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terça-feira, 5 de julho de 2011

ELA de Jean Genet



Teatro da Cornucópia no Teatro do Bairro Alto, até 24 de Julho.
Tradução e encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm D’Assumpção
Interpretação Dinis Gomes, Luis Miguel Cintra, Luís Lima Barreto e Ricardo Aibéo.

domingo, 21 de setembro de 2008

De Homem para Homem; Beatriz Batarda


de Manfred Karge

Teatro do Bairro Alto, de 11 de Setembro a 5 de Outubro

Encenação Carlos Aladro
Interpretação Beatriz Batarda
Tradução e dramaturgia Vera San Payo de Lemos e Beatriz Batarda
Cenário Manuel Aires de Mateus
Musica Pedro Moreira
Luzes Nuno Meira

A peça, que tem o título original Jacke Wie Hose, é um conto poético e politico que passando por trinta anos da História da Alemanha nos conta a vida de Ella. Beatriz Batarda será Ella, uma mulher que não consegue arranjar emprego, e casa com um homem mais velho e doente, simplesmente para poder ter um tecto e o que comer. Quando Ella descobre que a ciática de que este se queixa é na verdade um cancro, decide juntar toda a informação e detalhes necessários para poder fazer-se passar pelo marido e assim não perder o precioso emprego. Max Gericke morre mas é Ella Gericke quem é “enterrada”. São vinte e seis quadros, ou retratos, que percorrem tempos de pobreza, guerra e reconstrução, e revelam a história de uma mulher que para viver teve de mentir, traficar, matar, diluindo-se na perda da sua identidade.

Boa interpretação de um texto relevante.
Muito bem Beatriz, mais uma vez.

sábado, 10 de maio de 2008

Friedrich Schiller pela Cornucópia

DON CARLOS, Infante de Espanha
de Friedrich Schiller
Recriação poética de Frederico Lourenço
Encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm D’Assumpção


Distribuição

Duarte Guimarães, José Manuel Mendes, Luís Lucas, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Nuno Casanovas, Nuno Lopes, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Vítor de Andrade.

A entrar na última semana.

Teatro do Bairro Alto, 10 de Abril a 18 de Maio de 200
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Depois da sua “recriação poética” do Filoctetes de Sófocles, Frederico Lourenço volta a trabalhar para a Cornucópia com um projecto de sua própria iniciativa: a sua versão do Don Carlos, um dos grandes textos do Teatro Romântico Alemão, mais conhecido pela ópera de Verdi que o utilizou como libreto. É um drama histórico exemplar que recria o reinado de Filipe II de Espanha como sociedade despótica e repressora dos valores da liberdade política e individual. O rei casa com Isabel de Valois, amada do jovem príncipe Don Carlos, herdeiro do trono. O amor do príncipe com aquela que se tornou sua madrasta torna-se impossível. Don Carlos e o seu amigo Rodrigo, marquês de Posa, querem impedir a repressão violenta da revolta na Flandres. São perseguidos como rebeldes pela Inquisição, presente em cena na figura todo poderosa do Grande Inquisidor. Rodrigo sacrifica-se por Don Carlos. O Rei vive dolorosamente a contradição entre os valores de Estado e a sua natureza humana. Pressentem-se no texto, datado de 1787, os valores da Revolução Francesa: "liberdade, igualdade, fraternidade". A “recriação poética” de Frederico Lourenço condensa nas dimensões de um intenso espectáculo de câmara a peça monumental de Schiller, quase irrepresentável na íntegra.
Cornucópia
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Texto de Luis Miguel Cintra

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

A Floresta, Aleksandr Ostróvsk


Tradução Nina e Filipe Guerra
Encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Interpretação
António Fonseca, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Márcia Breia, João Pedro Vaz, José Gonçalo Pais, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra,Teresa Madruga e Rita Durão

"Uma das comédias mais importantes daquele que tem sido chamado o fundador do teatro russo. Escrita em 1871, A Floresta, traça com delicado humor o retrato de um grupo de personagens numa herdade russa do fim do século XIX, as suas relações, os seus anseios, a sua ignorância, as suas insatisfações, o seu mau viver. Tudo gira em torno da tensão entre o dinheiro e a felicidade. Os ricos não conseguem ser felizes com o seu dinheiro. Os pobres não são felizes porque o não conseguem ter. A proprietária, viúva rica e aparentemente virtuosa, vai vendendo talhões da sua floresta a um mujique enriquecido que lhe corta as árvores para aproveitar a madeira, e guarda o dinheiro para os prazeres com que sonha. Impede a alegria dos que a rodeiam, seus criados e protegidos. Dois actores ambulantes chegam um dia à herdade e vêm perturbar este equilíbrio. Esses, os artistas, têm a ilusão de poderem ser felizes sem dinheiro. Geram-se mais desencontros que encontros em divertidas situações que têm tanto de real como de teatral. Considerada habitualmente como uma "comédia de costumes", a obra tem uma qualidade poética que chega a lembrar Shakespeare na sua capacidade para pôr em cena a vida verdadeira sem nunca "moralizar", para entender os seres humanos nas suas pobres contradições." T.C.

Teatro do Bairro Alto, 10 de Janeiro a 17 de Fevereiro de 2008

texto de Luis Miguel Cintra


Teatro da Cornucópia: obrigatório...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O Construtor Solness, Henrik Ibsen


Teatro do Bairro Alto
de 27 de Setembro a 4 de Novembro de 2007

Tradução Pedro Fernandes
Encenação Carlos Aladro
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Carlos Aladro, Rui Seabra e Luis Miguel Cintra a partir de um desenho de luz original de Daniel Worm d’Assumpção
Som Juan Manuel Artero
Distribuição Beatriz Batarda, Duarte Guimarães, Luís Lucas, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Sofia Marques e Teresa Sobral.

Resumo
Solness, construtor de casas numa pequena cidade da Europa do Norte, vive atormentado pela culpa e pelo medo de que os jovens lhe queiram tirar o poder que conquistou. Perdeu a alegria. E envelheceu. A sua mulher é a presença viva da morte dos filhos na consequência de um grande incêndio que lhe veio a possibilitar o êxito como construtor. Os seus empregados são as vítimas da sua crise.
Um dia acontece o que ele temia: a juventude entra-lhe pela porta dentro. Uma rapariga vinda das montanhas chega a sua casa para lhe recordar um dia de alegria esquecida: o dia, dez anos atrás, em que, desafiando Deus, venceu as vertigens, subiu ao catavento da alta torre que construíra e nesse entusiasmo a beijou, era ela ainda menina. Nesse dia prometeu-lhe que havia de voltar para fazer dela uma princesa e lhe dar um reino.
A rapariga, agora mulher feita, vem exigir o cumprimento da promessa e acaba por transformar a sua vida. Liberta-o da culpa, dos deveres familiares, da dependência dos empregados e devolve-lhe a alegria. Solness volta a ter confiança em si próprio, vence as vertigens e volta a subir a uma torre muito alta. Mas o gesto é maior que o homem e o Construtor cai da torre e morre. E Hilde, o anjo ou demónio que o veio visitar, apesar da tragédia, ganha de facto um reino: aprende a esperança de um mundo novo, finalmente liberto dos fantasmas do velho mundo.

E mais ...
É com esta intriga que Ibsen constrói uma das suas últimas peças, considerada por muitos como a sua obra-prima. A peça, perfeita na sua arquitectura dramática e na sua aparência de drama realista do fim do século XIX, adquire uma enorme carga simbólica e permite múltiplas interpretações. Solness, ao que parece, baseado em experiências de vida pessoais, pode ser uma projecção do próprio autor e da sua condição de artista. Mas é sobretudo o símbolo de um velho mundo, o poder da burguesia ou até a civilização ocidental em luta com a sua própria decadência. Hilde, a jovem que o visita, tem tanto de rapariga como de deusa. Solness é o Homem e quase adquire a dimensão de um Ícaro ou de um Prometeu. O conto filosófico adquire a dimensão de uma tragédia. Ibsen reconstrói uma mitologia.

Cornucópia, Luis Miguel Cintra, Beatriz Batarda, Carlos Aladro e Pedro Fernandes...
É com este texto que o Teatro da Cornucópia abre a nova temporada, com estreia marcada para 27 de Setembro no Teatro do Bairro Alto de Lisboa. Nos dois enormes papéis principais estarão Luis Miguel Cintra e Beatriz Batarda que, também 10 anos depois, volta a trabalhar na Companhia em que começou a sua carreira de actriz de teatro. Para dirigir o espectáculo a Cornucópia convidou o jovem encenador espanhol Carlos Aladro que durante vários anos foi membro importante do Teatro de la Abadia de Madrid e com quem Luis Miguel Cintra aí trabalhou na encenação de Comedia sin Título de Garcia Lorca. (...) A tradução é de Pedro Fernandes e está publicada no primeiro volume das obras de Henrik Ibsen editado pela Cotovia.

Teatro da Cornucópia
Textos de Carlos Alardo e Luis Miguel Cintra
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Muito bom: encenação e interpretações.
Carlos Alardo encena um Ibsen para todos os espectadores.
Luis Miguel Cintra em mais um bom momento, agora liberto da encenação.
Beatriz Batarda também bem, com uma caracterização mais difícil.