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domingo, 25 de março de 2007

Ciclo Paul Bowles

UM ABRIGO NA TERRA

De 26 a 31 de Março
Sala de Leitura, Grande Auditório, Pequeno Auditório e outros espaços

Um Abrigo na Terra, assim se chama a evocação de Paul Bowles que o CCB agora apresenta. Mais conhecido como escritor de romances e contos, Paul Bowles foi, também, um talentoso compositor de peças para piano, para bailado, voz e orquestra, algumas das quais serão apresentadas ao público português pela primeira vez.

A paixão que dedicou à cultura marroquina será assinalada com um concerto pelos Masters of Jajouka, assim como a adaptação cinematográfica de The Sheltering Sky (O Céu que nos protege), um dos seus livros mais celebrados. Os seus contos serão também objecto de leitura e análise.

Uma sequência de fotografias a preto e branco, tiradas em Tânger, no seu apartamento, do fotógrafo Daniel Blaufuks, completa este retrato multifacetado de um dos autores mais importantes da literatura americana do século passado.

Fernando Luís Sampaio

sábado, 17 de março de 2007

A Filha Rebelde

Teatro Nacional
D. Maria II
Sala Garrett
15 de Março a 20 de Maio 2007

Annie Silva Pais, filha única do último director da PIDE, o Major Fernando Silva Pais, é casada com um diplomata suíço. A estada em Cuba e um encontro com Che Guevara mudarão a vida de Annie, que, saturada de uma existência em função das aparências, condicionada pelo aparelho repressivo do regime ditatorial português, se entregará integralmente à revolução cubana e aos seus ideais. Desaparecida durante algum tempo, Annie abandona o marido, a família e o país. No Portugal de Salazar, todos temem que tenha sido raptada e utilizada no contexto da guerra colonial. Mas Annie envolve-se numa profunda luta de valores e convicções, só regressando a Portugal após o 25 de Abril para ir visitar o pai à prisão. A coragem será uma das principais marcas de Annie, que protagoniza uma peça onde o drama, a traição, os afectos, a morte e os combates políticos se cruzam naquela que é uma história de vida rara e exemplar.

encenação | dramaturgia HELENA PIMENTA
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
direcção musical JOÃO CABRITA
figurinos ANA GARAY
movimento NURIA CASTEJÓN
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
assistente de encenação CRISTINA LOZOYA
assistente de figurinos GILBERTO SORAGGI

COM
ANA BRANDÃO | EURICO LOPES | LÍDIA FRANCO | VÍTOR NORTE | CÉLIA ALTURAS | MARQUES D’AREDE | JOANA BRANDÃO | MANUEL COELHO | RAQUEL DIAS | BIBI GOMES | JOSÉ HENRIQUE NETO | ALEXANDRE OVÍDIO | RUI QUINTAS | NÁDIA SANTOS | SÉRGIO SILVA | ANABELA TEIXEIRA | JAIME VISHAL | AMÍLCAR AZENHA

MÚSICOS
JAUME XAVIER | JOÃO CABRITA | JOSÉ RAMINHOS | NUNO ALLAN | FILIPE RAPOSO/ RUBEN ALVES

FIGURANTES | BAILARINOS
HOJI FORTUNA | JOÃO ABRANTES FERREIRA | MARCO MERCIER | SARA GUERRA | TERESA NEGRÃO | VÍTOR BARBOSA

quinta-feira, 15 de março de 2007

Vanguardas, James MacMillan



BRITTEN SINFONIA
BBC SINGERS
JAMES MACMILLAN (maestro)
JACQUELINE SHAVE (violino)
MAGNUS JOHNSTON (violino)
CAROLINE DEARNLEY (violoncelo)

Compositores interpretam as suas obras: James MacMillan

Benjamin Britten
Prelúdio e Fuga

Tomás Luís de Victoria
Tenebrae factae sunt *
(Responsório)

Benjamin Britten
Hymn to the Virgin *

Michael Tippett
Dance, Clarion Air *
Fantasia concertante sobre um tema de Corelli

(Shave, Johnston, vl – Dearnley, vc)

James MacMillan
Seven Last Words from the Cross, cantata para coro e orquestra de cordas **

(*) coro a cappella
(**) 1ª Audição em Portugal 806

Gulbenkian, 24 de Março de 2006
Música Transformadora

quarta-feira, 14 de março de 2007

Maurizio Pollini (piano)



Karlheinz Stockhausen
Klavierstücke VII
Klavierstücke VIII


Robert Schumann
Kreisleriana, op.16

Ludwig van Beethoven
Sonata Nº 29, em Si bemol maior, op.106, Hammerklavier

Gulbenkian, 21 de Março de 2006
Piano Essencial

terça-feira, 13 de março de 2007

sábado, 10 de março de 2007

Ciclo de canto Gulbenkian


Dmitri Hvorostovsky (Barítono)
Ivari Ilja (Piano)
13 de Março de 2007

Piotyr Ilitch Tchaikovsky
Smert (A morte), op.57 nº 5
Noch (A noite), op.60 nº 9
Nochi bezumnie (Noites loucas) op.60 nº 6
Na son gryadushi (Ao deitar), op.27 nº 1
Den li zarit (No reino do dia) op.47 nº 6

Modest Mussorgsky
Pesni i pliaski smerti (Canções e danças da morte)

Mikhail Glinka
Ja pomnju chudnoe mgnovenie (Eu recordo um belo momento)
V krovi gorit ogon’ zhelania (O fogo da esperança arde no meu coração)
Priznanie (Declaração)

Alexander Dargomizhsky
Chnoi zefir (A noite dos Zéfiros)
Yunoshu i dera (O jovem e a donzela)

Alexander Borodin
Dlja beregov otchizny dal’noj (Nas costas da tua terra longínqua)

Nikolai Rimsky-Korsakov
Redeet oblakov letuchaja grjada (Apartam-se já as nuvens), op.42 nº 3

Nikolai Medtner
Zimnij vecher (Noite de Inverno), op.13 nº 1

Sergei Rachmaninov
Ne poi krasavitza pri mne (Não cantes mais para mim), op.4 nº 4

Vladimir Vlasov
Fontan Bakhchisaraiskogo Dvortsa (A fonte do Palácio de Bakhchisarai)

Georgi Sviridov
Pod’ezzhaya pod Izhory (Afogando-se perto de Izhory)



Jennifer Larmore (Meio-Soprano)
Antoine Palloc (Piano)
19 de Março de 2007

Roger Quilter
Love's Philosophy

John Jacob Niles
Black is the Colour of My True Love's Hair

Vernon Duke
Heart, We Will Forget Him

Charles Ives
Memories

Jake Heggie
To Say Before Going to Sleep
The Leather-winged Bat

Wolfgang Amadeus Mozart
Le nozze di Figaro:
- «Voi che sapete»
- «Non so piu cosa»

La finta giardiniera: «Va pure ad altri in braccio»

Giacchino Rossini
Il barbiere di Siviglia: «Una voce poco fa»

Claude Debussy
Les cloches
Romance
Beau soir

Georges Bizet
Carmen:
- «Habanera»
- «Seguidilla»
- «Chanson Bohemienne»

Victor Herbert
The enchantress: «Art is Calling for Me»

sexta-feira, 9 de março de 2007

As Estações de Haydn, John Eliot Gardiner


English Baroque Soloists
Monteverdi Choir
John Eliot Gardiner [ Direcção
Rebecca Evans [ Soprano (Hanne)
James Gilchrist [ Tenor (Lucas)
Dietrich Henschel [ Barítono (Simon)

Joseph Haydn
Die Jahreszeiten / As Estações
Der Frühling / A Primavera
Der Sommer / O Verão
Der Herbst / O Outono
Der Winter / O Inverno

Gulbenkian,
12 de Março de 2007

Natureza Maravilhosa
Com uma plêiade de cantores notáveis, John Eliot Gardiner dirige um programa centrado em Haydn, sob o signo do Iluminismo.


Intérpretes de excepção para música antiga de excepção.
Concerto pré-comentado com Rui Vieira Nery.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Stravinsky, Mozart e Cherubini - Orquestra Gulbenkian


9 de Março de 2007

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Giancarlo Guerrero (maestro)
Julian Bliss (clarinete)

Nos 250 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart

Igor Stravinsky
Sinfonia dos Salmos
Stravinsky neo-clássico.

Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto para Clarinete em Lá maior, K.622
Mozart para toda a família.

Luigi Cherubini
Requiem, em Ré menor
Um bom Requiem, nem só Mozart ou Verdi.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Grandes Orquestras Mundiais: Trondheim Solistene (esgotado)

Trondheim Solistene
Anne-Sophie Mutter (violino, direcção)

Gulbenkian, 3 de Março de 2007

Johann Sebastian Bach
Concerto para Violino em Lá menor, BWV 1041

Concerto para dois Violinos em Ré menor, BWV 1043
(Mikhail Ovrutsky, Violino)

Concerto para Violino em Mi maior, BWV 1042

G. Tartini / R. Zandonai
Sonata em Sol menor, Il Trillo del Diavolo
_______
A violinista Anne-Sophie Mutter pertence ao escol dos talentos musicais que dispensam apresentações. A sua dupla estreia nos prestigiosos Festivais de Lucerna (1979) e de Salzburgo (1980), neste último pela mão de Herbert von Karajan, abriu-lhe o caminho para uma carreira que, durante perto de três décadas, tem feito dela uma das mais admiradas instrumentistas do mundo.

Recusando os limites das rotinas e dos formatos habituais tantas vezes impostos nos tradicionais circuitos de concertos, o percurso de Anne-Sophie Mutter está marcado pela procura constante de novas maneiras de comunicar e de novos repertórios. A violinista está, ainda, envolvida em projectos humanitários e apoia através da fundação a que deu o seu nome a formação e promoção de jovens músicos.

Na sua próxima intervenção em Lisboa, Anne-Sophie Mutter tocará obras de Johann Sebastian Bach, à frente de um agrupamento muito especial, os Trondheim Solistene, cuja singular actividade artística se caracteriza pelo seu alto nível artístico e pela sua energia contagiante

O início da relação de Mutter com os Trondheim Solistene data de 1999, ano em que se apresentaram em diversos palcos europeus com as célebres Quatro Estações, de Vivaldi. A digressão culminou com a gravação destes concertos para a etiqueta Deutsche Gramophon, atingindo um rotundo sucesso de vendas e tamém junto da crítica.

O «Festival Bach» que agora apresentam em Lisboa integra-se no Ciclo Grandes Orquestras Mundiais e faz parte de uma digressão europeia que pode ser seguida através do blogue, criado para o efeito, no síte dos Trondheim Solistene.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Dido & Aeneas - Sasha Waltz & Guests



CCB, 2 e 3 de Março de 2007
Dido & Aeneas, um dos grandes acontecimentos do ano,
enquanto decorre outro, A Valquíria no São Carlos.

DIDO & AENEAS
COMPANHIA SASHA WALTZ & GUESTS
Akademie für Alte Musik Berlin - Vocalconsort Berlin
Produção: CCB

DIDO & AENEAS
Ópera em três actos e um prólogo

Música Henry Purcell
Texto Nahum Tate
A partir do IV canto de Eneida de Virgílio
Cantores Aurore Ugolin, Reuben Willcox, Deborah York, entre outros.

Coreografia e Direcção Sasha Waltz
Direcção Musical/ Reconstrução Attilio Cremonesi
Cenografia Thomas Schenk, Sasha Waltz
Figurinos Christine Birkle
Luz Thilo Reuther



World premiere 29.01.2005
Sasha Waltz is a breaker of boundaries. In a geographical sense, she has exhibited this in her own life, with extended periods spent abroad - in Amsterdam, New York and elsewhere. Berlin has become her home, but having been out in the world, the world now comes to her.
Her company is marked by vibrant internationalism: Germany, Australia, Japan, Portugal, Israel, Canada - all (and others) are represented in Sasha Waltz & Guests.
Like any great choreographer, Waltz celebrates the fact that her language - the language of dance - is blind to nation, colour and creed. In another sense, Waltz relishes testing even the conventions of her own idiom. Tanztheater has a rich history in Germany but today the term can too often be loosely applied to anything that seems to flout the older choreographic order and embraces speech, gesture and general good fun. Waltz’s version of this form is specific: her dance is rigorous, frequently athletic, always inventive; her theatre - or rather her sense of theatre, as she would never claim to be a stage director per se - is quirky, ironic, eyecatching. Anyone who has seen part or all of her trilogy - »Körper«, »S«, »noBody« - will remember the stunning mix of epic imagery and intimate human connections conjured up. Indeed, to call her a magician of sorts is no overstatement: her notably visual imagination pushes in to the spaces where she works - whether on stage, in a disused building or in a church undergoing extensive reconstruction - jokes, tableaux and trompes l’oeil which you cannot forget.

In »Körper«, dancers were squashed together and wriggled around behind a glass screen, like a shoal of fish making love. Individuals shared anatomical secrets with us, or played with anatomy - in one of my favourite moments, a pile of plates became the removable discs of a human spine. In »S«, company members slithered, merged and parted, naked, as if rising from a primal sludge; later we were treated, amongst many extraordinary dance-pictures, to an illustration of the Kama Sutra, blissfully funny, compellingly sensual. In noBody, performers engaged in a mid-air tussle with a huge, inflated bubble which then rolled around threatening to gobble them up.

A startlingly beautiful image, it came, when let loose in the courtyard of the Palais des Papes in Avignon in 2002, with an extra edge of risk: would the Mistral blow it where it wasn’t supposed to go? It mattered little. Her dancers knew what to do - were able to blow, can always blow, with the wind. Controlled danger is part of Waltz’s agenda. Sasha Waltz is an explorer. Her territory is the body, and the body in space. At the Schaubühne, she’s focussed on our essential condition, on who we are in a material way: the question thrumming through everything has been, Can you see, do you understand our physical body-systems? The phrase, »body-system«, is hers. The result in the trilogy, a witty probing of the body’s very engineering, resembled a scientific inquiry. Then, there is the architecture, the physicalisation, of space: Waltz wants to make a human map of it. How does space become different with, say, ten living bodies in it? How do anywhere and anything inanimate become altered by contact with a person in studied movement? Such were the questions that underpinned work Waltz engaged in in 1998, in the then empty Jewish Museum in Berlin, which led directly to »Körper«. Of this she has said: »There was a more historical aspect here, linked inevitably to the problematic of German-Jewish history. This came into »Körper«: we worked for five weeks in the museum and it greatly influenced the piece. It’s enough, I think, to be German somehow to work through some of that history…« Breaker of rules, explorer, inquirer into history: Waltz is also a storyteller, and has found her most immediate material in those with whom she works - her dancers. Thus it was that in her most radical piece to date, insideout (Graz and Berlin, 2003), she encouraged 19 of her performers to look into, and talk about, and express, themselves. »There are so many different cultures represented within the company,« she said at the time, »that I wanted to explore the idea of biographies. So the work is based on generations and where each person belongs, and what their individual, personal, detailed, isolated stories are.«
»Insideout« marked another new departure, which this new »Dido & Aeneas« reflects: for the first time, Waltz collaborated with musicians playing live. In a set that was a cross between crazy Corbusier house and fairground labyrinth, we wandered at will and »choose« our scene, our story. One woman paced around conducting a monologue with a photo of an ancestor. Nearby, another, her face covered in sticking-plasters, said she’d always liked pretending to be an animal - and we saw her do just that.

Or I did. Others who saw the show will recall myriad different moments and images, such was insideout’s ingenious plurality - a kind of choreographic Cubism.
Her latest Schaubühne piece, Impromptus, is calmer, more painterly, more content with the single bodily surface of things. Choosing for the first time a classical score - Schubert’s eponymous piano cycle of 1827 - Waltz lets her seven dancers act out measured, lyrical dance-sculpture: though that subversive wit (squelching gumboots,
a mud bath, mutual body-painting) is never far away.
The same humour is present in this Dido and while choreographing Schubert was in some ways groundwork for Purcell, choreographing opera is another broken boundary for Waltz. Of course, in an authentically historical sense, it’s right to have dance in Dido, as most pre-Romantic operas were as much about dances as arias; Dido was indeed first staged in 1689, in what was then the small village of Chelsea, by a London dancer and choreographer called Josias Priest. Still, a late-17th-century English composer would not in his wildest imaginings have foreseen his stately drama refashioned by a sparky 21st-century German choreographer whose dancers cross-dress, shout, contort and generally perform with all the vivid self-consciousness characteristic of modern dance, and of Waltz’s in particular. But why not? For one of Europe’s most innovative choreographers, staging an antique work like »Dido & Aeneas« surely marks the acquisition of rich, new artistic terrain.
James Woodall



Choreography
Direction
Sasha Waltz

Musical Direction
Reconstruction
Attilio Cremonesi

Stage
Thomas Schenk
Sasha Waltz

Costumes
Christine Birkle

Light
Thilo Reuther

Dido
Aurore Ugolin Song
Valeria Apicella Dance Michal Mualem Dance

Aeneas
Reuben Willcox Song
Virgis PuodziunasDance

Trainofaeneas
Luc Dunberry Dance
Manuel Alfonso Pérez Torres Song

Belinda
Deborah York Song
Sasa Queliz Dance

Second Woman
Céline Ricci Song
Maria Marta Colusi Dance

Narrator
Charlotte
Engelkes


Sorceress
Fabrice Mantegna Song
Juan Kruz Diaz de Garaio Esnaola Dance
Xuan Shi Dance

First witch
A sailor
Eberhard Francesco Lorenz Song
Takako Suzuki Dance

Second witch
A spirit
Michael Bennett Song
Jirí Bartovanec Dance

Ascanius
László Sandig Song

Akademie für Alte Musik Berlin
Violine
Georg Kallweit (Konzertmeister)
Stephan Mai
Kerstin Erben
Uta Peters
Barbara Paulsen
Verena Sommer
Gabriele Steinfeld
Nadja Zwiener
Albrecht Kühn
Thomas Graewe
Erik Dorset
Susanne Kanis
Viola
Anja Graewel
Anette Geiger
Lothar Haas
Clemens Nuszbaumer Johannes Platz
Bassvioline
Jan Freiheit
Inka Döring
Viola da Gamba
Hartwig Groth
Violone
Robert Sagasser
Miriam Shalinsky
Theorbe
Barockgitarre
Jakob Lindberg
Björn Colell
Ophira Zakai
Cembalo
Raphael Alpermann
Perkussion
Michael Metener

Vocalconsort Berlin
Sopran
Anette Geiß
Maria Köpcke
Susanne Wilsdorf
Cécile Kempenaers
Alt
Dorothee Merkel
Anne-Kristin Zschunke
Martin van der Zeijst
Uwe Czyborra-Schröder
Tenor
Sebastian Lipp
Klaus-Martin Bresgott
Oliver Uden
Markus Schuck
Bass
Martin Schubach
Frank Schwemmer
Martin Backhaus
René Steur

A production of
Sasha Waltz & Guests and Akademie für Alte Musik Berlin in co-production with Staatsoper Unter den Linden, Grand Théâtre de la Ville de Luxembourg and Opéra National de Montpellier.
Supported by Hauptstadtkulturfonds.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Radu Lupu, piano



Gulbenkian, 4 de Março de 2007

Franz Schubert

Sonata para Piano em Lá maior, D.664

Claude Debussy
Prelúdios do 2ª Livro (selecção)

Johannes Brahms
Ballades op.10

Ludwig van Beethoven
Sonata para Piano Nº 18, em Mi bemol maior, op.31 nº 3

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Die Walküre (esgotado)

24. 26. 28. Fevereiro 5. 8. 10. Março 2007 _ 18:30h |
3. Março _ 16:00h
Teatro Nacional de São Carlos
8 e 10 de Março, transmissão em directo em grande ecrã, no Largo São Carlos

DIE WALKÜRE
Richard Wagner

Primeira jornada em três actos do festival cénico Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo). Libreto de Richard Wagner.

Direcção musical Marko Letonja
Encenação Graham Vick
Cenografia e figurinos Timothy O'Brien
Coreografia Ian Spink
Desenho de luzes Giuseppe di Iorio

Intérpretes

Mikhail Kit Wotan
Susan Bullock Brünnhilde
Judit Németh Fricka
Maxim Mikhailov Hunding
Ronald Samm Siegmund
Anna-Katharine Behnke Sieglinde
Sara Andersson Helmwige
Andrea Dankova Ortlinde
Dora Rodrigues Waltraute
Ana Paula Russo Gerhilde
Ekaterina Godovanets Siegrune
Stefanie Irányi Rossweisse
Gabriele May Grimgerde
Qiu Lin Zhang Schwertleite

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

BESPhoto 2006

Até 18 de Março de 2007
Última exposição no
Centro Cultural de Belém
do Berardo

Fraco!?

A terceira edição deste prémio anual integra dois momentos: a exposição colectiva de obras dos quatro fotógrafos seleccionados; e a atribuição de um prémio no valor de 15 mil euros ao artista vencedor.
Os artistas convidados para a exposição BESPhoto 2006 são Augusto Alves da Silva, Daniel Blaufuks, Susanne Themlitz e Vasco Araújo, que na opinião do Júri de Selecção – Maria do Carmo Serén, Lúcia Marques, Filipa Valadares, Filipa Oliveira e Jürgen Bock – realizaram entre 1 de Julho de 2005 e 30 de Junho de 2006 as mostras de maior interesse no âmbito da fotografia portuguesa actual.
O Júri de Premiação (composição a anunciar brevemente) decidirá a quem atribuir o Prémio BESPhoto 2006, após a apreciação dos trabalhos expostos, alguns criados especialmente para esta ocasião.
Os vencedores da primeira e segunda edições deste prémio, cujas exposições decorreram também no CCB, foram Helena Almeida e José Luís Neto, respectivamente.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Die Walküre: intérpretes

24 Fevereiro - 10 Março 2007
Teatro Nacional de São Carlos


Mikhail kit Wotan


Susan Bullock Brünnhilde


Judit Németh Fricka
Continua de "Das Rheingold" de Maio/Junho de 2006.


Ronald Samm Siegmund


Anna-Katharine Behnke Sieglinde

Maxim Mikhailov Hunding
Sara Andersson Helmwige
Andrea Dankova Ortlinde
Dora Rodrigues Waltraute
Ana Paula Russo Gerhilde
Ekaterina Godovanets Siegrune
Stefanie Irányi Rossweisse
Gabriele May Grimgerde
Qiu Lin Zhang Schwertleite

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Como o Cinema era belo

50 filmes inesquecíveis

Integrado nas Comemorações do Cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian, este Ciclo de Cinema apresenta 50 filmes, numa escolha de João Bénard da Costa.

Ciclo termina com The New World / 2005 (Novo Mundo) de Terrence Malick.
Final infeliz, mas suficiente para substituir Bénard da Costa na Cinemateca?

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Contigo - Rui Horta + João Paulo Santos


17 - 20 Fevereiro de 2007
Centro Cultural de Belém

Um espaço vazio ocupado por um mastro. Um totem que marca fatalmente esse espaço e lança um desafio vertical. Um corpo que responde a esse mesmo desafio, à vertigem, ao risco e à possibilidade de queda. Rui Horta e João Paulo Santos juntos, para conceber um espectáculo de novo circo.

“Lá em cima o tempo corre mais devagar e lá gostaria de ficar para sempre…Mas estranhamente regresso, mais leve, habitado pelo que senti.”
Contigo marca o encontro de um excepcional intérprete na disciplina de mastro chinês, João Paulo Santos, com o coreógrafo Rui Horta. A obra, estreada no último Festival de Avignon (2006), no âmbito do programa “le sujet à vif”, foi muito bem acolhida pelo público e teve uma enorme procura por parte dos programadores internacionais.

Esta versão, mais completa, corresponde ao desejo de ambos os autores levarem ainda mais longe a sua pesquisa artística: um encontro entre a dança contemporânea e o novo circo, fundindo-se numa linguagem comum que dilui fronteiras entre as duas disciplinas artísticas.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Columbano Bordalo Pinheiro 1874-1900


O Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea celebra em 2007 o centésimo quinquagésimo aniversário do nascimento de Columbano Bordalo Pinheiro, com uma exposição que apresenta ao público uma selecção das suas obras realizadas entre 1874 e 1900. São cerca de 70 obras, pinturas e desenhos, pertencentes na sua grande maioria à colecção do museu, mas também a outras colecções públicas e privadas.
Esta exposição inaugurou ontem, no Museu do Chiado.

Com esta exposição, acompanhada da publicação de um catálogo, o museu presta homenagem a uma figura incontornável da história da arte portuguesa, autor de obras como O Grupo do Leão (1885), Concerto de Amadores (1882) ou Retrato de Antero de Quental (1889), professor na Escola de Belas Artes e director deste museu entre 1914 e 1929. A segunda parte da sua produção artística, realizada entre 1900 e 1929, ano da sua morte, será tratada numa exposição agendada para 2010, no âmbito das comemorações do centenário da República.
Até 27 de Maio de 2007.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Cartier 1899-1949 O Percurso de um Estilo


A exposição “Cartier 1899-1949. O Percurso de um estilo” reúne um conjunto excepcional de 230 jóias, relógios e objectos pertencentes à Colecção Cartier, bem como algumas das aquisições de Calouste Gulbenkian, pertencentes à Fundação. São ainda expostos desenhos originais - alguns dos quais associados ao coleccionador -, moldagens e diversa documentação.

A Colecção Cartier tem sido exibida nos últimos anos nos mais prestigiados museus do mundo, de que se destaca, o Museu do Ermitage, São Petersburgo, o British Museum, Londres, o Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, o Museum of Fine Arts, Houston e o Museu de Xangai.

Organizada pelo Museu Calouste Gulbenkian em colaboração com a Colecção Cartier e a editora Skira, que publica o catálogo, esta iniciativa integra-se nas comemorações do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg


Sylvain Cambreling (maestro)
Dagmar Peckova (meio-soprano)

Igor Stravinsky
Feu d’artifice

Claude Debussy
Prélude à l’après-midi d’un faune

Alexander Zemlinsky
Seis melodias sobre poemas de Maurice Maeterlinck, op.13

Arnold Schönberg
Pelléas et Mélisande

Fundação Calouste Gulbenkian
13 de Fevereiro de 2007

Sylvain Cambreling movimenta-se com aparente facilidade entre ópera e a música sinfónica, entre a produção e a direcção artística, e dentro de um amplo repertório que vai do barroco até aos nossos dias. A sua irreverente criatividade tem feito dele uma das figuras ligadas à música erudita mais controversas e carismáticas das últimas décadas. No âmbito do Ciclo Grandes Orquestras Mundiais, teremos oportunidade de o ver dirigir a SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg, para a qual foi nomeado em 1999 como maestro titular, agrupamento que mantém uma reputação incontestável no que se refere à sua qualidade artística, adquirida ao longo de mais de seis décadas de existência.´

Cambreling apresentará um programa sob signo do simbolismo. Serão escutadas obras de três compositores que encontraram inspiração nos textos de dois escritores fulcrais pertencentes a este movimento artístico: Stéphane Mallarmé e Maurice Maeterlinck. Trata-se do francês Claude Debussy e dos austríacos Alexander Zemlinsky e Arnold Schoenberg. Para além destes compositores também Igor Stravinsky estará representado com Feu d’artifice, uma das suas primeiras obras, que reflecte um gosto pelo colorido deslumbrante e pelo efémero.

Dagmar Peckova será solista nas seis canções de Zemlinsky sobre poemas de Maeterlinck. A voz rica e escura da reputada meio-soprano checa e a intensidade das suas interpretações são, com efeito, mais duas razões que justificam o interesse extraordinário deste concerto.
SM - FCG

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Lisboa Ballet Contemporâneo - Callas


Companhia e coreografia de Benvindo Fonseca homenageiam Maria Callas no Teatro Camões.

9 a 11 de Fevereiro de 2007.

O espectáculo, no Teatro Camões, encerra uma trilogia que o coreógrafo e director artístico da companhia iniciou em 2004 com "Uma Noite com Ella", homenagem à diva do jazz Ella Fitzgerald, a que se seguiu "Mar", em 2006, em colaboração com o grupo Madredeus.

"É uma homenagem sobretudo à grande voz de Maria Callas, mas também à vida desta mulher extraordinária".

"Tenho uma grande admiração pela Callas, que oiço muito em privado. A voz de Callas arrepia e emociona. Veio à terra para cantar o sentir humano".

"Dança-se a fragilidade e a força, a passionalidade e o amor, os desejos da personalidade e os apelos da alma".

"Na peça, vão ser usadas algumas árias cantadas por Maria Callas que foram 'transportadas' para piano por César Viana".

"Este espectáculo exigiu muito de mim. Por isso decidi, ao contrário do que costumo fazer em algumas das minhas peças, não ter nenhuma participação especial na coreografia".

"Callas" será interpretado pelos bailarinos Ângela Eckart, Débora Queiroz, Isadora Ribeiro, São Castro, Hugo Martins, Nuno Gomes e Tiago Careto.
O espectáculo conta ainda com as participações especiais da pianista Mercedes Cabanach e do violoncelista Luís Sá Pessoa.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Orquestra Gulbenkian
Tchaikovsky, Concerto para Piano Nº 1


Cristian Mandeal (maestro)


Artur Pizarro (piano)











Mikhaïl Glinka
Abertura da ópera Ruslan e Ludmilla

Piotr Ilitch Tchaikovsky
Concerto para Piano Nº 1, em Si bemol maior, op.23

Max Reger
Variações e Fuga sobre um tema de Mozart, op.132

domingo, 28 de janeiro de 2007

Café-concerto Museu dos Coches


Viajando pelo mundo da ópera e da opereta

Museu Nacional dos Coches

Último Domingo de cada mês de 2007.

Início a 28 de Janeiro com Mozart.

Bom tempo passado para fim de tarde.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Michel Camilo & Tomatito


CCB, 30 de Janeiro de 2007









“Juntos, o duo encontrou um encanto indefinível”, foi assim que o crítico americano do New York Times se referiu à sua actuação no Carnegie Hall.
Navegando pelas fronteiras do jazz e do flamenco, Camilo e Tomatito criam uma experiência única e inesquecível.

Camilo e Tomatito conhecem-se desde o início dos anos noventa, quando se encontraram em Espanha numa sessão de gravação para o grupo flamenco Ketama. Rapidamente se tornaram amigos, mas só começam a tocar juntos em 1997, a convite do Festival de Jazz de Barcelona, numa homenagem ao pianista espanhol de hard bop Tete Montoliu, já falecido.

Camilo, um brilhante pianista e um prolífico compositor, goza de grande notoriedade por combinar os ritmos harmoniosos do jazz com os sabores e os ritmos caribenhos da sua República Dominicana. A viver actualmente em Nova Iorque, reconhece ter recebido influência de Chick Corea, Keith Jarrett, Oscar Peterson e Bill Evans.

Descoberto muito novo por Paco de Lucía, Tomatito é o grande guitarrista mundial de flamenco e já acompanhou as maiores vozes de Espanha, incluindo o lendário Camarón de la Isla.

O álbum Spain Again inclui composições originais, uma homenagem a Piazzolla, standards de jazz e uma colaboração com o famoso cantante e compositor Juan Luis Guerra.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Murray Perahia, Piano

Gulbenkian, 29 de Janeiro de 2007

Johann Sebastian Bach
Partita Nº 2, em Dó menor, BWV 826

Ludwig van Beethoven
Sonata Nº 15, em Ré maior, op.28, Pastoral

Robert Schumann
Phantasiestücke, op.12

Fryderyk Chopin
Balada Nº 3, em Lá bemol Maior, op.47

Ao longo de trinta anos de carreira como concertista, Murray Perahia tornou-se num dos mais apreciados e solicitados pianistas do nosso tempo. Reconhecido internacionalmente pela sua especial sensibilidade musical, apresenta-se regularmente nos principais centros musicais de todo o mundo, colaborando com as mais prestigiadas orquestras.

Maestro Convidado Principal da Academy of St. Martin in the Fields, Murray Perahia realizou com esta orquestra digressões, como maestro e pianista, nos Estados Unidos da América, na Europa, no Japão e no Sudeste asiático. Em recital, os compromissos para a presente temporada incluem Londres, Glasgow, Lisboa, Birmingham, Bruxelas e uma intensa presença na Alemanha, em Itália e no Oriente.

Artista exclusivo da Sony Classical, Murray Perahia possuiu uma extensa e variada discografia. A sua mais recente gravação, com a Academy of St. Martin in the Fields, combina o Quarteto para Cordas Nº. 12, op.127, com a Sonata para Piano em Lá maior, op.101 de Beethoven. Com a Academy of St. Martin in the Fields, gravou também um terceiro disco dedicado as concertos para tecla de J. S. Bach, para além de uma gravação a solo das três últimas Sonatas para Piano de Schubert (D.958, D.959 e D.960). A sua gravação dos Estudos de Chopin, op.10 e op.25, ganhou um Grammy em 2003 para “Melhor Interpretação Instrumental Solista”.

Em 1999, Murray Perahia ganhara já um Grammy pela gravação das Suites Inglesas de J. S. Bach (Nos. 1, 3 e 6) e em 1995 e 1997, recebeu prémios da revista Gramophone pelos discos dedicados a Chopin, Händel e Scarlatti. Outras notáveis gravações do seu extenso catálogo incluem integrais dos Concertos para Piano de Mozart (com a English Chamber Orchestra) e dos Concertos para Piano de Beethoven (com a Orquestra do Concertgebouw e o maestro Bernard Haitink).

Murray Perahia nasceu em Nova Iorque e iniciou os seus estudos de piano aos quatro anos de idade. Mais tarde, ingressou no Mannes College, diplomando-se em direcção de orquestra e composição. Os verões eram passados em Marlboro, onde colaborou com músicos como Rudolph Serkin, Pablo Casals e os músicos do Quarteto Budapeste. Por esta altura, estudou igualmente com Mieczyslaw Horszowski.

Em 1972 venceu o Concurso Internacional de Piano de Leeds, recebendo numerosos convites para actuar em toda a Europa. No ano seguinte, deu o seu primeiro concerto no Festival de Aldeburgh, onde conheceu e iniciou uma estreita colaboração com Benjamin Britten e Peter Pears, acompanhando este último em muitos recitais de Lieder. Entre 1981 e 1989, partilhou a direcção artística deste festival. Alguns anos mais tarde, estabeleceria uma grande amizade com Vladimir Horowitz, cuja perspectiva e personalidade o inspiraram de forma decisiva.

Em Maio de 1988, Murray Perahia foi distinguido pela Royal Philharmonic Society.

Em Julho de 1999 recebeu um Doutoramento Honorário em Música da Universidade de Leeds. É membro honorário do Royal College of Music e da Royal Academy of Music. Em reconhecimento pelos seus destacados serviços em prol da música, Murray Perahia foi armado Cavaleiro honorário da Ordem do Império Britânico, pela Rainha Elisabeth, em Março de 2004.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Jornadas Europeias da Ópera

Journées Européennes de l'Opéra
16 – 18 février 2007

www.operadays.eu

Une invitation à découvrir l'opéra partout en Europe

Les compagnies d’opéra européennes célèbreront 4 siècles d’Opéra pendant le week-end du 16 au 18 février 2007. Cette forme artistique profondément européenne est bien vivante ! L’opéra touche plus de gens que jamais en rassemblant le meilleur de toutes les disciplines artistiques de façon fraîche et moderne. Dans le monde visuel d’aujourd’hui, nous recherchons et attendons des spectacles qui nous éblouissent par tous nos sens.
L’Opéra, avec ses décors et costumes spectaculaires, sa musique puissante, ses voix touchantes, et ses histoires émotionnelles questionnant le monde dans lequel nous vivons, nous offre exactement cela !
Tout le monde est invité à découvrir cette forme d’expression contemporaine pendant les Journées Européennes de l’Opéra.

A travers l’Europe, des maisons d’opéra organiseront des événements spéciaux pour introduire leur maison et leur travail à de nouveaux publics. En même temps, Gerard Mortier et l’Opéra National de Pairs accueilleront une réunion de professionnels et amateurs d’opéra.

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Jornadas Europeias da Ópera
Teatro Nacional de São Carlos
16. 17. 18. Fevereiro 2007

16 Fevereiro

_ 10:00h às 18:00h_Foyer
Mostra de maquetes das produções Werther, Das Rheingold, Charodeika, Jeanne d'Arc au bûcher
e Lauriane. Passagem de excertos das óperas representadas nas maquetes nos televisores do Foyer.

_ 10:00h às 18:00h
Visitas guiadas para escolas

_ 18:30h_ Salão Nobre
Recital de valsas vienenses

Johann Strauss II (1825-1899)
Rosen aus dem Süden (Valsa de Das Spitzentuch der Königin /, op. 388)
Lagunen-walzer (da opereta Eine Nacht in Venedig)
Frühlingsstimmen, op. 410
An der schönen blauen Donau, op. 314
Geschichten aus dem Wienerwald, op. 325

Franz Lehár (1870-1948)
Vilja-Lied (da opereta Die lustige Witwe)
Lippen schweigen (da opereta Die lustige Witwe)

Johann Strauss II (1825-1899)
Schatz-Walzer (da opereta Der Zigeunerbaron, op. 418)

Johann Strauss I (1804-1849)
Marcha «Radetzky», op. 228

Kodo Yamagishi piano
Giovanni Andreoli direcção musical
Coro do Teatro Nacional de São Carlos


17 Fevereiro

_ 10:00h às 18:00h_Foyer
Mostra de maquetes das óperas Werther, Das Rheingold, Charodeika, Jeanne d'Arc au bûcher
e Lauriane. Passagem de excertos das óperas representadas nas maquetes nos televisores do Foyer.

_ 15:00h às 18:00h
Visitas guiadas para escolas durante o ensaio de orquestra e cena da ópera Die Walküre

_ 18:30h_Salão Nobre
Recital de canto e piano
Com o patrocínio da Embaixada do Brasil

Canções

Carlos Gomes
Addio
Pensa

Três Canções Populares de Cláudio Santoro
(Versos de Vinícius de Moraes)
Luar do meu bem
Amor em Lágrimas
Cantiga do Ausente

Árias de Ópera

«Hai già vinta la causa!... Vedrò mentr'io sospiro»
(Le nozze di Figaro, de W. A. Mozart)
Ária de Oneguin (Evgueni Oneguin, de Tchaikovski)
«Era un tramonto d'oro» (Colombo, de Carlos Gomes)
«L'orage s'est calmé...» (Les Pêcheurs de perles, de Bizet)
«Largo al Factotum»(Il barbiere di Siviglia, de Rossini)

Leonardo Neiva barítono
Patrícia Valadão piano

18 Fevereiro

_ 12:00h_Foyer
Transmissão do documentário RTP sobre a ópera Das Rheingold para os televisores do Foyer

_ 15:30h_Salão Nobre
Recital de canto e piano

Árias de ópera

Sara Braga Simões soprano
Carlos Guilherme tenor
Armando Vidal piano

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

“Pasión Argentina” - Bernarda Fink



Bernarda Fink

e Octeto Ibérico de Violoncelos
Elias Arizcuren (director)


Gulbenkian

23 de Janeiro de 2007




Carlos Guastavino
Cuatro canciones populares
1. Hermano
2. Abismo de Sed
3. El Sampedrino
4. Mi viña de Chapanay

Alberto Ginastera
Pampeana Nº. 2
(Robert Putowski e Jeroen den Herder,
solistas)

Cinco canciones populares
argentinas, op. 10
1. Chacarera
2. Triste
3. Zamba
4. Arrorró
5. Gato

Alberto Ginastera
Suite Ballet Estancia (instr.)
1. Los trabajadores agrícolas
2. Danza del trigo
3. Los peones de hacienda
4. El amenecer
5. Malambo

Carlos Guastavino
Canciones populares
1. Se equivocó la paloma
2. Milonga de los dos hermanos

Astor Piazzola
Tres Milongas
1. A Don Nicanor Paredes
2. Alguien le dice al Tango
3. El Títere

Versões de Elias Arizcuren e Pablo Escande
para o Octeto Ibérico de Violoncelo

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O poema épico Martin Fierro (1872-79), de José Hernandez, constitui na cultura argentina um importante marco histórico, anunciando o início de um sólido sentimento nacionalista neste país. Na referida obra persiste a fi gura do gaúcho, que paulatinamente se deixa contaminar e aniquilar pelo avanço da industrialização e pela cultura citadina, imagem tragicamente romântica que celebra a identidade argentina, a sua índole heróica, a sua virilidade. A partir de então, e ao longo de todo o século XX, esta tradição gauchesca tornar-se-ia um dos traços essenciais da cultura argentina. Antecedido por Francisco Hargreaves (1849–1900) e Juan Gutiérrez (1840-1906), na música dos quais desponta já um fi rme sentimento nacionalista, Alberto Williams representa o mais prolífico compositor da Generacion del 900. A sua obra para piano intitulada Aires de la Pampa, baseada em danças e canções gaúchas, é representativa do idioma musical argentino, a meio caminho entre a herança da música europeia e o folclore argentino.

Homóloga argentina do lied germânico, a canción de cámara, baseada na poesia de alguns dos mais destacados poetas argentinos, floresce plenamente neste ambiente de glorifi cação pátria, especialmente na seguinte geração de compositores (Generación del Centenario) os quais, aproveitando o momento coincidente com a celebração do centenário da independência da Argentina, ocorrida no início do século XIX, reafi rmaram na sua música este sentimento pátrio. Dividida entre a citação directa das fontes musicais folclóricas, como no caso da música de Juan Bautisa Massa (1885-1938) e uma expressão mais cosmopolita e subjectiva, através da adopção de uma estética próeuropeia, misturada com elementos da música tradicional argentina, como por exemplo em Luis Gianneo (1897-1968), pode afi rmar-se que esta tendência nacionalista perdurou praticamente até aos nossos dias. Contrariamente ao que se poderia imaginar, as infl uências étnicas presentes na cáncion de cámara provêm menos das culturas musicais pré-colombianas, advindo sobretudo da música crioula, substancialmente rural e telúrica, complexo mosaico de elementos espanhóis, num primeiro plano, mas também italianos, estes últimos por via da enorme afl uência de imigrantes italianos que no fi nal do século XIX se fi xaram na Argentina. Frequentemente, esta música crioula, consequência da mestiçagem de europeus e indígenas, aparece sob a forma de versões locais das danças de salão europeias, como a Valsa, a Escocesa, a Polka ou a Mazurka, interpretadas por instrumentos tradicionais argentinos (acordeão, bandoneon, guitarra, charango e bombo). É nesta passagem do meio rural para o meio culto da cáncion de cámara, que o piano adquire uma renovada dimensão, emulando as 3 sonoridades toscas dos instrumentos de factura popular e os ritmos impetuosos e festivos das danças campestres, sobre os quais se desenrola um cristalino e depurado lirismo.

Graças à enorme diversidade cultural e étnica presente nas diversas regiões do extenso território argentino, existe igualmente uma profusa quantidade de danças e cantos tradicionais, constituindo, no seu conjunto, um tesouro de inestimável valor etnomusicológico. Tanto a Chacarera quanto a Zamba, esta última evidenciando um forte ascendente da Zamacueca peruana, são danças de par tradicionais do nordeste argentino. Também o Gato, dança típica da região de La Pampa, é de origem crioula.

Através de um comum fenómeno de importação cultural, ocorrido no período de viragem entre os séculos XIX e XX, coincidindo com a deslocação massiva de indivíduos dos meios rurais para a cidade, em busca de trabalho, a Milonga, uma dança gauchesca, mas de raiz africana, adaptou-se naturalmente ao ambiente urbano de Buenos Aires. Cruzando-se então com a música europeia dos imigrantes que habitavam nos subúrbios pobres da cidade, foi um dos géneros que mais contribuiu para o nascimento do Tango no início do século XX, género que viria a ganhar uma enorme reputação, tornando-se símbolo incontestável da identidade argentina.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Brad Mehldau - Solo

CCB, 24 de Janeiro de 2007
Brad Mehldau, um dos mais prestigiados pianistas de jazz da actualidade, é dotado de uma técnica notável, onde se reconhecem influências de Schumann e de Keith Jarrett.

Magnífico. 5 encores de simpatia.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

CCB Exposições a terminar

até 25 de Fevereiro

Em Portugal
Em 2005 o Centro Cultural de Belém convidou a prestigiada fotógrafa alemã Candida Höfer a visitar Portugal, com o objectivo de fotografar vários espaços interiores de monumentos e edifícios públicos e privados portugueses.




Geografias Vivas
Exposição baseada na participação de Gonçalo Byrne na VI Bienal Internacional de Arquitectura de São Paulo, em 2005, dedicada ao tema “Viver na Cidade, Arquitectura, Realidade e Utopia”.




Fantasmas
A exposição Fantasmas reúne, pela primeira vez no mesmo espaço, uma selecção de filmes, vídeos, fotografias e desenhos de Nuno Cera, entre os quais figuram cinco trabalhos inéditos.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Wozzeck, Alban Berg


Ópera em três actos.
Libreto de Alban Berg segundo a peça de teatro Woyzeck de Georg Büchner.





Direcção musical Eliahu Inbal
Encenação e cenografia Stéphane Braunschweig
Figurinos Thibault Vancraenenbroeck
Desenho de luz Marion Hewlett

Intérpretes
Dietrich Henschel Wozzeck
Brigitte Pinter Marie
Stefan Margita Tambor-mor
Pierre Lefebvre Capitão
Johann Werner Prein Médico
Carlos Guilherme Andres
Claudia Nicole Bandera Margret
Andreas Macco Primeiro Trabalhador
Luís Rodrigues Segundo Trabalhador
Marco Alves dos Santos O Idiota

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música

Produção
Festival International d'Art Lyrique de Aix-en-Provence em co-produção com a Opéra de Lyon

Co-apresentação: TNSC/CCB
CCB - 17, 19, 21 de Janeiro de 2007
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Esta encenação de "Wozzeck", de Berg, que teve de ser cancelada na temporada de 2004, será finalmente apresentada em Lisboa em colaboração com o Centro Cultural de Belém, entre os dias 17 e 21 de Janeiro. Conta com a direcção do conceituado Eliahu Inbal e com um excelente leque de solistas.No papel de Wozzeck vai estar o premiado barítono alemão Dietrich Henschel. Em 2000, Henschel foi galardoado com um Grammy, mais um prémio a acrescentar ao longo currículo de distinções que começou a construir quando ainda era estudante. Muito elogiado pela crítica e dono de uma vasta discografia, destaca-se tanto a solo, como em papéis operáticos, como na companhia de orquestras como as filarmónicas de Viena e Berlim, o Royal Concertgebow ou a Sinfónica de Londres.

O papel de Marie é intepretado pela aclamada Brigitte Pinter, mezzosoprano austríaca que costuma impressionar imprensa e público (foi o que aconteceu em Março do ano passado, no São Carlos, em "Erwartung" e "Sancta Susanna). "Levou-nos às lágrimas com uma intensidade miraculosamente controlada e um timbre de brilho aveludado", escreveu "Le Figaro" sobre uma das suas interpretações.

Os elenco vocal fica completo com Stefan Margita, Pierre Lefebvre, Johann Werner Prein, Carlos Guilherme, Claudia Nicole Bandera, Andreas Macco, Luís Rodrigues e Marco Alves dos Santos, que se juntam ao Coro do Teatro Nacional de São Carlos e ao Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música.

A dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa estará o proeminente Eliahu Inbal. Além de destacado violinista, é conhecido pelos trabalhos à frente de colectivos como a Orquestra Sinfónica da Rádio de Frankfurt ou a La Fenice, bem como no plano operático. Apesar de já ter dirigido o colectivo português noutras ocasiões, esta é a primeira vez que se apresenta à frente de uma produção lírica do São Carlos.

"Wozzeck" é a mais famosa ópera de Alan Berg. É um dos mais importantes exemplos de atonalidade, usada pelo compositor para representar musicalmente estados de espírito e situações marcadas por alienação, loucura e injustiça. "Wozzeck" é também uma das mais complexas, intensas e polémicas obras que o século XX viu nascer.

(Público)

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As noites de 17, 19 e 21 de Janeiro de 2007 assinalam o regresso ao CCB da ópera, cuja última representação se dera em 1998, com a Companhia do Teatro Mariinski (Kirov) de São Petersburgo. Em produção do Teatro Nacional de São Carlos, à qual o CCB se associou, apresenta-se uma das duas óperas escritas por Alban Berg (a outra é Lulu), um dos mais destacados compositores da chamada Escola de Viena.

Berg escreveu Wozzeck entre 1914 e 1922, após ter assistido à estreia, em Viena, do drama Woyzeck, do poeta romântico alemão Georg Büchner. A peça de Büchner esteve praticamente esquecida durante quase oitenta anos (o poeta deixara-a inacabada em 1837, data da sua morte), tendo sido estreada apenas em 1913 em Berlim.

Alban Berg começou por compor algumas partes musicais, concentrando-se na adaptação da peça e na escrita do libreto, mas a eclosão da Guerra Mundial de 1914/18 interrompeu o trabalho. Só em 1919 o 1º Acto ficaria completo e o 2º Acto seria dado por terminado dois anos depois. Em princípios de 1923, Berg terminara o 3ºActo e a orquestração, mas a ópera só veio a subir à cena em Dezembro de 1925, na Staatsoper de Berlim.

Durante o nazismo Wozzeck foi considerada “entartete Musik” (música degenerada), mas depois da Segunda Guerra Mundial emergiu como uma das mais consistentes experiências da modernidade vienense da primeira metade do século, no domínio do drama musical.

Em Wozzeck, Berg dá expressão às orientações atonalistas que identificam a Escola em que se integrou (Schönberg, Anton Webern), mas cruza-as com referências à música tonal e, até, com citações de música mais convencional, como as marchas militares e as polcas populares, criando um universo musical de acentuados contrastes e forte dinâmica expressiva. Inovando em aspectos estruturais do desenvolvimento dramático, Berg realça a progressiva subjugação e desumanização do soldado Wozzeck e a sua cíclica redenção através do canto e da música.

A presente apresentação de Wozzeck, de Alban Berg, resulta de uma produção do Théâtre de Lyon/Festival de Aix-en-Provence, e será dirigida por Eliahu Inbal e encenada por Stéphane Braunschweig, com Dietrich Henschel no papel titular.

(CCB)

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Synopsis
(Wikipedia)

Act I

Scene 1 (Suite): Wozzeck is shaving the Captain who lectures him for living an immoral life. Wozzeck protests that it is difficult to be virtuous when he is poor, but entreats the Captain to remember the lesson from the gospel, ""Laßet die Kleinen zu mir kommen!"" ("Suffer the little children to come unto me," Mark 10:14). The Captain greets this admonition with pointed dismay.

Scene 2 (Rhapsody and Hunting Song): Wozzeck and Andres are cutting sticks as the sun is setting. Wozzeck has frightening visions and Andres tries unsuccessfully to calm him.

Scene 3 (March and Lullaby): A military parade passes by outside Marie's room. Margret taunts Marie for flirting with the soldiers. Then Wozzeck comes by and tells Marie of the terrible visions he has had.

Scene 4 (Passacaglia): The Doctor scolds Wozzeck for not following his instructions regarding diet and behavior (which Wozzeck has been submitting to make extra money for Marie). However, when the Doctor hears of Wozzeck's mental aberrations, he is delighted and congratulates himself on the success of his experiment.

Scene 5 (Rondo): Marie admires the Drum-major outside her room. He makes an advance on her, to which she first rejects but then gives in.

Act II

Scene 1 (Sonata-Allegro): Marie is telling her child to go to sleep while admiring earrings which the Drum-major gave her. She is startled when Wozzeck arrives and when he asks where she got the earrings, she says she found them. Though not convinced, Wozzeck gives her some money and leaves. Marie chastises herself for her behavior.

Scene 2 (Fantasia and Fugue on 3 Themes): The Doctor rushes by the Captain in the street, who urges him to slow down. The Doctor then proceeds to scare the Captain by speculating what afflictions may strike him. When Wozzeck comes by, they insinuate that Marie is being unfaithful to him.

Scene 3 (Largo): Wozzeck confronts Marie, who does not deny his suspicions. Enraged, Wozzeck is about to hit her, when she stops him, saying even her father never dared lay a hand on her. Her statement "better a knife in my belly than your hands on me" plants in Wozzeck's mind the idea for his subsequent revenge.

Scene 4 (Scherzo): Among a crowd, Wozzeck sees Marie dancing with the Drum-major. After a brief hunter's chorus, Andres asks Wozzeck why he is sitting by himself. An Apprentice delivers a drunken sermon, then an Idiot approaches Wozzeck and cries out that the scene is ""Lustig, lustig...aber es riecht …Ich riech, ich riech Blut!"" ("joyful, joyful, but it reeks...I smell, I smell blood").

Scene 5 (Rondo): In the barracks at night, Wozzeck, unable to sleep, is keeping Andres awake. The Drum-major comes in, intoxicated, and rouses Wozzeck out of bed to fight with him.

Act III

Scene 1 (Invention on Themes and Variations): In her room at night, Marie reads to herself from the Bible. She cries out that she wants forgiveness.

Scene 2 (Invention on a Pedal-Point): Wozzeck and Marie are walking in the woods by a pond. Marie is anxious to leave, but Wozzeck restrains her. As a blood-red moon rises, Wozzeck becomes determined that if he can't have Marie, no one else can, and he stabs her.

Scene 3 (Invention on a Rhythm): People are dancing in a tavern. Wozzeck enters, and upon seeing Margret, dances with her and pulls her onto his lap. He insults her, and then asks her to sing him a song. She sings, but then notices blood on his hand and elbow; everyone begins shouting at him, and Wozzeck, now agitated and obsessed with his blood, rushes out of the tavern.

Scene 4 (Invention on a 6-Note Chord): Having returned to the murder scene, Wozzeck becomes obsessed with the thought that the knife he killed Marie with will incriminate him, and throws it into the pond. When the blood-red moon appears again, he wades into the pond and drowns. The Captain and the Doctor, passing by, hear Wozzeck moaning and rush off in fright.

Intermezzo (Invention on a Key): This interlude leads to the finale.

Scene 5 (Invention on a Equal of 8ths quasi toccata): Next morning, children are playing in the sunshine. The news spreads that Marie's body has been found, and they all run off to see, except for Marie's little boy, who after an oblivious moment, follows after the others.

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Berg was born in Vienna, the third of four children of Johanna and Conrad Berg. His family lived quite comfortably until the death of his father in 1900.

He was more interested in literature than music as a child and did not begin to compose until he was fifteen, when he started to teach himself music. He had very little formal music education until he began a six-year period of study with Arnold Schoenberg in October 1904 to 1911, studying counterpoint, music theory, and harmony; by 1906, he concentrated on his music studies full-time and by 1907, he began composition lessons. Among his compositions under Schoenberg were five piano sonata drafts and various songs, including his Seven Early Songs (Sieben frühe Lieder), three of which were Berg's first publicly performed work in a concert featuring the music of Schoenberg's pupils in Vienna that same year.

These early compositions would reveal Berg's progress as a composer under Schoenberg's tutelage. The early sonata sketches eventually culminated in Berg's Piano Sonata (Op.1) (1907–8); while considered to be his "graduating composition", it is one of the most formidable initial works ever written by any composer (Lauder, 1986). Schoenberg was a major influence on him throughout his lifetime; Berg not only greatly admired him as a composer and mentor, but they remained close friends for the remainder of his life. Many people believe that Berg also saw him as a surrogate father, considering Berg's young age during his father's death.

An important idea Schoenberg used in his teaching was what would later be known as developing variation, which stated that the unity of a piece is dependent on all aspects of the composition being derived from a single basic idea. Berg would then pass this idea down to one of his students, Theodor Adorno, who stated: "The main principle he conveyed was that of variation: everything was supposed to develop out of something else and yet be intrinsically different". The Sonata is a striking example of the execution of this idea — the whole composition can be derived from the opening quartal gesture and from the opening phrase.

Berg was a part of Vienna's cultural elite during the heady period of fin de siècle. Among his circle included the musicians Alexander von Zemlinsky and Franz Schreker, painter Gustav Klimt, writer and satirist Karl Kraus, architect Adolf Loos, and poet Peter Altenberg. In 1906, Berg met Helene Nahowski, singer and daughter of a wealthy family; despite the outward hostility of her family, the two married on May 3, 1911.

In 1913, two of Berg's Five Songs on Picture Postcard Texts by Peter Altenberg (1912) were premiered in Vienna under Schoenberg's baton. The pieces - settings of unpoetic, aphoristic utterances accompanied by a very large orchestra - caused a riot, and the performance had to be halted; the work was not performed in full until 1952 (and its full score remained unpublished until 1966).

From 1915 to 1918, he served in the Austrian Army and it was during a period of leave in 1917 that he began work on his first opera, Wozzeck. Following World War I, he settled again in Vienna where he taught private pupils. He also helped Schoenberg run the Society for Private Musical Performances, which sought to create an ideal environment for the exploration of unappreciated and unfamiliar new music by means of open rehearsals, repeated performances and the exclusion of all newspaper critics.

The performance in 1924 of three excerpts from Wozzeck brought Berg his first public success. The opera, which Berg completed in 1922, was not performed in its entirety until December 14, 1925, when Erich Kleiber directed a performance in Berlin. The opera is today seen as one of his most important works; a later opera, the critically acclaimed Lulu, was left with its third act incomplete at his death.

Berg's best-known piece is probably his elegiac Violin Concerto. Like so much of his mature work, it employs a highly personal adaptation of Schoenberg's twelve tone technique that enables it to combine frank atonality with more traditionally tonal passages and harmonies; additionally, it uses actual quotations of pre-existing tonal music, including a Bach chorale and a Carinthian folk song. The Violin Concerto was dedicated to Manon, the deceased daughter of architect Walter Gropius and Alma Schindler.

Other well known Berg compositions include the Lyric Suite (seemingly a big influence on the String Quartet No. 3 of Béla Bartók), Three Pieces for Orchestra and the Chamber Concerto for violin, piano and 13 wind instruments.

Berg died on Christmas Eve, 1935, in Vienna, apparently from blood poisoning caused by an insect bite. He was 50 years old.

As the 20th century closed, the ‘backward-looking’ Berg suddenly came as the American composer George Perle remarked, to look like its most forward-looking composer.

(Wikipedia)

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Serialismo

Witold Lutoslawski e Alban Berg (compositores século XX)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Fedra de Racine


Teatro Maria Matos
Em cena de 11-01-2007 a 18-02-2007

Encenação Ana Tamen | Tradução Vasco Graça Moura | Co-produção Grupo Cassefaz | Cenografia e Figurinos Vera Castro | Desenho de Luz Jorge Ribeiro | Movimento Peter Michael Dietz | Músicos Nuno Oliveira e Sara Jonatas | Percursão Pedro Calado


Interpretação: Beatriz Batarda (Fedra), Pedro Carmo (Hipólito), Alexandre de Sousa (Teseu), Cristina Bizarro (Enone), Cândido Ferreira (Terâmenes), Adelina Oliveira (Pânope), Sara Carinhas (Arícia), Kjersti Kaasa (Isménia)


FEDRA é a tragédia de uma rainha da antiga Grécia, que se apaixona pelo enteado.

Tentando lutar contra uma paixão avassaladora, Fedra persegue e expulsa Hipólito, seu enteado, do reino de Atenas. Mas Teseu, seu marido, grande herói da Grécia, antes de partir para mais uma aventura, deixa-a na terra para onde Hipólito tinha sido expulso. Passado muito tempo sem notícias de Teseu, e após longas buscas, é anunciada a sua morte. Fedra comete então o erro fatal de se declarar a Hipólito, que a rejeita sem contemplações. Afinal Teseu é poupado pelos deuses e regressa dos Infernos. Fedra, humilhada e sem saída, deixa que uma intriga corra, e que Hipólito seja acusado de a ter tentado violar. O desfecho é tremendo e Fedra acaba por se suicidar.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Angela Gheorghiu em concerto


Orquestra Gulbenkian

Lawrence Foster (maestro)


Angela Gheorghiu (soprano)


17 de Janeiro de 2007, Gulbenkian





Gioacchino Rossini
Semiramide: Abertura

Giuseppe Giordani
Caro mio ben

Georg Friedrich Händel
Rinaldo: “Lascia ch'io pianga”

Pietro Mascagni
Cavalleria Rusticana: Intermezzo

Ruggiero Leoncavallo
I Pagliacci: “Stridono lassù”

Giacomo Puccini
La Rondine: “Ch'il bel sogno di Doretta”

Giacomo Puccini
Manon Lescaut: Intermezzo
“In quelle trine morbide”

Georges Bizet
Carmen: Habanera (“Quand je vous aimerai”)
Prelúdio do 3º. Acto
Aragonaise (Prelúdio do 4º Acto)

Giacomo Puccini
Gianni Schicchi: “O mio babbino caro”
Madama Butterfly: “Un bel di vedremo”

Angela Gheorghiu site.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Die Legende von der Heiligen Elisabeth, Franz Liszt



Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Coro de Câmara Infantil da Academia de Música de Santa Cecília


Gennadi Rozhdestvensky (maestro)



Nancy Gustafson (soprano)
Elisabeth
Katja Lytting (meio-soprano)
Sophie
Jürgen Freier (barítono)
Landgraf Ludwig
Alexander Kisselev (baixo)
Landgraf Herman / Imperador Friedrich II
Hugo Oliveira (barítono)
Senescal
Marisa Figueira (soprano)
Elisabeth criança
Joana Nascimento (meio-soprano)
Ludwig criança

Franz Liszt
Die Legende von der Heiligen Elisabeth
(oratória)

11 e 12 de Janeiro de 2007, Gulbenkian

O prestigiado maestro Gennadi Rozhdestvensky está intimamente ligado ao repertório sinfónico russo, nomeadamente a Chostakovich e Prokofiev. No entanto, os seus projectos abrangem um repertório muito mais amplo, no qual há lugar a proezas musicais como, por exemplo, a interpretação ao vivo das 107 das sinfonias de Haydn (como fez há 7 anos em Tóquio).

Desta vez, Rozhdestvensky irá dirigir em Lisboa uma das obras mais monumentais do compositor de origem húngara Franz Liszt. Trata-se da grande oratória A lenda de Santa Isabel, à qual Liszt se dedicou durante cinco anos da sua vida, entre 1857 e 1862. Oferecida a Luís II da Baviera, o protector de Wagner, foi estreada em Pest três anos após a sua conclusão. Foi, portanto, executada pela primeira vez precisamente no mesmo ano em que o outrora ardente virtuoso do piano recebeu ordens menores em Roma.

A partitura centra-se na figura da Rainha Santa da Hungria, com a qual Liszt estava muito familiarizado, e a qual encarnava perfeitamente os seus ideais místicos e nacionalistas. É também um exemplo da ambição criativa do seu autor, o qual, após ter explorado as possibilidades da música para piano, da música sinfónica e do Lied, se arriscou no âmbito da oratória, um dos géneros musicais mais importantes do século XIX.