wubbe
Música: Igor Stravinski, Les Noces


Der Rest ist Schweigen (The rest is silence)
Coreografia: Marco Goecke
Música: Stephen Foster


Nicht Zutreffendes Streichen
Coreografia: Ed Wubbe
Música: Heinrich von Biber

20 e 21 de Junho

Ao longo da última década, o Scapino Ballet Rotterdam, com a sua arrojada programação, tem evoluído até se tornar uma das companhias mais inovadoras e marcantes não só nos Países Baixos, como nos grandes teatros de todo o mundo.
O programa a apresentar em Sintra apresenta duas surpreendentes coreografias de Ed Wubbe, director artístico da companhia e um dos mais versáteis coreógrafos holandeses, e ainda uma coreografia assinada por Marco Goecke, coreógrafo convidado permanente.

Companhia Nacional de Bailado | Portugal

Director Artístico: Vasco Wellenkamp

Front Line
Coreografia: Henri Oguike
Remontagem Coreográfica: Nuno Silva
Música: Dmitri Shostakovich, Quarteto de Cordas nº 9 em Mi bemol Maior, op.117

Lento para Quarteto de Cordas
Coreografia: Vasco Wellenkamp
Música: Anton Webern, Movimento lento para quarteto de cordas

Cantata
Coreografia: Mauro Bigonzetti
Remontagem coreográfica: Carlos Prado
Arranjo musical: Gruppo Musicale Assurd a partir de música original e tradicional do sul de Itália



Centro Cultural Olga Cadaval, 4 e 5 de Julho

link

segunda-feira, 31 de março de 2008

Les Contes D'Hoffmann, Jacques Offenbach


Teatro Nacional de São Carlos,
2, 4, 6, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 20 de Abril de 2008

Direcção musical Gregor Bühl
Encenação Christian von Götz
Cenografia e figurinos Gabriele Jaenecke
Coreografia (Barcarolle) Rui Lopes Graça
Desenho de luz Hans Toelstede


Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Com a participação de seis bailarinos da
Companhia Nacional de Bailado

Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos

Intérpretes

Hoffmann
Sergei Khomov | Jean-Pierre Furlan

Olympia
Chelsey Schill

Antonia
Maria Fontosh

Giulietta
Riki Guy

La Muse / Nicklausse
Stephanie Houtzeel

Lindorf / Coppélius / Dr. Miracle / Dapertutto
Johannes von Duisburg

Andrès / Cochenille / Frantz / Pitichinaccio
Carlos Guilherme

Luther
José Corvelo

Nathanaël
Marco Alves dos Santos

Hermann
João Merino

Wilhelm
Diogo Oliveira

Spalanzani
Pedro Chaves

Crespel
Dieter Schweikart

A Voz do Além
Maria Luísa de Freitas

Schlémil
Rui Baeta

Capitão
Ciro Telmo
_______
Les Contes d'Hoffmann

Jacques Offenbach (1819-1880)

Opéra fantastique em um prólogo, três actos e um epílogo
Libreto: Jules Barbier sobre um drama de Jules Barbier e Michel Carré inspirado nos contos de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann.
Estreia absoluta: Paris, Opéra-Comique, 10 de Fevereiro de 1881

Não são apenas as numerosas obras de E.T.A. Hoffmann que provocam o deslumbramento dos leitores. A sua própria existência, regida por ideais aventureiros, apaixonados e trágicos, instaura um verdadeiro mito em torno do autor, como personagem romântica. Naturalmente propenso à criação artística, partilha, ao longo da sua vida, as vias da escrita literária, crítica, composição e interpretação musical - piano e direcção de orquestra -, desenho, caricatura e pintura.

A opção pelo itinerário da literatura fantástica ter-se-á devido, em parte, à paixão inusitada que sente, em certa ocasião, por uma adolescente de 13 anos, dotada de um profundo talento musical. O autor assume este amor ilícito e impossível como mito trágico, encontrando nele inspiração para muitos dos seus contos. Estas fantasias literárias, que marcam decisivamente a cultura do séc. XIX, são escritas entre 1808 e 1822 e, enquanto encadeamento de quadros e imagens de intensa diversidade, simbolismo e vivacidade, revelam uma extraordinária imaginação, um vigoroso universo emocional, e exímias qualidades de observação e humor. É precisamente esta continuidade entre a vida e a ficção literária, caracterizada pelo arrebatamento passional, que se descobre em Les Contes d'Hoffmann, - ópera deixada incompleta por Offenbach, sujeita posteriormente a várias versões - num percurso por três dos contos do escritor alemão, enquadrados por um prólogo e um epílogo, que os interliga e os centra numa carismática personagem principal, o próprio Hoffmann.

A ópera submerge-nos em três universos maravilhosos, partindo de um encontro de amigos na taberna de Luther, e dos relatos do poeta sobre as grandes paixões da sua vida: Olympia, deslumbrante boneca mecânica, criada pelo inventor Spalanzani, que Hoffmann acredita ser humana; Antonia, jovem cantora, extremamente talentosa, mas atormentada por uma doença que lhe implica abster-se de cantar; e Giulietta, bela e falsa cortesã Veneziana, à qual o poeta entrega a sua imagem..."

PGR- TNSC

_______

wikipedia
stanford.edu

YouTube: 1, 2, 3, 4

Bom espectáculo e produção de ópera com uma peça popular a partir de contos fantásticos de Hoffmann.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

CNB: Ever Near, Ever Far


Ever Near, Ever Far
de Heinz Spoerli (coreografia)
Sinfonia Nº 5 de Gustav Mahler

Companhia Nacional de Bailado,
no ano em que completa 30 anos.

Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por James Tuggle, actua em palco juntamente com os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado.

Estreia no Teatro Camões
21, 22, 28, 29, 30 de Junho de 2007

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Lauriane de Augusto Machado


Augusto Machado (1845-1924)

Ópera em quatro actos e seis quadros sobre poema de A. Guiou e Jean-Jacques Magne, segundo o drama de Georges Sand e Paul Meurice, Les Beaux Messieurs de Bois-Doré. Ópera dedicada a D. Luiz, Rei de Portugal.

T. N. de São Carlos
19 a 26 de Abril de 2006

Edição crítica de João Paulo Santos, com a colaboração de Paula Coelho da Silva

Direcção musical Donato Renzetti
Encenação Mauro Avogadro
Coreografia Ron Howell
Cenografia e figurinos Francesco Zito
Desenho de luzes Bruno Ciulli

Intérpretes
Lauriane Katia Pellegrino
Mario Marina Comparato
Jovelin Kostyantyn Andreyev
Marquis de Bois-Doré Leo An
Comte d'Alvimar José Fardilha
Adamas Paul Medioni
Guillaume D'Ars Carlos Guilherme
Clindor Luís Castanheira
Um Oficial David Ruella
Um Jardineiro Carlos Pocinho

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Com a colaboração da
Companhia Nacional de Bailado

Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos
__________
Música manuscrita na BN.
PORBASE - Base Nacional de Dados Bibliográficos:
Augusto Machado
A. Guiou
Jean Jacques Magne

Augusto Machado e as operetas da época da «geração de 70»
__________
Grand opéra em quatro actos e seis quadros de Augusto Machado
Libreto: sobre o poema de A. Guiou e Jean-Jacques Magne, segundo o drama de Georges Sand e Paul Meurice, Les Beaux messieurs de Bois-Doré.
Criação: Marselha, Grand Théâtre de Marseille, 9 Janeiro 1883

A primeira representação da peça de Paul Meurice Les Beaux Messieurs de Bois Doré, adaptação teatral do romance homónimo de Georges Sand, teve lugar no Théâtre de l'Ambigu Comique, Paris, a 26 de Abril de 1862, e revestiu-se de um enorme êxito. Seguiram-se noventa e cinco representações no Théâtre National de l'Odéon, coroadas por uma entusiástica recepção da crítica.

Após terem recusado o projecto de Théophile Semet, o qual pretendia criar uma opéra comique sobre a história da família Bois-Doré, Sand e Meurice autorizaram Augusto Machado a utilizar a peça para a criação de uma grand opéra. A comunicação entre a autora do romance, o dramaturgo e o compositor foi realizada em grande parte através do libretista, Jean-Jacques Magne. Lauriane foi estreada no Grand Théâtre de Marseille em 9 de Janeiro de 1883, e cativou o público e a crítica, que reconheceu distintas qualidades musicais em Augusto Machado. Pouco mais de um ano após a estreia francesa - 1 de Março de 1884 -, a grand opéra em quatro actos e seis quadros de Machado é apresentada no Teatro de S. Carlos, traduzida para a língua italiana. Lauriana teve doze representações e recebeu efusivos comentários da imprensa portuguesa. Esta recepção teve honras de reprise, no ano seguinte, facto que, relativamente a uma ópera portuguesa, não sucedia em S. Carlos há mais de seis décadas. O sucesso concedeu ao seu compositor um estatuto invulgar na sociedade portuguesa. A ópera foi dedicada ao Rei Luiz I que, não podendo deslocar-se ao Teatro, a escutou no Palácio da Ajuda através de telefones instalados pela companhia de Lisboa.

Quando a intriga teatral se transformou em ópera, a história do Marquês de Bois Doré e da sua família decresceu de importância em benefício da emergência de uma sedutora figura central, Lauriane, e do seu relacionamento amoroso com o novo herói, Jovelin. A ópera convida-nos a conhecer a marquesa Lauriane, cujo esplendor congrega as atenções de todos os personagens que a rodeiam. A bela fidalga deverá escolher um marido por entre os convidados da festa que Bois-Doré organiza em sua homenagem. A sua atenção dirige-se, no entanto, para um jovem músico, proscrito, que atravessa inadvertidamente os jardins do palácio acompanhado de uma criança - Mario. A reciprocidade da paixão afirma-se. Enfim, no contexto de uma disputa com o seu adversário D'Alvimar, o músico desvenda a sua verdadeira identidade: Giovellino, Conde de Florença. Entretanto, Mario, que viajara consigo ao longo dos anos revela-se como o sobrinho e herdeiro, há muito desaparecido, do estimado Bois-Doré.

PGR (TNSC)