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domingo, 18 de novembro de 2007

A Noite da Iguana, Tennessee Williams

Teatro Maria Matos, 21 a 25 de Novembro de 2007
Em A Noite da Iguana os universos densos e obscuros de Tennessee Williams parecem potenciados pela própria escolha do local da acção. Algures na escaldante atmosfera tropical mexicana, refugiado num motel barato, um ex-pastor religioso, agora transformado em guia turístico, afundado no álcool, doente física e mentalmente, procura expiar os seus pecados, com vista à purificação que lhe permita voltar ao púlpito. O seu encontro fortuito com uma desenhadora, estabelece um clima erotizado de confidência e troca de experiências, em que o fascínio inicial da diferença rapidamente se transforma em identificação.
A confissão dos segredos mais profundos, da solidão, do desejo de satisfação e do remorso, tornam-nos “almas gémeas”, e por consequência, possibilitam “a viagem” em conjunto a que se propunham, pois só a diferença potencia, só ela é positivamente geradora.
O cepticismo pessimista de Williams lança as suas personagens num profundo desespero à medida que vão mergulhando cada vez mais no âmago de si mesmas. Personagens fortes, controversas, contraditórias, que constituem para o actor um estimulante desafio ao aprofundamento da pesquisa incessante dos meandros da razão e da emoção da mente humana.

tradução Dulce Fernandes
encenação João Paulo Costa
cenografia Paulo Oliveira
figurinos e adereços Ana Teresa Castelo
sonoplastia Luís Aly
desenho de luz José Carlos Gomes
fotografia Hugo Calçada
interpretação António Capelo, Carlos Peixoto, Estrela Novais, Hélio Sequeira, José Pinto, Nídia Fonseca, Pedro Damião, Romi Soares, Sandra Salomé e Silvano Magalhães
operação de luz Nelson Lima
operação de som Valter Alves
produção executiva Pedro Aparício e Glória Cheio
produção ACE/Teatro do Bolhão e Teatro Maria Matos

O Teatro do Bolhão com mais uma boa vinda a Lisboa.
Agradável e sem ser pretensioso.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Ciclo Thomas Bernhard

Centro Cultural de Belém
19-11-2007 a 01-12-2007

Da relação do escritor com a música à relação com o teatro, o Ciclo Thomas Bernhard inclui uma exposição, um concerto, conversas sobre a obra do autor austríaco, leituras dramatizadas, um lançamento de dois livros e uma peça de teatro. Haverá ainda o jornal Thomas Bernhard.

O Fazedor de Teatro
Companhia de Teatro de Almada
A companhia de Teatro de Almada repõe a encenação de Joaquim Benite da peça de Thomas Bernhard, O Fazedor de Teatro, numa interpretação que valeu ao actor Morais e Castro, como Bruscon, o Prémio da Crítica em 2004.

Muito bom. Morais e Castro e Thomas Bernhard como nunca tinha visto.
Exposição também interessante centrada nas duas pessoas que marcaram a vida de Thomas Bernhard e um filme com conversas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Verdi: Requiem

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz (maestro)
Michèle Crider (soprano)
Bernarda Fink (meio-soprano)
Vsevolod Grivnov (tenor)
Peter Lika (baixo)

Giuseppe Verdi
Requiem

Gulbenkian
15 e 16 de Novembro de 2007



O Requiem de Verdi tem tido em Lisboa execuções absolutamente inesquecíveis. Por cá passaram, de facto, como intérpretes desta luminosa e apavorada partitura, algumas das mais imponentes vozes da segunda metade do século XX.

A Fundação Gulbenkian, que tem promovido algumas das mais importantes execuções da obra no nosso país, oferece com os presentes concertos uma verdadeira «prenda» aos mais dependentes de vocalidades. Em primeiro lugar, assinalará a estreia no nosso país de uma das mais famosas sopranos da actualidade: Michèle Crider. Esta cantora nascida em Buenos Aires pode ser considerada como a intérprete ideal do repertório de soprano lirico spinto, aquela categoria que surge entre o soprano lírico e o soprano dramático, isto é, capaz de sustentar grandes linhas impregnadas de lirismo, que obrigam a um legato inquebrantável, e ao mesmo tempo preparar-se para, a qualquer altura, descer até às regiões infernais do soprano dramático. Os papeis com que Michèle Crider se tem apresentado em todos os grandes teatros de ópera do mundo desde a época em que a sua carreira se elevou (os inícios dos anos 90) assim o atestam: Amélia, de Un ballo in Maschera, Elvira, de Ernani, Odabella, de Attila, Leonora, de Il Trovatore, Aida, Elisabetta de Don Carlos, Norma, Imogene de Il Pirata, Tosca, Madama Butterfly, La Gioconda ou ainda Santuzza, de Cavalleria Rusticana.

Michèle Crider tem igualmente desenvolvido uma brilhante carreira como concertista sob a direcção de Muti, Barenboim, Mehta, Levine, Santi, von Dohnanyi, Bychkov, Ozawa, Chailly e Davis. De entre várias gravações em que participou, relevem-se as suas interpretações de Amélia, de Un Ballo in Maschera, a Elena e a Margherita de Mefistofele, e a parte de soprano de Requiem de Verdi, esta última gravação sob a direcção de Richard Hickox e com a Orquestra Sinfónica de Londres.

Mas nem só de soprano vive o Requiem, seria caso para afirmar, mas nenhum outro Requiem confere esta importância absoluta ao soprano, confiando-lhe o enorme «Libera Me» final, as páginas onde Verdi verteu todos os seus terrores e onde a carga expressiva, a par com a dificuldade vocal, aumenta exponencialmente.

De qualquer modo, teremos, ao lado de Michèle Crider, um elenco verdadeiramente de luxo. Como executante da parte de contralto, a consagrada Bernarda Fink, meio-soprano que se tem evidenciado nos últimos anos pela plasticidade de uma voz que lhe tem permitido ingressar triunfalmente nos mais variados repertórios e estilos. Esta incomum versatilidade permitiu-lhe gravar e apresentar ao vivo um vasto leque de obras, desde recitais de Lied às grandes Paixões de Bach. Monteverdi, Handel, Bach, Rameau, Hasse, Haydn, Schubert, Dvorak, Brahms, Berlioz, Ravel, Rossini, Bruckner e Schumann são outros dos muitos compositores por cuja obra tem deambulado. Em ópera tem escolhido fundamentalmente o repertório pré-romântico (Haendel, Mozart, Gluck), mas obteve triunfos com a sua interpretação de Tancredi. Neste Requiem colaborará ainda o jovem tenor russo Vsevolov Grivnov, que iniciou há pouco uma carreira que o tem levado desde o Scala de Milão aos estúdios de gravação (assinale-se que gravou O Rouxinol, de Stravinsky, com Natalie Dessay, sob a direcção de James Conlon). Apresentar-se-á também o baixo alemão Peter Lika, cantor igualmente consagrado, que já actuou sob a direcção de Celibidache, Kubelic, Masur, Norrington, Viotti, Gardiner, Cambreling, Janowski e Gielen. Peter Lika domina também um repertório invulgarmente vasto, que se estende de Monteverdi e Bach, até Penderecki e Heinze, passando por Mozart, Haydn, Beethoven, Mendelssohn, Stravinsky, Schönberg. Aqui terá de cantar o «Confutatis maledictis», o trecho mais dogmático e negro de toda esta luminosíssima obra.

O público que tem acompanhado ao longo dos anos a vida musical da Fundação Gulbenkian sabe que Michel Corboz, que será o maestro, saberá como poucos transmitir a luminosidade que impregna todo este Requiem.
FCG
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Muito bom. Todos bem, intérpretes, orquestra e direcção, num dos
requiem mais celebrados com voz principal para soprano.
Michèle Crider foi bem, sem exagerar.
Corboz com grandes direcção e visão da obra operática.

críticas...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

e dançaram para sempre, Clara Andermatt


Nova criação de Clara Andermatt a partir da música La boîte à joujoux de Claude Debussy
direcção e coreografia Clara Andermatt
cenografia e figurinos Joana Vasconcelos
desenho de luz e direcção técnica Carlos Ramos
piano António Rosado
intérpretes Joana Bergano / Marta Cerqueira / Avelino Chantre / David Almeida / Pedro Mendes
Carlota Carreira / Marcelino Sambé (alunos da Escola de Dança do Conservatório Nacional)
Produção Executiva ACCCA - Companhia Clara Andermatt
Encomenda Teatro Nacional de São Carlos | Cenários de dança
Co-produção
Accca - Companhia Clara Andermatt / Teatro Nacional de São Carlos
Com o apoio da Fundação EDP
T. N. São Carlos, dias 9 a 11 de Novembro

"As caixas de brinquedos são, efectivamente, espécies de cidades nas quais os brinquedos vivem como pessoas. Ou talvez as cidades não sejam mais do que caixas de brinquedos nas quais as pessoas vivem como brinquedos."

Interessante.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Orquestra Filarmónica de Los Angeles

Esa-Pekka Salonen (maestro)
LA Phil
blog

Jean Sibelius
Sinfonia Nº 4, em Lá menor, op.63

Steven Stucky
Radical Light *

Jean Sibelius
Sinfonia Nº 7, em Dó Maior, op.105

(*) 1ª Audição em Portugal

Ciclo Gulbenkian de Grandes Orquestras Mundiais
Coliseu dos Recreios, dia 13 de Novembro

Encores também de Sibelius: Finlandia, Valse triste.
Tudo magnífico.
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Comemora-se em 2007 o cinquentenário do compositor Jean Sibelius, um nome marcante, embora por vezes injustamente menosprezado, da criação musical do século XX. Identificado fundamentalmente com as paisagens naturais e com a mitologia da Finlândia, Sibelius é ainda um dos grandes nomes de todos os tempos no domínio do repertório orquestral. Algumas das suas obras, nomeadamente as duas que serão escutadas neste concerto, abriram novos caminhos aos compositores que lhe seguiram, sobretudo no que diz respeito à utilização da textura e da sonoridade como elementos estruturantes da composição ou à manipulação da percepção mediante a sobreposição de camadas com diferentes referências do ponto de vista temporal.

Através da execução da integral das sinfonias de Sibelius, o maestro finlandês Esa-Pekka Salonen homenageou este ano o seu compatriota, à frente da Orquestra Filarmónica de Los Angeles, agrupamento do qual foi nomeado director musical em 1992. Lisboa recebe agora uma amostra desta iniciativa, materializada num programa que inclui duas das mais apreciadas sinfonias, a quarta e a sétima, e, ainda, uma peça do compositor americano Steve Stucky, especialmente encomendada para a ocasião.

Salonen encomendou a Stucky, um compositor que tem tido recentemente um notável protagonismo no seu país natal, uma partitura «sibeliana». O resultado foi Radical Light, uma virtuosística peça orquestral que faz par com a Sétima de Sibelius, e cujo interesse, no entanto, vai para além da relação com o seu confessado - e admirado - modelo.
FCG

sábado, 3 de novembro de 2007

Hermitage em Lisboa

Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage
De Pedro, o Grande, a Nicolau II


Palácio Nacional da Ajuda
27 de Outubro de 2007 a 17 de Fevereiro de 2008

Exposição razoável/boa, retratos e artes decorativas... convém escolher um momento com poucos visitantes.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Sonata de Outono, Fernanda Lapa e Cucha Carvalheiro


Sonata de Outono de Ingmar Bergman
Teatro São Luiz, 2 a 25 de Novembro de 2007

Texto Ingmar Bergman
Tradução Fernanda Lapa e Jonas Omberg
Encenação Fernanda Lapa e Cucha Carvalheiro
Cenografia e Figurinos António Lagarto
Desenho de Luz Mário Bessa
Selecção Musical Nuno Vieira de Almeida
Elocução Luis Madureira
Assistência de Figurinos Catarina Varatojo
Assistência de Cenografia Pedro Mira
Interpretação Fernanda Lapa, Ana Bustorff, Virgílio Castelo e Marta Lapa
Co-produção: SLTM / Escola de Mulheres-Oficina de Teatro
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O instinto maternal é uma mentira ou Sonata de Outono.
Mãe e filha encontram-se depois de sete anos de separação. A mãe, Charlotte, é uma pianista mundialmente famosa, já sexagenária e ainda no auge da sua carreira. Uma mulher capaz de interpretar as mais delicadas composições de Chopin ou Beethoven, mas sempre incompetente ao tentar interpretar a própria filha, Eva.
A Eva nenhuma palavra ou gesto lhe passou despercebida ao longo da sua vida, especialmente se estas palavras e gestos vieram da mãe. Considera-se “filha de uma mãe que nunca fica frustrada, decepcionada ou infeliz”, definição que, mesmo irónica, a marcou para sempre, uma vez que Charlotte lhe impôs doses equivocadas de felicidade e segurança. Casada com Viktor, um pastor protestante passivo e observador, ela vê o marido como um amigo, sendo, como é, incapaz de acreditar no amor. Helena, a irmã mais nova, sofre de uma doença degenerativa, o que afastou sempre de si a mãe.
Neste regresso, Charlotte é obrigada a confrontar-se com o facto de as duas irmãs viverem juntas. Bergman destrói a convenção das relações afectuosas entre mães e filhas. A dor é a personagem central deste huis-clos que nos sufoca pela sua dureza.

Boa peça. Boas interpretações e encenação.
Texto ou comparação com filme difícil.
Sem surpreender, uma boa noite.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Centre Pompidou Novos Media 1965-2003

MNAC - Museu do Chiado
19 Outubro 2007 a 7 Janeiro 2008

Exposição muito interessante e uma boa retrospectiva do vídeo, e de novos media, nas artes. Obras interactivas ainda fascinantes.

Secções
para uma televisão imaginária
pesquisas de identidade
do vídeo à instalação
pós-cinema

Vito Acconci, Samuel Beckett, Dara Birnbaum, Matthieu Laurette, Peter Campus, Stan Douglas, Chris Marker, Valie Export, Bruce Nauman, Jean-Luc Godard, Marcel Odenbach, Douglas Gordon, Tony Oursler, Dan Graham, Nam June Paik, Gary Hill, Pierre Huyghe, Bill Viola, Martial Raysse

Centre Pompidou Novos Media 1965-2003 apresenta a história dos novos media através de trabalhos históricos de alguns dos mais importantes artistas contemporâneos: de Nam June Paik a Pierre Huyghe, de Samuel Beckett a Stan Douglas, de Valie Export a Dan Graham passando por Bruce Nauman, Chris Marker, Bill Viola ou Douglas Gordon, entre outros. Um total de 19 artistas, de quem se apresentam 23 obras, todas elas pertencentes à colecção de Novos Media do Centre Pompidou, em Paris.

O vídeo enquanto medium artístico surgiu no princípio da década de 60, sendo utilizado sobretudo pelos artistas para registar os seus trabalhos performativos. Desenvolvendo-se durante a década seguinte como uma alternativa prática ao filme, o vídeo, tal como a televisão, tornou-se massivamente acessível, passando a ser especialmente apelativo para os artistas que procuram uma audiência alargada para o seu trabalho. Nos anos 80 torna-se cada vez mais comum e o termo new media é cunhado para referir o vídeo enquanto expressão artística. Alguns artistas, que o utilizavam apenas como meio para documentar trabalhos efémeros, começam a explorar este novo terreno, recorrendo a estratégias da emissão televisiva, de forma a realizarem uma crítica à linguagem dos mass media ou experimentando as capacidades técnicas do suporte (circuitos fechados, feedback, fast-forward ou câmara lenta, etc.). Outro sentido da evolução do vídeo enquanto medium ocorre sobretudo ao longo dos anos 90, quando alguns artistas aprofundam a experimentação com a instalação, através do desenvolvimento de mecanismos discursivos, ou do recurso a sistemas narrativos cinemáticos. Nos anos 2000, outras orientações têm vindo a ser perseguidas com pesquisas ao nível da tecnologia, da interactividade, da teatralidade e, sobretudo, do documentário.

Comissariada por Christine Van Assche, curadora do departamento de Novos Media do Centre Pompidou, a exposição é organizada em quatro núcleos conceptuais – Para uma televisão imaginária; Pesquisas de identidade; Do vídeo à instalação; Pós-cinema –, que contribuem para a explanação de um entendimento da história do vídeo nos últimos quarenta anos, que extravasa os parâmetros cronológicos.

MNAC - MC

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Educação Artística FORUM

http://ideias-soltas.net/educacao-artistica-forum

"O debate sobre Educação Artística tem vindo a acender-se de há uns meses a esta parte, culminando com a promoção da Conferência Nacional de Educação Artística, no final de Outubro, para a qual este fórum pretende contribuir numa atitude de cidadania aberta."

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Lisboarte e Arte Lisboa

03 NOV > 31 DEZ
Lisboarte
3 Novembro: 13 inaugurações simultâneas
As últimas inaugurações simultâneas deste ano são sábado, dia 3 de Novembro. Como de costume, haverá dois autocarros que partirão às 15h do Museu da Cidade e que percorrerão as galerias nesse dia em dois percursos distintos.
A destacar, a exposição Foreign Policy, na Galeria Luís Serpa Projectos, que reúne obras de pintura, escultura e desenho de três autores estrangeiros - Diann Bauer, Matt Franks e Andrea Medjesi-Jones; e Island II, de André Laranjinha, na Sopro - Projecto de Arte Contemporânea.

7 > 12 NOV 07
Feira de Arte Contemporânea
A ARTE LISBOA é um evento da vida cultural e social do país que tem por missão reunir as condições adequadas para a realização de uma feira de qualidade, dedicada à arte moderna e contemporânea. Na FIL.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A imagem encontra o palco, Festival Temps d'Images


CCB, Nov 7/8, 21h30
Paulo Furtado + Julião Sarmento + João Louro + Carrilho da Graça

Deixei passar os dias...





Festival Européen Temps d'Images 2007
30 de Outubro a 15 de Novembro


CCB, Nov 3, 21:00

Maria de medeiros + Daniel Blaufuks

Troquei por "Le Désert" na Culturgest... a expectativa era mais pelo lado de Daniel Blaufuks.


CCB . CULTURGEST . TEATRO DA POLITÉCNICA . ZDB . EIRA 33 . MNAC - MUSEU DO CHIADO . MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL . MUSEU COLECÇÃO BERARDO . CINEMATECA PORTUGUESA . LUX


Culturgest, Nov 8/9, 21h30
"While going to a condition"
"Finore",

Hiroaki Umeda

Muito bom.






Estaleiros
Espectáculos
Esposições | Instalações
Cinema



CCB, Nov 3/4, 17:00

"Curso de Silêncio"
Vera Mantero + Miguel Gonçalves Mendes
"Tempo / Imagem"
Vvoitek Ziemilski + Verónica Conte

Vera e Miguel:
Interessante e com gosto. Gabriela Llansol mais uma vez alvo dos nossos artistas plásticos e músicos.

Vvoitek e Verónica: fraco/razoável.

link

domingo, 28 de outubro de 2007

Le Désert, Félicien-César David


Culturgest, 3 de Novembro de 2007

Tenor Mário João Alves
Narrador Diogo Dória
Direcção musical Nader Abbassi
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do T. N. de São Carlos
Co-produção Culturgest, Teatro Nacional de São Carlos


Camille Saint-Saëns

Une Nuit à Lisbonne (4’30)
Suite Algérienne, op.60 (20’)

Félicien-César David
Le désert (50’)


Le Désert, do compositor francês Félicien-César David (1810-1876), que fecha este concerto, justifica a sua inclusão no ciclo Os Filhos de Abraão. É uma obra para narrador, tenor, coro e orquestra, que descreve o caminho de uma caravana no deserto, onde também ocorre uma tempestade, se ouvem canções glorificando Alá, ou o chamamento à oração pelos muezzin.
A obra teve um êxito enorme aquando da sua estreia, em 8 de Setembro de 1844, e foi apresentada no São Carlos em 1848. Instalou um novo género de música orientalizante, diversa das turqueries muito em moda no século XVIII, que influenciou compositores como Bizet, Delibes, Saint-Saëns e Messiaen, entre outros. Berlioz admirava a orquestração da obra.

Na primeira parte deste concerto serão apresentadas as obras Une Nuit à Lisbonne e Suite Algérienne, op.60 de Camille Saint-Saëns.

Culturgest

Uma boa noite de concerto. Grande direcção do maestro Nader Abbassi, conhecedor e delicado.
Diogo Dória bem, esforçado, esperou pela direcção, e comoveu-se nos agradecimentos finais.
Mário João Alves bem e tentou divirtir-se. O coro razoável.
A orquestra, com grande parte dos seus músicos com ar de funcionário público maçado, tentou acompanhar os pormenores de direcção.
Poucos espectadores.

sábado, 27 de outubro de 2007

Paraíso, Olga Roriz

Direcção e Selecção Musical: OLGA RORIZ
Cenário: OLGA RORIZ / PEDRO SANTIAGO CAL
Figurinos: OLGA RORIZ
Desenho de Luz: CELESTINO VERDADES
Arranjos Musicais: RENATO JÚNIOR
Direcção Vocal: CARLOS COINCAS
Operador de Som e Pós Produção Áudio: SÉRGIO MILHANO
Montagem e Operador de Luz: CELESTINO VERDADES
Assistente da Direcção Artística: ANDRÉ LOURO
Assistente de Guarda-Roupa: MARIA RIBEIRO
Costureira: FÁTIMA RUELA
Director de Produção: PEDRO QUARESMA
Produtor Executivo: JOSÉ MADEIRA
Intérpretes: CATARINA CÂMARA, MARIA CERVEIRA, SARA CARINHAS , SYLVIA RIJMER, BRUNO ALEXANDRE, PEDRO SANTIAGO CAL

T. N. de São Carlos
1 a 4 de Novembro de 2007

Olga Roriz, com certeza. Gostei, mas não deslumbrou nem surpreendeu.
O público transformou a peça num pequeno divertimento, com muitos aplausos... os amigos sempre presentes nas estreias... e também noutros dias.
Mais uma vez, uma sala (quase) esgotada, mas com muito lugares vazios... os convites para os amigos e os institucionais que não aparecem...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Atlas Group 1989-2004


Um projecto de Walid Raad


Culturgest, 29 de Setembro a 30 de Dezembro




O Atlas Group foi um projecto desenvolvido por Walid Raad entre 1989 e 2004 para pesquisar e documentar a história contemporânea do Líbano, com uma ênfase particular nas guerras de 1975 e 1990. Raad encontrou e produziu documentos áudio, visuais e literários que convocam e desvendam essa história. Os documentos foram preservados no Arquivo do Atlas Group, localizado em Beirute e Nova Iorque.

O trabalho de Walid Raad inclui até à data instalações em vários mediums, performance, vídeo e fotografia, assim como ensaios literários. O seu trabalho tem sido mostrado em numerosas exposições colectivas nos Estados Unidos, na Europa e no Médio Oriente, nomeadamente, na Bienal de Whitney (Nova Iorque, 2002), na Documenta 11 (Kassel, 2002), na Bienal de Veneza (2003), ou em Home Works (Beirute, 2005). O projecto Atlas Group tem sido apresentado em numerosas exposições individuais, nomeadamente, na Art Gallery of York University em Toronto (2004), na FACT em Liverpool (2005), na The Kitchen Art Gallery em Nova Iorque (2006), no Hamburger Banhof em Berlim (2006), na Henry Art Gallery em Seattle (2007) e no Museo Tamayo na Cidade do México (2007).

Walid Raad nasceu no Líbano (1967) e vive em Nova Iorque. É professor associado na Cooper Union em Nova Iorque e membro da Arab Image Foundation (Beirute/Nova Iorque).

Curadoria:
Miguel Wandschneider

Exposição interessante e curiosa sobre o Líbano.
E ainda, mas menos interessante, na Culturgest ...


Jean-Luc Moulène

Opus (1995-2007) / Documents (1999-2007)

29 de Setembro a 25 de Novembro



Conhecido sobretudo pelo seu trabalho em fotografia, Jean-Luc Moulène (Reims, 1955) tem situado a sua prática igualmente nos domínios da escultura e do desenho. O artista questiona a fotografia como meio de representação do real (na exposição estão representadas várias séries em que a questão do documento é problematizada), mas também se interessa pela presença plástica da imagem singular e o seu potencial significante. O seu trabalho fotográfico retoma os géneros clássicos (retrato, paisagem, natureza morta), incorpora a tradição da fotografia como “tableaux”, mas também outros usos da fotografia, inscritos na sua história (como o documental) ou nos usos que dela são feitos na sociedade contemporânea (por exemplo, no campo dos mass media).

Esta exposição apresenta de forma muito abrangente e sistemática o trabalho Jean-Luc Moulène desde o final da década de 1990 até hoje, pondo em diálogo e contraponto as séries fotográficas mais significativas que produziu neste período e um conjunto muito diversificado de esculturas.

Entre as exposições individuais de Jean-Luc Moulène nos últimos anos, contam-se as que realizou no CCA Kitakyushu (Japão, 2004), na Galérie Nationale Jeu de Paume (Paris, 2005) e no Musée du Louvre (Paris, 2005). Participou na Documenta X (Kassel, 1997) e na Bienal de São Paulo (2003). É representado pelas galerias Chantal Crousel (Paris), Greta Meert (Bruxelas), carlier|gerbauer (Berlim) e Thomas Dane (Londres).

Curadoria:
Miguel Wandschneider

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Festival Europeu de Rádio Arte Online

"O Festival Europeu de Rádio Arte Online visa reunir um conjunto diversificado de concepções artísticas sonoras no plano da comunicação radiofónica, tão diversificado quanto as culturas deste velho continente que se estende das regiões polares, à bacia do Mediterrâneo, e da costa portuguesa, aos Montes Urais, contrastando em latitude e longitude com afectos e sabores para além, naturalmente da língua. Aliás, são justamente os idiomas que marcam também diferenças mas não fronteiras nesta União."

http://programas.rtp.pt/canais-radio/antena2/festival_online/index.php

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Novembro 2007

Com início em Novembro ...

Paraíso
direcção, selecção musical e figurinos Olga Roriz
cenário Olga Roriz/Pedro Santiago Cal
desenho, montagem e operação de luz Celestino Verdades
arranjos musicais Renato Júnior
direcção vocal Carlos Coincas
acompanhamento vocal Joana Manuel / Luís Madureira
desenho, montagem e operação de som Sérgio Milhano
Intérpretes
Catarina Câmara / Maria Cerveira / Sara Carinhas / Sylvia Rijmer / Bruno Alexandre / Pedro Santiago Cal
Companhia Olga Roriz
Encomenda
Teatro Nacional de São Carlos
Co-produção
Companhia Olga Roriz / 25.º Festival de Música em Leiria / Teatro Nacional de São Carlos
Apoio
Companhia Nacional de Bailado
T. N. São Carlos, dias 1 a 4 de Novembro

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Sonata de Outono, Ingmar Bergman
Texto Ingmar Bergman
Tradução Fernanda Lapa e Jonas Omberg
Encenação Fernanda Lapa e Cucha Carvalheiro
Cenografia e Figurinos António Lagarto
Desenho de Luz Mário Bessa
Selecção Musical Nuno Vieira de Almeida
Elocução Luis Madureira
Assistência de Figurinos Catarina Varatojo
Assistência de Cenografia Pedro Mira
Interpretação Fernanda Lapa, Ana Bustorff, Virgílio Castelo e Marta Lapa
Co-produção: SLTM / Escola de Mulheres-Oficina de Teatro
Teatro São Luiz, dias 2 a 25 de Novembro

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Le Désert
Concerto integrado no ciclo "Os Filhos de Abraão"
Tenor Mário João Alves
Narrador Diogo Dória
Direcção musical Nader Abbassi
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Co-produção Culturgest, Teatro Nacional de São Carlos
Camille Saint-Saëns: Une Nuit à Lisbonne; Suite Algérienne
Félicien-César David: Le désert
Culturgest, dia 3 de Novembro

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Lisboarte
3 Novembro: 13 inaugurações simultâneas
Galerias de Lisboa, dias 3 de Novembro a 31 de Dezembro

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Feira de Arte Contemporânea
FIL, 7 a 12 de Novembro

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8ª edição do Festival Número-Projecta
Programação distribuída pelos cinemas São Jorge e Quarteto e pelo Centro Cultural O Século.
Visa fomentar o intercâmbio entre criadores nacionais e internacionais nas áreas da música experimental e do «vjing», cinema e vídeo-arte.
Lisboa: dias 8 a 14 de Novembro

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e dançaram para sempre
Nova criação de Clara Andermatt a partir da música La boîte à joujoux de Claude Debussy
direcção e coreografia Clara Andermatt
cenografia e figurinos Joana Vasconcelos
desenho de luz e direcção técnica Carlos Ramos
piano António Rosado
intérpretes Joana Bergano / Marta Cerqueira / Avelino Chantre / David Almeida / Pedro Mendes
Carlota Carreira / Marcelino Sambé (alunos da Escola de Dança do Conservatório Nacional)
Produção Executiva ACCCA - Companhia Clara Andermatt
Encomenda Teatro Nacional de São Carlos
Co-produção
Accca - Companhia Clara Andermatt / Teatro Nacional de São Carlos
Com o apoio da Fundação EDP
T. N. São Carlos, dias 9 a 11 de Novembro

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Jan Garbarek Group
Saxofone Jan Garbarek
Bateria Manu Katche
Piano Rainer Brüninghaus
Contrabaixo Yuri Daniel
Culturgest, dia 11 de Novembro

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Orquestra Filarmónica de Los Angeles
Esa-Pekka Salonen (maestro)
Jean Sibelius: Sinfonias 4 e 7
Steven Stucky: Radical Light
Gulbenkian, dia 13 de Novembro

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Ahmad Jamal, piano
(Em quarteto?)
CCB, dia 13 de Novembro

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Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz (maestro)
Michèle Crider (soprano)
Bernarda Fink (meio-soprano)
Vsevolod Grivnov (tenor)
Peter Lika (baixo)
Giuseppe Verdi: Requiem
Gulbenkian, dias 15 e 16 de Novembro

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Um Teatro Sem Teatro
Co-produção com o MACBA - Museu d'Arte Contemporani de Barcelona.
... Em evidência uma dimensão teatral na arte do século XX...
Quatro núcleos:
o "Antiteatro" (de Dada ao movimento Fluxus),
o "Homem-actor" (Artaud, Tadeus Kantor e a arte californiana dos anos 60-70),
"Para além do minimalismo" (futuristas e situacionistas)
e um epílogo com obras de Dan Graham e James Coleman.
Comissariada por Bernard Blistène e Yann Chateigné (com a colaboração de Pedro G. Romero).
Museu Colecção Berardo, 15 de Novembro de 2007 a 17 de Fevereiro de 2008

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come, come, come into my world
Curadoria: Andrew Renton
O Art Centre está aberto ao público Sextas, Sábados e Domingos das 11h às 18h.
Artistas participantes:
Aleksandra Mir, Anri Sala, Dash Snow, Douglas Gordon, Erwin Wurm, Francis Alÿs, Franz West, Gabriel Orozco, Gardar Eide Einarsson, Glenn Ligon, Haim Steinbach, Hamish Fulton, Jack Pierson, João Onofre, João Pedro Vale, John Bock, John Stezaker, Joseph Kosuth, Jimmie Durham, Mike Kelley, Miroslaw Balka, Muntean & Rosenblum, Olafur Eliasson, Raymond Pettibon, Rodney Graham, Thomas Schütte
"Come, come, come into my world tem como ponto de partida as possibilidade de realização e a materialidade de uma colecção. Num momento pós-conceptual da produção artística, Come, come, come into my world é uma celebração da fisicalidade e persistência do objecto. A exposição visa explorar as possibilidades de justaposição para além das limitações das perspectivas puramente históricas e procura articular o espaço expositivo através de uma multiplicidade de percursos de uns objectos para outros."
Ellipse FOUNDATION / Contemporary Art Collection
Art Centre,
dias 16 de Novembro de 2007 a 31 de Agosto de 2008

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Cinanima
Uma selecção dos filmes premiados feita pela organização do Festival.
Culturgest, dia 18 de Novembro

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Prova de Vida
Ciclo Thomas Bernhard
O Presidente
O Náufrago
O Fazedor de Teatro ...
CCB, dias 19 de Novembro a 1 de Dezembro

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Tudo menos a Palavra?... / Everything but the Word...?
Instituto Camões | Programa Independente de Estudos das Artes Visuais da Escola Maumaus
O Instituto Camões, promotor da Língua e Cultura Portuguesa no estrangeiro, lançou um repto à Escola Maumaus para uma abordagem estética do conceito de Língua espelhado no idioma de 200 milhões de falantes. Coube a 16 jovens artistas participantes do Programa, oriundos de Portugal, da Dinamarca, do Japão e de França, a realização desta exposição, após uma intensa pesquisa sobre o fenómeno da Língua.
"A exposição agora apresentada propõe-nos uma ‘leitura’ que parte da organização de significantes formulados pelas peças de arte. Os múltiplos significados e pensamentos gerados pelas peças estão por descobrir e o espectador é convidado a participar activamente, desafiado pelas suas próprias associações e conhecimentos sobre a Língua."...
Vídeo, áudio, banda desenhada, desenho, instalação e fotografia.
Curador Jürgen Bock
Instituto Camões, 20 de Novembro de 2007 a 11 de Fevereiro de 2007

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A Noite da Iguana, Tennessee Williams
tradução Dulce Fernandes
encenação João Paulo Costa
interpretação António Capelo, Carlos Peixoto, Estrela Novais, Hélio Sequeira, José Pinto, Nídia Fonseca, Pedro Damião, Romi Soares, Sandra Salomé e Silvano Magalhães
produção ACE/Teatro do Bolhão e Teatro Maria Matos
Teatro Maria Matos, 21 a 25 de Novembro

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Bruno Monteiro e João Paulo Santos
Recital de Violino e Piano
Leos Janácek (1854-1928) Sonata para violino e piano
Edvard Grieg (1843-1907) Sonata para violino e piano em Sol Maior, Opus 13
Béla Bartok (1881-1945) Rapsódia n.° 2 para violino e piano, Sz. 89
Karol Szymanowski (1882-1937) Sonata para violino e piano em Ré menor, Opus 9
CCB, dia 22 de Novembro

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SCOPE
RUI HORTA conceito, espaço cénico e textos
RUI HORTA EM COLABORAÇÃO COM OS INTÉRPRETES coreografia
RUI HORTA, HÉLDER CARDOSO desenho de luz ⁄ multimédia
HÉLDER CARDOSO criação e operação multimédia
TIAGO CERQUEIRA música original
ROMEU RUNA e ELISABETH LAMBECK intérpretes
LUIS LACERDA e NUNO TOMAZ adereços de figurinos
FILIPA HORA direcção de produção e tour manager nacional
NUNO BORDA D’ÁGUA, LUÍS BOMBICO direcção técnica
Co-Produção:
CENTRO CULTURAL DE BELÉM
ESPAÇO DO TEMPO
LABORAL ESCENA
CIUDAD DE LA CULTURA ⁄ GIJON
DANCE CITY, NEWCASTLE
CCB, dias 23 a 25 de Novembro

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Zulia, Pedro Goucha Gomes
Coreografia, concepção cenográfica e figurinos Pedro Goucha Gomes
Música (encomenda original) Dirk Haubrich
Bailarinos: Emílio Cervelló, Gustavo Oliveira, Liliana Mendonça, Patrícia Henriques, Miguel Ramalho, Teresa Alves Silva, Fábio Pinheiro.

Sete Sonhos de Pássaros, Vasco Wellenkamp
Coreografia, concepção cenográfica e Colagem musical Vasco Wellenkamp
Música Kodaly, Luciano Berio, Brian Eno, Michael Levinas, Bach
Figurinos Liliana Mendonça
Luzes Orlando Worm
Intérpretes Adrian Herrero, Aléxia Pita, César Fernandes, Diana Quintas, Emilio Cervelló, Fábio Pinheiro, Gustavo Oliveira, Guzman Rosado, Liliana Mendonça, Miguel Ramalho, Patrícia Henriques, Ricardo Oliveira, Rita Reis, Susana Lima, Teresa Alves da Silva
Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo
Teatro Camões, 23 a 25 de Novembro

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Ida e volta: ficção e realidade
Procura-se com esta exposição reflectir sobre alguns dos modos da utilização da imagem em movimento na cena artística internacional contemporânea. A exposição organiza-se em torno de um conjunto de obras que perspectivam a cultura cinematográfica, seja ela narrativa ou documental.
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão,
dee 23 de Novembro de 2007 a 1 de Junho de 2008

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Apresentação da Colecção do CAMJAP
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Piso 01 expõem-se obras do primeiro e segundo modernismos, do surrealismo e expressionismo dos anos 40 e 50 e ainda 60. Uma galeria é destinada à exposição exclusiva de desenho desta primeira metade do século.
No piso 1 expõem-se obras da segunda metade do século XX, com predominância da escultura, da instalação e da pintura de grandes formatos. À imagem do piso inferior, também neste há uma galeria dedicada ao desenho das décadas contempladas.
CAMJAP, 23 Setembro de 2007 a 30 de Setembro de 2008

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Artur Pizarro e Vita Panomariovaite
Lançamento do novo CD em duo com obras
de Tchaikovsky, Rachmaninoff e Rimsky-Korsakoff.
Teatro São Luiz, dia 28 de Novembro

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Delirium
Le Cirque du Soleil
Pavilhão Atlântico, dias 28 de Novembro a 2 de Dezembro

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Alterado
Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster (maestro)
Evgeni Kissin (piano)
Piotr Ilitch Tchaikovsky: Suite para Orquestra Nº 4, Mozartiana
Sergei Prokofiev: Concertos para Piano 2 e 3
Gulbenkian, dias 29 e 30 de Novembro

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Studio su Medea
Estudo sobre Medeia
Encenação de Antonio Latella
Culturgest, dias 29 de Novembro a 1 de Dezembro

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Love & Numbers
Robert Indiana
Avenida da Liberdade, dia 30 de Novembro de 2007 a 29 de Fevereiro de 2008

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Outubro 2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um Atlas de Acontecimentos

Rentrée 2007
7 de Outubro a 30 de Dezembro de 2007
Gulbenkian
Galerias de Exposições Temporárias da Sede

O Estado do Mundo - Plataforma 3

Esta exposição pega na perspectiva niilista de Paul Virilio sobre o mundo contemporâneo mas encontra-lhe alguma orientação, sentidos múltiplos, caminhos possíveis e, por isso, se designa como Atlas. Dos artistas convidados, portugueses e estrangeiros, espera-se que apresentem com as suas obras as suas perspectivas pessoais, regionais, do que, do seu ponto de vista, relaciona o passado com o presente e com o que há-de vir.

Serão apresentadas obras dos artistas Adel Abdessemed, Ângela Ferreira, Camila Rocha, Eduardo Sarabia, Erinç Seymen, Josephine Meckseper, Kelley Walker, Mai-Thu Perret, Michael Rakowitz, Minouk Lim, Mircea Cantor, Nasan Tur, Nontsikelelo Veleko, Paul Chan, Paulo Nozolino, Pieter Hugo, Robin Rhode, Rodney McMillian, Rosana Palazyan, Rui Toscano, Santiago Cucullu, Sebastián Díaz Morales, Seifollah Samadian, Sergio Vega, Sophie Ristelhueber, Sze Tsung Leong, Yael Bartana e Yun-Fei Ji.

Curadores: Debra Singer, Esra Sarigedik Öktem e António Pinto Ribeiro.

Boa exposição de arte contemporânea mundial. Vale a pena uma volta, mesmo para quem pensa que não gosta de "vanguardas".

sábado, 20 de outubro de 2007

Os Gregos - Tesouros do Museu Benaki, Atenas

Rentrée 2007
28 de Setembro de 2007 a 6 de Janeiro de 2008
Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian

A grande matriz da Cultura da Europa é grega, presença que terá hoje maior evidência material através da Filosofia, da Mitologia, do Teatro e da Arte, objectos da atenção e de estudos contemporâneos e de constante curiosidade dos povos a Ocidente e a Oriente ao longo de mais de dois milénios.

«Os Gregos», que nos é permitido conhecer melhor através desta exposição, são convocados por objectos que reflectem o seu pensamento e acção, num tempo que vem do Neolítico, representado por cerâmicas do 6.o milénio, e que se desenvolve até à reunião deste povo como País num Estado Helénico em 1830.

Trata-se de um conjunto altamente representativo da sua riquíssima história, cedido pelo Museu Benaki, de Atenas, através de uma criteriosa e muito generosa selecção de peças das suas colecções.


Exposição muito interessante. Obrigatório.
A iluminação na galeria de exposições temporárias melhorou, mas
a iluminação das peças continua medíocre.




O bilhete para a exposição inclui a colecção permanente, na opção da Gulbenkian em subir os preços, em cujas galerias se poderá encontrar...

A religião na Grécia Antiga. Deuses do Olimpo representados na Colecção Gulbenkian
17 de Julho de 2007 a 6 de Janeiro de 2008
Galeria de Exposição Permanente

Ilustra a religião na Grécia Antiga através da imagem dos deuses do Olimpo representados em moedas da Colecção.
Amostragem de 58 espécies.


A exposição permanente deverá ser visitada noutro dia. Esta boa colecção merece várias horas ou dias de apreciação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

docLisboa 2007

Rentrée 2007
Culturgest, Cinemas Londres e São Jorge
18 a 28 de Outubro

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Selecção de filmes (longas e curtas metragens) de todo o mundo, produzidos em 2006 ou 2007.

INVESTIGAÇÕES
Secção competitiva com uma selecção de filmes de todo o mundo, explorando em profundidade temas da actualidade social ou política.

COMPETIÇÃO NACIONAL
Secção competitiva com filmes de produção e/ou realização nacional, concluídos em 2006 ou 2007.

DIÁRIOS FILMADOS E AUTORETRATOS
Comissário: Augusto M. Seabra
A vida privada, por vezes íntima, dos realizadores está ligada ao cinema desde os seus primórdios: my life as a film. Esta retrospectiva é uma oportunidade única para rever clássicos e raridades. Do cinema independente aos grandes monumentos do documentário.

VENTO NORTE
Panorama da recente expansão do documentário no Norte da Europa (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia). Aclamados em festivais, os filmes nórdicos surpreendem ora pela qualidade formal, ora por um humor insólito. Em colaboração com Filmkontakt Nord.

RISCOS E ENSAIOS
Secção vocacionada para debater a forma e a escrita dos filmes, em particular obras arriscadas, que se situam na fronteira entre o documentário e a ficção, diálogo tão antigo quanto a história do cinema.

RETROSPECTIVA LECH KOWALSKI
Lech Kowalski, realizador de origem polaca e cidadania inglesa, é uma figura maior do cinema underground americano. Os seus filmes são, desde o início, uma observação das margens, um encontro com outsiders. Filmou os bastidores do cinema pornográfico e foi testemunha do apogeu e queda do punk. Registou a década de 70 em Nova Iorque como poucos e as suas obras têm no centro um panteão de rebeldes.

Sessões Especiais
As mais recentes obras de alguns grandes nomes do documentário (Rithy Panh, Frederik Wiseman e Spike Lee), a antestreia nacional de Sicko, o último filme de Michael Moore e de Zidane, de Douglas Gordon e Philippe Parreno. Destaque também para duas sessões sobre o documentário angolano (colaboração com o Instituto Angolano de Cinema) e para a apresentação de dois filmes de Margarida Gil e João Botelho sobre grandes escritores portugueses.

Maratonadoc
Concentrada num único dia, a Maratona é a grande festa de despedida do festival. Na sala 1, o dia começa cedo com A Taxi to the Dark Side e termina de madrugada com o filme-biografia sobre Marlon Brando. Na sala 3, dois filmes de culto (Warhol de Ric Burns e Diary de David Perlov) ocupam quase dez horas de projecção.

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Filmes do fim-de-semana 20/21 que consegui ver:

Morceaux de conversation avec Jean-Luc Godard
de Alan Fleischer
Pensamentos interessantes sobre arte e artistas.

The first day

de Marcin Sauter
Simpático.

Santiago

de João Moreira Sales
Simpático, apesar da presença irritante do realizador.

Sobre o Lado Esquerdo

de Margarida Gil
Déjà vu intelectual insuportável. Nem Luís Miguel Cintra salva o filme.

Compilation, 12 Instants d'Amour non Partagé

de Frank Beauvais
Simpático, mas fraco.

De son appartement

de Jean-Claude Rousseau
Interessante e despojado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Filmes da 8ª Festa do Cinema Francês

... a terminar em Lisboa.
Os filmes que vi ...


Les Chansons d'amour
,
Christophe Honoré
com Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Clotilde Hesme, Brigitte Roüan.






Nue propriété, Joachim Lafosse
com Isabelle Huppert, Jérémie Renier, Yannick Renier.





Pas sur la bouche, Alain Resnais
com Sabine Azéma, Isabelle Nanty, Audrey Tautou, Pierre Arditi, Daniel Prévost, Lambert Wilson.





Coeurs, Alain Resnais
com Sabine Azéma, Lambert Wilson, André Dussollier, Pierre Arditi, Jaura Morante, Isabelle Carré.




Persépolis, Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
com as vozes de: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian.




Génial, Super, Sympa ...
Resnais génial, Lafosse e Satrapi super, Honoré sympa.

E os que fazendo parte da minha lista não consegui ver ...
Anna M., Michel Spinosa
com Isabelle Carré, Gilbert Melki, Anne Consigny.

Le scaphandre et le papillon, Julian Schnabel
com Ronald Bass, Claude Berri, Kathleen Kenedy.

Festa do cinema francês, já imprescindível na rentrée...
momento refrescante e saboroso.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

José Cura

Concerto de Gala
T. N. São Carlos
19. Outubro 2007

Ruggiero Leoncavallo
I Pagliacci
Prologo

Giuseppe Verdi
Nabucco
Abertura
«Gli arredi festivi» (Coro)
Ária «Sperate, o figli» (Zaccaria)

Umberto Giordano
Andrea Chénier
«Improvviso» (Chénier)

Giacomo Puccini
Turandot
«Signore ascolta...» (Liù)
«Non piangere Liù» (Calaf)

Tosca
Acto III (Cenas 1 e 2, Cavaradossi)

Ludwig van Beethoven
Sinfonia n.º 9 (Sinfonia Coral), op. 125


soprano
Chelsey Schill

contralto
Maria Luísa de Freitas

tenores
José Cura
José Manuel Araújo

baixo
Johannes von Duisburg

direcção musical [Sinfonia n.º 9]
José Cura

direcção musical
Mario de Rose

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Concerto mediano. José Cura simpático, melhor tenor, pior maestro.
Chelsey Schill mediana, presente em 4 das 6 óperas da temporada, vamos ver.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

La Trilogie des Dragons, Robert Lepage

Rentrée 2007

Ex Machina

Le Dragon Vert
Le Dragon Rouge
Le Dragon Blanc

Centro Cultural de Belém, 12 a 17 de Outubro de 2007
Grande acontecimento de teatro.
Boas produção e interpretações.
A história do século XX em 5,5 horas. Podíamos continuar mais horas.


História de uma China imaginária, A Trilogia dos Dragões acompanha uma família em Toronto e as suas relações com a comunidade chinesa. As personagens envelhecem com o espectáculo, a sociedade muda com elas. Texto e encenação do aclamado e visionário Robert Lepage.



Foi em 1987 que o escritor e encenador Robert Lepage, natural do Quebeque, venceu o Grande Prémio do Festival de Teatro das Américas com A Trilogia dos Dragões. Desde então, a sua peça tem vindo a percorrer o mundo.

Assistido por uma nova equipa de actores e designers, Lepage reconstruiu o cenário, dando-lhe a forma de uma antiga oficina de reparação de caminhos-de-ferro. No centro, num rectângulo de areia e gravilha, Jeanne e Françoise, as personagens principais, criam uma China imaginária, e é em torno das duas que os outros intervenientes vão surgindo.

No princípio, há a Françoise e a Jeanne. Elas têm doze anos e são inseparáveis. Brincam às lojas com caixas de sapatos, que usam para construir uma rua inteira, com lojas e tudo. Há o Lépine, o cangalheiro... Há a barbearia do pai da Jeanne, onde ela fica fascinada pela jovem cabeça vermelha de Bédard e onde os seus olhos se cruzam...

Há a velha lavandaria de Wong, onde, numa noite fria, chega William S. Crawford, um cavalheiro inglês que procura montar uma loja na cidade do Quebeque...”
escreve Marie Gignac, Dramaturga.

A saga de uma China imaginada é estruturada como uma valsa em três partes – uma dança que marca a Primavera, o Outono e o Inverno. Primeiro é a valsa da inocência, de premonições e destinos em declínio; depois a valsa da guerra, das viagens e do progresso; seguida por um terceiro movimento, a valsa da morte e do renascimento.

Enquanto esta dança segue, a peça avança do Ocidente para o Oriente, levando-nos pelos bairros chineses de Quebeque, Toronto e Vancôver, até Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima e a China maoísta, entre 1910 e 1985.

Oriente e Ocidente olham-se de noite no espelho do Pacífico.”

Lorraine Hébert, no programa do festival de teatro das américas



* Texte
Marie Brassard
Jean Casault
Lorraine Côté
Marie Gignac
Robert Lepage
Marie Michaud

* Mise en scène
Robert Lepage

* Assistance dramaturgique
Marie Gignac
* Assistance à la mise en scène
Félix Dagenais

* Assistance à la mise en scène, version originale
Philippe Soldevila

* Interprétation
Sylvie Cantin
Jean Antoine Charest
Simone Chartrand
Hugues Frenette ou Normand Bissonnette
Tony Guilfoyle
Éric Leblanc
Véronika Makdissi-Warren
Emily Shelton

* Musique originale
Robert Caux

* Assistance et arrangements
Jean-Sébastien Côté

* Interprétation de la musique
Jean-Sébastien Côté ou Martin Gauthier

* Scénographie originale
Jean François Couture
Gilles Dubé

* Assistance à la scénographie et aux accessoires
Vano Hotton

* Assistance aux accessoires
Marie-France Larivière

* Conception des éclairages
Sonoyo Nishikawa

* Conception originale des éclairages
Louis-Marie Lavoie
Lucie Bazzo

* Conception des costumes
Marie-Chantale Vaillancourt
Assistée de
Sylvie Courbron

* Intégration multimédia
Jacques Collin

* Conception des images
Lionel Arnould

* Agent du metteur en scène
Lynda Beaulieu

* Direction de production
Louise Roussel

* Adjointe à la production
Marie-Pierre Gagné

* Direction de tournée
Michel Bernatchez
Valérie Lambert
Isabelle Lapointe
Louise Roussel

* Direction technique
Serge Côté

* Direction technique (tournée)
Serge Côté
Patrick Durnin

* Régie générale
Félix Dagenais
Annie Pilon

* Régie des éclairages
Jean-François Couture
Dominic Minguy-Jean

* Régie son & vidéo
Claude Cyr
Gil Lapointe

* Régie des costumes et accessoires
Marie-France Larivière

* Chef machiniste
Simon Cloutier
Éric Gingras

* Assistante à la régie des costumes et accessoires
Sylvie Courbron
Isabel Poulin

* Consultant technique
Tobie Horswill

* Réalisation des costumes
Nicole Gadoury
Valérie Couture
Stéban Sanfaçon

* Réalisation des perruques et postiches
Joëlle Monty
Richard Hanson
Rachel Tremblay

* Consultant en mouvement
Harold Rhéaume

* Construction du décor
Les Conceptions Visuelles Jean-Marc Cyr

* Musique additionnelle
Youkali/ Musique de Kurt Weill, paroles de Roger Fernay
Œuvre utilisée avec la permission de European American Music
Corporation, agent pour The Kurt Weill Foundation for
Music, Inc. et agent pour Heugel S.A.

* Images du Canadian Army Show
Fox Movietonews, Inc.

* Traduction en cantonais
Truong Chanh Trung

* Production
Ex Machina

* Ex Machina est subventionnée par le Conseil des Arts du Canada, le ministère des Affaires étrangères et du Commerce international du Canada, le Conseil des Arts et des Lettres du Québec et la Ville de Québec.

* La version originale de La Trilogie des dragons a été créée le 6 juin 1987 au Hangar 9 du Vieux-Port de Montréal, dans le cadre de la deuxième édition du Festival de théâtre des Amériques.




La Trilogie des Dragons

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Import Export, Les Ballets C. de la B.

Rentrée 2007

Um divertimento comovente.

Koen Augustijnen, hoje um dos coreógrafos principais de Les Ballets C. de la B. e um nome destacado nos circuitos europeus e internacionais de dança contemporânea, passou várias vezes por Lisboa, nos anos 90, como intérprete de trabalhos de Alain Platel e de Francisco Camacho, e como participante do SKITE – 94, e criou uma forte relação com esta cidade. É com prazer que apresentamos a sua última criação.


Seis bailarinos/acrobatas juntam-se em cena ao contra-tenor Steve Dugardin e aos quarto músicos do Kirke String Quartet. Homens e mulheres. Para além do tema teatral, esta criação aprofunda uma pesquisa da morfologia que nasce da combinação de diferentes estilos de dança, performance, teatro, acrobacia, música e arte contemporânea.


O tema principal é a impotência, em diferentes níveis. A impotência em relação a um mundo que tem dificuldade em deixar-se moldar positivamente e a impotência quando não somos capazes de contribuir para mudar isso. Como lidamos com este sentimento? Como o expressamos?


Mas também o ambiente íntimo. Impotência face àqueles de quem nos sentimos próximos e que deixamos partir. Impotência face a um amor perdido. Impotência face ao sentimento de rejeição. Na civilização ocidental, a perca de controlo numa situação causa frustração e sentimentos de impotência e raramente é sentida como condição necessária para resolver uma situação. A impaciência contrasta com uma abordagem tranquila e reflectida. Quando reflectimos sobre a impotência, descobrimos também o poder. Num processo de ensaio encontramos muitas vezes estes pólos opostos. Fonte de inspiração ou fonte de impotência?
koen augustijnen


Conceito e direcção Koen Augustijnen
Dançado e criado por Lazara Rosell Albear, Koen Augustijnen, Marie Bauer, Juan Benitez, Gaël Santisteva, Jakub Truszkowski
Contralto masculino Steve Dugardin
Músicos
Kirke String Quartet: Eva Vermeeren (violino), Saartje De Muynck (violino), Evelien Vandeweerdt (viola), Herlinde Verheyden (violoncelo)
Musica a partir de composições de Charpentier, Clérambault, Hahn, Couperin e Lambert Compositor, adaptação musical Bart Vandewege
Compositor de música electrónica Sam Serruys
Dramaturgia Guy Cools
Aconselhamento coreográfico e de movimento Ted Stoffer
Aconselhamento musical para a música barroca Steve Dugardin
Cenografia Jean Bernard Koeman
Desenho de luz Carlo Bourguignon
Figurinos Lies Van Assche
Luminotecnia Kurt Lefevre
Som Sam Serruys
Direcção de cena Wim Van de Cappelle
Construção de cenários Koen Mortier, Koen Raes, Stéphane Mandeville, Wim Van de Cappelle
Direcção de produção e digressões Fien Ysebie
Fotografia Chris Van der Burght
Produção Les Ballets C. de la B.
Co-produção Théâtre de la Ville (Paris), Hebbel am Ufer (Berlim), Brighton Festival, Tramway (Glasgow), Place des Arts (Montréal), Théâtre Les Tanneurs (Bruxelas), Grand Théâtre de Luxembourg, TorinoDanza
Com apoio de City of Ghent, Province East Flanders, Flemish Authorities
A companhia Les Ballets C. de la B. é embaixadora cultural da UNESCO-IHE

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Richard Strauss Vocal

Rentrée 2007
Richard Strauss
ópera Capriccio op.85
- Prelúdio, para sexteto de cordas
- Finale
ópera Ariadne auf Naxos
Duas árias:
- «Ein schönes war»
- «Es gibt ein reich»
Le Bourgeois gentilhomme
op.60
suite para orquestra

Orquestra Gulbenkian
Lwarence Foster (maestro)
Soile Isokoski (soprano)

Gulbenkian, 18 e 19 de Outubro de 2007

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Os sopranos têm a sorte de ter tido nos finais do século XIX e na primeira metade do século XX dois compositores que escreveram para a sua voz com uma paixão e uma veemência ímpares: Puccini e Richard Strauss. Não que Verdi, Bellini, Wagner e tanto outros não tivessem adorado escrever para soprano, mas é que também escreveram com igual veemência para tenor, meio-soprano, barítono ou baixo. E em Puccini e em Strauss o favorecimento é, digamos, quase desonroso. Os universos destes dois autores são de e para sopranos.

Neste contexto, um concerto totalmente dedicado a Richard Strauss só vale a pena ouvir, pelo menos no que respeita ao domínio vocal, se interpretado por uma grande cantora - a sua obra não se compadece com fracas vocalidades ou musicalidades. Tal é o caso de Soile Isokoski, soprano finlandesa em ascendente actividade há já quase 20 anos, uma cantora que, curiosamente, iniciou a sua carreira com um papel pucciniano - a Mimi.

Isokosi é uma das mais requestadas cantoras da actualidade no repertório straussiano não dramático (Elektras e Salomés não fazem parte do seu universo), tendo-se apresentado nos mais importantes palcos como intérprete de Capriccio, Cavaleiro da Rosa, Arabella, havendo a assinalar uma versão discográfica premiadíssima das Quatro Últimas Canções. Mas uma cantora de Strauss tem de ser obrigatoriamente uma grande cantora de Mozart, e Isokoski também se tem imposto como grande intérprete de As Bodas de Fígaro, Cosí fan Tutte e Don Giovanni. Tem também deambulado por outros terrenos da ópera e apresenta-se regularmente como recitalista. Seria aqui desnecessário, e quase ofensivo, enumerar os palcos, os maestros, os encenadores, os cantores, as orquestras com que Isokoski tem colaborado. Será suficiente dizer que ela se move naquilo que se considera o Olimpo canoro dos nossos dias.

Uma boa chave de entrada para a sua arte será talvez aquilo que a própria afirmou há não muito tempo: na sua juventude Maria Callas impressionou-a especialmente, e um pouco mais tarde tornou-se enorme admiradora de Jessye Norman e de Elisabeth Schwarzkopf. Ora, convenhamos, não poderá haver melhores faróis para cantar o final do Capriccio e as duas terríficas árias da Ariadne auf Naxos.

FCG

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O Construtor Solness, Henrik Ibsen


Teatro do Bairro Alto
de 27 de Setembro a 4 de Novembro de 2007

Tradução Pedro Fernandes
Encenação Carlos Aladro
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Carlos Aladro, Rui Seabra e Luis Miguel Cintra a partir de um desenho de luz original de Daniel Worm d’Assumpção
Som Juan Manuel Artero
Distribuição Beatriz Batarda, Duarte Guimarães, Luís Lucas, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Sofia Marques e Teresa Sobral.

Resumo
Solness, construtor de casas numa pequena cidade da Europa do Norte, vive atormentado pela culpa e pelo medo de que os jovens lhe queiram tirar o poder que conquistou. Perdeu a alegria. E envelheceu. A sua mulher é a presença viva da morte dos filhos na consequência de um grande incêndio que lhe veio a possibilitar o êxito como construtor. Os seus empregados são as vítimas da sua crise.
Um dia acontece o que ele temia: a juventude entra-lhe pela porta dentro. Uma rapariga vinda das montanhas chega a sua casa para lhe recordar um dia de alegria esquecida: o dia, dez anos atrás, em que, desafiando Deus, venceu as vertigens, subiu ao catavento da alta torre que construíra e nesse entusiasmo a beijou, era ela ainda menina. Nesse dia prometeu-lhe que havia de voltar para fazer dela uma princesa e lhe dar um reino.
A rapariga, agora mulher feita, vem exigir o cumprimento da promessa e acaba por transformar a sua vida. Liberta-o da culpa, dos deveres familiares, da dependência dos empregados e devolve-lhe a alegria. Solness volta a ter confiança em si próprio, vence as vertigens e volta a subir a uma torre muito alta. Mas o gesto é maior que o homem e o Construtor cai da torre e morre. E Hilde, o anjo ou demónio que o veio visitar, apesar da tragédia, ganha de facto um reino: aprende a esperança de um mundo novo, finalmente liberto dos fantasmas do velho mundo.

E mais ...
É com esta intriga que Ibsen constrói uma das suas últimas peças, considerada por muitos como a sua obra-prima. A peça, perfeita na sua arquitectura dramática e na sua aparência de drama realista do fim do século XIX, adquire uma enorme carga simbólica e permite múltiplas interpretações. Solness, ao que parece, baseado em experiências de vida pessoais, pode ser uma projecção do próprio autor e da sua condição de artista. Mas é sobretudo o símbolo de um velho mundo, o poder da burguesia ou até a civilização ocidental em luta com a sua própria decadência. Hilde, a jovem que o visita, tem tanto de rapariga como de deusa. Solness é o Homem e quase adquire a dimensão de um Ícaro ou de um Prometeu. O conto filosófico adquire a dimensão de uma tragédia. Ibsen reconstrói uma mitologia.

Cornucópia, Luis Miguel Cintra, Beatriz Batarda, Carlos Aladro e Pedro Fernandes...
É com este texto que o Teatro da Cornucópia abre a nova temporada, com estreia marcada para 27 de Setembro no Teatro do Bairro Alto de Lisboa. Nos dois enormes papéis principais estarão Luis Miguel Cintra e Beatriz Batarda que, também 10 anos depois, volta a trabalhar na Companhia em que começou a sua carreira de actriz de teatro. Para dirigir o espectáculo a Cornucópia convidou o jovem encenador espanhol Carlos Aladro que durante vários anos foi membro importante do Teatro de la Abadia de Madrid e com quem Luis Miguel Cintra aí trabalhou na encenação de Comedia sin Título de Garcia Lorca. (...) A tradução é de Pedro Fernandes e está publicada no primeiro volume das obras de Henrik Ibsen editado pela Cotovia.

Teatro da Cornucópia
Textos de Carlos Alardo e Luis Miguel Cintra
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Muito bom: encenação e interpretações.
Carlos Alardo encena um Ibsen para todos os espectadores.
Luis Miguel Cintra em mais um bom momento, agora liberto da encenação.
Beatriz Batarda também bem, com uma caracterização mais difícil.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Do Barroco ao Bel Canto

Rentrée 2007

Teatro Nacional de São Carlos
28 de Setembro de 2007







Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro (Abertura)

George Frideric Handel
Ariodante, HWV 33 (1735)
Recitativo e Ária «E vivo ancora?... Scherza infida in grembo al drudo» (Ariodante)

João de Sousa Carvalho
Testoride Argonauta
Recitativo e Ária «Ah ingrato taci. Nasconderó nel seno» (Nicea)

Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro
Recitativo e Ária «Tutto è disposto... Aprite un po quegl'occhi » (Figaro)

Marcos Portugal
Zaira
Recitativo e Ária «Oh ciel! Che dissi mai?... Frenar vorrei le lacrime» (Zaira)

Wolfgang Amadeus Mozart
La clemenza di Tito, KV 621 (1791)
Ária «Parto, ma tu ben mio» (Sesto)

Giuseppe Verdi
La forza del destino (Abertura)

Vincenzo Bellini
I Capuleti e i Montecchi
Recitativo e Ária «Eccomi in lieta vesta... Oh! Quante volte» (Giuletta)

George Frideric Handel
Alcina, HWV 34 (1735)
Ária «Sta nell'Ircana pietrosa tana» (Ruggiero)

Rinaldo
Ária «Sibillar gli angui d'Aletto» (Argante)

Gaetano Donizetti
Don Pasquale
Ária «Quel guardo il cavaliere» (Norina)

Gioachino Rossini
L'italiana in Algeri (1813)
Recitativo e Rondò «Amici, in ogni evento m'affido a voi... Pensa alla patria» (Isabella)

sopranos
Sara Braga Simões
Carla Caramujo

meio-soprano
Vesselina Kasarova

barítono
José Fardilha

direcção musical
Cornelius Meister

Orquestra Sinfónica Portuguesa