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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

estado de exepção/state of exception


Teatro São Luiz, 10 a 13 de Janeiro
Direcção artística, espaço cénico e desenho de luz: Rui Horta
Interpretação: Anton Skrzypiciel, Miguel Borges, Pedro Gil e Teresa Alves da Silva
Música original e interpretação ao vivo: David Santos (Noiserv) Video: Francisco Venâncio                                                     
Apoio dramatúrgico: Tiago RodriguesDirecção técnica: Luís BombicoSonoplastia: Manuel Chambel
Apoio técnico: Tiago CoelhoProdução executiva: Ana Carina Paulino
Co-produção: Guimarães 2012 . Capital Europeia da Cultura, São Luiz Teatro Municipal, O Espaço do Tempo e AnaPereira.Pedro Gil criação e produção 

sexta-feira, 4 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Carta branca a Pedro Carneiro


convidados:
Louis Sclavis
Teresa Simas
António Rosado
Natália Monteiro
Alejandro Viñao
Miquel Bernat
André Gonçalves
Pedro Mendes
Daniel Worm
Miguel Moreira
Nuno Aroso

Centro Cultural de Belém, 30 de Junho de 2008

Pedro Carneiro aproveita esta carta-branca para retomar antigas colaborações artísticas e inaugurar, novos diálogos criativos. Celebra-se não só a música, mas também a dança, a poesia e o vídeo.

Tudo começa com um duo: Pedro Carneiro apresenta-se com o clarinetista francês Louis Sclavis. Nesta primeira parte, totalmente improvisada, a performance dos instrumentistas é entrecortada pela poesia escolhida e lida pelo actor Miguel Moreira.
As obras de câmara de Takemitsu inauguram a segunda parte, executadas com a flautista da Orquestra de Câmara Portuguesa, Natália Monteiro, e por Miquel Bernat e Nuno Aroso do Drumming – Grupo de Percussão. Daniel Worm faz o desenho de luz. André Gonçalves apresenta uma projecção de vídeo em tempo real a incidir sobre os instrumentistas. Temos ainda oportunidade de ouvir pela primeira vez em Portugal a obra Riff para marimba e piano, do argentino Alejandro Viñao, com a participação de António Rosado. O palco é partilhado ainda com a estreia absoluta da mais recente criação coreográfica de Teresa Simas, interpretada em conjunto com Pedro Mendes.

sites: artista, blog, podcast.

A não perder...

Programa

Improvisação
Pedro Carneiro Marimba
Louis Sclavis clarinete e clarinete baixo
Miguel Moreira poesia

Toward the Sea de Toru Takemitsu
Natália Monteiro flauta em sol
Pedro Carneiro marimba

Rain Tree de
Toru Takemitsu
Miquel Bernat marimba
Nuno Aroso marimba
Pedro Carneiro vibrafone

Riff de Alejandro Viñao (estreia europeia)
António Rosado piano
Pedro Carneiro marimba
Teresa Simas coreografia / bailarina
Pedro Mendes bailarino
Miguel Moreira performer

André Gonçalves vídeo
Daniel Worm desenho de luzes
Pedro Mendes figurinos

Magnífico e único.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Centre Pompidou Novos Media 1965-2003

MNAC - Museu do Chiado
19 Outubro 2007 a 7 Janeiro 2008

Exposição muito interessante e uma boa retrospectiva do vídeo, e de novos media, nas artes. Obras interactivas ainda fascinantes.

Secções
para uma televisão imaginária
pesquisas de identidade
do vídeo à instalação
pós-cinema

Vito Acconci, Samuel Beckett, Dara Birnbaum, Matthieu Laurette, Peter Campus, Stan Douglas, Chris Marker, Valie Export, Bruce Nauman, Jean-Luc Godard, Marcel Odenbach, Douglas Gordon, Tony Oursler, Dan Graham, Nam June Paik, Gary Hill, Pierre Huyghe, Bill Viola, Martial Raysse

Centre Pompidou Novos Media 1965-2003 apresenta a história dos novos media através de trabalhos históricos de alguns dos mais importantes artistas contemporâneos: de Nam June Paik a Pierre Huyghe, de Samuel Beckett a Stan Douglas, de Valie Export a Dan Graham passando por Bruce Nauman, Chris Marker, Bill Viola ou Douglas Gordon, entre outros. Um total de 19 artistas, de quem se apresentam 23 obras, todas elas pertencentes à colecção de Novos Media do Centre Pompidou, em Paris.

O vídeo enquanto medium artístico surgiu no princípio da década de 60, sendo utilizado sobretudo pelos artistas para registar os seus trabalhos performativos. Desenvolvendo-se durante a década seguinte como uma alternativa prática ao filme, o vídeo, tal como a televisão, tornou-se massivamente acessível, passando a ser especialmente apelativo para os artistas que procuram uma audiência alargada para o seu trabalho. Nos anos 80 torna-se cada vez mais comum e o termo new media é cunhado para referir o vídeo enquanto expressão artística. Alguns artistas, que o utilizavam apenas como meio para documentar trabalhos efémeros, começam a explorar este novo terreno, recorrendo a estratégias da emissão televisiva, de forma a realizarem uma crítica à linguagem dos mass media ou experimentando as capacidades técnicas do suporte (circuitos fechados, feedback, fast-forward ou câmara lenta, etc.). Outro sentido da evolução do vídeo enquanto medium ocorre sobretudo ao longo dos anos 90, quando alguns artistas aprofundam a experimentação com a instalação, através do desenvolvimento de mecanismos discursivos, ou do recurso a sistemas narrativos cinemáticos. Nos anos 2000, outras orientações têm vindo a ser perseguidas com pesquisas ao nível da tecnologia, da interactividade, da teatralidade e, sobretudo, do documentário.

Comissariada por Christine Van Assche, curadora do departamento de Novos Media do Centre Pompidou, a exposição é organizada em quatro núcleos conceptuais – Para uma televisão imaginária; Pesquisas de identidade; Do vídeo à instalação; Pós-cinema –, que contribuem para a explanação de um entendimento da história do vídeo nos últimos quarenta anos, que extravasa os parâmetros cronológicos.

MNAC - MC

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Atlas Group 1989-2004


Um projecto de Walid Raad


Culturgest, 29 de Setembro a 30 de Dezembro




O Atlas Group foi um projecto desenvolvido por Walid Raad entre 1989 e 2004 para pesquisar e documentar a história contemporânea do Líbano, com uma ênfase particular nas guerras de 1975 e 1990. Raad encontrou e produziu documentos áudio, visuais e literários que convocam e desvendam essa história. Os documentos foram preservados no Arquivo do Atlas Group, localizado em Beirute e Nova Iorque.

O trabalho de Walid Raad inclui até à data instalações em vários mediums, performance, vídeo e fotografia, assim como ensaios literários. O seu trabalho tem sido mostrado em numerosas exposições colectivas nos Estados Unidos, na Europa e no Médio Oriente, nomeadamente, na Bienal de Whitney (Nova Iorque, 2002), na Documenta 11 (Kassel, 2002), na Bienal de Veneza (2003), ou em Home Works (Beirute, 2005). O projecto Atlas Group tem sido apresentado em numerosas exposições individuais, nomeadamente, na Art Gallery of York University em Toronto (2004), na FACT em Liverpool (2005), na The Kitchen Art Gallery em Nova Iorque (2006), no Hamburger Banhof em Berlim (2006), na Henry Art Gallery em Seattle (2007) e no Museo Tamayo na Cidade do México (2007).

Walid Raad nasceu no Líbano (1967) e vive em Nova Iorque. É professor associado na Cooper Union em Nova Iorque e membro da Arab Image Foundation (Beirute/Nova Iorque).

Curadoria:
Miguel Wandschneider

Exposição interessante e curiosa sobre o Líbano.
E ainda, mas menos interessante, na Culturgest ...


Jean-Luc Moulène

Opus (1995-2007) / Documents (1999-2007)

29 de Setembro a 25 de Novembro



Conhecido sobretudo pelo seu trabalho em fotografia, Jean-Luc Moulène (Reims, 1955) tem situado a sua prática igualmente nos domínios da escultura e do desenho. O artista questiona a fotografia como meio de representação do real (na exposição estão representadas várias séries em que a questão do documento é problematizada), mas também se interessa pela presença plástica da imagem singular e o seu potencial significante. O seu trabalho fotográfico retoma os géneros clássicos (retrato, paisagem, natureza morta), incorpora a tradição da fotografia como “tableaux”, mas também outros usos da fotografia, inscritos na sua história (como o documental) ou nos usos que dela são feitos na sociedade contemporânea (por exemplo, no campo dos mass media).

Esta exposição apresenta de forma muito abrangente e sistemática o trabalho Jean-Luc Moulène desde o final da década de 1990 até hoje, pondo em diálogo e contraponto as séries fotográficas mais significativas que produziu neste período e um conjunto muito diversificado de esculturas.

Entre as exposições individuais de Jean-Luc Moulène nos últimos anos, contam-se as que realizou no CCA Kitakyushu (Japão, 2004), na Galérie Nationale Jeu de Paume (Paris, 2005) e no Musée du Louvre (Paris, 2005). Participou na Documenta X (Kassel, 1997) e na Bienal de São Paulo (2003). É representado pelas galerias Chantal Crousel (Paris), Greta Meert (Bruxelas), carlier|gerbauer (Berlim) e Thomas Dane (Londres).

Curadoria:
Miguel Wandschneider

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Waterproof, Daniel Larrieu

Rentrée 2007

Uma peça importante na dança francesa e também mundial.
Programa Culturgest
13 e 14 de Setembro 2007
Piscina do Jamor, Estádio Nacional

Reposição de uma das peças emblemáticas da Dança Contemporânea Francesa dos anos 80, que correu mundo na versão filmada e que a Culturgest apresenta ao vivo pela primeira vez em Portugal.

“Em 1985, Anne Frémy convida vários artistas a deslocarem as suas ferramentas e processos de criação para dentro de água e alguns bailarinos encontram-se na piscina de Vincennes para momentos subaquáticos.

Em 1986 a companhia Astrakan é recebida em residência em Angers, em torno de um projecto que marcará uma época, e trabalha durante três meses na piscina Jean-Bouin na criação de Waterproof. Período singular da dança contemporânea francesa, que se apropria dos lugares públicos e os transforma em lugares de representação.

A propósito dos 20 anos desta produção e por proposta de Pascale Henrot, directora do festival Paris Quartier d’Eté, decidi recriar esta peça. Contactei os intérpretes da versão original e convidei outros bailarinos a participarem no projecto.

Trabalhar intensamente em meio aquático leva a experimentar campos pouco habituais e à descoberta de uma outra utilização dos sentidos, de um outro movimento. Retomar esta criação – singular no meu percurso – é um regresso a essas e à imensidão de outras experiências conduzidas pela dança contemporânea; é recordar as apostas deste movimento.

Waterproof é uma peça de sonoridades guerreiras, de luta, de combate, aqui com o elemento líquido, uma maneira de respirar, de sorver o ar, de conduzir o movimento. Poucos viram esta produção, muitos conhecem o filme. Regresso ao presente, 20 anos mais tarde.”

Daniel Larrieu, Janeiro 2005
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Conceito Daniel Larrieu
Estreia
piscina Jean-Bouin, Angers, a 25 de Março de 1986
Reposição
piscina Jean-Bouin, Angers, a 21 de Junho de 2006
Versão 2006:
Coreografia
Daniel Larrieu
Intérpretes
Jérôme Andrieu, Dominique Brunet, Alain Buffard, Didier Chauvin, Mié Coquempot, Agnès Coutard, Claude Frémy, Christophe Ives, Bertrand Lombard, Michel Reilhac
Assistente
Fanny de Chaillé
Luzes
Françoise Michel
Partitura sonora
Jean-Jacques Palix, Eve Couturier
Direcção e realização vídeo
Sophie Laly
Direcção técnica
Christophe Poux
Realização vídeo 86
Jean-Louis Letacon
Assistido por
Luc Riolon
Filmagem subaquática
Henri Alliet
Montagem
Catherine Rees et Luc Riolon
Produção
Astrakan
Co-produção e residência
CNDC/Centre national de danse contemporaine Angers em parceria com o festival Paris Quartier d’Eté, a Cidade de Angers, l’Espace 1789 e a Cidade de Saint-Ouen, o Conseil Général de Seine St Denis.
Com apoio da
ADAMI, que administra os direitos dos artistas-intérpretes (actores, cantores, músicos, maestros, bailarinos…) e consagra uma parte dos direitos recebidos ao apoio à criação, à difusão e à formação.

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Tabu / Waterproof
L'atelier existait depuis déjà deux ans au Pré-Saint-Gervais lorsque j'ai invité Daniel Larrieu. Y participaient des danseurs (Jacques Patarrozzi, Hervé Diasnas, Yano est venu deux fois) et des pratiquants-chercheurs de yoga, tai-chi, danse contact, prof de gym, nageurs. Ces deux années avaient déjà permis de produire un certain nombre d’"images" qui ont été absorbées par Waterproof. L'année où j'ai invité Larrieu, il s'agissait de faire se rencontrer danse contemporaine et natation synchronisée. J'ai donc monté un atelier à l'Institut National des Sports, avec l'équipe de France de natation synchronisée. Leur entraîneuse nous donnait des cours de synchro ; Daniel Larrieu donnait des cours de danse aux nageuses de l'équipe de France ; un troisième temps était consacré à un atelier de recherche. Michel Reilhac participait à ce projet et il a invité Larrieu au CNDC... Aujourd'hui, pour la reprise, il ne reste qu'une nageuse d'origine sportive, ma soeur, Claude Frémy, magnifique nageuse-danseuse, qui fut aussi maître-nageur et qui a beaucoup apporté à ce projet. C'est, entre autres, à propos de cette volonté de rapprochement de deux milieux opposés, art/sport, que le projet a eu un sens "politique". Et aussi le désir de décloisonner et d'ouvrir un lieu populaire de Seine-Saint-Denis à l'art. Il est vrai aussi que 1981 était un contexte historique de rêve pour lancer Tabu*.

Le soutien de personnalités du monde de l’art, comme Jacques Guillot et Victoire Dubruel, fut essentiel. D'autres artistes ont participé à ce projet : le peintre Erro, la conteuse Muriel Bloch, le peintre et performer Olivier Agid, le compositeur de musique subaquatique Michel Redolfi, plusieurs compositeurs pour l'ambiance sonore aérienne (Thom Willems, Palix, Gilles Grand, Ghédalia Tazartès, Louis Dandrel), Brian Eno pour une visite de curiosité qui avait donné lieu à une amusante séance sonore avec les bébés nageurs etc.
Je m'intéresse toujours à l’eau, aux piscines et à la pratique de la natation. J’ai découvert ailleurs qu’en France d'autres pratiques et d'autres architectures (Japon, Islande, Hongrie ...). Les films Tokyo Marine et Blue Lagoon, produits dans le cadre des bourses l’Envers des Villes et la Villa Medicis Hors les Murs, ont été montrés dans des expositions, en particulier Cities on the Move. Ces recherches nourrissent également des collaborations avec des architectes (Nouvel, Bouchain).
Lors d’une résidence à la Villa Kujoyama (Kyoto) en 2005, j'ai rencontré et filmé les pratiquants d'une natation merveilleuse créée au 16e siècle et issue des arts martiaux. J’espère que bientôt, ces recherches feront l’objet d’une édition.

Anne Frémy, propos recueillis par Denise Luccionni, avril 2006
*Tabu, poème lyrique sur les amours de deux amants interdites par la tradition, est le dernier film de Murnau, en collaboration avec le documentariste Flaherty.
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Waterproof naît d’un triple mouvement qui touche la danse dans les années 1980 en France sur fond de changement politique majeur. Elle émerge en se taillant une place à soi, indépendante des danses classique et moderne. Elle se coule dans les espaces inoccupés de la création en profitant de la pauvreté des étiquettes et s’octroie en conséquence le territoire le plus ouvert possible. Elle affirme haut et fort prendre pour pataugeoire tout le vaste monde sans exception. Daniel Larrieu, ex-élève jardinier et toujours explorateur par le mouvement d’un ailleurs immatériel, accepte joyeusement de changer d’élément et de se jeter à l’eau, lorsqu’une passionnée « maître-nageur chercheuse », Anne Frémy, l’embarque dans une aventure aquatique. Vingt ans après, Waterproof renaît comme la partie insubmersible d’un iceberg lumineux d’expérimentations et de spéculations tournées vers l’avenir. La plupart des interprètes créateurs ont répondu « présent » pour une reprise de mousquetaires, vingt ans après. Rien de familier dans cet OVNI chorégraphique, quelques bribes reconnaissables, graphiques ou cinématographiques, des impressions fugaces de déjà vécu – mais où et quand ? – surtout l’image d’une tribu étrange de mutants, d’une autre humanité abordant le monde par la face mouillée dans un faux silence peuplé de souvenirs prénataux. Des jeux enfantins ou sophistiqués intègrent à la chorégraphie la respiration en surface, le moins d’agitation possible des nageoires et branchies, des perspectives déformées, des anamorphoses, des contorsions et des grands écarts de déités hindoues, comme l’apprivoisement tranquille de l’élément liquide en vue d’un avenir heureux de l’humain en poisson.

Denise Luccioni, programme du festival Paris Quartier d'Eté – 2006