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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Quarteto Borodin

Ruben Aharonian (violino)
Andrei Abramenkov (violino)
Igor Naidin (viola)
Vladimir Balshin (violoncelo)

Joseph Haydn
Quarteto para Cordas em Ré Maior, op.64 nº 5 (Hob.III.63), A cotovia
Ludwig van Beethoven
Quarteto para Cordas Nº 4, em Dó menor, op.18 nº 4
Nikolaï Miaskovsky
Quarteto para Cordas Nº 13, em Lá menor, op.86
Sergei Rachmaninov
Romance (do Quarteto para Cordas Nº 1 – 1889)

Gulbenkian, 23 de Janeiro de 2008
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... apresentação do mais emblemático agrupamento de cordas do nosso tempo ...
Espectáculo perfeito, sem grande emoção, com tosses e sem encores.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Cabaret de Joe Masteroff e Fred Ebb

Teatro Maria Matos
4 de Setembro a 28 de Dezembro

O libreto de CABARET baseia-se nos contos autobiográficos de Christopher Isherwood, sobre a vida em Berlim durante o domínio do partido Nazi, e na peça “I am a Camera”, escrita por John van Druten, a partir desses mesmos contos.
A acção do musical desenvolve-se em diferentes quadros, estando a história principal inserida no meio do entretenimento decadente de um cabaret berlinense.
A versão cinematográfica de CABARET, em 1972, alcançou uma enorme popularidade, sendo a vocalização acutilante de Liza Minnelli a mais lembrada por todas as futuras intérpretes do papel de Sally.

Sinopse
Berlim, início da década de 30.
Cabaret conta a história de um escritor americano, Cliff Bradshaw, que, no decurso de uma viagem a Berlim, se apaixona por Sally Bowles, uma jovem inglesa que trabalha como cantora no Kit Kat Klub. Ambos se vêem envolvidos nas contradições da sociedade alemã, durante a ascensão Nazi ao poder.
Toda a história é apresentada pelo mestre-de-cerimónias, Emcee, protagonista de alguns dos mais memoráveis números musicais de sempre!

libreto de Joe Masteroff
(baseado na peça de John Van Druten e histórias de Cristopher Isherwood)
música de John Kander
letra de Fred Ebb
tradução Pedro Gorman
adaptação de letras Ana Zanatti
encenação Diogo Infante
interpretação Adriana Queirós, Ana Lúcia Palminha, Fernando Gomes, Henrique Feist, Isabel Ruth, Luis Lucas, Paula Fonseca, Pedro Laginha, Sandra Rosado, entre outros
direcção musical Ruben Alves
coreografia Marco De Camillis
cenografia Catarina Amaro
figurinos Maria Gonzaga
desenho de luz Nuno Meira
técnica vocal Luís Madureira, Joana Manuel e Rui Baeta
assistência de encenação Isabel Abreu
produção Teatro Maria Matos 2008

Cabaret - Bob Fosse
Liza Minnelli - Mein Herr - Cabaret

domingo, 20 de janeiro de 2008

Fevereiro 2008

Com início em Fevereiro de 2008...

Le Concert des Nations

Jordi Savall (direcção)
A Ouverture Francesa na Europa Musical do Barroco.
Jean-Baptiste Lully
Alceste, Suite para Orquestra (1674)
Jean-Philippe Rameau
Les Boréades, Suite para Orquestra (1764)
Johann Sebastian Bach
Suite para Orquestra Nº 4, em Ré maior, BWV 1069 (1720)
Georg Friedrich Händel
Music for the Royal Fireworks (1749)
Gulbenkian, dia 2


Antígona
Texto de Sófocles
Espectáculo de Maria do Céu Guerra
versão da responsabilidade de Maria do Céu Guerra, a partir da tradução de
Maria Helena da Rocha Pereira
Cenografia de Carlos Amado sob Consultoria de Lagoa Henriques
Elenco: Rita Lello (Antígona), José Medeiros (Creonte), João D’Ávila, Jorge Gomes Ribeiro, Maria do Céu Guerra, Mariana Abrunheiro, Rita Fernandes, Pedro Borges, Ruben Garcia, Sérgio Moras, Tiago Cadete
Grupo Abadá-Capoeira:
Adriano (Sossego), Daniel Botelho (Alf), Diogo Ferrasso (Mister), Geovasio Silva (Dinho),
Jadei (Magrão), Rodoval Ruas (Chá Preto), Yuri Buba (Kalu)
Figurinos: Maria do Céu Guerra
Máscaras: Delphim Miranda
Execução da Cenografia: Luis Thomar
Execução de Guarda Roupa: Alda Cabrita
Vídeo: Frederico Corado
Luminotecnia: Fernando Belo
Sonoplastia: Rui Mamede e Maria do Céu Guerra
Operação de Som: Rui Mamede
Apoio Técnico: José Carlos Pontes
Montagem: Mário Dias, João Daniel Dias
Costureira: Inna Siryk
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Assistente de Produção: Inês Marques
Secretariado: Maria Navarro
Fotografias: Luis Rocha, Tânia Araújo- Movimento de Expressão Fotográfica
Teatro A Barraca, dias 2 de Fevereiro a 6 de Abril


Heinrich Schiff (violoncelo)
Leif Ove Andsnes (piano)
Ludwig van Beethoven
Sonata para Violoncelo e Piano Nº 3, em Lá Maior, op.69
Leos Janácek
Pohadka (Conto de Fadas), para violoncelo e piano
Claude Debussy
Sonata para Violoncelo e Piano em Ré menor
Fryderyk Chopin
Sonata para Violoncelo e Piano, em Sol menor, op.65
Gulbenkian, dia 4
Cancelado


Swan Lake, 4 acts
(Lago dos Cisnes, 4 actos)
Conceito e coreografia Raimund Hoghe
Colaboração artística Luca Giacomo Schulte
Intérpretes Ornella Balestra, Lorenzo De Brabandere, Emmanuel Eggermont, Raimund Hoghe, Nabil Yahia-Aissa
Música Tchaikovsky, O Lago dos Cisnes
Luz Amaury Seval, Raimund Hoghe
Som Frank Strätker
Produção e digressões Julie Bordez
Produção Raimund Hoghe (Düsseldorf), Groupe Kam Laï (Paris)
Co-produção Festival Montpellier Danse 05, La Bâtie – Festival de Genève, Tanzquartier Wien Residência de criação em Le Quartz – Scène Nationale de Brest, Centre Chorégraphique National de Franche-Comté à Belfort, Le Vivat – Scène conventionnée d’Armentières
Com apoio do Kaaitheater (Bruxelas)
Culturgest, dias 8 e 9


Orquestra de Câmara de Basileia
Cecilia Bartoli (meio-soprano)
«A Revolução Romântica»
Gulbenkian, dia 9


Anos 70
Carlos Botelho, Augusto Gomes, João Hogan, Cruzeiro Seixas, Nadir Afonso, Vespeira, Júlio Pomar, Nikias Skapinakis, António Areal, Luís Dourdil, Vasco Costa, João Vasconcelos, Armando Alves, Gonçalo Duarte, Henrique Ruivo, Victor Fortes, Eduardo Batarda, Carlos Carreiro, Manuela Jorge, entre outros
Centro de Arte Manuel de Brito, dias 9 de Fevereiro a 11 de Maio


comédia ou a força do hábito
a partir de Thomas Bernhard
uma encenação de
mónica calle
com
david pereira bastos
mónica calle
mónica garnel
casa conveniente, dias 12 de Fevereiro a 6 de Março


O que é a biopolítica?
Programação André Dias, António Guerreiro
Colaboração Davide Scarso
Uma introdução à biopolítica
por António Guerreiro
O governo como problema
por José Luís Câmara Leme
A ocultação bioética
por António Fernando Cascais
Biotecnologia e novos mundos possíveis da vida
por Hermínio Martins
Espaços de controlo
por Fernando Poeiras
Culturgest, dias 12, 19, 26 de Fevereiro e 4, 11 de Março


Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster (maestro)
David Lefèvre (violino)
Arianna Zukerman (soprano)
Scott Hendricks (barítono)
John Graham-Hall (tenor)
Philippe Fourcade (baixo)
Mark Neikrug
Nachtlieder
Igor Stravinsky
Concerto para Violino
Claude Debussy
La chute de la Maison Usher (A Queda da Casa Usher)
Gulbenkian, dias 14 e 15


O gosto "à grega"
Nascimento do Neoclassicismo em França, 1950-1975
Museu do Louvre
A exposição evoca os primeiros vinte e cinco anos da história do Neoclassicismo em França (1750-1775), movimento que se prolongará até meados do século XIX, tal como veio a acontecer por toda a Europa, apoiado no retorno aos modelos artísticos da Antiguidade.
A mostra salienta no seu percurso três momentos bem definidos:
Os Precursores
O predomínio do novo estilo
Madame Du Barry e o apogeu do gosto «à grega»
Gulbenkian, dias 15 de Fevereiro a 4 de Maio de 2008


Ciclo Outras Lisboas
2OO8 ano europeu do diálogo intercultural
África
Teatro São Luiz, 14 a 24 de Fevereiro de 2008


Orquestra Filarmónica de São Petersburgo
Yuri Temirkanov (maestro)
Elisso Virsaladze (piano)
Piotr Ilitch Tchikovsky
O Lago dos Cisnes
Concerto para Piano N.º 1, em Si bemol menor, op.23
Coliseu dos Recreios, dia 16


La Clemenza di Tito
Wolfgang Amadeus Mozart
Direcção musical Johannes Stert
Encenação Joaquim Benite
Cenografia Jean Guy Lecat
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos
Intérpretes
Tito
Herbert Lippert
Vitellia
Adriana Damato
Servilia
Chelsey Schill
Sesto
Elena Belfiore
Annio
Angelique Noldus
São Carlos,
dias 20, 22, 24, 26, 28 de Fevereiro e 1 de Março


Impressing the Czar
Willian Forsythe | Royal Ballet da Flandres
Recriado pelo Ballet Royal da Flandres, quase vinte anos depois da estreia pelo extinto Ballet de Frankfurt, Impressing The Czar, um espectáculo surpreendente de William Forsythe que mistura com ironia e humor referências à história da dança, às artes visuais e às danças tribais, numa festa para olhos e ouvidos! Impressing The Czar inclui uma das mais famosas peças do coreógrafo nova-iorquino: “In The Middle, Somewhat Elevated”, uma coreografia que reúne exigência técnica e elegância notáveis.
Estreia pelo Ballett Frankfurt em 1988.
Recriado exclusivamente pelo Royal Ballet of Flanders desde Dezembro de 2005.
Coreografia | William Forsythe
Música | Thom Willems, Leslie Stuck, Eva Crossman-Hecht e Ludwig van Beethoven
Cenografia | Michael Simon
Figurinos | Férial Simon
Consultor técnico | Olaf Winter
Desenho de som | Bernhard Klein
CCB, dias 21 e 22


Dia das Mentiras
Texto
Rui Mendes
A partir de duas comédias de
Almeida Garrett
Encenação e Cenografia
Fernando Gomes
Música
João Paulo Soares
Figurinos
Rafaela Mapril
Desenho de Luz
Paulo Sabino
Interpretação
Ângela Pinto, Bruno Batista, Elsa Galvão, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Braz, João Didelet, Luís Mascarenhas, Rogério Vieira, Rui Santos, Sofia Petinga e Tónan Quito
(...) Procurando manter o estilo, deixando inalterada a linguagem e a estrutura das personagens e das intrigas, fizemos o transplante para séc. XX, mais propriamente para o dia 5 de Julho de 1932 em que Salazar foi investido no cargo de Presidente do Conselho de Ministros. Procurou-se assim apresentar a galeria de “monstros” que povoam as duas peças, como o pano de fundo que permitiu a subida ao poder do ditador que viria a mudar indelevelmente a história deste país.
Produção
INATEL / Teatro da Trindade 2008
Teatro da Trindade, dias 21 de Fevereiro a 27 de Abril


«Asas sobre a América»
Ciclo organizado pela Fundação Luso-Americana
«Imagens da América - Leitura dos EUA através do Cinema» por Eduardo Lourenço
«O Regresso dos Cowboys» com três críticos de cinema: Francisco Ferreira («Expresso»), Mário Jorge Torres (professor de Literatura e Cultura Norte-Americana na FL/Univ. Lisboa) e Vasco Câmara («Público») (21 de Fevereiro)
Philip Roth, por Gonçalo M. Tavares (28 de Fevereiro)
Ezra Pound, por Manuel António Pina (27 de Março)
Carson MacCullers, por Inês Pedrosa (3 de Abril)
Walt Whitman e Fernando Pessoa, por Richard Zenith (24 de Abril)
William Faulkner, por Lídia Jorge (29 de Maio)
Flannery O’Connor, por Pedro Mexia (5 de Junho)
Emily Dickinson, por Ana Luísa Amaral (19 de Junho)
Saul Bellow, por Rui Zink (3 de Julho)
FLAD


Ricardo Jacinto + Frances Stark
Ricardo Jacinto Earworm
Frances Stark The Fall of Frances Stark
Culturgest, dias 23 de Fevereiro a 11 de Maio de 2008


Clássicos do Século XX
Concerto comentado por Ana Telles
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Clarinete Nuno Silva
Maestro Jean-Sébastien Béreau
Coro de Câmara da Universidade de Lisboa
Claude Debussy
Rapsódia para Orquestra e Clarinete
Bela Bartók
Dois Retratos, Op. 5
Olivier Messiaen
Três Pequenas Liturgias
Culturgest, dia 24


Mayra Andrade
São Luiz, dia 24


Christiane Oelze (soprano)
Anke Vondung (meio-soprano)
Christoph Genz (tenor)
Stephan Genz (baixo)
Eric Schneider (piano)
Daniel Lorenzo (piano)
Johannes Brahms
Liebeslieder-Walzer, op.52
Robert Schumann
Spanische Liebeslieder, op.138
Johannes Brahms
Neue Liebeslieder, op.65
Gulbenkian, dia 26


England
(Inglaterra)
Uma peça para galerias de Tim Crouch (news from nowhere)
Texto Tim Crouch
Encenação Tim Crouch, Karl James e a smith
Com Tim Crouch e Hannah Ringham
Desenho de som Dan Jones
Uma encomenda do Traverse Theatre de Edimburgo
Uma produção news from nowhere
co-produzida por Culturgest e Warwick Arts Centre
Culturgest, dias 26 de Fevereiro a 1 de Março


Retábulo flamengo da Sé de Évora
dias 27 de Fevereiro a 20 de Abril
Cenas da Vida da Virgem e da Paixão de Cristo - Gravuras a partir de Albrecht Dürer
Objectos de culto
dias 27 de Fevereiro a 4 de Maio de 2008
Museu Arte Antiga


Ciclo Emma Dante | Teatro
Carnezzeria | Vita Mia | Mishelle di Sant’Oliva
CCB, dias 28 de Fevereiro a 9 de Março de 2008


Carta Branca a Jorge Palma
Jorge Palma com Quarteto de Cordas
Jorge Palma sobe ao palco para apresentar o seu mais recente trabalho Voo Nocturno. Em resposta ao desafio que lhe foi proposto pelo CCB, o músico faz-se acompanhar por um quarteto de cordas. Em conjunto, irão reinventar uma colectânea de canções do músico e compositor, conferindo-lhe novos arranjos e criando novas sonoridades à sua própria música. É Jorge Palma como nunca o ouviu, um concerto irrepetível!
CCB, dia 29

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Janeiro 2008

sábado, 19 de janeiro de 2008

Capitólio


Concurso Público Internacional para a
Execução de Projecto de Reabilitação do
Edifício do Capitólio
para O Município de Lisboa

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Turismo Infinito

de António M. Feijó
a partir de textos de Fernando Pessoa
e três cartas de Ofélia Queirós
encenação Ricardo Pais
com a colaboração de Nuno M Cardoso
dispositivo cénico Manuel Aires Mateus
figurinos Bernardo Monteiro
desenho de luz Nuno Meira
sonoplastia Francisco Leal
voz e elocução João Henriques
interpretação
João Reis Álvaro de Campos
Emília Silvestre Maria José, Ofélia Queirós
Pedro Almendra Fernando Pessoa
José Eduardo Silva Bernardo Soares
Luís Araújo Alberto Caeiro

Teatro Nacional São João
no Teatro Nacional D. Maria II, de 11 a 26 de Janeiro de 2008



Sinopse
A cena figura uma mente particular, a de Fernando Pessoa. Sendo‑nos dado o privilégio de estar presentes, ouvimos e vemos uma sucessão de vozes e personagens, organizada em blocos de textos.
UM PRIMEIRO BLOCO pertence a Bernardo Soares e a Álvaro de Campos. Guarda‑livros
na Rua dos Douradores em Lisboa, Soares é Pessoa por defeito, um ininterrupto devaneio;
Campos, engenheiro naval, é Pessoa por excesso, a exuberância que este não se permitiu ter (e também um censor selvagem de si mesmo e dos outros).
Segue‑se uma transição com a carta da corcundinha ao serralheiro, em que a autora descreve a sós um tipo particular de pobreza.
NO SEGUNDO LONGO BLOCO os autores são Álvaro de Campos e “Fernando Pessoa”. Os textos descrevem experiências divididas (no caso de “Pessoa”, aqui na sua fase dita “interseccionista”, duas experiências diferentes cruzam‑se no mesmo texto, uma paisagem e um porto de mar, por exemplo; no caso de Campos, perfilam‑se poemas sobre viagens e sobre a experiência cindida do viajante). Uma transição liga autobiografia e criação poética. A correspondência Pessoa/Ofélia Queirós exemplifica‑a.
O TERCEIRO BLOCO exibe o resultado sádico dos impasses descritos nos textos anteriores, bem como diversas tentativas de os reparar. Esse esforço de reparação parece ineficaz, pois muitas vezes redunda numa contracção sentimental do sujeito.
O EPÍLOGO introduz Alberto Caeiro, em quem Pessoa via a resolução olímpica dessas tensões interiores insanáveis. Esta resolução é, todavia, momentânea, sendo, de facto, um epitáfio.
_______
O que sou essencialmente – por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja – é dramaturgo. O fenómeno da minha despersonalização instintiva, a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterónimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo: VIAJO. (Por um lapso da tecla das maiúsculas, saiu‑me
sem que eu quisesse essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar.) Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo‑me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se
pode compreendê‑lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro, segui, em planície, de um para outro lugar.
Fernando Pessoa
Excerto de Carta a Adolfo Casais Monteiro (20 de Janeiro de 1935).

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Como que uma leitura encenada de textos de Fernando Pessoa.
Textos bem escolhidos e interpretações boas.
O dispositivo cénico e a encenação são sofríveis, mas parecem talvez adaptados a uma opção minimalista e de utilização de símbolos, comum quando se trata de Fernando Pessoa.
Gostei.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Drákula, Companhia do Chapitô


Criação colectiva

Encenação: John Mowat

Com: Jorge Cruz, José Carlos Garcia e Tiago Viegas



Tenda do Chapitô
, 10 de Janeiro a 2 de Março de 2008

"Queda de dentes, gengivite, mau hálito, uma acentuada ausência de vitamina D e um insaciável desejo por um particular grupo de sangue.
O renascimento do afamado Conde Drákula, para recuperar uma dentição que não resistiu à passagem dos séculos.
O mito no seu sentido mais vampiresco."

Spot promocional

... sugestão de Rui Rebelo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

A Floresta, Aleksandr Ostróvsk


Tradução Nina e Filipe Guerra
Encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Interpretação
António Fonseca, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Márcia Breia, João Pedro Vaz, José Gonçalo Pais, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra,Teresa Madruga e Rita Durão

"Uma das comédias mais importantes daquele que tem sido chamado o fundador do teatro russo. Escrita em 1871, A Floresta, traça com delicado humor o retrato de um grupo de personagens numa herdade russa do fim do século XIX, as suas relações, os seus anseios, a sua ignorância, as suas insatisfações, o seu mau viver. Tudo gira em torno da tensão entre o dinheiro e a felicidade. Os ricos não conseguem ser felizes com o seu dinheiro. Os pobres não são felizes porque o não conseguem ter. A proprietária, viúva rica e aparentemente virtuosa, vai vendendo talhões da sua floresta a um mujique enriquecido que lhe corta as árvores para aproveitar a madeira, e guarda o dinheiro para os prazeres com que sonha. Impede a alegria dos que a rodeiam, seus criados e protegidos. Dois actores ambulantes chegam um dia à herdade e vêm perturbar este equilíbrio. Esses, os artistas, têm a ilusão de poderem ser felizes sem dinheiro. Geram-se mais desencontros que encontros em divertidas situações que têm tanto de real como de teatral. Considerada habitualmente como uma "comédia de costumes", a obra tem uma qualidade poética que chega a lembrar Shakespeare na sua capacidade para pôr em cena a vida verdadeira sem nunca "moralizar", para entender os seres humanos nas suas pobres contradições." T.C.

Teatro do Bairro Alto, 10 de Janeiro a 17 de Fevereiro de 2008

texto de Luis Miguel Cintra


Teatro da Cornucópia: obrigatório...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Colecção Manuel de Brito

Continuam no Centro de Arte Colecção Manuel de Brito, até 27 de Janeiro de 2008, as exposições...

Os Anos 60
Vieira da Silva; Joaquim Rodrigo; Nadir Afonso; Sá Nogueira; Mário Cesariny; Vespeira; António Charrua; Júlio Pomar; Menez; João Abel Manta; Lourdes de Castro; Nikias skapinakis; Costa Pinheiro; Eurico Gonçalves; João Vieira; José Escada; António Areal; René Bértholo; Joaquim Bravo; Paula Rego; José Rodrigues Manuel Baptista; Ângelo de Sousa; Álvaro Lapa; Espiga Pinto; António Sena;António Palolo; Noronha da Costa e Ruy Leitão.

Eduardo Luiz - Exposição Antológica

Boas obras, belo espaço de exposição.

A Fábrica de Nada, Judith Herzberg

Direcção musical Rui Rebelo
Encenação Jorge Silva Melo
Autora Judith Herzberg
Tradução de David Bracke e Miguel Castro Caldas
Com Américo Silva, António Filipe, António Simão, Carla Galvão / Inês Nogueira, Hugo Samora, João Meireles, João Miguel Rodrigues, Miguel Telmo, Mílton Lopes, Paulo Pinto, Pedro Carraca, Pedro Gil, Sérgio Grilo, Vítor Correia e os músicos Gonçalo Lopes, João Madeira, Miguel Fevereiro, Paulo Curado, Rini Luyks e Rui Faustino
Figurinos Rita Lopes Alves
Apoio Cenográfico Daniel Fernandes
Luz Pedro Domingos
Assistência de encenação Joana Bárcia e João Meireles
Coordenação pedagógica Paula Bárcia
Uma produção Artistas Unidos / Culturgest / Teatro Viriato / DeVIR/CAPa / Centro das Artes Casa das Mudas
com o apoio da Embaixada dos Paises Baixos

Uma fábrica de cinzeiros fecha, e os trabalhadores, não querendo ficar desempregados, resolvem continuar a trabalhar numa nova produção: nada. À volta de nada organiza-se tudo, desde a escolha do gerente da fábrica, aos furtos dos produtos e aos tribunais, com muita música cantada e tocada a mostrar por que caminhos segue esta história. ...

Teatro Municipal de Almada, 16 a 20 de Janeiro de 2008

... sugestão da Ana.

sábado, 12 de janeiro de 2008

O Sonho de Cassandra, Woody Allen

Cassandra's Dream
De: Woody Allen
Com: Colin Farrell, Ewan McGregor, Sally Hawkins, Hayley Atwell

Filme mediano para Woody Allen.
Realizador sem imaginação para renovar e dar a volta. Actores sem grande convicção.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Messiaen: Turangalîla-Symphonie (1)




Yvonne Loriod, Jeanne Loriod,
Orchestre de l'Opéra Bastille, Myung-Whun Chung










1. Introduction (modéré, un peu vif)
2. Chant d'amour I (modéré, lourd)
3. Turangalîla I (presque lent, rêveur)
4. Chant d'amour II (bien modéré)
5. Joie du sang des étoiles (vif, passionné, avec joie)
6. Jardin du sommeil d'amour (très modéré, très tendre)
7. Turangalîla II (un peu vif - bien modéré)
8. Développement de l'amour (bien modéré)
9. Turangalîla III (bien modéré)
10. Final (modéré, presque vif, avec une grande joie)

Turangalîla-Symphonie (1946-1948)
pour piano, ondes Martenot et orchestre
Genre : Musique concertante
Instrument(s) soliste(s) : piano, ondes Martenot
Nomenclature :
3(1 pic).3(1 cor ang).3(1clB).3 - 4.5(1 trppic, 1cnet).3.1 - 4 perc, glock, cel, vibra, clotub - 16.16.14.12.10
Durée : 73 min.
Commande de : Serge et Nathalie Koussevitzky / Fondation Koussevitzky, 1946 pour le Boston Symphony Orchestra
Révision : 1990
Création publique :
02.12.1949, Boston / Symphony Hall
Yvonne Loriod (), Ginette Martenot ()
Boston Symphony Orchestra, Leonard Bernstein (dir)

Preparação para o concerto no final do mês: (1) ouvir a música.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Culturgest para todos: música e poesia


Música com comentários
Pela ORCHESTRUTOPICA. Concerto comentado por Sérgio Azevedo
Tentando criar uma maior aproximação com a música de hoje, a ORCHESTRUTOPICA apresenta um concerto com música comentada. Com um programa especialmente pensado para um público alargado e de todas as idades, este concerto propõe-se corresponder à curiosidade e ao interesse que a música contemporânea desperta. Uma oportunidade para conhecer a música por dentro e para penetrar no mundo da criatividade musical dos nossos dias.
Maestro Cesário Costa
Programa
Luciano Berio Opus Number Zoo
Nuno Côrte-Real Rock – homage a Ligeti
Maurício Kagel Die Stücke der Windrose Osten
13 de Janeiro, 11h00


Poesia de
Judith Herzberg
Lida por Jorge Silva Melo
Por ocasião do lançamento de O que resta do dia, antologia de poesia e prosa de Judith Herzberg (Cavalo de Ferro) traduzida por Ana Maria Carvalho Lemmens, e da reposição de A Fábrica de Nada (Teatro Municipal de Almada), Jorge Silva Melo lerá alguns poemas da autora na sua presença.
14 de Janeiro, 18h30

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

destaques 2007 / 2008

  • CCB fora de si
  • Glow, Gideon Obarzanek
  • Ellipse Foundation - Contemporary Art Collection, "come, come, come into my world"
  • Diz-me como a chuva, Cucha Carvalheiro e Isabel Medina, Marta Lapa
  • Projecto Global - músicas do mundo: Tony Allen, Toumani Diabaté, Rabih Abou-Khalil, Eliades Ochoa (CCB fora de si)
  • Museu do Oriente
  • José Saramago: a consistência dos sonhos
  • Alexandra, de Alexander Sokurov
  • Les Amours d'Astrée et de Céladon, de Éric Rohmer
  • Festival Música Portuguesa, Hoje
  • "Vadios", Camané, Bernardo Sassetti, Mário Laginha, Carlos Bica
  • Carta branca a Pedro Carneiro, convidados Louis Sclavis, Teresa Simas, António Rosado, Natália Monteiro, Alejandro Vinao, Miquel Bernat, André Gonçalves, Pedro Mendes, Daniel Worm, Miguel Moreira, Nuno Aroso
  • Véronique Gens (soprano) e Susan Manoff (piano) - canção francesa Fauré, Debussy, Hahn, Poulenc
  • Evgeny Onegin de Tchaikovsky, Dalibor Jenis, Elena Prokina, Marius Brenciu, Anatoli Kotscherga, Coro e Orquestra Gulbenkian, Lawrence Foster
  • Tosca de Puccini, Elisabete Matos, Lothar Koenigs
  • Kronos Quartet
  • KAMP, Hotel Modern, Arlène Hoornweg, Pauline Kalker, Herman Helle
  • Idomeneo de Mozart, Fabio Biondi, Europa Galante, Ian Bostridge, Emma Bell, Christine Rice, Kate Royal, Benjamin Hulett
  • Ivo Pogorelich, piano
  • Nefés de Pina Bausch, Tanztheater Wuppertal
  • Rock 'n' Roll de Tom Stoppard, João Lourenço, Vera San Payo de Lemos, Beatriz Batarda, Paulo Pires, Rui Mendes
  • La Damnation de Faust de Hector Berlioz, Coro e Orquestra Gulbenkian, John Nelson, Nora Gubisch, Paul Groves, Willard White, Luís Rodrigues
  • Natália Gutman, Yuri Bashmet, Viktor Tretiakov, Vassily Lobanov, Brahms trios e quarteto
  • Dias da Música em Belém 08 - Duos, trios, quartetos e outras boas companhias, CCB
  • Concerto para Percussão e Orquestra de Cordas de John Corigliano, Evelyn Glennie, Lionel Bringuier e Orquestra Gulbenkian
  • Companhia Nacional de Bailado, Frontline | Lento para Quarteto de Cordas | Cantata
  • A Revolução Cinética, Museu do Chiado
  • Ensaio.Hamlet, Enrique Diaz
  • Geração de 70, Orchestrutopica
  • Les Sept Planches de la ruse, CIE 111 - Aurélien Bory
  • Angelika Kirchschlager e Malcolm Martineau, canto e piano
  • Krystian Zimerman, piano
  • Impressing the Czar de William Forsythe, Royal Ballet da Flandres
  • Concerto para Violino de Igor Stravinsky, David Levèfre, Lawrence Foster e Orquestra Gulbenkian
  • La chute de la Maison Usher de Claude Debussy, Lawrence Foster, Scott Hendriks e Orquestra Gulbenkian
  • Swan Lake, 4 acts de Raimund Hoghe
  • Ida e Volta, CAMJAP
  • Turangalîla-Symphonie de Messiaen, SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg, Sylvain Cambreling
  • Das Märchen de Emmanuel Nunes
  • A Floresta de Aleksandr Ostróvsk, Cornucópia
  • O Pássaro de Fogo de Igor Stravinsky, Joana Carneiro e Orquestra Gulbenkian
  • Um Teatro Sem Teatro, Museu colecção Berardo
  • Bach: Oratória de Natal, Akademie für Alte Musik Berlin e Rias Kammerchor
  • Andreas Scholl e Accademia Bizantina, Academia Scholl: Handel
  • Der Rosenkavalier de Richard Strauss, Heidi Brunner, Regina Schorg e Birgid Steinberger e Orquestra Gulbenkian
  • Klangforum Wien, Sylvain Cambreling, os novos austríacos Olga Neuwirth, Georg Friedrich Haas e Bernhard Lang
  • O Fazedor de Teatro de Thomas Bernhard, Companhia de Teatro de Almada, Morais e Castro e Joaquim Benite
  • Sibelius, Esa-Pekka Salonen e Orquestra Filarmónica de Los Angeles
  • Centre Pompidou Novos Media 1965-2003, Museu do Chiado
  • Hiroaki Umeda, "While going to a condition" e "Finore"
  • Um Atlas de Acontecimentos, Gulbenkian
  • Persépolis, Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
  • Coeurs, Alain Resnais, com Sabine Azéma, Lambert Wilson, André Dussollier, Pierre Arditi, Jaura Morante, Isabelle Carré.
  • 8ª Festa do Cinema Francês
  • La Trilogie des Dragons, Robert Lepage
  • O Construtor Solness de Henrik Ibsen, Cornucópia e Luis Miguel Cintra
  • D’un Soir un Jour, Rosas & Anne Teresa de Keersmaeker
  • Hamlet de William Shakespeare, João Mota / Diogo Infante
  • Waterproof, Daniel Larrieu

Destaques 2008/2009

Cinema

Em exibição
Censurado, Brian de Palma
Promessas Perigosas, David Cronenberg
Imitação da Vida, Douglas Sirk

Próximas semanas
Janeiro 10
O Sonho de Cassandra, Woody Allen
Cristovão Colombo - O Enigma, Manoel de Oliveira
Janeiro 17
4 Meses 3 Semanas 2 Dias, Cristian Mungiu
Janeiro 24
Takeshi's, Takeshi Kitano
Enfim Juntos, Claude Berri
Janeiro 31
Sweeney Todd, Tim Burton
Fevereiro 14
Couers, Alain Resnais
Before the Devil Knows You're Dead, Sidney Lumet
Fevereiro 28
No Country for Old Men, Ethan and Joel Coen
Março 13
Lobos, José Nascimento

domingo, 6 de janeiro de 2008

Mahler, Sinfonia nº 2

O Espírito da Inglaterra
A Sinfónica no CCB - I

É com Julia Jones na direcção musical que a Orquestra Sinfónica Portuguesa assinala o regresso ao Grande Auditório do CCB, com uma série de concertos orientada pela estética inglesa: The Spirit of England.
Depois do seu último concerto nesta sala, em que dirigiu os Lieder de Mahler-Berio, a maestrina britânica devolve Mahler ao público do Grande Auditório, desta vez com a execução da Segunda Sinfonia do compositor. Destacam-se nas vozes solistas a soprano Lisa Milne e a contralto Susan Parry, para além da participação do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

12 de Janeiro de 2008

Soprano | Lisa Milne
Contralto | Susan Parry

Direcção musical | Julia Jones
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Maestro titular | Giovanni Andreoli
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Colaboração | Teatro Nacional de São Carlos

Gustav Mahler (1860-1911)
Sinfonia n.º 2 em Dó menor “Ressurreição”

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Com alguma expectativa, ... Mahler um compositor preferido,...
veremos se a maestrina convence a orquestra.

... bom concerto. Mahler e a grande sinfonia.
Orquestra e coro bem e melhor que habitual. Muitos aplausos merecidos.
Infelizmente, um intrumento muito próximo: tosses.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Vieira da Silva

Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva,
(de 24 de Outubro de 2007)

até 17 de Fevereiro de 2008


Obras do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão - Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

A exposição que encerrou com chave de ouro no Centre Culturel Calouste Gulbenkian (13 Junho - 19 Outubro 2007), em Paris, chega agora à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, fechando assim um círculo de homenagens: a prestada pela Fundação Calouste Gulbenkian a Vieira da Silva, em Paris, e a que Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva presta à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A Fundação Calouste Gulbenkian teve um papel fundamental na divulgação da obra da pintora em Portugal, destacando-se a figura de José Sommer Ribeiro, primeiro director do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão e, mais tarde, da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, e grande amigo de Vieira da Silva. O contínuo e reforçado apoio por parte da Fundação Calouste Gulbenkian, quer através do financiamento de exposições e de aquisições, quer patrocinando o catalogue raisonné da artista, bem como parte do projecto de criação da Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, justificam esta homenagem que é também pretexto para reunir num espaço único obras pertencentes às duas instituições.
Obras da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva e do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão compõem lado a lado uma mostra onde se articulam pintura, desenho e gravura representativos de toda a produção artística de Vieira da Silva, temática e cronologicamente.
Partindo das estruturas espaciais fechadas dos primeiros anos - dos tabuleiros de xadrez e dos arlequins, do tema da guerra e da sua angústia representada nas figuras aprisionadas nas quadrículas - até às pesquisas mais maduras do espaço - interior com as bibliotecas e exterior com as construções e as cidades -, podemos adivinhar um percurso que parte do desenho para a pintura, desta para a gravura e novamente para o desenho, num diálogo permanente entre técnicas e entre Vieira e a sua própria criação. A linguagem plástica de Maria Helena Vieira da Silva, nascida em Portugal em 1908 e naturalizada francesa em 1956, reflecte, por um lado, o seu país natal e por outro, a notável modernidade do país que elegeu. Lisboa e Paris marcaram profundamente a pintura invulgar, de múltiplas leituras, de Vieira da Silva.
Dialogar, partilhar e criar, estiveram sempre presentes na vida de Vieira da Silva - vejam-se também os retratos de amigos como René Char e André Malraux, testemunho de amizades partilhadas -, gravuras presentes neste evento que encerra o ano comemorativo do Cinquentenário da FCG (1957-2007) e inicia o ano comemorativo do Centenário de nascimento de Vieira da Silva (1908-2008).

Na exposição, além das dez obras da FCG em depósito na FASVS estarão expostas obras da Fundação Calouste Gulbenkian que não fizeram parte da exposição de Paris.
F. AS-VS

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Boa exposição sobre Vieira da Silva.
Na Praça das Amoreiras, no museu da Fundação ficamos com a impressão que as exposições temporárias são permanentes, pelo menos quando se trata do casal.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Bosque, David Mamet

(The Woods)

Encenação:
João Lopes

Interpretação:
Ricardo Trêpa,
Sofia Aparício

Tradução:
Berta Neves
Cenógrafo:
João Mendes Ribeiro
Luz:
João Lourenço, Melim Teixeira

Teatro Aberto
, (de 21 de Dezembro de 2007)
até 10 de Fevereiro de 2008

Sinopse: Ruth e Nick estão numa cabana, junto a um lago. O lugar tem qualquer coisa de paraíso perdido, longe da cidade, do seu bulício e também das suas hipocrisias. Parece ser o espaço ideal para o par reencontrar o seu equilíbrio, porventura para consolidar o seu futuro.
Mas porque é que Nick se fecha nas suas memórias delirantes sobre o pai e o seu amigo que via marcianos? E Ruth, quando evoca as histórias mágicas da sua avó, será que ainda acredita em alguma forma de redenção?
Em poucas horas, do cair da noite até à manhã seguinte, Ruth e Nick vão protagonizar um combate de emoções em que tudo parece estar em causa, desde o simples objectivo daquele encontro até à possibilidade do seu amor. Será que algum deles vai ganhar? Ou será que se trata de compreender que nenhum deles pode vencer?

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Boa peça e boa interpretação.
Melhor Sofia, mas com exageros de expressão (culpa do encenador?).
Ricardo menos consistente.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Orquestra Gulbenkian, Joana Carneiro e Artur Pizarro



Orquestra Gulbenkian

Joana Carneiro (maestrina)
Artur Pizarro (piano)

Ludwig van Beethoven
Concerto para Piano Nº 4, em Sol maior, op.58

Igor Stravinsky
O Pássaro de Fogo
(versão integral do bailado)

Gulbenkian, 4 e 5 de Janeiro de 2008


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Magnífico.
Beethoven e Pizarro muito agradável.
Stravinsky e Joana Carneiro comovente e genial.
O pianista deslumbrado com a maestrina que manteve uma boa empatia também com a orquestra e o público.
Muitas palmas merecidas. Decerto um dos melhores concertos da temporada.