Música, dança, teatro, cinema, literatura, exposições, conversas, etc. (também em versão "mobile")
sábado, 15 de maio de 2010
Pierre Coulibeuf
Exposição/instalação do cineasta e artista plástico.
Museu colecção Berardo, 10 de Maio a 21 de Junho
Exposição com ambientes interessantes.
"... criando uma outra realidade, instável, aberta à actividade combinatória do observador." (!?)
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Local Geographic, Rui Horta
Uma obra sobre a importância de perder-se. De fazer da perda um método, sobretudo quando a experiência de vida tende a tornar-se um peso que nos leva a não arriscar. A perda, então, como um método.
Tinha-me habituado, a todas as semanas, pegar na minha bicicleta e descobrir um novo trilho e uma nova paisagem. Habitualmente, partia de manhã cedo e regressava antes do meu dia verdadeiramente começar. Era como que um prólogo para uma rotina anunciada. Às vezes perdia-me...
Há quem vá para a Namíbia ou para o Tibete para perder-se (e, com isso gaste imenso dinheiro...). E há quem se perca ao virar da esquina, quase à porta de casa. Para qualquer criador a dúvida, a perda e o risco são a própria matéria da construção da obra, com o qual convivem no dia-a-dia: a investigação, a experimentação.
De algum modo, das três obras que criei para o CCB, enquanto artista associado nesta temporada, esta é a mais narrativa e também a mais pessoal. Um discurso sobre a busca da identidade, nos antípodas do plausível, na fronteira da ironia. Só podia ser feita por mim e para mim mesmo ou para um intérprete com o qual tenho partilhado um sem número de aventuras criativas ao longo de dezoito anos, Anton Skrzypiciel. Actor/ bailarino/ intérprete multifacetado, um homem de tal modo curioso perante a vida que nunca conseguiu amarrar a âncora do seu barco em nenhum porto de abrigo, um protagonista essencial nos mais importantes trabalhos que realizei.
Esta é uma obra acompanhada dos meus cúmplices habituais, o compositor Tiago Cerqueira, o actor/ encenador Tiago Rodrigues e o designer de multimédia Guilherme Martins.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Tim Burton
Vincent de Tim Burton
Tim Burton presidente do júri do Festival de Cannes com início na Quarta-feira 12 de Maio.
Bons filmes em perspectiva.
terça-feira, 4 de maio de 2010
O Sonho, Pedro Amaral
London Sinfonietta
Pedro Amaral (maestro, direcção musical)
Fernanda Lapa (encenação)
Carla Caramujo (soprano) - Salomé / Aia II (cenas finais)
Ângela Alves (soprano) - Aia I
Sara Braga Simões (soprano) - Aia II / Salomé (cenas finais)
Jorge Vaz de Carvalho (barítono) - Pessoa (prólogo) / Herodes
Mário Redondo (barítono) - Capitão
Armando Possante (barítono) - Escravo
Otelo Lapa - Figuração
Pedro Amaral
O Sonho
ópera de câmara sobre texto de Fernando Pessoa (fragmentos para Salomé)
1ª Audição em Portugal - Encomenda da Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Música - Co-produção do Serviço de Música e da Delegação da Fundação Calouste Gulbenkian no Reino Unido
Gulbenkian, 3 de Maio de 2010
Bela peça.
Boa composição, boa música.
Encenação suficiente.
Interpretações e vozes bem, após início menos bom.
Orquestra competente.
Pedro Amaral sabe o que quer.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Ney Matogrosso
Beijo bandido
Coliseu dos Recreios, 1 e 2 de Maio de 2010
Bom concerto!
"piano violino cello percursão...
tem tango tem bolero tem samba canção tem um toque de jazz tem piazzola...
teoricamente um disco romântico...
mas não tem uma coisa melancólica...
tem ironia e humor..."
domingo, 2 de maio de 2010
Carlos Barretto Lokomotiv Labirintos
Carlos Barretto contrabaixo e direcção artística
Mário Delgado guitarra
José Salgueiro bateria e percursão
sábado, 1 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Le Nozze di Figaro
Teatro Nacional de São Carlos, 24, 26, 28 e 30 de Abril e 2, 4, 6 e 8 de Maio
Uma referência para quem quer divertir-se.
domingo, 25 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Indie, alguns filmes
Ideia muito interessante de apresentar uma cidade, entrevistas e três histórias ficcionadas. Belo filme sobre uma cidade bem conhecida por várias associações de ideias. Narração e tomada de posição implícita não se libertam dos lugares comuns, mas valiosa a autoria das histórias de membros da comunidade.
Petropolis - Aerial Perspectives on the Alberta Tar Sands
Belas e exclusivas imagens de alerta.
Um Lugar ao Sol - Gabriel Mascaro
Interessante e algumas boas imagens, em especial as sombras dos aranhas-céus nas praias.
Radio On - Chris Petit
Falta-lhe muito para filme de culto e road-movie, mas então que o seja se os ingleses assim o necessitam. Alguns ambientes com música interessantes, com a ajuda de Wim Wenders.
Ilha da Cova da Moura - Rui Simões
Extraordinária a percepção da vida. Banal a realização.
My Son, My Son, What Have Ye Done - Werner Herzog
As marcas de David Lynch e Werner Herzog num filme bem comportado qb. Gostei.
"Pulsar do Mundo, curtas 2" e "observatório curtas 4" muito fraco.
domingo, 18 de abril de 2010
IndieLisboa

sábado, 17 de abril de 2010
Les Herbes Folles, Alain Resnais
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Orquestra Juvenil Gustav Mahler
Strauss soberbo e Shostakovitch contemporâneo.
sábado, 10 de abril de 2010
Notre terreur, d’ores et déjà

Criação colectiva d’ores et déjà Encenação Sylvain Creuzevault Com Samuel Achache, Benoit Carré, Antoine Cegarra, Éric Charon, Pierre Devérines, Vladislav Galard, Lionel Gonzalez, Arthur Igual, Léo-Antonin Lutinier Figurinos Pauline Kieffer Cenografia Julia Kravtsova Marionetas e máscaras Joseph Lapostolle e Loïc Nébréda Luz Vyara Stefanova Direcção técnica Cédric LemaignenAdministração e produção Louise Gasquet e Élodie Régibier Co-produção d’ores et déjà, La Colline – Théâtre National, Festival d’Automne à Paris, Nouveau Théâtre d’Angers – Centre dramatique national des Pays de la Loire, Célestins – Théâtre de Lyon, Culturgest Participação artística do Jeune Théâtre National Residência artística no Nouveau Théâtre d’Angers Estreia 16 de Setembro de 2009 em La Colline – Théâtre National, no quadro do Festival d’Automne à Paris
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Casa das Histórias Paula Rego
Colecção razoável/boa.
Actividades sofríveis/razoáveis.
Gestão de dinheiros públicos incorrecta.
Fabulosas as obras de Paula Rego e as suas ligações às histórias.
Maddalena ai piedi di Cristo, Caldara

quinta-feira, 1 de abril de 2010
Niobe, de Steffani
Libreto de Luigi Orlandi baseado em Metamorfoses de Ovídio.
Estreada em 1688 em Munique (Hoftheater), Alemanha.
Direcção Musical Sébastien Rouland
Encenação Lukas Hemleb
Cenografia e Desenho de Luz Raimund Bauer
Figurinos Andrea Schmidt-Futterer
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Bailarinos da Companhia Nacional de Bailado
Nova Produção. Co-produção:
TNSC | Schwetzinger Festspiele
Preâmbulo
HYBRIS
ADRIANA HÖLSZKY
Drama para vozes.
Libreto de Yona Kim.
Versão Cénica em estreia absoluta.
Encomenda do TNSC e do Schwetzinger Festspiele.
Direcção Musical Jörg Ritter
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Nova produção.Versão Cénica em Estreia Absoluta.
Encomenda:
TNSC | Schwetzinger Festspiele
NIOBE, REGINA DI TEBE
Niobe Alexandra Coku
Anfione Jacek Laszczkowski
Manto Chelsey Schill
Tiresia Luís Rodrigues
Clearte Pascal Bertin
Creonte Peter Kennel
Poliferno Leandro Fischetti
Tiberino Musa Nkuna
Nerea Luisa Francesconi
HYBRIS
Niobe Maria João Sousa
Anfione Yosemeh Adej
Nerea Olesya Nagieva
Tiresia João Oliveira
Creonte Michael Hofmeister
Clearte Thomas Lichtenecker
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Peça contemporânea interessante. Críticos nacionais decepecionantes, sem capacidade para ir muito longe.
Niobe interessante, com alguns belos momentos de música barroca, mesmo se com falhas.
A mediania nacional e não a mediocridade temporária. Bom, mas sem realçe.
Público e elites esteriotipados asseguram uma estética portuguesa, que a ministra já reconheceu.






