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domingo, 24 de junho de 2007

A Montanha op. 35 / Metanoite

Ópera
29 e 30 de Junho. Gulbenkian

Co-produção: OrchestrUtopica, orquestra residente deste projecto

Entre as várias encomendas e produções novas feitas expressamente para o Fórum Cultural “O Estado do Mundo”, contam-se duas óperas encomendadas a dois compositores portugueses, aos quais, em total liberdade de criação, se propôs que respondessem subjectiva, musical e dramaturgicamente ao estado do mundo. Convidaram-se igualmente dois encenadores que, com as equipas de criadores por eles constituídas, apresentaram as suas “respostas”.

A Montanha op. 35
Ópera de câmara

Sobre a Montanha escreveu, o compositor Nuno Côrte-Real:
“Quase mitologia, A Montanha ergue no seu tom interior (leia-se som), sentimentos de desejo por uma profunda mudança na forma de viver, alicerçada no regresso à Natureza e numa universal comunhão ética e amorosa entre os homens. Utilizando a poesia de Pascoaes como estrutura (retirada sobretudo do poema Maranus), recorre também à lírica de Camões e de Pessoa, entre outros, confluindo todos eles na visão humanística e espiritual de Agostinho da Silva, de produzir beleza, de amar os homens e de louvar a Deus. O mundo acaba sempre por fazer o que sonharam os Poetas.”

Compositor e Libreto: Nuno Côrte-Real
(Libreto baseado no poema “Maranus” de Teixeira de Pascoaes)
Maestro e Director Musical: Cesário Costa
Encenação e Cenografia: Carlos Antunes
Figurinos e Assistente de Encenação: Teresa Vicente
Fotógrafa: Helena Gonçalves
Desenho de Luz: Cristina Piedade
Pianista correpetidor: Nuno Barroso
OrchestrUtopica
Soprano: Eduarda Melo
Soprano: Teresa Gardner
Barítono: Luís Rodrigues
Actor: Rui Baeta


Metanoite

Sobre esta ópera escreveu, o compositor João Madureira
:
”Metanoite é uma ópera que reflecte sobre o estado do mundo neste microclima que é o meio artístico erudito nos nossos dias – as suas contradições, surpresas e perplexidades. E é também uma reflexão sobre o modo como pensamos e sobre a própria linguagem que usamos e que a nós nos usa.”

E o encenador André e. Teodósio comentou:
”Um espectáculo poço. Conjuga-se assim: Eu poço, tu poço, nós podemos. Como o poço da Torre dos Namorados. Os avós ao longe, o abismo aos pés e, entre nós, a imensidão da Beira Baixa que se estende.
(…)
Ainda não sei o que farei, mas sei o que não farei. Não farei nada sem fulgor (cheio para quem gosta, vazio para quem não gosta).
(…)
Promessa Llansoliana: Deixar de ser o rebelde (duplo do eremita), mas não desistir de tentar quebrar a impostura da língua do Príncipe.”

Compositor: João Madureira
Libreto: a partir de “O Senhor dos Herbais” e outros livros de Maria Gabriela Llansol
Adaptação: João Barrento
Maestro e Director Musical: Cesário Costa
Encenação: André e. Teodósio
Cenografia e Figurinos: Catarina Campino e Javier Núñez Gasco
Desenho de Luz: Cristina Piedade
Pianista correpetidor: Pedro Vieira de Almeida
OrchestrUtopica
Mezzo Soprano: Sílvia Filipe
Soprano: Sónia Alcobaça
Barítono: Mário Redondo
Actriz: Maria João Machado, Mónica Garnel, Paula Sá Nogueira

Co-Produção: Fundação Calouste Gulbenkian - O Estado do Mundo/OrchestrUtopica

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Agora
(blog de Mendonça Escoto Teodósio,
Quarta-feira, Maio 16, 2007)


Agora que voltei de Krefeld (só volto a viajar, se o fizer, com o Gift em Novembro) deixei de ser humano (seres humanos do marty está quase a estrear).
Quero ir ver tanta coisa
desde o marty
ao sérgio godinho.
Duvido que vá ver tudo.
Mas vou a casa do Otello. FESTA.... para desanuviar.

Entretanto escrevi o texto para a folha de sala da metanoite.
Aqui está:


Metanoite

“Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela”
Dorival Caymni

1. Quando eu vim...
Se, como dizem Slavoj Zizek e Mladen Dollar, a ópera não morrerá nunca porque nasceu morta e obsoleta perseguindo uma ideia ontológica de arte total (Gesamtkunstwerk), a pergunta que me resta é O que fazer? Velar pelo tal ‘corpus’ enquanto espero, qual herói operático, pelo gesto de clemência do Outro? Eles respondem a páginas tantas: The more opera is dead, the more it flourishes. Portanto, nada fazer de contemporâneo. Mas se, tal como uma Gabriela, eu vim para este mundo e não atinava em nada, Eu, que sempre encarei o/a _____ como um gigante relicário, um anacronismo grotesco, um (re)viver constante do passado perdido, que sempre reflecti sobre a Aufklärung perdida, que como a verdadeira Gabriela, sempre renunciei ao realismo, à linearidade, às ditaduras invisíveis do métier e da sociedade e não da comunidade... Deverei eu temer alguma coisa?
Encaro a encenação de uma ópera como total artístico, sempre a partir de mim como modus operandi entre as partes que funcionam por igual, mas não pode passar incólume o fascínio que a obra da verdadeira Gabriela desperta (em mim, também claramente na obra do dramaturgista, e do compositor).
‘Metanoite’ é assim uma homenagem.

2. Eu não atinava...
Sou (ou direi, somos?) acusado de metaforizador, de experimental, de simbolista, de surrealista, de abstraccionista, de filósofo, de intelectual, de elitista, de fashion, de plagiador, etc e tal; pois na senda da tal música respondo: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim...” porque, terei a veleidade de dizer que o problema não é meu, nem é da Gabriela, da verdadeira, mas o de uma cultura débil, que como paradigma, cataloga a autora de mística New Age, e o encenador de devoto da French Theory (abstenho-me de pronunciar qualquer categoria atribuída ao compositor e ao dramaturgista), e como paradoxo, tem a seu bel-prazer, e quando mais lhe convém, o despudor de o/a nomear como “autor nacional”.
Gabriela, ainda a verdadeira, desmarca-se de qualquer uma das possibilidades do mundo calculista. A pergunta que há tempos lançámos, eu e um André báltico, num outro espectáculo (que muito deve à obra literária de Llansol), aplica-se aqui na perfeição: Why mathematics instead of metamatics?
Guardini: (alertando para o fim da idade moderna).........................
Llansol: (não diz nada e de socapa vai edificando o novo tempo [que inclui tanto os múltiplos presentes, como o linear passado e abertura para o/s enigmático/s futuro/s se estes não forem já o jetzt hic et nunc)].

3. Hoje eu sou...
Esta ópera não poderá ter nunca uma sinopse suficiente e não terá nunca uma interpretação correcta. Disto não está/va o mundo óh-p[e)rático à espera.
Metanoite é um mundo nunca visto e ouvido, um mundo em constante mutação, uma noite dia e uma noite noite, um fairy tale contemporâneo (finalmente), onde ficção, filosofia e realidade coexistem com todas as potencialidades inerentes a cada um dos ismos (embora seja definitivamente o PoMo o único a permitir este complexo poder rizomático, desculpe-me Castoriadis), onde hipertexto, teoria dos jogos, entretenimento polido e por polir vs. Arte com A grande, bosque de significados e significantes metafóricos e alegóricos e directos, Penamacor + Torre dos Namorados, onde todos convivem, devolvendo ao legente a possibilidade de Dasein (tudo aquilo que podemos ser e que, como já sabemos nos, é impossibilitado pela famosa ‘ditadura invisível’).
Assim, eu também sou Gabriela.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

CNB: Ever Near, Ever Far


Ever Near, Ever Far
de Heinz Spoerli (coreografia)
Sinfonia Nº 5 de Gustav Mahler

Companhia Nacional de Bailado,
no ano em que completa 30 anos.

Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por James Tuggle, actua em palco juntamente com os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado.

Estreia no Teatro Camões
21, 22, 28, 29, 30 de Junho de 2007

Quarteto ARCANTO


MOZART (1756-1791)
Quarteto de cordas em Dó maior, K 465 (Dissonance)

HINDEMITH (1895-1963)
Sonata para viola solo, Opus 11 n.º 5

KRENEK (1900-1991)
Parvula corona musicalis, Opus 122

DALLAPICCOLA (1904-1975)
Ciaccona, Intermezzo e Adagio

RAVEL (1875-1937)
Quarteto de cordas em Fá maior

CCB, 20 de Junho de 2007

Quando Antje Weithaas, Daniel Sepec, Tabea Zimmermann e Jean-Guihen Queyras se apresentaram em Estugarda, em 2004, como Quarteto Arcanto, eram há muito conhecidos como reputados solistas. Enquanto formação de grupo, bastou um ano para serem considerados “revelação do ano” (De Morgen).
Para este concerto seleccionaram um programa que se inicia com o Quarteto de cordas em Dó maior de Mozart, uma composição expansiva, de diferentes estados de alma e de contrastes vivos. Abertura de um programa que é ele próprio feito de contrastes e espelha uma característica deste quarteto – à formação clássica e ao profundo conhecimento da obra de compositores como Mozart, Beethoven e Schumann, junta-se o de clássicos modernos como Krenek, Schostakovich e Dallapiccola.

Muito bons momentos.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Memória do Mundo

O luso-castelhano Tratado de Tordesilhas e o português Corpo Cronológico figuram entre os 38 bens do património documental inscritos este ano no registo Memória do Mundo da Unesco, anunciou hoje a organização.

O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 entre as coroas de Portugal e de Castela, e que definia a partilha do Novo Mundo entre os dois reinos, e cujo original português se encontra no Arquivo Geral das Índias, em Sevilha, estando o castelhano na Torre do Tombo, foi um dos inscritos no registo Memória do Mundo da Unesco, representando Portugal e Espanha.

Portugal está ainda representado com o Corpo Cronológico – uma colecção que reúne mais de 80 mil documentos em papel e pergaminho datados dos séculos XV e XVI, existente na Torre do Tombo, em Lisboa.
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Portugal - Corpo Cronológico (Collection of Manuscripts on the Portuguese Discoveries)
More than 83,000 documents, most from the 15th and early 16th centuries, inform us on the interaction between Europeans, particularly the Portuguese, and African, Asian and Latin American populations in the Age of Discovery.


Spain/Portugal - Treaty of Tordesillas
An ensemble of agreements signed on 7 June 1494 between the Spanish and Portuguese monarchs, establishing a new demarcation line dividing the world between Spain and Portugal. Following the modification of the line, Portugal’s zone was extended to the eastern end of the South-American continent where Brazil was to be born.


Portugal - Letter from Pêro Vaz de Caminha
Porto Seguro, Island of Vera Cruz, Brazil, 1 May 1500 – Letter from Pêro Vaz de Caminha to the King of Portugal, Manuel I. This is the first document describing the land and people of what became Brazil. It was written at the very moment of first contact with this new world. Pêro Vaz de Caminha was an official who had been commissioned to report on the voyage of the India-bound fleet commanded by Pedro Álvares Cabral. The Letter is a unique document because of the facts it narrates, the quality of its description of the people and territory and its account of cultural dialogue with a people unknown in Europe up to that time. It is rich in detail and shrewd observations that make us feel we are eyewitnesses of the encounter. Pêro Vaz de Caminha started his Letter on 24 April and finished it on 1 May, the date when one of the vessels of the fleet sailed for Lisbon to announce the good news to the King.

UNESCO

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Festival Rota dos Monumentos 2007

Os clássicos do cinema
Castelo São Jorge

Der Schauspieldirektor - Mozart
Palácio Nacional Mafra

Gala - Orquestra Mariinsky - Valery Gergiev
Palácio Condes Castro Guimarães

Os 12 violoncelos da Orq. Filarmónica Berlim
Palácio Condes Castro Guimarães

Midsummer night's dream, Mendelssohn

Palácio Condes Castro Guimarães

L'Orfeo
- Monteverdi
Mosteiro Jerónimos

28 de Junho a 20 de Setembro

sábado, 16 de junho de 2007

O Ano Lagarce

Jean-Luc Lagarce (1956-1995) teria hoje 50 anos.

A partir de 22 de Junho de 2007, no Instituto Franco-Português, em Lisboa, os Artistas Unidos comemoram o ANO LAGARCE.

Com encontros, fotografias, a apresentação de LES RÈGLES DU SAVOIR VIVRE DANS LA SOCIÉTÉ MODERNE com a sua criadora, Mireille Herbstmaier, MUSIC-HALL, leituras, conferências, a estreia de HISTÓRIA DE AMOR (últimos capítulos) dirigida por José Maria Vieira Mendes.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Colecção Manuel de Brito


Centro de Arte - Palácio dos Anjos, em Algés

.Dos Anos 10 aos Anos 50
.Menez - Exposição Antológica
.O Véu da Noiva - De Ana Vidigal e Ruth Rosengarten

até 16 de Setembro de 2007

terça-feira, 12 de junho de 2007

Cloud Gate Dance Theatre of Taiwan

Moon Water
Centro Cultural Olga Cadaval
15 e 16 de Junho de 2007
Festival de Sintra

Choreography Lin Hwai-min
Music Selections from Six Suites for Solo Cello by J.S. Bach
Lighting Design Chang Tsan-tao
Set Design Austin Wang
Costume Design Lin Ching-ju

Duration
70 minutes without intermission

Premiere
November 18, 1998 at National Theatre, Taipei, Taiwan

To the Chinese, Moon Water, or Suei Yuei, is reminiscent of two things.
One is a Buddhist proverb:

Flowers in a mirror and moon on the water are both illusory.”

The other describes the ideal state of Tai Chi practitioners:

Energy flows as water, while the spirit shines as the moon.

Music from Six Suites for Solo Cello performed by Mischa Maiskyused with permission from the copyright owner Deutsche Grammophon Gesellschaft mbH

About Moon Water
Moon Water is a work by choreographer Lin Hwai-min, premiered by Cloud Gate Dance Theatre of Taiwan on November 18, 1998 at the National Theatre, Taipei, Taiwan.

To the Chinese, Moon Water, or Suei Yuei, is reminiscent of two things. One is a Buddhist proverb: “Flowers in a mirror and moon on the water are both illusory.” The other describes the ideal state of Tai Chi practitioners: “Energy flows as water, while the spirit shines as the moon.”

The choreographer takes departure from these famous quotes to create this work, a poetic rendering of the Taoist philosophy. Moon Water is a study of real vs. unreal, effort vs. effortlessness, yin and yang, and, in the end, a study of time.

As the curtain opens, a man stands alone on stage, looking at a simplified pattern of water, drawn on the black marley floor with white strokes of brush. As the dance proceeds, several mirrors take turns appearing in midair and upstage, reflecting the images of moving dancers and of the pattern on the floor. Towards the end of the piece, water flows onto the floor until the floor itself becomes a huge mirror reflecting dancing bodies. After this, a full-length mirror appears on upstage, reflecting dancers and reflections of their images on the water. Dancers exit. The stage is empty, except for the ripples on the water. Curtain.

This is a black and white production. While the stage floor is covered by black marley, the dancers' costumes are of billowy white silk, which eventually will be soaked by the water, revealing the bodies underneath.

Such are the theatrical settings for Moon Water. The theme of the work, however, is further conveyed by the Tai Chi based dance movements.

Since 1993, Cloud Gate dancers, whose training includes ballet, modern dance and Beijing opera movements, have been practicing meditation and Tai Chi Tao Yin (Tai Chi exercise). While Songs of the Wanderers, which has received rave acclaims from U.S., Australian, European and Scandinavian festivals, is a product of the meditation practice, Moon Water draws from Tai Chi Tao Yin. This discipline, or technique, to be specific, was created by Master Hsiung Wei, a result of his studies and research in several schools of traditional training.

The system involves Tai Chi, Chi Kung and martial arts, with great emphasis on breathing. Movements are initiated from Dan Tien, the center of the torso, and carried out through Chi, or inner energy. After years of training with Master Hsiung, Cloud Gate dancers now move as no other dancers have ever done on stage anywhere. They move organically, and project powerful energy. Their dynamic range flows from the weighty stillness of a stone sculpture, to floating lyricism, to fierce martial art attack. Their movements draw viewers into the cycle of their breathing, often causing shivers of sympathetic excitement.

By directing the dancers towards improvisation while they are in a trance-like state, Lin Hwai-min has spent months, and continues still, to explore the possibilities of developing a language from the techniques of Tai Chi Tao Yin.

For the music of this contemporary work with Tai Chi movement, Mr. Lin has chosen nine movements from J. S. Bach's Suites for Solo Cello. The result is a fascinating encounter of the East meeting the West, rich with surprising beauty.

Cloud Gate Dance Theatre of Taiwan, Taiwan

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Cinema - O Estado do Mundo

Gulbenkian, 16 e 17 de Junho

Temos de reconhecer que hoje não é concebível uma única síntese do Mundo, ainda que provisória. Os tempos de um universo como vontade e representação esgotaram-se, com o fim da história universal e de uma qualquer revolução global. A complexidade daquilo que podemos, por facilidade, designar como o nosso mundo é tal, tanto em relação aos factos, como às relações ou aos seus intérpretes, que, só por ligeireza, alguém poderá reivindicar para ele uma imagem ou uma representação. No entanto, esta mesma complexidade produz diariamente relações de subjectividade novas de alguns criadores com o mundo que lhes está mais próximo, seja ele social, geográfico, do trabalho, do prazer, etc. E foram seis os realizadores convidados, para que fizesse cada um cinema sobre o seu mundo. O resultado apresenta-se agora num filme em seis partes.
Produção: Lx Filmes


Apichatpong Weerasethakul (Tailândia) com "Luminous People"

Vicente Ferraz (Brasil) com "Germano"

Ayisha Abraham (Índia) com "One Way"

Wang Bing (China) com "Brutality Factory"

Pedro Costa (Portugal) com "Tarrafal"

Chantal Akerman (França) com "Tombée de Nuit sur Shangaï - Avril 2007"

Philip Roth



«Só havia os nossos corpos, nascidos para viver e morrer nos termos decididos pelos corpos que tinham nascido e morrido antes de nós.»






Último dia da Feira do Livro.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

50 anos de arte portuguesa, Gulbenkian

De 06/06/2007 a 09/09/2007
Comissariado: Raquel Henriques da Silva, Ana Filipa Candeias
e Ana Ruivo

Esta exposição de arte portuguesa, que integra o programa das Comemorações do Cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian, é uma iniciativa conjunta do Serviço de Belas-Artes e do Centro de Arte Moderna, com curadoria de Raquel Henriques da Silva, em colaboração com as curadoras-adjuntas Ana Filipa Candeias e Ana Ruivo.

A exposição apresenta uma selecção de centena e meia de obras da colecção do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão escolhidas em articulação com a documentação existente sobre os artistas apoiados, em subsídios e bolsas, pela Fundação desde 1957 até à actualidade.

Este cruzamento, colecção e arquivo, permite que as obras de arte possuam um lastro significante, vindo da voz dos seus próprios criadores, através dos seus relatórios de trabalho.

Deste modo, 50 anos de arte portuguesa pretende ser uma peculiar celebração: a de um intenso convívio entre uma instituição e largas dezenas de artistas – conjunto vasto de autores com elevado reconhecimento na História de Arte Portuguesa – que envolve apreço, mútua dádiva, estabelecimento de novas prioridades e algumas provocações.
FCG

terça-feira, 5 de junho de 2007

Anos 60 Momentos Transformadores Sécs XIX e XX

Mostra de obras da colecção do MNAC - Museu do Chiado, pertencentes a dois períodos distintos e separados por um século. O objectivo é mostrar dois momentos de transformação profunda nas práticas artísticas nacionais.

Museu do Chiado, de 5 de Junho a 23 de Setembro de 2007.

As décadas de 60 dos séculos XIX e XX são o objecto de estudo - dois momentos, separados por cem anos mas que têm em comum mudanças drásticas no processo criativo. Autores do século XIX como Cristino da Silva, Soares dos Reis ou Miguel Ângelo Lupi são colocados em confronto com nomes como Helena Almeida, António Areal, António Sena ou Pires Vieira.

sábado, 2 de junho de 2007

“Mecenas, Mecenas”

na última edição dos Clássicos na Gulbenkian
3 de Junho 2007

Programa:
I sessão: 14h30 – 16h15, Vanitas de Almeida Faria e Duas Páginas de José Maria Vieira Mendes, e, pelo meio, uma conversa com José Pedro Serra

II sessão: 16h30 – 18h, Levantar a Mesa de Miguel Castro Caldas

III sessão: 21h – 23h, O Sutiã de Jane Russell de Jacinto Lucas Pires e Fala da Criada dos Noailles... de Jorge Silva Melo.


Jorge Silva Melo deixa o convite para festa dos Clássicos na Gulbenkian:

Não, não há banquetes, nem bailes, nem paradas, nem champanhe a rodos, não, não são precisas toilettes nem maquilhagens, nem são precisos louvores, laudas, encomendas, não há cheques nem sequer gorjetas.
São peças de teatro, são teatralizações, actores, actores e palavras. E escritores, essa gente bem vinda ao teatro.
Os tempos cruzam-se, há fantasmas, século XVII e a Corte do Rei Sol, Hollywood, as termas de Esterhazy, o fim do século XVIII, e as trombetas da liberdade a tocarem, mas também pode haver mulheres nuas, amores desencontrados, sutiãs e fala-se de dinheiro, dinheiro, dinheiro e mais dinheiro. Andam uns à procura dele, outros a só querem o amor, o poder, o louvor.
São vários divertimentos uns em honra, outros troçando, saudando, imaginando as sempiternas relações desse casal para sempre dançando, o mecenas e o artista, condenados a suspeitarem um do outro, a amarem-se com ódio e admiração, unidos, desunidos na procura da vitória, vitória sempre contra a morte, pela beleza.
Imaginada beleza, criada beleza, coleccionada, possuída, fechada em cofres. São paródias, divertimentos, brincadeiras, frivolidades.
Sabendo, com Max Ophüls, que a “frivolidade só é frívola para aqueles que não são frívolos
”.

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Actualização: grande dia de teatro, muito bom.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Macbeth, Giuseppe Verdi


Ópera em quatro actos. Libreto de Francesco Maria Piave segundo a tragédia homónima de William Shakespeare

Direcção musical Antonio Pirolli
Encenação Elena Barbalich
Cenografia e figurinos Tommaso Lagattolla
Desenho de luz Michele Vittoriano

Intérpretes
Johan Reuter Macbeth
Dimitra Theodossiou Lady Macbeth
Fabio Sartori Macduff
Giovanni Furlanetto Banco
Carlos Guilherme Malcolm
João de Oliveira Médico
Sara Braga Simões Aia de Lady Macbeth
Carlos Pedro Santos Um criado
Simeon Dimitrov Um Sicário
Daniel Paixão Primeira Aparição

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Produção
Teatro Municipal «Giuseppe Verdi» de Salerno

Teatro Nacional de São Carlos
31 de Maio a 8 de Junho de 2007
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ACT ONE
As the storm dies down the witches announce the arrival of Macbeth. Here he is: he approaches with Banquo, both men having just fought a battle.
The witches greet Maacbeth, calling him thane of Glamis, thane of Cawdor and king of Scotland. Macbeth is only thane of Glamis; he is taken aback and wonders why the witches use the other two titles which do not belong to him.
Macbeth and Banquo are bewildered: Banquo asks the witches to foretell his future. Their answer: "You will be lesser yet greater than Macbeth, happier than he and the father of kings."
Then the witches move away and messengers arrive from Duncan, king of Scotland. The announce to Macbeth that the thane of Cawdor has been killed and that Duncan has decided to confer his title on Macbeth.
One of the witches' prophecies has come true immediately. Macbeth is deeply struck and Banquo observes suspiciously. The two warriors move off, under the piercing gaze of the witches.
In the hall of the family castle, Lady Macbeth reads a letter in which her husband tells her about the witches' prophecy.
Lady Macbeth understands that her husband would like to become king but fears that he is not bold enough. Thus when Macbeth arrives she urges him to act: the king, just announced by a servant, is on his way to their castle.
Duncan and his entourage enter and are shown to their chambers. During the night, in a state of agitation, Macbeth slips into the king's chamber. Lady Macbeth hear her husband's voice and a moment later sees him arriving with a look of terror on his face. In his hand he holds a bloody dagger. Lady Macbeth acts swiftly: she daubs the servants clothes with blood to make them appear guilty and replaces the dagger in Duncan's room.
The noblewoman just manages to drag her husband away when they hear knocking at the door. Banquo and Macduff have come to wake the king: Macduff enters his chamber and comes out horror-stricken, announcing that Duncan has been murdered.

ACT TWO
Macbeth confesses his anguish to his wife: by killing Duncan he has won the throne of Scotland. Now he fears the realisation of the other prophecy, in which the witches foretold that Banquo would be father of kings.
Two further crimes are thus required: Banquo and his son must be killed. Lady Macbeth is clearly shaken.
Assassins prepare an ambush in Macbeth's grounds. Hidden among the trees they are waiting to kill Banquo and his son.
Banquo and his son Fleance cross the stage wary and worried. Immediately afterwards Banquo, struck by a sword, cries out with his dying breath, warning his son to flee.
In the meantime a magnificent banquet has been prepared at the castle to celebrate the new king.
One of the assassins slips in at one side of the hall. He whispers to Macbeth that Banquo is dead but that his son has managed to get away.
Troubled by this news Macbeth steps up to the table: at that very moment the ghost of Banquo appears in front of him.
The guests are shocked: Lady Macbeth tries in vain to distract them by proposing a toast.

ACT THREE
The witches are in their cave, busily stirring an enormous, seething cauldron. Hecate, accompanied by devils and spirits, announces to the witches that Macbeth is about to arrive: the ruin that awaits him cannot be postponed much longer.
Macbeth enters and asks the witches to tell him his future. In the cavern he sees a head with a helmet on it: he must beware of Macduff.
Then a bleeding boy appears: a voice reassures Macbeth that no man born of a woman can do him any harm.
The second boy wears a crown. The voice assures Macbeth that he will keep his crown until he sees Birnam Wood move.
Macbeth asks if Banquo's line is destined to reign, but the cauldron disappears suddenly.
As bagpipe music is heard in the background, eight kings appear followed by Banquo with a mirror in his hand.
Macbeth draws his sword and attempts to attack them but he collapses to the ground. Spirits and witches dance around him.
Finally Macbeth comes to again in his wife's arms. The two try to console each other: to keep their hold on power they need only kill Macduff and Banquo's son.

ACT FOUR
On the border dividing Scotland and England, not far from Birnam Wood, Scottish fugitives recall the tragic lot that has befallen their country, oppressed by a bloody tyrant.
Macduff weeps for the loss of his wife and children, slain by Macbeth: he is ready to seek vengeance.
Malcolm arrives, leading a group of English soldiers. He orders his men to hid among the bushes and prepares for the attack.
In the castle, a lady and the doctor watch over Lady Macbeth, who is now in a state of delirium: in her sleep she is tormented by blood on her hands.
In another hall in the castle Macbeth is preparing for the battle. He is sure that he will win, but his heart is oppressed by the sadness of a life lived without piety or love. He is unmoved by the news that his wife has died. Immediately afterwards a group of warriors brings terrible news: Birnam Wood is moving.
Macbeth goes out to do battle.
The English soldiers advance slowly, each one bearing the branch of a tree. Malcolm gives the signal to attack: the men break cover and charge forwards.
Macbeth and Macduff fight face to face. Macduff tells Macbeth that he was torn prematurely from his mother's womb and, as a result, was not born of woman. Macbeth now understands that the witches' second prophecy is as misleading as the first.
The battle rages and a group of Scottish women appear announcing victory. Macduff has killed Macbeth in battle. Malcolm is hailed by all as the new king.

www.operaitaliana.com
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Verdi's Macbeth and the Male Struggle for Power
Análisis de Macbeth de Verdi
Macbeth, Shakespeare
http://www.giuseppeverdi.it

terça-feira, 29 de maio de 2007

A Busca da Felicidade

31 Maio, 1 e 2 Junho 2007
Culturgest

QUI 31 DE MAIO

Sessão 1
A Ideia de Felicidade

10h00/11h00
Darrin McMahon, Florida University (EUA)

11h30/13h00
Daniel Gilbert, Harvard University (EUA)

Sessão 2
A Felicidade na Economia

15h00/16h00
Luis Santos-Pinto, Fac. Economia da Universidade Nova de Lisboa (Portugal)

16h30/18h00
Rita Campos e Cunha, Fac. Economia da Universidade Nova de Lisboa (Portugal)


SEX 1 DE JUNHO

Sessão 3
A Felicidade das Nações

10h00/11h00
Ruut Veenhoven, Erasmus University of Rotterdam (Holanda)

11h30/13h00
Gilles Lipovetsky, Université de Grenoble (França)

Sessão 4
Ideias Felizes

15h00/16h00
Sadaffe Abid, Kashf Foundation (Paquistão)

16h30/18h00
Miguel Alves Martins / Frederico Rauter, BeyondPortugal (Portugal)


SÁB 2 DE JUNHO

Sessão 5
O Futuro da Felicidade

10h00/11h30
Portugal e a Europa
Painel com João Ferreira de Almeida (ISCTE), José Luís Pais Ribeiro (Universidade do Porto), Nuno Nabais (Fac. Letras Lisboa) e Isabelle Earle (Reino Unido)

12h00/13h00
Emotions and Late Capitalism
Eva Illouz, Hebrew University of Jerusalem (Israel)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O estado do Mundo - espectáculos

8 a 28 de Junho 2007

Winch Only
Teatro Musical
8 e 9 de Junho
Figura emblemática da ópera e do teatro europeu, o encenador suíço Christoph Marthaler assina em “Winch Only” a sua mais recente criação, um espectáculo alegremente feroz sobre a sede de poder, uma constante de todas as histórias sociais.

Desempacotando a minha biblioteca
Direcção: Jorge Andrade

Ensaio
Encenação: Victor Hugo Pontes

Kakitsubata - As Íris (a partir da "História de Isei")
Directora da Companhia: Keiko Shihashi

Gilgamesh 3
EL-HAKAWATI THEATRE COMPANY

Return to Sender – Letters from Tentland
Direcção e Cenografia: Helena Waldmann

9
Coreografia: Loïc Touzé

They look at me and that's all they think/Plasticization
Coreografia e Dança: Nelisiwe Xaba



Quiet Please!
Direcção Artística e Coreografia: Nina Rajarani
26 a 28 de Junho de 2007
«É muito interessante poder assistir e tentar compreender as várias estratégias que os artistas encontram para, em novos contextos sociais e culturais, dar continuidade às suas práticas e saberes, às suas expressões performativas da experiência, e criar linhas de comunicação com públicos muito diversificados. A companhia de dança Srishti, que a bailarina Nina Rajarani criou em 1995, é um exemplo deste desafio que os artistas parecem lançar a si próprios. Em Quiet Please!, Rajarani, acompanhada de um grupo de extraordinários bailarinos e músicos, conduz o Bharatanatyam, esta dança que é para ser lida e para ser ouvida, dos templos e da visão idílica e "bollywoodesca" do romance para o espaço urbano das ruas e dos bares, do conflito e da luta, mas de onde ainda sobressai a comunicação, intensa, entre homens e mulheres, entre bailarinos e músicos, como se os sons produzidos por os corpos de uns ecoassem nos corpos dos outros, num movimento de reverberações contínuo.»
Maria José Fazenda



Metanoite/ A Montanha op. 35
Ópera
29 e 30 de Junho
Co-produção: OrchestrUtopica, orquestra residente deste projecto
Entre as várias encomendas e produções novas feitas expressamente para o Fórum Cultural “O Estado do Mundo”, contam-se duas óperas encomendadas a dois compositores portugueses, aos quais, em total liberdade de criação, se propôs que respondessem subjectiva, musical e dramaturgicamente ao estado do mundo. Convidaram-se igualmente dois encenadores que, com as equipas de criadores por eles constituídas, apresentaram as suas “respostas”.

domingo, 27 de maio de 2007

Trienal de Arquitectura de Lisboa


http://trienaldelisboa.sapo.pt

31-5 a 31-7, 2007

Actualização:
A exposição no pavilhão de Portugal é pretensiosa a julgar pelos €10, pelo conteúdo e pelo nome do acontecimento, trienal. Fraca.
Não é assim que se realiza o desígnio exposto no texto do stand francês, de que gostei. Este poderia ser um local de "reconhecimento e aproximação", mas não o é, e deliberadamente.

sábado, 26 de maio de 2007

A Barraca em digressão

Teatro A Barraca - 30º Aniversário

A Herança Maldita
Texto de Augusto Boal
Adaptação do Texto e Encenação: Helder Costa

Felizmente Há Luar
Texto Luis de Sttau Monteiro
Encenação: Helder Costa

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O Tartufo - Teatro da Comuna

Comuna Teatro de Pesquisa - 35º aniversário


Versão Cénica e Encenação: João Mota
Tradução: Regina Guimarães
Elenco: Alexandre Lopes, Álvaro Correia, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Hugo Franco, João Tempera, Jorge Andrade, Judite Dias, Lucinda Loureiro, Miguel Sermão, Sara Cipriano

Molière utiliza no seu texto elementos de sofisticada linguagem cómica, abordando com mordacidade as relações humanas que envolvem a religião, o poder e a ascensão social. A peça apesar de retrarar uma situação que antecedeu a ascensão da burgesia, mantém-se actual ao denunciar os males eternos e "universais", como a corrupção, a hipocrisia, o fanatismo, ou a ocupação de cargos por espertalhões

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Gulbenkian - Temporada 2007 / 2008

Pontos altos

Ópera
sempre em versão de concerto

Na íntegra:
"A Queda da Casa de Usher", de Debussy (completada por R. Orledge)
"Idomeneo", de Mozart (com Ian Bostridge e Emma Bell)
"Evgeny Onegin", de Tchaikovsky (com Prokina e Kotscherga)

Excertos de três óperas de Richard Strauss:
"Ariadne auf Naxos", "Capriccio" e "O Cavaleiro da Rosa"


Música de câmara
com oito dos maiores quartetos de cordas da actualidade
Vermeer, Borodin, Vogler, Takács, ...


Música antiga
Andreas Scholl com a Accademia Bizantina de Dantone
Cecilia Bartoli com a Orquestra de Câmara de Basileia
Carlos Mena com o seu Lux Orphei
Bostridge é protagonista no Idomeneo que Fabio Biondi dirige com a sua Europa Galante
Jordi Savall e Le Concert des Nations


Contemporânea
Regresso a Portugal do ensemble Klangforum Wien


Canto
Magdalena Kozená
Cecilia Bartoli
Andreas Scholl
Ian Bostridge
Carlos Mena

e ainda

Christiane Oelze
Os irmãos Genz
Angelika Kirchschlager
Véronique Gens
Soile Isokoski
Bernarda Fink


Piano
Evgeny Kissin
Arcadi Volodos
Krystian Zimerman
Ivo Pogorelich

e ainda
Angela Hewitt
Emmanuel Ax
Elisso Virsaladze
Leif Ove Andsnes
Rudolf Buchbinder.


Direcção – Maestros
Esa-Pekka Salonen
Colin Davis
Fabio Luisi
Yuri Temirkanov


Soltas
Michel Corboz, maestro do Coro Gulbenkian, dirige "Requiem" de Verdi e "Missa em Si menor, BWV 232" de Bach (Natal) e "Paixão segundo São João, BWV 245" de Bach (Páscoa).

Percussionista inglesa Evelyn Glennie: estreia portuguesa de um Concerto de John Corigliano, com a Orquestra Gulbenkian.

Desejo de repor a Zaira, de Marcos Portugal, integrado num programa mais abrangente que visa assinalar os 200 anos (em 2008) da chegada da Corte portuguesa ao Brasil (sinal disso é a Missa de Santa Cecília, de José Maurício).

terça-feira, 22 de maio de 2007

Orquestra Gulbenkian - Beethoven, concertos para piano

Lawrence Foster (maestro)
Lang Lang (piano)

Sergei Prokofiev
Sinfonia Nº 1, em Ré maior, op.25, Clássica

Ludwig van Beethoven
Concerto para Piano Nº 1, em Dó maior, op.15

Ludwig van Beethoven
Concerto para Piano Nº 5, em Mi bemol maior, op.73, Imperador

Dois dias depois de "por força maior" cancelar o recital de piano,
a vedeta Lang Lang estará cá.
Gulbenkian, 24 e 25 de Maio de 2007

domingo, 20 de maio de 2007

Cool Jazz Fest

Teresa Salgueiro & Septeto João Cristal
Gotan Project
Nouvelle Vague
Mariza & Carlos do Carmo, Tito Paris e Rui Veloso
Buena Vista Social Club
Norah Jones

Jardim do Marquês de Pombal
Jardim do Cerco
Jardins do Casino do Estoril
30 de Junho a 22 de Julho

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Kirill Gerstein, piano

Gulbenkian
22 de Maio de 2007

Joseph Haydn
Sonata N.º 50 em Ré maior, Hob.XVI.37
1. Allegro con brio
2. Largo e sostenuto
3. Finale: Presto ma non troppo

Robert Schumann
Grosse Humoreske (Grande Humoresca), em Si bemol maior, op. 20
1. Einfach (Simples)
2. Hastig (Precipitado)
3. Einfach und zart (Simples e delicado)
4. Sehr lebhaft (Muito vivo)


Franz Schubert / Franz Liszt
Litanei (Litania, D.343)
Wohin? (Para onde?, D.795)
Erlkönig ( Rei dos Álamos, D.328)

György Ligeti
Estudos para Piano, 1.º Livro:
Estudo n.º 2, Cordes vides
Estudo n.º 4, Fanfares
Estudo n.º 5, Arc-en-ciel

Ferruccio Busoni
Sonatina super Carmen, K. 284

Piotr Ilitch Tchaikovsky
Scherzo da Sinfonia N.º 6
(transcrição de Samuil Feinberg)
_______
Reconhecido pela apurada técnica e profunda musicalidade das suas interpretações, Kirill Gerstein foi o primeiro classifi cado na edição de 2001 do Concurso de Piano Arthur Rubinstein, em Telavive. Foi também distinguido com o Prémio Gilmore para Jovens Artistas de 2002 e, mais recentemente, foi escolhido pelo Carnegie Hall como “Rising Star” para a temporada 2005-2006.

Kirill Gerstein nasceu em 1979 em Voronezh, na Rússia, onde frequentou uma das escolas nacionais de música para crianças dotadas. Ganhou o seu primeiro concurso – o Concurso Internacional Bach, em Gorzuv, na Polónia – aos 11 anos de idade, e frequentou workshops de jazz nos anos seguintes, depois de ter começado a tocar jazz como autodidacta, ouvindo a extensa colecção de discos dos seus pais. Foi quando participava num festival de jazz na Polónia que um membro do Berklee College of Music, em Boston, reparou na sua precoce afinidade para o jazz. Em 1993, depois de um encontro em São Petersburgo com o vibrafonista Gary Burton, Kirill Gerstein participou no programa de verão do Berklee College, sendo convidado a frequentar a escola a partir do outono seguinte. Em 1994 mudou-se para Boston com os seus pais e aos 14 anos tornou-se no mais jovem aluno a ingressar na referida instituição.

Durante os anos em Berklee, continuou a estudar o repertório clássico e frequentou também o programa de verão da Universidade de Boston, em Tanglewood, em 1995 e 1996. Foi durante o segundo verão em Tanglewood que decidiu dedicar-se preferencialmente ao universo musical clássico. Mudou-se então para Nova Iorque para estudar na Escola de Música de Manhattan, onde trabalhou com Solomon Mikowsky e concluiu o Bacharelato e o Mestrado em Música antes dos 20 anos. Continuou os seus estudos em Madrid com o famoso Dmitri Bashkirov e em Budapeste com Ferenc Rados. Foi um dos seis pianistas seleccionados para estudar em 2003 e 2004 na prestigiada Academia de Piano do Lago Como, em Itália.

Kirill Gerstein estreou-se em concerto em Setembro de 2000, com a Orquestra do Tonhalle de Zurique e o maestro David Zinman e foi desde logo convidado para a temporada seguinte. Outras apresentações na Europa incluíram concertos com a Orquestra Nacional de Espanha, a Filarmónica de Israel, a Sinfónica de Bamberg, a Orquestra Gurzenich de Colónia, a Orquestra da Rádio de Frankfurt, a Orquestra da Rádio de Estugarda, a Orquestra de Câmara de Zurique, a Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, a Sinfónica de Jerusalém e uma digressão na Alemanha com a Royal Philharmonic Orchestra, sob a direcção de Charles Dutoit. Deu recitais em Paris, Viena, Amesterdão, Nova Iorque, Atenas, Colónia, Bruxelas, Salzburgo, Zurique, Praga e Varsóvia, e apresentou-se no Festival de Verbier, no Festival de Piano do Ruhr, em Lockenhaus, Lucerna e Gstaad, no Festival de Música de Câmara de Jerusalém e nos Proms da BBC, em Londres.

Na América do Norte, Kirill Gerstein apresentou-se no Festival de Ravinia com a Sinfónica de Chicago e o maestro Christoph Eschenbach, no Festival de Piano de Gilmore (2002 e 2004), e tocou com as Orquestras Sinfónicas de São Francisco, Detroit, Houston, Baltimore, Oregon, Utah e Quebeque. Deu recitais no Kennedy Center em Washington D.C. e em Boston, Cincinnati, Detroit, Vancouver, Kansas City e Portland.

Na presente temporada, tocou em concerto com a Filarmónica de Roterdão, a City of Birmingham Symphony, a Staatskapelle de Dresden, a Filarmónica de Hong-Kong, a Orquestra de Câmara de Zurique, o Birmingham Contemporary Music Group e realizou uma extensa digressão na Alemanha com a Filarmónica de Moscovo. Nos Estados Unidos da América, apresentou-se em concerto com a Sinfónica de Detroit e a Sinfónica de Indianapolis, e em recital no Metropolitan Museum de Nova Iorque.

O seu primeiro recital gravado em disco inclui obras de Bach, Beethoven, Scriabin e Gershwin e foi lançado em 2004 pela editora Oehms Classics. Em 2006, os assinantes da revista FonoForum na Alemanha, receberam um CD gravado ao vivo, em colaboração com o Festival de Piano do Ruhr, contendo interpretações de Kirill Gerstein de obras de Beethoven, Schubert e Rachmaninov.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Noite dos Museus


"Os museus do IPM comemoram a Noite dos Museus, este ano a 19 de Maio que se estende a vários países europeus, abrindo as suas portas fora de horas e onde a magia da noite lhe permitirá gozar de maneira especial a oferta cultural destes espaços."

... mais informação.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Hilary Hahn


Gulbenkian, 19 de Maio de 2007

Hilary Hahn (violino)
Valentina Lisitsa (piano)

Nos 250 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart

Leos Janácek
Sonata para Violino e Piano (1922)

Wolfgang Amadeus Mozart
Sonata para Violino e Piano em Lá maior, K. 305

Giuseppe Tartini
Sonata em Sol menor, Il Trillo del Diavolo

Eugène Ysaÿe
Sonata para Violino solo em Lá menor, op. 27, n.º 2, Obsession

Ludwig van Beethoven
Sonata para Violino e Piano N.º 9, em Lá maior, op. 47, “A Kreutzer”
_______
Tem fascinado os melómanos de todo o mundo desde que, com onze anos, pisou pela primeira vez um palco ao lado de uma orquestra, na ocasião, a Sinfónica de Baltimore. Em Março de 1995, com quinze, estreou-se na Europa tocando o concerto de Beethoven com Lorin Maazel e a Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera. Actualmente tem vinte e sete anos, e a sua carreira tem conhecido o sucesso nas mais importantes salas de concerto do circuito internacional e o seu percurso está pontuado pelos principais galardões. Trata-se, obviamente, de Hilary Hahn, a violinista exemplar.

A instrumentista americana regressa ao Grande Auditório, onde estará acompanhada pela pianista Valentina Lisitsa, para apresentar cinco obras-primas do repertório violinístico, escritas entre inícios do século XVIII e as primeiras décadas do século passado. Dos compositores que fazem parte do programa, três deles foram igualmente excelentes violinistas: Giuseppe Tartini, Wolfgang Amadeus Mozart e Eugène Ysaÿe. Do primeiro, Hilary Hahn tocará a conhecida sonata com o sobrenome «O Trilo do Diabo».

Para além das sonatas daqueles três compositores, completam o programa duas outras sonatas, de Leos Janácek e de Ludwig van Beethoven. Do compositor de Bona, a violinista interpretará a célebre partitura dedicada ao virtuoso Rodolphe Kreutzer, o qual nunca chegou a tocá-la. A complexidade emocional e formal de ambas as obras constitui um desafio para qualquer intérprete e mais um motivo para não perder este concerto.

FCG

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Hou Hsiao-Hsien


3xHHH

Ciclo de cinema
Culturgest, 16 a 20 de Maio de 2007

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O ciclo organiza-se em três tempos:

1. O tempo das memórias pessoais – The Boys from Fengkuei (1983), primeiro “filme de autor” de HHH, e A Time to Live, A Time to Die (1985), ambos autobiográficos, A summer at grandpa’s (1984), filme autobiográfico da argumentista Chu Tien-Wen, e Dust in the wind (1986) filme autobiográfico de outro argumentista, Wu Nien-Jen.

2. A Trilogia da História de Taiwan – A City of Sadness (1989), The Puppetmaster (1993,) e Good Men, Good Women (1995).

3. Entre tempos e espaços – Goodbye South, Goodbye (1996), uma passagem para a juventude do presente, que HHH diz ser um seu “segundo primeiro filme”, e Flowers of Shangai (1998) uma revisitação do passado e da China Continental,

completando-se o ciclo com HHH, Portrait de Hou Hsiao-Hsien (1997), realizado por Olivier Assayas que, enquanto crítico nos “Cahiers du Cinéma”, fora o primeiro a chamar a atenção para o cineasta de Taiwan.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

5ª Festa do Jazz do São Luiz

A Festa do Jazz Português
11, 12 e 13 de Maio de 2007
Concertos, Workshops, Jam Sessions, Masterclasses
e apresentação de Escolas de Jazz de todo o país.

Direcção Artística Carlos Martins
Produção Executiva Luís Hilário

terça-feira, 8 de maio de 2007

Bajazet, Antonio Vivaldi

Europa Galante

Fábio Biondi
– solista e direcção

Ópera em versão concerto, Centro Cultural de Belém
11 de Maio de 2007

Solistas:
Idaspe – Marta Almajano
Andronico – Lucia Cirillo
Irene – Manuela Custer
Asteria – Marina de liso
Bazajet – Christina Senn
Tamerlano – Jordi Domenech
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Adaptação livre da tragédia Tamerlan, ou la mort de Bajazet (1675), do francês Jacques Pradon, a história do sultão Bajazet e do imperador Tamerlano foi objecto de mais de 50 tragédias líricas (entre as quais o Tamerlano de Handel), ao longo do século XVIII. A versão de Vivaldi, Bajazet, veio confirmar o grande talento do compositor italiano, reconhecido como um dos grandes criadores de ópera do barroco europeu.
Estreada em Verona em 1735, Bajazet – tragédia em três a
ctos do sultão virtuoso que foi derrotado pelo imperador dos Tártaros, o sanguinário Tamerlano – ficou para a história como um hino à resistência perante o invasor. Num contexto de crise da ópera veneziana, a ópera de Vivaldi ultrapassou os palcos e representou um grito de resistência contra a nova moda napolitana emergente.

Em Bajazet, Vivaldi recorreu ao pasticcio, um método hoje considerado inaceitável mas habitual na altura: compôs árias originais para as personagens nobres e heróicas, reservando para as personagens negativas outras obras de compositores convertidos ao estilo napolitano, principalmente Hasse e Giacomelli. A tudo isto, Vivaldi reuniu temas seus de óperas anteriores, como de Il Giustino e Farnace. O resultado é uma “partitura de irresistível fascínio e conteúdo dramático”. (Fabio Biondi)

Um dos maiores especialistas de Vivaldi, Fabio Biondi, reviu o libreto original de Bajazet e dirige a Orquestra Europa Galante numa versão de concerto com o contratenor Jordi Domenech no papel de Tamerlano, o baixo barítono Christian Senn como Bajazet, e a mezzo-soprano Manuela Custer no papel de Irene.
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Entrevista com Fabio Biondi.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Verdi e Bruckner, Simone Young e Coro e Orq. Gulbenkian


Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Simone Young [ Maestrina

Giuseppe Verdi
Te Deum
(de Quatro Peças Sacras)

Anton Bruckner
Sinfonia N.º 8, em Dó menor
(versão de 1887)

1. Allegro moderato
2. Scherzo: Allegro moderato
3. Adagio: Feierlich langsam, doch nicht schleppend
(Solene e lento, mas sem arrastar)
4. Finale: Feierlich, nicht schnell
(Solene, sem precipitação)

Gulbenkian, 10 e 11 de Maio de 2007
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Verdi e Bruckner encontram-se num programa, cujo interesse também reside no facto de ser dirigido pela regente Simone Young, que já a partira da próxima temporada será a maestrina convidada principal da Orquestra Gulbenkian. Um programa coral-sinfónico de grande monumentalidade com Coro e a Orquestra Gulbenkian em destaque.

Simone Young tem estado nos últimos anos sob o olhar atento dos média. Em 2005, foi a primeira mulher nomeada Directora Geral da Ópera da Cidade de Hamburgo e Maestrina Titular da Orquestra Filarmónica dessa mesma cidade. Ainda esse ano, tornou-se também na primeira mulher da história a dirigir em concerto a Filarmónica de Viena. Porém, estes dois acontecimentos constituem apenas a ponta de uma sólida carreira que começou, há mais de duas décadas, no seu país de origem, a Austrália. Particularmente conotada com a ópera (tem-se apresentado nos principais teatros do mundo), é no entanto muito apreciada no repertório sinfónico.

O mundo da ópera e da sinfonia também irão conviver neste concerto, embora a faceta do percurso criativo de Verdi que será evidenciada se relacione com a música sacra. Com efeito, o programa abrirá com o Te Deum que o compositor italiano escreveu em 1898, a derradeira obra do seu catálogo. A grandiosidade e espiritualidade que ali transparecem de novo reaparecem na sinfonia de Bruckner que preencherá a segunda parte do concerto. Trata-se da Oitava Sinfonia, a última que o compositor concluiu. Foi dedicada ao Imperador Francisco José I e, ainda hoje, impressiona pelas suas dimensões colossais.

sábado, 5 de maio de 2007

Todo o mundo é um filme

O estado do Mundo: fórum cultural da Gulbenkian
18 de Maio a 2 de Junho
É quase inevitável que uma programação cinematográfica seja, simultaneamente, uma reflexão e uma meditação sobre o estado do mundo. Ela compreende e exprime os nossos pensamentos e emoções, relativamente a questões que permanecem válidas, as prioridades que se vão alterando e o alcance das nossas fantasias, num determinado ponto do tempo. Programador: Jacob Wong

Desert Dream
Real. Zhang Lu (Coreia do Sul/Mongólia/França, 2006, 123')

The Hostage
Real. Laila Pakalnina (Letónia, 2006)

Woman on the beach
Real. Hong Sang-soo (Coreia do Sul, 2006)
Actualização: Filme bom/interessante. Algumas semelhanças com Eric Rohmer, tal como indica a folha de sala. E a julgar pelo programador geral em texto no blog do fórum, Bergman coreano do século XXI, conclui-se um realizador completo.

War and Peace
Real. Anand Patwardhan (Índia, 2002)

Ces rencontres avec eux
Real. Jean-Marie Straub e Danièle Huillet (França, 2006)

Stories from the North
Real. Uruphong Raksasad (Tailândia, 2006)

Fallen
Real. Barbara Albert (Áustria, 2006)

Indio Nacional
Real. Raya Martin (Filipinas, 2006)


La Rabbia
Real. Pier Paolo Pasolini (Itália, 1963)
O ensaio poético de Pasolini no filme “La Rabbia” (literalmente, "A Raiva") pretendia ser uma denúncia feroz dos tempos por um marxista e consiste numa montagem de registos documentais dos anos 50, na qual imagens de acontecimentos-chave da política são pontuados com cenas do mundo da cultura. O comentário altamente evocativo do realizador, metade prosa e metade poesia, é lido pelo pintor Renato Gattuso e pelo escritor Giorgio Bassani. Posteriormente, foi encomendado a Giovanni Guareschi, situado politicamente à direita, um segmento complementar ao que Pasolini tinha realizado. Todo o material foi reunido num único filme, que acabou por nunca ser distribuído comercialmente. Nesta sessão recupera-se o trabalho de Pasolini.


Spider Lilies
Real. Zero Chou (Taiwan, 2007)

The Bridge
Real. Eric Steel (EUA, 2006)

Route 225
Real. Yoshihiro Nakamura (Japão, 2005)

Tachiguishi Retsuden
Real. Oshii Mamoru (Japão, 2006)

Potosí, le temps du voyage
Dir. Ron Havilio (Israel/França, 2007)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A urgência da teoria

Grande Lições
O estado do Mundo. Fórum cultural da Gulbenkian
18 de Maio a 2 de Junho
Tomar o espaço público como um espaço privilegiado para a apresentação e discussão de teses ou aporias que questionem as múltiplas dimensões das sociedades contemporâneas, dos seus actores, das suas práticas e dos seus desejos foi, desde o início, um dos principais propósitos e razão substancial para a realização deste Fórum Cultural.

Marc Ferro
O Ressentimento: Força obscura e produto da história

Mehdi Belhaj Kacem
Niilismo e democracia


Suely Rolnik
Lygia chamando
Actualização: Lição interessante ... percepção e sensação. Lygia Clark: o artista como engenheiro do lazer.
[No próprio momento em que o artista digere o objeto, ele é digerido pela sociedade que já encontrou para ele um título e uma ocupação burocrática: ele será o engenheiro dos lazeres do futuro, atividade que em nada afeta o equilíbrio das estruturas sociais. Lygia Clark, Robho, Paris, 1969]

Miguel Vale de Almeida
Da diferença e da desigualdade: lições da experiência etnográfica

Daniel Miller
Sociedades muito grandes e muito, muito pequenas

Rasem Badram
Reflexões sobre a narrativa do lugar (a conversa infinita)

Bernard Stiegler
Tomar cuidado

Paul Gilroy
Multicultura e convivialidade na Europa pós-colonial

Andy C. Pratt
O estado da economia cultural: ascensão da economia cultural e desafios do desenvolvimento de políticas culturais
Actualização: ... um pouco aborrecido.

Paul D. Miller
Ciência do Ritmo

Filipe Duarte Santos
Sustentabilidade, cultura e evolução

Pedro Magalhães
A "ciência" da ciência política

António Cicero
Da actualidade do conceito de civilização

Danièle Cohn
Pensar as artes, hoje: as artes, o verdadeiro e o justo

terça-feira, 1 de maio de 2007

Ute Lemper


Com uma sensibilidade penetrante, aventurosa e sofisticada, Ute Lemper conta com um versátil repertório de músicas que inclui composições de Gershwin e Michael Nyman, inspirações do alemão Kurt Weill, canções do francês Jacques Prévert, poemas do belga Jacques Brel, e o rock alternativo dos contemporâneos Tom Waits, Elvis Costello e Nick Cave.
Versátil nos temas que interpreta e na sua expressão artística, a cantora e estrela de cabaret alemã tem deslumbrado também na dança, no cinema e na pintura, e já mostrou a sua voz flexível e expressiva em musicais como Cats, Chicago e Cabaret, onde cantou All That Jazz, recebendo vários prémios internacionais.

Diva comparada a Edith Piaf, Marlene Dietrich e Greta Garbo, Ute Lemper traz a Portugal um espectáculo com a sua marca sensual e sofisticada. Essencial para os amantes da música, com ênfase na teatralidade e na emoção.

Centro Cultural de Belém
6 de Maio de 2007

segunda-feira, 30 de abril de 2007

L'Italiana in Algeri, Gioachino Rossini


Dramma giocoso em dois actos. Libreto inspirado (substancialmente) no libreto de Angelo Anelli para L'italiana in Algeri de Luigi Mosca (1808).

Direcção musical Donato Renzetti
Encenação Toni Servillo
Cenografia Daniela dal Cin
Figurinos Ortensia De Francesco
Desenho de luz Pasquale Mari

Intérpretes

Isabella, signora italiana
Kate Aldrich (Rosina em "Il Barbiere di Siviglia", Fevereiro de 2006)
Barbara De Castri


Mustafà, Bey d'Algeri
Lorenzo Regazzo
Wojtek Gierlach

Lindoro, giovane schiavo italiano favorito di Mustafà
John Osborn
David Alegret

Taddeo, compagno d'Isabella
Paolo Rumetz
José Julián Frontal

Elvira, moglie di Mustafà
Lara Martins

Haly, capitano dei corsari algerini
Filippo Morace (Bartolo em "Il Barbiere di Siviglia", Fevereiro de 2006)

Zulma, schiava confidente di Elvira
Paula Morna Dória

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Produção
Festival d'Aix-en-Provence
em co-produção com o Grand Théâtre do Luxemburgo e o Teatro Nacional de São Carlos

Mais um divertimento após "Il Barbiere di Siviglia".
2 a 10 de Maio de 2007
_______
Nota.
Sinopse.
Libreto.
Biografia.

domingo, 29 de abril de 2007

Orquestra Gulbenkian no século XX

3 e 4 de Maio de 2007

ORQUESTRA GULBENKIAN

Jean-Claude Casadesus (maestro)


Anne Gastinel (violoncelo)

No centenário do nascimento de Dmitri Chostakovitch

Olivier Messiaen
Les offrandes oubliées
Très lent – Vif – Extrêmement lent
[Très lent, douloureux, profondément triste
Vif, féroce, désespéré, haletant
Extrêmement lent, avec une grand pitié et un grand amour]

Dmitri Chostakovitch
Concerto para Violoncelo e Orquestra N.º 1,
em Mi bemol maior, op. 107
1. Allegretto
2. Moderato
3. Cadenza
4. Allegro con moto

Sergei Prokofiev
Romeu e Julieta (excertos das Suites I e II)
Montéquios e Capuletos (Suite II, n.º 1)
A jovem Julieta (Suite II, n.º 2)
Frei Lorenzo (Suite II, n.º 3)
Dança (Suite II n.º 4)
Máscaras (Suite I n.º 5)
Morte de Tybalt (Suite I, n.º 7)
Romeu no túmulo de Julieta (Suite II, N.º 7)

Maurice Ravel
La valse

Actualização:
Magníficos intérpretes e peças. Um dos (meus) concertos do ano.
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La Valse
Os temas, sete no total, encadeiam-se sem ruptura, animados pelo ritmo ternário que, entendido como um verdadeiro motor (o mecanismo de precisão que tanto seduzia o compositor) confere à obra toda a sua dinâmica. A introdução é feita pianissimo, iniciando-se com os contrabaixos em divisi munidos de surdinas. A opacidade da atmosfera vai-se dissipando pouco a pouco, enquanto o ritmo obcecante se instala e os embriões dos temas vão tomando forma. Introduzidos pelos glissandos das harpas, raramente dotados de uma escrita tão percutida, os diferentes motivos sucedem-se e perseguem-se numa verdadeira torrente musical de várias modulações: emerge o canto penetrante dos oboés, os efeitos da percussão, o brilho dos metais e as sonoridades cheias dos clarinetes, alternando com tutti de textura delicada nas cordas e, portanto, aliando o espírito da música de câmara à amplitude da vertente sinfónica que ostenta um colorido orquestral subtilmente variado.

Este caleidoscópio fascinante encontra-se articulado em duas grandes secções, cada uma delas alcançando em crescendo o seu paroxismo (a segunda não apresenta material temático novo), até ao rodopiante delírio final que termina de forma quase atordoante, com a sua resolução sobre a tónica na última nota. Com uma suprema habilidade, Ravel usa todos os recursos de que dispõe para que os ouvintes sejam contaminados por esse turbilhão inquietante, no qual a violência se esconde sob uma desenvoltura demoníaca.

sábado, 28 de abril de 2007

Blind Date, Bill T. Jones


Centro Cultural de Belém
4 e 5 de Maio de 2007

In the hands of choreographer Bill T. Jones, dance becomes an extraordinary tool for probing life's big questions and journeying toward understanding. In this new evening-length work, Blind Date explores patriotism, honor, sacrifice, and service to a cause larger than oneself-values all but lost in our modern world. Jones's technically stunning 10-member company performs in a sensory landscape of primary colors, video imagery, and musical influences from around the world. As if on a "blind date," wisdom and eloquence meet dumbed-down fundamentalism in this explosive meditation on opposing forces and contrasting beliefs.

Originally intended to be a documentary of the Company today, Blind Date contains personal stories from the international cast, gestural dance phrases eerily reminiscent of a military boot camp, and all of the complex artistry that Bill T. Jones is known for. Bjorn Amelan has designed an evocative and flexible environment of variously sized screens that act as an ever-changing landscape. On these screens are projections designed by video artist Peter Nigrini that include text in multiple languages, people, places, and things that interact with and enrich the live performance. Music Director/Composer Daniel Bernard Roumain and his collaborators provide a sound score that serves a similar purpose, ranging from Bach to Otis Redding to the Mexican national anthem. Bill T. Jones and his dancers are joined by actor Andrea Smith, and in certain venues, live accompaniment. The result is a multi-layered dance theater experience that is "at once moving, sexy, funny, thoughtful, and sad."

- John Rockwell, The New York Times


Blog.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Mstislav Rostropovitch

27 de Março de 1927
27 de Abril de 2007

Hoje em Moscovo aos 80 anos morreu o famoso violoncelista russo Mstislav Rostropovitch, informa Interfax.
(...)
Mstislav Rostropovitch nascido a 27 de Março de 1927 é considerado como um dos maiores violoncelistas de sempre.

Nasceu em Baku, no Azerbaijão, na altura parte da União Soviética. Estudou no conservatório de Moscovo (onde mais tarde viria a dar aulas) tendo como professores, entre outros, Dmitri Chostakovitch e Serguei Prokofiev.

Rostropovitch lutou por uma arte sem fronteiras, pela liberdade de expressão e pelos valores democráticos, resultando em reprimendas por parte do regime soviético. Em 1978 acabaria por ver a sua cidadania na União Soviética revogada devido à sua oposição ao regime comunista e emigrou para EUA. Nos últimos anos vivia na Rússia.

O maestro gravou quase todo o repertório para violoncelo existente na época e estimulou outros compositores a criar novas peças para este instrumento, nomeadamente através de contactos com Benjamin Britten, Prokofiev, Shostakovitch, Khachaturian, Boulez, Berio, Messiaen, Schnittke, Bernstein, Dutilleux e Lutoslawski.

Entre os muitos prémios que recebeu ao longo da sua carreira contam-se o Albert Schweitzer Music Award e o Ernst von Siemens Foundation Music Prize, anteriormente só obtidos por Benjamin Britten e Olivier Messiaen.

Recebeu igualmente mais de uma centena de condecorações e distinções de cerca de trinta países, incluindo a de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico e Cavaleiro da Legião de Honra da França.

PRAVDA.Ru

quinta-feira, 26 de abril de 2007

42º Festival de Sintra 2007



1 de Junho e 15 de Julho
Música, Dança e ainda uma programação complementar de Contrapontos.

Direcção artística
Dr. Luís Pereira Leal (Música)
Vasco Wellenkamp (Dança).

Palácios Nacionais de Queluz, Sintra e Pena, Quinta da Piedade e Quinta da Regaleira, e Centro Cultural Olga de Cadaval.

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Dança:
Sugestões
Cullberg Ballet, Suécia
Cloud Gate Dance Theatre of Taiwan, Taiwan
E ainda
Introdans, Holanda
Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, Portugal

quarta-feira, 25 de abril de 2007

(Selvagens) Homem de Olhos Tristes


(Wilde) Mann mit traurigen Augen

Autor Händl Klaus

Encenação João Lourenço
Dramaturgia Vera San Payo de Lemos

Elenco Francisco Pestana, Gracinda Nave, João Perry, Jorge Corrula e Paulo Oom

Cenografia João Mendes Ribeiro
Figurino Maria Gonzaga
Coreografia Carlos Prado
Desenho de luz Anaísa Guerreiro e Melim Teixeira
Desenho de som Jan Ferreira

Teatro Aberto, até 24 de Junho de 2007

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No regresso de uma missão, um médico sem fronteiras vê-se obrigado a sair do comboio na estação de uma pequena cidade, onde parece não existir mais ninguém senão uma estranha família que o obriga a ficar. Será tudo um pesadelo ou a sua última viagem? Numa atmosfera misteriosa e inquietante, conjura-se o fim dos tempos, mas também a esperança de uma nova vida.

A estreia de “(Selvagens) Homem dos Olhos Tristes”, texto do escritor austríaco Händl Klaus, marca o regresso de João Perry aos palcos portugueses, 6 anos depois da sua interpretação em “A Visita”, de Eric-Emmanuel Schmitt na antiga sala do Teatro Aberto.
Conhecido pela exploração da ficção no seu expoente máximo, Händl Klaus envolve o espectador na construção das próprias personagens, sendo muitas vezes comparado ao realizador David Linch.

Sob a direcção de Joao Lourenço, os actores Francisco Pestana, Gracinda Nave, João Perry, Jorge Corrula e Paulo Oom dão vida a esta história que nos leva a reflectir sobre a solidão e o individualismo da sociedade actual.
Seremos todos selvagens?

Estreada em 2003 em Graz, esta peça foi a revelação do autor austríaco Händl Klaus (1969), tendo sido seleccionada para o Festival de Teatro de Berlim e para o Prémio de Dramaturgia de Mülheim em 2004.


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Teatro Aberto
>A partir de 6 Outubro 2007
Sweeney Todd, O Terrível Barbeiro de Fleet Street
Co-Produção com o Teatro Nacional D. Maria II

Sweeney Todd – The Demon Barber of Fleet Street