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quarta-feira, 4 de maio de 2011

ROBINSON IN RUINS de Patrick Keiller. IndieLisboa.


Reino Unido, doc., 2010, 101’
8 DOMINGO, 14H30, CULTURGEST PEQUENO AUDITÓRIO
15 DOMINGO, 19H15, CULTURGEST PEQUENO AUDITÓRIO

Um estudioso enigmático embarca numa viagem pelo Sul de Inglaterra, percorrendo paisagens urbanas e pitorescas. Convencido de que é capaz  de comunicar com uma rede de inteligência não-humana, questiona-se sobre a sobrevivência da vida no planeta. Nas suas visitas a lugares de interesse histórico e científico, medita sobre o nascimento do capitalismo e sobre os movimentos de resistência. ROBINSON IN RUINS combina imagens estáticas, de uma beleza cativante, com a narração erudita, habitual nos filmes de Patrick Keiller, da actriz Vanessa Redgrave. A arte, a filosofia, a economia e o desenvolvimento sustentável são alguns dos temas do solilóquio, dados com um certo optimismo em relação ao futuro. Tal como Robinson, que funciona como alter-ego do realizador desde London e Robinson in Space, Keiller tem sido um axioma do cinema britânico desde os anos 80, especialmente nas vertentes avant-garde e documental, mas permaneceu sempre praticamente invisível. Se há uma coisa que podemos dizer a respeito dos seus filmes, é que existem no espaço, de acordo com uma herança ideológica que o define como recipiente vazio dentro do qual se desenrolam as peripécias históricas da humanidade.

HOMME AU BAIN de Christophe Honoré. IndieLisboa.


França, fic., 2010, 72’
6 SEXTA-FEIRA, 21H45, CINEMA SÃO JORGE 1
14 SÁBADO, 21H45, CINEMA SÃO JORGE 1

Omar é realizador e prepara-se para uma viagem de negócios que o vai levar até Nova Iorque. Emmanuel, interpretado pela estrela pornográfica François Sagat, fica ressentido com a despedida, mas os dois estão decididos a provar um ao outro que já não estão apaixonados. A tensão no ar instala-se desde o primeiro momento e é uma constante no filme, que se divide entre os encontros sexuais de Emmanuel nos subúrbios de Paris e os de Omar na cidade que nunca dorme, registados pela sua câmara de filmar. Não há momentos de pausa para monólogos onde se possa ler os pensamentos e emoções das personagens. Elas exprimem-se melhor sexualmente do que através de diálogo e o restante fica aberto à interpretação. A nossa perspectiva dos acontecimentos é, ainda assim, privilegiada: temos acesso directo ao ponto de vista de cada um deles, literalmente, no caso de Omar, que nunca larga a câmara. O lirismo de Honoré, cujo filme La belle personne esteve na 6ª edição do IndieLisboa, persegue, aqui, a desconstrução da ideia de masculino através de uma imagem viril, que Sagat incorpora qual estátua grega, protó tipo da essência do que um homem deve ser, de acordo com parâmetros que são cada vez mais postos em causa.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma coisa em forma de assim - CNB


28 de Abril a 8 de Maio, Teatro Camões

A CNB estreia uma obra co-criada por 9 coreógrafos portugueses: Clara Andermatt, Francisco Camacho, Benvindo Fonseca, Rui Lopes Graça, Rui Horta, Paulo Ribeiro, Olga Roriz, Madalena Victorino e Vasco Wellenkamp. Bernardo Sassetti assina a composição e a interpretação musical.

domingo, 3 de abril de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

Carlos Barretto Lokomotiv




Culturgest, 25 de Março de 2011
Muito bom!


Contrabaixo Carlos Barretto Guitarra Mário Delgado
Bateria e percussões José Salgueiro

terça-feira, 22 de março de 2011

BABEL (words) Sidi Larbi Cherkaoui & Damien Jalet


... the most fiercely resonant dance theatre of the decade... (Guardian)

BABEL (words) - Sidi Larbi Cherkaoui, Damien Jalet e Antony Gormley.
Um grande momento de dança, depois de Guimarães, Lisboa sexta e sábado.



Centro Cultural de Belém, 25 e 26 de Março de 2011


Cada pessoa é uma minoria, em particular as pessoas criadas em democracia. Estão por sua conta, com as suas noções individuais de verdade. É a maldição de se ser criado como um indivíduo. Cherkaoui


Oliver Awards
Best new dance production
Babel (Words) by Eastman vzw and Royal Opera House La Monnaie at Sadler’s Wells, choreographed by Sidi Larbi Cherkaoui and Damien Jalet
Outstanding achievement in dance 
Antony Gormley for his set design of Babel (Words) by Eastman vzw and Theatre Royal de la Monnaie at Sadler’s Wells

segunda-feira, 21 de março de 2011

Arvo Pärt - Passio


Passio de Arvo Pärt.
Gulbenkian, 21 de Março de 2011.
Coro Casa da Música, Músicos do Remix Ensemble Casa da Música, Paul Hillier (maestro).


"Esta é uma obra central de Arvo Pärt, aquela que apresenta a essência do seu estilo tintinnabuli. A história da Paixão segundo São João é narrada por um quarteto de cantores solistas - o Evangelista - suportado por um quarteto instrumental. O coro lança as palavras da multidão e dos Sumos Sacerdotes, e os papéis de Jesus e Pilatos são cantados por solistas acompanhados por órgão."
- Paul Hillier

domingo, 13 de março de 2011

Luciano Berio - Recital I (For Cathy)






Bruno MANTOVANI
Les Danses interrompues
pour 6 instruments


György LIGETI
Concerto de chambre
pour 13 instrumentistes


Peter EÖTVÖS
Snatches of a Conversation
pour trompette en ut à 2 pavillons, noisemaker/bruiteur et ensemble


Luciano BERIO
Recital I (for Cathy)
pour mezzo-soprano et 17 instrumentistes


Measha Brueggergosman, mezzo-soprano
Antoine Curé, trompette
Ensemble intercontemporain
Peter Eötvös, direction


Gulbenkian, 15 de Março de 2011

Melingo: Corazon y Hueso


Ontem em Espinho e hoje em Lisboa.
Maldito tango e tango canções.
Gulbenkian, 13 de Março de 2011



"Neste programa Melingo apresenta-se com algumas canções de Maldito Tango e com  um novo repertório de tango canções. É acompanhado pelo típico trio de tango, bandoneón, guitarra e contrabaixo, enriquecido pelo multi-instrumentista Rodrigo Guerra que cria uma ambiência única ao tocar bouzouki, guitarra eléctrica e serra. 


Melingo foi estrela dos palcos rock alternativos da Argentina na década de 80, ajudou a inventar a movida de Madrid, interessou-se por personalidades musicais diversas, de Gainsbourg a Nick Cave, de Tom Waits a El Polaco. Em 2005 Melingo editou o CD Santa Milonga e imediatamente lançou uma imagem já longe do rock; com o segundo álbum, Maldito Tango, a transformação completou-se e Melingo surgiu com as imagens clássicas do tango reinventadas num estilo pessoal. A propósito de uma passagem sua pelo Royal Festival Hall, em Londres, escreveu-se no Guardian que Melingo tem em Maldito Tango um excelente álbum, mas que ainda assim não nos prepara para a electricidade da sua actuação no palco."

terça-feira, 8 de março de 2011

A cacatua verde de Arthur Schnitzler, teatro da Cornucópia no D. Maria II


Noir Désir : Le temps des cerises


"Le temps des cerises", Bertrand Cantat e o grupo Noir Désir em 2008 "ressuscitaram para o rock, ao gosto de novas gerações".
Canção da Comuna de Paris de 1871 e da geração de Luis Miguel Cintra, no final da peça "A cacatua verde" de Arthur Schnitzler em cena no teatro D. Maria II em Lisboa.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

RE-RITE be the orchestra


Instalação multimédia interactiva.
«Estar no meio de uma orquestra, experimentar a sensação de 101 músicos a tocar A Sagração da Primavera, faz correr a adrenalina, e é algo que quero partilhar com o mundo» Esa-Pekka Salonen, Maestro.


MUDE - Museu do design e da moda, 9 a 23 de Janeiro de 2011

domingo, 19 de dezembro de 2010

Out of Context - For Pina, Alain Platel, Les Ballets C de la B

Depois do divertimento comovente de Import Export de Koen Augustijnen em Outubro de 2007. Depois do genial e fabuloso Pitié! de Alain Platel e Fabrizio Cassol, dança e música em Julho de 2009. Chega uma dedicatória, Out of Context - For Pina de Alain Platel.
Teatro Maria Matos, 19 e 20 de Dezembro de 2010

“A dor é verdadeira quando se consegue que outros acreditem nela. Se ninguém além de ti acredita nela, a tua dor é loucura ou histerismo.”
Naomi Wolf

Em Out of Context, Alain Platel regressa ao essencial da dança, partindo da convicção de que o corpo humano é uma ferramenta emotiva, um detentor de memórias, uma matéria-prima para a arte.

Um dos temas que de forma mais proeminente tem sobressaído no meu trabalho em anos mais recentes é o de “corpo em estado de histeria”. Não me refiro à histeria como doença, mas antes como expressão da ultra-sensibilidade em relação à vida. Sempre que as palavras não conseguem exprimir as nossas mais íntimas emoções, o corpo toma conta. A dança deve ter tido esta função ao longo dos tempos: lutar para ser uma tradução física de sentimentos exacerbados. É interessante notar que a palavra coreografia deriva do grego chorea, um termo médico que se refere a uma desordem do sistema nervoso e cujos sintomas são súbitos, incontrolados e histéricos movimentos do corpo. Nos últimos anos tenho optado pela colaboração com bailarinos exímios na arte do movimento, porque eles conseguem transmitir este estranho estado de receptividade num sentido físico. O medo e a falta de à-vontade dos que vêem o corpo neste estado é, por vezes, grande. Mesmo assim, acredito que ao vê-lo, estar próximo é uma experiência positiva. Permite-nos entender que este comportamento específico, tal como outras formas de comportamento estranho, extremo e provocador fazem parte da nossa humanidade. AP



Nothing up their sleeves, and nothing in their pockets. With Out of Context, director Alain Platel aims to return to the fundamentals of dance. Starting from a belief in the human body as emotional tool, as carrier of memories, as raw material for living fine art. While Platel has flirted with the boundaries of opera over the past years, with for example vsprs or pitié!, Out of Context is not a music-driven piece, and also has no set or costumes other than those the dancers can fit in their suitcases. It is however no crisis piece. It is in self-limitation that a master first shows himself. The mastery of the dancers with which Platel embarks on this adventure is indisputable. Each and every one is an impressive figure with whom Platel has travelled far over the years.

Danced and created by:
Elie Tass, Emile Josse, Hyo Seung Ye, Kaori Ito, Mathieu Desseigne Ravel, Mélanie Lomoff, Romeu Runa, Rosalba Torres Guerrero, Ross Mc Cormack

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fujiya & Miyagi 'Sixteen Shades Of Black & Blue'



Fujiya & Miyagi faltaram ao festival do último fim de semana em Lisboa. 1º single de avanço do álbum "Ventriloquizzing" a sair a 25 de Janeiro, "Sixteen Shades Of Black & Blue".

The Tangible, tg STAN

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companhia: tg STAN
Teatro Maria Matos, 8 a 11 de Dezembro de 2010
TOL - Espectáculo sensível ao toque
IP - Carta de amor ao berço da civilização


Teatro e dança, muito especial...

The starting point of the tangible is, on the one hand, the Fertile Crescent * with Palestine as its epicentre, and on the other hand the people who create this performance and their various realities.
(...)
"The next day I accompanied him to the ruin.  There were several epicentres where everything had been reduced to dust, surrounded by tiny fragments.  Except for pipes and wires no recognisable objects remained.  Everything which had been assembled during a lifetime had gone without trace, had lost its name.  An amnesia not of the mind but of the tangible."
(a quote from the book From A to X by John Berger)