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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Hamlet, William Shakespeare

Rentrée 2007
Teatro Maria Matos
13 de Setembro a 21 de Outubro de 2007

Um príncipe decide vingar a morte de seu pai, assassinado pelo tio que toma a viúva como esposa e o trono como herança. E as mortes sucedem-se... Hamlet é a essência do teatro porque o próprio Hamlet é o teatro em estado incandescente. Hamlet, mais do que personagem, é actor. Representa. Em cada momento da acção. Como todos em Hamlet representam. Os bastidores da vida são os bastidores do palco a um ponto tal que o palco se transforma nos bastidores da existência. Mais ainda: o interior de cada personagem é também ele um palco onde (se) jogam (representam) e misturam as paixões e as virtudes, os sentidos contraditórios da vida, feita de tudo o que faz com que o humano seja humano e não divino. Há um Hamlet que representa dentro de cada homem e cada homem é um rosto (uma máscara?) de Hamlet. É por isso que os Hamlets são tantos quantos os homens que o vêem, o estudam e o representam.
Who’s there? Hamlet…
João Maria André

Espectáculo comemorativo dos 50 anos de Carreira de João Mota e dos 35 anos da Comuna.

tradução Sophia de Mello Breyner Andresen
adaptação João Maria André
versão cénica e encenação João Mota
cenografia José Manuel Castanheira
figurinos Carlos Paulo
música José Pedro Caiado
desenho de luz João Mota e Zé Rui
interpretação Albano Jerónimo, Alexandre Lopes, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Diogo Infante, Frédéric Pires, Gonçalo Ruivo, Hugo Franco, João Ricardo, João Tempera, Jorge Andrade, José Pedro Caiado, Miguel Sermão, Natália Luíza e Raúl Oliveira
execução musical Hugo Franco e José Pedro Caiado
co-produção Comuna Teatro de Pesquisa e Teatro Maria Matos

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Waterproof, Daniel Larrieu

Rentrée 2007

Uma peça importante na dança francesa e também mundial.
Programa Culturgest
13 e 14 de Setembro 2007
Piscina do Jamor, Estádio Nacional

Reposição de uma das peças emblemáticas da Dança Contemporânea Francesa dos anos 80, que correu mundo na versão filmada e que a Culturgest apresenta ao vivo pela primeira vez em Portugal.

“Em 1985, Anne Frémy convida vários artistas a deslocarem as suas ferramentas e processos de criação para dentro de água e alguns bailarinos encontram-se na piscina de Vincennes para momentos subaquáticos.

Em 1986 a companhia Astrakan é recebida em residência em Angers, em torno de um projecto que marcará uma época, e trabalha durante três meses na piscina Jean-Bouin na criação de Waterproof. Período singular da dança contemporânea francesa, que se apropria dos lugares públicos e os transforma em lugares de representação.

A propósito dos 20 anos desta produção e por proposta de Pascale Henrot, directora do festival Paris Quartier d’Eté, decidi recriar esta peça. Contactei os intérpretes da versão original e convidei outros bailarinos a participarem no projecto.

Trabalhar intensamente em meio aquático leva a experimentar campos pouco habituais e à descoberta de uma outra utilização dos sentidos, de um outro movimento. Retomar esta criação – singular no meu percurso – é um regresso a essas e à imensidão de outras experiências conduzidas pela dança contemporânea; é recordar as apostas deste movimento.

Waterproof é uma peça de sonoridades guerreiras, de luta, de combate, aqui com o elemento líquido, uma maneira de respirar, de sorver o ar, de conduzir o movimento. Poucos viram esta produção, muitos conhecem o filme. Regresso ao presente, 20 anos mais tarde.”

Daniel Larrieu, Janeiro 2005
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Conceito Daniel Larrieu
Estreia
piscina Jean-Bouin, Angers, a 25 de Março de 1986
Reposição
piscina Jean-Bouin, Angers, a 21 de Junho de 2006
Versão 2006:
Coreografia
Daniel Larrieu
Intérpretes
Jérôme Andrieu, Dominique Brunet, Alain Buffard, Didier Chauvin, Mié Coquempot, Agnès Coutard, Claude Frémy, Christophe Ives, Bertrand Lombard, Michel Reilhac
Assistente
Fanny de Chaillé
Luzes
Françoise Michel
Partitura sonora
Jean-Jacques Palix, Eve Couturier
Direcção e realização vídeo
Sophie Laly
Direcção técnica
Christophe Poux
Realização vídeo 86
Jean-Louis Letacon
Assistido por
Luc Riolon
Filmagem subaquática
Henri Alliet
Montagem
Catherine Rees et Luc Riolon
Produção
Astrakan
Co-produção e residência
CNDC/Centre national de danse contemporaine Angers em parceria com o festival Paris Quartier d’Eté, a Cidade de Angers, l’Espace 1789 e a Cidade de Saint-Ouen, o Conseil Général de Seine St Denis.
Com apoio da
ADAMI, que administra os direitos dos artistas-intérpretes (actores, cantores, músicos, maestros, bailarinos…) e consagra uma parte dos direitos recebidos ao apoio à criação, à difusão e à formação.

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Tabu / Waterproof
L'atelier existait depuis déjà deux ans au Pré-Saint-Gervais lorsque j'ai invité Daniel Larrieu. Y participaient des danseurs (Jacques Patarrozzi, Hervé Diasnas, Yano est venu deux fois) et des pratiquants-chercheurs de yoga, tai-chi, danse contact, prof de gym, nageurs. Ces deux années avaient déjà permis de produire un certain nombre d’"images" qui ont été absorbées par Waterproof. L'année où j'ai invité Larrieu, il s'agissait de faire se rencontrer danse contemporaine et natation synchronisée. J'ai donc monté un atelier à l'Institut National des Sports, avec l'équipe de France de natation synchronisée. Leur entraîneuse nous donnait des cours de synchro ; Daniel Larrieu donnait des cours de danse aux nageuses de l'équipe de France ; un troisième temps était consacré à un atelier de recherche. Michel Reilhac participait à ce projet et il a invité Larrieu au CNDC... Aujourd'hui, pour la reprise, il ne reste qu'une nageuse d'origine sportive, ma soeur, Claude Frémy, magnifique nageuse-danseuse, qui fut aussi maître-nageur et qui a beaucoup apporté à ce projet. C'est, entre autres, à propos de cette volonté de rapprochement de deux milieux opposés, art/sport, que le projet a eu un sens "politique". Et aussi le désir de décloisonner et d'ouvrir un lieu populaire de Seine-Saint-Denis à l'art. Il est vrai aussi que 1981 était un contexte historique de rêve pour lancer Tabu*.

Le soutien de personnalités du monde de l’art, comme Jacques Guillot et Victoire Dubruel, fut essentiel. D'autres artistes ont participé à ce projet : le peintre Erro, la conteuse Muriel Bloch, le peintre et performer Olivier Agid, le compositeur de musique subaquatique Michel Redolfi, plusieurs compositeurs pour l'ambiance sonore aérienne (Thom Willems, Palix, Gilles Grand, Ghédalia Tazartès, Louis Dandrel), Brian Eno pour une visite de curiosité qui avait donné lieu à une amusante séance sonore avec les bébés nageurs etc.
Je m'intéresse toujours à l’eau, aux piscines et à la pratique de la natation. J’ai découvert ailleurs qu’en France d'autres pratiques et d'autres architectures (Japon, Islande, Hongrie ...). Les films Tokyo Marine et Blue Lagoon, produits dans le cadre des bourses l’Envers des Villes et la Villa Medicis Hors les Murs, ont été montrés dans des expositions, en particulier Cities on the Move. Ces recherches nourrissent également des collaborations avec des architectes (Nouvel, Bouchain).
Lors d’une résidence à la Villa Kujoyama (Kyoto) en 2005, j'ai rencontré et filmé les pratiquants d'une natation merveilleuse créée au 16e siècle et issue des arts martiaux. J’espère que bientôt, ces recherches feront l’objet d’une édition.

Anne Frémy, propos recueillis par Denise Luccionni, avril 2006
*Tabu, poème lyrique sur les amours de deux amants interdites par la tradition, est le dernier film de Murnau, en collaboration avec le documentariste Flaherty.
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Waterproof naît d’un triple mouvement qui touche la danse dans les années 1980 en France sur fond de changement politique majeur. Elle émerge en se taillant une place à soi, indépendante des danses classique et moderne. Elle se coule dans les espaces inoccupés de la création en profitant de la pauvreté des étiquettes et s’octroie en conséquence le territoire le plus ouvert possible. Elle affirme haut et fort prendre pour pataugeoire tout le vaste monde sans exception. Daniel Larrieu, ex-élève jardinier et toujours explorateur par le mouvement d’un ailleurs immatériel, accepte joyeusement de changer d’élément et de se jeter à l’eau, lorsqu’une passionnée « maître-nageur chercheuse », Anne Frémy, l’embarque dans une aventure aquatique. Vingt ans après, Waterproof renaît comme la partie insubmersible d’un iceberg lumineux d’expérimentations et de spéculations tournées vers l’avenir. La plupart des interprètes créateurs ont répondu « présent » pour une reprise de mousquetaires, vingt ans après. Rien de familier dans cet OVNI chorégraphique, quelques bribes reconnaissables, graphiques ou cinématographiques, des impressions fugaces de déjà vécu – mais où et quand ? – surtout l’image d’une tribu étrange de mutants, d’une autre humanité abordant le monde par la face mouillée dans un faux silence peuplé de souvenirs prénataux. Des jeux enfantins ou sophistiqués intègrent à la chorégraphie la respiration en surface, le moins d’agitation possible des nageoires et branchies, des perspectives déformées, des anamorphoses, des contorsions et des grands écarts de déités hindoues, comme l’apprivoisement tranquille de l’élément liquide en vue d’un avenir heureux de l’humain en poisson.

Denise Luccioni, programme du festival Paris Quartier d'Eté – 2006

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Viver os Jardins Gulbenkian

8, 15 e 22 Setembro, 13, 20 e 27 Outubro de 2007, 16h00

Com a recente renovação dos Jardins da Gulbenkian conseguida pelo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, a Fundação promove o programa "Viver os Jardins Gulbenkian".

Esta iniciativa tem o objectivo de dar a conhecer este espaço único na cidade de Lisboa, como uma referência do desenho e da paisagem do movimento moderno.

As visitas são guiadas por especialistas de vários ramos de conhecimento, que nos propõem uma visita, um olhar, uma reflexão sobre os jardins procurando desta forma construir, a partir do jardim real, o jardim de cada um de nós enquanto lugar de experiência vital.

O Jardim na Paisagem do Séc. XXI
O Jardim como laboratório da paisagem; desafios das paisagens no séc. XXI
Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto
8 Setembro

Um Piquenique à Sombra de um Carvalho
Aspectos da Natureza no (e do) Jardim; a botânica na construção do lugar
Fernando Catarino
15 Setembro

A Fotografia nos Jardins
Uma leitura do Jardim através do olhar de um fotógrafo
José Manuel Rodrigues
22 Setembro

Uma Viagem à Ilha dos Amores
Nuno Júdice
13 Outubro

O Corpo e o Espaço
Rui Horta
20 Outubro

Artifícios Invisíveis
Aurora Carapinha
27 Outubro

terça-feira, 4 de setembro de 2007

MOTELx, cinema de terror


MOTELx é um festival não competitivo que visa dar a conhecer em Portugal o melhor do Cinema de Terror, em todas as suas variantes - das grandes produções ao experimental, dos clássicos às novas tendências.

Cinema São Jorge
5 a 9 de Setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

crítica de teatro

Rentrée 2007

"A crítica de teatro:
como gostava que fosse e como é"
Por Kalina Stefanova

Culturgest, 7 de Setembro de 2007

Seguindo a estrutura de uma história pessoal, recontando uma busca que por todo o mundo se faz de um ideal de crítica, esta conversa irá, ao mesmo tempo, investigar as diferentes realidades da crítica. Com uma abordagem claramente pessoal e com sinceridade, pretendo inspirá-lo, instigá-lo e estimulá-lo a perseguir o seu próprio sonho sobre o que a crítica devia ser, e torná-lo realidade. Por outras palavras (e num outro nível de comunicação): esta conversa procurará despertar a nossa propensão inata para o idealismo, bem como a sua necessidade – este raro traço humano romântico de que o nosso mundo tão prático está cada vez mais terrivelmente necessitado.
Kalina Stefanova. PH.D.

Professora Associada da National Academy of Theatre and Film de Sofia (Bulgária). Crítica e investigadora, foi vice-presidente da Associação Internacional de Críticos de Teatro e é responsável pelos simpósios da Associação. Os seus livros sobre teatro, nas áreas da dramaturgia e políticas culturais, estão editados em quinze países.
Kalina Stefanova apresenta-se a convite do crítico Tiago Bartolomeu Costa no âmbito do 4.º aniversário do blogue O Melhor Anjo. O seu ensaio Pode a crítica ser pós-dramática? Está publicado no n.º1 da OBSCENA – revista de artes performativas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Festival Expresso Oriente

Rentrée 2007

Ramos da mesma árvore

A edição de 2007 do Festival Expresso Oriente segue o desafio do tema de uma parte da programação da Culturgest para este ano: Os Filhos de Abraão. De uma mesma árvore (Abraão), três ramos (judeus, cristãos, muçulmanos) geraram três culturas. Para além de uma querela sobre o problema narrativo – em que o que está em causa é saber que narrativa fundadora está, afinal, mal contada –, as oposições estendem-se a muitos outros planos. Mas a hostilidade e a intolerância que marca a evolução histórica dos três ramos desta árvore no plano religioso e político terá um equivalente no plano da criação artística e cultural? E no caso da música?

O Festival Expresso Oriente de 2007 visa abrir uma janela curiosa e interessada em ouvir o que cada um dos três ramos produziu em termos de criação musical.
Alguns dos pontos altos desta edição centram-se na audição de Ode a Napoleão, de Schoenberg, a primeira audição de Trisagion, de Ivan Moody (uma encomenda da OU), a música de Saed Haddad. Um momento muito especial será a estreia nacional de Stabat Mater – A Human Prayer, da israelita Eitan Steinberg, sobre uma das mais longas e devastadoras oposições: o conflito israelo-palestiniano.

Repetindo a experiência de anos anteriores, também nesta edição três compositores portugueses da mais recente geração foram convidados a apresentar a sua música: Ana Seara, Filipe Raposo e Sara Claro. Novas vozes, novíssimos caminhos que a OrchestrUtopica se orgulha de dar a ouvir, cumprindo o seu papel de divulgação e promoção da música portuguesa de hoje.

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Sáb 22 Setembro · 21h30 · Grande Auditório · Duração: 1h15
OrchestrUtopica
Maestro Tapio Tuomela
Barítono Armando Possante

Ahmed Essyad Mouq’Addimah (1969)
Arnold Schoenberg Ode a Napoleão (1942)
Ivan Moody Trisagion (2007)
# Eurico Carrapatoso La rue du chat qui pêche (2000)
Luís Tinoco Invenção Sobre Paisagem (2001)
Saed Haddad L’Éthique de la Lumière (2004) *

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Qua 26 Setembro · 21h30 · Palco do Grande Auditório · Duração: 1h10
OrchestrUtopica
Solistas
Piano Filipe Raposo (participação especial)

Ahmed Essyad La mémoire de l’eau (1982)
piano Ana Seara Três telas de Barcelona (2007)
quinteto misto Filipe Raposo Urban Roots (2007)
piano e electrónica Iyad Mohammad Matemorphosis (2000)
clarinete e piano * Jamilia Jazylbekova Le refus de l’enfermement I (2001)
quarteto de cordas * Saed Haddad Le contredésir (2004)
clarinete, trompa, violoncelo * Sara Claro Nova obra (2007) #

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Ter 2 Outubro · 21h30 · Foyer da Galeria · Duração: 1h00
OrchestrUtopica
Solistas
Voz Etty Ben-Zaken (participação especial)

G.I. Gurdjieff 1. Chant from a Holly Book; 2. Bayaty; 3. Prayer; 4. Duduku; 5. Interlude I; 6. Interlude II; 7. Assyrian Women Mourners (arranjos para violoncelo e piano de Anja Lechner e Vassilis Tsabropoulos) *
Eitan Steinberg Stabat Mater – A Human Prayer (2004), voz, quarteto de cordas e electrónica *

* Primeira audição em Portugal
# Primeira audição absoluta

Culturgest

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Festival Música Viva 2007

Rentrée 2007

de 11 a 23 de Setembro

Percepção e Estéticas na Criação Musical
Transmutações do Som e Novas Tecnologias

"O Festival Música Viva 2007, na sua 13ª edição, divide-se entre Lisboa e o Porto, e apresenta espectáculos no Instituto Franco-Português, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Casa da Música, a preencher duas semanas intensas. A criação musical portuguesa e as relações da música com a tecnologia estão em evidência e afirmam a sua plena vitalidade e diversidade.

O Festival Música Viva é hoje em dia, tanto a nível nacional como internacional um amplo e reconhecido espaço de circulação e confronto de ideias e de estéticas, um ponto de convergência da música e da tecnologia, do domínio instrumental e analógico com o virtual e electrónico, propondo mais uma vez nomes consagrados lado a lado com novíssimos compositores e intérpretes num total de 23 espectáculos, 5 instalações e 4 conferências - das grandes formações orquestrais aos emblemáticos concertos de música electrónica pela Orquestra de Altifalantes, passando pela música de câmara, pelas instalações, pelo vídeo, pelos espectáculos para crianças, ...
No total serão apresentadas 80 obras, 30 das quais em primeira audição em Portugal, 13 em estreia absoluta. Dentro destes números distinga-se ainda que 37 das peças apresentadas são de compositores portugueses incluindo o número revelador de 10 estreias absolutas, prova inequívoca da prolífica actividade criadora actualmente em Portugal e à qual o festival dá voz.

O programa é demasiado rico e extenso para que seja possível destacar-se alguns espectáculos, pois todos são lugares de destaque naquilo que lhes é específico e todos concorrem para dar espaço à arte musical e à cultura em geral, propriedades que nos fazem humanos, que nos identificam e nos distinguem. Todavia pelas particularidades únicas que a Casa da Música oferece, foi possível este ano apresentar uma série de instalações sonoras que desafiam a sua própria definição e que durante o período do festival procuram dar respostas à ocupação de múltiplos espaços do edifício.

Refira-se finalmente que é com particular entusiasmo que saudamos esta primeira parceria com a Casa da Música que acolhe uma parte substancial da programação, não esquecendo contudo todas as demais entidades públicas e privadas que apoiam activamente, ano após ano, a realização do festival Música Viva, e que permitiram que se tornasse no grande espaço de confronto de estéticas e de ideias que hoje é."

link

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

"Columbano a Paula Rego"

Artistas:
Júlio Pomar, Eduardo Nery, Eduardo Viana, Vieira da Silva, João Vaz, Alfredo Keil, Sousa Pinto, António Carneiro, Almada Negreiros, António Pedro, Cândido Costa Pinto, António Palolo, René Bertholo, José Escada, Jorge Martins, Álvaro Lapa e António Dacosta

Galeria Antiks Design
Julho e Setembro

sábado, 25 de agosto de 2007

Mysterious Skin, Gregg Araki

Scott Heim (novel)
Gregg Araki (screenplay)

Chase Ellison ... Neil (Age 8)
George Webster ... Brian (Age 8)
Elisabeth Shue ... Mrs. McCormick
Joseph Gordon-Levitt ... Neil
Michelle Trachtenberg ... Wendy
Brady Corbet ... Brian
Jeffrey Licon ... Eric (as Jeff Licon)

Por momentos consegue ser interessante, mas na globalidade e na abordagem demasiado anglo-saxónica da sua parte "estafada", ... sofrível...

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Orchestra di Piazza Vittorio


A encerrar "CCB fora de si"...
31 de Agosto e 1 de Setembro 2007

"A poucos passos da Stazione Termini, em Roma, no quarteirão Esquilino, fica a Piazza Vittorio. Esta praça conserva muito da Roma tradicional mas, em pouco tempo, conseguiu enriquecer-se com a passagem das muitas pessoas que, vindas de longe, a transformaram numa praça internacional.
A Orchestra di Piazza Vittorio nasceu exactamente deste espírito, um cruzamento multiétnico que fez com que se juntassem 16 músicos e sonoridades de diferentes longitudes: Equador, Argentina, Senegal, Hungria, Estados Unidos, Cuba, Brasil, Tunísia e também Itália.
O filme apresentado antes do concerto é um diário do nascimento da Orchestra, uma desmesurada mistura de histórias, humanidade, sabores, odores, culturas e música."
CCB

terça-feira, 21 de agosto de 2007

VI Festival Internacional de Máscaras e Comediantes

Rentrée 2007

22 de Agosto a 9 de Setembro de 2007

Espectáculos

FC PRODUÇÕES TEATRAIS
“ Monstros às Escuras”
23 e 24 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

GRUPO DE TEATRO DO CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS - IC
“O Doido e a Morte”
25 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

FC PRODUÇÕES TEATRAIS
“Otário Doing em Portugal”
26 de Agosto e 2 de Setembro | 19h00 | Museu da Marioneta (Capela)

ESTE – ESTAÇÃO TEATRAL DA BEIRA
“O Filho da Dona Anastácia”
30 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

TRÊS TEMPOS TEATRO
“Eles São Gente”
31 de Agosto | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

TEATRO VIAGGIO
“Filtri di Vini”
1 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

TEATRO EM BRANCO
“Aniñando”
6 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

EL TEATRO DEL FINIKITO
“Arlequino, Servidor de Dos Patrones”
7 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

ANTÓNIO FAVA
“Pulcinella`s War”
8 de Setembro | 22h00 | Castelo de São Jorge (Castelejo)

ANTÓNIO FAVA
Apresentação Final do Estágio de “Commedia dell`Arte”
9 Setembro | 19h00 | Museu da Marioneta (Capela)

Exposição e Estágio no Museu da Marioneta

As Máscaras de Antonio Fava ou “Face” à Comedia

Estágio A COMMEDIA DELL’ARTE, por António Fava,
início a 27 de Agosto e apresentação final a 9 de Setembro, total de 60 horas

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Concerto Inaugural Temporada CCB

Rentrée 2007


ORQUESTRA DE CÂMARA PORTUGUESA
Direcção: Pedro Carneiro
Ensaiador convidado cordas: Alejandro Erlich Oliva

Dia 13 de Setembro de 2007

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Abertura “Die Schauspieldirector“, KV 486,

Franz Schubert (1797-1828)
Sinfonia n.º 6 em Dó Maior, D 589

Igor Stravinski (1882-1971)
“Pulcinella”, Suite de Ballet

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A Orquestra de Câmara Portuguesa apresenta-se, em estreia absoluta, na abertura da temporada de 2007/2008 do CCB, sob a direcção de Pedro Carneiro, um dos mais prestigiados músicos portugueses da actualidade.

Aclamado mundialmente, Pedro Carneiro assegura a direcção artística da novíssima Orquestra de Câmara Portuguesa, liderando um grupo de 36 virtuosos instrumentistas, dignos representantes da mais nova geração de talentos musicais.

O programa é sedutor: do classicismo e romantismo ao século XX, com o compromisso de reproduzir a energia do génio criador de Mozart, Schubert e Stravinski.

Para além da excelência nas suas actuações, a OCP pretende ainda fomentar a valorização dos seus músicos. Para dar corpo a esta ambição, a preparação dos concertos inclui, no mínimo, dez ensaios e a presença de um ensaiador convidado. Desta vez, conta com a experiência e a sabedoria do contrabaixista e professor Alejandro Erlich Oliva, primeiro contrabaixo solista da Orquestra Gulbenkian desde 1976 e membro fundador do Opus Ensemble.

Este concerto marca o início da associação da Orquestra de Câmara Portuguesa ao Centro Cultural de Belém, ao qual ficará ligado durante a temporada de 2007/2008 como “Orquestra Associada”.

CCB

domingo, 19 de agosto de 2007

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

World Press Photo 2007


AP/Spencer Platt/Getty Images

Agora no Museu da Electricidade, até 9 de Setembro de 2007.

E também Prémio Fotojornalismo Visão/Bes.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O Tapete Oriental em Portugal


Tapete e Pintura, séculos XV-XVIII

Museu Nacional de Arte Antiga, 31 de Julho a 18 de Novembro

É a primeira vez que se organiza uma exposição dedicada à história dos tapetes orientais em Portugal e, simultaneamente, ao inventário e significado da sua representação na pintura portuguesa da época moderna.
O percurso expositivo, estruturado por quatro núcleos fundamentais (Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia), define os territórios de produção desses objectos excepcionais e muito apreciados no conforto aristocrático e conventual, apresenta uma ampla recolha dos tapetes remanescentes e associa-os à sua própria imagem, como elementos de composição, numa série de pinturas dos séculos XVI a XVIII.
O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV. Por essa altura, os tapetes turcos com desenho geométrico, importados através de Veneza, alcançam uma crescente popularidade em toda a Europa e são considerados como símbolos de um gosto refinado e exótico, conferindo dignidade e prestígio aos seus possuidores. Com a descoberta da rota marítima para a Índia, os tapetes persas e indianos, com um novo desenho floral, começam a chegar cada vez em maior número ao mercado português e os tapetes de seda tornam-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional. Os pintores europeus acompanham figurativamente essa presença sucessiva, concedendo ao tapete oriental um lugar de destaque nas suas composições, nomeadamente em cenas da vida da Virgem ou em retratos régios.
A exposição, comissariada por Jessica Hallett e Teresa Pacheco Pereira, conta com importantes empréstimos de museu estrangeiros (Berlim, Washington, Philadelphia) e a colaboração de destacadas colecções nacionais, públicas e privadas.

A exposição aborda, pela primeira vez, a história dos tapetes orientais em Portugal. Partindo da significativa colecção do MNAA, com a colaboração de instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, estrutura-se em quatro núcleos – Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia –, associando os tapetes à sua imagem em pinturas dos séculos XVI a XVIII.

O tapete oriental foi introduzido na Península Ibérica depois da conquista islâmica no século VIII. Lisboa teve uma produção própria, por artífices muçulmanos, até ao final do século XV. Por essa altura, os tapetes turcos com desenho geométrico, importados através de Veneza, alcançaram uma crescente popularidade em toda a Europa

Com a descoberta da rota marítima para a Índia, em1498, os tapetes persas e indianos, de desenho floral, começaram a chegar cada vez em maior número ao mercado português, e os tapetes persas de seda tornaram-se o têxtil oriental de maior prestígio no comércio internacional.

Os pintores portugueses acompanharam a presença sucessiva do tapete oriental, concedendo-lhe um lugar de destaque nas suas composições.

O tapete oriental é um objecto artístico, uma superfície composta por fios de teia, trama e nós, um produto de trocas comerciais, um relevante elemento decorativo da pintura e, também, um objecto que encerra valores simbólicos e define hierarquias.

A inclusão desta exposição no programa do MNAA para 2007, comissariada por Teresa Pacheco Pereira e Jessica Hallett deve-se, uma vez mais, ao apoio do Millennium bcp.

MNAA

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Très bien, Merci - Emmanuelle Cuau

Muito bem, Obrigado
com
Gilbert Melki, Alexandre 'Alex' Maupain
Sandrine Kiberlain, Béatrice
Argumento
Agnès Caffin
Emmanuelle Cuau

Comédia agradável...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Death Proof, Quentin Tarantino


Grindhouse

À Prova de Morte, Quentin Tarantino... Magnífico...

Kurt Russell, Stuntman Mike
Rosario Dawson, Abernathy
Vanessa Ferlito, Arlene/'Butterfly'
Jordan Ladd, Shanna
Rose McGowan, Pam
Sydney Tamiia Poitier, Jungle Julia (as Sydney Poitier)
Tracie Thoms, Kim
Mary Elizabeth Winstead, Lee
Zoe Bell, Zoë (as Zoë Bell)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Rentrée em Outubro 2007

Com início em Outubro ...

8ª Festa do Cinema Francês
Cinema São Jorge
Instituto Franco-Português
3 a 28 de Outubro
Lisboa: 3 a 15 de Outubro

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Sweeney Todd
O Terrível Barbeiro de Fleet Street
(Sweeney Todd – The Demon Barber of Fleet Street)
Encenação: João Lourenço
Autor: Stephen Sondheim
Versão Portuguesa: João Lourenço, Vera San Payo de Lemos, José Fanha
Dramaturgia: Vera San Payo de Lemos
Cenário: Jochen Finke
Figurinos: Renée Hendrix
Coreografia: Carlos Prado
Luz: João Lourenço, Melim Teixeira
Direcção Musical e Regência - João Paulo Santos
Interpretação: Mário Redondo, Ana Ester, Carlos Guilherme, José Corvelo, Marco Alves dos Santos, Sílvia Filipe, Carla Simões, Tiago Sepúlveda, Henrique Feist
10 Músicos
16 Coralistas
12 Actores / Bailarinos
(Co-Produção com o Teatro Nacional D. Maria II)
Teatro Aberto, 5 de Outubro a 30 de Dezembro

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Coro Gulbenkian
Remix Ensemble
Peter Rundel (direcção)
Miguel Azguime
Circundante Circunstância dos Círculos
para coro, conjunto instrumental e electrónica *
Emmanuel Nunes
Duktus
Épures du Serpent Vert II
(*) 1ª Audição em Portugal – Encomenda conjunta da FCG / Serviço de Música e da Casa da Música
Gulbenkian, 6 de Outubro

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Ensemble Modern
Franck Ollu (direcção)
Emmanuel Nunes
Wandlungen
Aura
Épures du Serpent Vert IV *
(*) 1ª Audição absoluta – Encomenda da FCG / Serviço de Música e do Ensemble Modern
Gulbenkian, 7 de Outubro

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«Um Atlas de Acontecimentos»
Em torno das reflexões de Paul Virilio, alinha artistas de diferentes nacionalidades.
«O Estado do Mundo»
Gulbenkian, 7 de Outubro a 30 de Dezembro
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Som e verbo
dois rostos, dois olhares
1ª Parte
Pierre Boulez Le Marteau sans Maître
(1955 – a partir de René Char)
Meio-soprano Angelica Cathariou
Ensemble Grupo de Música Contemporânea de Lisboa
Direcção Pedro Amaral
2ª Parte
Pedro Amaral O Sonho
(Ópera de Câmara, 2007 – a partir de Fernando Pessoa)
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Elenco a anunciar
Encenação Fernanda Lapa
Desenho de Luz Horácio Fernandes
Direcção Pedro Amaral
Culturgest, dia 8 de Outubro

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IMPORT EXPORT
Les Ballets C. de la B. / Koen Augustijnen
Conceito e direcção Koen Augustijnen
Dançado e criado por Lazara Rosell Albear, Koen Augustijnen, Marie Bauer, Juan Benitez, Gaël Santisteva, Milan Szypura
Contralto masculino Steve Dugardin
Músicos
Kirke String Quartet: Eva Vermeeren (violino), Saartje De Muynck (violino), Evelien Vandeweerdt (viola), Herlinde Verheyden (violoncelo)
Musica a partir de composições de Charpentier, Clérambault, Hahn, Couperin e Lambert
Compositor, adaptação musical Bart Vandewege
Compositor de música electrónica Sam Serruys
Dramaturgia Guy Cools
Produção Les Ballets C. de la B.
Co-produção Théâtre de la Ville (Paris), Hebbel am Ufer (Berlim), Brighton Festival, Tramway (Glasgow), Place des Arts (Montréal), Théâtre Les Tanneurs (Bruxelas), Grand Théâtre de Luxembourg, TorinoDanza
Com apoio de City of Ghent, Province East Flanders, Flemish Authorities
A companhia Les Ballets C. de la B. é embaixadora cultural da UNESCO-IHE
Culturgest, dias 12 e 13 de Outubro

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Caetano Veloso

Coliseu dos Recreios, 12 e 13 de Outubro

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La Trilogie des Dragons
Robert Lepage / Ex Machina
texto
Marie Brassard | Jean Casault | Lorraine Côté | Marie Gignac
Robert Lepage | Marie Michaud
Robert Lepage encenação
Marie Gignac dramaturgia
com
Sylvie Cantin | Jean Antoine Charest | Simone Chartrand | Hugues Frenette ou Normand Bissonnette | Tony Guilfoyle | Éric Leblanc | Véronika Makdissi-Warren | Emily Shelton
Robert Caux música original
Jean-Sébastien Côté assistência e arranjos
Martin Gauthier ou Jean-Sébastien Côté interpretação da música
co-apresentação CCB ⁄ Robert Lepage ⁄ Ex Machine
CCB, dias 12, 13, 14, 16, 17 de Outubro

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Centenário da Morte de Alfredo Keil (1850-1907)
Em colaboração com Paulo Ferreira de Castro
A Portuguesa [versão integral] | Serrana | Dona Branca | Irene
soprano Elisabete Matos
narrador André Gago
direcção musical Alberto Hold-Garrido
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
São Carlos, dia 13 de Outubro

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Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster (maestro)
Soile Isokoski (soprano)
Richard Strauss: Capriccio, Ariadne auf Naxos, Le Bourgeois gentilhomme
Gulbenkian, dias 18 e 19 de Outubro

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doclisboa 2007
5º Festival Internacional de Cinema Documental
competição internacional
competição nacional – para onde vai o documentário português? investigações
retrospectivas
sessões especiais
masterclasses
workshops
antestreias
encontros e debates
videoteca lounge
lisbon docs: fórum de financiamento e co-produção de documentários
O doclisboa é uma co-produção entre a Apordoc e a Culturgest com o apoio do Ministério da Cultura / ICA e da Câmara Municipal de Lisboa.
Organização Apordoc – Associação pelo Documentário
Culturgest, dias 18 a 28 de Outubro

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Gala de Ópera
Giuseppe Verdi, Nabucco
Ruggiero Leoncavallo, I Pagliacci
Ludwig van Beethoven, Sinfonia n.º 9 (Sinfonia Coral), op. 125
soprano Chelsey Schill
tenor José Cura
baixo-barítono Ernesto Morillo
direcção musical José Cura
direcção musical da primeira parte do programa Mario de Rose
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
São Carlos, dia 19 de Outubro

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18ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora
Exposições, autógrafos, área comercial e cinema de animação, ...
Forum Luís de Camões (núcleo central), dias 19 de Outubro a 4 de Novembro

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«Centre Pompidou Arte Video. 1965-2005»
História do vídeo através de trabalhos históricos de alguns dos mais importantes artistas contemporâneos - de Nam June Paik a Pierre Huyghe, de Samuel Beckett a Stan Douglas, de Valie Export a Dan Graham, passando por Bruce Nauman, Chris Marker, Bill Viola ou Douglas Gordon, entre outros.
Comissariada por Christine Van Assche.
18 artistas de quem se exibem 23 obras.
Museu do Chiado, dias 19 de Outubro 2007 a 13 de Janeiro 2008

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Chick Corea
Piano solo
CCB, dia 20 de Outubro

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David Sylvian
‘the world is everything’ tour 2007
CCB, dia 21 de Outubro
Cancelado
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Wolfgang Holzmair (barítono)
Imogen Cooper (piano)
Franz Schubert:
Poemas de Seidl
Poemas de Rellstab
Poemas de Heine
Gulbenkian, dia 23 de Outubro

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Vieira da Silva
OBRAS DO CENTRO DE ARTE MODERNA JOSÉ DE AZEREDO PERDIGÃO - FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN E DA FUNDAÇÃO ARPAD SZENES - VIEIRA DA SILVA
A exposição que encerrou com chave de ouro no Centre Culturel Calouste Gulbenkian (13 Junho - 19 Outubro 2007), em Paris, chega agora à Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, fechando assim um círculo de homenagens: a prestada pela Fundação Calouste Gulbenkian a Vieira da Silva, em Paris, e a que Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva presta à Fundação Calouste
Gulbenkian, em Lisboa.
F. Arpad Szenes - Vieira da Silva, dias 24 de Outubro de 2007 a 17 de Fevereiro de 2008

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Malgré Nous, Nous Étions Là
Companhia Paulo Ribeiro
Coreografia e interpretação – Paulo Ribeiro e Leonor Keil
Baseado em textos de Gonçalo M. Tavares
Música – Bernardo Sasseti, Gilbert Becaud, Barbara Travadinha
Desenho de luz – Nuno Meira
Vídeo – Paulo Américo
Co-produção: Companhia Paulo Ribeiro e Centre Chorègraphique National de Caen/Basse-Normandie
Produção executiva: Companhia Paulo Ribeiro (Sandra Correia)
CCB, dia 26 de Outubro

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«De Pedro, o Grande, a Nicolau II, Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções Hermitage»
Primeira de três exposições que antecedem a chegada a Lisboa em 2010 de um pólo do museu russo Hermitage. Reunirá um total de 600 objectos e obras de arte de assegurada qualidade.
Palácio da Ajuda, 26 de Outubro de 2007 a 17 de Fevereiro de 2008

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Masculine
Coreografia Paulo Ribeiro | assistente do coreografo Leonor Keil | música Frank Zappa Shostakovich | desenho de luz Nuno Meira | vídeo Paulo Américo | interpretação Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa e Romulus Neagu | produção executiva Companhia Paulo Ribeiro | co-produção Companhia Paulo Ribeiro, Teatro Viriato, Biarritz Culture, Festival Le Temps d’Aimer, Teatro Nacional S. João, Centro Cultural Vila Flor e Teatro Maria Matos
Teatro Maria Matos, dias 27 e 28 de Outubro

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Patti Smith and her band
Twelve
Coliseu dos Recreios, dia 28 de Outubro

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Festival européen Temps d'images | 2007
A imagem encontra o palco
Lisboa: dias 30 de Outubro a 15 de Novembro

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Setembro 2007

domingo, 12 de agosto de 2007

Os esgotados Gulbenkian 07/08

Ciclo de música antiga
  • Andreas Scholl e Accademia Bizantina
  • Cecilia Bartoli e Orquestra de Câmara de Basileia
  • Europa Galante - Fabio Biondi
  • Le Concert des Nations - Jordi Savall

Ciclo de piano
  • Ivo Pogorelich
  • Krystian Zimerman

sábado, 11 de agosto de 2007

Rentrée em Setembro 2007

Com início em Setembro ...

A crítica de teatro: como gostava que fosse e como é
Kalina Stefanova

conversas

Culturgest, dia 7
link

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Waterproof
Daniel Larrieu, Companhia Astrakan

dança

Culturgest
Piscina do Jamor - Estádio Nacional, dias 13 e 14
intérpretes Jérôme Andrieu, Dominique Brunet, Alain Buffard, Didier Chauvin, Mié Coquempot, Agnès Coutard, Claude Frémy, Christophe Ives, Bertrand Lombard, Michel Reilhac
link

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Hamlet, Shakespeare

encenação João Mota
teatro
Maria Matos, 13 de Setembro a 21 de Outubro
tradução Sophia de Mello Breyner Anderson
adaptação e dramaturgia João Maria André
interpretação Albano Jerónimo, Alexandre Lopes, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Diogo Infante, Frédéric Pires, Gonçalo Ruivo, Hugo Franco, João Ricardo, João Tempera, José Pedro Caiado, Jorge Andrade, Miguel Sermão, Natália Luíza e Raúl Oliveira
co-prod
ução Comuna Teatro de Pesquisa e Teatro Maria Matos
link

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L'Orfeo
, Monteverdi
Festival Rota dos Monumentos
Mosteiro dos Jerónimos, dia 20
produção Jonathan Miller
New London Consort
direcção Philip Pickett
link
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Tanto Amor Desperdiçado
de William Shakespeare
teatro
Tradução para português Nuno Júdice

Tradução para francês François Regnault
Co-produção Teatro Nacional D. Maria II | La Comédie de Reims
encenação EMMANUEL DEMARCY-MOTA
Teatro D. Maria II, 20 de Setembro a 28 de Outubro
assistência de encenação CHRISTOPHE LEMAIRE
segundo assistente de encenação AMÂNDIO PINHEIRO
cenografia | desenho de luz YVES COLLET
música original JEFFERSON LEMBEYE
figurinos CORINNE BAUDELOT
consultora literária MARIE-AMÉLIE ROBILLIARD
colaboração cenográfica MICHEL BRUGUIÈRE
pronúncia da língua francesa FRANÇOISE HOURTIGUET
tiro com arco ARMINDO CERA
produção executiva (França) NATHALIE QUENTIN
COM
ANA DAS CHAGAS | AURÉLIE MERIEL | CLÁUDIO DA SILVA | DALILA CARMO | ELMANO SANCHO | GUSTAVO VARGAS | HEITOR LOURENÇO | HORÁCIO MANUEL | MARCO PAIVA | MARIA JOÃO PINHO | MIGUEL MOREIRA | MURIEL INES AMAT | NELSON MONFORTE | NUNO GIL | SARAH KARBASNIKOFF | VÍTOR D’ANDRADE
link

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Jorge Palma
Voo Nocturno
música
Centro Cultural Olga Cadaval, dia 21
link
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D’un soir un jour (2006)
Rosas & Anne Teresa de Keersmaeker

dança
CCB, dias 21 e 22

criada com e dançada por:
Boštjan Antoncic, Sue-Yeon Youn, Tale Dolven, Kosi Hidama, Fumiyo Ikeda, Kaya Kolodziejczyk, Cynthia Loemij, Mark Lorimer, Moya Michael, Elizaveta Penkóva, Zsuzsa Rozsavölgyi, Taka Shamoto, Igor Shyshko, Clinton Stringer

link, youtube

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O Construtor Solness, Henrik Ibsen
encenação Carlos Aladro
teatro
Teatro do Bairro Alto, de 27 de Setembro a 4 de Novembro
tradução Pedro Fernandes
distribuição Beatriz Batarda, Duarte Guimarães, Luís Lucas, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Sofia Marques e Teresa Sobral
link









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Do Barroco ao Bel Canto
Lírica
São Carlos, dia 28
Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro (Abertura)
George Frideric Handel
Ariodante, HWV 33 (1735)
Recitativo e Ária «E vivo ancora?... Scherza infida in grembo al drudo» (Ariodante)
João de Sousa Carvalho
Testoride Argonauta
Recitativo e Ária «Ah ingrato taci. Nasconderó nel seno» (Nicea)
Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro

Recitativo e Ária «Tutto è disposto... Aprite un po quegl'occhi » (Figaro)
Marcos Portugal
Zaira
Recitativo e Ária «Oh ciel! Che dissi mai?... Frenar vorrei le lacrime» (Zaira)
Wolfgang Amadeus Mozart
La clemenza di Tito, KV 621 (1791)
Ária «Parto, ma tu ben mio» (Sesto)
Giuseppe Verdi
La forza del destino (Abertura)
Vincenzo Bellini
I Capuleti e i Montecchi
Recitativo e Ária «Eccomi in lieta vesta... Oh! Quante volte» (Giuletta)
George Frideric Handel
Alcina, HWV 34 (1735)
Ária «Sta nell'Ircana pietrosa tana» (Ruggiero)
George Frideric Handel
Rinaldo

Ária «Sibillar gli angui d'Aletto» (Argante)
Gaetano Donizetti
Don Pasquale
Ária «Quel guardo il cavaliere» (Norina)
Gioachino Rossini
L'italiana in Algeri (1813)
Recitativo e Rondò «Amici, in ogni evento m'affido a voi... Pensa alla patria» (Isabella)
sopranos
Sara Braga Simões,
Carla Caramujo
meio-soprano
Vesselina Kasarova
barítono
José Fardilha
direcção musical
Cornelius Meister
Orquestra Sinfónica Portuguesa

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Os Gregos. Tesouros do Museu Benaki, Atenas
exposição
Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian
28 de Setembro de 2007 a 6 de Janeiro de 2008
link

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Os Anos 60
Vieira da Silva; Joaquim Rodrigo; Nadir Afonso; Sá Nogueira; Mário Cesariny; Vespeira; António Charrua; Júlio Pomar; Menez; João Abel Manta; Lourdes de Castro; Nikias skapinakis; Costa Pinheiro; Eurico Gonçalves; João Vieira; José Escada; António Areal; René Bértholo; Joaquim Bravo; Paula Rego; José Rodrigues Manuel Baptista; Ângelo de Sousa; Álvaro Lapa; Espiga Pinto; António Sena;António Palolo; Noronha da Costa e Ruy Leitão
Eduardo Luiz - Exposição Antológica
Exposições
Centro de Arte Manuel de Brito, 28 de Setembro de 2007 a 13 de Janeiro de 2008
link

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Bernardo Sassetti Trio
10 Anos

Jazz
Culturgest, dia 29
piano Bernardo Sassetti
bateria Alexandre Frazão
contrabaixo Carlos Barretto
link

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«The Atlas Group»
Exposição
Culturgest, 29 de Setembro a 30 de Dezembro
Projecto criado por Walid Raad que, entre 1989 e 2004, documentou a história do Líbano.
link

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Festivais da Rentrée

Festival Música Viva 2007
Festival Expresso Oriente
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Outubro 2007

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Ola Kala, Les Arts Sauts



CCB, até 26 de Agosto de 2007

Sur scène, les images se substituent aux mots. Chaque moment est une expérience nouvelle où naissent des figures aériennes autour d'un espace de jeu particulier - le trapèze en croix - multipliant les axes et les déplacements et permettant de varier les trajectoires.

Ola Kala est encore une recherche approfondie sur l'esthétisme, le mouvement en l'air spectaculaire recherche inventif autour du vol, de la chute, du plaisir et du désir.

Violons, violoncelles, voix de femme, sons électroniques, forment une texture musicale qui accompagne le ballet. Les musiciens sont placés au plus près des trapézistes, à 12 mètres de hauteur, et accompagnent le ballet des corps dans l'espace comme si un même battement de coeur les unissait.

S'ajoute à cette chorégraphie aérienne un travail spécifique sur la lumière - jeux d'ombres, effets de proche et lointain - se projetant sur la toile et offrant ainsi une sorte de double.

Les spectateurs sont conviés à pénétrer sous la haute bulle par des boudins remplis d'air et à s'asseoir dans les transats entourant les artistes, retraçant le cercle intime de la piste.

Les Arts Sauts

domingo, 5 de agosto de 2007

West-Eastern Divan Orchestra, Daniel Barenboim


Ludwig van Beethoven
Abertura "Leonore III", op. 72c

Arnold Schönberg
Variações para Orquestra, op. 31

Piotr Ilitch Tchaikovsky
Sinfonia N.º 6, em Si menor, op. 74, "Patética"

Gulbenkian, 7 de Agosto de 2007
[esgotado, claro]

Em colaboração com o Serviço de Música, no âmbito das comemorações do cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian, o Fórum Cultural O Estado do Mundo apresenta o Maestro Daniel Barenboim a conduzir a West-Eastern Divan Orchestra, no encerramento da Plataforma 2. A ideia da West-Eastern Divan foi concebida em 1999 pelo músico israelita Daniel Barenboim e pelo intelectual palestiniano Edward Said, falecido entretanto. As palavras "West-Eastern Divan" no título da orquestra referem-se a uma colecção de poemas do poeta alemão Johann Wolfgang Goethe. E como uma vez disseram os seus fundadores, «A razão pela qual nomeámos assim a orquestra advém do facto de Goethe ter sido um dos primeiros alemães a interessar-se genuinamente por outros países – começou a aprender Arábico quando tinha mais de 60 anos.» A West-Eastern Divan não é apenas um projecto musical, mas também um fórum para o diálogo e reflexão sobre o problema Israelo-palestiniano. Através dos contactos interculturais estabelecidos pelos artistas, o projecto pode ter um papel importante no ultrapassar das diferenças políticas e culturais entre países tradicionalmente rivais. Neste modelo, uma orquestra serve como um bom exemplo de uma vivência democrática e civilizada. A base da orquestra é formada por músicos israelitas e árabes em igual número, a que se juntam intérpretes andaluzos. Desde a sua criação em 1999, a West-Eastern Divan Orchestra apresentou-se em vários países europeus (Espanha, Alemanha, Reino Unido, França e Suíça) e América (EUA, Argentina, Uruguai e Brasil). Em Agosto de 2003 a orquestra apresentou-se pela primeira vez num país árabe com um concerto em Rabat, Marrocos, e em 2005 apresentou-se no Médio Oriente pela primeiríssima vez com um concerto em Ramallah, Palestina, que foi transmitido em directo pelo canal de televisão franco-alemão ARTE.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Torre Bela, Thomas Harlan

Um documentário que parece um filme.

Extraordinário documento da vida portuguesa pós-25 de Abril de 1974.

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No dia 23 de Abril de 1975, cinco semanas depois do golpe de 11 de Março e dois dias antes do aniversário da revolução 500 desempregados da região de Manique, no Ribatejo (ex-trabalhadores agrícolas, antigos imigrados
que voltaram ao país, reincidentes, bêbedos, prisioneiros políticos libertados), juntam-se num movimento campesino e ocupam as quatro propriedades de Dom Manuel de Bragança, o Duque de Lafões. Antiga propriedade de exploração agrícola, Torre Bela não é mais do que uma imensa reserva de caça alugada aos amigos da família e lugar de encontro da polícia política secreta, a PIDE, com a CIA e os serviços sul-africanos.

Ainda que a ocupação de Torre Bela seja apenas um caso de entre muitos outros a "Comuna de 23 de Abril" distingue-se por duas características:
- Célula de esquerda num tecido de direita: enquanto que a maior parte das ocupações se fizeram no Sul de Portugal (no Alentejo, região de tradição de lutas de operários comunistas), o Ribatejo constituiu sempre uma zona reservada à direita. (Centro de recrutamento do CAP, união de pequenos proprietários de Rio Maior).

- Aliança radical dos conselhos de soldados-camponeses: enquanto que a maior parte das ocupações desembocam em cooperativas do partido comunista e são organizadas por este, os ocupantes expulsaram, desde o início, todos os representantes de partidos políticos, assim como os do Estado representados pelo Instituto para a Reforma Agrária, o IRA, e o Ministério da Agricultura.

Torre Bela tornou-se assim uma excepção quase absoluta de ocupação selvagem e de poder popular, como tal atrairá a cólera do governo provisório.

Ao contrário do último golpe, dessa vez coroado de sucessos do 25 de Abril de 1975, a metade das forças blindadas do Centro vencerá os muros do cerco: a comissão dos trabalhadores será travada.

Na Primavera de 1976 os prisioneiros libertados voltam à comuna. A ocupação é legalizada pouco tempo depois.

No Verão de 1976 os ocupantes arroteiam mais de 500 hectares de terra, retomam, formando uma manada com 200 bois, a produção de vinho e de madeira de eucalipto e criam uma escola primária.

Em Março de 1979 a comuna conta com 52 trabalhadores e outro tanto de crianças e velhos.

Mas no Inverno de 1978 depois de uma diligência do Duque de Lafões para obter, junto do Ministério da Agricultura, a anulação da nacionalização e a restituição dos seus bens, uma decisão ministerial pronuncia-se em favor dos antigos proprietários.

Era esperada uma decisão definitiva no mês de Junho de 1979.

De facto, a 2 de Abril, a Guarda Republicana obrigou à evacuação de Torre Bela com unidades blindadas restituindo o castelo ao seu "proprietário legítimo", Diogo de Bragança, Duque de Lafões.

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Paulo Branco apresenta
C.E.N. ERA NOVA,
Lisboa – S.C.I.
CINEMATOGRAFIA
ITALIANA, Roma
Um filme produzido por ALEXANDRE DULY e LUÍSA ORIOLI
Fotografia de RUSSEL PARKER
som directo por NORBERT CHAYER
montagem de ROBERTO PERPIGNANI
em colaboração com CLÁUDIO CUTRY, RUSSEL PARKER e GIORGIO DE VICENZO
montagem sonora de SANDRO PETICCA e MICHAEL BILLINGSLEY
em colaboração com ANTONELLA BUSSOLETTI
produtor executivo PETER WILLATS
realizado por THOMAS HARLAN
1975 | 105’

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Taoub, Aurélien Bory

O Grupo Acrobático de Tânger com encenação de Aurélien Bory/ Marrocos

Tapetes árabes que fazem voar sem cair.
TAOUB, em árabe, quer dizer tecido. Um espectáculo que se constrói a partir de vários tecidos, tapetes, vestidos e telas gigantes que cobrem o palco por inteiro. A acrobacia, prática marroquina ancestral, ganha neste espectáculo uma dimensão poética através de uma escrita do movimento que se deixa envolver por imagens, sombras e filmes.

Centro Cultural de Belém
CCB fora de si
3 a 5 de Agosto de 2007

Acrobatas: Jamila ABDELLAOUI, Jamal BEN ALI, Abdesalam BROUZI, Abdelaziz EL HADDAD, Najib EL MAIMOUNI IDRISSI, Abdelilah EL MEDJKI, Younes HAMMICH, Mohammed HAMMICH, Rachid HAMMICH, Amal HAMMICH, Samir LAAROUSSI, Yassine SRASI
Assistente de encenação e técnico de vídeo: Pierre Rigal
Trampolim: Julien Cassier
Desenho de luz: Arno Veyrat
Régie: Joël Abriac/Cécile Hérault
Figurinos: Mahmoud Tabit ben Slimane
Direcção: Sanae El Kamouni

terça-feira, 31 de julho de 2007

Péricles de William Shakespeare, Antonio Latella

Partir, ir para longe daquilo que deveremos ser, incapazes de sermos guias de nós próprios, incapazes de sermos guias de uma família, de um povo, um exemplo para uma ideia a seguir; fugir para se encontrar e voltar, com o tempo que desenhou sobre o nosso corpo o mapa do nosso vaguear, do nosso ser enquanto pesquisadores nómadas.
Péricles persegue um exemplo, um mestre em quem inspirar-se para ser rei; no texto todo ele nunca diz ser Péricles rei de Tiro; sabe que não o pode ser; que uma vida não lhe chega para poder ser rei: isto é, aquele que, eleito pelo povo e pelos Deuses, deve poder ser um exemplo de nobreza e de ética humana.
Em cada porto um reino, em cada reino um povo, e um rei.

Apenas quando encontrará o rei bom, Péricles poderá apaixonar-se para dar vida, para gerar um ser nobre, mas os deuses ainda o castigam tirando-lhe tudo, atirando-o de novo para as ondas do destino, num mundo que não escolhe mover-se, mas que se deixa mover, pelas forças da natureza, e pelas forças divinas...
[…]
As personagens são vectores de emoções que vão desengonçar o papel para chegar a alguma coisa de fortemente íntimo e poético
Todos serão um coro da alma, um coro que “para cantar um canto que em tempos foi cantado das cinzas voltou..."

Regressar do mundo dos mortos, para contar uma história de um pai e de uma filha... o renascimento, o nascimento de uma nova possibilidade. O coro comenta, olha, explica, diverte-se, fica de fora da dor e das alegrias, para ter um olhar objectivo, mais límpido do que aquele dos deuses, mas intimo como aquele do grande Poeta, ao qual voltamos a cada vez para reiniciar a viagem...
Do coro tudo nasce e tudo regressa, como se o coro fosse a tinta, o rio que o poeta derramou sobre os lençóis brancos que envolvem as nossas íntimas e pequenas histórias humanas: lençóis, sudários, velas, berços, ondas... mas sobretudo páginas brancas...

Antonio Latella
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Centro Cultural de Belém
1 e 2 de Agosto de 2007

Com
Alexandre Aflalo, Estelle Franco, Dominique Pattuelli (Bélgica)
Jean-François Bourinet, Daniela Labbé Cabrera (França)
Valentina Gristina, Emiliano Masala, Daniele Pilli (Itália)
Paula Diogo, Luís Godinho, Martim Pedroso (Portugal)
Julián Fuentes Reta (Espanha)

Som: Franco Visioli
Desenho de luz: Giorgio Cervesi

Uma criação de:
Projecto Thierry Salmon – a nova École des Maîtres 2006/2007
Dirigido por Franco Quadri
CSS Teatro stabile di innovazione del FVG (Itália), La Comédie de Reims, Centre Dramatique National (França), Ministério da Cultura – Instituto das Artes (Portugal), Centro Dramático de Aragón – Departamento de Educación, Cultura y Deporte del Gobierno de Aragón (Espanha)
Em co-produção com o Teatro Stabile dell’Umbria (Itália)

Em colaboração com: ETI – Ente Teatrale Italiano (Itália), Arcus (Itália), Ministère de la Culture et de la Communication (França), AFDAS (França), CREPA – Centre de Recherche et d’Expérimentation en Pédagogie Artistique (CFWB/ Bélgica), Commissariat Général aux Relations Internationales (CFWB/Bélgica), Centro Cultural de Belém (Portugal), Regione Friuli Venezia Giulia (Itália) e com a Comune di Fagagna (Itália)

domingo, 29 de julho de 2007

Belle Toujours, Manoel de Oliveira

"«BELLE TOUJOURS» ocorreu-me à ideia inesperadamente, e como tinha gosto de prestar a minha homenagem a Luís Buñuel e a Jean Claude Carrière fiquei feliz por ter encontrado o modo de o fazer, talvez o melhor, e meti mãos à obra.
De que se trata? De retomar duas das estranhas personagens do filme «Belle de Jour», e fazê-las reviver, trinta e oito anos depois, na estranheza de um segredo que só ficara na posse da personagem masculina e cujo conhecimento se tornara crucial para a personagem feminina.
Assim, passado esse tempo, voltam a encontrar-se.
Mas ela tenta por todos os meios evitá-lo.
Ele, porém, persegue-a e, ainda que contrariada, consegue detê-la face à intenção de lhe revelar o segredo que só ele lhe pode desvendar.
Marcam um encontro, um jantar, onde ela espera que tudo lhe seja revelado. Dá-se o jantar onde ela, viúva, aguarda a esperada revelação: o que ele dela dissera ao marido quando este estava mudo e paralítico por causa de um tiro que um amante dela lhe dera.

A situação é tensa e ela acaba desesperada sem poder afinal saber o que em verdade se passou.
Ele fica satisfeito no seu sadismo e no seu particular modo de se vingar da altivez dessa mulher que no fundo o desejou, mas que o seu feitio altivo impediu que ele a possuísse.

Manoel de Oliveira
Porto, 8 de Julho de 2005"
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This sly, witty work by Portuguese master Manoel de Oliveira (soon to celebrate his 98th birthday) takes as its premise the idea of revisiting Luis Buñuel’s Belle du Jour, or at least two of its characters, marvelously played by Michel Piccoli and Bulle Ogier (in the role originated by Catherine Deneuve). Henri (Piccoli), long ago rejected by Séverine (Ogier), is now in possession of a secret which she is anxious to learn. The erotic cat-and-mouse game they play across Paris results in a delicious comedy of manners. There is also a wonderful, gracious freedom in the tribute that one major film director pays another: Oliveira captures the wry perversity of Buñuel’s late style, while bringing his own unpredictable, worldly spirit to the table.
New York film festival
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Unlike Bergman's Saraband, a three-decades-later follow-up to Scenes From a Marriage, de Oliveira's latest can't quite be labeled a sequel; instead, it's an intimate homage to Luis Buñuel and Jean-Claude Carrière's 1967 masterpiece, Belle de Jour. In the opening sequence of a Parisian symphony orchestra performance, we're reintroduced to the older, balder, and still lecherous Henri Husson (Michel Piccoli) as he spots the former bourgeois wife-turned-prostitute Séverine Serizy (Bulle Ogier, replacing Catherine Deneuve as "Belle") in the crowd. Eager to reconnect and find closure to 38 years' worth of secrets, lies, and related baggage, Husson attempts to track her down following the concert, then immediately loses her in the streets of a city that de Oliveira so clearly loves and chooses to preserve with a lingering economy of shots. A breezy hour-and-ten-minutes long, this beautifully affecting film is less about these beloved characters than its aging filmmaker's wistful reminiscences of cinema itself and a long lifetime's worth of material pleasures. "I'm a different woman now," says the standoffish Séverine with conscious irony, a woman played by Ogier instead of Deneuve as both an homage to Buñuel (the actress playing the female lead in the director's That Obscure Object of Desire is replaced by another halfway through) and to underscore the idea that memories and their passing can only exist in the subjective mind; we watch the film through Husson's eyes and worldly agenda. Fans of the original will hopefully smile at the visual references to that mysteriously buzzing box, the random rooster that clucks past a hotel doorway, or the painting that faintly mirrors Deneuve's iconic over-the-shoulder naked gaze, but it's within the astute pub confessions and dinnertime silences where the magic of this wholly liberated story lies.
Premiere.com