Le nouveau spectacle du metteur en scène Alain Platel et du compositeur Fabrizio Cassol, co-auteurs du superbe vsprs (2006), a comme point de départ la Passion selon Matthieu. Ce chef-d'œuvre de Bach, sublime transposition musicale de la Passion du Christ, fait partie de ces compositions auxquelles, en fait, on ne peut ni ne doit toucher.
Mais Fabrizio Cassol ne se contente pas « d'adapter » l'œuvre de Bach ; il écrit un tout nouveau récit. pitié ! n'est ni fidèle à la chronique de l'évangéliste, ni à sa version poétique créée par le librettiste de Bach. Cassol s'attache avant tout à exprimer la douleur d'une mère, rôle inexistant dans la Passion originale, face au sacrifice inévitable de sa descendance; le rôle du Christ étant ici transposé pour deux âmes jumelles à la destinée commune. Cette optique donne son sens et son orientation à la composition.
À partir de ce choix, Cassol a opté pour une distribution à trois chanteurs : une soprano pour la mère et deux voix très proches entre elles (une mezzo et un contre-ténor) pour les enfants. Le trio Aka Moon, constituant la base de l'orchestre, est complété de personnalités diverses, nomades et hautes en couleurs, telles que Magic Malik (flûte traversière et chant), Tcha Limberger (violon), Philippe Thuriot ou Krassimir Sterev (accordéon), et d'autres encore.
Erbarme dich, l'une des arias les plus célèbres de la Passion tant du point de vue musical que du contenu, constitue l'un des point de départs pitié !. Notre aptitude à compatir dépasse-t-elle le stade de la pitié ? « Compassion » est un mot tellement chargé ; la compassion est souvent assimilée à la condescendance. Mais n'est-ce pas ce que nous désirons parfois de tout cœur, lorsque la vie et la mort nous semblent trop lourdes à porter ?
Le thème principal de la Passion selon Matthieu est toutefois l'ultime sacrifice que nous puissions consentir : celui de soi. Il pourrait sembler ridicule de demander ici et maintenant pour qui ou pour quoi l'on serait prêt à sacrifier sa propre vie. C'est pourtant une question qu'Alain Platel veut poser aux danseurs avec lesquels il veut continuer à développer la « danse bâtarde » dont il a fait sa marque de fabrique. Dans le prolongement de l'expérience de vsprs, cette gestuelle tente d'offrir une transposition physique de sentiments impossibles à contenir, et elle cherche à transcender la dimension individuelle.
Heute morgen starb Pina Bausch, die Tänzerin und Choreographin des Wuppertaler Tanztheaters. Ein unerwarteter schneller Tod ergriff sie fünf Tage nach einer Krebsdiagnose. Noch am vorletzten Sonntag stand sie mit ihrer Company im Wuppertaler Opernhaus auf der Bühne.
de Arthur Schnitzler Tradução José Maria Vieira Mendes; Adaptação e Encenação Christine Laurent Assistente de encenação Manuel Romano Cenário e figurinos Cristina Reis Assistentes para o cenário e figurinos Linda Gomes Teixeira e Luís Miguel Santos Desenho de luz José Álvaro Correia Director técnico Jorge Esteves Construção e montagem de cenário João Paulo Araújo e Abel Fernando Montagem de luz Rui Seabra Operação de luz e som Rui Seabra Costureira e Conservação do Guarda-roupa Maria do Sameiro Vilela Contra-regra Manuel Romano Cartaz Cristina Reis Secretária da Companhia Amália Barriga
Interpretação Rita Durão
Música Tzigane Tango in Mi Buenos Aires Querido por Daniel Barenboim Waldszenen, op. 82, 1. Schumann por Maria João Pires
(...) Mega Ferreira referiu o seu fascínio pelo Tratado das Paixões da Alma, de Descartes, e as seis paixões definidas pelo filósofo (admiração, amor, ódio, desejo, alegria, tristeza) e o modo como estas influenciaram a música ocidental como fio condutor do programa (...)
Um filme de Walter Salles e Daniela Thomas Com: Sandra Corveloni, João Baldasserini, José Geraldo Rodrigues, Vinicius de Oliveira, Kaíque de Jesus Santos
Robert Schumann Bilder aus Osten, op.66 Edvard Grieg Peer Gynt, Suite n.º 1 Peer Gynt, Suite n.º 2 Franz Schubert Allegro em A menor, D 947/Op. 144 "Lebensstürme" Fantasia em Fá menor, op. post. 103, D.940
Coro Gulbenkian Orquestra Gulbenkian Michel Corboz (maestro) Soledad de la Rosa (soprano) Sophie Koch (contralto) Vsevolod Grivnov (tenor) Alexander Vinogradov (baixo) Felix Mendelssohn-Bartholdy Magnificat Gioacchino Rossini Stabat Mater Gulbenkian, 7 a 9 de Abril de 2009
La mujer sin cabeza (2007) Realização e argumento: Lucrecia Martel. Com: Maria Onetto, Cláudia Cantero, César Bordón, Daniel Genoud, Guillermo Arengo, Inés Efrón, Alicia Muxo, Pía Uribelarrea, María Vaner.
de Luigi Pirandello Encenação Jorge Silva Melo Tradução Luís Miguel Cintra e Osório Mateus
Com António Simão, Cândido Ferreira, Lia Gama, Sílvia Filipe, Pedro Lacerda, Alexandre Ferreira, Andreia Bento, Cecília Henriques, João Meireles, John Romão, Pedro Luzindro, Sara Belo, Victor Gonçalves, Crista Alfaiate, João Miguel Rodrigues, Joaquim Pedro, Alexandra Viveiros, Luís Godinho / Pedro Carraca, Miguel Telmo, Miguel Aguiar, Carlos Marques, Jéssica Anne, João Abel, António Rodrigues, Ricardo Batista, Sara Moura, Vânia Rodrigues, e os músicos Antóniopedro, João Cabrita / Elmano Coelho, Miguel Tapadas e Vitor Ilhéu
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Assistência de Cenografia João Prazeres Assistência de Figurinos Helena Rosa Luz Pedro Domingos Direcção Musical Rui Rebelo Encenação Jorge Silva Melo assistido por João Miguel Rodrigues e Luís Godinho
Uma produção Teatro Nacional D. Maria II/Artistas Unidos Teatro Nacional D. Maria II, 5 de Março a 5 de Abril Muito bom. Uma das peças que li há muitos anos, quando lia muito teatro. Termina hoje.
Marcus Creed (maestro) Hans-Jorg Mammel (tenor) - Evangelista Sebastian Noack (barítono) - Cristo Svetlana Doneva (soprano) - Filha de Sião Sophie Klussmann (soprano) - Maria Colin Balzer (tenor) - Pedro Alexander Schneider (contratenor)
Georg Friederich Händel Passion nach Barthold Heinrich Brockes, HWV 48 (Paixão de Brockes)
Gulbenkian, 29 de Março de 2008
Muito bom. Sem grandes exuberâncias nem virtuosismo, mas muito empenho, desenrolou-se de forma natural e elegante.
Crioulo toma como mote a génese de Cabo Verde e a idiossincrasia do seu povo para abordar temáticas como a escravatura, o comércio e migração de pessoas, no passado e nos nossos dias, enquadradas numa dicotomia África-Europa. António Tavares, coreógrafo, bailarino e músico cabo-verdiano, concebeu um espectáculo pluridisciplinar de dimensão operática, onde a música e o movimento vivem de tensões entre a suavidade onírica e o ritmo energético, reflexo da intensidade e dramatismo da narrativa.
Baseado em textos de ANTÓNIO CARREIRA E OSWALDO OSÓRIO
Principais Intérpretes Cordas QUARTETO ARTZEN Coro VOCES CAELESTES Soprano CARLA SIMÕES Participação especial SARA TAVARES
Música e libreto VASCO MARTINS Direcção artística e coreografia ANTÓNIO TAVARES Direcção musical PEDRO NEVES Espaço cénico CATARINA PICCIOCHI Desenho de luz JORGE RIBEIRO Figurinos SOFIA VILARINHO Direcção técnica e de cena JOÃO FRANGO Assistência coreográfica PAULA PINTO Direcção de produção NUNO RICOU SALGADO Produção RITA CABRAL FAUSTINO Assistência de produção EMÍLIA FERREIRA Branding / Sponsorship PAULO PEREIRA
CCB, 27 e 28 de Março
Grande expectativa... razoável. Sem inovação esta 1ª ópera de Cabo Verde.
Caiu em todos os estereótipos com uma abordagem passadista, passo o pleonasmo.
Peter Kogler [16 mar | 31 mai] O artista austríaco Peter Kogler (n. 1959) alcançou projecção internacional com os seus trabalhos sobre o espaço e os meios tecnológicos. O seu vocabulário imagético une o orgânico ao tecnológico, o real ao virtual, fazendo referência à mediatização da sociedade, com todas as suas potenciais virtudes e armadilhas. Arte contemporânea muito interessante.
Arquivo Universal — O documento e a utopia fotográfica [9 mar | 3 mai] Exposição que explora a missão e a história da fotografia, a sua ligação à noção de documento, testemunho e representação histórica, através de 1000 fotografias vintage, centenas de publicações, filmes e documentos datados entre 1851 e 2008, e criados por mais de 250 autores diferentes — desde Lewis Hine a Martha Rosler. Exposição extensa e belos exemplares. A visitar.
Autor e encenador Claudio Tolcachir Assistência e direcção Macarena Trigo Iluminação Omar Possemato Com Aracelo Dvoskin | Miriam Odorico | Inda Lavalle | Lautaro Perotti | Tamara Kiper | Diego Faturos | Gonzalo Ruiz | Jorge Castaño Produção Maxime Seugé | Jonathan Zak
CCB, 20 a 23 de Março Uma família argentina de classe média-baixa atravessa uma situação económica muito difícil. Temos Memé, a mãe, demasiado infantil para lidar com tudo o que enfrenta, os seus filhos, quatro jovens adultos, cada um com os seus problemas, e a avó que representa a autoridade moral da casa. A vida vai correndo com normalidade até ao dia em que a avó fica doente. No hospital, todos aproveitam a estada da avó para se aquecer, comer, tomar banho porque em casa já não é possível. Os conflitos acentuam-se e a família Coleman vai-se debatendo entre o absurdo do quotidiano e a violência. O humor é negro e corrosivo e vai levar-nos a reconhecer nos Coleman algumas das nossas tragédias familiares.
“Tudo o que eu poderia ser e fazer se não estivesse aqui?” “Poderia alguma vez não estar aqui?” “Quem sou fora desta casa e desta família?” Claudio Tolcachir
Uma ópera de Francis Poulenc com libreto de Jean Cocteau.
Encenação e Dramaturgia: Nuno Fidalgo. Interpretação: Rosalina Machado, soprano e Gonçalo Simões, piano. Cenografia: Aisha Rahim. Produção: Musidrama. Espectáculo legendado em português
23 a 26 de Março Instituto Franco-Português
«Elle» espera o último telefonema do seu ex-amante, um derradeiro momento de intimidade onde o contacto físico é abruptamente substituído pela voz humana. Uma verdadeira corrida para recuperar o tempo perdido, uma viagem atribulada que parte da dissimulação do sofrimento para chegar à dependência assumida e asfixiante. A tragédia acontece quando presenciamos um ser humano a tentar contornar uma situação irresolúvel; A Voz Humana prende-nos nesse suspense e prazer-voyeur: o combate inglório contra o determinismo.
«(...) um personagem, o amor, e o acessório banal das peçasmodernas, o telefone... por vezes, mais perigoso que o revólver». Jean Cocteau
Jovens artistas para um texto magnífico de Cocteau e música de Poulenc adaptada para piano.Alguma expectativa...
It's morning, I open my eyes
And everything's still the same
I turn to the guy who stayed last night
And asked him "what's your name?"
This seems to happen more and more
I love those men one and all
Each new one I meet makes my heart beat fast
When I see them so strong and tall
So many men, so little time
How can I lose?
So many men, so little time
How can I choose?
They tell me I'm up to no good
I should just settle down
But I don't wanna stay with just one man
I wanna sample what's around
Feels like heaven every night
Being here with someone new
Physical thrill, a beautiful smile, and wonderful muscles too
So really who cares about love?
Who wants that freedom taken away?
For fifty-two weeks of every year there's a new man everyday
It's too many choices to make up my mind
So many men can turn on my light
Don't want true love
Don't want friends
Just give me their bodies tonight