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terça-feira, 24 de julho de 2007

Jazz em Agosto, Gulbenkian

Sexta, 3 Ago 2007, 21:30 - Grande Auditório Sexta, 3 Ago 2007, 21:30 - Grande Auditório
Sexta, 3 Ago 2007, 21:30 - Grande Auditório Muhal Richard Abrams - George Lewis - Roscoe Mitchell (EUA)

Muhal Richard Abrams (piano), George Lewis (trombone, laptop), Roscoe Mitchell (sax alto, soprano, percussão)

Sábado, 4 Ago 2007, 15h30 - Auditório Três Sábado, 4 Ago 2007, 15h30 - Auditório Três
Sábado, 4 Ago 2007, 15h30 - Auditório Três Conferência «Projecting Your Own Individualism»
por Muhal Richard Abrams

Sábado, 4 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois Sábado, 4 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois
Sábado, 4 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois Hubbub (França)

Frédéric Blondy (piano), Bertrand Denzler (sax tenor), Jean-Luc Guionnet (sax alto), Jean-Sébastien Mariage (guitarra eléctrica), Edward Perraud (bateria)

Sábado, 4 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sábado, 4 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sábado, 4 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Nik Bärtsch’s Ronin (Suiça)

Nik Bärtsch (piano), Sha (clarinetes, baixo e contrabaixo), Björn Meyer (contrabaixo), Kaspar Rast (bateria), Andi Pupato (percussão)

Domingo, 5 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente Domingo, 5 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente
Domingo, 5 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente Carlos Zíngaro / Jorge Lima Barreto (Portugal)

Carlos Zíngaro (violino), Jorge Lima Barreto (piano)

Domingo, 5 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois Domingo, 5 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois
Domingo, 5 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois Low Frequency Tuba Band (Portugal, EUA, Reino Unido)

Sérgio Carolino (tuba), Oren Marshall (tuba), Marcus Rojas (tuba), Jay Rozen (tuba), Alexandre Frazão (bateria)

Domingo, 5 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Domingo, 5 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Domingo, 5 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Crimetime Orchestra (Noruega)

Vidar Johansen (sax tenor, barítono, clarinete baixo), Jon Klette (sax alto), Kjetil Møster (sax tenor), Øivind Brekke (trombone), Sjur Miljeteig (trompete), Mats Eilertsen (baixo eléctrico), Per Zanussi (contrabaixo), Anders Hana (guitarra eléctrica), Christian Wallumrød (piano, teclados, efeitos), Eudun Kleive (bateria), Stig Henriksen (desenho de som)

Quinta, 9 Ago 2007, 18h30 - Sala Polivalente Quinta, 9 Ago 2007, 18h30 - Sala Polivalente
Quinta, 9 Ago 2007, 18h30 - Sala Polivalente «Ornette: Made In America»
Filme documental de Shirley Clarke 1985 (80’)

Quinta, 9 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Quinta, 9 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Quinta, 9 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Joe Fonda’s Bottoms Out «Loaded Basses» (EUA, Alemanha)

Joe Fonda (contrabaixo), Claire Daly (sax barítono), Joe Daley (tuba), Gebhard Ullmann (clarinete baixo), Michael Rabinowitz (fagote), Gerry Hemingway (bateria)

Sexta, 10 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente Sexta, 10 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente
Sexta, 10 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente «My Name Is Albert Ayler»
Filme documental de Kasper Collin 2005 (79’). Presença do realizador

Sexta, 10 Ago 2007, 18h30 - Auditório Três Sexta, 10 Ago 2007, 18h30 - Auditório Três
Sexta, 10 Ago 2007, 18h30 - Auditório Três Conferência por Ornette Coleman (tema TBA)

Sexta, 10 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sexta, 10 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sexta, 10 Ago 2007, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Quartet Noir (Suiça, EUA, França)

Urs Leimgruber (sax tenor, soprano), Marilyn Crispell (piano), Joëlle Léandre (contrabaixo), Fritz Hauser (bateria)

Sábado, 11 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente Sábado, 11 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente
Sábado, 11 Ago 2007, 15:30 - Sala Polivalente Joëlle Léandre (França)

Sábado, 11 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois Sábado, 11 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois
Sábado, 11 Ago 2007, 18:30 - Auditório Dois Timbre (EUA, Alemanha, Áustria)

Lauren Newton (voz), Elisabeth Tuchmann (voz), Oskar Mörth (voz), Bertl Mütter (voz, trombone)

Sábado, 11 Ago 2007, 21:30 - Grande Auditório Sábado, 11 Ago 2007, 21:30 - Grande Auditório
Sábado, 11 Ago 2007, 21:30 - Grande Auditório Ornette Coleman Quintet (EUA)

Ornette Coleman, (sax alto, violino, trompete), Tony Falanga (contrabaixo),Charnett Moffett (contrabaixo), Al Macdowell (baixo eléctrico), Ornette Denardo Coleman (bateria)


domingo, 22 de julho de 2007

Homme pour Homme, Emmanuel Demarcy-Mota


Homme pour Homme
Teatro Nacional D. Maria II
24 e 25 de Julho de 2007

produção La Comédie de Reims – CDN | Théâtre de la Ville – Paris
apoio CULTURESFRANCE

Em Homme pour homme, um comissário torna-se numa máquina de guerra, um soldado bêbado é transformado em deus e um sargento sanguinário em civil desnorteado. A peça é o lugar das metamorfoses do homem, as da sua permeabilidade constante para a mudança, em primeiro lugar a de Galy Gay, figura central desta fantasia violenta.

Galy Gay era um homem pacífico até ao momento em que a acção desta história começa e a mulher o manda comprar um peixe. No caminho, encontra três soldados que precisam de um substituto para integrar o seu grupo. Para não ter problemas com a autoridade, Galy Gay aceita juntar-se a eles e passa a ser Jeraiah Jip, um guerreiro enraivecido. Ter-se-á Galy Gay deixado manipular ou, pelo contrário, estará a tirar proveito da situação? Será Jeraiah Jip uma personagem onde se refugiou ou terá, de facto, mudado? Onde reside a ambiguidade deste homem que não soube dizer não?

texto Bertolt Brecht
nova tradução François Regnault
encenação Emmanuel Demarcy-Mota
assistente de encenação Christophe Lemaire
música original (harpa) Bruno Mantovani
cenografia e desenho de luz Yves Colle
colaboração cenográfica Michel Bruguière
ambiente sonoro Jefferson Lembeye e Walter N'Guyen
figurinos Corinne Baudelot assistida por Elisabeth Cerqueira e Anne Yarmola
maquilhagem Chaterine Nicolas
acessórios Clémentine Aguettant
consultora literária Marie-Amélie Robilliard
assistente estagiário Matthieu Roy
trabalho de voz Robert Expert
trabalho de corpo Marion Levy
legendagem Mike Sens – MWT
fotografia Jean-Louis Fernandez

com
Hugues Quester | Marie-Armelle Deguy | Phillipe Demarle | Charles-Roger Bour | Jauris Casanova | Sandra Faure | Stéphane Krähenbühl | Gérald Maillet | Sarah Karbasnikoff | Pascal Vuillemot | Laurent Charpentier | Walter N'Guyen | Constance Luzzati (harpa)

Espectáculo co-apresentado com o Instituto Franco-Português, inserido na programação de «Lisboa Teatro Cidade Aberta»
Quinzena do Teatro Francês

Bertolt Brecht
Dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX (1898-1956), Brecht sofreu as consequências da Primeira Guerra Mundial ao assistir à destruição do seu país. Apoiante do regime socialista, como forma de contornar o seu desespero existencial, Brecht apercebeu-se em Berlim e, seguidamente, em Munique, da apetência do público pelo teatro moderno. Influenciado pela estética de Stanislavsky, Meyerhold e Piscator, o dramaturgo alemão constrói a sua obra sobre a teorização do Teatro Épico, para o qual contribuíram leituras de estudos marxistas e sociológicos. “Um Homem é um Homem”, “Mãe Coragem e Seus Filhos”, “A Vida de Galileu”, “O Senhor Puntilla e o seu Criado Matti”, “A Resistível Ascensão de Arturo Ui”, “O Círculo de Giz Caucasiano” ou “A Boa Pessoa Sezuan” foram algumas das suas obras onde, segundo a crítica, encontramos uma amálgama de Naturalismo e Expressionismo comparável à síntese marxista do mercantilismo e do idealismo dialéctico de Hegel.

Emmanuel Demarcy-Mota
Nascido em 1970, actor, dramaturgo e director, desde 2002, do teatro La Comédie de Reims, Emmanuel Demarcy-Mota fundou, em 1989, um grupo de teatro com outros alunos do Liceu Rodin (Paris XIII) onde dirigiu peças de Ionesco, Pirandello ou Wedekind. Reconhecido pelo Sindicato Nacional da Crítica Dramática e Musical com o Prémio de Revelação Teatro pela encenação de “Peine d’Amour Perdue”, de Shakespeare, tem apresentado, enquanto director da Comédie, peças como “Martia Hesse” (2005), de Fabrice Melquiot, “Ionesco Suite” (2005), “Variations Brecht” (2006) ou “Rhiconéros” (2006), de Eugène Ionesco, que conheceu grande sucesso nos palcos franceses.

La Comédie de Reims
Inaugurada em 1968, com o nome de “Espace André Malraux”, o teatro colaborava com regularidade com Robert Hossein. A Comédie adquiriu o estatuto de Centro Dramático Nacional em 1981, sob a direcção de Jean-Pierre Miquel, seguindo-se Jean-Claude Drouot e Denis Guénoun, em 1987. Christian Schiaretti ocupou o lugar em 1991, sucedido, em 2002, por Emmanuel Demarcy-Mota, actual director. O projecto de Demarcy-Mota centra-se, fundamentalmente, em torno de dois eixos: por um lado, o encenador insiste na formação de um colectivo de actores, autores e músicos, unidos por um projecto comum; por outro, tem promovido a abertura da companhia às colaborações internacionais e à residência artística de outros grupos no espaço da Comédie. O investimento na formação do público jovem tem também sido uma das preocupações da sua direcção.
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Mite 2007
mostra internacional de teatro

Bertolt Brecht escreveu uma peça que problematiza a relação do indivíduo
com a sociedade capitalista e que questiona os limites da identidade. Emmanuel Demarcy-Mota regressa ao Teatro Nacional para nos mostrar como lê esta peça, oito décadas depois de ter sido escrita

Ricardo Paulouro

Bertolt Brecht disse: “Um homem é um homem”. O que podemos fazer a um ser humano? Até onde pode um homem mudar? Emmanuel Demarcy-Mota regressa ao TNDM II, depois de “Rhinocéros”, de Eugène Ionesco (MITE’06), com uma leitura contemporânea do texto de Brecht, considerado pela crítica como uma comédia anti-guerra. Uma pesquisa intensa de dois meses levou o encenador francês a pôr em cena uma reflexão sobre aquilo que designa de “novo tipo de homem”, um homem construído, ou melhor, fabricado. Destaque para alguns nomes associados a este projecto, como é o caso de François Regnault que assina esta tradução após outras feitas em colaboração com Emmanuel Demarcy-Mota – “Six Personnages em Quête d’Auteur”, de Pirandello e “Tanto Amor Desperdiçado”, de Shakespeare. Esta última, com a colaboração do Governo Francês, estará, aliás, no TNDM II, em Setembro, num contexto de abertura do teatro ao mundo. A tradução portuguesa de Nuno Júdice e a presença da actriz Dalila Carmo confirmam a dimensão europeia deste projecto.

Destaque ainda, em “Homme pour Homme”, para a presença de Yves Collet que assina as luzes e a cenografia, Jefferson Lembeye e Walter N’Guyen no plano sonoro ou a colaboração do jovem compositor de música contemporânea, Bruno Mantovani, de quem se reproduz uma obra inédita para harpa. Com uma galeria de personagens marcante, também pela densidade psicológica que o texto brechtiano exige, esta peça mostra-nos como Brecht ocupa um lugar importante no século XX, pela forma como questiona a existência humana. O espectador assiste a um processo de transformação ao longo da peça, mas com contradições, avanços e recuos, reforçando como a violência psicológica pode ser angustiante.


Um jogo de identidades
Escrito em 1926, e conhecendo posteriormente outras versões, este texto problematiza a relação do indivíduo com a sociedade capitalista, uma relação incompatível aos olhos de Brecht. Face aos padrões socialmente impostos, resta ao homem aceitar ou contestar, consciente de que a sua identidade é permanentemente ameaçada.

O protagonista desta peça, Galy Gay, descobre como o motor da guerra não é o homem mas sim um conjunto de razões económicas. A actualidade do tema, pelo desenvolvimento psicológico das personagens, pelos diálogos, prende o espectador através da intensidade com que tudo é vivido.

Progressivamente, Galy Gay transforma-se num soldado de Sua Majestade, bruto, sanguinário, manobrado. Quem é então Galy Gay? A esta questão tentou Brecht responder várias vezes, numa tentativa de definir um novo humanismo, sob a bruma do antigo, onde o indivíduo deixe de ser um jogo, um instrumento de um sistema moderno desumano.

A atmosfera da peça é a de um mundo em transformação, onde as identidades se invertem. O homem também se pode transformar numa máquina de guerra, num mundo feito de máquinas, mercantilista e cínico, onde vale tudo. Para Brecht, é na luta colectiva, na luta de classes ou de massas, como diríamos hoje, e não no destino individual, que se encontra a liberdade.

Também Marx o havia dito: a liberdade de um não termina com a liberdade do outro mas, pelo contrário, começa. O registo poético coexiste aqui com o didáctico. Os homens surgem reduzidos a meras funções e, face a estes homens-máquinas, Emmanuel Demarcy-Mota dirige uma máquina cénica, plena de tensão, de jogo, de violência e de ironia. O espectador guarda a magia desse intervalo que o separa do palco – a opção de se transportar, ou não, para aquele espaço, de tentar descobrir quem é, afinal, aquele homem.

sábado, 21 de julho de 2007

IRWIN

A história reconstruída

O grupo Irwin foi fundado em Ljubliana, na Eslovénia, em 1983, sendo constituído por Dušan Mandic, Miran Mohar, Andrej Savski, Roman Uranjek e Borut Vogelnik. Integra, desde 1984, o movimento NSK (Neue Slowenische Kunst), ao qual também está filiado o conhecido grupo de música esloveno Laibach.

Irwin tem vindo a trabalhar com diferentes media, da pintura à arte pública, das obras escultóricas e instalações às publicações. Definindo o “princípio retro” (“retroprincip”) como matriz reguladora do seu processo de trabalho, o grupo utiliza e combina diferentes motivos e símbolos dos campos da política e da arte para submeter o seu significado e conteúdo históricos, assim como as ideologias que lhes estão subjacentes, a um questionamento crítico. A construção e reconstrução da história da arte na (e a partir da) Europa de Leste constituem uma problemática central no trabalho de Irwin.

Esta exposição propõe uma compreensão do universo e das estratégias do grupo através de cinco peças fundamentais de diferentes períodos da sua actividade. Um vasto núcleo de documentação permite aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre a praxis do grupo e o contexto histórico (artístico e político) em que esta se inscreve.

Culturgest
até 2 de Setembro 2007
Curadoria:
Rosana Sancin

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Miguel Palma - O mundo às avessas


Onze objectos e instalações devolvem o mundo singular de Miguel Palma (Lisboa, 1964), um dos artistas portugueses fundamentais da sua geração. A sua obra é movida por um impulso lúdico, patente no prazer com que o artista se entrega à construção de máquinas e maquinismos, ou à recriação miniatural do mundo, activando e reactivando constantemente as noções de jogo e de brinquedo. Sob essa aparente dimensão lúdica, a que se aliam uma imaginação e um humor transbordantes, o artista comunica uma visão negra do mundo contemporâneo. O mundo que o artista retrata surge-nos frequentemente disfuncional, fechado sobre si mesmo num movimento entrópico, caminhando inelutavelmente para a destruição e a morte.

Culturgest
até 2 de Setembro
Curadoria:
Miguel Wandschneider

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Esbjörn Svensson trio


e.s.t

CCB, 22 de Julho 2007

Pianista e compositor, Esbjörn Svensson nasceu em 1964, em Västeras, na Suécia. Com a música no sangue – a mãe era pianista clássica, o pai estava ligado ao jazz – estudou e formou-se em música na Universidade de Estocolmo. e.s.t, o trio agora apresentado, foi formado em 1996. Desde então, gravou nove discos, muitos dos quais receberam as mais elogiosas críticas.
Esbjörn Svensson é um músico aberto a novas experiências, particularmente interessado em sonoridades menos habituais no jazz. Há quem diga que a sua música é uma forma de arte que não se escuda na segurança de um estilo determinado e que, como tal, torna-se mais efectiva. Detentor de um fraseado pianístico particular, o pianista tem criado uma música improvisada, integrando elementos electrónicos e combinações de texturas, com soluções harmónicas e variações melódicas surpreendentes.

A partir de meados dos anos oitenta, foi consolidando o seu estilo e definindo uma linguagem única, apoiada no reforço de excelentes e igualmente criativos músicos: o contrabaixista Dan Berglund e o baterista Magnus Öström.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Lisboscópio

Na Gulbenkian, 20 de Julho a 12 de Agosto de 2007.

Lisboscópio é o título de uma instalação criada por Amâncio (Pancho) Guedes e Ricardo Jacinto para a 10ª Exposição Internacional de Arquitectura Bienal de Veneza 2006.

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“LISBOSCÓPIO é uma arquitectura de espaço criada por Amâncio (Pancho) Guedes e Ricardo Jacinto. É um dispositivo efémero e móvel, cuja construção explora a utilização de matérias que anunciam a transformação da cidade.

No seu primeiro momento de concepção foi imaginado a habitar e ser habitado no Esedra. Posteriormente, formou-se como unidade de um corpo múltiplo que se fecha para viajar e se abre para mostrar, e ser experienciado noutros lugares. No sítio, LISBOSCÓPIO ocupa a sua geografia e redefine um lugar. O corpo-contentor anelídeo constrói-se com tubos, redes, telas e madeiras, reproduzindo-se, recriando-se e aparentando-se, sem alguma vez se constituir como igual.

LISBOSCÓPIO contém um pulsar sussurrado de uma cidade perscrutada que flui dentro do seu intricado sistema activo contínuo e fragmentado, comunicante e aberto. O espaço diáfano é ocupado por uma estrutura que se cria como matéria e espaço impulsores da experiência. Na passagem, os momentos de pausa exploram e desvendam uma funcionalidade simples que activa na experiência de habitar uma compressão do espaço e expansão dos sons que se propagam num movimento com desfasamento temporal. LISBOSCÓPIO poderá habitar-se como lugar, através de um estar performativo e resiliente, sendo o corpo um espaço da sua experimentação que sugere a passagem como tempo habitado sem territorialização.”

Trienal Arquitectura Lisboa

terça-feira, 17 de julho de 2007

Temporada 200708 CCB anunciada

Uma nova temporada, uma nova orquestra: a temporada 2007-2008 do Centro de Espectáculos do CCB inicia-se no dia 13 de Setembro, com a primeira apresentação pública de uma nova orquestra, a Orquestra de Câmara Portuguesa, fundada e dirigida por Pedro Carneiro. Esta dupla estreia assinala também o princípio da colaboração de Pedro Carneiro como Artista Associado da Temporada, um estatuto que o trará por diversas vezes às salas do CCB, pontuando a programação de música com as suas intervenções, quer como solista, quer como maestro da OCP.

Na programação de Música Clássica destaca-se o especial enfoque que será dado a dois compositores: no último trimestre de 2007, abordar-se-á a obra de Edvard Grieg, compositor norueguês cujo centenário da morte passa este ano; e o primeiro semestre de 2008 porá em destaque a obra de Ludwig van Beethoven, tendo em vista, já na temporada seguinte, a reconstituição do célebre concerto de Viena, efectuado em 22 de Dezembro de 1808. É o projecto Beethoven 2008, que atravessará a programação do ano que vem. O ciclo de piano consagrado ao compositor, constituído por 5 recitais a realizar em Janeiro, e a integral dos trios com piano (em Maio) são as duas primeiras etapas deste itinerário beethoveniano.

Nesta temporada, o CCB apresentará duas grandes oratórias: em Dezembro, a Oratória de Natal, e em Março A Paixão Segundo S. João, ambas de Johann Sebastian Bach; e voltará a abrir as suas portas à Orquestra Sinfónica Portuguesa e à Orquestra Metropolitana de Lisboa. A orquestra barroca Divino Sospiro, em residência no CCB, percorrerá a temporada, apresentando-se com solistas e maestros como Enrico Onofri, Christina Pluhar, Gaetano Nasillo; e a OrchestrUtopica voltará a actuar em residência no CCB, de Janeiro a Julho de 2008.

Na semana da Páscoa, dar-se-á continuidade à iniciativa PontoContraPonto, estreada em 2007 com Haydn e Sofia Gubaidulina. Desta vez, sob o tema Stabat Mater, a orquestra Divino Sospiro oferecer-nos-á o de Boccherini, enquanto a OrchestrUtopica estreará o Stabat Mater encomendado pelo CCB a Eurico Carrapatoso, peça para barítono, coro de câmara e orquestra.

Abril será inteiramente dominado, na programação musical, pela segunda edição dos Dias da Música em Belém, dedicada ao “prazer de tocar em conjunto“, numa panorâmica da música de câmara que vai da música de corte à sala de concertos moderna, passando pelo que se fazia nos salões burgueses. Em Junho, o CCB convida Sequeira Costa para uma curta residência de uma semana, em que o celebrado pianista aqui se apresentará pela primeira vez, em dois recitais, e com uma master-class. E, em Julho, propomos um fim-de-semana dedicado à Música Portuguesa, Hoje, abordando a criação musical contemporânea nas suas diversas vertentes: erudita, jazz, improvisada, electrónica.

O Jazz estará em destaque com a presença no Grande Auditório do trio de Ahmad Jamal, do quinteto de Enrico Rava, de Dee Dee Bridgewater; a partir de Maio, voltará a haver Jazz às 5.as, na Cafetaria Quadrante; e em Julho, o CCB vai promover a primeira Lisbon Jazz Summer School, com a presença de músicos portugueses e internacionais.

Outros grandes nomes passarão pelo CCB, nesta Temporada: Jorge Palma com Quarteto de Câmara (uma Carta Branca dada pelo CCB), David Sylvian, Maria de Medeiros com Daniel Blaufuks, Mayumana, o Mistério das Vozes Búlgaras, Meredith Monk, Rosa Passos são alguns deles.

A programação de Dança é dominada por Um Festival Pina Bausch, a realizar em Maio de 2008, uma iniciativa promovida em co-produção com o Teatro Municipal de S. Luiz. O CCB apresentará duas grandes produções da companhia de Pina Bausch, Néfes, criação de 2005, e Mazurka Fogo, encomenda da Expo’98, que volta ao palco do Grande Auditório dez anos depois da estreia. A apresentação da companhia Rosas, de Anne Teresa de Keersmaeker, da coreografia de William Forsythe Impressing the Czar e de Akram Khan com o Ballet Nacional da China (em co-produção com o Festival Alkantara) são outros momentos altos de uma temporada que traz ainda ao CCB Rui Horta, Paulo Ribeiro e Leonor Keil, e Cláudia Nóvoa.

O encenador canadiano Robert Lepage abre a programação de Teatro com a sua Trilogia dos Dragões, e o CCB apresentará, pela primeira vez em Portugal, o trabalho de uma das mais notáveis encenadoras italianas da nova geração, Emma Dante, num ciclo em que se mostrarão três produções da sua autoria. Manuel Wiborg estreia no CCB com a sua produção de Moby Dick, com texto de José Maria Vieira Mendes e música de José Eduardo Rocha, e o Teatro Praga encena O Avarento, a partir de Molière.

Em Julho e Agosto, os espaços exteriores do CCB vão de novo abrir-se à criatividade dos programadores, num projecto que visa fazer o público viver o edifício em toda a sua diversidade: é o CCB Fora de Si.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

A Charrua e as Estrelas - Bernard Sobel


de Sean O'Casey, encenação de Bernard Sobel com a colaboração de Francis Seleck e assistência de Sophie Vignaux.
Criação no Festival de Almada.
Teatro de Almada, 17 e 18 de Julho de 2007

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A charrua e as estrelas relata o Levantamento da Páscoa de 1916, liderado por Pádraic Pearse (Comandante dos Irish Volunteers) e James Connolly (Comandante do Irish Citizen Army), e que redundou numa revolta falhada. No total, não participaram no Levantamento contra a ocupação britânica mais de 2.000 homens. Esta tomada de posição, heróica mas insensata, marcada pela indecisão, falta de comunicações, falta de poder de fogo e falta de apoio geral, foi facilmente esmagada pelas forças britânicas no espaço de uma semana. Pearse, Connolly e treze outros líderes foram sumariamente executados. Estas execuções marcaram a alteração do clima político na Irlanda e precipitaram a guerra de guerrilha pela independência, que conduziu à assinatura do Tratado entre a Bretanha e a Irlanda, em 1921, e ao estabelecimento de um Estado livre no Sul.
Christopher Murray

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Olá, artistas
Se é verdade que com A charrua e as estrelas O’Casey faz um ajuste de contas com uma página da História do seu país e da sua cidade, a “Páscoa sangrenta de 1916”, em Dublin, hoje em dia esta peça fala-nos de outra coisa: a história de seres humanos que, num momento de desordem, são arrancados às suas vidas normais e cujos fundamentos das suas existências ficam transtornados. Seres humanos que tentam, de uma forma dolorosa, escapar a qualquer preço às consequências desta desordem. Fazem-no construindo papéis para si próprios, pondo máscaras, alucinando ideias, como se fossem artistas. Resistem, antes que se desencadeie a violência que pesa sobre eles a cada instante, na sua miséria e na sua pobreza. Resistem através da presença quotidiana da morte, que lhes serve de quadro de vida.

Funâmbulos de uma arte de viver que consiste em segregar fantasmas, são cegos relativamente à miséria da sua condição. Se a violência vier a rebentar, essas construções desmoronam-se, sem que tenham no entanto consciência disso. Desnorteados, atiram-se sobre tudo o que lhes vier à mão, durante uma pilhagem generalizada. Os despojos fazem-nos esquecer por um instante a perda do heroísmo dos papéis que tinham construído para si próprios. Sonho e avidez, teatro e embriaguez: entre estes dois extremos perde-se o instinto vital de aproveitar a possibilidade, que qualquer desordem oferece, de agarrar o seu destino.
Bernard Sobel

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Intérpretes
Alberto Quaresma
Bruno Martins
Catarina Ascensão
Catarina Guimarães
Cecília Laranjeira
Elsa Valentim
Francisco Costa
Jorge Silva
Luís Ramos
Maria Frade
Mário Jacques
Miguel Martins
Pedro Walter
Teresa Mónica
Tiago Barbosa

Tradução
Helena Barbas
Cenografia
Jacqueline Bosson
Figurinos
Mina Lee
Som
Bernard Vallery
Luz
Vincent Millet
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Bernard Sobel

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Sizwe Banzi est mort - Peter Brook


Sizwe Banzi est mort
Théâtre
Création 2006

Teatro de Almada
6 a 9 de Julho de 2007

de Athol Fugard, John Kani, Winston Ntshona
Mise en scène Peter Brook
France

Adaptation française
Marie-Hélène Estienne
avec Habib Dembélé, Pitcho Womba Konga

Production
CICT / Théâtre des Bouffes du Nord

Après avoir mis en scène plusieurs pièces en Angleterre pour la Royal Shakespeare Company, Peter Brook fonde à Paris en 1971 ce qui deviendra, lors de son installation au Théâtre des Bouffes du Nord, le Centre international de créations théâtrales. Sa démarche originale consiste à s’ouvrir à toutes les formes, à tous les codes de représentations théâtrales développés aussi bien en Occident qu’en Orient ou en Afrique. Il constitue, pour travailler ce répertoire, une troupe au recrutement international où chaque membre apporte ses propres pratiques théâtrales pour les confronter et les enrichir.
Cette curiosité insatiable pour des univers différents a permis d’offrir au public soit la découverte de mondes nouveaux à travers des textes comme le Mahâbhârata, Je suis un phénomène ou Le Costume, soit la redécouverte de textes classiques – Hamlet de Shakespeare ou La Cerisaie de Tchekhov – dans des formes nouvelles, pour chercher inlassablement à faire de la scène le lieu indispensable du questionnement sur « la vérité de la vie ».
Peter Brook est aussi metteur en scène pour l’opéra, réalisateur de cinéma et auteur de plusieurs textes sur le théâtre.

C’est la première création en France pour ce texte écrit dans les années soixante-dix par un auteur blanc et deux auteurs noirs : un théâtre historiquement lié à la période de l’apartheid en Afrique du Sud, puisqu’il était écrit et représenté dans les townships, ces réserves urbaines où furent parqués les Noirs. Un théâtre, né dans le quotidien de ces villes-ghettos, dont la matière est faite essentiellement des éléments de la vie réelle des populations noires, un théâtre de la nécessité écrit et joué pour que le spectateur puisse se réapproprier sa propre vie, un théâtre de la dérision et du rire, un rire cruel pour lutter contre la cruauté de la vie ordinaire hors les murs du théâtre.
C’est cette prise en direct de la réalité et de la « vie véritable » par le théâtre qui intéresse au plus haut point Peter Brook, trouvant ici également la possibilité de poursuivre son dialogue avec l’Afrique et avec les acteurs africains ; il retrouve ici notamment le célèbre acteur Habib Dembélé. à travers la recherche que mène Sizwe Banzi, le personnage principal, pour trouver des « papiers en règle », c’est à la description de la violence du système inhumain de l’apartheid que se livrent les auteurs, en le rendant dérisoire et vain, annonçant de façon prémonitoire son effondrement.
Théâtre de la résistance par l’humour, par la distance ironique et drôle, il dépasse ainsi les raisons circonstancielles de sa création pour devenir une fable universelle, entendue de manière encore plus aiguë dans un monde qui supporte de plus en plus mal les situations soi-disant irrégulières. « Qu’est-ce qui se passe dans ce foutu monde ? Qui veut de moi ? Qu’est-ce qui ne va pas avec moi ? »… Combien de Sizwe Banzi se posent aujourd’hui ces questions ?
Jean-François Perrier


Peter Brook

terça-feira, 3 de julho de 2007

Festival de Almada 2007

. La estupidez | Rafael Spregelburd
. Living Costa Brava | Criação colectiva | Marcel Tomàs
. Uma peça de teatro | Erland Josephson | Solveig Nordlund
. Concerto de Rabih Abou-Khalil | Letras de Jacinto Lucas Pires
. História de amor (últimos capítulos) | Jean-Luc Lagarce | José Maria Vieira Mendes
. Sizwe Banzi est mort | Athol Fugard, John Kani e Winston Ntshona | Peter Brook
. Nada, ou o silêncio de Becket | João Paulo Seara Cardoso
. Anathema | José Luis Peixoto | Encenação colectiva
. Cabaret Molotov | João Paulo Seara Cardoso
. Recital Fernando Lopes-Graça | Vários autores
. Les paradis aveugles | Duong Thu Huong | Gilles Dao
. Burgher King Lear |A partir de Shakespeare | João Garcia Miguel
. Sete contra Tebas | Ésquilo | Diogo Dória
. Maestra palabra | Nicolás Buenaventura Vidal
. Gulliver | Segundo Jonathan Swift | Jaime Lorca
. Romeu and Juliet | Mauro Bigonzetti e Fabrizio Plessi | Mauro Bigonzetti
. O cerejal | Anton Tchecov | Rogério de Carvalho
. Ifigeneia | Finn Iunker | Fredrik Hannestad
. Los cuentos del espíritu | Nicolás Buenaventura Vidal
. Romeu and Juliet | William Shakespeare | Oskaras Koršunovas
. Marionetas de água do Vietname | Vuong Duy Bien | Ung Duy Thinh
. A charrua e as estrelas | Sean O’Casey | Bernard Sobel
. Cavaterra | André Braga e Cláudia Figueiredo | André Braga

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Romeo and Juliet

Da un’idea di
MAURO BIGONZETTI e FABRIZIO PLESSI

Coreografia di MAURO BIGONZETTI
Scene e costumi di FABRIZIO PLESSI

Montaggio musicale da SERGEI PROKOVIEFF
Luci di CARLO CERRI

Consulenza musicale di BRUNO MORETTI

Technical gear by DAINESE

Non esiste storia che, come questa di Romeo e Giulietta, non sia stata tanto narrata e diffusa da valicare i confini geografici, culturali o di classe.
Nell’antica Grecia il mito, come un vento, come un fiume, attraversava territori e culture, mutando sì da racconto a racconto, ma sempre portando con sé il suo senso profondo.
Così oggi, il mito di Romeo e Giulietta attraversa tutte le possibili categorie sociali dell’uomo occidentale, ed è probabilmente la storia più diffusa della nostra cultura.

Al di là dei suoi personaggi e della sua ambientazione, sono i sentimenti che lo pervadono e che ne determinano la struttura portante, insinuandosi sino a colpire a fondo le nostre sensibilità occidentali.
Passione, Scontro, Destino, Amore, Morte.
Ecco i cinque elementi di questo mito.

in co-produzione Fondazione Nazionale della Danza,
Reggio Parma Festival/Reggio Emilia Danza 2006,
Theater im Pfalzbau/Ludwigshafen, Marella - Gruppo Max Mara

Con il supporto di Kuopio Dance Festival (Finlandia)
Lucent Danstheater/Holland Dance Events (Olanda)
Editore Per L’Italia CASA RICORDI, Milano

Broadcasted by 3sat

Balletto per tutta la Compagnia
Previsto sia con musica dal vivo che con musica registrata
Durata prevista: 90 minuti circa

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Lux Jazz Sessions

Julho e Agosto de 2007

Pintura do Museu Sakιp Sabancι, Istambul


Evocações, Passagens, Atmosferas.
15 de Junho a 26 de Agosto
Sala de Exposições Temporárias do Museu Gulbenkian


A exposição Evocações, Passagens, Atmosferas. Pintura do Museu Sakιp Sabancι, Istambul reúne um conjunto de trinta e oito obras de finais do século XIX e início do século XX, nas quais predominam vistas do Bósforo, marinhas e cenas da vida quotidiana. A mostra inclui ainda dez obras pertencentes à colecção do CAM-JAP executadas por pintores portugueses que, à semelhança dos seus contemporâneos turcos, fizeram a sua formação artística em Paris. Homenageia-se, assim, Calouste Sarkis Gulbenkian, que nasceu em 1869 na actual Üsküdar, na margem oriental do Bósforo, e morreu em Lisboa em 1955.

Exposição interessante.
Iluminação das obras muito má... estamos na Gulbenkian!?

domingo, 1 de julho de 2007

sábado, 30 de junho de 2007

CCB fora de si

Centro Cultural de Belém

1 de Julho a 1 de Setembro de 2007
Inauguração dia 1 de Julho às 18h30

O programa estende-se ao longo dos meses de Julho e Agosto, e distribui-se pelos múltiplos espaços exteriores e interiores do Centro Cultural de Belém. Tudo acontecerá nos jardins, praças, terraços, esplanadas e auditório: artistas e companhias portuguesas e estrangeiras de novo-circo, fanfarras, música multi-étnica, jazz, teatro móvel, magia, marionetas, jogos de água e instalações. Todos os dias, durante estes dois meses, haverá qualquer coisa para visitar, ouvir, descobrir. De quinta-feira a domingo, a programação intensifica-se, oferecendo à tarde e à noite propostas de espectáculos sempre diferentes.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Lírica Teatro São Carlos 07/08

RIGOLETTO
Giuseppe Verdi

DAS MÄRCHEN
Emmanuel Nunes

LA CLEMENZA DI TITO
Wolfgang Amadeus Mozart

ALEKO / FRANCESCA DA RIMINI
Serguei Rakhmaninov

LES CONTES D'HOFFMANN
Jacques Offenbach

TOSCA
Giacomo Puccini

quarta-feira, 27 de junho de 2007

María de Buenos Aires


operita-tango
Música Astor Piazzolla
Textos Horacio Ferrer

Direcção musical/bandonéon Victor Hugo Villena
Encenação Desirée Meiser
Coreografia Amir Hosseinpour
Cenografia Hermann Feuchter
Figurinos Brigitte Reiffenstuel
Dramaturgia Ute Haferburg
Instalação vídeo ao vivo/ Nives Widauer
Imagem/Desenho de luz

Intérpretes

María
Mísia

El Duende
Manuel Callau

La voz de un payador/Porteño gorrión con sueño
Ladrón antiguo mayor/Analista Primeiro
Una voz de ese domingo
Keith Lewis


Quinteto de Solistas «El Despues»
Elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa

Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos


29 de Junho a 4 de Julho de 2007

terça-feira, 26 de junho de 2007

Mário Laginha Trio


Concerto de apresentação do álbum “ESPAÇO”

Piano Mário Laginha
Bateria Alexandre Frazão
Contrabaixo Bernardo Moreira

A arquitectura tem vindo a ser para mim uma descoberta. E tem-se tornado num fascínio. Por isso este cruzamento com a música, proposto pela Trienal, se torna tão atraente e motivador. O desafio agora será compor para um trio clássico como este (piano, contrabaixo e bateria) relacionando a música quer com o espaço e o seu respectivo universo acústico, quer com a forma, ou a arte de delimitar esse mesmo espaço.
No caminho – que terminará com o disco e o concerto – irei procurar estabelecer as mais variadas relações entre a música e a arquitectura (espero escapar às mais óbvias) de uma forma que possa ser estimulante para quem as ouvir. O facto de não saber, ainda hoje, qual o destino dessa procura, ou viagem, só aguça a minha curiosidade pelo percurso.
mário laginha

Mário Laginha é considerado um dos músicos portugueses mais talentosos e inovadores. Pianista e compositor, foi distinguido com vários prémios e convidado a participar em inúmeros festivais nacionais e internacionais. Tocou e gravou com Wayne Shorter, Ralph Turner, Manu Katché, Trilok Gurtu, Toninho Horta, Gilberto Gil, Julian Argüelles, Django Bates, entre muitos outros, e também com a Hannover Philharmonic Orchestra.
Gravou em quinteto o disco Hoje (1994), o primeiro disco assinado em seu nome, em que compôs seis dos sete temas, um álbum que reflecte fortemente o seu estilo único. Envolveu-se em variadíssimos projectos e foi convidado a compor para pequenos e grandes ensembles, tais como NDR Big Band, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica do Porto, Drumming Grupo de Percussão ou o Remix Ensemble.
Mas o trabalho em duo tem assumido uma importância central na sua carreira: Maria João, com quem já partilhou oito discos, Pedro Burmester, em Duetos e, a partir de 1999, Bernardo Sassetti, com quem gravou dois álbuns, Mário Laginha / Bernardo Sassetti em 2003 e Grândolas em 2004, no âmbito das comemorações dos 30 anos do 25 de Abril. Em 2006 saiu o seu primeiro trabalho a solo, Canções e Fugas, projecto que foi apresentado em estreia na Culturgest em 2005.

Culturgest, 26 de Junho de 2007
Co-produção Trienal de Arquitectura e Culturgest

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Colecção Berardo



Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea

instalado no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém.

A partir de 25 de Junho de 2007

domingo, 24 de junho de 2007

A Montanha op. 35 / Metanoite

Ópera
29 e 30 de Junho. Gulbenkian

Co-produção: OrchestrUtopica, orquestra residente deste projecto

Entre as várias encomendas e produções novas feitas expressamente para o Fórum Cultural “O Estado do Mundo”, contam-se duas óperas encomendadas a dois compositores portugueses, aos quais, em total liberdade de criação, se propôs que respondessem subjectiva, musical e dramaturgicamente ao estado do mundo. Convidaram-se igualmente dois encenadores que, com as equipas de criadores por eles constituídas, apresentaram as suas “respostas”.

A Montanha op. 35
Ópera de câmara

Sobre a Montanha escreveu, o compositor Nuno Côrte-Real:
“Quase mitologia, A Montanha ergue no seu tom interior (leia-se som), sentimentos de desejo por uma profunda mudança na forma de viver, alicerçada no regresso à Natureza e numa universal comunhão ética e amorosa entre os homens. Utilizando a poesia de Pascoaes como estrutura (retirada sobretudo do poema Maranus), recorre também à lírica de Camões e de Pessoa, entre outros, confluindo todos eles na visão humanística e espiritual de Agostinho da Silva, de produzir beleza, de amar os homens e de louvar a Deus. O mundo acaba sempre por fazer o que sonharam os Poetas.”

Compositor e Libreto: Nuno Côrte-Real
(Libreto baseado no poema “Maranus” de Teixeira de Pascoaes)
Maestro e Director Musical: Cesário Costa
Encenação e Cenografia: Carlos Antunes
Figurinos e Assistente de Encenação: Teresa Vicente
Fotógrafa: Helena Gonçalves
Desenho de Luz: Cristina Piedade
Pianista correpetidor: Nuno Barroso
OrchestrUtopica
Soprano: Eduarda Melo
Soprano: Teresa Gardner
Barítono: Luís Rodrigues
Actor: Rui Baeta


Metanoite

Sobre esta ópera escreveu, o compositor João Madureira
:
”Metanoite é uma ópera que reflecte sobre o estado do mundo neste microclima que é o meio artístico erudito nos nossos dias – as suas contradições, surpresas e perplexidades. E é também uma reflexão sobre o modo como pensamos e sobre a própria linguagem que usamos e que a nós nos usa.”

E o encenador André e. Teodósio comentou:
”Um espectáculo poço. Conjuga-se assim: Eu poço, tu poço, nós podemos. Como o poço da Torre dos Namorados. Os avós ao longe, o abismo aos pés e, entre nós, a imensidão da Beira Baixa que se estende.
(…)
Ainda não sei o que farei, mas sei o que não farei. Não farei nada sem fulgor (cheio para quem gosta, vazio para quem não gosta).
(…)
Promessa Llansoliana: Deixar de ser o rebelde (duplo do eremita), mas não desistir de tentar quebrar a impostura da língua do Príncipe.”

Compositor: João Madureira
Libreto: a partir de “O Senhor dos Herbais” e outros livros de Maria Gabriela Llansol
Adaptação: João Barrento
Maestro e Director Musical: Cesário Costa
Encenação: André e. Teodósio
Cenografia e Figurinos: Catarina Campino e Javier Núñez Gasco
Desenho de Luz: Cristina Piedade
Pianista correpetidor: Pedro Vieira de Almeida
OrchestrUtopica
Mezzo Soprano: Sílvia Filipe
Soprano: Sónia Alcobaça
Barítono: Mário Redondo
Actriz: Maria João Machado, Mónica Garnel, Paula Sá Nogueira

Co-Produção: Fundação Calouste Gulbenkian - O Estado do Mundo/OrchestrUtopica

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Agora
(blog de Mendonça Escoto Teodósio,
Quarta-feira, Maio 16, 2007)


Agora que voltei de Krefeld (só volto a viajar, se o fizer, com o Gift em Novembro) deixei de ser humano (seres humanos do marty está quase a estrear).
Quero ir ver tanta coisa
desde o marty
ao sérgio godinho.
Duvido que vá ver tudo.
Mas vou a casa do Otello. FESTA.... para desanuviar.

Entretanto escrevi o texto para a folha de sala da metanoite.
Aqui está:


Metanoite

“Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela”
Dorival Caymni

1. Quando eu vim...
Se, como dizem Slavoj Zizek e Mladen Dollar, a ópera não morrerá nunca porque nasceu morta e obsoleta perseguindo uma ideia ontológica de arte total (Gesamtkunstwerk), a pergunta que me resta é O que fazer? Velar pelo tal ‘corpus’ enquanto espero, qual herói operático, pelo gesto de clemência do Outro? Eles respondem a páginas tantas: The more opera is dead, the more it flourishes. Portanto, nada fazer de contemporâneo. Mas se, tal como uma Gabriela, eu vim para este mundo e não atinava em nada, Eu, que sempre encarei o/a _____ como um gigante relicário, um anacronismo grotesco, um (re)viver constante do passado perdido, que sempre reflecti sobre a Aufklärung perdida, que como a verdadeira Gabriela, sempre renunciei ao realismo, à linearidade, às ditaduras invisíveis do métier e da sociedade e não da comunidade... Deverei eu temer alguma coisa?
Encaro a encenação de uma ópera como total artístico, sempre a partir de mim como modus operandi entre as partes que funcionam por igual, mas não pode passar incólume o fascínio que a obra da verdadeira Gabriela desperta (em mim, também claramente na obra do dramaturgista, e do compositor).
‘Metanoite’ é assim uma homenagem.

2. Eu não atinava...
Sou (ou direi, somos?) acusado de metaforizador, de experimental, de simbolista, de surrealista, de abstraccionista, de filósofo, de intelectual, de elitista, de fashion, de plagiador, etc e tal; pois na senda da tal música respondo: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim...” porque, terei a veleidade de dizer que o problema não é meu, nem é da Gabriela, da verdadeira, mas o de uma cultura débil, que como paradigma, cataloga a autora de mística New Age, e o encenador de devoto da French Theory (abstenho-me de pronunciar qualquer categoria atribuída ao compositor e ao dramaturgista), e como paradoxo, tem a seu bel-prazer, e quando mais lhe convém, o despudor de o/a nomear como “autor nacional”.
Gabriela, ainda a verdadeira, desmarca-se de qualquer uma das possibilidades do mundo calculista. A pergunta que há tempos lançámos, eu e um André báltico, num outro espectáculo (que muito deve à obra literária de Llansol), aplica-se aqui na perfeição: Why mathematics instead of metamatics?
Guardini: (alertando para o fim da idade moderna).........................
Llansol: (não diz nada e de socapa vai edificando o novo tempo [que inclui tanto os múltiplos presentes, como o linear passado e abertura para o/s enigmático/s futuro/s se estes não forem já o jetzt hic et nunc)].

3. Hoje eu sou...
Esta ópera não poderá ter nunca uma sinopse suficiente e não terá nunca uma interpretação correcta. Disto não está/va o mundo óh-p[e)rático à espera.
Metanoite é um mundo nunca visto e ouvido, um mundo em constante mutação, uma noite dia e uma noite noite, um fairy tale contemporâneo (finalmente), onde ficção, filosofia e realidade coexistem com todas as potencialidades inerentes a cada um dos ismos (embora seja definitivamente o PoMo o único a permitir este complexo poder rizomático, desculpe-me Castoriadis), onde hipertexto, teoria dos jogos, entretenimento polido e por polir vs. Arte com A grande, bosque de significados e significantes metafóricos e alegóricos e directos, Penamacor + Torre dos Namorados, onde todos convivem, devolvendo ao legente a possibilidade de Dasein (tudo aquilo que podemos ser e que, como já sabemos nos, é impossibilitado pela famosa ‘ditadura invisível’).
Assim, eu também sou Gabriela.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

CNB: Ever Near, Ever Far


Ever Near, Ever Far
de Heinz Spoerli (coreografia)
Sinfonia Nº 5 de Gustav Mahler

Companhia Nacional de Bailado,
no ano em que completa 30 anos.

Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por James Tuggle, actua em palco juntamente com os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado.

Estreia no Teatro Camões
21, 22, 28, 29, 30 de Junho de 2007

Quarteto ARCANTO


MOZART (1756-1791)
Quarteto de cordas em Dó maior, K 465 (Dissonance)

HINDEMITH (1895-1963)
Sonata para viola solo, Opus 11 n.º 5

KRENEK (1900-1991)
Parvula corona musicalis, Opus 122

DALLAPICCOLA (1904-1975)
Ciaccona, Intermezzo e Adagio

RAVEL (1875-1937)
Quarteto de cordas em Fá maior

CCB, 20 de Junho de 2007

Quando Antje Weithaas, Daniel Sepec, Tabea Zimmermann e Jean-Guihen Queyras se apresentaram em Estugarda, em 2004, como Quarteto Arcanto, eram há muito conhecidos como reputados solistas. Enquanto formação de grupo, bastou um ano para serem considerados “revelação do ano” (De Morgen).
Para este concerto seleccionaram um programa que se inicia com o Quarteto de cordas em Dó maior de Mozart, uma composição expansiva, de diferentes estados de alma e de contrastes vivos. Abertura de um programa que é ele próprio feito de contrastes e espelha uma característica deste quarteto – à formação clássica e ao profundo conhecimento da obra de compositores como Mozart, Beethoven e Schumann, junta-se o de clássicos modernos como Krenek, Schostakovich e Dallapiccola.

Muito bons momentos.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Memória do Mundo

O luso-castelhano Tratado de Tordesilhas e o português Corpo Cronológico figuram entre os 38 bens do património documental inscritos este ano no registo Memória do Mundo da Unesco, anunciou hoje a organização.

O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 entre as coroas de Portugal e de Castela, e que definia a partilha do Novo Mundo entre os dois reinos, e cujo original português se encontra no Arquivo Geral das Índias, em Sevilha, estando o castelhano na Torre do Tombo, foi um dos inscritos no registo Memória do Mundo da Unesco, representando Portugal e Espanha.

Portugal está ainda representado com o Corpo Cronológico – uma colecção que reúne mais de 80 mil documentos em papel e pergaminho datados dos séculos XV e XVI, existente na Torre do Tombo, em Lisboa.
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Portugal - Corpo Cronológico (Collection of Manuscripts on the Portuguese Discoveries)
More than 83,000 documents, most from the 15th and early 16th centuries, inform us on the interaction between Europeans, particularly the Portuguese, and African, Asian and Latin American populations in the Age of Discovery.


Spain/Portugal - Treaty of Tordesillas
An ensemble of agreements signed on 7 June 1494 between the Spanish and Portuguese monarchs, establishing a new demarcation line dividing the world between Spain and Portugal. Following the modification of the line, Portugal’s zone was extended to the eastern end of the South-American continent where Brazil was to be born.


Portugal - Letter from Pêro Vaz de Caminha
Porto Seguro, Island of Vera Cruz, Brazil, 1 May 1500 – Letter from Pêro Vaz de Caminha to the King of Portugal, Manuel I. This is the first document describing the land and people of what became Brazil. It was written at the very moment of first contact with this new world. Pêro Vaz de Caminha was an official who had been commissioned to report on the voyage of the India-bound fleet commanded by Pedro Álvares Cabral. The Letter is a unique document because of the facts it narrates, the quality of its description of the people and territory and its account of cultural dialogue with a people unknown in Europe up to that time. It is rich in detail and shrewd observations that make us feel we are eyewitnesses of the encounter. Pêro Vaz de Caminha started his Letter on 24 April and finished it on 1 May, the date when one of the vessels of the fleet sailed for Lisbon to announce the good news to the King.

UNESCO

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Festival Rota dos Monumentos 2007

Os clássicos do cinema
Castelo São Jorge

Der Schauspieldirektor - Mozart
Palácio Nacional Mafra

Gala - Orquestra Mariinsky - Valery Gergiev
Palácio Condes Castro Guimarães

Os 12 violoncelos da Orq. Filarmónica Berlim
Palácio Condes Castro Guimarães

Midsummer night's dream, Mendelssohn

Palácio Condes Castro Guimarães

L'Orfeo
- Monteverdi
Mosteiro Jerónimos

28 de Junho a 20 de Setembro

sábado, 16 de junho de 2007

O Ano Lagarce

Jean-Luc Lagarce (1956-1995) teria hoje 50 anos.

A partir de 22 de Junho de 2007, no Instituto Franco-Português, em Lisboa, os Artistas Unidos comemoram o ANO LAGARCE.

Com encontros, fotografias, a apresentação de LES RÈGLES DU SAVOIR VIVRE DANS LA SOCIÉTÉ MODERNE com a sua criadora, Mireille Herbstmaier, MUSIC-HALL, leituras, conferências, a estreia de HISTÓRIA DE AMOR (últimos capítulos) dirigida por José Maria Vieira Mendes.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Colecção Manuel de Brito


Centro de Arte - Palácio dos Anjos, em Algés

.Dos Anos 10 aos Anos 50
.Menez - Exposição Antológica
.O Véu da Noiva - De Ana Vidigal e Ruth Rosengarten

até 16 de Setembro de 2007