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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Columbano Bordalo Pinheiro 1874-1900


O Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea celebra em 2007 o centésimo quinquagésimo aniversário do nascimento de Columbano Bordalo Pinheiro, com uma exposição que apresenta ao público uma selecção das suas obras realizadas entre 1874 e 1900. São cerca de 70 obras, pinturas e desenhos, pertencentes na sua grande maioria à colecção do museu, mas também a outras colecções públicas e privadas.
Esta exposição inaugurou ontem, no Museu do Chiado.

Com esta exposição, acompanhada da publicação de um catálogo, o museu presta homenagem a uma figura incontornável da história da arte portuguesa, autor de obras como O Grupo do Leão (1885), Concerto de Amadores (1882) ou Retrato de Antero de Quental (1889), professor na Escola de Belas Artes e director deste museu entre 1914 e 1929. A segunda parte da sua produção artística, realizada entre 1900 e 1929, ano da sua morte, será tratada numa exposição agendada para 2010, no âmbito das comemorações do centenário da República.
Até 27 de Maio de 2007.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Cartier 1899-1949 O Percurso de um Estilo


A exposição “Cartier 1899-1949. O Percurso de um estilo” reúne um conjunto excepcional de 230 jóias, relógios e objectos pertencentes à Colecção Cartier, bem como algumas das aquisições de Calouste Gulbenkian, pertencentes à Fundação. São ainda expostos desenhos originais - alguns dos quais associados ao coleccionador -, moldagens e diversa documentação.

A Colecção Cartier tem sido exibida nos últimos anos nos mais prestigiados museus do mundo, de que se destaca, o Museu do Ermitage, São Petersburgo, o British Museum, Londres, o Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, o Museum of Fine Arts, Houston e o Museu de Xangai.

Organizada pelo Museu Calouste Gulbenkian em colaboração com a Colecção Cartier e a editora Skira, que publica o catálogo, esta iniciativa integra-se nas comemorações do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg


Sylvain Cambreling (maestro)
Dagmar Peckova (meio-soprano)

Igor Stravinsky
Feu d’artifice

Claude Debussy
Prélude à l’après-midi d’un faune

Alexander Zemlinsky
Seis melodias sobre poemas de Maurice Maeterlinck, op.13

Arnold Schönberg
Pelléas et Mélisande

Fundação Calouste Gulbenkian
13 de Fevereiro de 2007

Sylvain Cambreling movimenta-se com aparente facilidade entre ópera e a música sinfónica, entre a produção e a direcção artística, e dentro de um amplo repertório que vai do barroco até aos nossos dias. A sua irreverente criatividade tem feito dele uma das figuras ligadas à música erudita mais controversas e carismáticas das últimas décadas. No âmbito do Ciclo Grandes Orquestras Mundiais, teremos oportunidade de o ver dirigir a SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg, para a qual foi nomeado em 1999 como maestro titular, agrupamento que mantém uma reputação incontestável no que se refere à sua qualidade artística, adquirida ao longo de mais de seis décadas de existência.´

Cambreling apresentará um programa sob signo do simbolismo. Serão escutadas obras de três compositores que encontraram inspiração nos textos de dois escritores fulcrais pertencentes a este movimento artístico: Stéphane Mallarmé e Maurice Maeterlinck. Trata-se do francês Claude Debussy e dos austríacos Alexander Zemlinsky e Arnold Schoenberg. Para além destes compositores também Igor Stravinsky estará representado com Feu d’artifice, uma das suas primeiras obras, que reflecte um gosto pelo colorido deslumbrante e pelo efémero.

Dagmar Peckova será solista nas seis canções de Zemlinsky sobre poemas de Maeterlinck. A voz rica e escura da reputada meio-soprano checa e a intensidade das suas interpretações são, com efeito, mais duas razões que justificam o interesse extraordinário deste concerto.
SM - FCG

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Lisboa Ballet Contemporâneo - Callas


Companhia e coreografia de Benvindo Fonseca homenageiam Maria Callas no Teatro Camões.

9 a 11 de Fevereiro de 2007.

O espectáculo, no Teatro Camões, encerra uma trilogia que o coreógrafo e director artístico da companhia iniciou em 2004 com "Uma Noite com Ella", homenagem à diva do jazz Ella Fitzgerald, a que se seguiu "Mar", em 2006, em colaboração com o grupo Madredeus.

"É uma homenagem sobretudo à grande voz de Maria Callas, mas também à vida desta mulher extraordinária".

"Tenho uma grande admiração pela Callas, que oiço muito em privado. A voz de Callas arrepia e emociona. Veio à terra para cantar o sentir humano".

"Dança-se a fragilidade e a força, a passionalidade e o amor, os desejos da personalidade e os apelos da alma".

"Na peça, vão ser usadas algumas árias cantadas por Maria Callas que foram 'transportadas' para piano por César Viana".

"Este espectáculo exigiu muito de mim. Por isso decidi, ao contrário do que costumo fazer em algumas das minhas peças, não ter nenhuma participação especial na coreografia".

"Callas" será interpretado pelos bailarinos Ângela Eckart, Débora Queiroz, Isadora Ribeiro, São Castro, Hugo Martins, Nuno Gomes e Tiago Careto.
O espectáculo conta ainda com as participações especiais da pianista Mercedes Cabanach e do violoncelista Luís Sá Pessoa.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Orquestra Gulbenkian
Tchaikovsky, Concerto para Piano Nº 1


Cristian Mandeal (maestro)


Artur Pizarro (piano)











Mikhaïl Glinka
Abertura da ópera Ruslan e Ludmilla

Piotr Ilitch Tchaikovsky
Concerto para Piano Nº 1, em Si bemol maior, op.23

Max Reger
Variações e Fuga sobre um tema de Mozart, op.132

domingo, 28 de janeiro de 2007

Café-concerto Museu dos Coches


Viajando pelo mundo da ópera e da opereta

Museu Nacional dos Coches

Último Domingo de cada mês de 2007.

Início a 28 de Janeiro com Mozart.

Bom tempo passado para fim de tarde.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Michel Camilo & Tomatito


CCB, 30 de Janeiro de 2007









“Juntos, o duo encontrou um encanto indefinível”, foi assim que o crítico americano do New York Times se referiu à sua actuação no Carnegie Hall.
Navegando pelas fronteiras do jazz e do flamenco, Camilo e Tomatito criam uma experiência única e inesquecível.

Camilo e Tomatito conhecem-se desde o início dos anos noventa, quando se encontraram em Espanha numa sessão de gravação para o grupo flamenco Ketama. Rapidamente se tornaram amigos, mas só começam a tocar juntos em 1997, a convite do Festival de Jazz de Barcelona, numa homenagem ao pianista espanhol de hard bop Tete Montoliu, já falecido.

Camilo, um brilhante pianista e um prolífico compositor, goza de grande notoriedade por combinar os ritmos harmoniosos do jazz com os sabores e os ritmos caribenhos da sua República Dominicana. A viver actualmente em Nova Iorque, reconhece ter recebido influência de Chick Corea, Keith Jarrett, Oscar Peterson e Bill Evans.

Descoberto muito novo por Paco de Lucía, Tomatito é o grande guitarrista mundial de flamenco e já acompanhou as maiores vozes de Espanha, incluindo o lendário Camarón de la Isla.

O álbum Spain Again inclui composições originais, uma homenagem a Piazzolla, standards de jazz e uma colaboração com o famoso cantante e compositor Juan Luis Guerra.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Murray Perahia, Piano

Gulbenkian, 29 de Janeiro de 2007

Johann Sebastian Bach
Partita Nº 2, em Dó menor, BWV 826

Ludwig van Beethoven
Sonata Nº 15, em Ré maior, op.28, Pastoral

Robert Schumann
Phantasiestücke, op.12

Fryderyk Chopin
Balada Nº 3, em Lá bemol Maior, op.47

Ao longo de trinta anos de carreira como concertista, Murray Perahia tornou-se num dos mais apreciados e solicitados pianistas do nosso tempo. Reconhecido internacionalmente pela sua especial sensibilidade musical, apresenta-se regularmente nos principais centros musicais de todo o mundo, colaborando com as mais prestigiadas orquestras.

Maestro Convidado Principal da Academy of St. Martin in the Fields, Murray Perahia realizou com esta orquestra digressões, como maestro e pianista, nos Estados Unidos da América, na Europa, no Japão e no Sudeste asiático. Em recital, os compromissos para a presente temporada incluem Londres, Glasgow, Lisboa, Birmingham, Bruxelas e uma intensa presença na Alemanha, em Itália e no Oriente.

Artista exclusivo da Sony Classical, Murray Perahia possuiu uma extensa e variada discografia. A sua mais recente gravação, com a Academy of St. Martin in the Fields, combina o Quarteto para Cordas Nº. 12, op.127, com a Sonata para Piano em Lá maior, op.101 de Beethoven. Com a Academy of St. Martin in the Fields, gravou também um terceiro disco dedicado as concertos para tecla de J. S. Bach, para além de uma gravação a solo das três últimas Sonatas para Piano de Schubert (D.958, D.959 e D.960). A sua gravação dos Estudos de Chopin, op.10 e op.25, ganhou um Grammy em 2003 para “Melhor Interpretação Instrumental Solista”.

Em 1999, Murray Perahia ganhara já um Grammy pela gravação das Suites Inglesas de J. S. Bach (Nos. 1, 3 e 6) e em 1995 e 1997, recebeu prémios da revista Gramophone pelos discos dedicados a Chopin, Händel e Scarlatti. Outras notáveis gravações do seu extenso catálogo incluem integrais dos Concertos para Piano de Mozart (com a English Chamber Orchestra) e dos Concertos para Piano de Beethoven (com a Orquestra do Concertgebouw e o maestro Bernard Haitink).

Murray Perahia nasceu em Nova Iorque e iniciou os seus estudos de piano aos quatro anos de idade. Mais tarde, ingressou no Mannes College, diplomando-se em direcção de orquestra e composição. Os verões eram passados em Marlboro, onde colaborou com músicos como Rudolph Serkin, Pablo Casals e os músicos do Quarteto Budapeste. Por esta altura, estudou igualmente com Mieczyslaw Horszowski.

Em 1972 venceu o Concurso Internacional de Piano de Leeds, recebendo numerosos convites para actuar em toda a Europa. No ano seguinte, deu o seu primeiro concerto no Festival de Aldeburgh, onde conheceu e iniciou uma estreita colaboração com Benjamin Britten e Peter Pears, acompanhando este último em muitos recitais de Lieder. Entre 1981 e 1989, partilhou a direcção artística deste festival. Alguns anos mais tarde, estabeleceria uma grande amizade com Vladimir Horowitz, cuja perspectiva e personalidade o inspiraram de forma decisiva.

Em Maio de 1988, Murray Perahia foi distinguido pela Royal Philharmonic Society.

Em Julho de 1999 recebeu um Doutoramento Honorário em Música da Universidade de Leeds. É membro honorário do Royal College of Music e da Royal Academy of Music. Em reconhecimento pelos seus destacados serviços em prol da música, Murray Perahia foi armado Cavaleiro honorário da Ordem do Império Britânico, pela Rainha Elisabeth, em Março de 2004.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Jornadas Europeias da Ópera

Journées Européennes de l'Opéra
16 – 18 février 2007

www.operadays.eu

Une invitation à découvrir l'opéra partout en Europe

Les compagnies d’opéra européennes célèbreront 4 siècles d’Opéra pendant le week-end du 16 au 18 février 2007. Cette forme artistique profondément européenne est bien vivante ! L’opéra touche plus de gens que jamais en rassemblant le meilleur de toutes les disciplines artistiques de façon fraîche et moderne. Dans le monde visuel d’aujourd’hui, nous recherchons et attendons des spectacles qui nous éblouissent par tous nos sens.
L’Opéra, avec ses décors et costumes spectaculaires, sa musique puissante, ses voix touchantes, et ses histoires émotionnelles questionnant le monde dans lequel nous vivons, nous offre exactement cela !
Tout le monde est invité à découvrir cette forme d’expression contemporaine pendant les Journées Européennes de l’Opéra.

A travers l’Europe, des maisons d’opéra organiseront des événements spéciaux pour introduire leur maison et leur travail à de nouveaux publics. En même temps, Gerard Mortier et l’Opéra National de Pairs accueilleront une réunion de professionnels et amateurs d’opéra.

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Jornadas Europeias da Ópera
Teatro Nacional de São Carlos
16. 17. 18. Fevereiro 2007

16 Fevereiro

_ 10:00h às 18:00h_Foyer
Mostra de maquetes das produções Werther, Das Rheingold, Charodeika, Jeanne d'Arc au bûcher
e Lauriane. Passagem de excertos das óperas representadas nas maquetes nos televisores do Foyer.

_ 10:00h às 18:00h
Visitas guiadas para escolas

_ 18:30h_ Salão Nobre
Recital de valsas vienenses

Johann Strauss II (1825-1899)
Rosen aus dem Süden (Valsa de Das Spitzentuch der Königin /, op. 388)
Lagunen-walzer (da opereta Eine Nacht in Venedig)
Frühlingsstimmen, op. 410
An der schönen blauen Donau, op. 314
Geschichten aus dem Wienerwald, op. 325

Franz Lehár (1870-1948)
Vilja-Lied (da opereta Die lustige Witwe)
Lippen schweigen (da opereta Die lustige Witwe)

Johann Strauss II (1825-1899)
Schatz-Walzer (da opereta Der Zigeunerbaron, op. 418)

Johann Strauss I (1804-1849)
Marcha «Radetzky», op. 228

Kodo Yamagishi piano
Giovanni Andreoli direcção musical
Coro do Teatro Nacional de São Carlos


17 Fevereiro

_ 10:00h às 18:00h_Foyer
Mostra de maquetes das óperas Werther, Das Rheingold, Charodeika, Jeanne d'Arc au bûcher
e Lauriane. Passagem de excertos das óperas representadas nas maquetes nos televisores do Foyer.

_ 15:00h às 18:00h
Visitas guiadas para escolas durante o ensaio de orquestra e cena da ópera Die Walküre

_ 18:30h_Salão Nobre
Recital de canto e piano
Com o patrocínio da Embaixada do Brasil

Canções

Carlos Gomes
Addio
Pensa

Três Canções Populares de Cláudio Santoro
(Versos de Vinícius de Moraes)
Luar do meu bem
Amor em Lágrimas
Cantiga do Ausente

Árias de Ópera

«Hai già vinta la causa!... Vedrò mentr'io sospiro»
(Le nozze di Figaro, de W. A. Mozart)
Ária de Oneguin (Evgueni Oneguin, de Tchaikovski)
«Era un tramonto d'oro» (Colombo, de Carlos Gomes)
«L'orage s'est calmé...» (Les Pêcheurs de perles, de Bizet)
«Largo al Factotum»(Il barbiere di Siviglia, de Rossini)

Leonardo Neiva barítono
Patrícia Valadão piano

18 Fevereiro

_ 12:00h_Foyer
Transmissão do documentário RTP sobre a ópera Das Rheingold para os televisores do Foyer

_ 15:30h_Salão Nobre
Recital de canto e piano

Árias de ópera

Sara Braga Simões soprano
Carlos Guilherme tenor
Armando Vidal piano

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

“Pasión Argentina” - Bernarda Fink



Bernarda Fink

e Octeto Ibérico de Violoncelos
Elias Arizcuren (director)


Gulbenkian

23 de Janeiro de 2007




Carlos Guastavino
Cuatro canciones populares
1. Hermano
2. Abismo de Sed
3. El Sampedrino
4. Mi viña de Chapanay

Alberto Ginastera
Pampeana Nº. 2
(Robert Putowski e Jeroen den Herder,
solistas)

Cinco canciones populares
argentinas, op. 10
1. Chacarera
2. Triste
3. Zamba
4. Arrorró
5. Gato

Alberto Ginastera
Suite Ballet Estancia (instr.)
1. Los trabajadores agrícolas
2. Danza del trigo
3. Los peones de hacienda
4. El amenecer
5. Malambo

Carlos Guastavino
Canciones populares
1. Se equivocó la paloma
2. Milonga de los dos hermanos

Astor Piazzola
Tres Milongas
1. A Don Nicanor Paredes
2. Alguien le dice al Tango
3. El Títere

Versões de Elias Arizcuren e Pablo Escande
para o Octeto Ibérico de Violoncelo

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O poema épico Martin Fierro (1872-79), de José Hernandez, constitui na cultura argentina um importante marco histórico, anunciando o início de um sólido sentimento nacionalista neste país. Na referida obra persiste a fi gura do gaúcho, que paulatinamente se deixa contaminar e aniquilar pelo avanço da industrialização e pela cultura citadina, imagem tragicamente romântica que celebra a identidade argentina, a sua índole heróica, a sua virilidade. A partir de então, e ao longo de todo o século XX, esta tradição gauchesca tornar-se-ia um dos traços essenciais da cultura argentina. Antecedido por Francisco Hargreaves (1849–1900) e Juan Gutiérrez (1840-1906), na música dos quais desponta já um fi rme sentimento nacionalista, Alberto Williams representa o mais prolífico compositor da Generacion del 900. A sua obra para piano intitulada Aires de la Pampa, baseada em danças e canções gaúchas, é representativa do idioma musical argentino, a meio caminho entre a herança da música europeia e o folclore argentino.

Homóloga argentina do lied germânico, a canción de cámara, baseada na poesia de alguns dos mais destacados poetas argentinos, floresce plenamente neste ambiente de glorifi cação pátria, especialmente na seguinte geração de compositores (Generación del Centenario) os quais, aproveitando o momento coincidente com a celebração do centenário da independência da Argentina, ocorrida no início do século XIX, reafi rmaram na sua música este sentimento pátrio. Dividida entre a citação directa das fontes musicais folclóricas, como no caso da música de Juan Bautisa Massa (1885-1938) e uma expressão mais cosmopolita e subjectiva, através da adopção de uma estética próeuropeia, misturada com elementos da música tradicional argentina, como por exemplo em Luis Gianneo (1897-1968), pode afi rmar-se que esta tendência nacionalista perdurou praticamente até aos nossos dias. Contrariamente ao que se poderia imaginar, as infl uências étnicas presentes na cáncion de cámara provêm menos das culturas musicais pré-colombianas, advindo sobretudo da música crioula, substancialmente rural e telúrica, complexo mosaico de elementos espanhóis, num primeiro plano, mas também italianos, estes últimos por via da enorme afl uência de imigrantes italianos que no fi nal do século XIX se fi xaram na Argentina. Frequentemente, esta música crioula, consequência da mestiçagem de europeus e indígenas, aparece sob a forma de versões locais das danças de salão europeias, como a Valsa, a Escocesa, a Polka ou a Mazurka, interpretadas por instrumentos tradicionais argentinos (acordeão, bandoneon, guitarra, charango e bombo). É nesta passagem do meio rural para o meio culto da cáncion de cámara, que o piano adquire uma renovada dimensão, emulando as 3 sonoridades toscas dos instrumentos de factura popular e os ritmos impetuosos e festivos das danças campestres, sobre os quais se desenrola um cristalino e depurado lirismo.

Graças à enorme diversidade cultural e étnica presente nas diversas regiões do extenso território argentino, existe igualmente uma profusa quantidade de danças e cantos tradicionais, constituindo, no seu conjunto, um tesouro de inestimável valor etnomusicológico. Tanto a Chacarera quanto a Zamba, esta última evidenciando um forte ascendente da Zamacueca peruana, são danças de par tradicionais do nordeste argentino. Também o Gato, dança típica da região de La Pampa, é de origem crioula.

Através de um comum fenómeno de importação cultural, ocorrido no período de viragem entre os séculos XIX e XX, coincidindo com a deslocação massiva de indivíduos dos meios rurais para a cidade, em busca de trabalho, a Milonga, uma dança gauchesca, mas de raiz africana, adaptou-se naturalmente ao ambiente urbano de Buenos Aires. Cruzando-se então com a música europeia dos imigrantes que habitavam nos subúrbios pobres da cidade, foi um dos géneros que mais contribuiu para o nascimento do Tango no início do século XX, género que viria a ganhar uma enorme reputação, tornando-se símbolo incontestável da identidade argentina.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Brad Mehldau - Solo

CCB, 24 de Janeiro de 2007
Brad Mehldau, um dos mais prestigiados pianistas de jazz da actualidade, é dotado de uma técnica notável, onde se reconhecem influências de Schumann e de Keith Jarrett.

Magnífico. 5 encores de simpatia.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

CCB Exposições a terminar

até 25 de Fevereiro

Em Portugal
Em 2005 o Centro Cultural de Belém convidou a prestigiada fotógrafa alemã Candida Höfer a visitar Portugal, com o objectivo de fotografar vários espaços interiores de monumentos e edifícios públicos e privados portugueses.




Geografias Vivas
Exposição baseada na participação de Gonçalo Byrne na VI Bienal Internacional de Arquitectura de São Paulo, em 2005, dedicada ao tema “Viver na Cidade, Arquitectura, Realidade e Utopia”.




Fantasmas
A exposição Fantasmas reúne, pela primeira vez no mesmo espaço, uma selecção de filmes, vídeos, fotografias e desenhos de Nuno Cera, entre os quais figuram cinco trabalhos inéditos.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Wozzeck, Alban Berg


Ópera em três actos.
Libreto de Alban Berg segundo a peça de teatro Woyzeck de Georg Büchner.





Direcção musical Eliahu Inbal
Encenação e cenografia Stéphane Braunschweig
Figurinos Thibault Vancraenenbroeck
Desenho de luz Marion Hewlett

Intérpretes
Dietrich Henschel Wozzeck
Brigitte Pinter Marie
Stefan Margita Tambor-mor
Pierre Lefebvre Capitão
Johann Werner Prein Médico
Carlos Guilherme Andres
Claudia Nicole Bandera Margret
Andreas Macco Primeiro Trabalhador
Luís Rodrigues Segundo Trabalhador
Marco Alves dos Santos O Idiota

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música

Produção
Festival International d'Art Lyrique de Aix-en-Provence em co-produção com a Opéra de Lyon

Co-apresentação: TNSC/CCB
CCB - 17, 19, 21 de Janeiro de 2007
__________
Esta encenação de "Wozzeck", de Berg, que teve de ser cancelada na temporada de 2004, será finalmente apresentada em Lisboa em colaboração com o Centro Cultural de Belém, entre os dias 17 e 21 de Janeiro. Conta com a direcção do conceituado Eliahu Inbal e com um excelente leque de solistas.No papel de Wozzeck vai estar o premiado barítono alemão Dietrich Henschel. Em 2000, Henschel foi galardoado com um Grammy, mais um prémio a acrescentar ao longo currículo de distinções que começou a construir quando ainda era estudante. Muito elogiado pela crítica e dono de uma vasta discografia, destaca-se tanto a solo, como em papéis operáticos, como na companhia de orquestras como as filarmónicas de Viena e Berlim, o Royal Concertgebow ou a Sinfónica de Londres.

O papel de Marie é intepretado pela aclamada Brigitte Pinter, mezzosoprano austríaca que costuma impressionar imprensa e público (foi o que aconteceu em Março do ano passado, no São Carlos, em "Erwartung" e "Sancta Susanna). "Levou-nos às lágrimas com uma intensidade miraculosamente controlada e um timbre de brilho aveludado", escreveu "Le Figaro" sobre uma das suas interpretações.

Os elenco vocal fica completo com Stefan Margita, Pierre Lefebvre, Johann Werner Prein, Carlos Guilherme, Claudia Nicole Bandera, Andreas Macco, Luís Rodrigues e Marco Alves dos Santos, que se juntam ao Coro do Teatro Nacional de São Carlos e ao Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música.

A dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa estará o proeminente Eliahu Inbal. Além de destacado violinista, é conhecido pelos trabalhos à frente de colectivos como a Orquestra Sinfónica da Rádio de Frankfurt ou a La Fenice, bem como no plano operático. Apesar de já ter dirigido o colectivo português noutras ocasiões, esta é a primeira vez que se apresenta à frente de uma produção lírica do São Carlos.

"Wozzeck" é a mais famosa ópera de Alan Berg. É um dos mais importantes exemplos de atonalidade, usada pelo compositor para representar musicalmente estados de espírito e situações marcadas por alienação, loucura e injustiça. "Wozzeck" é também uma das mais complexas, intensas e polémicas obras que o século XX viu nascer.

(Público)

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As noites de 17, 19 e 21 de Janeiro de 2007 assinalam o regresso ao CCB da ópera, cuja última representação se dera em 1998, com a Companhia do Teatro Mariinski (Kirov) de São Petersburgo. Em produção do Teatro Nacional de São Carlos, à qual o CCB se associou, apresenta-se uma das duas óperas escritas por Alban Berg (a outra é Lulu), um dos mais destacados compositores da chamada Escola de Viena.

Berg escreveu Wozzeck entre 1914 e 1922, após ter assistido à estreia, em Viena, do drama Woyzeck, do poeta romântico alemão Georg Büchner. A peça de Büchner esteve praticamente esquecida durante quase oitenta anos (o poeta deixara-a inacabada em 1837, data da sua morte), tendo sido estreada apenas em 1913 em Berlim.

Alban Berg começou por compor algumas partes musicais, concentrando-se na adaptação da peça e na escrita do libreto, mas a eclosão da Guerra Mundial de 1914/18 interrompeu o trabalho. Só em 1919 o 1º Acto ficaria completo e o 2º Acto seria dado por terminado dois anos depois. Em princípios de 1923, Berg terminara o 3ºActo e a orquestração, mas a ópera só veio a subir à cena em Dezembro de 1925, na Staatsoper de Berlim.

Durante o nazismo Wozzeck foi considerada “entartete Musik” (música degenerada), mas depois da Segunda Guerra Mundial emergiu como uma das mais consistentes experiências da modernidade vienense da primeira metade do século, no domínio do drama musical.

Em Wozzeck, Berg dá expressão às orientações atonalistas que identificam a Escola em que se integrou (Schönberg, Anton Webern), mas cruza-as com referências à música tonal e, até, com citações de música mais convencional, como as marchas militares e as polcas populares, criando um universo musical de acentuados contrastes e forte dinâmica expressiva. Inovando em aspectos estruturais do desenvolvimento dramático, Berg realça a progressiva subjugação e desumanização do soldado Wozzeck e a sua cíclica redenção através do canto e da música.

A presente apresentação de Wozzeck, de Alban Berg, resulta de uma produção do Théâtre de Lyon/Festival de Aix-en-Provence, e será dirigida por Eliahu Inbal e encenada por Stéphane Braunschweig, com Dietrich Henschel no papel titular.

(CCB)

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Synopsis
(Wikipedia)

Act I

Scene 1 (Suite): Wozzeck is shaving the Captain who lectures him for living an immoral life. Wozzeck protests that it is difficult to be virtuous when he is poor, but entreats the Captain to remember the lesson from the gospel, ""Laßet die Kleinen zu mir kommen!"" ("Suffer the little children to come unto me," Mark 10:14). The Captain greets this admonition with pointed dismay.

Scene 2 (Rhapsody and Hunting Song): Wozzeck and Andres are cutting sticks as the sun is setting. Wozzeck has frightening visions and Andres tries unsuccessfully to calm him.

Scene 3 (March and Lullaby): A military parade passes by outside Marie's room. Margret taunts Marie for flirting with the soldiers. Then Wozzeck comes by and tells Marie of the terrible visions he has had.

Scene 4 (Passacaglia): The Doctor scolds Wozzeck for not following his instructions regarding diet and behavior (which Wozzeck has been submitting to make extra money for Marie). However, when the Doctor hears of Wozzeck's mental aberrations, he is delighted and congratulates himself on the success of his experiment.

Scene 5 (Rondo): Marie admires the Drum-major outside her room. He makes an advance on her, to which she first rejects but then gives in.

Act II

Scene 1 (Sonata-Allegro): Marie is telling her child to go to sleep while admiring earrings which the Drum-major gave her. She is startled when Wozzeck arrives and when he asks where she got the earrings, she says she found them. Though not convinced, Wozzeck gives her some money and leaves. Marie chastises herself for her behavior.

Scene 2 (Fantasia and Fugue on 3 Themes): The Doctor rushes by the Captain in the street, who urges him to slow down. The Doctor then proceeds to scare the Captain by speculating what afflictions may strike him. When Wozzeck comes by, they insinuate that Marie is being unfaithful to him.

Scene 3 (Largo): Wozzeck confronts Marie, who does not deny his suspicions. Enraged, Wozzeck is about to hit her, when she stops him, saying even her father never dared lay a hand on her. Her statement "better a knife in my belly than your hands on me" plants in Wozzeck's mind the idea for his subsequent revenge.

Scene 4 (Scherzo): Among a crowd, Wozzeck sees Marie dancing with the Drum-major. After a brief hunter's chorus, Andres asks Wozzeck why he is sitting by himself. An Apprentice delivers a drunken sermon, then an Idiot approaches Wozzeck and cries out that the scene is ""Lustig, lustig...aber es riecht …Ich riech, ich riech Blut!"" ("joyful, joyful, but it reeks...I smell, I smell blood").

Scene 5 (Rondo): In the barracks at night, Wozzeck, unable to sleep, is keeping Andres awake. The Drum-major comes in, intoxicated, and rouses Wozzeck out of bed to fight with him.

Act III

Scene 1 (Invention on Themes and Variations): In her room at night, Marie reads to herself from the Bible. She cries out that she wants forgiveness.

Scene 2 (Invention on a Pedal-Point): Wozzeck and Marie are walking in the woods by a pond. Marie is anxious to leave, but Wozzeck restrains her. As a blood-red moon rises, Wozzeck becomes determined that if he can't have Marie, no one else can, and he stabs her.

Scene 3 (Invention on a Rhythm): People are dancing in a tavern. Wozzeck enters, and upon seeing Margret, dances with her and pulls her onto his lap. He insults her, and then asks her to sing him a song. She sings, but then notices blood on his hand and elbow; everyone begins shouting at him, and Wozzeck, now agitated and obsessed with his blood, rushes out of the tavern.

Scene 4 (Invention on a 6-Note Chord): Having returned to the murder scene, Wozzeck becomes obsessed with the thought that the knife he killed Marie with will incriminate him, and throws it into the pond. When the blood-red moon appears again, he wades into the pond and drowns. The Captain and the Doctor, passing by, hear Wozzeck moaning and rush off in fright.

Intermezzo (Invention on a Key): This interlude leads to the finale.

Scene 5 (Invention on a Equal of 8ths quasi toccata): Next morning, children are playing in the sunshine. The news spreads that Marie's body has been found, and they all run off to see, except for Marie's little boy, who after an oblivious moment, follows after the others.

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Berg was born in Vienna, the third of four children of Johanna and Conrad Berg. His family lived quite comfortably until the death of his father in 1900.

He was more interested in literature than music as a child and did not begin to compose until he was fifteen, when he started to teach himself music. He had very little formal music education until he began a six-year period of study with Arnold Schoenberg in October 1904 to 1911, studying counterpoint, music theory, and harmony; by 1906, he concentrated on his music studies full-time and by 1907, he began composition lessons. Among his compositions under Schoenberg were five piano sonata drafts and various songs, including his Seven Early Songs (Sieben frühe Lieder), three of which were Berg's first publicly performed work in a concert featuring the music of Schoenberg's pupils in Vienna that same year.

These early compositions would reveal Berg's progress as a composer under Schoenberg's tutelage. The early sonata sketches eventually culminated in Berg's Piano Sonata (Op.1) (1907–8); while considered to be his "graduating composition", it is one of the most formidable initial works ever written by any composer (Lauder, 1986). Schoenberg was a major influence on him throughout his lifetime; Berg not only greatly admired him as a composer and mentor, but they remained close friends for the remainder of his life. Many people believe that Berg also saw him as a surrogate father, considering Berg's young age during his father's death.

An important idea Schoenberg used in his teaching was what would later be known as developing variation, which stated that the unity of a piece is dependent on all aspects of the composition being derived from a single basic idea. Berg would then pass this idea down to one of his students, Theodor Adorno, who stated: "The main principle he conveyed was that of variation: everything was supposed to develop out of something else and yet be intrinsically different". The Sonata is a striking example of the execution of this idea — the whole composition can be derived from the opening quartal gesture and from the opening phrase.

Berg was a part of Vienna's cultural elite during the heady period of fin de siècle. Among his circle included the musicians Alexander von Zemlinsky and Franz Schreker, painter Gustav Klimt, writer and satirist Karl Kraus, architect Adolf Loos, and poet Peter Altenberg. In 1906, Berg met Helene Nahowski, singer and daughter of a wealthy family; despite the outward hostility of her family, the two married on May 3, 1911.

In 1913, two of Berg's Five Songs on Picture Postcard Texts by Peter Altenberg (1912) were premiered in Vienna under Schoenberg's baton. The pieces - settings of unpoetic, aphoristic utterances accompanied by a very large orchestra - caused a riot, and the performance had to be halted; the work was not performed in full until 1952 (and its full score remained unpublished until 1966).

From 1915 to 1918, he served in the Austrian Army and it was during a period of leave in 1917 that he began work on his first opera, Wozzeck. Following World War I, he settled again in Vienna where he taught private pupils. He also helped Schoenberg run the Society for Private Musical Performances, which sought to create an ideal environment for the exploration of unappreciated and unfamiliar new music by means of open rehearsals, repeated performances and the exclusion of all newspaper critics.

The performance in 1924 of three excerpts from Wozzeck brought Berg his first public success. The opera, which Berg completed in 1922, was not performed in its entirety until December 14, 1925, when Erich Kleiber directed a performance in Berlin. The opera is today seen as one of his most important works; a later opera, the critically acclaimed Lulu, was left with its third act incomplete at his death.

Berg's best-known piece is probably his elegiac Violin Concerto. Like so much of his mature work, it employs a highly personal adaptation of Schoenberg's twelve tone technique that enables it to combine frank atonality with more traditionally tonal passages and harmonies; additionally, it uses actual quotations of pre-existing tonal music, including a Bach chorale and a Carinthian folk song. The Violin Concerto was dedicated to Manon, the deceased daughter of architect Walter Gropius and Alma Schindler.

Other well known Berg compositions include the Lyric Suite (seemingly a big influence on the String Quartet No. 3 of Béla Bartók), Three Pieces for Orchestra and the Chamber Concerto for violin, piano and 13 wind instruments.

Berg died on Christmas Eve, 1935, in Vienna, apparently from blood poisoning caused by an insect bite. He was 50 years old.

As the 20th century closed, the ‘backward-looking’ Berg suddenly came as the American composer George Perle remarked, to look like its most forward-looking composer.

(Wikipedia)

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Serialismo

Witold Lutoslawski e Alban Berg (compositores século XX)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Fedra de Racine


Teatro Maria Matos
Em cena de 11-01-2007 a 18-02-2007

Encenação Ana Tamen | Tradução Vasco Graça Moura | Co-produção Grupo Cassefaz | Cenografia e Figurinos Vera Castro | Desenho de Luz Jorge Ribeiro | Movimento Peter Michael Dietz | Músicos Nuno Oliveira e Sara Jonatas | Percursão Pedro Calado


Interpretação: Beatriz Batarda (Fedra), Pedro Carmo (Hipólito), Alexandre de Sousa (Teseu), Cristina Bizarro (Enone), Cândido Ferreira (Terâmenes), Adelina Oliveira (Pânope), Sara Carinhas (Arícia), Kjersti Kaasa (Isménia)


FEDRA é a tragédia de uma rainha da antiga Grécia, que se apaixona pelo enteado.

Tentando lutar contra uma paixão avassaladora, Fedra persegue e expulsa Hipólito, seu enteado, do reino de Atenas. Mas Teseu, seu marido, grande herói da Grécia, antes de partir para mais uma aventura, deixa-a na terra para onde Hipólito tinha sido expulso. Passado muito tempo sem notícias de Teseu, e após longas buscas, é anunciada a sua morte. Fedra comete então o erro fatal de se declarar a Hipólito, que a rejeita sem contemplações. Afinal Teseu é poupado pelos deuses e regressa dos Infernos. Fedra, humilhada e sem saída, deixa que uma intriga corra, e que Hipólito seja acusado de a ter tentado violar. O desfecho é tremendo e Fedra acaba por se suicidar.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Angela Gheorghiu em concerto


Orquestra Gulbenkian

Lawrence Foster (maestro)


Angela Gheorghiu (soprano)


17 de Janeiro de 2007, Gulbenkian





Gioacchino Rossini
Semiramide: Abertura

Giuseppe Giordani
Caro mio ben

Georg Friedrich Händel
Rinaldo: “Lascia ch'io pianga”

Pietro Mascagni
Cavalleria Rusticana: Intermezzo

Ruggiero Leoncavallo
I Pagliacci: “Stridono lassù”

Giacomo Puccini
La Rondine: “Ch'il bel sogno di Doretta”

Giacomo Puccini
Manon Lescaut: Intermezzo
“In quelle trine morbide”

Georges Bizet
Carmen: Habanera (“Quand je vous aimerai”)
Prelúdio do 3º. Acto
Aragonaise (Prelúdio do 4º Acto)

Giacomo Puccini
Gianni Schicchi: “O mio babbino caro”
Madama Butterfly: “Un bel di vedremo”

Angela Gheorghiu site.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Die Legende von der Heiligen Elisabeth, Franz Liszt



Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Coro de Câmara Infantil da Academia de Música de Santa Cecília


Gennadi Rozhdestvensky (maestro)



Nancy Gustafson (soprano)
Elisabeth
Katja Lytting (meio-soprano)
Sophie
Jürgen Freier (barítono)
Landgraf Ludwig
Alexander Kisselev (baixo)
Landgraf Herman / Imperador Friedrich II
Hugo Oliveira (barítono)
Senescal
Marisa Figueira (soprano)
Elisabeth criança
Joana Nascimento (meio-soprano)
Ludwig criança

Franz Liszt
Die Legende von der Heiligen Elisabeth
(oratória)

11 e 12 de Janeiro de 2007, Gulbenkian

O prestigiado maestro Gennadi Rozhdestvensky está intimamente ligado ao repertório sinfónico russo, nomeadamente a Chostakovich e Prokofiev. No entanto, os seus projectos abrangem um repertório muito mais amplo, no qual há lugar a proezas musicais como, por exemplo, a interpretação ao vivo das 107 das sinfonias de Haydn (como fez há 7 anos em Tóquio).

Desta vez, Rozhdestvensky irá dirigir em Lisboa uma das obras mais monumentais do compositor de origem húngara Franz Liszt. Trata-se da grande oratória A lenda de Santa Isabel, à qual Liszt se dedicou durante cinco anos da sua vida, entre 1857 e 1862. Oferecida a Luís II da Baviera, o protector de Wagner, foi estreada em Pest três anos após a sua conclusão. Foi, portanto, executada pela primeira vez precisamente no mesmo ano em que o outrora ardente virtuoso do piano recebeu ordens menores em Roma.

A partitura centra-se na figura da Rainha Santa da Hungria, com a qual Liszt estava muito familiarizado, e a qual encarnava perfeitamente os seus ideais místicos e nacionalistas. É também um exemplo da ambição criativa do seu autor, o qual, após ter explorado as possibilidades da música para piano, da música sinfónica e do Lied, se arriscou no âmbito da oratória, um dos géneros musicais mais importantes do século XIX.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

As óperas do Met na Antena 2

Temporada do Metropolitan de Nova Iorque
Janeiro 2007
Bellini

Os Puritanos
T. Dun
O Primeiro Imperador
Donizetti
Lucia di Lammermoor
Puccini
Madama Butterfly


Dia 06 18h30 (Susana Valente)
Bellini Os Puritanos * Elvira: Anna Netrebko (S). Arturo: Eric Cutler (T). Riccardo: Dwayne Croft (BT). Giorgio: John Relyea (B). Coro e Orq. do Metropolitan. Dir. Patrick Summers

Dia 13 18h30 (Susana Valente)
T. Dun O Primeiro Imperador * Princesa Yue-yang: Elizabeth Futral (S). Shaman: Michelle De Young (MS). Gao Jian-li: Paul Groves (T). Imperador Chin: Plácido Domingo (T). General Wang: Hao Jiang Tian (B). Mestre Yin-Yang: Wu Hsing-Kuo (T). Coro e Orq. do Metropolitan. Dir. Tan Dun

Dia 20 18h30 (Susana Valente)
Gravação histórica, 20 de Janeiro de 1956
Donizetti Lucia di Lammermoor * Lucia: Maria Callas (S). Coro e Orq. do Metropolitan

Dia 27 18h30 (Susana Valente)
18 de Novembro de 2006
Puccini Madama Butterfly * Coro e Orq. do Metropolitan

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Fundada em 1883, o Metropolitan Opera de Nova Iorque, é o maior centro de espectáculos dos EUA. Sendo uma das primeiras companhias de ópera, atrai muitos dos mais famosos e prestigiados artistas do mundo, apresentando mais de 200 espectáculos de ópera vistos por mais de 800.000 espectadores por ano, com cerca de 25 óperas por temporada.
A temporada regular do Met é de Setembro ao início de Maio, incluindo ainda concertos no Carnegie Hall e no Lincoln Center, bem como digressões e concertos de Verão nos parques de Nova Iorque e Nova Jersey. Os estudantes têm entrada livre para os Ensaios de Cena, trazendo uma nova audiência para a ópera.
Uma das suas mais importantes missões, tem sido cumprida há 75 anos com a habitual transmissão em directo na rádio aos sábados à tarde para mais de 300 rádios dos EUA, e para 40 países nos cinco continentes. Para a Europa através da União Europeia de Radiodifusão.
A Antena 2 irá transmitir todas as óperas da temporada 2006/2007 do Metropolitan de Nova Iorque.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Mendelssohn & Mozart: coral-sinfónica, Natal na Gulbenkian

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Michel Corboz [ Maestro
Ana Quintans [ Soprano
Katalin Halmai [ Meio-Soprano
Jan Kobow [ Tenor
João Fernandes [ Baixo

Felix Mendelssohn-Bartholdy

Salmo 42, op. 42, “Wie der Hirsch schreit“
. Wie der Hirsch schreit
. Meine Seele dürstet nach Gott
. Meine Tränen sind meine Speise
. Denn ich wollte gern hingehen
. Was betrübst du dich, meine Seele
. Mein Gott, betrübt ist meine Seele
. Der Herr hat des Tages verheißen seine Güte
. Was betrübst du dich, meine Seele

Wolfgang Amadeus Mozart
Missa em Dó menor, K.427
. Kyrie
. Gloria
. Laudamus te
. Gratias
. Domine Deus
. Qui tollis
. Quoniam
. Jesu Christe
. Credo
. Et incarnatus est
. Sanctus – Hosanna
. Benedictus – Hosanna

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A música para coro, solistas e orquestra de Mozart e de Mendelssohn é uma das especialidades de Michael Corboz. É também um dos seus prazeres do ponto de vista interpretativo, embora o seu repertório se estenda ao longo de toda a história da música. Assinalando a proximidade da quadra natalícia, o maestro suíço irá dirigir o Coro e a Orquestra Gulbenkian, dando a ouvir o Salmo 42, de Mendelssohn, e a Missa em dó menor, de Mozart.

Estarão com eles no palco, assumindo o papel de solistas, Ana Quintans, Katalin Halmai, Jan Kobow e João Fernandes. As duas primeiras solistas já se apresentaram na Fundação em temporadas passadas, assim como João Fernandes, bolseiro da instituição e um dos cantores mais promissores da sua geração. A estreia do tenor Jan Kobow em Lisboa vem precedida por uma carreira impressionante nos domínios do Lied, da ópera e da música religiosa.

Admirado por Schumann, o Salmo 42 conta-se entre as obras mais belas de Mendelssohn, sendo ainda uma das mais emocionantes composições de tema religioso de todos os tempos.

A Grande Missa, de Mozart, por seu turno, está ligada à sua querida Constanza, para quem a parte de soprano foi concebida. A partitura, porém, nunca foi concluída, embora tivesse chegado a ser apresentada em Salzburgo em Outubro de 1783, ainda durante a vida de Mozart. Encerra-se assim, com a audição de uma das obras-primas do compositor austríaco, o ciclo que, ao longo deste ano, têm vindo a assinalar no Grande Auditório o 250º aniversário do seu nascimento.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Das Rheingold do teatro São Carlos na 2:


Na televisão na 2: "O Ouro do Reno"
de Maio/Junho passados no São Carlos.

Sexta 15, 23h30 - making-of e transformações no teatro.
Domingo 17, 24h00 - a ópera gravada no teatro de São Carlos.

As horas do anúncio e do site (00h45) não coincidem no Domingo.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Oedipus Rex (1927), Igor Stravinsky



T. N. São Carlos, 20 a 22 de Dezembro de 2006.

Direcção musical Donato Renzetti
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Ópera-oratória em dois actos.
Libreto de Jean Cocteau segundo Sófocles.
versão de concerto

Voz recitante
Fanny Ardant

Oedipus
Will Hartmann

Creonte/Mensageiro
Keel Watson

Jocasta
Mariana Pentcheva

Pastor
Pedro Chaves

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[wikipedia]
Oedipus rex is an "Opera-oratorio" by Igor Stravinsky scored for orchestra, soloists, and male chorus. The libretto was written by Jean Cocteau in French and then translated by Abbe Jean Daniélou into Latin (the narration, however, is performed in the language of the audience). The work is sometimes performed in the concert hall as an oratorio, as it was in its original performance in the Théâtre Sarah Bernhardt in Paris on May 30, 1927, and its American premiere the following year given by the Boston Symphony Orchestra and the Harvard Glee Club; it has also been presented onstage as an opera, the first such performance being at the Vienna State Opera on February 23, 1928. It was subsequently presented three times by the Santa Fe Opera in 1960, 1961, and 1962 with the composer in attendance.

Stravinsky's music is an example of neo-classicism. He had considered setting the opera in Ancient Greek, but decided ultimately on Latin, in his words "a medium not dead but turned to stone."

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Plot synopsis

Act I

The Narrator greets the audience, explaining the nature of the drama they are about to see, and setting the scene: Thebes is suffering from a plague, and the men of the city lament it loudly. Oedipus, king of Thebes and conqueror of the Sphinx promises to save the city. Creon, brother-in-law to Oedipus, returns from the oracle at Delphi and declaims the words of the gods: Thebes is harboring the murderer of Laius, the previous king. It is the murderer who has brought the plague upon the city. Oedipus promises to discover the murderer and cast him out. He questions Tiresias, the soothsayer, who at first refuses to speak. Angered at this silence, Oedipus accuses him of being the murderer himself. Provoked, Tiresias speaks at last, stating that the murderer of the king is a king. Terrified, Oedipus then accuses Tiresias of being in league with Creon, who he believes covets the throne. With a flourish from the chorus, Jocasta appears.

Act II

Jocasta calms the dispute by telling all the oracles always lie. An oracle had predicted that Laius would die at his son's hand, when in fact he was murdered by bandits at the crossing of three roads. This frightens Oedipus further: he recalls killing an old man at a crossroads before coming to Thebes. A messenger arrives: King Polybus of Corinth, who Oedipus believes to be his father, has died. However, it is now revealed that Polybus was only the foster-father of Oedipus, who had been, in fact, a foundling. An ancient shepherd arrives: It was he who had found the child Oedipus in the mountains. Jocasta, realizing the truth, flees. At last, the messenger and shepherd state the truth openly: Oedipus is the child of Laius and Jocasta, killer of his father, husband of his mother. Shattered, Oedipus leaves. The messenger then reports the death of Jocasta: she has hanged herself in her chambers. Oedipus broke into her room and put out his eyes with her pin. Oedipus departs Thebes forever as the chorus at first vents their anger and then mourns the loss of a king they loved.

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[
by Robert Craft, about Naxos recording]
Stravinsky conducted the first performance of Oedipus Rex (1925-1927) in the Théâtre Sarah Bernhardt, Paris, on 30th May, 1927, in a double bill with Firebird, in which George Balanchine danced the rôle of Kastchei. Composers—Ravel, Poulenc, and Roger Sessions among them—were the first to recognize it as Stravinsky’s most powerful dramatic work and one of his greatest creations. After hearing Ernest Ansermet conduct it in London, February 12, 1936, the young Benjamin Britten noted in his diary:

‘One of the peaks of Stravinsky’s output, this work shows his wonderful sense of style and power of drawing inspiration from every age of music, and leaving the whole a perfect shape, satisfying every aesthetic demand … the established idea of originality dies so hard.’


Leonard Bernstein may have been the first to identify the principal influence on the music:

‘I remembered where those four opening notes of Oedipus come from… And the whole metaphor of pity and power became clear; the pitiful Thebans supplicating before their powerful king, imploring deliverance from the plague … an Ethiopian slave girl at the feet of her mistress, Princess of Egypt … Amneris has just wormed out of Aida her dread secret … Verdi, who was so unfashionable at the time Oedipus was written, someone for musical intellectuals of the mid-’20s to sneer at; and Aida, of all things, that cheap, low, sentimental melodrama. [At the climax of Oedipus’ “Invidia” aria] the orchestra plays a diminished-seventh chord … that favorite ambiguous tool [i.e., tool for suggesting ambiguity] of surprise and despair in every romantic opera … Aida! … Was Stravinsky having a secret romance with Verdi’s music in those super-sophisticated mid-’20s? It seems he was.’ [Charles Eliot Norton Lectures, 1973]


Bernstein might also have mentioned the debt to Verdi in Jocasta’s aria and her duet with Oedipus. A photograph of Verdi occupied a prominent position on the wall of Stravinsky’s Paris studio in the 1920s, and on his concert tours he would go out of his way to hear Verdi operas, to the extent of changing the dates of his own concerts, as he did in Hanover in December 1931 for a performance of Macbeth. In the early 1930s he wrote to one of his biographers: “If I had been in Nietzsche’s place, I would have said Verdi instead of Bizet and held up The Masked Ball against Wagner”. In Buenos Aires, in 1936, Stravinsky shocked a journalist by saying: “Never in my life would I be capable of composing anything to equal the delicious waltz in La Traviata”.

Other influences besides Verdi’s are apparent. The “Gloria” chorus at the end of Act One, the Messenger’s music, and the a cappella choral music in the Messenger scene are distinctly Russian, but the genius of the piece is in the unity that Stravinsky achieves with his seemingly disparate materials.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Genesis Suite (1945), uma colaboração musical



Arnold Schoemberg: I. Prelude

Nathaniel Shilkret: II. Creation *

Alexandre Tansman: III. Adam and Eve *

Darius Milhaud: IV. Cain and Abel

Mario Castelnuovo-Tedesco: V. The Flood

Ernst Toch: VI. The Covenant (The Rainbow) *

Igor Stravinsky: VII. Babel

* Orchestrations reconstructed by Patrick Russ.

T. N. São Carlos, 20 a 22 de Dezembro de 2006.

Direcção musical Donato Renzetti
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Interpretação musical em sete partes dos primeiros onze capítulos do Livro Génesis.

Voz recitante
Fanny Ardant

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[about Naxos recording]

In 1944, one of the 20th century’s most audacious musical enterprises came to fulfillment among the celebrated community of European émigré composers living in Los Angeles. Nathaniel Shilkret, director of “light music” at RCA Victor Records, conductor and noted film composer, invited six other composers to collaborate with him on a large-scale musical pageant for orchestra, chorus, and narrator that would portray highlights from the Book of Genesis. The creative partners, each of whom contributed one movement, included several of the musical luminaries of the time: Mario Castelnuovo-Tedesco, self-exiled from Italy, Darius Milhaud (France), Alexandre Tansman (Poland and France), Ernst Toch (Austria), and the two diametrically opposed, acknowledged leaders of 20th-century music, Arnold Schoenberg (Austria) and Igor Stravinsky (Russia). (Dress rehearsals of the work had to be arranged so these two “arch enemies” would not meet, but the unthinkable actually occurred and the principals stood on opposite sides of the hall!)

This singular work, entitled Genesis Suite, was performed only once, in 1945, by the Janssen Symphony Orchestra at the Wilshire Ebel Theatre in Los Angeles; the following week, a privately-funded recording was made at RCA in Hollywood. More than a decade later, a catastrophic fire in Nathaniel Shilkret’s home destroyed all the performance materials. Only Stravinsky and Schoenberg kept copies of their individual movements; the scores and instrumental parts for the five remaining sections were presumed lost forever. Over the years, however, interest in this unusual historic work was kept alive, and in 1998 the Milken Archive investigated rumors that some of the Genesis manuscripts had been rediscovered. Musicologist James Westby had, in fact, found handwritten orchestral scores of the Milhaud and Castelnuovo-Tedesco movements filed at the Library of Congress, as well as condensed musical sketches that only partially indicated the instrumentation for the contributions by Shilkret, Tansman, and Toch. The Milken Archive then commissioned Patrick Russ, one of Hollywood’s most respected orchestrators, to reconstruct those three fragmentary movements, using the sketches and the original private recording to discern the composers’ intentions. Finally, the five “missing” movements were fully prepared in a performance edition by the Milken Archive and “re-united” with the existing Stravinsky and Schoenberg scores. The entire historic work was then recorded in Berlin with Gerard Schwarz conducting the Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin and the Ernst Senff Chor, with actors Tovah Feldshuh, Barbara Feldon, David Margulies, Fritz Weaver and Isaiah Sheffer performing the narration.

As Mr. Westby, whose commentary is included in the liner notes for this recording, remarked: “It was a project in which the "high art" of European émigré composers converged with the dynamo of American popular culture—art negotiating with kitsch . . . In retrospect the work does have a surprising historical cohesion. It can be seen as a representation of mid-century sensibilities—the buoyant optimism of America just at the end of the Second World War and before the advent of the cold war. It was an artistic and historical moment that was ripe for unusual confluences… ”

Genesis Suite, which the original program note characterizes as “a partly descriptive, partly psychological” illustration of biblical text, begins with Schoenberg’s Prelude, an atonal vision of primordial chaos that ultimately resolves to C major, and proceeds with the stories of the creation of the world (Shilkret), Adam and Eve (Tansman), and Cain and Abel (Milhaud). A dramatic highpoint is reached in The Flood by Castelnuovo-Tedesco, with its unmistakable parallels with the cataclysmic international situation in 1944. The following movement, The Rainbow/The Covenant by Ernst Toch, expresses the spirit of hope, and the work concludes with Stravinsky’s vision of The Tower of Babel and the dispersion of peoples across the earth.

Although the movements were composed independently of one another and the contributing composers represent divergent musical styles, the work displays an overarching unity imposed by the spoken narrative, as well as by its evocative atmosphere. Musical symmetry is present as well, ironically provided by the two declared “enemies.” In Schoenberg’s Prelude, the chaotic pre-Creation world is ordered by a 12-tone row, and builds into a double fugue which, according to the composer, reflected the difficulties of creation. In the Babel movement that concludes the work, Stravinsky contrapuntally constructs the Tower and then destroys it, returning to the chaos with which the work began nearly an hour before.

Contributing composer Alexandre Tansman recalled that Shilkret, who commissioned Genesis Suite, clearly conceived of work "cinemagraphically, as an external synchronization of a text with a musical atmosphere." Indeed, several of the composers who participated in this project wrote extensively for film after settling in Los Angeles: Toch earned several Academy Award nominations for his nearly 20 scores; Castelnuovo-Tedesco had a 15-year association with major studios and taught such noted contemporary film composers as Henry Mancini, André Previn and John Williams; and Shilkret produced several dozen film scores.

While all participating composers except Stravinsky were Jewish, they varied widely in the degree of their connection to and active participation in their ancestral heritage. It is generally agreed, however, that several of them experienced feelings of recommitment to Judaism after arriving in this country, and were moved to create both sacred and secular works with Jewish connections during their American years.

The underlying themes of exile and destruction that anchor several of the Genesis stories―the expulsion from Eden, the alienation from community in Cain and Abel, and the destruction of man’s earthly home in the Flood―paralleled the experience of these composers forced to leave their homelands and cultural milieu, with the promise of redemption in the sanctuary offered by the new world.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Plus ou moin l'infini - Companhia 111


Novo-Circo
CCB, 13 a 17 de Dezembro de 2006

“Plus ou moins l’infini”, a última produção de uma trilogia sobre o espaço. Na matemática, a linha encontra-se compreendida entre – infinito e + infinito. É daí que nasce este título, que faz também referência às regras dos limites. As linhas serão contínuas ou descontínuas, rectas ou curvas, sólidas ou imateriais, no exterior ou no interior do corpo, visíveis ou invisíveis, mas todas elas móveis. Uma parte do trabalho será sobre o movimento das linhas no espaço. Uma outra parte confrontará a linha e o homem. Por último, tratar-se-á das metáforas construídas com linhas, com o tempo ou as gerações. A pesquisa da companhia neste espectáculo funda-se nas possibilidades que o malabarismo oferece, no sentido próprio e no sentido figurado.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Unreal ~Sidewalk cartoon
Bernardo Sassetti

Teatro São Luiz
14, 15, 21, 22 e 23 de Dezembro de 2006

Ora bem…

Na península de Quasi-algures, numa altura em que as modas se confundem ou deixam (por isso) de ser moda, vamos conhecer Ernesto Ductilo Benito – primeiro administrador de uma fábrica de cooperação e recuperação, na região demarcada de Cidadânia-a-nova. Um dia, o bom Ernesto encontra seis dos seus operários de fabricação em série misteriosamente empoleirados em estranhas máquinas, produzindo sons musicais de nível estético apreciável, que nunca imaginara possíveis nas suas instalações fabris.

Deste pequeno episódio, nasce-lhe o entusiasmo, a ideia e o sonho de rearmonizar o Domínio da Música – sua principal herança de família, agora convertido num reino de anarquia, onde todos os estilos musicais se (con)fundem numa enorme sarrafusca.

Inspirado pelos estudos musicais de sua bisavó Antónia, aconselhado por um sábio bruxo, Retortilho Castraz, e apoiado por um génio inventor, Mestre Ramalho Solau, Ernesto transforma aqueles operários em luminosos Elementos de Sciências Musicais, rumo ao conturbado Domínio da Música.

Unreal – um hino ao desenvolvimento da classe dos trabalhadores, artífices e operários por conta d’outrem: música; visão; imaginação; entrega; solicitação; aventura; mistério; paixão; “Indumentária”; desventura; solicitação; desenvolvimento; entrega; música; visão; delírio; falácia; zombaria e… experiências científicas na península de Quasi-algures.

Bernardo Sassetti, 2006

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Ficha artística
Música original e arranjos (2005/2006) Bernardo Sassetti.
Intérpretes ao vivo Drumming [GP], Perico Sambeat~, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Rui Rosa, Bernardo Sassetti e músicos convidados.
Participação especial Beatriz Batarda.
Filme/cartoon musical realizado por Filipe Alçada e Bernardo Sassetti.
Animação de Filipe Alçada, baseada na história original e no trabalho de fotografia e patchwork (2003/06) de Bernardo Sassetti.
Lançamento do livro Unreal ~ Sidewalk cartoon pela Quasi Edições; direcção de Jorge Reis-Sá.
Foyer do São Luiz: exposição dos painéis fotográficos que deram origem a Unreal ~ Sidewalk cartoon.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Grande Dança em 2007


Companhia Sasha Waltz & Guests
Akademie für Alte Musik Berlin - Vocalconsort Berlin
Dido & Aeneas
Centro Cultural de Belém
Março 2007, 2 e 3
Em Dido & Aeneas, a coreógrafa alemã Sasha Waltz, expoente máximo da última geração do Tanztheater, encena a conhecida ópera de Henry Purcell, de 1689, numa abordagem que associa os diferentes níveis de representação, música, texto e dança, sem deixar que nenhum deles domine o outro.
A história de Dido & Aneas, inspirada na Eneida de Virgílio (canto IV), protagoniza a luta entre o amor e o dever com Tróia e Cartago como pano de fundo. Uma tragédia manipulada desde o Olimpo a que Sasha Waltz acrescenta a inquietação do movimento numa perspectiva contemporânea.




Pina Bausch
Teatro Camões
Abril 2007, 5 a 8
Für die Kinder von gestern, heute und morgen
Ein Stück von Pina Bausch




Bill T. Jones
Blind Date
Centro Cultural de Belém
Maio 2007, 4 e 5
Nas mãos do coreógrafo americano Bill T. Jones (1952), a dança torna-se um instrumento extraordinário para sondar as grandes questões da vida e viajar em direcção à compreensão. Neste novo trabalho de uma noite, Blind Date explora temas como o patriotismo, a honra, o sacrifício e o trabalho dedicado a uma causa maior que nós próprios – valores quase perdidos no mundo moderno.
Dotados de uma técnica invulgar, os 10 bailarinos desta companhia multicultural – que em breve completa 25 anos e que inclui bailarinos da Turquia, China e México – contam histórias pessoais e movimentam-se num cenário sensorial de cores primárias, imagens de vídeo e influências musicais provenientes de todo o mundo. Como num “blind date” (encontro às cegas), sabedoria e eloquência encontram um fundamentalismo embrutecido nesta explosiva meditação sobre forças e crenças opostas.
O resultado é uma experiência de dança/teatro multifacetada, que “ao combinar preocupações políticas e morais com ingenuidade coreográfica e aptidão teatral”, é “ao mesmo tempo comovente, sexy, divertido, profundo e triste”.
John Rockwell, The New York Times

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Música em São Roque 2006

antepenúltimo, 9 de Dezembro de 2006

Coro do T. N. de São Carlos
Música portuguesa de Natal dos séculos XVII e XVIII

Obras de João Domingo Bontempo, Requiem

Kodo Yamagishi, órgão / baixo contínuo
Giovanni Andreoli, direcção

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Mozart Concert Arias
Anne Teresa de Keersmaeker

Mozart / Concert Arias,
Um moto di gioia

Companhia Rosas

Teatro de São Luz
6 a 9 de Dezembro de 2006

“Para mim, a questão chave é sempre a mesma: “Que movimentos para que música?”, e a tarefa mais árdua é encontrar, e depois desenvolver, a linguagem corporal adequada para o trabalho que estou a criar. De qualquer modo, como o objectivo é alcançar mais do que uma harmonia superficial e decorativa entre a música e a dança, logo que a música deixe de ser um mero medium prático, mais ou menos incidental para o movimento que ‘acompanha’, então surge inevitavelmente a questão do significado.”
Comentário da coreógrafa em 1992, no início da
criação de Mozart/Concert Arias

Conferência + Documentário
2 de Dezembro
Jardim de Inverno
Conferência por António Pinto Ribeiro Seguida da projecção do documentário Rosas Danst Rosas (1997, 57 minutos), realizado por Thierry de Mey.

Curta-metragem
6 a 9 de Dezembro
Jardim de Inverno
Projecção da curta-metragem Rosa (1992, 15 minutos), realizada por Peter Greenaway.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Così fan tutte, Mozart

T. N. de São Carlos, 30 de Novembro a 9 de Dezembro.

Così fan tutte, ossia La scuola degli amanti

Dramma giocoso in due atti.

libretto di Lorenzo DA PONTE
musica di W. A. MOZART
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Direcção musical Donato Renzetti
Encenação Mario Martone

Cenografia Sergio Tramonti
Figurinos Vera Marzot
Desenho de luzes Pasquale Mari

Intérpretes

Irina Lungu Fiordiligi
ou
Ekaterina Godovanets

Laura Polverelli Dorabella
ou
Angelica Mansilla

Silvia Colombini Despina
ou
Dora Rodrigues

Saimir Pirgu Ferrando
ou
Mário João Alves

Simone Alberghini Guglielmo
ou
Luís Rodrigues

Bruno Praticò Don Alfonso

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Produção
Teatro San Carlo de Nápoles
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La Trama


ATTO PRIMO - L’azione si svolge a Napoli e Don Alfonso, un vecchio filosofo, disincantato e disilluso, discute con Ferrando e Guglielmo, due ufficiali suoi amici. Oggetto del contendere, la fedeltà delle donne che, secondo Don Alfonso non esiste (“E’ la fede delle femmine come l’araba fenice”) mentre i due giovani sostengono che le loro belle, Fiordiligi e Dorabella (sorelle) sono diverse da tutte le altre. La disputa sale di tono, i due soldati minacciano anche di mettere mano alla spada per difendere l’onore delle future spose, ma Don Alfonso li calma e li convince ad accettar una scommesa. Cento zecchini la posta, i due dovranno seguire senza discutere gli ordini di Don Alfonso; Guglielmo e Ferrano accettano senza esitazioni, sicuri di vincere.

Don Alfonso dà dunque inizio alle sue macchinazioni annunciando a Dorabella e Fiordiligi che i loro findanzati devono partire improvvisamente, richiamati al campo militare per ordine del re.

Despina , la domestica di Dorabella e Fiordiligi, viene messa a conoscenza di una parte del progetto e a questo punto Guglielmo e Ferrando introdotti in casa delle belle nei panni di due ricchi albanesi, che danno inizio a un serrato corteggiamento. All’inizio, le sorelle si mostrano fedelissime, un baluardo insormontabile, ma una breccia nella loro fermezza si apre quando fingono di ingoiare un veleno come estremo segno d’amore. Despina, travestita da medico, finge di salvarli mentre Dorabella e Fiordiligi prestano loro amorevoli cure.

ATTO SECONDO - Le certezze delle due ragazze cominciano a vacillare e ci pensa Despina a gettare benzina sul fuoco, spronando le padroncine a godersi la vita, senza darsi troppo pena per i fidanzati lontani. Così Dorabella e Fiordiligi accettano di vedere ancora i due stranieri che insistono nei loro propositi. Dorabella è la prima a cedere, ma con il fidanzato di Fiordiligi mentre Ferrando, respinto, pensa di avere vinto la scommessa. Nel momento in cui comunica a Guglielmo la gioia per la provata fedeltà delle ragazze, viene prontamente disilluso dall’amico. Ferrando si dispera, quindi decide di continuare il gioco per rendere “il favore” a Guglielmo.

Nel frattempo Fiordiligi si mostra sempre meno incrollabile e la spallata decisiva ai suoi propositi viene data proprio da Dorabella, ormai convinta discepola della filosofia di Despina.

Don Alfonso trionfa quando la cameriera gli annuncia che le due sorelle sono pronte a sposare gli stranieri. Viene organizzata una finta cerimonia, con Despina che cambia i panni del medico con quelli del notaio. Ora, però, è necessario porre fine alla commedia e riportare i personaggi alla realtà e, allo scopo, nel corso dei festeggiamenti per le nozze che si stanno per celebrare, Don Alfonso annuncia il ritorno di Guglielmo e Ferrando. Si scatena il panico, Dorabella e Fiordiligi convincono i due stranieri a fuggire e questi obbediscono, così poco dopo possono ripresentarsi in casa come Guglielmo e Ferrando. I due ufficiali scoprono il contratto di nozze, mostrano indignazione e rabbia, ma ci pensa Don Alfonso a sistemare tutto, favorendo la riconciliazione.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Toradze Piano Studio


Gulbenkian, 3 de Dezembro de 2006.

Maratona Scriabin

Alexander Toradze
e alunos do Toradze Piano Studio
– Indiana University, South Bend - USA:
Ketevan Badridze, Vakhtang Kodanashvili, Alexander Mogilevsky,
Maxim Mogilevsky, Edisher Savitski, Svetlana Smolina, Irma Svanadze.

domingo, 19 de novembro de 2006

Alfred Brendel, Piano


Grande recital se espera para 26 de Novembro de 2006 na Gulbenkian.

Nos 250 anos do nascimento de
Wolfgang Amadeus Mozart

Joseph Haydn
Sonata para Piano em Ré maior, Hob.XVI.42
1. Andante con espressione
2. Vivace assai

Franz Schubert
Sonata para Piano em Sol maior, D.894
1. Molto moderato e cantabile
2. Andante
3. Menuetto: Allegro moderato
4. Allegretto

Wolfgang Amadeus Mozart
Fantasia em Dó menor, K.475
Rondó em Lá menor, K.511

Joseph Haydn
Sonata para Piano em Dó maior, Hob.XVI.50
1. Allegro
2. Adagio
3. Allegro molto

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Obra de Chostakovitch para canto e piano


18, 19 e 20 de Novembro de 2006.
No Centenário do Nascimento de Dmitri Chostakovitch e ao longo de 3 dias, a obra de Chostakovitch para canto e piano poderá ser ouvida na Gulbenkian.



Dmitri Chostakovitch

- Quatro Monólogos de Pushkin, op. 91
- Duas fábulas de Krylov, op. 4
- Canções espanholas, op. 100
- Seis poemas de Marina Tsvetaeva, op. 143
- Cinco romances sobre textos da revista “Krokodil” , op. 121

- Seis romances sobre textos de poetas japoneses, op. 21
- Seis romances sobre textos de poetas ingleses, op. 62
- Da Poesia popular judaica, op. 79

- Quatro canções sobre poemas de Dolmatovsky, op. 86
- Quatro romances sobre poemas de Pushkin, op. 46
- Dez canções do Bobo, de “King Lear” , op. 58
- Sátiras, sobre poemas de Sasha Tchiorny, op. 109
- Cinco romances sobre poemas de Dolmatovsky, op. 98