
Hans-Ola Ericsson, órgão
Sé Patriarcal de Lisboa, 28 de Setembro de 2008

Méditations sur le Mystère de la Sainte Trinité
I. Le Père inengendré
II. La Sainteté de Jésus Christ
III. La relation réelle en Dieu est réellement identique à l'essence
IV. Je suis, Je suis!
V. Dieu est Immense, Éternel, Immuable - Le souffle de l'Esprit - Dieu est Amour
VI. Le Fils, Verbe et Lumière
VII. Le Père et le Fils aiment par le Saint-Esprit eux-mêmes et nous
VIII. Dieu est simple
IX. Je suis Celui qui suis
O conturbado decénio de Sessenta em França foi, para Messiaen, especialmente benéfico. Foi por esse então que atingiu a celebridade, que lhe chegaram as honras e os prémios (eleição para o Instituto) e que foi nomeado professor de composição do Conservatório de Paris. É desse período que datam as Méditations sur le Mystère de la Sainte Trinité, obra que pela sua originalidade, complexidade e grandeza diz bem da personalidade e do misticismo de quem a escreveu. Desse misticismo, que foi constante até ao fim da sua vida, diria o próprio compositor nas vésperas da sua morte: «Escrevi músicas puras (por razões de mera pesquisa técnica) ou de carácter profano. Quase que lamento tê-las escrito. As músicas criadas para cantar os mistérios da Fé parecem-me bem mais úteis para os meus contemporâneos. Talvez venham a agradecer-me?... Eu sou, em princípio, um músico da alegria e agrada-me sobretudo meditar sobre os mistérios gloriosos… Cheguei a uma idade em que é preciso começar a pensar no Além: esperemos que seja glorioso.»
Bom concerto de órgão inserido no festival internacional de lisboa.
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