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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O Tapete Oriental em Portugal


Tapete e Pintura, séculos XV-XVIII

Museu Nacional de Arte Antiga, 31 de Julho a 18 de Novembro

É a primeira vez que se organiza uma exposição dedicada à história dos tapetes orientais em Portugal e, simultaneamente, ao inventário e significado da sua representação na pintura portuguesa da época moderna.
O percurso expositivo, estruturado por quatro núcleos fundamentais (Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia), define os territórios de produção desses objectos excepcionais e muito apreciados no conforto aristocrático e conventual, apresenta uma ampla recolha dos tapetes remanescentes e associa-os à sua própria imagem, como elementos de composição, numa série de pinturas dos séculos XVI a XVIII.
O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV. Por essa altura, os tapetes turcos com desenho geométrico, importados através de Veneza, alcançam uma crescente popularidade em toda a Europa e são considerados como símbolos de um gosto refinado e exótico, conferindo dignidade e prestígio aos seus possuidores. Com a descoberta da rota marítima para a Índia, os tapetes persas e indianos, com um novo desenho floral, começam a chegar cada vez em maior número ao mercado português e os tapetes de seda tornam-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional. Os pintores europeus acompanham figurativamente essa presença sucessiva, concedendo ao tapete oriental um lugar de destaque nas suas composições, nomeadamente em cenas da vida da Virgem ou em retratos régios.
A exposição, comissariada por Jessica Hallett e Teresa Pacheco Pereira, conta com importantes empréstimos de museu estrangeiros (Berlim, Washington, Philadelphia) e a colaboração de destacadas colecções nacionais, públicas e privadas.

A exposição aborda, pela primeira vez, a história dos tapetes orientais em Portugal. Partindo da significativa colecção do MNAA, com a colaboração de instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, estrutura-se em quatro núcleos – Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia –, associando os tapetes à sua imagem em pinturas dos séculos XVI a XVIII.

O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV. Por essa altura, os tapetes turcos com desenho geométrico, importados através de Veneza, alcançaram uma crescente popularidade em toda a Europa

Com a descoberta da rota marítima para a Índia, em1498, os tapetes persas e indianos, de desenho floral, começaram a chegar cada vez em maior número ao mercado português, e os tapetes persas de seda tornaram-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional.

Os pintores portugueses acompanharam a presença sucessiva do tapete oriental, concedendo-lhe um lugar de destaque nas suas composições.

O tapete oriental é um objecto artístico, uma superfície composta por fios de teia, trama e nós, um produto de trocas comerciais, um relevante elemento decorativo da pintura e, também, um objecto que encerra valores simbólicos e define hierarquias.

A inclusão desta exposição no programa do MNAA para 2007, comissariada por Teresa Pacheco Pereira e Jessica Hallett deve-se, uma vez mais, ao apoio do Millennium bcp.

MNAA

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