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terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Iolanta, Pyotr Ilitch Tchaikovsky


Promete um bom espectáculo, esta última ópera de Tchaikovsky raramente representada, apesar de versão de concerto, com nomes de vulto como o maestro russo Vladimir Fedoseyev, director artístico e maestro titular da Orquestra Sinfónica Tchaikovsky da Rádio de Moscovo, e pelos solistas soprano Irina Lungu e tenor Piotr Beczala.


Deslumbrante a sensibilidade de Tchaikovsky para uma história aparentemente simples.

T. N. de São Carlos
24 a 27 de Fevereiro de 2006
__________________

Ópera lírica em um acto com quatro cenas, com libreto de Modest I. Tchaikovski baseado na tradução de Zotov de A Filha do Rei René de H. Hertz.
Tempo: século XV.
Local: montanhas no sul de França.

Estreia em Portugal
versão de concerto

Direcção musical Vladimir Fedoseyev

Intérpretes
Iolanta Irina Lungu
Rei René Benno Schollum
Robert Andrey Breus
Vaudémont Piotr Beczala
Ibn-Hakia Pavel Kudinov
Alméric Algirdas Janutas
Martha Laryssa Savchenko
Bertrand Oleg Didenko
Laura Vita Vasilieva
Brigitte Tatiana Lipovenko

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli


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Ópera lírica em um acto de Piotr Ilitch Tchaikovski
Libreto: Modeste Tchaikovski segundo A filha do Rei René de Henrik Hertz
Criação: São Petersburgo, Teatro Mariinski, 18 Dezembro 1892

Quando A filha do Rei René, peça do dramaturgo dinamarquês Henrik Hertz, estreia em Moscovo, Piotr Ilitch Tchaikovski aspirava já à sua adaptação à cena lírica. O êxito que obtém, no final do ano de 1890, com a estreia da ópera-tragédia A Dama de Espadas, criada num fulgurante período de quarenta e quatro dias, proporcionar-lhe-á a encomenda, por parte do Teatro Imperial, de uma ópera e um bailado, com o propósito de serem estreados na mesma noite. Em Maio de 1892, ao regressar de uma bem sucedida digressão de concertos nos Estados Unidos da América, o compositor estabelece-se na sua residência nos domínios de Klin, que apresenta então as características ideais para a expansão das suas faculdades criativas. A sua estada nesta região, situada no percurso entre Moscovo e São Petersburgo, revelar-se-á especialmente prolífica. Aqui, o compositor poderá, finalmente, revelar a alma musical da fábula que o fascinava há já alguns anos, recorrendo de novo ao seu irmão, Modeste, para a concepção do libreto que dará origem à sua décima e última incursão no género lírico: Iolanta. A ópera lírica em um acto será criada juntamente com o bailado feérico sob um conto original de E. T. A Hoffmann O Quebra-Nozes, no Teatro Mariinski, São Petersburgo, a 18 Dezembro de 1892. O serão musical será reiterado onze vezes e cada uma das obras só será reposta após a morte do compositor. Iolanta surgirá em primeira instância nos teatros europeus - de Berlim e Viena - sob a direcção de Gustav Mahler.

Iolanta revela uma face do intrincado confronto entre o indivíduo e a sociedade, assunto que Tchaikovski deixa sobressair em muitas das suas obras, como reflexo da sua própria complexidade existencial. O argumento convida-nos a conhecer o universo de uma princesa cega cuja condição lhe fora sempre omitida. O seu pai, o Rei René, que lhe garantira um permanente afastamento da realidade através de uma existência de recolhimento no palácio e da convivência exclusiva com uma côrte que contribuía para lhe preservar a ilusão de que a humanidade era privada de imagens visuais, convocara agora um célebre médico mouro, Ibn-Hakia, que considera possível a recuperação da jovem princesa. No entanto, será a chegada de um forasteiro, o Conde de Vaudémont, que a levará a descobrir a verdade, e o amor que lhe conferirá a vontade e a coragem de se submeter ao tratamento e superar esta circunstância.

PGR - TNSC

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

  • Kilas, O Mau da Fita - Fonseca e Costa
  • Amelia - La La La Human Steps de Montreal, Édouard Lock
    ... coisas boas na TV
  • RTP1, 23 de Fevereiro de 2006, 23:15

    Kilas, O Mau da Fita
    Portugal, 1976.

    Rui Tadeu, aliás Kilas, uma "fraca" figura entre um mundo marginal...

    De memórias suadas, carne mole, medos medíocres, vícios e nicotina, surge Kilas - aturdido pela pequenês do físico, tacão alto a deitar figura, de arrogância por medida.

    Entre tipos marginais e mitos precários de uma farsa passional, eis a criatura mais popular e característica deste fil
    me português. Estilizada por José Fonseca e Costa em Kilas, o Mau da Fita - um dos maiores sucessos no pós-25 de Abril.

    RTP1, 23 de Fevereiro de 2006

    Autoria: Fonseca e Costa e Sérgio Godinho

    Realização: José Fonseca e Costa

    Com: Mário Viegas, Lia Gama, Luís Lello, Lima Duarte, Milú, Paula Guedes, Natalia Do Vale, Tony Morgon
    ________________________________________
    2:, noite de 26 para 27 de Fevereiro de 2006, 00:30

    Amelia
    1980

    Um espectáculo fascinante, um bailado diferente, um dos mais consagrados coreógrafos do mundo

    Criada por Édouard Lock em 1980 a companhia La La Human Steps de Montreal reinventa a dança contemporânea. "Amélie" é bem a prova disso.

    Um bailado fascinante onde o coreógrafo elabora uma nova forma de dança, através de uma linguagem gestual original que exprime todas as emoções humanas, desde o erotismo, a paixão, a tristeza e o amor.

    Um bailado de cortar a respiração, amplamente premiado e cuja banda sonora original para violino piano e voz combina com cinco dos temas mais famosos de Lou Reed, criados para o Velvet Underground, reafirma Edouard Locke como um dos maiores coreógrafos do mundo!...

    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

    BES Photo 2005

    Centro Cultural de Belém

    até 5 de Março de 2006

    José Luís Neto (vencedor)
    António Júlio Duarte
    José Maçãs de Carvalho
    Paulo Catrica

    quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

    Todos os que caem, Samuel Beckett

    Teatro da Comuna

    Até 1 de Abril de 2006

    Há cem anos nascia um dos mais importantes nomes do teatro mundial. Há cinquenta, Samuel Beckett escrevia "Todos os que caem", um retrato, com humor, das misérias de quem chega "ao extremo da dificuldade de existir".

    A história, encenada por João Mota, desenrola-se a partir de Maddy, a esmagadora Mrs. Rooney, que aguarda a chegada do marido na estação de comboios. Em apenas um acto, a peça é o trajecto desta mulher, envelhecida e doente, mas conformada com a existência.

    Maria do Céu Guerra é esta figura amarga, desconcertante, irónica, comovente, trágica. Mais que gorda. Mais que idosa. "É uma pessoa disforme do ponto de vista físico, é casada com um cego e são os desesperados. Chegaram ao extremo da dificuldade de existir", diz a actriz.

    "Todos os que caem" mais não é do que "uma metáfora sobre o ser humano, uma metáfora sobre nós (...) que muitas vezes nos perguntamos qual é o sentido da vida", explica Maria do Céu Guerra.

    O palco é um verdadeiro estúdio de rádio, ou não fosse esta uma peça escrita por Beckett para rádio. Na Comuna, cada representação é gravada e ao movimento juntam-se sons criados com a ajuda dos mais diversos utensílios de cozinha.

    "Todos os que caem" é uma das iniciativas portuguesas que comemoram o centenário do nascimento de um dos maiores dramaturgos do Teatro do Absurdo e vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1969.

    segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

    Quarteto Artemsax

    Concertos Antena 2 - «Entre Paredes»

    Quarteto de Saxofones de Palmela
    Centro Cultural de Belém
    13 de Fevereiro de 2006

    “Entre Paredes” é um espectáculo ambicioso que aborda a música de Carlos Paredes de uma forma muito peculiar na procura da identidade nacional, levando este grupo a fundir a capacidade tímbrica e sonora que caracteriza o quarteto de saxofones e o inigualável timbre da guitarra portuguesa com outras manifestações artísticas, como o teatro e a dança, que enriquecem a singularidade deste espectáculo.

    Saxofone soprano: João Pedro Silva
    Saxofone alto: João Pedro Cordeiro
    Saxofone tenor: Rui Costa
    Saxofone barítono: Rita Nunes

    Convidados:

    Coreografia e dança: Rita Galo e Nuno Gomes
    Dramatização: Ana Brandão

    Participação especial
    Guitarra portuguesa: Paulo Soares

    Autoria: Quarteto ARTEMSAX
    Música: Carlos Paredes
    Arranjos: (exclusivos do Quarteto Artemsax): José Condinho e Pedro Marques

    sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

    Il Barbiere di Siviglia, Rossini


    T. N. de São Carlos, 8 a 16 de Fevereiro

    Gioachino Rossini


    Ópera bufa em dois actos, com libreto de Sterbini baseado em Beaumarchais.

    Direcção musical Jonathan Webb
    Encenação Emilio Sagi
    Cenografia Llorenç Corbella
    Figurinos Renata Schussheim
    Desenho de luzes Eduardo Bravo

    Intérpretes

    Conte d'Almaviva
    Marius Brenciu
    Mário João Alves

    Bartolo
    Bruno Praticò
    Filippo Morace

    Rosina
    Kate Aldrich
    Natalia Gavrilan

    Figaro
    Franco Vassallo
    Luís Rodrigues

    Basilio
    Enrico Iori

    Fiorello
    Luís Rodrigues
    Diogo Oliveira

    Berta
    Elvira Ferreira


    Orquestra Sinfónica Portuguesa

    Coro do Teatro Nacional de São Carlos
    maestro titular Giovanni Andreoli


    Nova Produção
    Teatro Real de Madrid
    Teatro Nacional de São Carlos


    Grande divertimento com um bom elenco.
    ____________________
    O enredo e a música
    Biografia do Compositor
    Contexto Histórico
    Libretto

    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

    Nikolai Lugansky, piano

    "Um pianista de uma imensa fluência técnica e qualidade musical inata". Gramophone

    Gulbenkian, 7 de Fevereiro de 2006

    Ludwig van Beethoven
    Sonata Nº 16, em Sol Maior, op.31 nº 1

    César Franck
    Prelúdio, Coral e Fuga

    Fryderyck Chopin
    Prelúdio, em Dó sustenido menor, op.45
    Sonata Nº 3, em Si menor, op.58

    O regresso de Nikolai Lugansky a Portugal é, sem dúvida, um dos momentos mais esperados da presente temporada de música. O extraordinário pianista apresentar-se-á em recital com um programa que inclui obras de Ludwig van Beethoven, César Franck e Fryederyck Chopin. Representante da nova geração de músicos russos, este artista de excepção tem revelado um singular talento, reconhecido e aclamado no mundo inteiro.

    Dos tempos da descoberta do seus dotes musicais precoces pelos seus pais, refere-se a curiosidade de, conforme relata o próprio pianista, ter apenas cinco anos quando tocou, pela primeira vez uma sonata de Beethoven. O mais surpreendente é que a tocou de memória e sem nunca ter aprendido a ler uma partitura. Apenas a tinha antes escutado.

    Lugansky formou-se na Escola Central de Música de Moscovo e no Conservatório Tchaikovsky, tendo como mentora a não menos famosa pianista Tatiana Nikolaïeva. Em 1994, venceu o prestigiado Concurso Tchaikovsky, um dos numerosos prémios com que tem sido distinguida a sua carreira.

    Lugansky é hoje em dia um dos mais famosos pianistas russos, continuador de uma tradição lendária que ele próprio contribui para manter viva através dos seus concertos nas principais salas internacionais, da sua carreira discográfica e também através da docência. É, ainda, um artista único, cuja sensibilidade e requinte interpretativo transcendem o seu completo domínio técnico.

    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

    Orquestra de Câmara da Europa
    András Schiff (piano, direcção)


    Gulbenkian, 6 de Fevereiro de 2006

    O repertório a executar centrar-se-á na abordagem de tipologias sinfónicas por três importantes compositores cuja carreira se desenrolou no espaço austro-húngaro. Enquanto que Beethoven e Schubert desenvolveram a sua carreira na capital do império, Dvorák centrou a sua actividade no território actualmente designado por República Checa, tendo sido um importante codificador de um tipo específico de nacionalismo musical.

    Franz Schubert
    Sinfonia Nº 5, em Si bemol Maior, D.485

    Antonin Dvorák
    Concerto para Piano, em Sol menor, op.33

    Ludwig van Beethoven
    Sinfonia Nº 2, em Ré Maior, op.36

    Concerto magnífico, boas peças e excelentes interpretação e direcção.


    András Schiff

    Highlights in the life of the
    Chamber Orchestra of Europe

    In 1986 Deutsche Grammophon's recording of Rossini's comic opera 'Viaggio à Reims' conducted by Claudio Abbado wins the Orchestra's first Gramophone 'Record of the Year' award.
    The COE is presented with its second Gramophone 'Record of the Year' award in 1988 for Deutsche Grammophon's Schubert symphony cycle conducted by Claudio Abbado.
    Five top European prizes are awarded in 1989 for Deutsche Grammophon's recording of Schubert's opera Fierrabras, with the COE again conducted by Claudio Abbado.
    1991 sees the International Mozart Festival commemorating the 200th anniversary of the death of the composer launched with COE concerts throughout Europe conducted by Sir Georg Solti.
    With Nikolaus Harnoncourt the COE is chosen to perform Mozart's last three symphonies in Vienna on the anniversary of his death.
    A six-part series on the Chamber Orchestra of Europe is broadcast on UK television.
    Gramophone votes as '1992 Record of the Year' Teldec's recording of the Beethoven symphony cycle conducted by Nikolaus Harnoncourt, and it goes on to win every other major international award.
    The Salzburg Festival opens with Nikolaus Harnoncourt conducting Beethoven's Missa Solemnis.
    Claudio Abbado and the COE are invited to launch the bi-centenary Rossini Opera Festival in Pesaro, birthplace of the composer.
    COE Leader Marieke Blankestijn's recording with the COE of Vivaldi's 'Four Seasons' is described in Gramophone as their first choice.
    The Orchestra's two complete cycles of the Beethoven symphonies conducted by Nikolaus Harnoncourt at the 1994 Salzburg Festival are described unanimously as 'superlative', 'impeccable', 'unparalleled'.
    In 1995 the 75th anniversary season of the Salzburg Festival opens with performances of Mozart's Marriage of Figaro conducted by Nikolaus Harnoncourt.
    The Orchestra's recording of Cosi fan tutte is described in The Times as 'eclipsing all other recent versions'.
    Standing ovations at Carnegie Hall reward Nikolaus Harnoncourt and the COE when they perform the complete Beethoven symphony cycle in the autumn of 1996.
    Claudio Abbado conducts Schubert symphony cycles at the Salzburg and Berlin Festivals.
    Nikolaus Harnoncourt conducts Schubert's opera Alfonso & Estrella at the Vienna Festival, and two complete Brahms symphony cycles at Styriarte in Graz in the centenary year of the composer's death, 1997.
    The launch of award-winning recordings of the Sibelius symphony cycle conducted by Paavo Berglund takes place at the Helsinki and Edinburgh International Festivals in 1998.
    In 2000 the Daily Telegraph writes that the COE provides audiences with 'a breathtaking display of European harmony'.
    The COE's 20th birthday in 2001 is marked by the release of the Brahms symphony cycle with Paavo Berglund.
    Alfred Brendel shares his 70th birthday celebrations with the COE in concerts throughout Europe.
    Nikolaus Harnoncourt's recordings with the COE of Dvorak's Slavonic Dances is shortlisted by Gramophone magazine as 'Orchestral Record of the Year 2002'.
    A Financial Times review declares 'The COE deserves to be renamed 'The Best Orchestra in Europe'.
    In 2003 the COE wins a Grammy award for its Schubert Songs CD with Claudio Abbado, Anne Sofie von Otter and Thomas Quasthoff.
    The COE becomes the first resident orchestra at the Salzburg Mozartwoche in 2004, and undertakes its 5th tour of the United States.

    sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

    Mozart, Comemoramos 250 anos do nascimento, 1756

    Três meses após o terramoto de Lisboa.

    Voltaire, Rousseau, Kant e Goethe estavam por cá.

    Início da guerra dos sete anos.

    quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

    Così Fan Tutte

    Wolfgang Amadeus Mozart no início da temporada lírica 2006/2007 do Teatro Nacional de São Carlos.

    Libretto de Lorenzo da Ponte.
    Première, Viena 26 de Janeiro de 1790.

    quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

    Ballet Nacional de España
    Flamenco

    Centro Cultural de Bélem
    26 a 31 de Janeiro de 2006


    «La Leyenda»

    Idea original y Coreografía:
    José Antonio
    Música: José Antonio Rodríguez
    Rondeña y Alegrías: Juan Requena
    Adaptación e Interpretación de “Embrujo del Fandango”: Rafael Marinelli
    Diseño de Iluminación: Juan Gómez Cornejo (AAI), Paloma Contreras
    Diseño de Vestuario: Pedro Moreno
    Diseño de Escenografía: José Antonio
    Realización de Vestuario: “El Salao” y González
    Realización de Escenografía: Mambo Decorados
    Calzados: Arte y FyL

    Por Rosalía Gómez
    Entre los artistas y los aficionados que pueblan hoy nuestros teatros son muy pocos los que han visto bailar en vivo a Carmen Amaya. Aquellos que tuvieron ese privilegio la definen con una palabra: “fuerza”. Su baile era, en efecto, fuerte, intenso, rápido, profundamente serio. Y así son también las imágenes que han ido forjando en el tiempo este mito del flamenco, símbolo universal del temperamento español: Carmen en escena con los brazos atrás y la cabeza adelantada, casi en actitud de embestir; Carmen vestida de hombre, Carmen de faralaes luciendo sus brazos increíblemente musculosos, Carmen mandando al cielo la cola con una patada...
    Cuantos la conocieron personalmente, sin embargo, como es el caso de José Antonio, fuera del clamor de los escenarios, saben mucho también de la fragilidad y de la humanidad de esta mujer nerviosa que apenas alcanzaba el metro y medio de estatura.


    «Aires de Villa y Corte»

    Coreografía: José Antonio
    Música: José Nieto
    Diseño de Iluminación: Nicolás Fischtel (AAI)
    Diseño de Vestuario: Yvonne Blake
    Realización de Vestuario: González, Pipa y Milagros
    Tocados: Hortensia
    Calzado: Arte FyL, Maty

    Ballet Nacional de España

    segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

    Festa da Música (?)

    La Folle journée 2006 joue "L'harmonie des Nations" à la Cité internationale des congrès de Nantes

    Jusqu'au dimanche 29 janvier 2006, la 12e édition de la Folle journée s'offre pour partition "L'harmonie des Nations", couvrant la période 1650-1750.
    On y interpréte des oeuvres de compositeurs allemands (Johann Sebastian Bach, Georg Philipp Telemann), français (François Couperin, Jean-Philippe Rameau), anglais (Georg Friedrich Haendel, Henry Purcell), italiens (Domenico Scarlatti, Antonio Vivaldi), espagnols (Manuel Blasco de Nebra, Antonio Soler) et portugais (Francisco Antonio de Almeida, Carlos Seixas).


    Festa da música no CCB 2006 deverá ser reduzida a dois dias e em 2007 poderá não se realizar.
    DN

    sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

    Match Point

    Parece que Woody Allen voltou a fazer um bom filme, em Londres, já que os americanos não lhe querem dar dinheiro pelo menos sem grande intervenção na produção, desta vez de Inglaterra / Luxemburgo,... vamos ver...

    The man who said 'I'd rather be lucky than good’ saw deeply into life. People are afraid to face how great a part of life is dependent on luck. It's scary to think so much is out of one's control. There are moments in a match when the ball hits the top of the net and for a split second it can either go forward or fall back. With a little luck, it goes forward and you win…or maybe it doesn’t, and you lose.”
    (...)

    quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

    F. C. Gulbenkian - programa de apoio à dança

    Após a extinção da ballet Gulbenkian ...

    Destina-se a apoiar a qualificação das estruturas e dos profissionais da Dança sob a forma de subsídios pontuais com finalidades bem definidas. Não serão, por conseguinte, contemplados pedidos que visem o simples financiamento da actividade artística regular ou do seu suporte logístico e administrativo corrente, (...)

    Apoio à formação:
    O PAD poderá conceder bolsas de estudo para frequência de programas de formação artística avançada de natureza variável, abrangendo quer acções formativas de carácter profissionalizante quer programas académicos estruturados conducentes à aquisição de diplomas formais. (...)

    Apoio à internacionalização:
    O PAD poderá apoiar, total ou parcialmente, os custos de deslocação internacional de companhias ou artistas individuais, (...)

    Apoio à investigação e edição:
    O PAD poderá apoiar projectos de investigação nos domínios da história, teoria, estética, técnica e pedagogia da Dança. (...)

    Programa de Apoio à Dança

    quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

    Patricia Barber



    23 de Janeiro de 2006 no CCB.

    Live - A Fortnight in France

    Patricia Barber
    - piano & vocals
    Neal Alger - guitar
    Michael Arnopol - bass
    Eric Montzka - drums


    "This is what Patricia Barber has: adventurous piano playing, a low-vibrato alto on perpetual rhythm and timbre alert and smart songs about the way we think and live, not just the way we love... This is the kind of art we need to be on the lookout for everywhere. The 21st century has started. We can’t afford to be left behind."
    New York Times

    terça-feira, 17 de janeiro de 2006

    Intus de Helena Almeida

    Intus é o título da exposição de Helena Almeida que constituiu a representação oficial portuguesa na 51ª Bienal de Veneza, comissariada por Isabel Carlos, apresentada entre 10 de Junho e 6 de Novembro de 2005.

    Exibida agora na Sala de Exposições Temporárias do CAMJAP, Intus é composta por uma obra de 1977, “Tela Habitada”, que funciona de algum modo como uma introdução à exposição, o vídeo “A Experiência do Lugar II” (2005) e a série de fotografias “Eu Estou Aqui” (2005).
    (...)

    21 de Janeiro a 26 de Março de 2006

    CAMJAP - Galeria de Exposições Temporárias

    domingo, 15 de janeiro de 2006

    Luz Na Cidade de Conor McPhearson

    Teatro Aberto

    Encenação, João Lourenço

    Elenco, Marco Delgado, Nuno Gil, Rui Mendes e São José Correia


    (...) João Lourenço encenou Luz na Cidade com um rigor, uma sensibilidade e uma sobriedade notáveis, parecendo ter encontrado o tom certo para o discurso de todos e de cada um. Os intérpretes respondem na perfeição a tudo o que lhes parece ter sido proposto: São José Correia na mulher emocional e psicologicamente exausta, um papel e uma cena de enorme violência, no fundo mais sugerida do que expressa; Nuno Gil, uma extraordinária personagem e uma não menos extraordinária interpretação, no registo que demarca a banalidade da subtileza, que sugere um cliché para afinal mostrar a complexidade; Rui Mendes e Marco Delgado, paciente e psicólogo, são, contudo, os mais exemplares de um grupo de quatro intérpretes acima de qualquer expectativa. A verdade que cada um confere à sua personagem poucas vezes passa pelo nosso teatro; e, se não é apenas por eles que o espectáculo vale ser visto e revisto, é também por eles que deixa em nós um eco tão profundo e a marca de uma dimensão humana tão comovente como discreta. (Expresso, João Carneiro)

    sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

    Aires Mateus, Sabine Horning e Adriana Varejão
    a terminar até 15 de Janeiro no CCB

    A exposição “Aires Mateus” apresenta a produção recente deste atelier de arquitectura através dos seus projectos e obras mais relevantes. Não se trata de uma mostra monográfica mas sim de uma escolha de trabalhos emblemáticos da agenda formal e conceptual dos arquitectos, pontos de partida e chegada da sua prática. Divididos entre casas e edifícios públicos ou privados, os trabalhos fazem-se representar por maquetas, desenhos e fotografias que estabelecem uma nova relação com o visitante pela sua escala e montagem. Procurando ultrapassar as dificuldades postas pelos códigos técnicos da disciplina, a exposição foi concebida como uma experiência física da arquitectura de Aires Mateus.
    _______
    # Aires Mateus: arquitectura

    # Sabine Horning, «O Segundo Espaço»

    # Adriana Varejão. Câmara de Ecos

    quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

    Stephen Kovacevich, piano
    - Alban Berg, Beethoven, Schubert

    Gulbenkian,
    10 de Janeiro

    Um programa variado e de altíssima exigência técnica e expressiva, executado por um dos maiores vultos do panorama pianístico.
    Piano Vienense.




    Alban Berg
    Sonata op. 1

    Ludwig van Beethoven
    Bagatela em Sol Maior, op. 126 nº 1 (Andante con moto)
    Bagatela em Sol menor, op. 126 nº 2 (Allegro)
    Bagatela em Sol Maior, op. 126 nº 5 (Quasi allegretto)
    Bagatela em Mi bemol Maior, op. 126 nº 6 (Presto)

    Sonata Nº 28, em Lá Maior, op. 101
    1. Allegretto ma non troppo
    2. Vivace alla marcia
    3. Adagio ma non troppo, con affetto
    4. Allegro ma non troppo

    Franz Schubert
    Sonata Nº 23, em Si bemol Maior, D. 960
    1. Molto moderato
    2. Andante sostenuto
    3. Scherzo: Allegro vivace con delicatezza
    4. Finale: Allegro ma non troppo

    quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

    terça-feira, 3 de janeiro de 2006

    "O Anel dos Nibelungos"
    até 2008 no T. N. São Carlos





    O Teatro Nacional de São Carlos produz as óperas da tetralogia Der Ring des Nibelungen de Richard Wagner até 2008.





    Início com "O Ouro do Reno" (Das Rheingold) em Maio/Junho de 2006...

    Direcção musical Emilio Pomàrico
    Encenação Graham Vick
    Cenografia e figurinos Timothy O'Brien
    Movimentos coreográficos Ron Howell

    Intérpretes

    Wotan Stephan Ignat
    Loge Will Hartmann
    Fricka Judith Nemeth
    Freia Mara Lanfranchi
    Erda Elena Manistina
    Alberich Johann Werner Prein
    Mime Peter Keller
    Fafner Friedemann Röhlig
    Woglinde Andrea Dankova
    Wellgunde Dora Rodrigues
    Flosshilde Annely Peebo

    Orquestra Sinfónica Portuguesa

    sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

    Concertos de Domingo 2006 Gulbenkian


    com a colaboração do Serviço de Música
    Átrio da Biblioteca - 12.00 horas
    Entrada livre

    Domingo, 15 Janeiro

    LUIS CUNHA, violino
    EURICO ROSADO, piano

    JOSÉ VIANA DA MOTTA Romanza / LUIS BARBOSA Romance / PEDRO LOPES NOGUEIRA Prelúdio e Fantasia / LUIS TINOCO Tríptico / CLAUDIO CARNEYRO D’aquém e d’além mar, Op. 20 nº 3 / CÉSAR VIANA Crú / JOLY BRAGA-SANTOS Nocturno


    Domingo, 19 Fevereiro

    ANA ESTER NEVES, soprano
    JOÃO PAULO SANTOS, piano

    LOPES GRAÇA Três canções de “As Mãos e os Frutos” / Três Sonetos de Camões / Duas Trovas / Quatro Canções Populares Portuguesas / FRANCIS POULENC Bonne Journée / BENJAMIN BRITTEN Soneto de Michelangelo / MANUEL DE FALLA / Cancion Popular Española / FREDERICO DE FREITAS Chora Videira / JOLY BRAGA SANTOS Canção da Vindima / LUIS DE FREITAS BRANCO / Luizinha


    Programa completo Janeiro-Dezembro 2006

    quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

    Maria Guleghina
    Orquestra e coro Gulbenkian, Lawrence Foster


    Imperdível, por isso esgotado.


    5 e 7 de Janeiro de 2006 na Gulbenkian.









    Maria Guleghina e Anna Netrebko (
    Violetta Valery em La Traviata, no festival de Salzburgo - acontecimento do ano) são duas das principais intérpretes da lírica italiana.
    "Mandam" as russas, actualmente.
    Maria Guleghina, presença habitual na Gulbenkian em Janeiro, não deverá voltar em 2007.


    Grandes Heroínas Verdianas III
    Maria Guleghina

    Giuseppe Verdi
    • Ária “In alto mare”
      da ópera I Vespri Siciliani
    • Coro “Va, pensiero”
      da ópera Nabucco
    • Ária “Salgo già”
      da ópera Nabucco
    • Prelúdio, Prólogo e Cavatina “Santo di Patria”
      da ópera Attila
      (incluindo “Urli rapine” e “Viva il Re”)

    • Ária “D’amor sul ali rosee” e “Miserere”
      da ópera Il Trovatore

      (Marcos Santos, Tenor / Alexey Shakitko, Tenor)
    • Coro “Patria oppressa”
      da ópera Macbeth
    • Ária “Madre, pietosa Vergine”
      da ópera La Forza del Destino
    • Música de Bailado da ópera Don Carlo
    • Ária “Mercé dilette amiche”
      da ópera I Vespri Siciliani

    Coro Gulbenkian
    Orquestra Gulbenkian
    Lawrence Foster (maestro)
    Maria Guleghina (soprano)
    Marcos Santos (tenor)
    Alexey Shakitko (tenor)

    terça-feira, 27 de dezembro de 2005

    Elisabete Matos com a Metropolitana de Lisboa


    Verdi, Puccini, Rossini e Mascagni são alguns dos compositores escolhidos para o Concerto de Ano Novo que a Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida pelo maestro Álvaro Cassuto apresenta dia 1 de Janeiro na Aula Magna e dia 4 no Teatro da Trindade, sendo solista Elisabete Matos.

    De Verdi será interpretada a abertura da ópera "La forza del destino" e a ária "Pace, pace, mio Dio" da mesma ópera. De Rossini foi escolhida a abertura da ópera "La gazza ladra", e de Pietro Mascagni o "intermezzo" sinfónico de "Cavalleria rusticana".

    Elizabete Matos, considerada a mais internacional soprano portuguesa, interpretará, entre outras árias, "Casta diva" da "Norma" de Bellini, "Visi d`arte, vissi d`amore" da "Tosca" de Puccini e "Io son l`umile ancella" de "Adriana Lecouvreur" de Francesco Cilea.

    O programa dos concertos de Ano Novo "intercala excertos orquestrais com árias de ópera que foram eternizadas por algumas sopranos lendárias como Maria Callas, Renata Tebaldi ou Kiri Te Kanawa".
    Rui Miguel Leitão, musicólogo da Orquestra Metropolitana de Lisboa.


    ROSSINI
    Guilherme Tell (Abertura)
    BELLINI
    – Ária Casta Diva (Norma)
    PUCCINI
    – Ária Vissi d'arte (Tosca)
    VERDI
    La Forza del destino: Abertura e Ária Pace, pace
    MASCAGNI
    Cavalleria Rusticana: Intermezzo e Ária Voi lo sapete, o mamma
    BOITO
    – Ária L'altra notte in fondo al mare (Mefistofele)
    PONCHIELLI
    – Dança das Horas (La Gioconda)
    CILEA
    – Ária Io son l'umile ancella (Adriana Lecouvreur)

    quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

    quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

    Concerto de Natal
    Mosteiro dos Jerónimos

    22 Dezembro 2005 21:30h

    Hector Berlioz
    L'Enfance du Christ, oratória, op. 25

    meio-soprano Enkelejda Shkosa
    tenor Stefano Secco
    barítono Daniel Borowski
    baixo Nicolas Testé

    direcção musical Donato Renzetti

    Orquestra Sinfónica Portuguesa

    Coro do Teatro Nacional de São Carlos
    maestro titular Giovanni Andreoli

    Em co-apresentação com
    Mosteiro dos Jerónimos
    Rádio e Televisão de Portugal

    terça-feira, 20 de dezembro de 2005

    Highlights 2006

    Lírica T. N. São Carlos
    • O Barbeiro de Sevilha, Gioachino Rossini
    • Iolanta, Piotr Ilitch Tchaikovski
    • Santa Susana, Paul Hindemith
    • O Dissoluto Absolvido, Azio Corghi
    • Lauriane, Augusto Machado
    • Das Rheingold(O Ouro do Reno), Richard Wagner
    • O Nariz, Dimitri Chostakovitch

    F. C. Gulbenkian
    • Maria Guleghina - Heroínas Verdianas
    • Stephen Kovacevich, piano
    • Nikolai Lugansky, piano
    • Cecilia Bartoli - Opera Proibita
    • Orquestra do Gewandhaus de Leipzig
    • Richard Goode, piano
    • Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera
    • Paixão Segundo São Mateus, BWV 244 - Johann Sebastian Bach
    • Mikhail Pletnev, piano
    • Salomé - Richard Strauss
    • Sequeira Costa, piano
    • Piotr Anderszewski, piano

    sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

    Luís Miguel Cintra


    Prémio Pessoa 2005



    O Júri do Prémio Pessoa afirmou, “Como fundador e principal responsável do Teatro da Cornucópia desde 1973, Luís Miguel Cintra tem construído ao longo de mais de três décadas um percurso exemplar, tanto como actor como nos planos da dramaturgia e da encenação. O seu repertório abrange as principais referências da literatura teatral de todos os tempos, dos clássicos aos contemporâneos, com uma atenção particular ao teatro português, nomeadamente a Gil Vicente”.


    “O trabalho da Cornucópia tem marcado uma presença de grande coerência no panorama cénico português, desde o rigor de fixação e/ou tradução dos textos ao aparato crítico dos programas e à pesquisa no âmbito da cenografia e da representação. Distingue-se igualmente pela sua acção formativa, com reflexos em sucessivas gerações de novos valores teatrais. Luís Miguel Cintra tem ainda desenvolvido uma carreira notável no cinema português e europeu, e tido intervenções destacadas como encenador de ópera e como declamador de poesia.”


    O júri declarou, ainda, que “ Em 2005, encenou em Lisboa peças de Brecht, Bond e Fassbinder e participou no filme “O Espelho Mágico”, de Manoel de Oliveira, apresentado no Festival de Veneza deste ano. Foi igualmente autor da dramaturgia e encenação do inédito “Comedia sin título”, de Garcia Lorca, que teve a sua estreia mundial no Teatro de la Abadia, em Madrid.”

    quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

    Paulus de Mendelssohn


    Coro Gulbenkian
    Orquestra Gulbenkian
    Erwin Ortner (maestro)
    Juanita Lascaro (soprano)
    Elisabeth Graf (contralto)
    Markus Schafer (tenor)
    Gerald Finley (barítono)

    15 e 16 de Dezembro de 2005, Gulbenkian

    A oratória Paulus, celebrando o tradicional concerto coral-sinfónico do final de ano da Gulbenkian. Composta em 1836, a oratória Paulus configurou-se na obra de Mendelssohn, juntamente com Elias, paradigma da oratória romântica. Compreendendo uma diversidade de técnicas de composição desenvolvidas em períodos musicais diversos, Paulus enquadra-se no interesse do compositor em recuperar determinados elementos do património musical, conjugando-os com a sua contemporaneidade. Por outro lado, sendo uma obra de concerto (o que representa a progressiva autonomização da música com textos de teor religioso do contexto performativo das igrejas), difundiu-se especialmente em países com uma tradição coral amadora, como a Inglaterra (a tradução para inglês do texto original data do ano da composição da obra), devido à existência de instituições empenhadas na execução de música coral-sinfónica. (...)
    FCG.
    _______
    A primeira oratória que Mendelssohn escreveu, Paulus op.36, foi encomendada em 1831 pelo director musical do coro Cäcilienverein de Frankfurt, Johann Nikolaus Schelbe. Para o desenvolvimento desta obra, Mendelssohn fez grandes estudos teológicos e históricos e trabalhou juntamente com Julius Schubring e Julius Fürst na elaboração do libreto. Neste renunciou às versificações edificantes dos libretos habituais, apelando apenas ao texto bíblico e alicerçando-se, na sua grande maioria, nos Actos dos Apóstolos, mas também noutros textos do
    antigo e novo testamentos.

    O libreto abre com a morte por lapidação de Estêvão, o primeiro mártir cristão, martírio infligido por, entre outros, Saulo de Tarso, que decide dedicar-se à perseguição dos cristãos da Síria. Na estrada para Damasco, dá-se o milagre, o apelo divino do cristianismo. A cegueira em que vivia é materializada fisicamente mediante a perda da visão, sentido recuperado após a conversão, simbolizada na mudança de nome de Saulo para Paulo. Seguem-se relatos das viagens de Paulo, já apóstolo, e de Barnabé; as suas missões entre os judeus e os pagãos que se revoltam contra eles, mormente em Éfeso, cidade de onde parte para Jerusalém para defrontar intensas provas.

    terça-feira, 13 de dezembro de 2005

    quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

    Die Entführung aus dem Serail de Mozart

    "O Rapto do Serralho"
    Wolfgang Amadeus Mozart
    9 a 17 de Dezembro de 2005
    Teatro Nacional D. Maria II

    Singspiel em três actos (K. 384). Libreto de Gottlieb Stephanie. Estreia absoluta: Viena, Burgtheater, 1782.

    Direcção musical Julia Jones
    Encenação Giorgio Strehler
    Cenografia e figurinos Luciano Damiani
    Reposição da encenação Mattia Testi
    Intérpretes

    Konstanze, mulher espanhola prometida de Belmonte (soprano) Iride Martinez
    Belmonte, nobre espanhol (tenor) Bruce Ford
    Blonde, criada inglesa de Konstanze (soprano) Whal Ran Seo
    Osmin, curador das propriedades do pasha (baixo) Bjarni Thor Kristinsson
    Selim, pasha (discurso falado) Karl-Heinz Macek
    Pedrillo, criado de Belmonte (tenor) Mário João Alves
    Criado Mudo Marco Merlini

    Orquestra Sinfónica Portuguesa

    Coro do Teatro Nacional de São Carlos
    maestro titular Giovanni Andreoli

    Cenários e figurinos
    Teatro alla Scala de Milão
    ____________________
    Divertimento excelente com bons intérpretes. Mozart, ele mesmo.
    Recriação da fabulosa encenação de Giorgio Strehler.
    Boa iniciação à ópera para os mais reticentes.
    ____________________
    Local: palácio do Pasha (alemão "Bassa"), algures na costa do mediterrâneo.
    Tempo: século XVIII.

    Konstanze, noiva de Belmonte, foi capturada por piratas juntamente com a sua criada, Blonde, e respectivo noivo, Pedrillo. Foram, de seguida, vendidos como escravos ao Paxá Selim, do qual permanecem reféns no início da ópera.

    Durante o cativeiro, e enquanto Selim e Osmin, o guarda do serralho, se inebriam com os encantos da dama espanhola e da sua aia, Belmonte, com a ajuda de Pedrillo, consegue penetrar no magnífico palácio turco. O projecto da evasão desenha-se enquanto a íntegra Konstanze afirma a Selim que prefere morrer a desposá-lo. Após o reencontro e reconciliação dos apaixonados, urge aplicar o plano da fuga. Os dois casais serão, no entanto, surpreendidos por Osmin que, com o seu amo, reclamará justiça. Um inesperado desfecho feliz será desencadeado por um magnânimo gesto do raptor, ordenando a libertação dos prisioneiros, e despertando um coro de louvores à sua clemência.

    Reflexo da filosofia humanista do Iluminismo, o perdão surge em diversas instâncias teatrais como a solução desejada para uma circunstância trágica. É a personagem exótica que sublima a sua posição despótica por uma inesperada atitude esclarecida. Die Entführung aus dem Serail, refugiando-se numa turquerie habitada por histórias de paixão e clemência, revela o ímpeto revolucionário do jovem Wolfgang Amadeus Mozart, na primeira ópera que compõe após a cessação do contrato com o arcebispo de Salzburgo, no sentido de se aliar a uma burguesia contestatária, ansiosa por destronar o Antigo Regime.

    A felicidade que lhe é proporcionada pela sua nova condição de profissional liberal, intensificada pelo seu recente matrimónio, descobre-se no ensejo apaixonado de liberdade, numa obra em que a restrição dos direitos individuais é desafiada através do enclausuramento dos personagens num local exótico e sedutor, mas estranho às suas convenções culturais.
    PGR, TNSC
    ____________________
    Sinopse (operaworld).
    The Abduction from the Seraglio is an example of the German Singspiel, a form in which all the dialogue is spoken rather than sung. The arias are used to express the emotions of the characters, but they do not further the story.(...)

    Enquadramento (mozartproject).
    By early summer 1781 Mozart was in Vienna and on his own. He had successfully arranged his dismissal from the service of the archbishop. More significantly, he was beginning to make the painful but necessary break with his father, Leopold. At the age of 25 he was, for the first time in his life, a free agent. (...)

    domingo, 4 de dezembro de 2005

    Orgia de Pier Paolo Pasolini
    [Da trent'anni Pier Paolo Pasolini ci manca]


    Teatro Nacional D. Maria II
    Dez 2–Dez 18 e Jan 11–Fev 19

    Tradução JOSÉ LIMA
    Encenação JOÃO GROSSO
    Cenografia RUI ALEXANDRE
    Figurinos DINO ALVES
    Música STEFANO ZORZANELLO
    Desenho de luz JOSÉ NUNO LIMA

    Interpretação
    LUÍSA CRUZ | JOÃO GROSSO | KJERSTI KAASA

    No Manifesto do Teatro de Palavra Pasolini apresenta os pressupostos teóricos que explicam e “justificam” a sua obra dramática:
    “O teatro de Palavra é um teatro completamente novo. (…) A sua novidade consiste em ser, precisamente, de Palavra: no opor-se, assim, aos dois tipos de teatro típicos da burguesia, o teatro do Palavreado e o teatro do Gesto ou do Berro (...). O teatro de Palavra é popular não porque se dirige directa ou retoricamente à classe trabalhadora, mas porque se dirige indirecta e realisticamente a ela através dos intelectuais burgueses de vanguarda que são o seu único público. O teatro de Palavra não tem nenhum interesse espectacular [tem] um interesse cultural, comum ao autor, aos actores e aos espectadores que, portanto, quando se juntam, cumprem um “ritual cultural”. (...)”
    [TNDMII] [Manifesto per un nuovo teatro, 1968]

    Quest'opera è un'orgia di parole, di passioni, di ricordi che travolgono i due protagonisti, un Uomo e una Donna, che si torturano a vicenda come in un sacrificio rituale fatto di sesso e violenza, iniziato in un giorno di Pasqua. Ma è anche la denuncia dello sradicamento di una società lanciata verso un abbagliante e infido progresso; e sono proprio quelle radici di "un passato felice che ha prodotto persone infelici" a portare verso la fine i due protagonisti, schiacciati dalla memoria di un tempo perduto e sincero. Fino a una conclusione che conduce inesorabilmente verso una prevedibile sconfitta, che però assume genialmente i caratteri di una rivoluzione. La rivoluzione della Diversità, che per Pasolini è l'ultima possibilità per resistere, inutilmente, all'omologazione, alla nuova barbarie che avanza: il mito borghese del consumo, la rimozione di un passato che è impossibile rimuovere. [www.pasolini.net]

    Orgia é a crónica das pobres emoções sadomasoquistas de dois cônjuges pequeno-burgueses no calor de uma desoladora Páscoa, da fuga-suicídio de uma esposa-amante-escrava, da devastação do esposo ao encontrar-se com uma pequena prostitutazinha de passagem, do seu extremo delírio fetichista e transsexual até ao seu suicídio por enforcamento. [www.artistasunidos.pt]

    quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

    Rois et Reine
    Arnaud Desplechin





    Un film d'Arnaud Desplechin
    France, 2004, 150 mn


    Avec Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric, Hippolyte Girardot, Catherine Deneuve, Maurice Garrel.

    Estreia: 1 de Dezembro de 2005.

    -- nota de intenções --

    É difícil separar a nota de intenções da história deste filme, pois a sua própria estrutura - a de dois filmes justapostos - é precisamente a sua intenção. Como eu só consigo gostar do cinema de género e Nora mergulha nas suas recordações, eu imaginava este filme - o de Nora - um filme fantástico... Quando estávamos a escrever a personagem de Nora, por vezes assustados com o seu lado negro, a sua solidão e a sua dureza, eu pensava em "Marnie", a frígida, na admirável Sharon Stone em "Casino", em Gena Rowlands em "Uma Outra Mulher". Três mulheres aterrorizadas com a ideia de descobrirem o seu verdadeiro rosto.
    Quanto a Ismaël, ele era um filme burlesco inteiro sozinho.
    Eu e o Roger Bohbot só tínhamos uma palavra de ordem: ser brutais. Longe da melancolia e do humor discreto, queríamos ser brutalmente trágicos e brutalmente cómicos! Espero que tenhamos conseguido emocionar um pouco o espectador.

    Arnaud Desplechin

    -------
    Le nouveau Desplechin en surprendra plus d'un. Sous les allures d'un retour à ce qui a fait son succès, des histoires générationnelles entre amis, le trait se fait aujourd'hui bien plus virulent. Porté par une mise en scène qui a l'élégance de la sobriété, le regard du cinéaste porte plus loin que jamais. Une histoire universelle. (...)
    Deux destins qui se croisent: celui d’Ismaël, interné de force dans un hôpital psychiatrique; celui de Nora, jeune mère veillant au chevet de son père mourant. Deux vies que tout sépare, et entre lesquelles se trouve un enfant, que Nora a eu d’un premier mariage, et que Ismaël a élevé. (...)

    quarta-feira, 30 de novembro de 2005

    Viva a Poesia


    70 anos da morte de Fernando Pessoa.



    Mário Cesariny, prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Grã-Cruz da Ordem da Liberdade entregue pelo Presidente da República.

    terça-feira, 29 de novembro de 2005

    Evgeny Kissin e Michel Camilo
    no ciclo de piano da Gulbenkian


    Evgeny Kissin (piano)

    3 de Dezembro de 2005

    Ludwig van Beethoven
    Sonata para piano Nº 3, em Dó Maior, op.2, nº 3
    1. Allegro con brio
    2. Adagio
    3. Scherzo: Allegro
    4. Allegro assai

    Sonata para piano Nº 26, em Mi bemol Maior, op.81a, Les Adieux
    1. Adagio – Allegro
    2. Andante espressivo
    3. Vivacissimamente

    Fryderyck Chopin

    Scherzo em Si menor, op.20
    Scherzo em Si bemol menor, op.31
    Scherzo em Dó sustenido menor, op.39
    Scherzo em Mi Maior, op.54



    Michel Camilo (piano)

    7 de Dezembro de 2005

    Selecção de temas dos álbuns «Solo» e «Live at the Blue Note»
    de Michel Camilo, e da banda sonora do filme «Calle 54»

    From Within (Michel Camilo)
    Minha (Francis Hime)
    Our Love is Here to Stay (George Gershwin)
    Suntan (Michel Camilo)
    A Dream (Michel Camilo)
    Round Midnight (Thelonious Monk)
    Why Not! (Michel Camilo)
    Reflections (Michel Camilo)
    Twilight Glow (Michel Camilo)
    Cocowalk (Michel Camilo)
    Caribe (Michel Camilo)

    quinta-feira, 24 de novembro de 2005

    quarta-feira, 23 de novembro de 2005

    Arte Lisboa
    Feira de Arte Contemporânea


    24 a 28 de Novembro, 15h-22h, no Pavilhão 4 da FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.

    Apresentação ao público das galerias e dos trabalhos dos artistas que representam.

    Arte Lisboa.

    terça-feira, 22 de novembro de 2005

    Orquestra de Câmara de Basileia, Paul Goodwin (Maestro), Magdalena Kozená (Meio-Soprano), David Daniels (Contratenor)




    Gulbenkian, 27 de Novembro de 2005.
    Grandes interpretes para grandes compositores do barroco.

    Barroco Vocal: Um ponto alto no ciclo de música antiga da Gulbenkian.

    Georg Philipp Telemann

    Musique de Table - 3.ème Production: «Overture»

    Georg Friedrich Händel

    Orlando: «Fammi Combattere»

    Henry Purcell

    Dido and Aeneas: «Dido's Lament»

    Georg Philipp Telemann
    Musique de Table: «Bergerie»

    Georg Friedrich Händel
    Rodelinda: «Io t’abbracio»

    Georg Philipp Telemann
    Musique de Table
    - «Allegresse»
    - «Postillons»


    Arcangelo Corelli
    Concerto Grosso op.6 nº 3

    Georg Friedrich Händel
    Rodelinda: «Pompe vane di morte... Dove sei?»
    Giuilio Cesare: «Se Infiorito»

    Georg Philipp Telemann
    Musique de Table: «Flaterie»

    Georg Friedrich Händel
    Ariodante: «Scherza infida»
    «Dopo Notte»

    Georg Philipp Telemann
    Musique de Table:
    - «Badinage»
    - «Menuet»
    - «Conclusion»



    Orquestra de Câmara de Basileia
    Paul Goodwin (Maestro)


    Magdalena Kozená (Meio-Soprano)


    David Daniels (Contratenor)
    -------
    Concerto delicioso. Paul Goodwin dirige magistralmente a orquestra, Kozená e Daniels vozes brilhantes. Kozená acima de tudo. Melhora o meu gosto por música antiga (barroca), especialmente cantada.
    2005 criou em mim o gosto por música barroca, com a edição de "Opera Proibita" e "Bajazet" e com este concerto. Pena é Cecilia Bartoli estar esgotado em Fevereiro de 2006 na Gulbenkian.
    Fim-de-semana magnífico com as propostas "3 pianos", "On Danse" e "Orquestra de Câmara de Basileia".

    A terminar, em extra, três duetos.
    «Sound the trumpet», de Purcell; «To thee, thou glorious son of worth» da oratória Theodora, de Handel; e o «Pur ti miro» que encerra L’Incoronazione di Poppea, de Monteverdi.

    "A noite ia chuvosa, mas dentro de cada um de nós brilhava o sol do contentamento." (J.C. E)

    segunda-feira, 21 de novembro de 2005

    On Danƒe
    pela Companhia Montalvo-Hervieu

    Reinvenção coreográfica da ópera de Jean-Philippe Rameau Les Paladins.

    Esta versão dançada joga com impertinentes piscadelas de olho à exuberante ópera de Versailles, alusões ternas ao ‘espectáculo dos espectáculos’, belas surpresas entre a rica, brilhante e colorida imagética barroca e a cena contemporânea. Culturgest, 25 a 27 de Novembro de 2005.

    "Como num sonho, chegam de mansinho com o maravilhoso encantamento do encontro de culturas, de linguagens e de tempos, numa estética que une o prazer à reflexão sobre a história da arte e a sociedade em que vivemos. On Danfe é a mais recente criação da francesa Companhia Montalvo-Hervieu, de José Montalvo e Dominique Hervieu, e é com esta que regressam aos palcos portugueses. Dominique, directora da companhia e intérprete, falou desta obra que presta homenagem ao compositor das óperas-bailado do século XVIII, em França, Jean-Philippe Rameau. O nome da peça reconstitui a escrita antiga da palavra «dança», tal como Rameau deixou manuscrita nas páginas das partituras das suas «óperas-bailados» referentes à parte de movimento coreografado, o tal «divertissement», ao qual ele já dava uma invulgar importância..." (Expresso, 2005.11.19).

    terça-feira, 15 de novembro de 2005

    3 Pianos: Bernardo Sassetti, Mário Laginha e Pedro Burmester

    ... num esquema de "seis mãos para três pianos" - momentos a solo, em duo e em trio e vai viver da música clássica e do jazz.

    Concerto único a não perder.
    Centro Cultural de Belém
    25 de Novembro de 2005

    3 pianos e 3 pianistas brilhantes e divertidos.
    Muito bom, espero também por um CD a 3 após os duos.


    Bernardo Sassetti


    Mário Laginha


    Pedro Burmester

    domingo, 13 de novembro de 2005

    You've Stolen My Heart - Songs from R.D. Burman's Bollywood

    Magnífico, ainda para um grande admirador de Kronos Quartet.


    Kronos Quartet e Asha Bhosle

    From the fantastical land of India's "Bollywood," the world's largest film industry, comes the music of the Kronos Quartet's latest CD-a vibrant homage to the pre-eminent composer of classic Bollywood, Rahul Dev "R.D." Burman. In more than 300 film scores, Burman entranced audiences with melodies steeped in intrigue, festooned with jewels, and stained with tears and henna-an eclecticism mirrored in ever-surprising combinations of Indian classical and folk music, swing jazz, psychedelic rock, circus music, can-can, mariachi, and more. You've Stolen My Heart finds Kronos in the eminent company of Bollywood playback singer Asha Bhosle, Burman's wife and the most recorded artist in the world, who contributes new vocal performances to 8 of the CD's 12 tracks. Inspired by the chameleonic spirits of Burman and Bhosle, Kronos ventures into novel instrumental territory on this disc-the first to be produced by quartet founder David Harrington-augmenting its acoustic sound with keyboards, gongs, cymbals, mouth percussion, and more. Kronos is also joined by longtime collaborators Zakir Hussain (tablas, trap drums) and Wu Man (Chinese pipa), completing this musical masala of eras and cultures.