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sexta-feira, 11 de março de 2005

Ballet Gulbenkian - 3º programa

Paulo Ribeiro (direcção artística)

Fundação Gulbenkian
16 a 19 de Março de 2005
Sensualidade e Fisicalidade
       
Le Sacre du Printemps
Coreografia e Desenho de luzes: Marie Chouinard
Música: Robert Racine e Igor Stravinsky
Figurinos: Liz Vandal
Adereços: Zaven Paré
Maquilhagem: Jacques-Lee Pelletier




Organic Spirit Organic Beat Organic Cage*
Coreografia: Paulo Ribeiro
Desenho de luzes: Nuno Meira
Música: John Cage
Figurinos: João Branco e Luis Sanches
Vídeo: Paulo Américo
O Mundo no Chão da Sala


(*) Estreia absoluta

segunda-feira, 7 de março de 2005

Zéthoven



Orquestra da Escola Profissional de Artes da Beira Interior
A banda do Zéthoven

Ateneu Artístico Vilafranquense
Vila Franca de Xira
18 de Março de 2005, 15h30

RTP1
Páscoa
repetição: Sexta-feira, 2005.04.22

Um programa musical dedicado aos mais novos, no Ateneu Artístico Vilafranquense em Vila Franca de Xira que pretende fazer mergulhar as crianças no mundo da música clássica.
Perante uma plateia de 500 crianças, uma orquestra sinfónica com 41 elementos, dirigida pelo Maestro Luís Cipriano vai provar que a música clássica pode ser muito divertida.
Este espectáculo pretende desmontar a complexidade da música clássica e das orquestras, mostrando aos mais novos com exemplos práticos e surpreendentes que a música clássica é um mundo que vale a pena descobrir.
A orquestra vai interpretar o primeiro andamento da Quinta Sinfonia de Beethoven, o que acontecerá apenas no fecho do programa.
Programa onde tudo pode acontecer, até o próprio compositor estará presente na pele de um actor convidado.

Gravado para a RTP com transmissão no fim-de-semana da Páscoa.

Dave Douglas & Nomad


Centro Cultural de Belém
12 de Março de 2005

Dave Douglas
trumpet

Marcus Rojas
tuba

Myron Walden
clarinets and alto saxophone

Rubin Kodheli
cello

Tyshawn Sorey
percussion

Nomad de Dave Douglas foi formado para interpretar música inspirada nos mitos e no espírito da cultura rural de montanha. As suas primeiras apresentações tiveram lugar no topo das Dolomitas italianas (Alpes), no âmbito do Festival I Suoni delle Dolomitti.

Nomad, parcialmente inspirado na paixão de Dave Douglas pela música folk, é também marcado pelo espírito do jazz que está presente em toda a sua música. O próximo álbum de Dave Douglas & Nomad, Mountain Passages, é uma mistura profunda e humorística que alterna entre a solenidade da contemplação solitária e a devassidão embriagada da celebração eufórica.

O conjunto de trompete, clarinete, violoncelo, tuba e percussão é concebido como uma imaginária banda itinerante e todos os espectáculos em locais especiais são bem vindos.
Este projecto é dedicado à memória do pai de Dave, Damon Grenleaf Douglas (1933-2003), que era um obsessivo montanhista e cartógrafo, bem como um entusiasta músico amador.

sexta-feira, 4 de março de 2005

Cirque Invisible


Centro Cultural de Belém
8 a 12 de Março de 2005

A filha de Charlot, Victoria Chaplin, idealizou e encena este espectáculo de circo com o seu marido, o actor francês Jean-Baptiste Thierrée. São também eles que vestem a pele das personagens principais: uma mulher-pássaro e um palhaço. Até 12 de Março no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Este circo é "invisível" porque recorre à imaginação, além do poder visual. O público é transportado para o fantástico mundo dos sonhos, altura em que o palco é invadido por dez artistas que continuam os momentos de magia.

É difícil definir um espectáculo como este, idealizado e encenado por Victoria Chaplin (filha de Charlot) e Jean Baptiste Thierrée!

Na realidade, duas horas são pouco para o sentimento de magia que nos invade... não a magia no sentido hábil e teatral, mas aquela magia que pertence ao puro e ingénuo imaginário infantil de todos nós.

Dois personagens: ele, o palhaço ilusionista (ex-comediante de Peter Brook e de Federico Fellini); ela, a mulher pássaro. Juntos, apresentam-nos uma linguagem única e ao mesmo tempo universal, que explora o poder visual e a nossa imaginação. Dois artistas e um Palco!

Mas, depois da racionalidade adormecer e entrarmos no mundo de sonhos que é o Circo Invisível, ficamos perante dez artistas e um Palco, onde a verdade da realidade desaparece e renasce o INVISÍVEL sonho mágico!


Né en 1937, Jean-Baptiste Thierrée, après des débuts dans l'imprimerie, entre comme souffleur au Théâtre de la Porte Saint-Martin et fait quelques figurations au cinéma.

Ses rencontres avec Jean-Marie Serreau puis Roger Planchon le mènent vers une carrière d'acteur au théâtre où il interprète les rôles de jeune premier et, au cinéma, dans Muriel d'Alain Resnais. En 1965, il fonde une compagnie de théâtre avec laquelle il crée notamment Le Revizor de Gogol, Midi moins cinq de Jacques Sternberg, Le Chevalier au pilon flamboyant de Beaumont et Fletcher au Théâtre du Grand-Guignol.

Puis survient Mai-1968 et son désir de cirque naît à la fois de son engagement politique et de sa rencontre avec Alexis Gruss senior puis Félix Guattari. Il fonde enfin son propre cirque dans les années 1970 (grâce à l'aide de Michel Rocard, alors à la tête du PSU), sous l'intitulé du Cirque Baptiste qui deviendra un peu plus tard le Cirque Imaginaire. À cette époque, il rencontre Victoria Chaplin qui deviendra sa femme et l'accompagnera dans toutes ses aventures.

Jean Vilar leur propose de planter leur chapiteau au Festival d'Avignon, place Champfleury, où le Cirque Imaginaire deviendra le Cirque Bonjour. Le succès est foudroyant et l'engouement de la presse et du public immédiat. Pourtant, Jean-Baptiste Thierrée, soucieux de préserver sa démarche artistique, refuse de transformer sa compagnie en entreprise commerciale et entreprend de nombreuses démarches pour se faire reconnaître par les pouvoirs publics comme cirque de service public.

Ses tentatives nombreuses seront sans lendemain et les portes du ministère de la Culture resteront fermées.

En 1974, il décide de saborder le Cirque Bonjour.

Il noue des contacts avec l'étranger et c'est sous le nom du Cirque Invisible que Jean-Baptiste Thierrée et Victoria Chaplin sillonnent, depuis 1980, toutes les plus grandes capitales européennes et internationales où ils acquièrent une grande notoriété. Au cours de cette "Année du cirque", ils ont effectué une grande tournée à Hambourg, Salzbourg, Stockholm, Helsinki et HongKong.

La fin de saison les trouvera en Norvège, à Lisbonne et à Berlin. Toutes les grandes capitales du monde. Sauf Paris.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

The Royal Concertgebouw Orchestra


Koninklijk Concertgebouworkest
Mariss Jansons (RCO, maestro)

Gustav Mahler
Sinfonia Nº 6, em Lá menor, Trágica

Fundação Calouste Gulbenkian

Tragicamente Mahler
A Orquestra do Concertgebouw revela a faceta trágica da música de Mahler.


Coliseu dos Recreios
9 de Fevereiro de 2005


"Verdadeiramente maravilhosa, plena de frescura e de juventude". Era assim que Richard Strauss falava do colectivo holandês em 1897. Passado mais de um século, a Orquestra do Royal Concertgebouw não só continua a receber elogios rasgados como está no pódio das melhores do mundo.

Fundado em 1888, o prestigiado agrupamento sinfónico de Amesterdão já efectuou mais de mil gravações. É especialmente reconhecido pela excelência na interpretação do repertório romântico tardio. É justamente daí que vem o programa que traz a Lisboa, preenchido pela Sinfonia Nº6 de Mahler.

O concerto - dirigido pelo maestro titular Mariss Jansons - é um dos maiores momentos do Ciclo Grandes Orquestras Mundiais da Fundação Gulbenkian.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

(Modern) Dance

What is modern dance? by Deborah Nash

What is Modern Dance? by Scarlet Lynne King

Modern Dance from 1920 till today by Center for Choreography, University of Houston

Joyce's discussions about dance

Ballet? by LoveToKnow 1911 Online Encyclopedia

Online Resources by Society of Dance History Scholars

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Ballet

WHAT IS BALLET?

Some Basic Facts:
  • The word ballet is derived from the Italian word ballare meaning "to dance."
  • Music, dance and mime combine in ballet to tell a story.

  • In ballet, each step and movement is planned in advance. This is called choreography.

  • Ballet developed its vocabulary in France, and many of the original French names for steps and jumps are still used around the world. That way, dancers from different countries can understand each other.

  • Performing ballet is very hard work and requires hours of practice. Most ballet dancers begin training at an early age. Just as in athletics, dancers must take very good care of their bodies.

  • Women must work even harder than men because they have to learn to learn a very special technique called "pointe." Pointe dancers wear special shoes which allow them to dance on the very tips of their toes.


  • Dance in ballet is based on the five classic positions of the feet and must be performed by dancers trained in classic technique. All ballet movements begin and end with one of the five positions. They were created in the 18th century to provide balance and to make the feet and hands look graceful. The five positions are based on the foundation which underlies ballet dance - the turn out. The turn out is the ability of the dancer to rotate the legs outward much further than is normal or natural in everyday life. "Turn out" must come from the hip if injury is to be avoided.

    HISTORY

    1. Court and Classical Ballet

    Ballet began as entertainment for the royal families of Europe more than 400 years ago. It has a long and rich history growing out of noble and courtly manners and behavior. Ladies and gentlemen of the court were the performers. The first "ballet" was presented at the court of Catherine De Medici in 1581. Soon these "ballets" bcame so popular in France and Italy that, if you were a member of the nobility, you had to have dance training. By the time of France's Louis XIV, there were hundreds of dance teachers in Paris alone. The king, an accomplished dancer himself, decided to put ballet in the hands of the professionals. He created a school - the Academie Royale de la Danse. Classical ballet style has developed gradually since then. In the 19th century "romantic" ballet became popular. Dancers in floating white dresses performed folktales and fairy tales such as LA SYLPHIDE and GISELLE.

    The ballet company of Russia was important in the 19th century, too. At that time it was the Imperial Ballet (of the Emperor) and huge productions could be presented, with the most beautiful costumes and sets and magical stage effects. The choreographer Marius Petipa designed many of these deluxe productions, and the great composer Tchaikovsky created musical compositions for ballets that would provide an evening of drama, music, and dance.

    Early the twentieth century, many Russian artists left their country for political reasons. Some of them formed the Ballets Russes (or Ballet Russe--it just means “Russian Ballet”) which brought old and new works to life all around the world. Great choreographers such as the Russian Fokine (1880-1942) and the dancer Vaslov Nijinsky and his sister Nijinska arranged dances for the Ballets Russes.

    For a time, ballet companies toured everywhere in America and when they came to the smaller cities it was an important event. During the time of Anna Pavlova (1881-1931), ballet became "the thing" for people to see and talk about. Gradually it became too expensive for companies to tour and ballet became more of a big-city entertainment. But there were many schools around the country teaching ballet and dance, with children learning the positions and dreaming of going to New York or to Europe to dance in a great company.

    Neo-classical ballet and Modern ballet are two twentieth-century styles which developed from Classical ballet, which is what we call the traditional European dance style as it was in France and Russia around the year 1900.

    2. Neo-Classical Ballet

    Neo-classical means “new classical” and this ballet is a style of dance developed by choreographer George Balanchine. When he was only ten years old he began learning ballet at the Kirov Ballet School in St. Petersburg, Russia. In 1924, when he was 20, he left Russia and soon joined the Ballets Russes, touring in Europe and America. He had many opportunities to try out new dance ideas. In 1933, with the help of an American named Lincoln Kirstein, Balanchine came to New York to start a new ballet school which would have a new, American style. It took them a long time, almost 15 years, before they had developed dancers and a style that were important enough to become the New York City Ballet. Balanchine died in 1983, having made over 400 dances, many of which are still treasured by the dancers who learned them and the audiences who have seen them.

    From his classical training, Balanchine kept the line, the elegance, the precision and the presence, but he made everything go faster. Instead of thinking ANow he is going to leap@ or counting how many times the ballerina twirls, you kept watching all the dancers and just trying to see everything they did. Without any loss of elegance or precision Balanchine increased the speed at which steps were danced, shortened the time between step sequences, and choreographed preparation for the next sequence as part of the end of the sequence being danced.

    In choreography too, Balachine chose carefully. He did not completely eliminate storytelling. Instead, he reduced the plot and character to a minimum and drew on his audiences' cultural knowledge through use of gestures, costumes and properties to convey his story. Nor did he eliminate mime, just the steps and postures which were stereotypical and humiliating, while retaining both classical and folk steps and poses which reflect humanity generously.

    While Balanchine was eliminating those aspects of classical ballet which did not fit his vision he was exploring the movement of other dance styles - Neo-romantic ballet from Russia, modern dance from Middle Europe, folk and Western dance from the United States, the visual forms of modern art; cubism, surrealism, suprematism, and the new harmonies and rhythms created by Stravinsky.

    3. Modern Ballet and Modern Dance

    Modern ballet is a much more inclusive style of dance than is Neo-classical. It also comes from the early part of the 20th century, but it is not the creation of one great choreographer. Instead, it comes from the many choreographers and dancers who were taught in many combinations of ballet and other dance styles. Some dancers had political or spiritual ideas about dancing, others had ideas about storytelling, or trying to go back to prehistoric uses of dance to express a religious or cultural truth. Some choreographers use popular music or world music or really strange music, and sometimes there is no music at all. So the range of style and movement is much greater and also the range of feelings that the dances arouse.

    A modern ballet choreographer can call on the whole range of dance styles and can incorporate jazz, the various styles of Modern expression from Isadora Duncan to Twyla Tharpe, European, African, South American and Pacific Island ethnic forms, as well as the several versions of romantic and classical ballet styles. Not only can Modern ballet choreographers select from a variety of styles of dance, they can also collaborate with artists in other fields to create new works. Composers, visual artists, choreographers and dancers can work together to produce a grander work because of the synthesis of the art forms. For example, TROY GAMES combined the dancers of the London Contemporary Dance Theatre, South American Indian music and instruments, and choreography taken from styles of dance as divergent as chorus line dancing; African rhythms and classical ballet.


    Ballet is once again enjoying a period of great popularity. Ballet is an art form that must be seen to be enjoyed. With television and video technology, everyone can now see ballet. In the past 30 years, the great America male dancer Edward Villella and the two great Russian male dancers Rudolph Nureyev and Mikhal Baryshnikov did much to change the American perception of ballet and to influence the "acceptance" of ballet among men. Many professional male sports figures now receive regular ballet training to enhance their sports performance.

    segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

    Orquestra Filarmónica da Radio-France


    Myung Whun Chung (maestro)

    Orquestra Filarmónica da Radio-France

    Gustav Mahler
    Sinfonia Nº 5, em Dó sustenido menor

    Fundação Calouste Gulbenkian
    18 de Janeiro de 2005

    Orchestre Philharmonique de Radio France



    Orchestre Philharmonique de Radio France

    instrumentistes:
    premiers violons, 23
    seconds violons, 18
    altos, 15
    violoncelles, 14
    contrebasses, 11
    flûtes, 6
    hautbois, 5
    clarinettes, 6
    bassons, 5
    cors, 7
    trompettes, 6
    trombones, 5
    tubas, 1
    timbales, 1
    percussions, 4
    harpes, 1
    claviers, 1

    L'originalité de cet orchestre de 138 musiciens ? Sa très grande flexibilité et la variété de son répertoire. L'Orchestre philharmonique de Radio France peut en effet être divisé en deux, voire trois formations, ces ensembles pouvant s'adapter à des répertoires très différents : c'est ce qu'on appelle familièrement la "géométrie variable". Les concerts de symphonies classiques ou d'oeuvres pour orchestre de chambre présentés par l'orchestre sont la preuve de cette faculté d'adaptation, ainsi que les concerts de musique contemporaine qui font appel à des combinaisons instrumentales spécifiques. Ce qui n'empêche pas l'Orchestre d'interpréter régulièrement le grand répertoire des XIXe et XXe siècles.

    terça-feira, 4 de janeiro de 2005

    Orquestra ou Orquestra Sinfónica

    Orchestra

    A group of musicians who perform on a variety of instruments. Within Western art, the term is most commonly applied to the symphony orchestra. The modern symphony orchestra instrumentation includes:

    Strings
    18- 1st Violins
    14 - 2nd Violins
    12 - Violas
    12 - Cellos
    8 - Double Basses

    Woodwinds
    4 - Flutes
    3 - Oboes
    1 - English Horn
    3 - Clarinets
    1 - Bass Clarinet
    3 - Bassoons
    1 - Contrabassoon

    Brass
    5 - French Horns
    4 - Trumpets
    3 - Trombones
    1 - Tuba

    Percussion
    2 - Timpani
    3 - Untuned Percussion (Bass Drum, Crash Cymbals, Gong, Snare Drum, Suspended Cymbal, Tam-tam, Tenor Drum, Tom-Toms)
    1 - Tuned Percussion (Antique Cymbals, Bell Lyre, Celeste, Chimes, Crotales, Glockenspiel, Marimba, Orchestra Bells, Steel Drums, Timpani, Vibraphone, Xylophone)
    2 - Harps

    segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

    What is the difference between a "Symphony Orchestra" and a "Philharmonic Orchestra"?

    Answer: not much! Many orchestras have different names (mostly to make themselves look different from other orchestras!) but most of them have the same instruments.

    A Really Young Person's Guide to the Orchestra by Justin Locke

    Orchestra by groovemusic

    quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

    Barbara Bonney e Angelika Kirchschlager


    Barbara Bonney e Angelika Kirchschlager


    Malcolm Martineau

    Gulbenkian
    8 de Dezembro de 2004

    BARBARA BONNEY (soprano)
    ANGELIKA KIRCHSCHLAGER (meio-soprano)
    MALCOLM MARTINEAU (piano)

    Felix Mendelssohn-Bartholdy
    Seis Duetos, op.63

    Robert Schumann
    Três Duetos op.74

    Camille Saint-Saëns
    Ici, les tendres oiseaux

    Ernest Chausson
    La nuit, op.11 nº 1

    Jules Massenet
    Oh! Ne finis jamais

    Gabriel Fauré
    Puisqu’ici-bas toute âme, op.10 nº 1
    Pleurs d’or, op.72
    Tarentelle, op.10 nº 2

    Gioacchino Rossini
    Voga, o Tonio
    Gia, la notte s’avvincina
    Mira, la blanca luna

    Anton Dvorák
    Duetos Morávios, op.32

    Excertos.


    Quando duas excepcionais cantoras se juntam em palco, o resultado só pode ser um: duetos de grande qualidade interpretativa. É o que se espera do concerto que vai reunir em Lisboa a soprano norte-americana Barbara Bonney e a meio-soprano austríaca Angelika Kirchschlager. Outro motivo para não deixar de ir à Gulbenkian esta semana é a estreia em Portugal do Psappha Ensemble.

    Este agrupamento de Manchester, que se apresenta nos dias 6 e 7 de Dezembro, tem-se afirmado no Reino Unido como líder na difusão da nova música e do teatro musical. Os programas que traz a Lisboa são marcados por múltiplas estreias, nacionais e absolutas (incluem, por exemplo, uma peça do compositor português Tomás Henriques encomendada pela fundação).

    Quanto às solistas, que actuam dia 8 na companhia do brilhante pianista Malcolm Martineau, vêm recriar uma colaboração já registada numa excelente colectânea de canções de Félix e Fanny Mendelssohn, Schumann e Dvorák, que tem sido um sucesso de vendas.

    Barbara Bonney é um das mais versáteis cantoras da sua geração, adaptando-se - e brilhando - tanto na canção, como na ópera e recital (é também uma boa violoncelista). Versatilidade é também uma qualidade de Angelika Kirchschlager, que se afirmou como uma das mais distintas vozes da década de 90, especialmente no repertório do Lied.

    segunda-feira, 15 de novembro de 2004

    Les Ballets Trockadero de Monte Carlo


    Les Ballets Trockadero de Monte Carlo

    Centro Cultural de Belém
    De 23 a 28 de Novembro de 2004


    A curiosa companhia de dança norte-americana, exclusivamente masculina, volta a Portugal para recriar em tom de paródia o ballet clássico. Conhecido familiarmente por "Les Trocks" o grupo traz na bagagem um novo programa.

    No espectáculo não faltam os tutus, os collants e as sapatilhas de pontas, mas em tamanho grande. Estes homens transformados em robustas bailarinas apresentam em Lisboa as coreografias "Les Sylphides", "Cafe of Experience", "Ecole de Ballet" e um "pas de deux" ou "pas de trois" que anunciarão todas as noites. Já no Porto e na Figueira, além da surpresa que anunciam em cada espectáculo, dançam "O Lago dos Cisnes", "Pas de Quatre" e "Paquita".

    sexta-feira, 2 de julho de 2004

    Lhasa de Sela


    Fórum Lisboa
    7 de Julho de 2004

    Lhasa de Sela, "a voz nómada", autora dos excelentes "La Llorona" e "Living Road" apresenta o seu mais recente espectáculo. 

    biografia (inglês)

    sexta-feira, 11 de junho de 2004

    Nederlands Dans Theater II

    Nederlands Dans Theater II

    Programa
    Centro Cultural Olga Cadaval
    19 de Junho 2004

    Sintra Festival, Portugal NDT II
    27'52'' - Jiří Kylián
    Dream Play - Johan Inger
    Shutters Shut - Lightfoot León
    Subject to change - Lightfoot León

    Público.



    Review: Nederlands Dans Theater II
    by Janet Anderson

    Anyone who saw Nederlands Dans Theater II at Annenberg last weekend is probably still reeling from the impact of that much talent slamming into the audience. Czech Jiri Kylián transformed the already well-established Nederlands Dans Theater into a three-pronged ballistic dance missile back in 1975. We saw NDT II, the young troupe, aged 17 to 22; some of them will go into NDT I, the main company -- and later, around age 40, a few may segue gracefully into NDT III. All are considered artistic equals; none could be any better than these fantastic kids.

    Maestro Kylián's Indigo Rose introduced us to the dancers moving in a series of vignettes set to music that ranged from Johann Sebastian Bach to good ole country western. Nine dancers prowled, flirted and engaged in mock battles combining weird moves seamlessly. A triangle composed of thin, bright lines shared the stage, looking like laser sculpture, but when white cloth shimmered over it and created a prop, it was clear the illusion was very real indeed. Overhead a strip of video showed close-ups of the dancers mugging, laughing and posing. It was a complex and beguiling introduction to the troupe.

    Englishman Paul Lightfoot's Sad Case heated things up with the appearance of five dancers wearing white outfits smeared with brown streaks, with faces and visible body parts painted white. There was nothing muddy or sad about the dancing. The dancers shivered, talked and shrugged as they whipped around to fast-paced Latin music. Artfully arranged spotlights seemed to light up in response to wolf whistles. It was wonderfully sappy and never less than terrific to watch.

    Israeli choreographer Ohad Naharin's Minus 16 caused something close to dance bedlam. It began modestly enough during intermission with one dancer in a black suit and hat shuffling in front of the stage curtain, which eventually opened to show 11 other dancers, identically dressed (Orthodox Jews? Lounge lizards?) moseying around doing the same low-key boogie. Then, wham, a blasting techno rendition of Hava Nagila burst out and near-demonic folk dance erupted. We met the dancers in solos performed to their own voiceovers. Then they surged out into the auditorium, dragging hapless audience members onstage for a dance party. No one wanted to let these dancers stop. The famous Philadelphia walking ovation with the audience clapping as it disappears didn't happen. Note to Rummy: There are weapons of mass destruction in The Hague!

    segunda-feira, 24 de maio de 2004

    Orquestra de Filadélfia - Arnold Schönberg


    Arnold Schönberg
    site
    biografia

    »Verklärte Nacht« Sextett für 2 Violinen, 2 Violen und 2 Violoncelli op. 4
    [String sextet "Transfigured night"]

    Arnold Schönberg: Verklärte Nacht op. 4 (1899)
    Introduction

    Orquestra de Filadélfia


    Orquestra de Filadélfia
    Site oficial
    História

    Coliseu dos Recreios
    27 de Maio de 2004

    Christoph Eschenbach
    maestro
    Mensagem
    Biografia

    Programa
    Arnold Schönberg
    Verklärte Nacht

    Gustav Mahler
    Sinfonia Nº 1, em Ré Maior



    Artigo Expresso para utilizadores registados, 2004.05.22. Excerto:
    Não são muitas as orquestras que se podem orgulhar de terem estado nas mãos de personalidades como Leopold Stokowski, Eugene Ormandy, Riccardo Muti e Wolfgang Sawallisch. Mas a Orquestra de Filadélfia, do alto dos seus 104 anos de existência, pode. Liderada, desde Setembro de 2003, por Christoph Eschenbach (que acumula o cargo de maestro titular da Orquestra de Paris e da Sinfónica da NDR de Hamburgo), chega a realizar mais de 300 concertos por ano.

    sábado, 24 de abril de 2004

    Gustav Mahler - sinfonias Grandes Orquestras


    Gustav Mahler
    Biografia
    site

    Sinfonia Nº 9, em Ré Maior
    (Orquestra Festival Budapeste, Gulbenkian 2004.04.27)

    Sinfonia Nº 1, em Ré Maior
    (Orquestra de Filadélfia, Gulbenkian 2004.05.27)

    Sinfonia Nº 5, em Dó sustenido menor
    (Orquestra Filarmónica da Radio-France, Gulbenkian 2005.01.18)
    Sinfonia e gravações recomendadas.
    Gravações.
    Sinfonia.

    Sinfonia Nº 6, em Lá menor, Trágica
    (Orquestra do Royal Concertgebouw, Gulbenkian 2005.02.09)
    Sinfonia.
    Sinfonia e gravações.
    Gravações.
    Gravações.

    sexta-feira, 23 de abril de 2004

    Orq. Festival Budapeste - Franz Schubert


    Franz Schubert


    biografia,
    biografia


    Sinfonia Nº 4, em Dó menor, D.417, Trágica

    That Franz Schubert, as a young man still learning his craft, was more influenced by the music of Haydn and Mozart than by the symphonies of Beethoven (just then reaching their stride) is readily apparent in his early orchestral works; the Symphony No. 4 in C minor, D. 417 (the "Tragic" Symphony, as Schubert called it), composed during the spring of 1816, is no exception. Despite the frequent comparisons made between this work and Beethoven's famous symphony in the same key, it is difficult to think of another symphonic work from the 1810s that more completely ignores Beethoven's special contributions to dramatic orchestral writing.


    The "Tragic" Symphony is the work of a teenage schoolteacher whose debt to the Viennese masters of the previous century was perhaps greater than even he realized it to be; that this journeyman work is so gripping and effective in its own right is a testimonial to Schubert's extraordinary inventive gifts -- gifts that found a voice with or without the aid of structural and formal innovation. The slow introduction to the opening movement (Adagio molto-Allegro vivace) is quite Haydnesque, with its bare fortissimo octave beginning and its almost painfully slow, searching dialogue between the upper and lower voices. However, the slippery descending sequence that lands us, to both our surprise and delight, on a G flat major harmony before ten bars have gone by is all Schubert. The Allegro vivace body of the movement takes us past all the usual sonata-allegro landmarks, but again these are given expression in a voice that is entirely Schubert's: the main theme seems more propulsive and frantic than anything Haydn might have put his name to, and even Mozart could not have written a more spirited C major close.


    The keys of the two central movements -- A flat major and E flat major -- make clear references to the keys in which the first movement's second theme appears (A flat in the exposition, E flat in the recapitulation). The opening melody of the lovely Andante, like so many of Schubert's gentler orchestral treasures, might easily have been conceived for string quartet; a passage of considerable fury interrupts twice, but each time it is absorbed back into a loving reprise of the opening tune. The scherzo is famous for its shifty, chromatic main idea.


    The finale begins with a four-bar introduction that seems to dissolve before our very eyes (or ears). After initially serving as just a background to the restless main theme, the running eighth notes begin to shape themselves into the form that will support the second theme, which is at first crafted into a duet for the first violins and clarinet. The whole of the recapitulation is recast into C major, and at the very end the C octaves that began the first movement are brought back to affirm the happy ending.

    quarta-feira, 14 de abril de 2004

    Michael Nyman


    Michael Nyman

    Abril, Porto e Lisboa
    Coliseus

    String Quartet with Sarah Leonard
    Michael Nyman together with Sarah Leonard (Soprano) and the Michael Nyman String Quartet

    Site oficial: biografia
    biografia

    Michael Nyman & The Nyman String Quartet
    Minimalista e sofisticado são palavras que ocorrem quando se fala de Michael Nyman. Outra pode ser "piano", o seu instrumento mas também o nome do filme cuja inesquecível partitura assinou. O compositor e pianista britânico vai estar no Porto a 14 de Abril (com direito a repetição no dia seguinte em Lisboa), acompanhado de um quarteto de cordas.

    Londrino de nascença, Nyman teve como mestres Alan Bush e Thurston Dart. À complexidade da música clássica juntou uma forte paixão pela folk e pela incursão por outras áreas de trabalho. O seu nome aparece associado a sinfonias e orquestras, mas também à crítica de música, coreografias, desfiles de moda e até jogos de computador.

    Como compor para outros objectos tem sido a marca de Nyman, não admira que o passo para o estrelato tenha sido dado através de bandas sonoras, que o tornaram um "must" na música da Sétima Arte. Além d'"O Piano", escreveu para filmes de Peter Greenaway e colaborou com vários outros realizadores.

    Orquestra do Festival de Budapeste


    Iván Fischer

    Orquestra do Festival de Budapeste
    Ciclo Grandes Orquestras Mundiais - F. C. Gulbenkian
    Coliseu dos Recreios, 27 de Abril de 2004 - 21h00

    Iván Fischer (maestro)

    Franz Schubert
    Sinfonia Nº 4, em Dó menor, D.417, Trágica

    Gustav Mahler
    Sinfonia Nº 9, em Ré Maior


    Iván Fischer:
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    biografia
    biografia/discografia
    discografia


    Orquestra do Festival de Budapeste
    Site oficial
    "The dreams of the composers and pass on an uplifting experience to the audience, touching all listeners deep in their heart. This is our aim for which the Budapest Festival Orchestra has been created." Iván Fischer

    biografia


    Orquestra do Festival de Budapeste

    Formada em 1983 por Iván Fischer e Zoltán Kocsis, com músicos escolhidos entre os melhores jovens intérpretes da Hungria, o projecto da Orquestra do Festival de Budapeste teve como objectivo inicial, através de um intenso trabalho de ensaios e exigindo o mais alto nível artístico, fazer dos seus três ou quatro concertos anuais de então, acontecimentos significativos na vida musical húngara, oferecendo a Budapeste uma nova orquestra sinfónica de nível internacional.

    Entre 1999 e 2000, estendendo a sua actividade a um temporada completa, a Orquestra era tutelada pelo município de Budapeste e pela nova Fundação Orquestra do Festival de Budapeste (OFB), integrada por quinze corporações e bancos húngaros e multinacionais. Desde a temporada 2000-2001 a orquestra é gerida pela Fundação OFB, com o apoio do governo da cidade, mediante um contrato renovável cada cinco anos.

    É, na actualidade, não só parte vital da vida musical de Budapeste, com grande apoio do público, mas também convidada frequente dos mais importantes centros musicais do mundo, entre eles Salzburgo, Viena, Lucerna, Montreux, Zurique, Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, San Francisco, Montreal, Tóquio, Hong-Kong, Paris, Berlim, Munique, Frankfurt, Londres, Florença, Roma, Amesterdão, Madrid, Atenas, Copenhaga, Praga e Bruxelas.

    Depois de ter gravado para a Hungaroton, Quintana, Teldec, Decca, Ponty e Berlin Classics, assinou um contrato de exclusividade com a Philips Classics em 1996. A gravação de O Mandarim Maravilhoso de Bartók recebeu um prémio Gramophone e foi eleito ''Disco do Ano'' pelas revistas Diapason e Le Monde de la Musique. As gravações da Sinfonia Fausto de Liszt e do Concerto para Orquestra de Bartók, foram eleitas, pela Gramophone, entre os cinco melhores discos orquestrais.

    Numerosos artistas de destaque colaboraram com a Orquestra do Festival de Budapeste, incluindo Sir Georg Solti - que foi Maestro Convidado Honorário -, Yehudi Menuhin, Kurt Sanderling, Eliahu Inbal, Charles Dutoit, Guidon Kremer, Sándor Végh, Andras Schiff, Heinz Holliger, Agnes Baltsa, Ida Haendel, Martha Argerich, Hildegard Behrens, Yuri Bashmet, Rudolf Barsahi, Kiri te Kanawa, Radu Lupu, Thomas Zehetmair, Richard Goode, entre outros.

    Entre os projectos mais importantes, contam-se também as brilhantes produções de ópera: A Flauta Mágica (Budapeste), Così fan tutte (Atenas), Idomeneo (Budapeste e Atenas), Orfeo e Eurídice (Budapeste e Bruxelas), Un turco in Italia (Paris), assim como o ciclo celebrando o 50º aniversário da morte de Bartók (Budapeste, Bruxelas, Colónia, Paris e Nova Iorque), o ciclo de Sinfonias de Mahler, levado a cabo durante vários anos (Budapeste, Lisboa, Frankfurt e Viena), a série de concertos comemorando o centenário da morte de Brahms e o ciclo Bartók-Stravinsky (Edimburgo, Londres, São Francisco e Nova Iorque).

    A Orquestra do Festival de Budapeste dedica especial atenção à interpretação de música contemporânea, dando numerosas estreias munFormada em 1983 por Iván Fischer e Zoltán Kocsis, com músicos escolhidos entre os melhores jovens intérpretes da Hungria, o projecto da Orquestra do Festival de Budapeste teve como objectivo inicial, através de um intenso trabalho de ensaios e exigindo o mais alto nível artístico, fazer dos seus três ou quatro concertos anuais de então, acontecimentos significativos na vida musical húngara, oferecendo a Budapeste uma nova orquestra sinfónica de nível internacional.

    Entre 1999 e 2000, estendendo a sua actividade a um temporada completa, a Orquestra era tutelada pelo município de Budapeste e pela nova Fundação Orquestra do Festival de Budapeste (OFB), integrada por quinze corporações e bancos húngaros e multinacionais. Desde a temporada 2000-2001 a orquestra é gerida pela Fundação OFB, com o apoio do governo da cidade, mediante um contrato renovável cada cinco anos.

    É, na actualidade, não só parte vital da vida musical de Budapeste, com grande apoio do público, mas também convidada frequente dos mais importantes centros musicais do mundo, entre eles Salzburgo, Viena, Lucerna, Montreux, Zurique, Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, San Francisco, Montreal, Tóquio, Hong-Kong, Paris, Berlim, Munique, Frankfurt, Londres, Florença, Roma, Amesterdão, Madrid, Atenas, Copenhaga, Praga e Bruxelas.

    Depois de ter gravado para a Hungaroton, Quintana, Teldec, Decca, Ponty e Berlin Classics, assinou um contrato de exclusividade com a Philips Classics em 1996. A gravação de O Mandarim Maravilhoso de Bartók recebeu um prémio Gramophone e foi eleito “Disco do Ano” pelas revistas Diapason e Le Monde de la Musique. As gravações da Sinfonia Fausto de Liszt e do Concerto para Orquestra de Bartók, foram eleitas, pela Gramophone, entre os cinco melhores discos orquestrais.

    Numerosos artistas de destaque colaboraram com a Orquestra do Festival de Budapeste, incluindo Sir Georg Solti - que foi Maestro Convidado Honorário -, Yehudi Menuhin, Kurt Sanderling, Eliahu Inbal, Charles Dutoit, Guidon Kremer, Sándor Végh, Andras Schiff, Heinz Holliger, Agnes Baltsa, Ida Haendel, Martha Argerich, Hildegard Behrens, Yuri Bashmet, Rudolf Barsahi, Kiri te Kanawa, Radu Lupu, Thomas Zehetmair, Richard Goode, entre outros.

    Entre os projectos mais importantes, contam-se também as brilhantes produções de ópera: A Flauta Mágica (Budapeste), Così fan tutte (Atenas), Idomeneo (Budapeste e Atenas), Orfeo e Eurídice (Budapeste e Bruxelas), Un turco in Italia (Paris), assim como o ciclo celebrando o 50º aniversário da morte de Bartók (Budapeste, Bruxelas, Colónia, Paris e Nova Iorque), o ciclo de Sinfonias de Mahler, levado a cabo durante vários anos (Budapeste, Lisboa, Frankfurt e Viena), a série de concertos comemorando o centenário da morte de Brahms e o ciclo Bartók-Stravinsky (Edimburgo, Londres, São Francisco e Nova Iorque).

    A Orquestra do Festival de Budapeste dedica especial atenção à interpretação de música contemporânea, dando numerosas estreias mundiais na Hungria (Ustvolskais, Eötvös, Kurtág, Schönberg, Holliger, Tihanyi, Doráti, Copland e Adams) e encomendando regularmente novas obras a diversos compositores (Jeney, Sáry, Lendvay, Bajd, Mártha, Melis, Vidovsky).

    Com a intenção de impulsionar o desenvolvimento artístico dos seus membros, organiza, para além dos grandes concertos orquestrais, séries regulares de música de câmara: os «Concertos Cacao», dedicados ao público infantil, aos domingos à tarde; as «Séries Haydn-Mozart», com a participação, como solistas, de membros da orquestra; e os «Ensaios Gerais Abertos», com introdução às obras que se interpretarão, a cargo de Iván Fischer. Estas sessões tiveram uma rápida aceitação entre os entusiastas da música em Budapeste.

    diais na Hungria (Ustvolskais, Eötvös, Kurtág, Schönberg, Holliger, Tihanyi, Doráti, Copland e Adams) e encomendando regularmente novas obras a diversos compositores (Jeney, Sáry, Lendvay, Bajd, Mártha, Melis, Vidovsky).

    Com a intenção de impulsionar o desenvolvimento artístico dos seus membros, organiza, para além dos grandes concertos orquestrais, séries regulares de música de câmara: os «Concertos Cacao», dedicados ao público infantil, aos domingos à tarde; as «Séries Haydn-Mozart», com a participação, como solistas, de membros da orquestra; e os «Ensaios Gerais Abertos», com introdução às obras que se interpretarão, a cargo de Iván Fischer. Estas sessões tiveram uma rápida aceitação entre os entusiastas da música em Budapeste.

    10 Novembro 2003

    Festa da Música - Chopin, Schumann, Liszt, Mendelssohn


    Geração 1810

    Abril 2004, Centro Cultural de Belém
    Fréderic Chopin (1810-1849), Robert Schumann (1810-1847), Franz Liszt (1811-1886) e Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847)

    Neither - Morton Feldman


    Morton Feldman


    Morton Feldman e Samuel Beckett: Neither


    Morton Feldman Writes an 'Opera' (December 11, 1978), By Tom Johnson, from the December 11, 1978 Village Voice. A review of Neither. Excerto:

    Many of us who have followed the highly abstract output of Morton Feldman over the years were surprised to learn that he had composed an opera, and it is perhaps still questionable whether he really has. 'Neither,' which was written for the Rome Opera two seasons ago and received its first New York performance in the Group for Contemporary Music series on November 21, might be better described as an hour long art song. Samuel Beckett's libretto consists of exactly 87 words, which are sung exclusively by a solo soprano. The only truly dramatic moment in the performance at Borden Auditorium at the Manhattan School of Music was the soprano's entrance. After a few minutes of introductory music by the large onstage orchestra, the singer slowly ascended on a platform behind the musicians, where she remained, score in hand, for the rest of the performance. Is it an opera, an art song, or just another remarkable Feldman work? However one might choose to categorize it, 'Neither' is a gorgeous piece of music, and quite possibly the richest, most rewarding work of the whole Feldman catalogue.


    Projecto Feldman - Colóquio Internacional

    Morton Feldman Page

    Morton Feldman - Biografia e Discografia

    Aulas e Comentários na Universidade de Buffalo, Nova Iorque

    Morton Feldman - Art of the States


    "Segurar o momento " - Artigo no Expresso, 2004.04.09, para utilizadores registados. Excerto:

    Berlim, Schiller Theater, Setembro de 1976. Morton Feldman conhece Samuel Beckett. Quer convencer o escritor a colaborar numa obra encomendada pela Ópera de Roma. Sentam-se num café próximo, Beckett pede uma cerveja e diz: «Mr. Feldman, eu não gosto de ópera nem de ver as minhas frases inseridas na música». O compositor responde: «Percebo perfeitamente. Também é raro utilizar palavras, apesar de ter escrito peças vocais». Ao que Beckett interroga: «Então, o que é que você quer?» «Não faço a menor ideia», remata Feldman.


    "A quadratura do caos" - Artigo no Expresso, 2004.05.01, para utilizadores registados. Excerto:

    Beckett escreveu para Feldman um texto de 87 palavras, Neither. A linguagem é quase binária, nem isto nem aquilo, para lá e para cá, penetrável e impenetrável, com sombra interior e exterior, aberta e fechada, um ou outro. Música, letra, pintura, são tudo caligrafias. A realização musical no São Carlos, com a fabulosa Petra Hoffmann e uma Orquestra Sinfónica Portuguesa em grande forma, sob a direcção exigente de Emilio Pomàrico, constituiu um marco histórico para a cultura em Portugal. (Veio-me à mente a estreia do Wozzeck por Pedro de Freitas Branco, em 1959.) Ainda por cima, a direcção teve o cuidado de rodear o evento duma série de quatro mini-concertos e dum estimulante colóquio (na Culturgest) para «Falar de Feldman». Mas onde estavam todos os estudantes (e professores) dos nossos conservatórios?



    Teatro Nacional de São Carlos

    Abril 2004


    Neither

    Morton Feldman

    1977. For chamber orchestra and soprano.

    Estreia em Portugal


    Direcção musical

    Emilio Pomàrico


    Instalação

    David de Almeida


    Desenho de luzes

    Pasquale Mari


    Orquestra Sinfónica Portuguesa


    Nova Produção

    Teatro Nacional de São Carlos


    Numa estreia absoluta em Portugal, Neither, com música de Morton Feldman e texto de Samuel Beckett, sobe ao palco do São Carlos, sob a direcção de Emilio Pomàrico.


    A relação entre Feldman e Beckett começou em 1976 quando se conheceram em Berlim no Teatro Schiller. A empatia inicial resultaria num almoço durante o qual o compositor pediu ao seu recente amigo um texto que atingisse de algum modo a essência, algo que conseguisse manter-se num plano etéreo. O trabalho de Beckett demoraria apenas algumas semanas até chegar às mãos de Feldman, que inicialmente considerou o texto peculiar, aproveitando com astúcia a ideia central, explorando-a de vários modos.
    Na verdade, Neither, é resultado de uma co-elaboração entre duas mentes claramente dotadas de um sentido apuradíssimo e de extrema sensibilidade na forma como abordam a questão existencial centrada na compreensão do indivíduo e do Universo.


    Tanto a música como o texto trabalham em conjunto com o objectivo de transmitir uma intensidade que resulta da tensão estética e emocional liberta, neste caso, de qualquer elemento que caracteriza a ópera, como o facto de não ter uma história ou enredo, e, consequentemente, não apresentar quaisquer momentos de confrontação dramática ou de «mise en scène». O recurso à questão existencial, por parte de Beckett, é apoiado de forma bastante coerente pelos elementos musicais que invocam vários ambientes e produtos da própria memória, como os fantasmas ou os ecos. Assim, a temática abordada situa-nos entre o que é conhecido e desconhecido, entre dois mundos sobre os quais apenas queremos saber qual é real.

    quarta-feira, 24 de março de 2004

    Ciclo de Piano Gulbenkian - Elisabeth Leonskaja


    Elisabeth Leonskaja

    30 de Março de 2004
    Programa.

    Johannes Brahms
    Fantasias op.116

    György Ligeti
    In Memoriam Béla Bartók (Adagio)
    Der Zauberlehrling (dos Estudos para Piano II)

    Béla Bartók
    Sonata para Piano, Sz.80

    Franz Schubert
    Sonata Nº 20, em Sol Maior, D.894, Fantasia



    Elisabeth Leonskaja é considerada uma das maiores artistas do nosso tempo. Nasceu em Tiflis, a capital da Geórgia, tendo os seus pais despertado nela, desde tenra idade, o amor pelo piano. Com apenas onze anos, realizou os primeiros recitais em Tiflis, os quais despertaram grande expectativa e a levaram a prosseguir os estudos de piano com Jacob Milstein, no Conservatório de Moscovo, a partir de 1964. Ainda como aluna do Conservatório, ganhou vários prémios no âmbito de concursos internacionais, realizados em Bucareste, Paris e Bruxelas.

    Antes de deixar a União Soviética, em 1978, com o objectivo de estabelecer residência permanente em Viena, Elisabeth Leonskaja realizou diversos concertos em duo com Sviatoslav Richter. Esta experiência teve um papel decisivo no posterior desenvolvimento da sua carreira artística.

    Em 1979, a participação de Elisabeth Leonskaja no Festival de Salzburgo marcou o início da sua carreira no Ocidente. Desde então, apresentou-se regularmente em todos os grandes centros musicais internacionais, em recitais e em concertos com as mais importantes orquestras europeias e americanas, incluindo a Filarmónica de Berlim, a Orquestra da Gewandhaus de Leipzig, a Filarmónica Checa, as Orquestras das Rádios de Hamburgo, Colónia e Munique, a Orquestra de Paris, a Filarmónica de Nova Iorque, a Filarmónica de Los Angeles e a Orquestra de Cleveland. É também frequentemente convidada a participar nos mais importantes festivais de verão, como os de Salzburgo, Viena e Lucerna.

    Elisabeth Leonskaja é reconhecida como excepcional intérprete de música de câmara, sendo frequentemente solicitada por solistas e agrupamentos, dos quais se destacam Heinrich Schiff e Viktor Tretjakov e os Quartetos de Cordas Alban Berg, Borodin e Guaneri.

    Um grande número de gravações para a Teldec, muitas delas distinguidas com prémios da crítica (Grand Prix du Disque, Prémio Caecilia e Diapason d’Or) são também testemunhos da elevada qualidade da intérprete.

    sexta-feira, 19 de março de 2004

    Sergei Vassilievich Rachmaninoff - O Cavaleiro Avarento


    Sergei Vassilievich Rachmaninoff

    The Miserly Knight (1903-5)
    Duration: 60 minutes
    Opera in three scenes

    Libretto after Alexander Pushkin (R,E,G)

    World Premiere
    11-01-1906
    Bolshoy Theatre, Moscow
    Conductor: Sergei Rachmaninoff
    Company: Bolshoy Opera

    Scoring
    2T,2Bar,B 3(III=picc).2.corA.2.bcl.2-4.3.3.1-timp.p
    erc:cyms/BD/tgl/tam-t- harp-strings

    Roles
    THE BARON Baritone
    ALBERT Tenor
    THE DUKE Baritone
    JEWISH MONEYLENDER Tenor
    SERVANT Bass

    Time and Place
    England in Medieval times

    Synopsis
    A young knight Albert lives a life of jousting and courtly pleasure, which his father, an extremely rich but miserly baron, refuses to support. As a result Albert is now deeply in debt and unable to appear in high society, so he tries to borrow money once again. The money-lender refuses to provide a loan, but offers poison by means of which Albert can kill his father. Sending the money-lender away in horror at the idea, he decides to appeal to the duke who rules them all. Meanwhile the baron visits his cellars alone to celebrate the fact that he has now amassed enough gold to fill his sixth and last chest. Filled with greedy delight and terror, he lights candles before the chests and opens them to gloat on what they hold. In a powerful monologue, he fluctuates between ecstasy at the sight of all this twinkling gold and despair that he might soon die and then his son would be able to claim it all and spend it. In despair, Albert asks the duke to help. The duke conceals Albert in a nearby room and summons the baron to persuade him to support his son. Cross-questioned by the duke, the baron tries to protect his fortune and accuses his own son of wanting to steal from him. Outraged, Albert leaps from his hiding-place and accuses his own father of lying. The baron challenges his son to a duel, which Albert accepts, provoking the duke to expel him from his court. The strain is too much for the baron’s heart. He dies, calling not for his son, but for the keys to his beloved chests of gold.

    Moods
    Dramatic

    Subjects
    Ethics, Relationships, Literary


    Expresso 27.03.2004 - Literatura na Ópera
    Artigo para utilizadores registados.
    ...Nenhum dos textos foi escrito para ser representado - muito menos cantado. O Cavaleiro é uma das «Pequenas Tragédias» (1830) de Puchkin; a Tragédia é um fragmento duma peça de Wilde, perdida (ou roubada) quando este se encontrava preso. Talvez por isso as duas óperas sejam literalmente fiéis às tragédias que as inspiraram. Cada uma dura cerca de uma hora, mas são ambas horas suculentas, graças ao rico tratamento orquestral. (Como seria de esperar dum russo discípulo de Taneev e peregrino de Bayreuth, e dum austríaco a compor na esteira de Mahler e Strauss.) A reunião é oportuna, já que os dois são exactos contemporâneos: Rachmaninov (1873-1943) e Zemlinsky (1872-1942)...

    Expresso 17.04.2004 - Contador de histórias
    Artigo para utilizadores registados.
    Paul Curran explica as suas opções no Teatro S. Carlos.



    Vida e obra.

    Teatro Nacional de São Carlos, Março/Abril de 2004

    Ópera em um acto, op. 24, segundo a adaptação de um texto de Puchkin.

    Intérpretes

    Cavaleiro Avarento
    Vladimir Vaneev

    Albert
    Vsevolod Grivnov

    Direcção musical
    Jonathan Webb

    Encenação
    Paul Curran

    Cenografia e figurinos
    Kevin Knight

    Orquestra Sinfónica Portuguesa


    A estreia em Portugal de O Cavaleiro Avarento e Eine florentinische Tragödie oferece ao ouvinte dois compositores que, apesar de diferenças evidentes, não aderiram às correntes da vanguarda do início do século XX, nem são nomes muito conhecidos nas temporadas dos teatros de ópera.

    O Cavaleiro Avarento, composto por Rakhmaninov com libreto baseado na peça de Puchkin, tem uma trama bastante simples. Albert, filho do barão, devido ao seu despesismo, não concorda de modo algum com a falta de apoio monetário por parte do pai, recorrendo a um usurário judeu que o aconselha a envenenar o pai. No entanto, Albert resolve queixar-se à autoridade local e esta convoca o pai para ser ouvido, que, entretanto, morre de apoplexia. Mas na segunda cena, o barão aparece surpreendentemente no seu cofre a vangloriar a sua fortuna.

    Alexander von Zemlinsky - Eine Florentinische Tragodie


    Alexander von Zemlinsky

    Análise muito completa:
    radix.net
    (synopsis, Zemlinsky, Wilde)

    Excertos:
    small talk...
    Oscar Wilde began to draft A Florentine Tragedy in 1893. He worked on the play during a visit to Italy the following spring, but soon after his arrest in April 1895 the manuscript vanished from his study. A copy was found amongst his posthumous papers, but it lacked the love-scene for Guido and Bianca with which the drama was evidently intended to open. At the world première, on 12 January 1906 in Berlin, Max Reinhardt prefaced the play with a serenade sung by Guido, while the first London performance, on 10 June 1906, opened with a stustitute scene written by Thomas Sturge Moore. Behind the polished neo-Shakespearean surface of Wilde's blank verse the reader catches an occasional blimpse of the author's own precarious situation. The young prince, extravagant, hedonist, egocentric, is clearly a portrayal of Wilde's lover, Alfred Lord Douglas; a slur on Guido's family (not inlcuded in the opera - "you are the gracious pillar of his house; the flower of a garden full of weeds" - almost certainly refers to the Marquess of Queensberry, against whom Wilde instigated the libel proceedings which were to prove his downfall."

    Europa, início do século...
    "European painters, writers, and dramatists of the early twentieth century drew frequent inspiration from Renaissance Italy. The cultural splendor and violent intrigue of its city-states suggested a Freudian mirror-image of the modern bourgeois metropolis: fifteenth- and sixteenth-centuiry Florence or Venice offered the historical costume-setting beloved of popular theater, while permitting the treatment of art and psychology as much as of battles and the lessons of political power. The first World War period saw the permieres, in successive years, of four significant operas that mark the climax of popular interest in such material: Schillings' Mona Lisa (1915), Erich Wolfgang Korngold's Violanta (1916), Zemlinsky's Eine florentinische Tragödie (1917) and, most extravagant of all, Schreker's Die Gezeichneten (1918)."

    Wilde e Zemlinsky...
    "Oscar Wilde's A Florentine Tragedy no doubt attracted Zemlinsky for a number of reasons. First, there was the example of Salome, which he had first conducted on 23 December 1910. This may have suggested the one-act form and the idea of dispensing with the kind of post-Wagnerian libretto that had marred Der Traumgörge. The opera certainly owes something to the claustrophobic chiaroscuro of Elektra and Salome, though its more immediate models may have been Schreker's Die Gezeichneten, Korngold's Violanta and Schilling's Mona Lisa, one of the principal motifs of which is a precursor of Zemlinsky's "death" motif. Eine florentinische Tragödie also has a personal dimension, for the plot mirrors the tragic events surrounding Mathilde Schoenberg's love affair with the painter Richard Gerstl, who committed suicide in 1908 after she had been persuaded to return to her husband. Zemlinsky composed most of the work in the bohemian spa of Königswart in the summer of 1915, completing the orchestration in June 1916. The first perfomance was conducted by Max von Schillings, the parts being created by Rudolf Ritter (Guido), Felix Fleischer (Simone) and Helene Wildbrunn (Bianca)."



    gmn.com (biografia)
    iclassics.com (biografia e discografia)
    karadar.com (vida e obra)
    www.biblio-net.com (em Italiano)
    www.artis-quartett.at (em Alemão)

    Eine Florentinische Tragodie (A Florentine Tragedy)
    Opera in one act. 1916.

    Libretto by the composer, after the work of the same name by Oscar Wilde, translated by M. Meyerfeld.
    First performance at the Hoftheater, Stuttgart, on 30th January 1917.

    The Florentine merchant Simone is suspicious of the young Prince Guido, who he suspects has cuckolded him. He offers Guido all he has in his house, after selling him a formal robe, and Guido demands Simone's wife, Bianca. Her husband sets her spinning and when he has left the room she expresses her hatred of him, wishing him dead, sentiments that he overhears, returning to speak of death and adultery. Simone again leaves Guido and Bianca together and they express their love for each other. As Guido is about to leave, Simone gives him his sword and seizing his own, fights against the thief who has stolen from him, eventually overpowering and strangling Guido. Bianca, now understanding the strength of her husband, is reconciled to him.

    Teacher and perhaps once the lover of Alma Mahler, teacher also of Schoenberg, his friend and later his brother-in-law, Zemlinsky was an important figure in the musical world of Vienna, particularly in the earlier years of the 20th century. Symphonic in structure, Eine florentinische Tragödie (A Florentine Tragedy) starts with an orchestral overture and makes use of Wagnerian leit-motif techniques.


    Expresso 27.03.2004 - Literatura na Ópera
    Artigo para utilizadores registados.
    ...Nenhum dos textos foi escrito para ser representado - muito menos cantado. O Cavaleiro é uma das «Pequenas Tragédias» (1830) de Puchkin; a Tragédia é um fragmento duma peça de Wilde, perdida (ou roubada) quando este se encontrava preso. Talvez por isso as duas óperas sejam literalmente fiéis às tragédias que as inspiraram. Cada uma dura cerca de uma hora, mas são ambas horas suculentas, graças ao rico tratamento orquestral. (Como seria de esperar dum russo discípulo de Taneev e peregrino de Bayreuth, e dum austríaco a compor na esteira de Mahler e Strauss.) A reunião é oportuna, já que os dois são exactos contemporâneos: Rachmaninov (1873-1943) e Zemlinsky (1872-1942)...

    Expresso 17.04.2004 - Contador de histórias
    Artigo para utilizadores registados.
    Paul Curran explica as suas opções no Teatro S. Carlos.




    Teatro Nacional de São Carlos, Março/Abril de 2004

    Eine florentinische Tragödie
    Alexander Zemlinsky
    Ópera em um acto, com libreto do compositor, segundo A Florentine Tragedy de Oscar Wilde.

    Intérpretes

    Bianca
    Fredrika Brillembourg

    Guido
    Jon Ketilsson

    Simone
    Johann-Verner Prein

    Direcção musical
    Jonathan Webb

    Encenação
    Paul Curran

    Cenografia e figurinos
    Kevin Knight

    Orquestra Sinfónica Portuguesa

    A estreia em Portugal de O Cavaleiro Avarento e Eine florentinische Tragödie oferece ao ouvinte dois compositores que, apesar de diferenças evidentes, não aderiram às correntes da vanguarda do início do século XX, nem são nomes muito conhecidos nas temporadas dos teatros de ópera.

    Eine florentinische Tragödie, com música e libreto de Zemlinsky, é baseada na obra homónima de Oscar Wilde.
    A acção começa com o príncipe de Florença em casa de Bianca. Quando Simone, mercador e marido de Bianca, entra no seu lar e se apercebe da estranha presença do Príncipe, toma-o como um cliente. Na verdade, Bianca nutre por Guido um amor forte e intenso, desprezando de certo modo os sentimentos de Simone por ela.
    Após várias pistas e situações, Simone entende finalmente qual o motivo da presença do Príncipe e desafia-o para um duelo do qual sai vencedor, reconquistando assim a sua amada que reconhece a bravura do esposo.
    A apresentação das duas óperas, de Rakhmaninov e Zemlinsky, representa acima de tudo uma oportunidade para ouvir, em estilos e linguagens diferentes, o fabuloso tratamento e unidade entre as partes instrumentais e vocais, traduzidas em momentos de inigualável beleza.

    terça-feira, 16 de março de 2004

    Ballet Gulbenkian - 3º Programa


    F. C. Gulbenkian - Ballet Gulbenkian
    Março de 2004, 21:00 - Grande Auditório

    Paulo Ribeiro (direcção artística)

    3º Programa

    Paradise Practice
    Coreografia: Stijn Celis

    Monólogos do Oriente
    Coreografia: Rui Horta

    O céu pode esperar
    Coreografia: Juan Carlos Garcia



    Expresso 13.03.2004
    Artigo para utilizadores registados.

    Juan Carlos Garcia:
    ...«aos intérpretes das minhas peças falo-lhes sempre dos sentidos que o movimento possui e do prazer como ponto de partida para chegar ao mistério que envolve o momento de dançar. É pelo prazer que a realidade, sempre multiforme e sempre por desentranhar, se torna acessível e habitável. Se não fosse pelo prazer, a vida seria profundamente aborrecida. Ou talvez impossível de viver».

    Rui Horta:
    ...«Mais do que falar do prazer, atrai-me observar os estados de ausência do prazer, como que uma longa ponte entre duas margens desejadas. Interessa-me igualmente perceber porque é que nos autolimitamos numa autêntica busca do prazer e nos ficamos pelos mecanismos de substituição, habitualmente os objectos de consumo.»...

    Orq. Nac. Russa - Piotr Ilitch Tchaikovsky



    Piotr Ilitch Tchaikovsky

    Ciclo Grandes Orquestras Mundiais - Gulbenkian: 16 de Março de 2004, Coliseu dos Recreios.
    Orquestra Nacional Russa e Coro Gulbenkian,
    Mikhail Pletnev (maestro)

    Sites:
    deccaclassics.com (biografia e obra)
    iclassics.com - Sinfonia no. 4 (discografia)
    karadar.com (biografia e obra)
    mpg.de - Sinfonia no. 4 (biografia e obra)
    classical.net (obra)
    d-vista.com (vida e obra)
    geocities.com (vida e obra)
    tchaikovsky.host.sk - Sinfonia no. 4 (vida e obra)
    zetnet.co.uk - Sinfonia no. 4 (obra)
    ipl.org - the late romantics (biografia)
    classical-composers.org (obra)

    The Fourth Symphony was begun in May 1877, two months before the composer´s disastrous and short-lived marriage. He and his wife parted after a few months, but at the same time another woman entered his life, though no romantic attachment was involved: the wealthy widow Nadezhda von Meck settled an annuity on him that freed him from financial worries. Their relationship was almost wholly carried on in letters, and yet it was close. It was she to whom the Symphony was dedicated and to whom the composer confided his programme. The first movement, after the "fate" motif, is in sonata form with a wistfully swaying first theme presented by the strings. Its somewhat waltzlike character is shared by the haunting second subject, introduced by the clarinet. But, as Tchaikovsky wrote, "pitiless destiny awakes us . . . we founder in its nothingness", and the tension implicit from the start mounts to a terrifying climax as the "fate" motif is thundered out once again. It is to be heard again even more threateningly before this beautiful yet disturbing movement ends, and indeed a note of despair is unmistakable.

    The Andantino that follows is marked "Canzonetta" ("like a song") and brings a gentler mood. Here "memories come crowding back and it is sweet to recall one´s youth . . . it is at once melancholy and delicious to plunge into the past". A beautiful oboe melody is accompanied by plucked strings, and it returns after a contrasting and more lively middle section. Plucked (pizzicato) strings are the main feature of the brilliant Scherzo, which the composer called "visions after drinking wine . . . a drunken peasant, a street song, soldiers marching in the distance". The vivid Finale includes a Russian folk song melody called "A birch tree stood in a field" that begins with four repeated note. "If really you cannot find joy within yourself, look for it among others . . . look how happy they are", wrote the composer. "But Fate is still there and calls you to heel", he added: and sure enough, the dramatic call reappears menacingly, although it is not allowed to overwhelm the merrymaking.