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sábado, 11 de abril de 2009

Mendelssohn e Rossini: Páscoa na Gulbenkian

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz (maestro)
Soledad de la Rosa (soprano)
Sophie Koch (contralto)
Vsevolod Grivnov (tenor)
Alexander Vinogradov (baixo)
Felix Mendelssohn-Bartholdy
Magnificat
Gioacchino Rossini
Stabat Mater
Gulbenkian, 7 a 9 de Abril de 2009

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Bom, mas ligeiramente soporífero.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Gala Vienense

Direcção Musical Ralf Weikert

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
intérpretes
Soprano Alexandra Reinprecht
Tenor Herbert Lippert

Obras de

EMMERICH KÁLMÁN
JOHANN STRAUSS II
JOHANN STRAUSS
JOSEF STRAUSS
EDUARD STRAUSS
FRANZ LEHÁR

Agradável.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mendelssohn no Natal da Gulbenkian

CORO GULBENKIAN
ORQUESTRA GULBENKIAN
MICHEL CORBOZ (maestro)
LETIZIA SCHERRER (soprano)
DAGMAR PECKOVA (meio-soprano)
JOHN MARK AINSLEY (tenor)
VÍCTOR TORRES (baixo)
Felix Mendelssohn-Bartholdy
Elias, op. 70


Gulbenkian, 18 e 19 de Dezembro de 2008
A especialidade de Corboz.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Idomeneo, Mozart por Fabio Biondi


Fabio Biondi
(maestro)
Europa Galante

Ian Bostridge
(tenor) - Idomeneo
Emma Bell (soprano) - Elettra
Jurgita Adamonyte (meio-soprano) Idamante
Kate Royal (soprano) - Ilia
Benjamin Hulett (tenor) - Arbace



Wolfgang Amadeus Mozart
Idomeneo, re di Creta ossia Ilia e Idamante KV 366
(ópera em versão de concerto)

Gulbenkian, 12 de Maio de 2008

Interpretações. wiki.

Muito bom espectáculo. Solistas, maestro, orquestra e coro.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

La Damnation de Faust, Hector Berlioz



Coro e Orquestra Gulbenkian

John Nelson (maestro)



Marguerite
Nora Gubisch (meio-soprano)
Faust
Paul Groves (tenor)
Méphistophélès
Willard White (barítono)
Brander
Luís Rodrigues (barítono)


La Damnation de Faust, op.24
légende dramatique

Gulbenkian, 25 e 26 de Abril de 2008

videos: 1 2 3 4 5 6 | wiki

Muito bom, todos os intérpretes.
A música... a música é sublime, exprimindo todas as emoções.

"Glória do romantismo musical francês, o génio explosivo de Berlioz, símbolo da inquietação criadora, é dominado pela originalidade da inspiração melódica e sobretudo pela prodigiosa diversidade da invenção rítmica. A partitura é notável não só pelo seu vigor como pela variedade da música. ..." do programa FCG I.A.P.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Il Fondamento, Coro da Rádio da Flandres


Il Fondamento


Coro da Rádio da Flandres

Paul Dombrecht (direcção)
Miriam Allan (soprano)
Clint Van Der Linde (contratenor)
Robert Getchell (tenor)
André Morsch (barítono)

Jan Dismas Zelenka
Miserere em Dó menor (Salmo 50), ZWV 57
De Profundis (Salmo 130), em Ré menor, ZWV 50
Requiem em Dó menor, ZWV 48

Gulbenkian, 9 de Março de 2008

O compositor boémio Jan Dismas Zelenka criou a parte mais significativa da sua obra para a corte de Dresden, na Saxónia. Foi admirado por Johann Sebastian Bach, e as suas partituras mostram uma impressionante exibição do contraponto estrito em combinação com uma escrita harmonicamente audaciosa e uma rara liberdade rítmica. O resultado é uma música que surpreende pela sua expressividade, mas que teve de esperar até ao século passado para começar a ser conhecida.

Este concerto monográfico constitui, portanto, uma boa oportunidade para descobrir, ao vivo, um dos criadores mais interessantes do Barroco. Do programa constam três peças sacras: o Miserere sobre o Salmo 50, o De Profundis (Salmo 130) e, ainda, o Requiem em dó menor que escreveu em 1724. Estas obras serão apresentadas por Rui Vieira Nery, reputado especialista nesta época da história da música, uma hora antes do concerto (Auditório 3, 18h).

Para além de dar a conhecer um autor que, aos poucos, vai ganhando relevo à medida que mais se conhece do verdadeiro mosaico cultural que caracteriza o Barroco musical, este concerto traz a Lisboa um dos agrupamentos mais respeitados no domínio da música interpretada com instrumentos históricos. Trata-se de Il Fondamento, criado pelo oboísta Paul Dombrecht, em 1989. O percurso deste grupo tem-se caracterizado pela recuperação de autores esquecidos e pela frescura das suas versões das obras-mestras da Música Antiga, nomeadamente de Bach. Os seus concertos ao vivo e os seus trabalhos discográficos têm sido em geral elogiados efusivamente pela crítica especializada.
FCG

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Bom concerto. Boa descoberta, Zelenka..., mas interpretação com alguma falta de energia.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Orquestra de Câmara Portuguesa


Concerto de Natal

CCB, 23 de Dezembro de 2007
Co-produção
CCB/Orquestra de Câmara Portuguesa, orquestra associada

Com um programa sublime, a OCP pretende renovar o êxito do seu primeiro concerto apresentando a recriação de Schnittke da famosa canção de natal Noite Feliz (Stille Nacht), de Franz Gruber, o Magnificat de Bach, e ainda a universal 5.ª Sinfonia de Beethoven. Um programa de enorme contraste expressivo e emocional, que reúne a novíssima geração de talento musical em Portugal, dirigida por Pedro Carneiro. CCB

Orquestra de Câmara Portuguesa
Pedro Carneiro
- Direcção
José Augusto Carneiro - Ensaiador de sopros
António Estaleiro - Organista
Coro Voces Caelestes

Rute Dutra - 1º Soprano
Joana Seara - 2º Soprano
Maria Luísa Tavares - Alto
Fernando Guimarães - Tenor
Armando Possante - Baixo

Programa

Alfred Schnittke
Noite Feliz (Stille Nacht) (para violino e Orquestra de cordas) (transcrição de Eckart Schloifer)

Johann Sebastian Bach
Magnificat em Mi bemol Maior, BWV 243a

Coro — "Magnificat“
Ária (Soprano II) — "Et exsultavit spiritus meus“
A. Motete Coral — "Vom Himmel hoch“
Aria (Soprano I) — "Quia respexit humilitatem“
Coro — "Omnes generationes“
Ária (Baixo) — "Quia fecit mihi magna“
B. Coro — "Freut euch und jubiliert“
Dueto (Contralto, Tenor) — "Et misericordia“
Coro — "Fecit potentiam“
C. Coro — "Gloria in excelsis Deo“
Ária (Tenor) — "Deposuit potentes“
Ária (Contralto) — "Esurientes implevit bonis“
D. Dueto (Soprano, Baixo) — "Virga Jesse floruit“
Coro (Soprano I/II, Alto) — "Suscepit Israel“
Coro — "Sicut locutus est“
Coro — "Gloria Patri“

Ludwig van Beethoven
Sinfonia n.º 5 em Dó menor, Opus 67


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Bom concerto de Natal. Orquestra no seu 2º concerto vai bem e a melhorar...
Orquestra, cantores, maestro e bolo rei alegraram um Domingo na presença de Aníbal e Maria Cavaco.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Bach: Missa em Si menor, BWV 232

Gulbenkian, 20 a 22 de Dezembro de 2007

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz Maestro

Yumiko Tanimura Soprano
Katalin Halmai Meio-Soprano
Patrick Van Goethem Contratenor
Fredrik Akselberg Tenor
Stephan MacLeod Baixo

Marcelo Giannini Órgão
David Lefèvre Violino
Alejandro Erlich-Oliva Contrabaixo
Sophie Perrier Flauta
Denise Luxton Flauta
Pedro Ribeiro Oboé
Alice Sparks Oboé
Vera Dias Fagote
Jonathan Luxton Trompa
Stephen Mason Trompete

Johann Sebastian Bach
Missa em Si menor, BWV 232
Kyrie
Gloria
Credo
Sanctus
Agnus Dei

Michel Corboz regressa ao Grande Auditório para dirigir o seu habitual - e sempre muito esperado - concerto natalício. Do programa consta a monumental Missa em Si menor, de Johann Sebastian Bach, unanimemente considerada uma das maiores criações do património musical de Ocidente.

Escrita para a glória de Deus, como Bach fez questão de assinalar na maior parte das suas partituras, a Missa em si menor é um compêndio da invenção do grande compositor alemão e do seu domínio de todas as técnicas de composição disponíveis na época. Podemos imaginar esta obra como numa magnífica catedral construída ao longo do tempo, já que os números que a compõem foram escritos por Bach em sucessivas fases entre 1714 e 1749. No entanto, tal como a catedral do nosso exemplo, a obra produz um efeito único, ao qual não é alheio o facto de ter sido concebida obedecendo ao propósito de adoração que orienta o mistério da missa.

Para além da participação da Orquestra Gulbenkian e do Coro da Fundação, do qual Michel Corboz é maestro titular, a obra será interpretada em Lisboa por excelente um quinteto de cantores solistas. As aplaudidas sopranos Yumiko Tanimura e Katalin Halmai estão igualmente de regresso ao Grande Auditório, juntamente com o contratenor Patrick van Goethem, o tenor Jan Kobow e o baixo Stephan MacLeod.

Distinguidos com diversos prémios e reconhecidos pela crítica, estes cinco cantores têm em comum a versatilidade das suas respectivas carreiras, nas quais, no entanto, Bach ocupa um lugar de eleição.
FCG



Magnífico.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Bach: Oratória de Natal

Letizia Scherrer – soprano
Franziska Gottwald – contralto
Maximilian Schmitt – tenor
Roderick Williams – baixo

Akademie für Alte Musik Berlin

Rias Kammerchor
Hans-Christoph Rademann - direcção


Oratória de Natal é o título atribuído ao ciclo de seis cantatas que o compositor alemão apresentou, sucessivamente, entre o Natal de 1734 e as primeiras semanas de 1735, em Leipzig. Estas seis cantatas foram depois unificadas em função de um princípio comum: a celebração do nascimento de Cristo.

Bach 101

Superlativo. (termo de alguns críticos portugueses)
Gottwald genial. Rademann com excelente leitura da obra.
Só as 4 primeiras cantatas... não indicado no programa, sempre fraco no CCB.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Verdi: Requiem

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz (maestro)
Michèle Crider (soprano)
Bernarda Fink (meio-soprano)
Vsevolod Grivnov (tenor)
Peter Lika (baixo)

Giuseppe Verdi
Requiem

Gulbenkian
15 e 16 de Novembro de 2007



O Requiem de Verdi tem tido em Lisboa execuções absolutamente inesquecíveis. Por cá passaram, de facto, como intérpretes desta luminosa e apavorada partitura, algumas das mais imponentes vozes da segunda metade do século XX.

A Fundação Gulbenkian, que tem promovido algumas das mais importantes execuções da obra no nosso país, oferece com os presentes concertos uma verdadeira «prenda» aos mais dependentes de vocalidades. Em primeiro lugar, assinalará a estreia no nosso país de uma das mais famosas sopranos da actualidade: Michèle Crider. Esta cantora nascida em Buenos Aires pode ser considerada como a intérprete ideal do repertório de soprano lirico spinto, aquela categoria que surge entre o soprano lírico e o soprano dramático, isto é, capaz de sustentar grandes linhas impregnadas de lirismo, que obrigam a um legato inquebrantável, e ao mesmo tempo preparar-se para, a qualquer altura, descer até às regiões infernais do soprano dramático. Os papeis com que Michèle Crider se tem apresentado em todos os grandes teatros de ópera do mundo desde a época em que a sua carreira se elevou (os inícios dos anos 90) assim o atestam: Amélia, de Un ballo in Maschera, Elvira, de Ernani, Odabella, de Attila, Leonora, de Il Trovatore, Aida, Elisabetta de Don Carlos, Norma, Imogene de Il Pirata, Tosca, Madama Butterfly, La Gioconda ou ainda Santuzza, de Cavalleria Rusticana.

Michèle Crider tem igualmente desenvolvido uma brilhante carreira como concertista sob a direcção de Muti, Barenboim, Mehta, Levine, Santi, von Dohnanyi, Bychkov, Ozawa, Chailly e Davis. De entre várias gravações em que participou, relevem-se as suas interpretações de Amélia, de Un Ballo in Maschera, a Elena e a Margherita de Mefistofele, e a parte de soprano de Requiem de Verdi, esta última gravação sob a direcção de Richard Hickox e com a Orquestra Sinfónica de Londres.

Mas nem só de soprano vive o Requiem, seria caso para afirmar, mas nenhum outro Requiem confere esta importância absoluta ao soprano, confiando-lhe o enorme «Libera Me» final, as páginas onde Verdi verteu todos os seus terrores e onde a carga expressiva, a par com a dificuldade vocal, aumenta exponencialmente.

De qualquer modo, teremos, ao lado de Michèle Crider, um elenco verdadeiramente de luxo. Como executante da parte de contralto, a consagrada Bernarda Fink, meio-soprano que se tem evidenciado nos últimos anos pela plasticidade de uma voz que lhe tem permitido ingressar triunfalmente nos mais variados repertórios e estilos. Esta incomum versatilidade permitiu-lhe gravar e apresentar ao vivo um vasto leque de obras, desde recitais de Lied às grandes Paixões de Bach. Monteverdi, Handel, Bach, Rameau, Hasse, Haydn, Schubert, Dvorak, Brahms, Berlioz, Ravel, Rossini, Bruckner e Schumann são outros dos muitos compositores por cuja obra tem deambulado. Em ópera tem escolhido fundamentalmente o repertório pré-romântico (Haendel, Mozart, Gluck), mas obteve triunfos com a sua interpretação de Tancredi. Neste Requiem colaborará ainda o jovem tenor russo Vsevolov Grivnov, que iniciou há pouco uma carreira que o tem levado desde o Scala de Milão aos estúdios de gravação (assinale-se que gravou O Rouxinol, de Stravinsky, com Natalie Dessay, sob a direcção de James Conlon). Apresentar-se-á também o baixo alemão Peter Lika, cantor igualmente consagrado, que já actuou sob a direcção de Celibidache, Kubelic, Masur, Norrington, Viotti, Gardiner, Cambreling, Janowski e Gielen. Peter Lika domina também um repertório invulgarmente vasto, que se estende de Monteverdi e Bach, até Penderecki e Heinze, passando por Mozart, Haydn, Beethoven, Mendelssohn, Stravinsky, Schönberg. Aqui terá de cantar o «Confutatis maledictis», o trecho mais dogmático e negro de toda esta luminosíssima obra.

O público que tem acompanhado ao longo dos anos a vida musical da Fundação Gulbenkian sabe que Michel Corboz, que será o maestro, saberá como poucos transmitir a luminosidade que impregna todo este Requiem.
FCG
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Muito bom. Todos bem, intérpretes, orquestra e direcção, num dos
requiem mais celebrados com voz principal para soprano.
Michèle Crider foi bem, sem exagerar.
Corboz com grandes direcção e visão da obra operática.

críticas...

domingo, 28 de outubro de 2007

Le Désert, Félicien-César David


Culturgest, 3 de Novembro de 2007

Tenor Mário João Alves
Narrador Diogo Dória
Direcção musical Nader Abbassi
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do T. N. de São Carlos
Co-produção Culturgest, Teatro Nacional de São Carlos


Camille Saint-Saëns

Une Nuit à Lisbonne (4’30)
Suite Algérienne, op.60 (20’)

Félicien-César David
Le désert (50’)


Le Désert, do compositor francês Félicien-César David (1810-1876), que fecha este concerto, justifica a sua inclusão no ciclo Os Filhos de Abraão. É uma obra para narrador, tenor, coro e orquestra, que descreve o caminho de uma caravana no deserto, onde também ocorre uma tempestade, se ouvem canções glorificando Alá, ou o chamamento à oração pelos muezzin.
A obra teve um êxito enorme aquando da sua estreia, em 8 de Setembro de 1844, e foi apresentada no São Carlos em 1848. Instalou um novo género de música orientalizante, diversa das turqueries muito em moda no século XVIII, que influenciou compositores como Bizet, Delibes, Saint-Saëns e Messiaen, entre outros. Berlioz admirava a orquestração da obra.

Na primeira parte deste concerto serão apresentadas as obras Une Nuit à Lisbonne e Suite Algérienne, op.60 de Camille Saint-Saëns.

Culturgest

Uma boa noite de concerto. Grande direcção do maestro Nader Abbassi, conhecedor e delicado.
Diogo Dória bem, esforçado, esperou pela direcção, e comoveu-se nos agradecimentos finais.
Mário João Alves bem e tentou divirtir-se. O coro razoável.
A orquestra, com grande parte dos seus músicos com ar de funcionário público maçado, tentou acompanhar os pormenores de direcção.
Poucos espectadores.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

José Cura

Concerto de Gala
T. N. São Carlos
19. Outubro 2007

Ruggiero Leoncavallo
I Pagliacci
Prologo

Giuseppe Verdi
Nabucco
Abertura
«Gli arredi festivi» (Coro)
Ária «Sperate, o figli» (Zaccaria)

Umberto Giordano
Andrea Chénier
«Improvviso» (Chénier)

Giacomo Puccini
Turandot
«Signore ascolta...» (Liù)
«Non piangere Liù» (Calaf)

Tosca
Acto III (Cenas 1 e 2, Cavaradossi)

Ludwig van Beethoven
Sinfonia n.º 9 (Sinfonia Coral), op. 125


soprano
Chelsey Schill

contralto
Maria Luísa de Freitas

tenores
José Cura
José Manuel Araújo

baixo
Johannes von Duisburg

direcção musical [Sinfonia n.º 9]
José Cura

direcção musical
Mario de Rose

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Concerto mediano. José Cura simpático, melhor tenor, pior maestro.
Chelsey Schill mediana, presente em 4 das 6 óperas da temporada, vamos ver.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Verdi e Bruckner, Simone Young e Coro e Orq. Gulbenkian


Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Simone Young [ Maestrina

Giuseppe Verdi
Te Deum
(de Quatro Peças Sacras)

Anton Bruckner
Sinfonia N.º 8, em Dó menor
(versão de 1887)

1. Allegro moderato
2. Scherzo: Allegro moderato
3. Adagio: Feierlich langsam, doch nicht schleppend
(Solene e lento, mas sem arrastar)
4. Finale: Feierlich, nicht schnell
(Solene, sem precipitação)

Gulbenkian, 10 e 11 de Maio de 2007
_______
Verdi e Bruckner encontram-se num programa, cujo interesse também reside no facto de ser dirigido pela regente Simone Young, que já a partira da próxima temporada será a maestrina convidada principal da Orquestra Gulbenkian. Um programa coral-sinfónico de grande monumentalidade com Coro e a Orquestra Gulbenkian em destaque.

Simone Young tem estado nos últimos anos sob o olhar atento dos média. Em 2005, foi a primeira mulher nomeada Directora Geral da Ópera da Cidade de Hamburgo e Maestrina Titular da Orquestra Filarmónica dessa mesma cidade. Ainda esse ano, tornou-se também na primeira mulher da história a dirigir em concerto a Filarmónica de Viena. Porém, estes dois acontecimentos constituem apenas a ponta de uma sólida carreira que começou, há mais de duas décadas, no seu país de origem, a Austrália. Particularmente conotada com a ópera (tem-se apresentado nos principais teatros do mundo), é no entanto muito apreciada no repertório sinfónico.

O mundo da ópera e da sinfonia também irão conviver neste concerto, embora a faceta do percurso criativo de Verdi que será evidenciada se relacione com a música sacra. Com efeito, o programa abrirá com o Te Deum que o compositor italiano escreveu em 1898, a derradeira obra do seu catálogo. A grandiosidade e espiritualidade que ali transparecem de novo reaparecem na sinfonia de Bruckner que preencherá a segunda parte do concerto. Trata-se da Oitava Sinfonia, a última que o compositor concluiu. Foi dedicada ao Imperador Francisco José I e, ainda hoje, impressiona pelas suas dimensões colossais.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Samson et Dalila, Saint-Saëns


Camille Saint-Saëns
Samson et Dalila, op. 47
[versão de concerto]

Gulbenkian, 26 e 29 Abril 2007

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster [ Maestro

Jon Fredric West [ Tenor (Sansão)
Hadar Halévy [ Meio-Soprano (Dalila)
George-Emil Crasnaru [ Baixo (Abimélech / Velho Hebreu / 2.º Filisteu)
Luís Rodrigues [ Barítono (Sumo Sacerdote de Dagon)
Marcos Santos [ Tenor (Mensageiro Filisteu)
Alexey Shakitko [ Tenor (1.º Filisteu)

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Camille Saint-Saëns
Paris, 9 de Outubro de 1835
Argel, 16 de Dezembro de 1921

Samson et Dalila, op. 47
Ópera em três actos
Libreto de Ferdinand Lemaire
Estreia: Hoftheater de Weimar, 2 de Dezembro de 1877

Compositor, pianista e organista, Camille Saint-Saëns foi inicia- do na música enquanto criança por uma tia-avó. Dotado de notável precocidade artística, em 1846 deu o seu primeiro concerto na famosa Sala Pleyel. O público e os críticos parisienses pasmaram com as extra-ordinárias aptidões do prodígio e o correspondente do jornal Boston Gazette escreveu: “Há um rapaz em Paris, chamado Saint-Saëns, que tem só dez anos e seis meses, mas toca de cor as obras de Haendel, Bach, Mozart, Beethoven e as de mestres contemporâneos”.

Em 1848 ingressou no Conservatório de Paris e teve como mestres Benoist em órgão e Halévy em composição. Tornou-se organista de Saint-Merry (1853-1857) e da Madeleine (1857-1877). Foi professor de piano na Escola de Niedermeyer, onde exerceu uma acção renovadora, tendo como discípulos Fauré, Gigout e Messager. Em 1871 fi gurou entre os animadores e fundadores da Société National de Musique, cujo objectivo era a defesa e promoção da nova música francesa do tempo. O papel do compositor foi, neste capítulo, de primordial importância. Temos de ter em conta que a música religiosa e a ópera constituíam então os géneros sobre os quais se debruçavam quase exclusivamente os compositores franceses.

O cultivo por Saint-Saëns das grandes formas instrumentais, da música de câmara e das disciplinas clássicas, tornou-se um dos factores essenciais da renovação que caracterizou a escola francesa nas últimas décadas de oitocentos e nos primeiros anos do século XX.

Em 1867, Berlioz dizia acerca de Saint-Saëns: “É um pianista fulminante e um dos maiores músicos da nossa época”. Figura cimeira da arte musical francesa da segunda metade do século XIX, o mestre de Sansão e Dalila não logrou na criação operística igual êxito ao que obteve noutros géneros musicais. Com efeito, Sansão e Dalila é a única das suas treze óperas que se mantém no repertório dos grandes teatros líricos.

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SINOPSE

A acção decorre na Palestina, no século XII antes de Cristo.

ACTO I
Praça pública na cidade de Gaza. À esquerda vê-se a porta do templo de Dagon.

Sob o jugo dos Filisteus, reunidos na praça pública, os Hebreus imploram a Jeová que os liberte da servidão. Entre eles encontra-se Sansão que exorta o seu povo a não perder a fé nem a esperança. Sansão consegue reacender na multidão desanimada e descrente a chama do fervor e da coragem: há que confiar na justiça do Senhor (“Arrêtez, o mes frères.”). Sansão convence-os de que o triunfo está prestes a surgir.

A situação modifica-se quando Abimélech, o sátrapa de Gaza, pronuncia blasfémias contra o povo hebreu e o seu Deus (“Ce Dieu que votre voix implore…”). Sansão incita o seu povo à revolta, dizendo que este em breve será livre (“Israel romps ta chaine! O peuple lève-toi!”). As palavras de Sansão dão coragem aos hebreus, enquanto na confusão Abimélech tenta matar Sansão, mas é morto por este.

O Sumo Sacerdote de Dagon sai do templo acompanhado de guardas e soldados e incita-os a vingar a morte do sátrapa. Amaldiçoa os hebreus proferindo frases terríveis: (“Maudite à jamais soit la race des enfants d’Israel!”). Entretanto, um mensageiro filisteu traz a notícia de que os israelitas, liderados por Sansão, causam terror e morte entre os filisteus. Sansão aparece seguido dos hebreus vitoriosos. Os velhos festejam a vitória, entoando hinos de louvor ao Deus de Israel.

Abrem-se as portas do templo de Dagon e surge Dalila seguida de outras mulheres que trazem grinaldas de flores e saúdam a chegada da Primavera (“Voici le printemps…”). Ao ver Sansão, Dalila começa imediatamente a tentar seduzi-lo (“Je viens célèbrer la victoire de celui qui règne en mon coeur…”). Sansão resiste aos encantos de Dalila. Um Velho Hebreu avisa-o dos perigos que corre – e com ele o povo de Israel – se der ouvidos à sedução. As sacerdotisas do templo de Dagon dançam provocando os guerreiros hebreus. Dalila entoa uma canção que fala da Primavera que se aproxima e do Amor (“Printemps qui commence…”). Dirigindo-se a Sansão, diz que espera por ele ao cair da noite. Sansão não consegue esconder a perturbação que sente. Dalila afasta-se e olha para o herói, como que a chamá-lo.

ACTO II
Casa de Dalila no vale de Soreck

Anoitece. Dalila espera a vinda de Sansão. Jura vingar-se, mas tem de descobrir o segredo da sua força. É preciso que o amor a ajude a vencer a sua fraqueza (“Amour! Viens aider ma faiblesse!”).

Surge o Sumo Sacerdote de Dagon que ordena a Dalila que consiga que Sansão revele o segredo da sua força, pois é preciso derrotar o grande inimigo dos filisteus (“J’ai gravi la montagne…Salut à vous mon pére!”) Dalila recusa o ouro que lhe é oferecido pelo Sacerdote. Quer trair Sansão para vingar a derrota infligida por este aos filisteus. Por três vezes Sansão recusa confiar-lhe o segredo da sua força. Porém, Dalila, determinada, espera conseguir descobrir finalmente nessa noite, com falsas carícias, o segredo da estranha força do hebreu. As vozes de Dalila e do Sumo Sacerdote unem-se num grito de vingança: (“Mort au chef des Hébreux!”). O Sumo Sacerdote afasta-se dizendo-lhe (“Le destin de mon peuple, ô femme, est dans tes mains.”).

Sansão aparece e amaldiçoa a sua fraqueza. Está rendido aos encantos de Dalila e pressente que as juras de amor desta o podem arrastar à desgraça. Dalila acusa Sansão de não a amar. Sabendo que o herói não lhe resiste, continua a seduzi-lo (“Mon coeur s’ouvre à ta voix…Ah! Réponds à ma tendresse...”).

Dalila procura conhecer o segredo de Sansão. Exige-lhe a revelação do segredo da sua força como prova do seu amor por ela. Esta cena decorre no meio de uma tempestade. Sansão diz-lhe que o Senhor mostra a sua cólera desencadeando a fúria dos elementos. Dalila chama-lhe cobarde e corre para dentro de casa. Sansão segue-a.

Dalila, depois de adormecer Sansão, corta-lhe os cabelos e, vitoriosa, aparece à janela e grita pelos filisteus. A casa é invadida pelos soldados ouvindo-se o grito de Sansão (“Trahison”).

ACTO III
1.º Quadro
Prisão de Gaza

Sansão, cego e sem os seus longos cabelos, é escravizado pelos filisteus que o acorrentaram a uma mó obrigando-o a mover o engenho. Profundamente arrependido, suplica a Deus que tenha compaixão (“Vois ma misère helas! Vois ma détresse! Pitié Seigneur!”). Ao longe ouvem-se vozes de prisioneiros hebreus que o acusam de os ter vendido por uma mulher (“Pour une femme il nous vendait”). Sansão ergue a sua prece a Deus. Os filisteus entram na prisão e levam Sansão para o templo.

2.º Quadro
No interior do templo de Dagon. Estátua do deus e altar dos sacrifícios. A meio do templo, duas colunas suportam o peso da abóbada do enorme edifício.

Uma multidão enche o templo. O dia nasce. Os filisteus festejam o seu triunfo cantando a Dagon e entregando-se a uma dança orgiástica. Terminado o bailado do “bacchanale”, Sansão entra no templo conduzido pela mão de uma criança. É humilhado por todos e a própria Dalila não o poupa recordando-lhe as carícias traiçoeiras de outrora, dizendo que apenas pretendia vingar o seu deus e o seu povo (“Souviens-toi de nos ivrésses ! Souviens-toi de mes caresses ! L’amour servait mon projet”).

Sansão pede a Jeová que, por um momento, lhe restitua a antiga força (“Seigneur, inspire-moi, ne m’abandonne pas”). O Sumo Sacerdote e Dalila dão graças a Dagon e dirigem-se para o altar dos sacrifícios. Enquanto os filisteus louvam o seu deus, Sansão pede à criança que o leve até ao centro do templo. Os cânticos a Dagon intensificam-se e Sansão apoiando-se nas colunas do templo, dirige ao Deus de Israel uma prece:

Souviens toi de ton serviteur
Qu’ils ont privé de la lumière!
Daigne pour un instant, Seigneur,
Me rendre ma force première!
Qu’avec toi je me venge, ô Dieu!
En les écrasant en ce lieu!

Num esforço supremo, o herói empurra bruscamente os pilares e faz desmoronar o templo sobre a multidão de filisteus.

“E foram mais os mortos que matou na sua morte dos que matara na sua vida” (Bíblia: Antigo Testamento, “Livro dos Juizes”, Cap.16 v.30)

(FCG) Notas e Sinopse de Isabel Assis Pacheco
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ÓPERA BÍBLICA OU ORATÓRIA CÉNICA?

Em 1867, quando já tinha composto doze óperas, Saint-Saëns concebeu a ideia de adaptar o tema bíblico de Sansão destinado à composição de uma oratória. O próprio compositor, anos mais tarde, numa carta dirigida a Henri Collet, esclarece-nos sobre a génese musical de Sansão e Dalila:

“A ideia de Sansão vem de longe. Houve tempo em que os grandes concertos de Paris, como os de Londres e de outras grandes cidades do estrangeiro, eram com orquestra e coros […] A oratória sacra e a profana adquire então o seu desenvolvimento. Executam-se Elias, O Deserto, a cidade de Paris cria um prémio para o encorajamento da produção nacional desse género tão interessante […] Foi então que um velho amador de música chamou a minha atenção para o assunto de Sansão, falou-me do libreto de Voltaire e esboçou um plano de trabalho em minha intenção. Entretanto, uma jovem ligada à minha família casou com um rapaz encantador com o qual estabeleci relações muito estreitas. Ele fazia versos como amador e eu apercebi-me de que ele era dotado e possuía já um verdadeiro talento. Pedi-lhe que trabalhasse comigo numa oratória sobre o assunto bíblico. Uma oratória – disse ele – não! Façamos uma ópera…”

Nasceu assim a ligação com Ferdinand Lemaire, o libertista de Sansão e Dalila. Baseado nos acontecimentos narrados no Antigo Testamento, Livro dos Juizes (capítulos 13 a 16), o poema de Lemaire gira em torno do último episódio da vida do herói, segundo o capítulo 16 da citada fonte bíblica. É a história do mais famoso guerreiro de Israel, consagrado desde o ventre materno a ser líder do povo eleito do Senhor, Deus único, e dotado de uma força espiritual e física sobre-humana.

Lemaire introduziu algumas alterações na história de Sansão narrada no Antigo Testamento. A morte de Abimélech não figura no texto bíblico, assim como não existe a personagem individualizada do Sumo Sacerdote. Quanto a Dalila, na ópera assume um grande relevo teatral, musical e dramático, distanciado-se assim da narrativa bíblica. Na ópera, o Sumo Sacerdote oferece-lhe dinheiro para trair Sansão. Dalila recusa, pois é levada pelo ódio e desejo de vingança, o que não acontece no Livro Sagrado. Dalila aceita o dinheiro dos príncipes Filisteus depois de descobrir o segredo da força de Sansão: “E os príncipes Filisteus subiram até ela, e trouxeram o dinheiro na sua mão” (cap. XVI, v.18).

O grande relevo de que se revestem os papéis de Sansão e Dalila não é fundamentalmente o fulcro do drama. Este assenta também na luta entre Hebreus e Filisteus, os que adoram Jeová e os que prestam culto a Dagon. No plano musical, o elemento coral toma parte activa na acção. De um lado os hebreus, caracterizados por um grande rigor contrapontístico, quase uma reminiscência das salmodias da sinagoga; do outro os filisteus, ilustrados por um ritmo primitivo, quase pagão. Associado a uma expressão de sensualidade, o cromatismo insinua-se especialmente nas cenas de Dalila. Para satisfazer o gosto do público francês, Saint-Saëns utiliza o pentatonismo e certos ritmos mais ou menos “árabes” que dão à obra um exotismo orientalizante. Dos três actos, o segundo é o mais operístico. Nele dominam as paixões,
a sensualidade, o amor carnal e o desejo. A força deste acto reside na oposição de sentimentos.

Saint-Saëns utiliza melodias envolventes que traduzem o poder persuasivo que Dalila exerce sobre Sansão, a ponto de fazê-lo abdicar da sua missão divina. É neste acto que se encontra o célebre andantino “Mon coeur s’ouvre à ta voix…”, sem dúvida um dos mais famosos e inspirados da lírica francesa da segunda metade do século XIX.

O 3.º acto adquire novamente o rigor de uma grande oratória. No primeiro quadro, a emoção é real nos lamentos de Sansão quando canta acorrentado à mó do moinho. No último quadro, a obra atinge o seu paroxismo na festa solene no templo de Dagon e, acima de tudo, no apogeu da dança vertiginosa (Bacanal), até à espectacular destruição do templo.

A revelação da obra foi por etapas. Começando por ser concebida como uma oratória, a sua feitura foi morosa, ocupando o compositor em sucessivos projectos e remodelações muito antes da sua concretização cénica. Iniciada em 1867, só em 1874, em Croisy, se realizou uma representação privada do segundo acto. Um ano depois, o primeiro acto foi apresentado em versão de concerto, no Théâtre du Châtelet. Só a 2 de Dezembro de 1877, e graças ao prometido apoio de Franz Liszt, teve finalmente a sua estreia no Teatro do grão-duque de Weimar com o libreto traduzido para alemão. O êxito foi grande. A 3 de Março de 1890, os franceses conheceram Sansão e Dalila cantada na língua original no Théâtre Lyrique Français de Rouen.

Sansão e Dalila, outrora longe de acolhimentos entusiásticos, é actualmente um marco referencial obrigatório no domínio músico-teatral dos grandes teatros líricos do mundo.

domingo, 1 de abril de 2007

Páscoa na Gulbenkian: Bach e Schubert

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz (maestro)
Ana Quintans (soprano)
Marie-Claude Chappuis (meio-soprano)
Werner GÜra (tenor)
Alexander Yudenkov (tenor)
Alfred Reiter (baixo)


Johann Sebastian Bach
Magnificat, BWV 243

Franz Schubert
Missa Nº 6, em Mi bemol maior, D.950



3 a 5 de Abril de 2004
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Encontramos reunidas neste programa duas obras-primas da música sacra de todos os tempos. Ambas foram escritas em momentos decisivos do percurso de dois compositores cimeiros da história da música. Por um lado, o Magnificat, em Ré maior, BWV 243, é uma das obras vocais mais importantes de Johann Sebastian Bach. Para coro a cinco vozes e orquestra, foi concebido em Leipzig, onde o compositor acabara de ser nomeado Kantor da igreja de São Tomas, para as Vésperas de Natal de 1723. Por outro lado, a Missa nº6 de Franz Schubert, D. 950, é também considerada a peça de música sacra de maior sucesso do compositor austríaco. Foi composta em 1828, o derradeiro ano da vida do compositor, sendo contemporânea de uma outra importante obra sua, a Sinfonia em Dó maior, «A Grande».

Será o maestro Michel Corboz que, dando seguimento à sua colaboração enquanto Maestro Titular do Coro Gulbenkian, dirigirá as duas obras. Estas relacionam-se directamente com o repertório que lhe é mais caro. Isso mesmo comprova o seu percurso discográfico.

No entanto, grande parte do interesse deste concerto reside na escolha dos cantores solistas. Ouvir-se-á no Grande Auditório a belíssima voz da soprano portuguesa Ana Quintans, assim como a do reputado tenor alemão Werner Gura, sem esquecer a meio-soprano Marie-Claude Chappuis, que se tem tornado nos últimos anos num nome de referência no repertório da música antiga, o tenor Alexander Judenkov e o baixo Alfred Reiter.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Messa da Requiem, Giuseppe Verdi

CCB, 30 de Março de 2007

Produção do Teatro Nacional de São Carlos
Co-apresentação: TNSC/CCB

Giuseppe Verdi (1813-1901)
Messa da Requiem para solistas, coro e orquestra


Dimitra Theodossiou (Soprano)

Marina Domashenko (Contralto)

Fabio Sartori (Tenor)

Michele Pertusi (Baixo)

Direcção musical
Donato Renzetti

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular Giovanni Andreoli


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For soloists (SMsTB); chorus (SSAATTBB); piccolo, flutes I-II, oboes I-II, clarinets I-II, bassoons I-IV; horns I-IV, trumpets I-IV, offstage trumpets I-IV, trombones I-III, tuba; timpani, bass drum; strings
Composed 1874 in Sant’Agata, in memory of Alessandro Manzoni
First performed 22 May 1874 at the Church of San Marco, Milan, Verdi conducting
Published by Ricordi (Milan, vocal score 1874, rev. 1875; full score 1913)
Duration: a little over 1 1/2 hours

Shortly after Rossini died in 1868 Verdi proposed that a Requiem Mass be prepared collaboratively by the best Italian composers and performed on the first anniversary of his death, the traditional occasion in Europe for unveiling monuments and literary tributes. The score was completed in due course but never performed. Verdi’s contribution had been the Libera me.

This movement and the thoughts that had yielded it were eventually gathered into Verdi’s Requiem Mass of 1873–74, a memorial to the great nationalist poet Alessandro Manzoni, author of I promessi sposi (“The Betrothed”), whom the composer venerated. Verdi had expected Aida of 1870–71 to be his farewell to composition, but a few weeks after Manzoni’s death on 22 May 1873, at the graveside, he resolved to return to work. “It is a heartfelt impulse, or rather a necessity,’’ he wrote, “to do all in my power to honor this great spirit whom I valued so highly as a writer and venerated as a man.’’ But the spirit of Rossini, too, is very much at issue here, and there is from time to time motivic homage to the Rossini Stabat mater.

The centerpiece of Verdi’s conception of the Requiem text is the massive second movement, which constitutes nearly half the work. This is a setting of the medieval sequence, or prosa, Dies irae, dies illa, a poem of 17 rhymed three-line strophes, a concluding quatrain (Lacrymosa), and a last unrhymed liturgical verse (Pie Jesu, Domine). Verdi envisages a frightening apocalypse, indeed, insisting on the Dies irae section three times here and once again at the close of the composition. With its bass-drum explosions and rapid passagework fleeing in all directions, the section should terrify you with its graphic suggestion (as my friend, David Cairns, put it) of the Devil chasing you to Hell. Nor are Gabriel’s trumpets in the Tuba mirum especially comforting. But Verdi offsets the horror with passages of tender supplication and now and then a glimmer of optimism as with the Offertorium, which begins as a consoling barcarole.

Each of the soloists makes a noble entry in the Kyrie eleison, after which they are parsed out in all their permutations, with such seeming inevitability that you scarcely notice the great care the composer has taken to assure each an equal share of the action. (Opera composers are quite skilled at this sort of thing.) The bass, like an angel of death, has the first solo of the Dies irae, albeit a brief one, at the words “ Mors stupebit.’’ Then comes the mezzo’s haunting aria on the proffering of the Book of the Dead (Liber scriptus), in which all things are written, nothing hidden. At the center of the movement the soprano joins the mezzo-soprano for the Recordare, with its striking cello-dominated climax; there follow the big solos for tenor (Ingemisco, a plea to be numbered not with the goats but among the lambs) and bass (Confutatis maledictis, begging to be spared from the acrid flame of Judgment Day). Meanwhile there are fine trio and quartet passages, and, in the profound tuttis of the Salve me and Lacrymosa, a scoring that allows the soprano’s several high Bs and Cs to float over the mass of performers with crystalline clarity.

Offertorium (no. 4) and Lux aeterna (no. 6) are for soloists alone. The soprano is absent from the Lux because the solo work in the last movement (Libera me, no. 7) is given to her alone. Here she represents harried humankind, troubled by hellish presentiments and seeking, tentatively at first, then with growing assurance, her place among the saved.

Note the many cross-references in both the musical and the liturgical texts. The verse structure of the Agnus Dei, for example, implies for Verdi three delicately varied strophes of his simple refrain; in the Offertorium, the recall of the line “Quam olim Abrahae promisisti” affords him a full-scale recapitulation of his menacing dead march. In the Libera me there is both a recapitulation of the bass-drum scattering from the second movement and an a cappella setting with the soprano solo of the Introit text with which the work opens.

The Requiem properly bows to ecclesiastical tradition: chanted declamation pervades the somber sections, and there are two full-blown fugues, in the Sanctus and the concluding Libera me. Yet essentially it is operatic, of course, the ancient and honorable liturgy serving as a profound libretto.

Verdi’s Requiem is in short a masterpiece of the genre, a work of “universal catastrophe, destruction, terror, and despair,” writes Andrew Porter, “then hope at its most urgent and poignant.”

—D. Kern Holoman
http://chorus.ucdavis.edu/verdi/index.htm

sexta-feira, 9 de março de 2007

As Estações de Haydn, John Eliot Gardiner


English Baroque Soloists
Monteverdi Choir
John Eliot Gardiner [ Direcção
Rebecca Evans [ Soprano (Hanne)
James Gilchrist [ Tenor (Lucas)
Dietrich Henschel [ Barítono (Simon)

Joseph Haydn
Die Jahreszeiten / As Estações
Der Frühling / A Primavera
Der Sommer / O Verão
Der Herbst / O Outono
Der Winter / O Inverno

Gulbenkian,
12 de Março de 2007

Natureza Maravilhosa
Com uma plêiade de cantores notáveis, John Eliot Gardiner dirige um programa centrado em Haydn, sob o signo do Iluminismo.


Intérpretes de excepção para música antiga de excepção.
Concerto pré-comentado com Rui Vieira Nery.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Stravinsky, Mozart e Cherubini - Orquestra Gulbenkian


9 de Março de 2007

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Giancarlo Guerrero (maestro)
Julian Bliss (clarinete)

Nos 250 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart

Igor Stravinsky
Sinfonia dos Salmos
Stravinsky neo-clássico.

Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto para Clarinete em Lá maior, K.622
Mozart para toda a família.

Luigi Cherubini
Requiem, em Ré menor
Um bom Requiem, nem só Mozart ou Verdi.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Dido & Aeneas - Sasha Waltz & Guests



CCB, 2 e 3 de Março de 2007
Dido & Aeneas, um dos grandes acontecimentos do ano,
enquanto decorre outro, A Valquíria no São Carlos.

DIDO & AENEAS
COMPANHIA SASHA WALTZ & GUESTS
Akademie für Alte Musik Berlin - Vocalconsort Berlin
Produção: CCB

DIDO & AENEAS
Ópera em três actos e um prólogo

Música Henry Purcell
Texto Nahum Tate
A partir do IV canto de Eneida de Virgílio
Cantores Aurore Ugolin, Reuben Willcox, Deborah York, entre outros.

Coreografia e Direcção Sasha Waltz
Direcção Musical/ Reconstrução Attilio Cremonesi
Cenografia Thomas Schenk, Sasha Waltz
Figurinos Christine Birkle
Luz Thilo Reuther



World premiere 29.01.2005
Sasha Waltz is a breaker of boundaries. In a geographical sense, she has exhibited this in her own life, with extended periods spent abroad - in Amsterdam, New York and elsewhere. Berlin has become her home, but having been out in the world, the world now comes to her.
Her company is marked by vibrant internationalism: Germany, Australia, Japan, Portugal, Israel, Canada - all (and others) are represented in Sasha Waltz & Guests.
Like any great choreographer, Waltz celebrates the fact that her language - the language of dance - is blind to nation, colour and creed. In another sense, Waltz relishes testing even the conventions of her own idiom. Tanztheater has a rich history in Germany but today the term can too often be loosely applied to anything that seems to flout the older choreographic order and embraces speech, gesture and general good fun. Waltz’s version of this form is specific: her dance is rigorous, frequently athletic, always inventive; her theatre - or rather her sense of theatre, as she would never claim to be a stage director per se - is quirky, ironic, eyecatching. Anyone who has seen part or all of her trilogy - »Körper«, »S«, »noBody« - will remember the stunning mix of epic imagery and intimate human connections conjured up. Indeed, to call her a magician of sorts is no overstatement: her notably visual imagination pushes in to the spaces where she works - whether on stage, in a disused building or in a church undergoing extensive reconstruction - jokes, tableaux and trompes l’oeil which you cannot forget.

In »Körper«, dancers were squashed together and wriggled around behind a glass screen, like a shoal of fish making love. Individuals shared anatomical secrets with us, or played with anatomy - in one of my favourite moments, a pile of plates became the removable discs of a human spine. In »S«, company members slithered, merged and parted, naked, as if rising from a primal sludge; later we were treated, amongst many extraordinary dance-pictures, to an illustration of the Kama Sutra, blissfully funny, compellingly sensual. In noBody, performers engaged in a mid-air tussle with a huge, inflated bubble which then rolled around threatening to gobble them up.

A startlingly beautiful image, it came, when let loose in the courtyard of the Palais des Papes in Avignon in 2002, with an extra edge of risk: would the Mistral blow it where it wasn’t supposed to go? It mattered little. Her dancers knew what to do - were able to blow, can always blow, with the wind. Controlled danger is part of Waltz’s agenda. Sasha Waltz is an explorer. Her territory is the body, and the body in space. At the Schaubühne, she’s focussed on our essential condition, on who we are in a material way: the question thrumming through everything has been, Can you see, do you understand our physical body-systems? The phrase, »body-system«, is hers. The result in the trilogy, a witty probing of the body’s very engineering, resembled a scientific inquiry. Then, there is the architecture, the physicalisation, of space: Waltz wants to make a human map of it. How does space become different with, say, ten living bodies in it? How do anywhere and anything inanimate become altered by contact with a person in studied movement? Such were the questions that underpinned work Waltz engaged in in 1998, in the then empty Jewish Museum in Berlin, which led directly to »Körper«. Of this she has said: »There was a more historical aspect here, linked inevitably to the problematic of German-Jewish history. This came into »Körper«: we worked for five weeks in the museum and it greatly influenced the piece. It’s enough, I think, to be German somehow to work through some of that history…« Breaker of rules, explorer, inquirer into history: Waltz is also a storyteller, and has found her most immediate material in those with whom she works - her dancers. Thus it was that in her most radical piece to date, insideout (Graz and Berlin, 2003), she encouraged 19 of her performers to look into, and talk about, and express, themselves. »There are so many different cultures represented within the company,« she said at the time, »that I wanted to explore the idea of biographies. So the work is based on generations and where each person belongs, and what their individual, personal, detailed, isolated stories are.«
»Insideout« marked another new departure, which this new »Dido & Aeneas« reflects: for the first time, Waltz collaborated with musicians playing live. In a set that was a cross between crazy Corbusier house and fairground labyrinth, we wandered at will and »choose« our scene, our story. One woman paced around conducting a monologue with a photo of an ancestor. Nearby, another, her face covered in sticking-plasters, said she’d always liked pretending to be an animal - and we saw her do just that.

Or I did. Others who saw the show will recall myriad different moments and images, such was insideout’s ingenious plurality - a kind of choreographic Cubism.
Her latest Schaubühne piece, Impromptus, is calmer, more painterly, more content with the single bodily surface of things. Choosing for the first time a classical score - Schubert’s eponymous piano cycle of 1827 - Waltz lets her seven dancers act out measured, lyrical dance-sculpture: though that subversive wit (squelching gumboots,
a mud bath, mutual body-painting) is never far away.
The same humour is present in this Dido and while choreographing Schubert was in some ways groundwork for Purcell, choreographing opera is another broken boundary for Waltz. Of course, in an authentically historical sense, it’s right to have dance in Dido, as most pre-Romantic operas were as much about dances as arias; Dido was indeed first staged in 1689, in what was then the small village of Chelsea, by a London dancer and choreographer called Josias Priest. Still, a late-17th-century English composer would not in his wildest imaginings have foreseen his stately drama refashioned by a sparky 21st-century German choreographer whose dancers cross-dress, shout, contort and generally perform with all the vivid self-consciousness characteristic of modern dance, and of Waltz’s in particular. But why not? For one of Europe’s most innovative choreographers, staging an antique work like »Dido & Aeneas« surely marks the acquisition of rich, new artistic terrain.
James Woodall



Choreography
Direction
Sasha Waltz

Musical Direction
Reconstruction
Attilio Cremonesi

Stage
Thomas Schenk
Sasha Waltz

Costumes
Christine Birkle

Light
Thilo Reuther

Dido
Aurore Ugolin Song
Valeria Apicella Dance Michal Mualem Dance

Aeneas
Reuben Willcox Song
Virgis PuodziunasDance

Trainofaeneas
Luc Dunberry Dance
Manuel Alfonso Pérez Torres Song

Belinda
Deborah York Song
Sasa Queliz Dance

Second Woman
Céline Ricci Song
Maria Marta Colusi Dance

Narrator
Charlotte
Engelkes


Sorceress
Fabrice Mantegna Song
Juan Kruz Diaz de Garaio Esnaola Dance
Xuan Shi Dance

First witch
A sailor
Eberhard Francesco Lorenz Song
Takako Suzuki Dance

Second witch
A spirit
Michael Bennett Song
Jirí Bartovanec Dance

Ascanius
László Sandig Song

Akademie für Alte Musik Berlin
Violine
Georg Kallweit (Konzertmeister)
Stephan Mai
Kerstin Erben
Uta Peters
Barbara Paulsen
Verena Sommer
Gabriele Steinfeld
Nadja Zwiener
Albrecht Kühn
Thomas Graewe
Erik Dorset
Susanne Kanis
Viola
Anja Graewel
Anette Geiger
Lothar Haas
Clemens Nuszbaumer Johannes Platz
Bassvioline
Jan Freiheit
Inka Döring
Viola da Gamba
Hartwig Groth
Violone
Robert Sagasser
Miriam Shalinsky
Theorbe
Barockgitarre
Jakob Lindberg
Björn Colell
Ophira Zakai
Cembalo
Raphael Alpermann
Perkussion
Michael Metener

Vocalconsort Berlin
Sopran
Anette Geiß
Maria Köpcke
Susanne Wilsdorf
Cécile Kempenaers
Alt
Dorothee Merkel
Anne-Kristin Zschunke
Martin van der Zeijst
Uwe Czyborra-Schröder
Tenor
Sebastian Lipp
Klaus-Martin Bresgott
Oliver Uden
Markus Schuck
Bass
Martin Schubach
Frank Schwemmer
Martin Backhaus
René Steur

A production of
Sasha Waltz & Guests and Akademie für Alte Musik Berlin in co-production with Staatsoper Unter den Linden, Grand Théâtre de la Ville de Luxembourg and Opéra National de Montpellier.
Supported by Hauptstadtkulturfonds.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007