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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Filmes da 8ª Festa do Cinema Francês

... a terminar em Lisboa.
Os filmes que vi ...


Les Chansons d'amour
,
Christophe Honoré
com Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Chiara Mastroianni, Clotilde Hesme, Brigitte Roüan.






Nue propriété, Joachim Lafosse
com Isabelle Huppert, Jérémie Renier, Yannick Renier.





Pas sur la bouche, Alain Resnais
com Sabine Azéma, Isabelle Nanty, Audrey Tautou, Pierre Arditi, Daniel Prévost, Lambert Wilson.





Coeurs, Alain Resnais
com Sabine Azéma, Lambert Wilson, André Dussollier, Pierre Arditi, Jaura Morante, Isabelle Carré.




Persépolis, Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
com as vozes de: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian.




Génial, Super, Sympa ...
Resnais génial, Lafosse e Satrapi super, Honoré sympa.

E os que fazendo parte da minha lista não consegui ver ...
Anna M., Michel Spinosa
com Isabelle Carré, Gilbert Melki, Anne Consigny.

Le scaphandre et le papillon, Julian Schnabel
com Ronald Bass, Claude Berri, Kathleen Kenedy.

Festa do cinema francês, já imprescindível na rentrée...
momento refrescante e saboroso.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

José Cura

Concerto de Gala
T. N. São Carlos
19. Outubro 2007

Ruggiero Leoncavallo
I Pagliacci
Prologo

Giuseppe Verdi
Nabucco
Abertura
«Gli arredi festivi» (Coro)
Ária «Sperate, o figli» (Zaccaria)

Umberto Giordano
Andrea Chénier
«Improvviso» (Chénier)

Giacomo Puccini
Turandot
«Signore ascolta...» (Liù)
«Non piangere Liù» (Calaf)

Tosca
Acto III (Cenas 1 e 2, Cavaradossi)

Ludwig van Beethoven
Sinfonia n.º 9 (Sinfonia Coral), op. 125


soprano
Chelsey Schill

contralto
Maria Luísa de Freitas

tenores
José Cura
José Manuel Araújo

baixo
Johannes von Duisburg

direcção musical [Sinfonia n.º 9]
José Cura

direcção musical
Mario de Rose

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Concerto mediano. José Cura simpático, melhor tenor, pior maestro.
Chelsey Schill mediana, presente em 4 das 6 óperas da temporada, vamos ver.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

La Trilogie des Dragons, Robert Lepage

Rentrée 2007

Ex Machina

Le Dragon Vert
Le Dragon Rouge
Le Dragon Blanc

Centro Cultural de Belém, 12 a 17 de Outubro de 2007
Grande acontecimento de teatro.
Boas produção e interpretações.
A história do século XX em 5,5 horas. Podíamos continuar mais horas.


História de uma China imaginária, A Trilogia dos Dragões acompanha uma família em Toronto e as suas relações com a comunidade chinesa. As personagens envelhecem com o espectáculo, a sociedade muda com elas. Texto e encenação do aclamado e visionário Robert Lepage.



Foi em 1987 que o escritor e encenador Robert Lepage, natural do Quebeque, venceu o Grande Prémio do Festival de Teatro das Américas com A Trilogia dos Dragões. Desde então, a sua peça tem vindo a percorrer o mundo.

Assistido por uma nova equipa de actores e designers, Lepage reconstruiu o cenário, dando-lhe a forma de uma antiga oficina de reparação de caminhos-de-ferro. No centro, num rectângulo de areia e gravilha, Jeanne e Françoise, as personagens principais, criam uma China imaginária, e é em torno das duas que os outros intervenientes vão surgindo.

No princípio, há a Françoise e a Jeanne. Elas têm doze anos e são inseparáveis. Brincam às lojas com caixas de sapatos, que usam para construir uma rua inteira, com lojas e tudo. Há o Lépine, o cangalheiro... Há a barbearia do pai da Jeanne, onde ela fica fascinada pela jovem cabeça vermelha de Bédard e onde os seus olhos se cruzam...

Há a velha lavandaria de Wong, onde, numa noite fria, chega William S. Crawford, um cavalheiro inglês que procura montar uma loja na cidade do Quebeque...”
escreve Marie Gignac, Dramaturga.

A saga de uma China imaginada é estruturada como uma valsa em três partes – uma dança que marca a Primavera, o Outono e o Inverno. Primeiro é a valsa da inocência, de premonições e destinos em declínio; depois a valsa da guerra, das viagens e do progresso; seguida por um terceiro movimento, a valsa da morte e do renascimento.

Enquanto esta dança segue, a peça avança do Ocidente para o Oriente, levando-nos pelos bairros chineses de Quebeque, Toronto e Vancôver, até Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima e a China maoísta, entre 1910 e 1985.

Oriente e Ocidente olham-se de noite no espelho do Pacífico.”

Lorraine Hébert, no programa do festival de teatro das américas



* Texte
Marie Brassard
Jean Casault
Lorraine Côté
Marie Gignac
Robert Lepage
Marie Michaud

* Mise en scène
Robert Lepage

* Assistance dramaturgique
Marie Gignac
* Assistance à la mise en scène
Félix Dagenais

* Assistance à la mise en scène, version originale
Philippe Soldevila

* Interprétation
Sylvie Cantin
Jean Antoine Charest
Simone Chartrand
Hugues Frenette ou Normand Bissonnette
Tony Guilfoyle
Éric Leblanc
Véronika Makdissi-Warren
Emily Shelton

* Musique originale
Robert Caux

* Assistance et arrangements
Jean-Sébastien Côté

* Interprétation de la musique
Jean-Sébastien Côté ou Martin Gauthier

* Scénographie originale
Jean François Couture
Gilles Dubé

* Assistance à la scénographie et aux accessoires
Vano Hotton

* Assistance aux accessoires
Marie-France Larivière

* Conception des éclairages
Sonoyo Nishikawa

* Conception originale des éclairages
Louis-Marie Lavoie
Lucie Bazzo

* Conception des costumes
Marie-Chantale Vaillancourt
Assistée de
Sylvie Courbron

* Intégration multimédia
Jacques Collin

* Conception des images
Lionel Arnould

* Agent du metteur en scène
Lynda Beaulieu

* Direction de production
Louise Roussel

* Adjointe à la production
Marie-Pierre Gagné

* Direction de tournée
Michel Bernatchez
Valérie Lambert
Isabelle Lapointe
Louise Roussel

* Direction technique
Serge Côté

* Direction technique (tournée)
Serge Côté
Patrick Durnin

* Régie générale
Félix Dagenais
Annie Pilon

* Régie des éclairages
Jean-François Couture
Dominic Minguy-Jean

* Régie son & vidéo
Claude Cyr
Gil Lapointe

* Régie des costumes et accessoires
Marie-France Larivière

* Chef machiniste
Simon Cloutier
Éric Gingras

* Assistante à la régie des costumes et accessoires
Sylvie Courbron
Isabel Poulin

* Consultant technique
Tobie Horswill

* Réalisation des costumes
Nicole Gadoury
Valérie Couture
Stéban Sanfaçon

* Réalisation des perruques et postiches
Joëlle Monty
Richard Hanson
Rachel Tremblay

* Consultant en mouvement
Harold Rhéaume

* Construction du décor
Les Conceptions Visuelles Jean-Marc Cyr

* Musique additionnelle
Youkali/ Musique de Kurt Weill, paroles de Roger Fernay
Œuvre utilisée avec la permission de European American Music
Corporation, agent pour The Kurt Weill Foundation for
Music, Inc. et agent pour Heugel S.A.

* Images du Canadian Army Show
Fox Movietonews, Inc.

* Traduction en cantonais
Truong Chanh Trung

* Production
Ex Machina

* Ex Machina est subventionnée par le Conseil des Arts du Canada, le ministère des Affaires étrangères et du Commerce international du Canada, le Conseil des Arts et des Lettres du Québec et la Ville de Québec.

* La version originale de La Trilogie des dragons a été créée le 6 juin 1987 au Hangar 9 du Vieux-Port de Montréal, dans le cadre de la deuxième édition du Festival de théâtre des Amériques.




La Trilogie des Dragons

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Import Export, Les Ballets C. de la B.

Rentrée 2007

Um divertimento comovente.

Koen Augustijnen, hoje um dos coreógrafos principais de Les Ballets C. de la B. e um nome destacado nos circuitos europeus e internacionais de dança contemporânea, passou várias vezes por Lisboa, nos anos 90, como intérprete de trabalhos de Alain Platel e de Francisco Camacho, e como participante do SKITE – 94, e criou uma forte relação com esta cidade. É com prazer que apresentamos a sua última criação.


Seis bailarinos/acrobatas juntam-se em cena ao contra-tenor Steve Dugardin e aos quarto músicos do Kirke String Quartet. Homens e mulheres. Para além do tema teatral, esta criação aprofunda uma pesquisa da morfologia que nasce da combinação de diferentes estilos de dança, performance, teatro, acrobacia, música e arte contemporânea.


O tema principal é a impotência, em diferentes níveis. A impotência em relação a um mundo que tem dificuldade em deixar-se moldar positivamente e a impotência quando não somos capazes de contribuir para mudar isso. Como lidamos com este sentimento? Como o expressamos?


Mas também o ambiente íntimo. Impotência face àqueles de quem nos sentimos próximos e que deixamos partir. Impotência face a um amor perdido. Impotência face ao sentimento de rejeição. Na civilização ocidental, a perca de controlo numa situação causa frustração e sentimentos de impotência e raramente é sentida como condição necessária para resolver uma situação. A impaciência contrasta com uma abordagem tranquila e reflectida. Quando reflectimos sobre a impotência, descobrimos também o poder. Num processo de ensaio encontramos muitas vezes estes pólos opostos. Fonte de inspiração ou fonte de impotência?
koen augustijnen


Conceito e direcção Koen Augustijnen
Dançado e criado por Lazara Rosell Albear, Koen Augustijnen, Marie Bauer, Juan Benitez, Gaël Santisteva, Jakub Truszkowski
Contralto masculino Steve Dugardin
Músicos
Kirke String Quartet: Eva Vermeeren (violino), Saartje De Muynck (violino), Evelien Vandeweerdt (viola), Herlinde Verheyden (violoncelo)
Musica a partir de composições de Charpentier, Clérambault, Hahn, Couperin e Lambert Compositor, adaptação musical Bart Vandewege
Compositor de música electrónica Sam Serruys
Dramaturgia Guy Cools
Aconselhamento coreográfico e de movimento Ted Stoffer
Aconselhamento musical para a música barroca Steve Dugardin
Cenografia Jean Bernard Koeman
Desenho de luz Carlo Bourguignon
Figurinos Lies Van Assche
Luminotecnia Kurt Lefevre
Som Sam Serruys
Direcção de cena Wim Van de Cappelle
Construção de cenários Koen Mortier, Koen Raes, Stéphane Mandeville, Wim Van de Cappelle
Direcção de produção e digressões Fien Ysebie
Fotografia Chris Van der Burght
Produção Les Ballets C. de la B.
Co-produção Théâtre de la Ville (Paris), Hebbel am Ufer (Berlim), Brighton Festival, Tramway (Glasgow), Place des Arts (Montréal), Théâtre Les Tanneurs (Bruxelas), Grand Théâtre de Luxembourg, TorinoDanza
Com apoio de City of Ghent, Province East Flanders, Flemish Authorities
A companhia Les Ballets C. de la B. é embaixadora cultural da UNESCO-IHE

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Richard Strauss Vocal

Rentrée 2007
Richard Strauss
ópera Capriccio op.85
- Prelúdio, para sexteto de cordas
- Finale
ópera Ariadne auf Naxos
Duas árias:
- «Ein schönes war»
- «Es gibt ein reich»
Le Bourgeois gentilhomme
op.60
suite para orquestra

Orquestra Gulbenkian
Lwarence Foster (maestro)
Soile Isokoski (soprano)

Gulbenkian, 18 e 19 de Outubro de 2007

_______
Os sopranos têm a sorte de ter tido nos finais do século XIX e na primeira metade do século XX dois compositores que escreveram para a sua voz com uma paixão e uma veemência ímpares: Puccini e Richard Strauss. Não que Verdi, Bellini, Wagner e tanto outros não tivessem adorado escrever para soprano, mas é que também escreveram com igual veemência para tenor, meio-soprano, barítono ou baixo. E em Puccini e em Strauss o favorecimento é, digamos, quase desonroso. Os universos destes dois autores são de e para sopranos.

Neste contexto, um concerto totalmente dedicado a Richard Strauss só vale a pena ouvir, pelo menos no que respeita ao domínio vocal, se interpretado por uma grande cantora - a sua obra não se compadece com fracas vocalidades ou musicalidades. Tal é o caso de Soile Isokoski, soprano finlandesa em ascendente actividade há já quase 20 anos, uma cantora que, curiosamente, iniciou a sua carreira com um papel pucciniano - a Mimi.

Isokosi é uma das mais requestadas cantoras da actualidade no repertório straussiano não dramático (Elektras e Salomés não fazem parte do seu universo), tendo-se apresentado nos mais importantes palcos como intérprete de Capriccio, Cavaleiro da Rosa, Arabella, havendo a assinalar uma versão discográfica premiadíssima das Quatro Últimas Canções. Mas uma cantora de Strauss tem de ser obrigatoriamente uma grande cantora de Mozart, e Isokoski também se tem imposto como grande intérprete de As Bodas de Fígaro, Cosí fan Tutte e Don Giovanni. Tem também deambulado por outros terrenos da ópera e apresenta-se regularmente como recitalista. Seria aqui desnecessário, e quase ofensivo, enumerar os palcos, os maestros, os encenadores, os cantores, as orquestras com que Isokoski tem colaborado. Será suficiente dizer que ela se move naquilo que se considera o Olimpo canoro dos nossos dias.

Uma boa chave de entrada para a sua arte será talvez aquilo que a própria afirmou há não muito tempo: na sua juventude Maria Callas impressionou-a especialmente, e um pouco mais tarde tornou-se enorme admiradora de Jessye Norman e de Elisabeth Schwarzkopf. Ora, convenhamos, não poderá haver melhores faróis para cantar o final do Capriccio e as duas terríficas árias da Ariadne auf Naxos.

FCG

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O Construtor Solness, Henrik Ibsen


Teatro do Bairro Alto
de 27 de Setembro a 4 de Novembro de 2007

Tradução Pedro Fernandes
Encenação Carlos Aladro
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Carlos Aladro, Rui Seabra e Luis Miguel Cintra a partir de um desenho de luz original de Daniel Worm d’Assumpção
Som Juan Manuel Artero
Distribuição Beatriz Batarda, Duarte Guimarães, Luís Lucas, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Sofia Marques e Teresa Sobral.

Resumo
Solness, construtor de casas numa pequena cidade da Europa do Norte, vive atormentado pela culpa e pelo medo de que os jovens lhe queiram tirar o poder que conquistou. Perdeu a alegria. E envelheceu. A sua mulher é a presença viva da morte dos filhos na consequência de um grande incêndio que lhe veio a possibilitar o êxito como construtor. Os seus empregados são as vítimas da sua crise.
Um dia acontece o que ele temia: a juventude entra-lhe pela porta dentro. Uma rapariga vinda das montanhas chega a sua casa para lhe recordar um dia de alegria esquecida: o dia, dez anos atrás, em que, desafiando Deus, venceu as vertigens, subiu ao catavento da alta torre que construíra e nesse entusiasmo a beijou, era ela ainda menina. Nesse dia prometeu-lhe que havia de voltar para fazer dela uma princesa e lhe dar um reino.
A rapariga, agora mulher feita, vem exigir o cumprimento da promessa e acaba por transformar a sua vida. Liberta-o da culpa, dos deveres familiares, da dependência dos empregados e devolve-lhe a alegria. Solness volta a ter confiança em si próprio, vence as vertigens e volta a subir a uma torre muito alta. Mas o gesto é maior que o homem e o Construtor cai da torre e morre. E Hilde, o anjo ou demónio que o veio visitar, apesar da tragédia, ganha de facto um reino: aprende a esperança de um mundo novo, finalmente liberto dos fantasmas do velho mundo.

E mais ...
É com esta intriga que Ibsen constrói uma das suas últimas peças, considerada por muitos como a sua obra-prima. A peça, perfeita na sua arquitectura dramática e na sua aparência de drama realista do fim do século XIX, adquire uma enorme carga simbólica e permite múltiplas interpretações. Solness, ao que parece, baseado em experiências de vida pessoais, pode ser uma projecção do próprio autor e da sua condição de artista. Mas é sobretudo o símbolo de um velho mundo, o poder da burguesia ou até a civilização ocidental em luta com a sua própria decadência. Hilde, a jovem que o visita, tem tanto de rapariga como de deusa. Solness é o Homem e quase adquire a dimensão de um Ícaro ou de um Prometeu. O conto filosófico adquire a dimensão de uma tragédia. Ibsen reconstrói uma mitologia.

Cornucópia, Luis Miguel Cintra, Beatriz Batarda, Carlos Aladro e Pedro Fernandes...
É com este texto que o Teatro da Cornucópia abre a nova temporada, com estreia marcada para 27 de Setembro no Teatro do Bairro Alto de Lisboa. Nos dois enormes papéis principais estarão Luis Miguel Cintra e Beatriz Batarda que, também 10 anos depois, volta a trabalhar na Companhia em que começou a sua carreira de actriz de teatro. Para dirigir o espectáculo a Cornucópia convidou o jovem encenador espanhol Carlos Aladro que durante vários anos foi membro importante do Teatro de la Abadia de Madrid e com quem Luis Miguel Cintra aí trabalhou na encenação de Comedia sin Título de Garcia Lorca. (...) A tradução é de Pedro Fernandes e está publicada no primeiro volume das obras de Henrik Ibsen editado pela Cotovia.

Teatro da Cornucópia
Textos de Carlos Alardo e Luis Miguel Cintra
_______
Muito bom: encenação e interpretações.
Carlos Alardo encena um Ibsen para todos os espectadores.
Luis Miguel Cintra em mais um bom momento, agora liberto da encenação.
Beatriz Batarda também bem, com uma caracterização mais difícil.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Do Barroco ao Bel Canto

Rentrée 2007

Teatro Nacional de São Carlos
28 de Setembro de 2007







Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro (Abertura)

George Frideric Handel
Ariodante, HWV 33 (1735)
Recitativo e Ária «E vivo ancora?... Scherza infida in grembo al drudo» (Ariodante)

João de Sousa Carvalho
Testoride Argonauta
Recitativo e Ária «Ah ingrato taci. Nasconderó nel seno» (Nicea)

Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro
Recitativo e Ária «Tutto è disposto... Aprite un po quegl'occhi » (Figaro)

Marcos Portugal
Zaira
Recitativo e Ária «Oh ciel! Che dissi mai?... Frenar vorrei le lacrime» (Zaira)

Wolfgang Amadeus Mozart
La clemenza di Tito, KV 621 (1791)
Ária «Parto, ma tu ben mio» (Sesto)

Giuseppe Verdi
La forza del destino (Abertura)

Vincenzo Bellini
I Capuleti e i Montecchi
Recitativo e Ária «Eccomi in lieta vesta... Oh! Quante volte» (Giuletta)

George Frideric Handel
Alcina, HWV 34 (1735)
Ária «Sta nell'Ircana pietrosa tana» (Ruggiero)

Rinaldo
Ária «Sibillar gli angui d'Aletto» (Argante)

Gaetano Donizetti
Don Pasquale
Ária «Quel guardo il cavaliere» (Norina)

Gioachino Rossini
L'italiana in Algeri (1813)
Recitativo e Rondò «Amici, in ogni evento m'affido a voi... Pensa alla patria» (Isabella)

sopranos
Sara Braga Simões
Carla Caramujo

meio-soprano
Vesselina Kasarova

barítono
José Fardilha

direcção musical
Cornelius Meister

Orquestra Sinfónica Portuguesa

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Tanto Amor Desperdiçado, William Shakespeare

Rentrée 2007

Love's Labour's Lost


Teatro Nacional D. Maria II
20 de Setembro a 28 de Outubro de 2007

Nesta comédia, onde se encontram os mais belos pensamentos sobre a ciência do amor e onde Shakespeare desenvolve com prazer e extremo virtuosismo jogos de linguagem, sucedem-se encontros entre jovens de países diferentes. Pareceu, portanto, muito pertinente aprofundar esse aspecto, já presente na peça e sem mudar em nada o texto, propondo um espectáculo bilingue. Um trabalho sobre as relações e as línguas, em suma, um espectáculo europeu.

O Rei de Navarra acompanhado por três jovens príncipes faz o juramento de se dedicar exclusivamente ao estudo durante três anos: pouco sono, pouca comida e nenhum contacto com o sexo feminino é o contrato que os une. A Princesa de França, acompanhada por jovens damas da sua Corte, vem negociar em nome do seu pai, Rei de França, o domínio da Aquitânia, perturbando para sempre este cenário. Os quatro homens apaixonam-se secretamente pelas quatro mulheres mas são obrigados a esconder os seus sentimentos uns dos outros – para não falhar ao juramento combinado.
Depois de um encontro onde homens e mulheres se disfarçam, desenham-se os vários pares amorosos mas, no meio da festa, anuncia-se a morte do Rei de França. A Princesa terá de regressar ao seu país e as damas impõem aos seus apaixonados um ano de afastamento, como nova prova de amor.
Terá sido desperdiçado todo aquele amor?

O encenador Emmanuel Demarcy-Mota recebeu o Prémio Revelação Teatral da crítica francesa e é director de um Centro Dramático Nacional. Em La Comédie de Reims, criou um centro de investigação com actores e autores europeus.

Tradução para português Nuno Júdice
Tradução para francês François Regnault
Co-produção Teatro Nacional D. Maria II | La Comédie de Reims

encenação EMMANUEL DEMARCY-MOTA
assistência de encenação CHRISTOPHE LEMAIRE
segundo assistente de encenação AMÂNDIO PINHEIRO
cenografia | desenho de luz YVES COLLET
música original JEFFERSON LEMBEYE
figurinos CORINNE BAUDELOT
consultora literária MARIE-AMÉLIE ROBILLIARD
colaboração cenográfica MICHEL BRUGUIÈRE
pronúncia da língua francesa FRANÇOISE HOURTIGUET
tiro com arco ARMINDO CERA
produção executiva (França) NATHALIE QUENTIN

com
ANA DAS CHAGAS | AURÉLIE MERIEL | CLÁUDIO DA SILVA | DALILA CARMO | ELMANO SANCHO | GUSTAVO VARGAS | HEITOR LOURENÇO | HORÁCIO MANUEL | MARCO PAIVA | MARIA JOÃO PINHO | MIGUEL MOREIRA | MURIEL INES AMAT | NELSON MONFORTE | NUNO GIL | SARAH KARBASNIKOFF | VÍTOR D’ANDRADE

"peines d’amour perdu"
8 a 13 de Novembro
La Comedie de Reims


O risco é ficarmos fechados e termos certezas
Conversa com Emmanuel Demarcy-Mota
A propósito de “Tanto Amor Desperdiçado”

Alegações finais de Emmanuel Demarcy-Mota
(director do Téâtre de la Ville):
"Há muito sucesso entre os luso-franceses"

"Un nouveau directeur au Théâtre de la Ville"
LeMonde.fr

online-literature

sábado, 22 de setembro de 2007

Marcel Marceau



1923
2007

Teresa Ricou:
... morte de Marcel Marceau é "perda irreparável" na arte da comunicação sem palavras ...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

8ª Festa do Cinema Francês

Rentrée 2007

Cinema São Jorge
Instituto Franco-Português

3 a 28 de Outubro de 2007
Lisboa: 3 a 15 de Outubro

link



Sugestões:
Les Chansons d'amour, Christophe Honoré
Anna M., Michel Spinosa
Nue propriété, Joachim Lafosse
Pas sur la bouche, Alain Resnais
Coeurs, Alain Resnais
Le scaphandre et le papillon, Julian Schnabel
Persépolis, Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

D’un Soir un Jour, Rosas & Anne Teresa de Keersmaeker

Rentrée 2007

Sob o título D’un Soir un Jour, a coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker concebeu, ao som de Debussy, George Benjamin e Stravinski, seis andamentos de excepcional riqueza; seis oportunidades de partilharmos com a coreógrafa a sua obsessão entre o puro movimento e a música.

Centro Cultural de Belém, 21 e 22 de Setembro de 2007

O trabalho coreográfico de Anne Teresa De Keersmaeker tem revelado, desde sempre, uma forte ligação com a música – música enquanto fonte e enriquecimento dos movimentos. Pela primeira vez, a aclamada criadora belga coreografa as complexas mas transparentes composições de Claude Debussy, às quais se juntam as de George Benjamin e Igor Stravinski.
Sob o título D’un Soir un Jour, seis coreografias desenrolam-se numa viagem musical que começa e termina ao som do compositor francês. Prélude à l’après-midi d'un faune, a composição de Debussy inspirada no poema de Stéphane Mallarmé sobre a ténue fronteira entre a realidade e a imaginação, é a primeira; Jeux, construída como um sugestivo jogo de ténis que se transforma num ritual de sedução, a última. No meio estão duas composições do contemporâneo britânico George Benjamin, uma das quais – Dance Figures – foi criada especialmente para a Companhia Rosas. A transição entre os temas de Debussy e de George Benjamin é feita com composições de Igor Stravinski, amigo e admirador de Debussy.
O efémero, o desejo, a elegância, a natureza, a explosão de energia e a sedução são alguns dos temas sugeridos.
Uma coreografia, um dia – un jour. O brilho de momentos fugazes dançado por 14 bailarinos.
“Com D’un soir un jour, Anne Teresa De Keersmaeker oferece um espectáculo cheio de surpresas, sonhos, ameaças suspensas, sensualidade, desejos insatisfeitos...”
JEAN-MARIE WYNANTS, LE SOIR, 19 MAIO 2006

ANNE TERESA DE KEERSMAEKER coreografia

FILME
Blow-up (M. Antonioni, 1966) Licenciado por Turner Entertainment, Co.
FRAGMENTO DA COREOGRAFIA ORIGINAL DE Prélude à l’après-midi d’un faune
Vaslav Nijinsky
MÚSICA
C. DEBUSSY Prélude à l’après-midi d’un faune
I. STRAVINSKI Symphony of Wind Instruments / To the memory of Claude Achilles Debussy
G. BENJAMIN Dance Figures (estreia)
INTERVALO
G. BENJAMIN Ringed by the Flat Horizon
I. STRAVINSKI Fireworks ⁄ Orchestral Fantasia
C. DEBUSSY Jeux

Estreada com e dançada por
BOTSJAN ANTONCIC, SUE-YEON YOUN, TALE DOLVEN, KOSI HIDAMA, FUMIYO IKEDA, KAYA KOLODZIEJCZYK, CYNTHIA LOEMIJ, MARK LORIMER, MOYA MICHAEL, ELIZAVETA PENKÓVA, ZSUZSA ROZSAVÖLGYI, TAKA SHAMOTO, IGOR SHYSHKO, CLINTON STRINGER
decor e iluminação JAN JORIS LAMERS figurinos TIM VAN STEENBERGEN fotografia HERMAN SORGELOOS

produção ROSAS & LA MONNAIE co-produção THÉÂTRE DE LA VILLE, Paris
estreia mundial LA MONNAIE | 17 Maio 2006

link

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Hamlet, William Shakespeare

Rentrée 2007
Teatro Maria Matos
13 de Setembro a 21 de Outubro de 2007

Um príncipe decide vingar a morte de seu pai, assassinado pelo tio que toma a viúva como esposa e o trono como herança. E as mortes sucedem-se... Hamlet é a essência do teatro porque o próprio Hamlet é o teatro em estado incandescente. Hamlet, mais do que personagem, é actor. Representa. Em cada momento da acção. Como todos em Hamlet representam. Os bastidores da vida são os bastidores do palco a um ponto tal que o palco se transforma nos bastidores da existência. Mais ainda: o interior de cada personagem é também ele um palco onde (se) jogam (representam) e misturam as paixões e as virtudes, os sentidos contraditórios da vida, feita de tudo o que faz com que o humano seja humano e não divino. Há um Hamlet que representa dentro de cada homem e cada homem é um rosto (uma máscara?) de Hamlet. É por isso que os Hamlets são tantos quantos os homens que o vêem, o estudam e o representam.
Who’s there? Hamlet…
João Maria André

Espectáculo comemorativo dos 50 anos de Carreira de João Mota e dos 35 anos da Comuna.

tradução Sophia de Mello Breyner Andresen
adaptação João Maria André
versão cénica e encenação João Mota
cenografia José Manuel Castanheira
figurinos Carlos Paulo
música José Pedro Caiado
desenho de luz João Mota e Zé Rui
interpretação Albano Jerónimo, Alexandre Lopes, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Diogo Infante, Frédéric Pires, Gonçalo Ruivo, Hugo Franco, João Ricardo, João Tempera, Jorge Andrade, José Pedro Caiado, Miguel Sermão, Natália Luíza e Raúl Oliveira
execução musical Hugo Franco e José Pedro Caiado
co-produção Comuna Teatro de Pesquisa e Teatro Maria Matos

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Waterproof, Daniel Larrieu

Rentrée 2007

Uma peça importante na dança francesa e também mundial.
Programa Culturgest
13 e 14 de Setembro 2007
Piscina do Jamor, Estádio Nacional

Reposição de uma das peças emblemáticas da Dança Contemporânea Francesa dos anos 80, que correu mundo na versão filmada e que a Culturgest apresenta ao vivo pela primeira vez em Portugal.

“Em 1985, Anne Frémy convida vários artistas a deslocarem as suas ferramentas e processos de criação para dentro de água e alguns bailarinos encontram-se na piscina de Vincennes para momentos subaquáticos.

Em 1986 a companhia Astrakan é recebida em residência em Angers, em torno de um projecto que marcará uma época, e trabalha durante três meses na piscina Jean-Bouin na criação de Waterproof. Período singular da dança contemporânea francesa, que se apropria dos lugares públicos e os transforma em lugares de representação.

A propósito dos 20 anos desta produção e por proposta de Pascale Henrot, directora do festival Paris Quartier d’Eté, decidi recriar esta peça. Contactei os intérpretes da versão original e convidei outros bailarinos a participarem no projecto.

Trabalhar intensamente em meio aquático leva a experimentar campos pouco habituais e à descoberta de uma outra utilização dos sentidos, de um outro movimento. Retomar esta criação – singular no meu percurso – é um regresso a essas e à imensidão de outras experiências conduzidas pela dança contemporânea; é recordar as apostas deste movimento.

Waterproof é uma peça de sonoridades guerreiras, de luta, de combate, aqui com o elemento líquido, uma maneira de respirar, de sorver o ar, de conduzir o movimento. Poucos viram esta produção, muitos conhecem o filme. Regresso ao presente, 20 anos mais tarde.”

Daniel Larrieu, Janeiro 2005
_______

Conceito Daniel Larrieu
Estreia
piscina Jean-Bouin, Angers, a 25 de Março de 1986
Reposição
piscina Jean-Bouin, Angers, a 21 de Junho de 2006
Versão 2006:
Coreografia
Daniel Larrieu
Intérpretes
Jérôme Andrieu, Dominique Brunet, Alain Buffard, Didier Chauvin, Mié Coquempot, Agnès Coutard, Claude Frémy, Christophe Ives, Bertrand Lombard, Michel Reilhac
Assistente
Fanny de Chaillé
Luzes
Françoise Michel
Partitura sonora
Jean-Jacques Palix, Eve Couturier
Direcção e realização vídeo
Sophie Laly
Direcção técnica
Christophe Poux
Realização vídeo 86
Jean-Louis Letacon
Assistido por
Luc Riolon
Filmagem subaquática
Henri Alliet
Montagem
Catherine Rees et Luc Riolon
Produção
Astrakan
Co-produção e residência
CNDC/Centre national de danse contemporaine Angers em parceria com o festival Paris Quartier d’Eté, a Cidade de Angers, l’Espace 1789 e a Cidade de Saint-Ouen, o Conseil Général de Seine St Denis.
Com apoio da
ADAMI, que administra os direitos dos artistas-intérpretes (actores, cantores, músicos, maestros, bailarinos…) e consagra uma parte dos direitos recebidos ao apoio à criação, à difusão e à formação.

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Tabu / Waterproof
L'atelier existait depuis déjà deux ans au Pré-Saint-Gervais lorsque j'ai invité Daniel Larrieu. Y participaient des danseurs (Jacques Patarrozzi, Hervé Diasnas, Yano est venu deux fois) et des pratiquants-chercheurs de yoga, tai-chi, danse contact, prof de gym, nageurs. Ces deux années avaient déjà permis de produire un certain nombre d’"images" qui ont été absorbées par Waterproof. L'année où j'ai invité Larrieu, il s'agissait de faire se rencontrer danse contemporaine et natation synchronisée. J'ai donc monté un atelier à l'Institut National des Sports, avec l'équipe de France de natation synchronisée. Leur entraîneuse nous donnait des cours de synchro ; Daniel Larrieu donnait des cours de danse aux nageuses de l'équipe de France ; un troisième temps était consacré à un atelier de recherche. Michel Reilhac participait à ce projet et il a invité Larrieu au CNDC... Aujourd'hui, pour la reprise, il ne reste qu'une nageuse d'origine sportive, ma soeur, Claude Frémy, magnifique nageuse-danseuse, qui fut aussi maître-nageur et qui a beaucoup apporté à ce projet. C'est, entre autres, à propos de cette volonté de rapprochement de deux milieux opposés, art/sport, que le projet a eu un sens "politique". Et aussi le désir de décloisonner et d'ouvrir un lieu populaire de Seine-Saint-Denis à l'art. Il est vrai aussi que 1981 était un contexte historique de rêve pour lancer Tabu*.

Le soutien de personnalités du monde de l’art, comme Jacques Guillot et Victoire Dubruel, fut essentiel. D'autres artistes ont participé à ce projet : le peintre Erro, la conteuse Muriel Bloch, le peintre et performer Olivier Agid, le compositeur de musique subaquatique Michel Redolfi, plusieurs compositeurs pour l'ambiance sonore aérienne (Thom Willems, Palix, Gilles Grand, Ghédalia Tazartès, Louis Dandrel), Brian Eno pour une visite de curiosité qui avait donné lieu à une amusante séance sonore avec les bébés nageurs etc.
Je m'intéresse toujours à l’eau, aux piscines et à la pratique de la natation. J’ai découvert ailleurs qu’en France d'autres pratiques et d'autres architectures (Japon, Islande, Hongrie ...). Les films Tokyo Marine et Blue Lagoon, produits dans le cadre des bourses l’Envers des Villes et la Villa Medicis Hors les Murs, ont été montrés dans des expositions, en particulier Cities on the Move. Ces recherches nourrissent également des collaborations avec des architectes (Nouvel, Bouchain).
Lors d’une résidence à la Villa Kujoyama (Kyoto) en 2005, j'ai rencontré et filmé les pratiquants d'une natation merveilleuse créée au 16e siècle et issue des arts martiaux. J’espère que bientôt, ces recherches feront l’objet d’une édition.

Anne Frémy, propos recueillis par Denise Luccionni, avril 2006
*Tabu, poème lyrique sur les amours de deux amants interdites par la tradition, est le dernier film de Murnau, en collaboration avec le documentariste Flaherty.
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Waterproof naît d’un triple mouvement qui touche la danse dans les années 1980 en France sur fond de changement politique majeur. Elle émerge en se taillant une place à soi, indépendante des danses classique et moderne. Elle se coule dans les espaces inoccupés de la création en profitant de la pauvreté des étiquettes et s’octroie en conséquence le territoire le plus ouvert possible. Elle affirme haut et fort prendre pour pataugeoire tout le vaste monde sans exception. Daniel Larrieu, ex-élève jardinier et toujours explorateur par le mouvement d’un ailleurs immatériel, accepte joyeusement de changer d’élément et de se jeter à l’eau, lorsqu’une passionnée « maître-nageur chercheuse », Anne Frémy, l’embarque dans une aventure aquatique. Vingt ans après, Waterproof renaît comme la partie insubmersible d’un iceberg lumineux d’expérimentations et de spéculations tournées vers l’avenir. La plupart des interprètes créateurs ont répondu « présent » pour une reprise de mousquetaires, vingt ans après. Rien de familier dans cet OVNI chorégraphique, quelques bribes reconnaissables, graphiques ou cinématographiques, des impressions fugaces de déjà vécu – mais où et quand ? – surtout l’image d’une tribu étrange de mutants, d’une autre humanité abordant le monde par la face mouillée dans un faux silence peuplé de souvenirs prénataux. Des jeux enfantins ou sophistiqués intègrent à la chorégraphie la respiration en surface, le moins d’agitation possible des nageoires et branchies, des perspectives déformées, des anamorphoses, des contorsions et des grands écarts de déités hindoues, comme l’apprivoisement tranquille de l’élément liquide en vue d’un avenir heureux de l’humain en poisson.

Denise Luccioni, programme du festival Paris Quartier d'Eté – 2006

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Viver os Jardins Gulbenkian

8, 15 e 22 Setembro, 13, 20 e 27 Outubro de 2007, 16h00

Com a recente renovação dos Jardins da Gulbenkian conseguida pelo Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, a Fundação promove o programa "Viver os Jardins Gulbenkian".

Esta iniciativa tem o objectivo de dar a conhecer este espaço único na cidade de Lisboa, como uma referência do desenho e da paisagem do movimento moderno.

As visitas são guiadas por especialistas de vários ramos de conhecimento, que nos propõem uma visita, um olhar, uma reflexão sobre os jardins procurando desta forma construir, a partir do jardim real, o jardim de cada um de nós enquanto lugar de experiência vital.

O Jardim na Paisagem do Séc. XXI
O Jardim como laboratório da paisagem; desafios das paisagens no séc. XXI
Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto
8 Setembro

Um Piquenique à Sombra de um Carvalho
Aspectos da Natureza no (e do) Jardim; a botânica na construção do lugar
Fernando Catarino
15 Setembro

A Fotografia nos Jardins
Uma leitura do Jardim através do olhar de um fotógrafo
José Manuel Rodrigues
22 Setembro

Uma Viagem à Ilha dos Amores
Nuno Júdice
13 Outubro

O Corpo e o Espaço
Rui Horta
20 Outubro

Artifícios Invisíveis
Aurora Carapinha
27 Outubro

terça-feira, 4 de setembro de 2007

MOTELx, cinema de terror


MOTELx é um festival não competitivo que visa dar a conhecer em Portugal o melhor do Cinema de Terror, em todas as suas variantes - das grandes produções ao experimental, dos clássicos às novas tendências.

Cinema São Jorge
5 a 9 de Setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

crítica de teatro

Rentrée 2007

"A crítica de teatro:
como gostava que fosse e como é"
Por Kalina Stefanova

Culturgest, 7 de Setembro de 2007

Seguindo a estrutura de uma história pessoal, recontando uma busca que por todo o mundo se faz de um ideal de crítica, esta conversa irá, ao mesmo tempo, investigar as diferentes realidades da crítica. Com uma abordagem claramente pessoal e com sinceridade, pretendo inspirá-lo, instigá-lo e estimulá-lo a perseguir o seu próprio sonho sobre o que a crítica devia ser, e torná-lo realidade. Por outras palavras (e num outro nível de comunicação): esta conversa procurará despertar a nossa propensão inata para o idealismo, bem como a sua necessidade – este raro traço humano romântico de que o nosso mundo tão prático está cada vez mais terrivelmente necessitado.
Kalina Stefanova. PH.D.

Professora Associada da National Academy of Theatre and Film de Sofia (Bulgária). Crítica e investigadora, foi vice-presidente da Associação Internacional de Críticos de Teatro e é responsável pelos simpósios da Associação. Os seus livros sobre teatro, nas áreas da dramaturgia e políticas culturais, estão editados em quinze países.
Kalina Stefanova apresenta-se a convite do crítico Tiago Bartolomeu Costa no âmbito do 4.º aniversário do blogue O Melhor Anjo. O seu ensaio Pode a crítica ser pós-dramática? Está publicado no n.º1 da OBSCENA – revista de artes performativas.