Páginas

segunda-feira, 9 de maio de 2011

LES HOMMES DEBOUT de Jérémy Gravayat. IndieLisboa.



França, doc., 2010, 75'

« Traverser les ruines de l’usine, se souvenir des gestes répétés. Entendre les voix des ouvriers rassemblés dans la cour et le silence des machines arrêtées. Parcourir la ville dans la boue des chantiers, partir à la recherche d’un travail. Frapper la pierre et la brique, regarder les choses lentement s’effondrer. Repérer les lieux, s’y introduire, changer les serrures et raccorder l’électricité. Se rassembler dans la nuit, allumer un feu, construire de nouveaux abris. Raconter toujours la même histoire : celle qui fait tenir les hommes debout. »
Histoires fragmentaires, réelles ou imaginées, de trois personnages ayant vécu et travaillé dans un ancien quartier populaire et industriel de Lyon. 



e também

THE ANARCHIST BANKER de Jan Peter Hammer

Alemanha, fic., 2010, 29'


9 SEGUNDA-FEIRA, 21H30, TEATRO DO BAIRRO
11 QUARTA-FEIRA, 19H00, TEATRO DO BAIRRO

sábado, 7 de maio de 2011

FIMFA Lx11

Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas
12 de Maio a 6 de Junho de 2011


O Grande Palco das Marionetas regressa…
mais rebelde do que nunca!
A marioneta sempre me interessou no sentido que me parece ser uma forma de arte que está no cruzamento das artes plásticas e das artes cénicas…
Foi a paixão por marionetas, máscaras e outros objectos antropomórficos que me conduziu da filosofia e das artes plásticas para as artes da marioneta. Eu queria investigar os significados que podem ter os corpos artificiais em cena…

Gisèle Vienne
(...)
Durante vinte seis dias o grande palco das marionetas e das formas animadas regressa a Lisboa, que se transforma no centro desta expressão artística. Desenhado numa perspectiva de transversalidade artística, o FIMFA desenvolve uma programação que integra uma enorme diversidade de técnicas e propostas estéticas, estabelecendo ligações entre a marioneta, dança, vídeo, circo, teatro, instalações plásticas...
Este ano, para além da presença de criadores de reconhecido mérito internacional, resolvemos apostar em jovens companhias e valores mundiais que se apropriam desta linguagem e a renovam, na pesquisa, transformação e reutilização de objectos, materiais… como através da imagem e do som se podem criar verdadeiras obras de arte, temas e espectáculos controversos que falam do Homem actual e dos problemas que afectam a humanidade.
(...)
São nossos convidados cerca de vinte e três companhias e criadores, provenientes de diversos países, como a Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e Portugal. Estão previstas mais de cem representações que envolvem espectáculos de sala, de pequenas formas e de rua. É ainda desenvolvida uma componente laboratorial e experimental, que permite a aproximação e troca de experiências entre criadores, bem com um conjunto de actividades complementares. Os espaços de apresentação são o Museu da Marioneta, o Teatro Maria Matos, o Teatro Nacional D. Maria II, o Centro Cultural de Belém, o Cinema S. Jorge, o CAMa - Centro de Artes da Marioneta e, é claro, as ruas de Lisboa.

Pierre Hantaï - Bach


Pierre Hantaï (cravo)
Bach: O Cravo Bem Temperado (Livro II)
Gulbenkian, 7 de Maio de 2011



O Cravo Bem Temperado de J. S. Bach elevou a um horizonte nunca antes imaginado as possibilidades da arte contrapontística, sendo um guia fundamental da arte musical barroca. «É uma obra que nos acompanha sempre quando tocamos um instrumento de tecla». (Pierre Hantaï) 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

VIAGEM A PORTUGAL de Sérgio Tréfaut. IndieLisboa.


Portugal, fic., 2011, 74’
8 DOMINGO, 21H45, CINEMA SÃO JORGE 1
11 QUARTA-FEIRA, 21H30, CINEMA SÃO JORGE 3

Uma médica ucraniana chega ao aeroporto de Faro como turista. De todos os passageiros do avião, é a única detida e interrogada pela polícia de imigração. “Em Portugal as instâncias de poder (governamentais, judiciais, policiais) têm pânico de ser expostas. Apesar de possuírem poucos recursos, gerem cuidadosamente a sua imagem. Aquilo que mais temem ver revelado não são os seus abusos de poder, mas a sua (muitas vezes) grave incompetência. Este é o fio que sustenta esta VIAGEM A PORTUGAL, ficção livremente adaptada de uma história real. No país dos brandos costumes, a violência é perpetuada através do triunfo da ignorância e graças ao poder do silêncio. De forma sistemática e com as melhores intenções.” (Sérgio Tréfaut)

ROBINSON IN RUINS de Patrick Keiller. IndieLisboa.


Reino Unido, doc., 2010, 101’
8 DOMINGO, 14H30, CULTURGEST PEQUENO AUDITÓRIO
15 DOMINGO, 19H15, CULTURGEST PEQUENO AUDITÓRIO

Um estudioso enigmático embarca numa viagem pelo Sul de Inglaterra, percorrendo paisagens urbanas e pitorescas. Convencido de que é capaz  de comunicar com uma rede de inteligência não-humana, questiona-se sobre a sobrevivência da vida no planeta. Nas suas visitas a lugares de interesse histórico e científico, medita sobre o nascimento do capitalismo e sobre os movimentos de resistência. ROBINSON IN RUINS combina imagens estáticas, de uma beleza cativante, com a narração erudita, habitual nos filmes de Patrick Keiller, da actriz Vanessa Redgrave. A arte, a filosofia, a economia e o desenvolvimento sustentável são alguns dos temas do solilóquio, dados com um certo optimismo em relação ao futuro. Tal como Robinson, que funciona como alter-ego do realizador desde London e Robinson in Space, Keiller tem sido um axioma do cinema britânico desde os anos 80, especialmente nas vertentes avant-garde e documental, mas permaneceu sempre praticamente invisível. Se há uma coisa que podemos dizer a respeito dos seus filmes, é que existem no espaço, de acordo com uma herança ideológica que o define como recipiente vazio dentro do qual se desenrolam as peripécias históricas da humanidade.

HOMME AU BAIN de Christophe Honoré. IndieLisboa.


França, fic., 2010, 72’
6 SEXTA-FEIRA, 21H45, CINEMA SÃO JORGE 1
14 SÁBADO, 21H45, CINEMA SÃO JORGE 1

Omar é realizador e prepara-se para uma viagem de negócios que o vai levar até Nova Iorque. Emmanuel, interpretado pela estrela pornográfica François Sagat, fica ressentido com a despedida, mas os dois estão decididos a provar um ao outro que já não estão apaixonados. A tensão no ar instala-se desde o primeiro momento e é uma constante no filme, que se divide entre os encontros sexuais de Emmanuel nos subúrbios de Paris e os de Omar na cidade que nunca dorme, registados pela sua câmara de filmar. Não há momentos de pausa para monólogos onde se possa ler os pensamentos e emoções das personagens. Elas exprimem-se melhor sexualmente do que através de diálogo e o restante fica aberto à interpretação. A nossa perspectiva dos acontecimentos é, ainda assim, privilegiada: temos acesso directo ao ponto de vista de cada um deles, literalmente, no caso de Omar, que nunca larga a câmara. O lirismo de Honoré, cujo filme La belle personne esteve na 6ª edição do IndieLisboa, persegue, aqui, a desconstrução da ideia de masculino através de uma imagem viril, que Sagat incorpora qual estátua grega, protó tipo da essência do que um homem deve ser, de acordo com parâmetros que são cada vez mais postos em causa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma coisa em forma de assim - CNB


28 de Abril a 8 de Maio, Teatro Camões

A CNB estreia uma obra co-criada por 9 coreógrafos portugueses: Clara Andermatt, Francisco Camacho, Benvindo Fonseca, Rui Lopes Graça, Rui Horta, Paulo Ribeiro, Olga Roriz, Madalena Victorino e Vasco Wellenkamp. Bernardo Sassetti assina a composição e a interpretação musical.

domingo, 3 de abril de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

Carlos Barretto Lokomotiv




Culturgest, 25 de Março de 2011
Muito bom!


Contrabaixo Carlos Barretto Guitarra Mário Delgado
Bateria e percussões José Salgueiro

terça-feira, 22 de março de 2011

BABEL (words) Sidi Larbi Cherkaoui & Damien Jalet


... the most fiercely resonant dance theatre of the decade... (Guardian)

BABEL (words) - Sidi Larbi Cherkaoui, Damien Jalet e Antony Gormley.
Um grande momento de dança, depois de Guimarães, Lisboa sexta e sábado.



Centro Cultural de Belém, 25 e 26 de Março de 2011


Cada pessoa é uma minoria, em particular as pessoas criadas em democracia. Estão por sua conta, com as suas noções individuais de verdade. É a maldição de se ser criado como um indivíduo. Cherkaoui


Oliver Awards
Best new dance production
Babel (Words) by Eastman vzw and Royal Opera House La Monnaie at Sadler’s Wells, choreographed by Sidi Larbi Cherkaoui and Damien Jalet
Outstanding achievement in dance 
Antony Gormley for his set design of Babel (Words) by Eastman vzw and Theatre Royal de la Monnaie at Sadler’s Wells

segunda-feira, 21 de março de 2011

Arvo Pärt - Passio


Passio de Arvo Pärt.
Gulbenkian, 21 de Março de 2011.
Coro Casa da Música, Músicos do Remix Ensemble Casa da Música, Paul Hillier (maestro).


"Esta é uma obra central de Arvo Pärt, aquela que apresenta a essência do seu estilo tintinnabuli. A história da Paixão segundo São João é narrada por um quarteto de cantores solistas - o Evangelista - suportado por um quarteto instrumental. O coro lança as palavras da multidão e dos Sumos Sacerdotes, e os papéis de Jesus e Pilatos são cantados por solistas acompanhados por órgão."
- Paul Hillier

domingo, 13 de março de 2011

Luciano Berio - Recital I (For Cathy)






Bruno MANTOVANI
Les Danses interrompues
pour 6 instruments


György LIGETI
Concerto de chambre
pour 13 instrumentistes


Peter EÖTVÖS
Snatches of a Conversation
pour trompette en ut à 2 pavillons, noisemaker/bruiteur et ensemble


Luciano BERIO
Recital I (for Cathy)
pour mezzo-soprano et 17 instrumentistes


Measha Brueggergosman, mezzo-soprano
Antoine Curé, trompette
Ensemble intercontemporain
Peter Eötvös, direction


Gulbenkian, 15 de Março de 2011

Melingo: Corazon y Hueso


Ontem em Espinho e hoje em Lisboa.
Maldito tango e tango canções.
Gulbenkian, 13 de Março de 2011



"Neste programa Melingo apresenta-se com algumas canções de Maldito Tango e com  um novo repertório de tango canções. É acompanhado pelo típico trio de tango, bandoneón, guitarra e contrabaixo, enriquecido pelo multi-instrumentista Rodrigo Guerra que cria uma ambiência única ao tocar bouzouki, guitarra eléctrica e serra. 


Melingo foi estrela dos palcos rock alternativos da Argentina na década de 80, ajudou a inventar a movida de Madrid, interessou-se por personalidades musicais diversas, de Gainsbourg a Nick Cave, de Tom Waits a El Polaco. Em 2005 Melingo editou o CD Santa Milonga e imediatamente lançou uma imagem já longe do rock; com o segundo álbum, Maldito Tango, a transformação completou-se e Melingo surgiu com as imagens clássicas do tango reinventadas num estilo pessoal. A propósito de uma passagem sua pelo Royal Festival Hall, em Londres, escreveu-se no Guardian que Melingo tem em Maldito Tango um excelente álbum, mas que ainda assim não nos prepara para a electricidade da sua actuação no palco."

terça-feira, 8 de março de 2011

A cacatua verde de Arthur Schnitzler, teatro da Cornucópia no D. Maria II


Noir Désir : Le temps des cerises


"Le temps des cerises", Bertrand Cantat e o grupo Noir Désir em 2008 "ressuscitaram para o rock, ao gosto de novas gerações".
Canção da Comuna de Paris de 1871 e da geração de Luis Miguel Cintra, no final da peça "A cacatua verde" de Arthur Schnitzler em cena no teatro D. Maria II em Lisboa.