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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Novembro 2007

Com início em Novembro ...

Paraíso
direcção, selecção musical e figurinos Olga Roriz
cenário Olga Roriz/Pedro Santiago Cal
desenho, montagem e operação de luz Celestino Verdades
arranjos musicais Renato Júnior
direcção vocal Carlos Coincas
acompanhamento vocal Joana Manuel / Luís Madureira
desenho, montagem e operação de som Sérgio Milhano
Intérpretes
Catarina Câmara / Maria Cerveira / Sara Carinhas / Sylvia Rijmer / Bruno Alexandre / Pedro Santiago Cal
Companhia Olga Roriz
Encomenda
Teatro Nacional de São Carlos
Co-produção
Companhia Olga Roriz / 25.º Festival de Música em Leiria / Teatro Nacional de São Carlos
Apoio
Companhia Nacional de Bailado
T. N. São Carlos, dias 1 a 4 de Novembro

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Sonata de Outono, Ingmar Bergman
Texto Ingmar Bergman
Tradução Fernanda Lapa e Jonas Omberg
Encenação Fernanda Lapa e Cucha Carvalheiro
Cenografia e Figurinos António Lagarto
Desenho de Luz Mário Bessa
Selecção Musical Nuno Vieira de Almeida
Elocução Luis Madureira
Assistência de Figurinos Catarina Varatojo
Assistência de Cenografia Pedro Mira
Interpretação Fernanda Lapa, Ana Bustorff, Virgílio Castelo e Marta Lapa
Co-produção: SLTM / Escola de Mulheres-Oficina de Teatro
Teatro São Luiz, dias 2 a 25 de Novembro

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Le Désert
Concerto integrado no ciclo "Os Filhos de Abraão"
Tenor Mário João Alves
Narrador Diogo Dória
Direcção musical Nader Abbassi
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Co-produção Culturgest, Teatro Nacional de São Carlos
Camille Saint-Saëns: Une Nuit à Lisbonne; Suite Algérienne
Félicien-César David: Le désert
Culturgest, dia 3 de Novembro

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Lisboarte
3 Novembro: 13 inaugurações simultâneas
Galerias de Lisboa, dias 3 de Novembro a 31 de Dezembro

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Feira de Arte Contemporânea
FIL, 7 a 12 de Novembro

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8ª edição do Festival Número-Projecta
Programação distribuída pelos cinemas São Jorge e Quarteto e pelo Centro Cultural O Século.
Visa fomentar o intercâmbio entre criadores nacionais e internacionais nas áreas da música experimental e do «vjing», cinema e vídeo-arte.
Lisboa: dias 8 a 14 de Novembro

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e dançaram para sempre
Nova criação de Clara Andermatt a partir da música La boîte à joujoux de Claude Debussy
direcção e coreografia Clara Andermatt
cenografia e figurinos Joana Vasconcelos
desenho de luz e direcção técnica Carlos Ramos
piano António Rosado
intérpretes Joana Bergano / Marta Cerqueira / Avelino Chantre / David Almeida / Pedro Mendes
Carlota Carreira / Marcelino Sambé (alunos da Escola de Dança do Conservatório Nacional)
Produção Executiva ACCCA - Companhia Clara Andermatt
Encomenda Teatro Nacional de São Carlos
Co-produção
Accca - Companhia Clara Andermatt / Teatro Nacional de São Carlos
Com o apoio da Fundação EDP
T. N. São Carlos, dias 9 a 11 de Novembro

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Jan Garbarek Group
Saxofone Jan Garbarek
Bateria Manu Katche
Piano Rainer Brüninghaus
Contrabaixo Yuri Daniel
Culturgest, dia 11 de Novembro

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Orquestra Filarmónica de Los Angeles
Esa-Pekka Salonen (maestro)
Jean Sibelius: Sinfonias 4 e 7
Steven Stucky: Radical Light
Gulbenkian, dia 13 de Novembro

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Ahmad Jamal, piano
(Em quarteto?)
CCB, dia 13 de Novembro

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Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz (maestro)
Michèle Crider (soprano)
Bernarda Fink (meio-soprano)
Vsevolod Grivnov (tenor)
Peter Lika (baixo)
Giuseppe Verdi: Requiem
Gulbenkian, dias 15 e 16 de Novembro

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Um Teatro Sem Teatro
Co-produção com o MACBA - Museu d'Arte Contemporani de Barcelona.
... Em evidência uma dimensão teatral na arte do século XX...
Quatro núcleos:
o "Antiteatro" (de Dada ao movimento Fluxus),
o "Homem-actor" (Artaud, Tadeus Kantor e a arte californiana dos anos 60-70),
"Para além do minimalismo" (futuristas e situacionistas)
e um epílogo com obras de Dan Graham e James Coleman.
Comissariada por Bernard Blistène e Yann Chateigné (com a colaboração de Pedro G. Romero).
Museu Colecção Berardo, 15 de Novembro de 2007 a 17 de Fevereiro de 2008

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come, come, come into my world
Curadoria: Andrew Renton
O Art Centre está aberto ao público Sextas, Sábados e Domingos das 11h às 18h.
Artistas participantes:
Aleksandra Mir, Anri Sala, Dash Snow, Douglas Gordon, Erwin Wurm, Francis Alÿs, Franz West, Gabriel Orozco, Gardar Eide Einarsson, Glenn Ligon, Haim Steinbach, Hamish Fulton, Jack Pierson, João Onofre, João Pedro Vale, John Bock, John Stezaker, Joseph Kosuth, Jimmie Durham, Mike Kelley, Miroslaw Balka, Muntean & Rosenblum, Olafur Eliasson, Raymond Pettibon, Rodney Graham, Thomas Schütte
"Come, come, come into my world tem como ponto de partida as possibilidade de realização e a materialidade de uma colecção. Num momento pós-conceptual da produção artística, Come, come, come into my world é uma celebração da fisicalidade e persistência do objecto. A exposição visa explorar as possibilidades de justaposição para além das limitações das perspectivas puramente históricas e procura articular o espaço expositivo através de uma multiplicidade de percursos de uns objectos para outros."
Ellipse FOUNDATION / Contemporary Art Collection
Art Centre,
dias 16 de Novembro de 2007 a 31 de Agosto de 2008

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Cinanima
Uma selecção dos filmes premiados feita pela organização do Festival.
Culturgest, dia 18 de Novembro

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Prova de Vida
Ciclo Thomas Bernhard
O Presidente
O Náufrago
O Fazedor de Teatro ...
CCB, dias 19 de Novembro a 1 de Dezembro

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Tudo menos a Palavra?... / Everything but the Word...?
Instituto Camões | Programa Independente de Estudos das Artes Visuais da Escola Maumaus
O Instituto Camões, promotor da Língua e Cultura Portuguesa no estrangeiro, lançou um repto à Escola Maumaus para uma abordagem estética do conceito de Língua espelhado no idioma de 200 milhões de falantes. Coube a 16 jovens artistas participantes do Programa, oriundos de Portugal, da Dinamarca, do Japão e de França, a realização desta exposição, após uma intensa pesquisa sobre o fenómeno da Língua.
"A exposição agora apresentada propõe-nos uma ‘leitura’ que parte da organização de significantes formulados pelas peças de arte. Os múltiplos significados e pensamentos gerados pelas peças estão por descobrir e o espectador é convidado a participar activamente, desafiado pelas suas próprias associações e conhecimentos sobre a Língua."...
Vídeo, áudio, banda desenhada, desenho, instalação e fotografia.
Curador Jürgen Bock
Instituto Camões, 20 de Novembro de 2007 a 11 de Fevereiro de 2007

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A Noite da Iguana, Tennessee Williams
tradução Dulce Fernandes
encenação João Paulo Costa
interpretação António Capelo, Carlos Peixoto, Estrela Novais, Hélio Sequeira, José Pinto, Nídia Fonseca, Pedro Damião, Romi Soares, Sandra Salomé e Silvano Magalhães
produção ACE/Teatro do Bolhão e Teatro Maria Matos
Teatro Maria Matos, 21 a 25 de Novembro

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Bruno Monteiro e João Paulo Santos
Recital de Violino e Piano
Leos Janácek (1854-1928) Sonata para violino e piano
Edvard Grieg (1843-1907) Sonata para violino e piano em Sol Maior, Opus 13
Béla Bartok (1881-1945) Rapsódia n.° 2 para violino e piano, Sz. 89
Karol Szymanowski (1882-1937) Sonata para violino e piano em Ré menor, Opus 9
CCB, dia 22 de Novembro

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SCOPE
RUI HORTA conceito, espaço cénico e textos
RUI HORTA EM COLABORAÇÃO COM OS INTÉRPRETES coreografia
RUI HORTA, HÉLDER CARDOSO desenho de luz ⁄ multimédia
HÉLDER CARDOSO criação e operação multimédia
TIAGO CERQUEIRA música original
ROMEU RUNA e ELISABETH LAMBECK intérpretes
LUIS LACERDA e NUNO TOMAZ adereços de figurinos
FILIPA HORA direcção de produção e tour manager nacional
NUNO BORDA D’ÁGUA, LUÍS BOMBICO direcção técnica
Co-Produção:
CENTRO CULTURAL DE BELÉM
ESPAÇO DO TEMPO
LABORAL ESCENA
CIUDAD DE LA CULTURA ⁄ GIJON
DANCE CITY, NEWCASTLE
CCB, dias 23 a 25 de Novembro

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Zulia, Pedro Goucha Gomes
Coreografia, concepção cenográfica e figurinos Pedro Goucha Gomes
Música (encomenda original) Dirk Haubrich
Bailarinos: Emílio Cervelló, Gustavo Oliveira, Liliana Mendonça, Patrícia Henriques, Miguel Ramalho, Teresa Alves Silva, Fábio Pinheiro.

Sete Sonhos de Pássaros, Vasco Wellenkamp
Coreografia, concepção cenográfica e Colagem musical Vasco Wellenkamp
Música Kodaly, Luciano Berio, Brian Eno, Michael Levinas, Bach
Figurinos Liliana Mendonça
Luzes Orlando Worm
Intérpretes Adrian Herrero, Aléxia Pita, César Fernandes, Diana Quintas, Emilio Cervelló, Fábio Pinheiro, Gustavo Oliveira, Guzman Rosado, Liliana Mendonça, Miguel Ramalho, Patrícia Henriques, Ricardo Oliveira, Rita Reis, Susana Lima, Teresa Alves da Silva
Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo
Teatro Camões, 23 a 25 de Novembro

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Ida e volta: ficção e realidade
Procura-se com esta exposição reflectir sobre alguns dos modos da utilização da imagem em movimento na cena artística internacional contemporânea. A exposição organiza-se em torno de um conjunto de obras que perspectivam a cultura cinematográfica, seja ela narrativa ou documental.
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão,
dee 23 de Novembro de 2007 a 1 de Junho de 2008

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Apresentação da Colecção do CAMJAP
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Piso 01 expõem-se obras do primeiro e segundo modernismos, do surrealismo e expressionismo dos anos 40 e 50 e ainda 60. Uma galeria é destinada à exposição exclusiva de desenho desta primeira metade do século.
No piso 1 expõem-se obras da segunda metade do século XX, com predominância da escultura, da instalação e da pintura de grandes formatos. À imagem do piso inferior, também neste há uma galeria dedicada ao desenho das décadas contempladas.
CAMJAP, 23 Setembro de 2007 a 30 de Setembro de 2008

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Artur Pizarro e Vita Panomariovaite
Lançamento do novo CD em duo com obras
de Tchaikovsky, Rachmaninoff e Rimsky-Korsakoff.
Teatro São Luiz, dia 28 de Novembro

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Delirium
Le Cirque du Soleil
Pavilhão Atlântico, dias 28 de Novembro a 2 de Dezembro

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Alterado
Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster (maestro)
Evgeni Kissin (piano)
Piotr Ilitch Tchaikovsky: Suite para Orquestra Nº 4, Mozartiana
Sergei Prokofiev: Concertos para Piano 2 e 3
Gulbenkian, dias 29 e 30 de Novembro

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Studio su Medea
Estudo sobre Medeia
Encenação de Antonio Latella
Culturgest, dias 29 de Novembro a 1 de Dezembro

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Love & Numbers
Robert Indiana
Avenida da Liberdade, dia 30 de Novembro de 2007 a 29 de Fevereiro de 2008

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Outubro 2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um Atlas de Acontecimentos

Rentrée 2007
7 de Outubro a 30 de Dezembro de 2007
Gulbenkian
Galerias de Exposições Temporárias da Sede

O Estado do Mundo - Plataforma 3

Esta exposição pega na perspectiva niilista de Paul Virilio sobre o mundo contemporâneo mas encontra-lhe alguma orientação, sentidos múltiplos, caminhos possíveis e, por isso, se designa como Atlas. Dos artistas convidados, portugueses e estrangeiros, espera-se que apresentem com as suas obras as suas perspectivas pessoais, regionais, do que, do seu ponto de vista, relaciona o passado com o presente e com o que há-de vir.

Serão apresentadas obras dos artistas Adel Abdessemed, Ângela Ferreira, Camila Rocha, Eduardo Sarabia, Erinç Seymen, Josephine Meckseper, Kelley Walker, Mai-Thu Perret, Michael Rakowitz, Minouk Lim, Mircea Cantor, Nasan Tur, Nontsikelelo Veleko, Paul Chan, Paulo Nozolino, Pieter Hugo, Robin Rhode, Rodney McMillian, Rosana Palazyan, Rui Toscano, Santiago Cucullu, Sebastián Díaz Morales, Seifollah Samadian, Sergio Vega, Sophie Ristelhueber, Sze Tsung Leong, Yael Bartana e Yun-Fei Ji.

Curadores: Debra Singer, Esra Sarigedik Öktem e António Pinto Ribeiro.

Boa exposição de arte contemporânea mundial. Vale a pena uma volta, mesmo para quem pensa que não gosta de "vanguardas".

sábado, 20 de outubro de 2007

Os Gregos - Tesouros do Museu Benaki, Atenas

Rentrée 2007
28 de Setembro de 2007 a 6 de Janeiro de 2008
Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian

A grande matriz da Cultura da Europa é grega, presença que terá hoje maior evidência material através da Filosofia, da Mitologia, do Teatro e da Arte, objectos da atenção e de estudos contemporâneos e de constante curiosidade dos povos a Ocidente e a Oriente ao longo de mais de dois milénios.

«Os Gregos», que nos é permitido conhecer melhor através desta exposição, são convocados por objectos que reflectem o seu pensamento e acção, num tempo que vem do Neolítico, representado por cerâmicas do 6.o milénio, e que se desenvolve até à reunião deste povo como País num Estado Helénico em 1830.

Trata-se de um conjunto altamente representativo da sua riquíssima história, cedido pelo Museu Benaki, de Atenas, através de uma criteriosa e muito generosa selecção de peças das suas colecções.


Exposição muito interessante. Obrigatório.
A iluminação na galeria de exposições temporárias melhorou, mas
a iluminação das peças continua medíocre.




O bilhete para a exposição inclui a colecção permanente, na opção da Gulbenkian em subir os preços, em cujas galerias se poderá encontrar...

A religião na Grécia Antiga. Deuses do Olimpo representados na Colecção Gulbenkian
17 de Julho de 2007 a 6 de Janeiro de 2008
Galeria de Exposição Permanente

Ilustra a religião na Grécia Antiga através da imagem dos deuses do Olimpo representados em moedas da Colecção.
Amostragem de 58 espécies.


A exposição permanente deverá ser visitada noutro dia. Esta boa colecção merece várias horas ou dias de apreciação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

docLisboa 2007

Rentrée 2007
Culturgest, Cinemas Londres e São Jorge
18 a 28 de Outubro

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Selecção de filmes (longas e curtas metragens) de todo o mundo, produzidos em 2006 ou 2007.

INVESTIGAÇÕES
Secção competitiva com uma selecção de filmes de todo o mundo, explorando em profundidade temas da actualidade social ou política.

COMPETIÇÃO NACIONAL
Secção competitiva com filmes de produção e/ou realização nacional, concluídos em 2006 ou 2007.

DIÁRIOS FILMADOS E AUTORETRATOS
Comissário: Augusto M. Seabra
A vida privada, por vezes íntima, dos realizadores está ligada ao cinema desde os seus primórdios: my life as a film. Esta retrospectiva é uma oportunidade única para rever clássicos e raridades. Do cinema independente aos grandes monumentos do documentário.

VENTO NORTE
Panorama da recente expansão do documentário no Norte da Europa (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia). Aclamados em festivais, os filmes nórdicos surpreendem ora pela qualidade formal, ora por um humor insólito. Em colaboração com Filmkontakt Nord.

RISCOS E ENSAIOS
Secção vocacionada para debater a forma e a escrita dos filmes, em particular obras arriscadas, que se situam na fronteira entre o documentário e a ficção, diálogo tão antigo quanto a história do cinema.

RETROSPECTIVA LECH KOWALSKI
Lech Kowalski, realizador de origem polaca e cidadania inglesa, é uma figura maior do cinema underground americano. Os seus filmes são, desde o início, uma observação das margens, um encontro com outsiders. Filmou os bastidores do cinema pornográfico e foi testemunha do apogeu e queda do punk. Registou a década de 70 em Nova Iorque como poucos e as suas obras têm no centro um panteão de rebeldes.

Sessões Especiais
As mais recentes obras de alguns grandes nomes do documentário (Rithy Panh, Frederik Wiseman e Spike Lee), a antestreia nacional de Sicko, o último filme de Michael Moore e de Zidane, de Douglas Gordon e Philippe Parreno. Destaque também para duas sessões sobre o documentário angolano (colaboração com o Instituto Angolano de Cinema) e para a apresentação de dois filmes de Margarida Gil e João Botelho sobre grandes escritores portugueses.

Maratonadoc
Concentrada num único dia, a Maratona é a grande festa de despedida do festival. Na sala 1, o dia começa cedo com A Taxi to the Dark Side e termina de madrugada com o filme-biografia sobre Marlon Brando. Na sala 3, dois filmes de culto (Warhol de Ric Burns e Diary de David Perlov) ocupam quase dez horas de projecção.

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Filmes do fim-de-semana 20/21 que consegui ver:

Morceaux de conversation avec Jean-Luc Godard
de Alan Fleischer
Pensamentos interessantes sobre arte e artistas.

The first day

de Marcin Sauter
Simpático.

Santiago

de João Moreira Sales
Simpático, apesar da presença irritante do realizador.

Sobre o Lado Esquerdo

de Margarida Gil
Déjà vu intelectual insuportável. Nem Luís Miguel Cintra salva o filme.

Compilation, 12 Instants d'Amour non Partagé

de Frank Beauvais
Simpático, mas fraco.

De son appartement

de Jean-Claude Rousseau
Interessante e despojado.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Filmes da 8ª Festa do Cinema Francês

... a terminar em Lisboa.
Os filmes que vi ...


Les Chansons d'amour
,
Christophe Honoré
com Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Clotilde Hesme, Brigitte Roüan.






Nue propriété, Joachim Lafosse
com Isabelle Huppert, Jérémie Renier, Yannick Renier.





Pas sur la bouche, Alain Resnais
com Sabine Azéma, Isabelle Nanty, Audrey Tautou, Pierre Arditi, Daniel Prévost, Lambert Wilson.





Coeurs, Alain Resnais
com Sabine Azéma, Lambert Wilson, André Dussollier, Pierre Arditi, Jaura Morante, Isabelle Carré.




Persépolis, Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
com as vozes de: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian.




Génial, Super, Sympa ...
Resnais génial, Lafosse e Satrapi super, Honoré sympa.

E os que fazendo parte da minha lista não consegui ver ...
Anna M., Michel Spinosa
com Isabelle Carré, Gilbert Melki, Anne Consigny.

Le scaphandre et le papillon, Julian Schnabel
com Ronald Bass, Claude Berri, Kathleen Kenedy.

Festa do cinema francês, já imprescindível na rentrée...
momento refrescante e saboroso.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

José Cura

Concerto de Gala
T. N. São Carlos
19. Outubro 2007

Ruggiero Leoncavallo
I Pagliacci
Prologo

Giuseppe Verdi
Nabucco
Abertura
«Gli arredi festivi» (Coro)
Ária «Sperate, o figli» (Zaccaria)

Umberto Giordano
Andrea Chénier
«Improvviso» (Chénier)

Giacomo Puccini
Turandot
«Signore ascolta...» (Liù)
«Non piangere Liù» (Calaf)

Tosca
Acto III (Cenas 1 e 2, Cavaradossi)

Ludwig van Beethoven
Sinfonia n.º 9 (Sinfonia Coral), op. 125


soprano
Chelsey Schill

contralto
Maria Luísa de Freitas

tenores
José Cura
José Manuel Araújo

baixo
Johannes von Duisburg

direcção musical [Sinfonia n.º 9]
José Cura

direcção musical
Mario de Rose

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Concerto mediano. José Cura simpático, melhor tenor, pior maestro.
Chelsey Schill mediana, presente em 4 das 6 óperas da temporada, vamos ver.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

La Trilogie des Dragons, Robert Lepage

Rentrée 2007

Ex Machina

Le Dragon Vert
Le Dragon Rouge
Le Dragon Blanc

Centro Cultural de Belém, 12 a 17 de Outubro de 2007
Grande acontecimento de teatro.
Boas produção e interpretações.
A história do século XX em 5,5 horas. Podíamos continuar mais horas.


História de uma China imaginária, A Trilogia dos Dragões acompanha uma família em Toronto e as suas relações com a comunidade chinesa. As personagens envelhecem com o espectáculo, a sociedade muda com elas. Texto e encenação do aclamado e visionário Robert Lepage.



Foi em 1987 que o escritor e encenador Robert Lepage, natural do Quebeque, venceu o Grande Prémio do Festival de Teatro das Américas com A Trilogia dos Dragões. Desde então, a sua peça tem vindo a percorrer o mundo.

Assistido por uma nova equipa de actores e designers, Lepage reconstruiu o cenário, dando-lhe a forma de uma antiga oficina de reparação de caminhos-de-ferro. No centro, num rectângulo de areia e gravilha, Jeanne e Françoise, as personagens principais, criam uma China imaginária, e é em torno das duas que os outros intervenientes vão surgindo.

No princípio, há a Françoise e a Jeanne. Elas têm doze anos e são inseparáveis. Brincam às lojas com caixas de sapatos, que usam para construir uma rua inteira, com lojas e tudo. Há o Lépine, o cangalheiro... Há a barbearia do pai da Jeanne, onde ela fica fascinada pela jovem cabeça vermelha de Bédard e onde os seus olhos se cruzam...

Há a velha lavandaria de Wong, onde, numa noite fria, chega William S. Crawford, um cavalheiro inglês que procura montar uma loja na cidade do Quebeque...”
escreve Marie Gignac, Dramaturga.

A saga de uma China imaginada é estruturada como uma valsa em três partes – uma dança que marca a Primavera, o Outono e o Inverno. Primeiro é a valsa da inocência, de premonições e destinos em declínio; depois a valsa da guerra, das viagens e do progresso; seguida por um terceiro movimento, a valsa da morte e do renascimento.

Enquanto esta dança segue, a peça avança do Ocidente para o Oriente, levando-nos pelos bairros chineses de Quebeque, Toronto e Vancôver, até Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima e a China maoísta, entre 1910 e 1985.

Oriente e Ocidente olham-se de noite no espelho do Pacífico.”

Lorraine Hébert, no programa do festival de teatro das américas



* Texte
Marie Brassard
Jean Casault
Lorraine Côté
Marie Gignac
Robert Lepage
Marie Michaud

* Mise en scène
Robert Lepage

* Assistance dramaturgique
Marie Gignac
* Assistance à la mise en scène
Félix Dagenais

* Assistance à la mise en scène, version originale
Philippe Soldevila

* Interprétation
Sylvie Cantin
Jean Antoine Charest
Simone Chartrand
Hugues Frenette ou Normand Bissonnette
Tony Guilfoyle
Éric Leblanc
Véronika Makdissi-Warren
Emily Shelton

* Musique originale
Robert Caux

* Assistance et arrangements
Jean-Sébastien Côté

* Interprétation de la musique
Jean-Sébastien Côté ou Martin Gauthier

* Scénographie originale
Jean François Couture
Gilles Dubé

* Assistance à la scénographie et aux accessoires
Vano Hotton

* Assistance aux accessoires
Marie-France Larivière

* Conception des éclairages
Sonoyo Nishikawa

* Conception originale des éclairages
Louis-Marie Lavoie
Lucie Bazzo

* Conception des costumes
Marie-Chantale Vaillancourt
Assistée de
Sylvie Courbron

* Intégration multimédia
Jacques Collin

* Conception des images
Lionel Arnould

* Agent du metteur en scène
Lynda Beaulieu

* Direction de production
Louise Roussel

* Adjointe à la production
Marie-Pierre Gagné

* Direction de tournée
Michel Bernatchez
Valérie Lambert
Isabelle Lapointe
Louise Roussel

* Direction technique
Serge Côté

* Direction technique (tournée)
Serge Côté
Patrick Durnin

* Régie générale
Félix Dagenais
Annie Pilon

* Régie des éclairages
Jean-François Couture
Dominic Minguy-Jean

* Régie son & vidéo
Claude Cyr
Gil Lapointe

* Régie des costumes et accessoires
Marie-France Larivière

* Chef machiniste
Simon Cloutier
Éric Gingras

* Assistante à la régie des costumes et accessoires
Sylvie Courbron
Isabel Poulin

* Consultant technique
Tobie Horswill

* Réalisation des costumes
Nicole Gadoury
Valérie Couture
Stéban Sanfaçon

* Réalisation des perruques et postiches
Joëlle Monty
Richard Hanson
Rachel Tremblay

* Consultant en mouvement
Harold Rhéaume

* Construction du décor
Les Conceptions Visuelles Jean-Marc Cyr

* Musique additionnelle
Youkali/ Musique de Kurt Weill, paroles de Roger Fernay
Œuvre utilisée avec la permission de European American Music
Corporation, agent pour The Kurt Weill Foundation for
Music, Inc. et agent pour Heugel S.A.

* Images du Canadian Army Show
Fox Movietonews, Inc.

* Traduction en cantonais
Truong Chanh Trung

* Production
Ex Machina

* Ex Machina est subventionnée par le Conseil des Arts du Canada, le ministère des Affaires étrangères et du Commerce international du Canada, le Conseil des Arts et des Lettres du Québec et la Ville de Québec.

* La version originale de La Trilogie des dragons a été créée le 6 juin 1987 au Hangar 9 du Vieux-Port de Montréal, dans le cadre de la deuxième édition du Festival de théâtre des Amériques.




La Trilogie des Dragons

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Import Export, Les Ballets C. de la B.

Rentrée 2007

Um divertimento comovente.

Koen Augustijnen, hoje um dos coreógrafos principais de Les Ballets C. de la B. e um nome destacado nos circuitos europeus e internacionais de dança contemporânea, passou várias vezes por Lisboa, nos anos 90, como intérprete de trabalhos de Alain Platel e de Francisco Camacho, e como participante do SKITE – 94, e criou uma forte relação com esta cidade. É com prazer que apresentamos a sua última criação.


Seis bailarinos/acrobatas juntam-se em cena ao contra-tenor Steve Dugardin e aos quarto músicos do Kirke String Quartet. Homens e mulheres. Para além do tema teatral, esta criação aprofunda uma pesquisa da morfologia que nasce da combinação de diferentes estilos de dança, performance, teatro, acrobacia, música e arte contemporânea.


O tema principal é a impotência, em diferentes níveis. A impotência em relação a um mundo que tem dificuldade em deixar-se moldar positivamente e a impotência quando não somos capazes de contribuir para mudar isso. Como lidamos com este sentimento? Como o expressamos?


Mas também o ambiente íntimo. Impotência face àqueles de quem nos sentimos próximos e que deixamos partir. Impotência face a um amor perdido. Impotência face ao sentimento de rejeição. Na civilização ocidental, a perca de controlo numa situação causa frustração e sentimentos de impotência e raramente é sentida como condição necessária para resolver uma situação. A impaciência contrasta com uma abordagem tranquila e reflectida. Quando reflectimos sobre a impotência, descobrimos também o poder. Num processo de ensaio encontramos muitas vezes estes pólos opostos. Fonte de inspiração ou fonte de impotência?
koen augustijnen


Conceito e direcção Koen Augustijnen
Dançado e criado por Lazara Rosell Albear, Koen Augustijnen, Marie Bauer, Juan Benitez, Gaël Santisteva, Jakub Truszkowski
Contralto masculino Steve Dugardin
Músicos
Kirke String Quartet: Eva Vermeeren (violino), Saartje De Muynck (violino), Evelien Vandeweerdt (viola), Herlinde Verheyden (violoncelo)
Musica a partir de composições de Charpentier, Clérambault, Hahn, Couperin e Lambert Compositor, adaptação musical Bart Vandewege
Compositor de música electrónica Sam Serruys
Dramaturgia Guy Cools
Aconselhamento coreográfico e de movimento Ted Stoffer
Aconselhamento musical para a música barroca Steve Dugardin
Cenografia Jean Bernard Koeman
Desenho de luz Carlo Bourguignon
Figurinos Lies Van Assche
Luminotecnia Kurt Lefevre
Som Sam Serruys
Direcção de cena Wim Van de Cappelle
Construção de cenários Koen Mortier, Koen Raes, Stéphane Mandeville, Wim Van de Cappelle
Direcção de produção e digressões Fien Ysebie
Fotografia Chris Van der Burght
Produção Les Ballets C. de la B.
Co-produção Théâtre de la Ville (Paris), Hebbel am Ufer (Berlim), Brighton Festival, Tramway (Glasgow), Place des Arts (Montréal), Théâtre Les Tanneurs (Bruxelas), Grand Théâtre de Luxembourg, TorinoDanza
Com apoio de City of Ghent, Province East Flanders, Flemish Authorities
A companhia Les Ballets C. de la B. é embaixadora cultural da UNESCO-IHE

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Richard Strauss Vocal

Rentrée 2007
Richard Strauss
ópera Capriccio op.85
- Prelúdio, para sexteto de cordas
- Finale
ópera Ariadne auf Naxos
Duas árias:
- «Ein schönes war»
- «Es gibt ein reich»
Le Bourgeois gentilhomme
op.60
suite para orquestra

Orquestra Gulbenkian
Lwarence Foster (maestro)
Soile Isokoski (soprano)

Gulbenkian, 18 e 19 de Outubro de 2007

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Os sopranos têm a sorte de ter tido nos finais do século XIX e na primeira metade do século XX dois compositores que escreveram para a sua voz com uma paixão e uma veemência ímpares: Puccini e Richard Strauss. Não que Verdi, Bellini, Wagner e tanto outros não tivessem adorado escrever para soprano, mas é que também escreveram com igual veemência para tenor, meio-soprano, barítono ou baixo. E em Puccini e em Strauss o favorecimento é, digamos, quase desonroso. Os universos destes dois autores são de e para sopranos.

Neste contexto, um concerto totalmente dedicado a Richard Strauss só vale a pena ouvir, pelo menos no que respeita ao domínio vocal, se interpretado por uma grande cantora - a sua obra não se compadece com fracas vocalidades ou musicalidades. Tal é o caso de Soile Isokoski, soprano finlandesa em ascendente actividade há já quase 20 anos, uma cantora que, curiosamente, iniciou a sua carreira com um papel pucciniano - a Mimi.

Isokosi é uma das mais requestadas cantoras da actualidade no repertório straussiano não dramático (Elektras e Salomés não fazem parte do seu universo), tendo-se apresentado nos mais importantes palcos como intérprete de Capriccio, Cavaleiro da Rosa, Arabella, havendo a assinalar uma versão discográfica premiadíssima das Quatro Últimas Canções. Mas uma cantora de Strauss tem de ser obrigatoriamente uma grande cantora de Mozart, e Isokoski também se tem imposto como grande intérprete de As Bodas de Fígaro, Cosí fan Tutte e Don Giovanni. Tem também deambulado por outros terrenos da ópera e apresenta-se regularmente como recitalista. Seria aqui desnecessário, e quase ofensivo, enumerar os palcos, os maestros, os encenadores, os cantores, as orquestras com que Isokoski tem colaborado. Será suficiente dizer que ela se move naquilo que se considera o Olimpo canoro dos nossos dias.

Uma boa chave de entrada para a sua arte será talvez aquilo que a própria afirmou há não muito tempo: na sua juventude Maria Callas impressionou-a especialmente, e um pouco mais tarde tornou-se enorme admiradora de Jessye Norman e de Elisabeth Schwarzkopf. Ora, convenhamos, não poderá haver melhores faróis para cantar o final do Capriccio e as duas terríficas árias da Ariadne auf Naxos.

FCG

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O Construtor Solness, Henrik Ibsen


Teatro do Bairro Alto
de 27 de Setembro a 4 de Novembro de 2007

Tradução Pedro Fernandes
Encenação Carlos Aladro
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Carlos Aladro, Rui Seabra e Luis Miguel Cintra a partir de um desenho de luz original de Daniel Worm d’Assumpção
Som Juan Manuel Artero
Distribuição Beatriz Batarda, Duarte Guimarães, Luís Lucas, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Sofia Marques e Teresa Sobral.

Resumo
Solness, construtor de casas numa pequena cidade da Europa do Norte, vive atormentado pela culpa e pelo medo de que os jovens lhe queiram tirar o poder que conquistou. Perdeu a alegria. E envelheceu. A sua mulher é a presença viva da morte dos filhos na consequência de um grande incêndio que lhe veio a possibilitar o êxito como construtor. Os seus empregados são as vítimas da sua crise.
Um dia acontece o que ele temia: a juventude entra-lhe pela porta dentro. Uma rapariga vinda das montanhas chega a sua casa para lhe recordar um dia de alegria esquecida: o dia, dez anos atrás, em que, desafiando Deus, venceu as vertigens, subiu ao catavento da alta torre que construíra e nesse entusiasmo a beijou, era ela ainda menina. Nesse dia prometeu-lhe que havia de voltar para fazer dela uma princesa e lhe dar um reino.
A rapariga, agora mulher feita, vem exigir o cumprimento da promessa e acaba por transformar a sua vida. Liberta-o da culpa, dos deveres familiares, da dependência dos empregados e devolve-lhe a alegria. Solness volta a ter confiança em si próprio, vence as vertigens e volta a subir a uma torre muito alta. Mas o gesto é maior que o homem e o Construtor cai da torre e morre. E Hilde, o anjo ou demónio que o veio visitar, apesar da tragédia, ganha de facto um reino: aprende a esperança de um mundo novo, finalmente liberto dos fantasmas do velho mundo.

E mais ...
É com esta intriga que Ibsen constrói uma das suas últimas peças, considerada por muitos como a sua obra-prima. A peça, perfeita na sua arquitectura dramática e na sua aparência de drama realista do fim do século XIX, adquire uma enorme carga simbólica e permite múltiplas interpretações. Solness, ao que parece, baseado em experiências de vida pessoais, pode ser uma projecção do próprio autor e da sua condição de artista. Mas é sobretudo o símbolo de um velho mundo, o poder da burguesia ou até a civilização ocidental em luta com a sua própria decadência. Hilde, a jovem que o visita, tem tanto de rapariga como de deusa. Solness é o Homem e quase adquire a dimensão de um Ícaro ou de um Prometeu. O conto filosófico adquire a dimensão de uma tragédia. Ibsen reconstrói uma mitologia.

Cornucópia, Luis Miguel Cintra, Beatriz Batarda, Carlos Aladro e Pedro Fernandes...
É com este texto que o Teatro da Cornucópia abre a nova temporada, com estreia marcada para 27 de Setembro no Teatro do Bairro Alto de Lisboa. Nos dois enormes papéis principais estarão Luis Miguel Cintra e Beatriz Batarda que, também 10 anos depois, volta a trabalhar na Companhia em que começou a sua carreira de actriz de teatro. Para dirigir o espectáculo a Cornucópia convidou o jovem encenador espanhol Carlos Aladro que durante vários anos foi membro importante do Teatro de la Abadia de Madrid e com quem Luis Miguel Cintra aí trabalhou na encenação de Comedia sin Título de Garcia Lorca. (...) A tradução é de Pedro Fernandes e está publicada no primeiro volume das obras de Henrik Ibsen editado pela Cotovia.

Teatro da Cornucópia
Textos de Carlos Alardo e Luis Miguel Cintra
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Muito bom: encenação e interpretações.
Carlos Alardo encena um Ibsen para todos os espectadores.
Luis Miguel Cintra em mais um bom momento, agora liberto da encenação.
Beatriz Batarda também bem, com uma caracterização mais difícil.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Do Barroco ao Bel Canto

Rentrée 2007

Teatro Nacional de São Carlos
28 de Setembro de 2007







Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro (Abertura)

George Frideric Handel
Ariodante, HWV 33 (1735)
Recitativo e Ária «E vivo ancora?... Scherza infida in grembo al drudo» (Ariodante)

João de Sousa Carvalho
Testoride Argonauta
Recitativo e Ária «Ah ingrato taci. Nasconderó nel seno» (Nicea)

Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro
Recitativo e Ária «Tutto è disposto... Aprite un po quegl'occhi » (Figaro)

Marcos Portugal
Zaira
Recitativo e Ária «Oh ciel! Che dissi mai?... Frenar vorrei le lacrime» (Zaira)

Wolfgang Amadeus Mozart
La clemenza di Tito, KV 621 (1791)
Ária «Parto, ma tu ben mio» (Sesto)

Giuseppe Verdi
La forza del destino (Abertura)

Vincenzo Bellini
I Capuleti e i Montecchi
Recitativo e Ária «Eccomi in lieta vesta... Oh! Quante volte» (Giuletta)

George Frideric Handel
Alcina, HWV 34 (1735)
Ária «Sta nell'Ircana pietrosa tana» (Ruggiero)

Rinaldo
Ária «Sibillar gli angui d'Aletto» (Argante)

Gaetano Donizetti
Don Pasquale
Ária «Quel guardo il cavaliere» (Norina)

Gioachino Rossini
L'italiana in Algeri (1813)
Recitativo e Rondò «Amici, in ogni evento m'affido a voi... Pensa alla patria» (Isabella)

sopranos
Sara Braga Simões
Carla Caramujo

meio-soprano
Vesselina Kasarova

barítono
José Fardilha

direcção musical
Cornelius Meister

Orquestra Sinfónica Portuguesa

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Tanto Amor Desperdiçado, William Shakespeare

Rentrée 2007

Love's Labour's Lost


Teatro Nacional D. Maria II
20 de Setembro a 28 de Outubro de 2007

Nesta comédia, onde se encontram os mais belos pensamentos sobre a ciência do amor e onde Shakespeare desenvolve com prazer e extremo virtuosismo jogos de linguagem, sucedem-se encontros entre jovens de países diferentes. Pareceu, portanto, muito pertinente aprofundar esse aspecto, já presente na peça e sem mudar em nada o texto, propondo um espectáculo bilingue. Um trabalho sobre as relações e as línguas, em suma, um espectáculo europeu.

O Rei de Navarra acompanhado por três jovens príncipes faz o juramento de se dedicar exclusivamente ao estudo durante três anos: pouco sono, pouca comida e nenhum contacto com o sexo feminino é o contrato que os une. A Princesa de França, acompanhada por jovens damas da sua Corte, vem negociar em nome do seu pai, Rei de França, o domínio da Aquitânia, perturbando para sempre este cenário. Os quatro homens apaixonam-se secretamente pelas quatro mulheres mas são obrigados a esconder os seus sentimentos uns dos outros – para não falhar ao juramento combinado.
Depois de um encontro onde homens e mulheres se disfarçam, desenham-se os vários pares amorosos mas, no meio da festa, anuncia-se a morte do Rei de França. A Princesa terá de regressar ao seu país e as damas impõem aos seus apaixonados um ano de afastamento, como nova prova de amor.
Terá sido desperdiçado todo aquele amor?

O encenador Emmanuel Demarcy-Mota recebeu o Prémio Revelação Teatral da crítica francesa e é director de um Centro Dramático Nacional. Em La Comédie de Reims, criou um centro de investigação com actores e autores europeus.

Tradução para português Nuno Júdice
Tradução para francês François Regnault
Co-produção Teatro Nacional D. Maria II | La Comédie de Reims

encenação EMMANUEL DEMARCY-MOTA
assistência de encenação CHRISTOPHE LEMAIRE
segundo assistente de encenação AMÂNDIO PINHEIRO
cenografia | desenho de luz YVES COLLET
música original JEFFERSON LEMBEYE
figurinos CORINNE BAUDELOT
consultora literária MARIE-AMÉLIE ROBILLIARD
colaboração cenográfica MICHEL BRUGUIÈRE
pronúncia da língua francesa FRANÇOISE HOURTIGUET
tiro com arco ARMINDO CERA
produção executiva (França) NATHALIE QUENTIN

com
ANA DAS CHAGAS | AURÉLIE MERIEL | CLÁUDIO DA SILVA | DALILA CARMO | ELMANO SANCHO | GUSTAVO VARGAS | HEITOR LOURENÇO | HORÁCIO MANUEL | MARCO PAIVA | MARIA JOÃO PINHO | MIGUEL MOREIRA | MURIEL INES AMAT | NELSON MONFORTE | NUNO GIL | SARAH KARBASNIKOFF | VÍTOR D’ANDRADE

"peines d’amour perdu"
8 a 13 de Novembro
La Comedie de Reims


O risco é ficarmos fechados e termos certezas
Conversa com Emmanuel Demarcy-Mota
A propósito de “Tanto Amor Desperdiçado”

Alegações finais de Emmanuel Demarcy-Mota
(director do Téâtre de la Ville):
"Há muito sucesso entre os luso-franceses"

"Un nouveau directeur au Théâtre de la Ville"
LeMonde.fr

online-literature

sábado, 22 de setembro de 2007

Marcel Marceau



1923
2007

Teresa Ricou:
... morte de Marcel Marceau é "perda irreparável" na arte da comunicação sem palavras ...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

8ª Festa do Cinema Francês

Rentrée 2007

Cinema São Jorge
Instituto Franco-Português

3 a 28 de Outubro de 2007
Lisboa: 3 a 15 de Outubro

link



Sugestões:
Les Chansons d'amour, Christophe Honoré
Anna M., Michel Spinosa
Nue propriété, Joachim Lafosse
Pas sur la bouche, Alain Resnais
Coeurs, Alain Resnais
Le scaphandre et le papillon, Julian Schnabel
Persépolis, Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

D’un Soir un Jour, Rosas & Anne Teresa de Keersmaeker

Rentrée 2007

Sob o título D’un Soir un Jour, a coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker concebeu, ao som de Debussy, George Benjamin e Stravinski, seis andamentos de excepcional riqueza; seis oportunidades de partilharmos com a coreógrafa a sua obsessão entre o puro movimento e a música.

Centro Cultural de Belém, 21 e 22 de Setembro de 2007

O trabalho coreográfico de Anne Teresa De Keersmaeker tem revelado, desde sempre, uma forte ligação com a música – música enquanto fonte e enriquecimento dos movimentos. Pela primeira vez, a aclamada criadora belga coreografa as complexas mas transparentes composições de Claude Debussy, às quais se juntam as de George Benjamin e Igor Stravinski.
Sob o título D’un Soir un Jour, seis coreografias desenrolam-se numa viagem musical que começa e termina ao som do compositor francês. Prélude à l’après-midi d'un faune, a composição de Debussy inspirada no poema de Stéphane Mallarmé sobre a ténue fronteira entre a realidade e a imaginação, é a primeira; Jeux, construída como um sugestivo jogo de ténis que se transforma num ritual de sedução, a última. No meio estão duas composições do contemporâneo britânico George Benjamin, uma das quais – Dance Figures – foi criada especialmente para a Companhia Rosas. A transição entre os temas de Debussy e de George Benjamin é feita com composições de Igor Stravinski, amigo e admirador de Debussy.
O efémero, o desejo, a elegância, a natureza, a explosão de energia e a sedução são alguns dos temas sugeridos.
Uma coreografia, um dia – un jour. O brilho de momentos fugazes dançado por 14 bailarinos.
“Com D’un soir un jour, Anne Teresa De Keersmaeker oferece um espectáculo cheio de surpresas, sonhos, ameaças suspensas, sensualidade, desejos insatisfeitos...”
JEAN-MARIE WYNANTS, LE SOIR, 19 MAIO 2006

ANNE TERESA DE KEERSMAEKER coreografia

FILME
Blow-up (M. Antonioni, 1966) Licenciado por Turner Entertainment, Co.
FRAGMENTO DA COREOGRAFIA ORIGINAL DE Prélude à l’après-midi d’un faune
Vaslav Nijinsky
MÚSICA
C. DEBUSSY Prélude à l’après-midi d’un faune
I. STRAVINSKI Symphony of Wind Instruments / To the memory of Claude Achilles Debussy
G. BENJAMIN Dance Figures (estreia)
INTERVALO
G. BENJAMIN Ringed by the Flat Horizon
I. STRAVINSKI Fireworks ⁄ Orchestral Fantasia
C. DEBUSSY Jeux

Estreada com e dançada por
BOTSJAN ANTONCIC, SUE-YEON YOUN, TALE DOLVEN, KOSI HIDAMA, FUMIYO IKEDA, KAYA KOLODZIEJCZYK, CYNTHIA LOEMIJ, MARK LORIMER, MOYA MICHAEL, ELIZAVETA PENKÓVA, ZSUZSA ROZSAVÖLGYI, TAKA SHAMOTO, IGOR SHYSHKO, CLINTON STRINGER
decor e iluminação JAN JORIS LAMERS figurinos TIM VAN STEENBERGEN fotografia HERMAN SORGELOOS

produção ROSAS & LA MONNAIE co-produção THÉÂTRE DE LA VILLE, Paris
estreia mundial LA MONNAIE | 17 Maio 2006

link

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Hamlet, William Shakespeare

Rentrée 2007
Teatro Maria Matos
13 de Setembro a 21 de Outubro de 2007

Um príncipe decide vingar a morte de seu pai, assassinado pelo tio que toma a viúva como esposa e o trono como herança. E as mortes sucedem-se... Hamlet é a essência do teatro porque o próprio Hamlet é o teatro em estado incandescente. Hamlet, mais do que personagem, é actor. Representa. Em cada momento da acção. Como todos em Hamlet representam. Os bastidores da vida são os bastidores do palco a um ponto tal que o palco se transforma nos bastidores da existência. Mais ainda: o interior de cada personagem é também ele um palco onde (se) jogam (representam) e misturam as paixões e as virtudes, os sentidos contraditórios da vida, feita de tudo o que faz com que o humano seja humano e não divino. Há um Hamlet que representa dentro de cada homem e cada homem é um rosto (uma máscara?) de Hamlet. É por isso que os Hamlets são tantos quantos os homens que o vêem, o estudam e o representam.
Who’s there? Hamlet…
João Maria André

Espectáculo comemorativo dos 50 anos de Carreira de João Mota e dos 35 anos da Comuna.

tradução Sophia de Mello Breyner Andresen
adaptação João Maria André
versão cénica e encenação João Mota
cenografia José Manuel Castanheira
figurinos Carlos Paulo
música José Pedro Caiado
desenho de luz João Mota e Zé Rui
interpretação Albano Jerónimo, Alexandre Lopes, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Diogo Infante, Frédéric Pires, Gonçalo Ruivo, Hugo Franco, João Ricardo, João Tempera, Jorge Andrade, José Pedro Caiado, Miguel Sermão, Natália Luíza e Raúl Oliveira
execução musical Hugo Franco e José Pedro Caiado
co-produção Comuna Teatro de Pesquisa e Teatro Maria Matos

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Waterproof, Daniel Larrieu

Rentrée 2007

Uma peça importante na dança francesa e também mundial.
Programa Culturgest
13 e 14 de Setembro 2007
Piscina do Jamor, Estádio Nacional

Reposição de uma das peças emblemáticas da Dança Contemporânea Francesa dos anos 80, que correu mundo na versão filmada e que a Culturgest apresenta ao vivo pela primeira vez em Portugal.

“Em 1985, Anne Frémy convida vários artistas a deslocarem as suas ferramentas e processos de criação para dentro de água e alguns bailarinos encontram-se na piscina de Vincennes para momentos subaquáticos.

Em 1986 a companhia Astrakan é recebida em residência em Angers, em torno de um projecto que marcará uma época, e trabalha durante três meses na piscina Jean-Bouin na criação de Waterproof. Período singular da dança contemporânea francesa, que se apropria dos lugares públicos e os transforma em lugares de representação.

A propósito dos 20 anos desta produção e por proposta de Pascale Henrot, directora do festival Paris Quartier d’Eté, decidi recriar esta peça. Contactei os intérpretes da versão original e convidei outros bailarinos a participarem no projecto.

Trabalhar intensamente em meio aquático leva a experimentar campos pouco habituais e à descoberta de uma outra utilização dos sentidos, de um outro movimento. Retomar esta criação – singular no meu percurso – é um regresso a essas e à imensidão de outras experiências conduzidas pela dança contemporânea; é recordar as apostas deste movimento.

Waterproof é uma peça de sonoridades guerreiras, de luta, de combate, aqui com o elemento líquido, uma maneira de respirar, de sorver o ar, de conduzir o movimento. Poucos viram esta produção, muitos conhecem o filme. Regresso ao presente, 20 anos mais tarde.”

Daniel Larrieu, Janeiro 2005
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Conceito Daniel Larrieu
Estreia
piscina Jean-Bouin, Angers, a 25 de Março de 1986
Reposição
piscina Jean-Bouin, Angers, a 21 de Junho de 2006
Versão 2006:
Coreografia
Daniel Larrieu
Intérpretes
Jérôme Andrieu, Dominique Brunet, Alain Buffard, Didier Chauvin, Mié Coquempot, Agnès Coutard, Claude Frémy, Christophe Ives, Bertrand Lombard, Michel Reilhac
Assistente
Fanny de Chaillé
Luzes
Françoise Michel
Partitura sonora
Jean-Jacques Palix, Eve Couturier
Direcção e realização vídeo
Sophie Laly
Direcção técnica
Christophe Poux
Realização vídeo 86
Jean-Louis Letacon
Assistido por
Luc Riolon
Filmagem subaquática
Henri Alliet
Montagem
Catherine Rees et Luc Riolon
Produção
Astrakan
Co-produção e residência
CNDC/Centre national de danse contemporaine Angers em parceria com o festival Paris Quartier d’Eté, a Cidade de Angers, l’Espace 1789 e a Cidade de Saint-Ouen, o Conseil Général de Seine St Denis.
Com apoio da
ADAMI, que administra os direitos dos artistas-intérpretes (actores, cantores, músicos, maestros, bailarinos…) e consagra uma parte dos direitos recebidos ao apoio à criação, à difusão e à formação.

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Tabu / Waterproof
L'atelier existait depuis déjà deux ans au Pré-Saint-Gervais lorsque j'ai invité Daniel Larrieu. Y participaient des danseurs (Jacques Patarrozzi, Hervé Diasnas, Yano est venu deux fois) et des pratiquants-chercheurs de yoga, tai-chi, danse contact, prof de gym, nageurs. Ces deux années avaient déjà permis de produire un certain nombre d’"images" qui ont été absorbées par Waterproof. L'année où j'ai invité Larrieu, il s'agissait de faire se rencontrer danse contemporaine et natation synchronisée. J'ai donc monté un atelier à l'Institut National des Sports, avec l'équipe de France de natation synchronisée. Leur entraîneuse nous donnait des cours de synchro ; Daniel Larrieu donnait des cours de danse aux nageuses de l'équipe de France ; un troisième temps était consacré à un atelier de recherche. Michel Reilhac participait à ce projet et il a invité Larrieu au CNDC... Aujourd'hui, pour la reprise, il ne reste qu'une nageuse d'origine sportive, ma soeur, Claude Frémy, magnifique nageuse-danseuse, qui fut aussi maître-nageur et qui a beaucoup apporté à ce projet. C'est, entre autres, à propos de cette volonté de rapprochement de deux milieux opposés, art/sport, que le projet a eu un sens "politique". Et aussi le désir de décloisonner et d'ouvrir un lieu populaire de Seine-Saint-Denis à l'art. Il est vrai aussi que 1981 était un contexte historique de rêve pour lancer Tabu*.

Le soutien de personnalités du monde de l’art, comme Jacques Guillot et Victoire Dubruel, fut essentiel. D'autres artistes ont participé à ce projet : le peintre Erro, la conteuse Muriel Bloch, le peintre et performer Olivier Agid, le compositeur de musique subaquatique Michel Redolfi, plusieurs compositeurs pour l'ambiance sonore aérienne (Thom Willems, Palix, Gilles Grand, Ghédalia Tazartès, Louis Dandrel), Brian Eno pour une visite de curiosité qui avait donné lieu à une amusante séance sonore avec les bébés nageurs etc.
Je m'intéresse toujours à l’eau, aux piscines et à la pratique de la natation. J’ai découvert ailleurs qu’en France d'autres pratiques et d'autres architectures (Japon, Islande, Hongrie ...). Les films Tokyo Marine et Blue Lagoon, produits dans le cadre des bourses l’Envers des Villes et la Villa Medicis Hors les Murs, ont été montrés dans des expositions, en particulier Cities on the Move. Ces recherches nourrissent également des collaborations avec des architectes (Nouvel, Bouchain).
Lors d’une résidence à la Villa Kujoyama (Kyoto) en 2005, j'ai rencontré et filmé les pratiquants d'une natation merveilleuse créée au 16e siècle et issue des arts martiaux. J’espère que bientôt, ces recherches feront l’objet d’une édition.

Anne Frémy, propos recueillis par Denise Luccionni, avril 2006
*Tabu, poème lyrique sur les amours de deux amants interdites par la tradition, est le dernier film de Murnau, en collaboration avec le documentariste Flaherty.
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Waterproof naît d’un triple mouvement qui touche la danse dans les années 1980 en France sur fond de changement politique majeur. Elle émerge en se taillant une place à soi, indépendante des danses classique et moderne. Elle se coule dans les espaces inoccupés de la création en profitant de la pauvreté des étiquettes et s’octroie en conséquence le territoire le plus ouvert possible. Elle affirme haut et fort prendre pour pataugeoire tout le vaste monde sans exception. Daniel Larrieu, ex-élève jardinier et toujours explorateur par le mouvement d’un ailleurs immatériel, accepte joyeusement de changer d’élément et de se jeter à l’eau, lorsqu’une passionnée « maître-nageur chercheuse », Anne Frémy, l’embarque dans une aventure aquatique. Vingt ans après, Waterproof renaît comme la partie insubmersible d’un iceberg lumineux d’expérimentations et de spéculations tournées vers l’avenir. La plupart des interprètes créateurs ont répondu « présent » pour une reprise de mousquetaires, vingt ans après. Rien de familier dans cet OVNI chorégraphique, quelques bribes reconnaissables, graphiques ou cinématographiques, des impressions fugaces de déjà vécu – mais où et quand ? – surtout l’image d’une tribu étrange de mutants, d’une autre humanité abordant le monde par la face mouillée dans un faux silence peuplé de souvenirs prénataux. Des jeux enfantins ou sophistiqués intègrent à la chorégraphie la respiration en surface, le moins d’agitation possible des nageoires et branchies, des perspectives déformées, des anamorphoses, des contorsions et des grands écarts de déités hindoues, comme l’apprivoisement tranquille de l’élément liquide en vue d’un avenir heureux de l’humain en poisson.

Denise Luccioni, programme du festival Paris Quartier d'Eté – 2006

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Viver os Jardins Gulbenkian

8, 15 e 22 Setembro, 13, 20 e 27 Outubro de 2007, 16h00

Com a recente renovação dos Jardins da Gulbenkian conseguida pelo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, a Fundação promove o programa "Viver os Jardins Gulbenkian".

Esta iniciativa tem o objectivo de dar a conhecer este espaço único na cidade de Lisboa, como uma referência do desenho e da paisagem do movimento moderno.

As visitas são guiadas por especialistas de vários ramos de conhecimento, que nos propõem uma visita, um olhar, uma reflexão sobre os jardins procurando desta forma construir, a partir do jardim real, o jardim de cada um de nós enquanto lugar de experiência vital.

O Jardim na Paisagem do Séc. XXI
O Jardim como laboratório da paisagem; desafios das paisagens no séc. XXI
Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto
8 Setembro

Um Piquenique à Sombra de um Carvalho
Aspectos da Natureza no (e do) Jardim; a botânica na construção do lugar
Fernando Catarino
15 Setembro

A Fotografia nos Jardins
Uma leitura do Jardim através do olhar de um fotógrafo
José Manuel Rodrigues
22 Setembro

Uma Viagem à Ilha dos Amores
Nuno Júdice
13 Outubro

O Corpo e o Espaço
Rui Horta
20 Outubro

Artifícios Invisíveis
Aurora Carapinha
27 Outubro

terça-feira, 4 de setembro de 2007

MOTELx, cinema de terror


MOTELx é um festival não competitivo que visa dar a conhecer em Portugal o melhor do Cinema de Terror, em todas as suas variantes - das grandes produções ao experimental, dos clássicos às novas tendências.

Cinema São Jorge
5 a 9 de Setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

crítica de teatro

Rentrée 2007

"A crítica de teatro:
como gostava que fosse e como é"
Por Kalina Stefanova

Culturgest, 7 de Setembro de 2007

Seguindo a estrutura de uma história pessoal, recontando uma busca que por todo o mundo se faz de um ideal de crítica, esta conversa irá, ao mesmo tempo, investigar as diferentes realidades da crítica. Com uma abordagem claramente pessoal e com sinceridade, pretendo inspirá-lo, instigá-lo e estimulá-lo a perseguir o seu próprio sonho sobre o que a crítica devia ser, e torná-lo realidade. Por outras palavras (e num outro nível de comunicação): esta conversa procurará despertar a nossa propensão inata para o idealismo, bem como a sua necessidade – este raro traço humano romântico de que o nosso mundo tão prático está cada vez mais terrivelmente necessitado.
Kalina Stefanova. PH.D.

Professora Associada da National Academy of Theatre and Film de Sofia (Bulgária). Crítica e investigadora, foi vice-presidente da Associação Internacional de Críticos de Teatro e é responsável pelos simpósios da Associação. Os seus livros sobre teatro, nas áreas da dramaturgia e políticas culturais, estão editados em quinze países.
Kalina Stefanova apresenta-se a convite do crítico Tiago Bartolomeu Costa no âmbito do 4.º aniversário do blogue O Melhor Anjo. O seu ensaio Pode a crítica ser pós-dramática? Está publicado no n.º1 da OBSCENA – revista de artes performativas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Festival Expresso Oriente

Rentrée 2007

Ramos da mesma árvore

A edição de 2007 do Festival Expresso Oriente segue o desafio do tema de uma parte da programação da Culturgest para este ano: Os Filhos de Abraão. De uma mesma árvore (Abraão), três ramos (judeus, cristãos, muçulmanos) geraram três culturas. Para além de uma querela sobre o problema narrativo – em que o que está em causa é saber que narrativa fundadora está, afinal, mal contada –, as oposições estendem-se a muitos outros planos. Mas a hostilidade e a intolerância que marca a evolução histórica dos três ramos desta árvore no plano religioso e político terá um equivalente no plano da criação artística e cultural? E no caso da música?

O Festival Expresso Oriente de 2007 visa abrir uma janela curiosa e interessada em ouvir o que cada um dos três ramos produziu em termos de criação musical.
Alguns dos pontos altos desta edição centram-se na audição de Ode a Napoleão, de Schoenberg, a primeira audição de Trisagion, de Ivan Moody (uma encomenda da OU), a música de Saed Haddad. Um momento muito especial será a estreia nacional de Stabat Mater – A Human Prayer, da israelita Eitan Steinberg, sobre uma das mais longas e devastadoras oposições: o conflito israelo-palestiniano.

Repetindo a experiência de anos anteriores, também nesta edição três compositores portugueses da mais recente geração foram convidados a apresentar a sua música: Ana Seara, Filipe Raposo e Sara Claro. Novas vozes, novíssimos caminhos que a OrchestrUtopica se orgulha de dar a ouvir, cumprindo o seu papel de divulgação e promoção da música portuguesa de hoje.

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Sáb 22 Setembro · 21h30 · Grande Auditório · Duração: 1h15
OrchestrUtopica
Maestro Tapio Tuomela
Barítono Armando Possante

Ahmed Essyad Mouq’Addimah (1969)
Arnold Schoenberg Ode a Napoleão (1942)
Ivan Moody Trisagion (2007)
# Eurico Carrapatoso La rue du chat qui pêche (2000)
Luís Tinoco Invenção Sobre Paisagem (2001)
Saed Haddad L’Éthique de la Lumière (2004) *

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Qua 26 Setembro · 21h30 · Palco do Grande Auditório · Duração: 1h10
OrchestrUtopica
Solistas
Piano Filipe Raposo (participação especial)

Ahmed Essyad La mémoire de l’eau (1982)
piano Ana Seara Três telas de Barcelona (2007)
quinteto misto Filipe Raposo Urban Roots (2007)
piano e electrónica Iyad Mohammad Matemorphosis (2000)
clarinete e piano * Jamilia Jazylbekova Le refus de l’enfermement I (2001)
quarteto de cordas * Saed Haddad Le contredésir (2004)
clarinete, trompa, violoncelo * Sara Claro Nova obra (2007) #

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Ter 2 Outubro · 21h30 · Foyer da Galeria · Duração: 1h00
OrchestrUtopica
Solistas
Voz Etty Ben-Zaken (participação especial)

G.I. Gurdjieff 1. Chant from a Holly Book; 2. Bayaty; 3. Prayer; 4. Duduku; 5. Interlude I; 6. Interlude II; 7. Assyrian Women Mourners (arranjos para violoncelo e piano de Anja Lechner e Vassilis Tsabropoulos) *
Eitan Steinberg Stabat Mater – A Human Prayer (2004), voz, quarteto de cordas e electrónica *

* Primeira audição em Portugal
# Primeira audição absoluta

Culturgest

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Festival Música Viva 2007

Rentrée 2007

de 11 a 23 de Setembro

Percepção e Estéticas na Criação Musical
Transmutações do Som e Novas Tecnologias

"O Festival Música Viva 2007, na sua 13ª edição, divide-se entre Lisboa e o Porto, e apresenta espectáculos no Instituto Franco-Português, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Casa da Música, a preencher duas semanas intensas. A criação musical portuguesa e as relações da música com a tecnologia estão em evidência e afirmam a sua plena vitalidade e diversidade.

O Festival Música Viva é hoje em dia, tanto a nível nacional como internacional um amplo e reconhecido espaço de circulação e confronto de ideias e de estéticas, um ponto de convergência da música e da tecnologia, do domínio instrumental e analógico com o virtual e electrónico, propondo mais uma vez nomes consagrados lado a lado com novíssimos compositores e intérpretes num total de 23 espectáculos, 5 instalações e 4 conferências - das grandes formações orquestrais aos emblemáticos concertos de música electrónica pela Orquestra de Altifalantes, passando pela música de câmara, pelas instalações, pelo vídeo, pelos espectáculos para crianças, ...
No total serão apresentadas 80 obras, 30 das quais em primeira audição em Portugal, 13 em estreia absoluta. Dentro destes números distinga-se ainda que 37 das peças apresentadas são de compositores portugueses incluindo o número revelador de 10 estreias absolutas, prova inequívoca da prolífica actividade criadora actualmente em Portugal e à qual o festival dá voz.

O programa é demasiado rico e extenso para que seja possível destacar-se alguns espectáculos, pois todos são lugares de destaque naquilo que lhes é específico e todos concorrem para dar espaço à arte musical e à cultura em geral, propriedades que nos fazem humanos, que nos identificam e nos distinguem. Todavia pelas particularidades únicas que a Casa da Música oferece, foi possível este ano apresentar uma série de instalações sonoras que desafiam a sua própria definição e que durante o período do festival procuram dar respostas à ocupação de múltiplos espaços do edifício.

Refira-se finalmente que é com particular entusiasmo que saudamos esta primeira parceria com a Casa da Música que acolhe uma parte substancial da programação, não esquecendo contudo todas as demais entidades públicas e privadas que apoiam activamente, ano após ano, a realização do festival Música Viva, e que permitiram que se tornasse no grande espaço de confronto de estéticas e de ideias que hoje é."

link

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

"Columbano a Paula Rego"

Artistas:
Júlio Pomar, Eduardo Nery, Eduardo Viana, Vieira da Silva, João Vaz, Alfredo Keil, Sousa Pinto, António Carneiro, Almada Negreiros, António Pedro, Cândido Costa Pinto, António Palolo, René Bertholo, José Escada, Jorge Martins, Álvaro Lapa e António Dacosta

Galeria Antiks Design
Julho e Setembro

sábado, 25 de agosto de 2007

Mysterious Skin, Gregg Araki

Scott Heim (novel)
Gregg Araki (screenplay)

Chase Ellison ... Neil (Age 8)
George Webster ... Brian (Age 8)
Elisabeth Shue ... Mrs. McCormick
Joseph Gordon-Levitt ... Neil
Michelle Trachtenberg ... Wendy
Brady Corbet ... Brian
Jeffrey Licon ... Eric (as Jeff Licon)

Por momentos consegue ser interessante, mas na globalidade e na abordagem demasiado anglo-saxónica da sua parte "estafada", ... sofrível...

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Orchestra di Piazza Vittorio


A encerrar "CCB fora de si"...
31 de Agosto e 1 de Setembro 2007

"A poucos passos da Stazione Termini, em Roma, no quarteirão Esquilino, fica a Piazza Vittorio. Esta praça conserva muito da Roma tradicional mas, em pouco tempo, conseguiu enriquecer-se com a passagem das muitas pessoas que, vindas de longe, a transformaram numa praça internacional.
A Orchestra di Piazza Vittorio nasceu exactamente deste espírito, um cruzamento multiétnico que fez com que se juntassem 16 músicos e sonoridades de diferentes longitudes: Equador, Argentina, Senegal, Hungria, Estados Unidos, Cuba, Brasil, Tunísia e também Itália.
O filme apresentado antes do concerto é um diário do nascimento da Orchestra, uma desmesurada mistura de histórias, humanidade, sabores, odores, culturas e música."
CCB

terça-feira, 21 de agosto de 2007

VI Festival Internacional de Máscaras e Comediantes

Rentrée 2007

22 de Agosto a 9 de Setembro de 2007

Espectáculos

FC PRODUÇÕES TEATRAIS
“ Monstros às Escuras”
23 e 24 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

GRUPO DE TEATRO DO CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS - IC
“O Doido e a Morte”
25 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

FC PRODUÇÕES TEATRAIS
“Otário Doing em Portugal”
26 de Agosto e 2 de Setembro | 19h00 | Museu da Marioneta (Capela)

ESTE – ESTAÇÃO TEATRAL DA BEIRA
“O Filho da Dona Anastácia”
30 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

TRÊS TEMPOS TEATRO
“Eles São Gente”
31 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

TEATRO VIAGGIO
“Filtri di Vini”
1 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

TEATRO EM BRANCO
“Aniñando”
6 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

EL TEATRO DEL FINIKITO
“Arlequino, Servidor de Dos Patrones”
7 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

ANTÓNIO FAVA
“Pulcinella`s War”
8 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

ANTÓNIO FAVA
Apresentação Final do Estágio de “Commedia dell`Arte”
9 Setembro | 19h00 | Museu da Marioneta (Capela)

Exposição e Estágio no Museu da Marioneta

As Máscaras de Antonio Fava ou “Face” à Comedia

Estágio A COMMEDIA DELL’ARTE, por António Fava,
início a 27 de Agosto e apresentação final a 9 de Setembro, total de 60 horas

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Concerto Inaugural Temporada CCB

Rentrée 2007


ORQUESTRA DE CÂMARA PORTUGUESA
Direcção: Pedro Carneiro
Ensaiador convidado cordas: Alejandro Erlich Oliva

Dia 13 de Setembro de 2007

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Abertura “Die Schauspieldirector“, KV 486,

Franz Schubert (1797-1828)
Sinfonia n.º 6 em Dó Maior, D 589

Igor Stravinski (1882-1971)
“Pulcinella”, Suite de Ballet

_______
A Orquestra de Câmara Portuguesa apresenta-se, em estreia absoluta, na abertura da temporada de 2007/2008 do CCB, sob a direcção de Pedro Carneiro, um dos mais prestigiados músicos portugueses da actualidade.

Aclamado mundialmente, Pedro Carneiro assegura a direcção artística da novíssima Orquestra de Câmara Portuguesa, liderando um grupo de 36 virtuosos instrumentistas, dignos representantes da mais nova geração de talentos musicais.

O programa é sedutor: do classicismo e romantismo ao século XX, com o compromisso de reproduzir a energia do génio criador de Mozart, Schubert e Stravinski.

Para além da excelência nas suas actuações, a OCP pretende ainda fomentar a valorização dos seus músicos. Para dar corpo a esta ambição, a preparação dos concertos inclui, no mínimo, dez ensaios e a presença de um ensaiador convidado. Desta vez, conta com a experiência e a sabedoria do contrabaixista e professor Alejandro Erlich Oliva, primeiro contrabaixo solista da Orquestra Gulbenkian desde 1976 e membro fundador do Opus Ensemble.

Este concerto marca o início da associação da Orquestra de Câmara Portuguesa ao Centro Cultural de Belém, ao qual ficará ligado durante a temporada de 2007/2008 como “Orquestra Associada”.

CCB

domingo, 19 de agosto de 2007

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

World Press Photo 2007


AP/Spencer Platt/Getty Images

Agora no Museu da Electricidade, até 9 de Setembro de 2007.

E também Prémio Fotojornalismo Visão/Bes.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O Tapete Oriental em Portugal


Tapete e Pintura, séculos XV-XVIII

Museu Nacional de Arte Antiga, 31 de Julho a 18 de Novembro

É a primeira vez que se organiza uma exposição dedicada à história dos tapetes orientais em Portugal e, simultaneamente, ao inventário e significado da sua representação na pintura portuguesa da época moderna.
O percurso expositivo, estruturado por quatro núcleos fundamentais (Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia), define os territórios de produção desses objectos excepcionais e muito apreciados no conforto aristocrático e conventual, apresenta uma ampla recolha dos tapetes remanescentes e associa-os à sua própria imagem, como elementos de composição, numa série de pinturas dos séculos XVI a XVIII.
O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV. Por essa altura, os tapetes turcos com desenho geométrico, importados através de Veneza, alcançam uma crescente popularidade em toda a Europa e são considerados como símbolos de um gosto refinado e exótico, conferindo dignidade e prestígio aos seus possuidores. Com a descoberta da rota marítima para a Índia, os tapetes persas e indianos, com um novo desenho floral, começam a chegar cada vez em maior número ao mercado português e os tapetes de seda tornam-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional. Os pintores europeus acompanham figurativamente essa presença sucessiva, concedendo ao tapete oriental um lugar de destaque nas suas composições, nomeadamente em cenas da vida da Virgem ou em retratos régios.
A exposição, comissariada por Jessica Hallett e Teresa Pacheco Pereira, conta com importantes empréstimos de museu estrangeiros (Berlim, Washington, Philadelphia) e a colaboração de destacadas colecções nacionais, públicas e privadas.

A exposição aborda, pela primeira vez, a história dos tapetes orientais em Portugal. Partindo da significativa colecção do MNAA, com a colaboração de instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, estrutura-se em quatro núcleos – Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia –, associando os tapetes à sua imagem em pinturas dos séculos XVI a XVIII.

O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV. Por essa altura, os tapetes turcos com desenho geométrico, importados através de Veneza, alcançaram uma crescente popularidade em toda a Europa

Com a descoberta da rota marítima para a Índia, em1498, os tapetes persas e indianos, de desenho floral, começaram a chegar cada vez em maior número ao mercado português, e os tapetes persas de seda tornaram-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional.

Os pintores portugueses acompanharam a presença sucessiva do tapete oriental, concedendo-lhe um lugar de destaque nas suas composições.

O tapete oriental é um objecto artístico, uma superfície composta por fios de teia, trama e nós, um produto de trocas comerciais, um relevante elemento decorativo da pintura e, também, um objecto que encerra valores simbólicos e define hierarquias.

A inclusão desta exposição no programa do MNAA para 2007, comissariada por Teresa Pacheco Pereira e Jessica Hallett deve-se, uma vez mais, ao apoio do Millennium bcp.

MNAA