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quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Concerto de Natal
Mosteiro dos Jerónimos

22 Dezembro 2005 21:30h

Hector Berlioz
L'Enfance du Christ, oratória, op. 25

meio-soprano Enkelejda Shkosa
tenor Stefano Secco
barítono Daniel Borowski
baixo Nicolas Testé

direcção musical Donato Renzetti

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Em co-apresentação com
Mosteiro dos Jerónimos
Rádio e Televisão de Portugal

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Highlights 2006

Lírica T. N. São Carlos
  • O Barbeiro de Sevilha, Gioachino Rossini
  • Iolanta, Piotr Ilitch Tchaikovski
  • Santa Susana, Paul Hindemith
  • O Dissoluto Absolvido, Azio Corghi
  • Lauriane, Augusto Machado
  • Das Rheingold(O Ouro do Reno), Richard Wagner
  • O Nariz, Dimitri Chostakovitch

F. C. Gulbenkian
  • Maria Guleghina - Heroínas Verdianas
  • Stephen Kovacevich, piano
  • Nikolai Lugansky, piano
  • Cecilia Bartoli - Opera Proibita
  • Orquestra do Gewandhaus de Leipzig
  • Richard Goode, piano
  • Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera
  • Paixão Segundo São Mateus, BWV 244 - Johann Sebastian Bach
  • Mikhail Pletnev, piano
  • Salomé - Richard Strauss
  • Sequeira Costa, piano
  • Piotr Anderszewski, piano

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Luís Miguel Cintra


Prémio Pessoa 2005



O Júri do Prémio Pessoa afirmou, “Como fundador e principal responsável do Teatro da Cornucópia desde 1973, Luís Miguel Cintra tem construído ao longo de mais de três décadas um percurso exemplar, tanto como actor como nos planos da dramaturgia e da encenação. O seu repertório abrange as principais referências da literatura teatral de todos os tempos, dos clássicos aos contemporâneos, com uma atenção particular ao teatro português, nomeadamente a Gil Vicente”.


“O trabalho da Cornucópia tem marcado uma presença de grande coerência no panorama cénico português, desde o rigor de fixação e/ou tradução dos textos ao aparato crítico dos programas e à pesquisa no âmbito da cenografia e da representação. Distingue-se igualmente pela sua acção formativa, com reflexos em sucessivas gerações de novos valores teatrais. Luís Miguel Cintra tem ainda desenvolvido uma carreira notável no cinema português e europeu, e tido intervenções destacadas como encenador de ópera e como declamador de poesia.”


O júri declarou, ainda, que “ Em 2005, encenou em Lisboa peças de Brecht, Bond e Fassbinder e participou no filme “O Espelho Mágico”, de Manoel de Oliveira, apresentado no Festival de Veneza deste ano. Foi igualmente autor da dramaturgia e encenação do inédito “Comedia sin título”, de Garcia Lorca, que teve a sua estreia mundial no Teatro de la Abadia, em Madrid.”

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Paulus de Mendelssohn


Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Erwin Ortner (maestro)
Juanita Lascaro (soprano)
Elisabeth Graf (contralto)
Markus Schafer (tenor)
Gerald Finley (barítono)

15 e 16 de Dezembro de 2005, Gulbenkian

A oratória Paulus, celebrando o tradicional concerto coral-sinfónico do final de ano da Gulbenkian. Composta em 1836, a oratória Paulus configurou-se na obra de Mendelssohn, juntamente com Elias, paradigma da oratória romântica. Compreendendo uma diversidade de técnicas de composição desenvolvidas em períodos musicais diversos, Paulus enquadra-se no interesse do compositor em recuperar determinados elementos do património musical, conjugando-os com a sua contemporaneidade. Por outro lado, sendo uma obra de concerto (o que representa a progressiva autonomização da música com textos de teor religioso do contexto performativo das igrejas), difundiu-se especialmente em países com uma tradição coral amadora, como a Inglaterra (a tradução para inglês do texto original data do ano da composição da obra), devido à existência de instituições empenhadas na execução de música coral-sinfónica. (...)
FCG.
_______
A primeira oratória que Mendelssohn escreveu, Paulus op.36, foi encomendada em 1831 pelo director musical do coro Cäcilienverein de Frankfurt, Johann Nikolaus Schelbe. Para o desenvolvimento desta obra, Mendelssohn fez grandes estudos teológicos e históricos e trabalhou juntamente com Julius Schubring e Julius Fürst na elaboração do libreto. Neste renunciou às versificações edificantes dos libretos habituais, apelando apenas ao texto bíblico e alicerçando-se, na sua grande maioria, nos Actos dos Apóstolos, mas também noutros textos do
antigo e novo testamentos.

O libreto abre com a morte por lapidação de Estêvão, o primeiro mártir cristão, martírio infligido por, entre outros, Saulo de Tarso, que decide dedicar-se à perseguição dos cristãos da Síria. Na estrada para Damasco, dá-se o milagre, o apelo divino do cristianismo. A cegueira em que vivia é materializada fisicamente mediante a perda da visão, sentido recuperado após a conversão, simbolizada na mudança de nome de Saulo para Paulo. Seguem-se relatos das viagens de Paulo, já apóstolo, e de Barnabé; as suas missões entre os judeus e os pagãos que se revoltam contra eles, mormente em Éfeso, cidade de onde parte para Jerusalém para defrontar intensas provas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Die Entführung aus dem Serail de Mozart

"O Rapto do Serralho"
Wolfgang Amadeus Mozart
9 a 17 de Dezembro de 2005
Teatro Nacional D. Maria II

Singspiel em três actos (K. 384). Libreto de Gottlieb Stephanie. Estreia absoluta: Viena, Burgtheater, 1782.

Direcção musical Julia Jones
Encenação Giorgio Strehler
Cenografia e figurinos Luciano Damiani
Reposição da encenação Mattia Testi
Intérpretes

Konstanze, mulher espanhola prometida de Belmonte (soprano) Iride Martinez
Belmonte, nobre espanhol (tenor) Bruce Ford
Blonde, criada inglesa de Konstanze (soprano) Whal Ran Seo
Osmin, curador das propriedades do pasha (baixo) Bjarni Thor Kristinsson
Selim, pasha (discurso falado) Karl-Heinz Macek
Pedrillo, criado de Belmonte (tenor) Mário João Alves
Criado Mudo Marco Merlini

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli

Cenários e figurinos
Teatro alla Scala de Milão
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Divertimento excelente com bons intérpretes. Mozart, ele mesmo.
Recriação da fabulosa encenação de Giorgio Strehler.
Boa iniciação à ópera para os mais reticentes.
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Local: palácio do Pasha (alemão "Bassa"), algures na costa do mediterrâneo.
Tempo: século XVIII.

Konstanze, noiva de Belmonte, foi capturada por piratas juntamente com a sua criada, Blonde, e respectivo noivo, Pedrillo. Foram, de seguida, vendidos como escravos ao Paxá Selim, do qual permanecem reféns no início da ópera.

Durante o cativeiro, e enquanto Selim e Osmin, o guarda do serralho, se inebriam com os encantos da dama espanhola e da sua aia, Belmonte, com a ajuda de Pedrillo, consegue penetrar no magnífico palácio turco. O projecto da evasão desenha-se enquanto a íntegra Konstanze afirma a Selim que prefere morrer a desposá-lo. Após o reencontro e reconciliação dos apaixonados, urge aplicar o plano da fuga. Os dois casais serão, no entanto, surpreendidos por Osmin que, com o seu amo, reclamará justiça. Um inesperado desfecho feliz será desencadeado por um magnânimo gesto do raptor, ordenando a libertação dos prisioneiros, e despertando um coro de louvores à sua clemência.

Reflexo da filosofia humanista do Iluminismo, o perdão surge em diversas instâncias teatrais como a solução desejada para uma circunstância trágica. É a personagem exótica que sublima a sua posição despótica por uma inesperada atitude esclarecida. Die Entführung aus dem Serail, refugiando-se numa turquerie habitada por histórias de paixão e clemência, revela o ímpeto revolucionário do jovem Wolfgang Amadeus Mozart, na primeira ópera que compõe após a cessação do contrato com o arcebispo de Salzburgo, no sentido de se aliar a uma burguesia contestatária, ansiosa por destronar o Antigo Regime.

A felicidade que lhe é proporcionada pela sua nova condição de profissional liberal, intensificada pelo seu recente matrimónio, descobre-se no ensejo apaixonado de liberdade, numa obra em que a restrição dos direitos individuais é desafiada através do enclausuramento dos personagens num local exótico e sedutor, mas estranho às suas convenções culturais.
PGR, TNSC
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Sinopse (operaworld).
The Abduction from the Seraglio is an example of the German Singspiel, a form in which all the dialogue is spoken rather than sung. The arias are used to express the emotions of the characters, but they do not further the story.(...)

Enquadramento (mozartproject).
By early summer 1781 Mozart was in Vienna and on his own. He had successfully arranged his dismissal from the service of the archbishop. More significantly, he was beginning to make the painful but necessary break with his father, Leopold. At the age of 25 he was, for the first time in his life, a free agent. (...)

domingo, 4 de dezembro de 2005

Orgia de Pier Paolo Pasolini
[Da trent'anni Pier Paolo Pasolini ci manca]


Teatro Nacional D. Maria II
Dez 2–Dez 18 e Jan 11–Fev 19

Tradução JOSÉ LIMA
Encenação JOÃO GROSSO
Cenografia RUI ALEXANDRE
Figurinos DINO ALVES
Música STEFANO ZORZANELLO
Desenho de luz JOSÉ NUNO LIMA

Interpretação
LUÍSA CRUZ | JOÃO GROSSO | KJERSTI KAASA

No Manifesto do Teatro de Palavra Pasolini apresenta os pressupostos teóricos que explicam e “justificam” a sua obra dramática:
“O teatro de Palavra é um teatro completamente novo. (…) A sua novidade consiste em ser, precisamente, de Palavra: no opor-se, assim, aos dois tipos de teatro típicos da burguesia, o teatro do Palavreado e o teatro do Gesto ou do Berro (...). O teatro de Palavra é popular não porque se dirige directa ou retoricamente à classe trabalhadora, mas porque se dirige indirecta e realisticamente a ela através dos intelectuais burgueses de vanguarda que são o seu único público. O teatro de Palavra não tem nenhum interesse espectacular [tem] um interesse cultural, comum ao autor, aos actores e aos espectadores que, portanto, quando se juntam, cumprem um “ritual cultural”. (...)”
[TNDMII] [Manifesto per un nuovo teatro, 1968]

Quest'opera è un'orgia di parole, di passioni, di ricordi che travolgono i due protagonisti, un Uomo e una Donna, che si torturano a vicenda come in un sacrificio rituale fatto di sesso e violenza, iniziato in un giorno di Pasqua. Ma è anche la denuncia dello sradicamento di una società lanciata verso un abbagliante e infido progresso; e sono proprio quelle radici di "un passato felice che ha prodotto persone infelici" a portare verso la fine i due protagonisti, schiacciati dalla memoria di un tempo perduto e sincero. Fino a una conclusione che conduce inesorabilmente verso una prevedibile sconfitta, che però assume genialmente i caratteri di una rivoluzione. La rivoluzione della Diversità, che per Pasolini è l'ultima possibilità per resistere, inutilmente, all'omologazione, alla nuova barbarie che avanza: il mito borghese del consumo, la rimozione di un passato che è impossibile rimuovere. [www.pasolini.net]

Orgia é a crónica das pobres emoções sadomasoquistas de dois cônjuges pequeno-burgueses no calor de uma desoladora Páscoa, da fuga-suicídio de uma esposa-amante-escrava, da devastação do esposo ao encontrar-se com uma pequena prostitutazinha de passagem, do seu extremo delírio fetichista e transsexual até ao seu suicídio por enforcamento. [www.artistasunidos.pt]

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Rois et Reine
Arnaud Desplechin





Un film d'Arnaud Desplechin
France, 2004, 150 mn


Avec Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric, Hippolyte Girardot, Catherine Deneuve, Maurice Garrel.

Estreia: 1 de Dezembro de 2005.

-- nota de intenções --

É difícil separar a nota de intenções da história deste filme, pois a sua própria estrutura - a de dois filmes justapostos - é precisamente a sua intenção. Como eu só consigo gostar do cinema de género e Nora mergulha nas suas recordações, eu imaginava este filme - o de Nora - um filme fantástico... Quando estávamos a escrever a personagem de Nora, por vezes assustados com o seu lado negro, a sua solidão e a sua dureza, eu pensava em "Marnie", a frígida, na admirável Sharon Stone em "Casino", em Gena Rowlands em "Uma Outra Mulher". Três mulheres aterrorizadas com a ideia de descobrirem o seu verdadeiro rosto.
Quanto a Ismaël, ele era um filme burlesco inteiro sozinho.
Eu e o Roger Bohbot só tínhamos uma palavra de ordem: ser brutais. Longe da melancolia e do humor discreto, queríamos ser brutalmente trágicos e brutalmente cómicos! Espero que tenhamos conseguido emocionar um pouco o espectador.

Arnaud Desplechin

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Le nouveau Desplechin en surprendra plus d'un. Sous les allures d'un retour à ce qui a fait son succès, des histoires générationnelles entre amis, le trait se fait aujourd'hui bien plus virulent. Porté par une mise en scène qui a l'élégance de la sobriété, le regard du cinéaste porte plus loin que jamais. Une histoire universelle. (...)
Deux destins qui se croisent: celui d’Ismaël, interné de force dans un hôpital psychiatrique; celui de Nora, jeune mère veillant au chevet de son père mourant. Deux vies que tout sépare, et entre lesquelles se trouve un enfant, que Nora a eu d’un premier mariage, et que Ismaël a élevé. (...)

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Viva a Poesia


70 anos da morte de Fernando Pessoa.



Mário Cesariny, prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Grã-Cruz da Ordem da Liberdade entregue pelo Presidente da República.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Evgeny Kissin e Michel Camilo
no ciclo de piano da Gulbenkian


Evgeny Kissin (piano)

3 de Dezembro de 2005

Ludwig van Beethoven
Sonata para piano Nº 3, em Dó Maior, op.2, nº 3
1. Allegro con brio
2. Adagio
3. Scherzo: Allegro
4. Allegro assai

Sonata para piano Nº 26, em Mi bemol Maior, op.81a, Les Adieux
1. Adagio – Allegro
2. Andante espressivo
3. Vivacissimamente

Fryderyck Chopin

Scherzo em Si menor, op.20
Scherzo em Si bemol menor, op.31
Scherzo em Dó sustenido menor, op.39
Scherzo em Mi Maior, op.54



Michel Camilo (piano)

7 de Dezembro de 2005

Selecção de temas dos álbuns «Solo» e «Live at the Blue Note»
de Michel Camilo, e da banda sonora do filme «Calle 54»

From Within (Michel Camilo)
Minha (Francis Hime)
Our Love is Here to Stay (George Gershwin)
Suntan (Michel Camilo)
A Dream (Michel Camilo)
Round Midnight (Thelonious Monk)
Why Not! (Michel Camilo)
Reflections (Michel Camilo)
Twilight Glow (Michel Camilo)
Cocowalk (Michel Camilo)
Caribe (Michel Camilo)

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Arte Lisboa
Feira de Arte Contemporânea


24 a 28 de Novembro, 15h-22h, no Pavilhão 4 da FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.

Apresentação ao público das galerias e dos trabalhos dos artistas que representam.

Arte Lisboa.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Orquestra de Câmara de Basileia, Paul Goodwin (Maestro), Magdalena Kozená (Meio-Soprano), David Daniels (Contratenor)




Gulbenkian, 27 de Novembro de 2005.
Grandes interpretes para grandes compositores do barroco.

Barroco Vocal: Um ponto alto no ciclo de música antiga da Gulbenkian.

Georg Philipp Telemann

Musique de Table - 3.ème Production: «Overture»

Georg Friedrich Händel

Orlando: «Fammi Combattere»

Henry Purcell

Dido and Aeneas: «Dido's Lament»

Georg Philipp Telemann
Musique de Table: «Bergerie»

Georg Friedrich Händel
Rodelinda: «Io t’abbracio»

Georg Philipp Telemann
Musique de Table
- «Allegresse»
- «Postillons»


Arcangelo Corelli
Concerto Grosso op.6 nº 3

Georg Friedrich Händel
Rodelinda: «Pompe vane di morte... Dove sei?»
Giuilio Cesare: «Se Infiorito»

Georg Philipp Telemann
Musique de Table: «Flaterie»

Georg Friedrich Händel
Ariodante: «Scherza infida»
«Dopo Notte»

Georg Philipp Telemann
Musique de Table:
- «Badinage»
- «Menuet»
- «Conclusion»



Orquestra de Câmara de Basileia
Paul Goodwin (Maestro)


Magdalena Kozená (Meio-Soprano)


David Daniels (Contratenor)
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Concerto delicioso. Paul Goodwin dirige magistralmente a orquestra, Kozená e Daniels vozes brilhantes. Kozená acima de tudo. Melhora o meu gosto por música antiga (barroca), especialmente cantada.
2005 criou em mim o gosto por música barroca, com a edição de "Opera Proibita" e "Bajazet" e com este concerto. Pena é Cecilia Bartoli estar esgotado em Fevereiro de 2006 na Gulbenkian.
Fim-de-semana magnífico com as propostas "3 pianos", "On Danse" e "Orquestra de Câmara de Basileia".

A terminar, em extra, três duetos.
«Sound the trumpet», de Purcell; «To thee, thou glorious son of worth» da oratória Theodora, de Handel; e o «Pur ti miro» que encerra L’Incoronazione di Poppea, de Monteverdi.

"A noite ia chuvosa, mas dentro de cada um de nós brilhava o sol do contentamento." (J.C. E)

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

On Danƒe
pela Companhia Montalvo-Hervieu

Reinvenção coreográfica da ópera de Jean-Philippe Rameau Les Paladins.

Esta versão dançada joga com impertinentes piscadelas de olho à exuberante ópera de Versailles, alusões ternas ao ‘espectáculo dos espectáculos’, belas surpresas entre a rica, brilhante e colorida imagética barroca e a cena contemporânea. Culturgest, 25 a 27 de Novembro de 2005.

"Como num sonho, chegam de mansinho com o maravilhoso encantamento do encontro de culturas, de linguagens e de tempos, numa estética que une o prazer à reflexão sobre a história da arte e a sociedade em que vivemos. On Danfe é a mais recente criação da francesa Companhia Montalvo-Hervieu, de José Montalvo e Dominique Hervieu, e é com esta que regressam aos palcos portugueses. Dominique, directora da companhia e intérprete, falou desta obra que presta homenagem ao compositor das óperas-bailado do século XVIII, em França, Jean-Philippe Rameau. O nome da peça reconstitui a escrita antiga da palavra «dança», tal como Rameau deixou manuscrita nas páginas das partituras das suas «óperas-bailados» referentes à parte de movimento coreografado, o tal «divertissement», ao qual ele já dava uma invulgar importância..." (Expresso, 2005.11.19).

terça-feira, 15 de novembro de 2005

3 Pianos: Bernardo Sassetti, Mário Laginha e Pedro Burmester

... num esquema de "seis mãos para três pianos" - momentos a solo, em duo e em trio e vai viver da música clássica e do jazz.

Concerto único a não perder.
Centro Cultural de Belém
25 de Novembro de 2005

3 pianos e 3 pianistas brilhantes e divertidos.
Muito bom, espero também por um CD a 3 após os duos.


Bernardo Sassetti


Mário Laginha


Pedro Burmester

domingo, 13 de novembro de 2005

You've Stolen My Heart - Songs from R.D. Burman's Bollywood

Magnífico, ainda para um grande admirador de Kronos Quartet.


Kronos Quartet e Asha Bhosle

From the fantastical land of India's "Bollywood," the world's largest film industry, comes the music of the Kronos Quartet's latest CD-a vibrant homage to the pre-eminent composer of classic Bollywood, Rahul Dev "R.D." Burman. In more than 300 film scores, Burman entranced audiences with melodies steeped in intrigue, festooned with jewels, and stained with tears and henna-an eclecticism mirrored in ever-surprising combinations of Indian classical and folk music, swing jazz, psychedelic rock, circus music, can-can, mariachi, and more. You've Stolen My Heart finds Kronos in the eminent company of Bollywood playback singer Asha Bhosle, Burman's wife and the most recorded artist in the world, who contributes new vocal performances to 8 of the CD's 12 tracks. Inspired by the chameleonic spirits of Burman and Bhosle, Kronos ventures into novel instrumental territory on this disc-the first to be produced by quartet founder David Harrington-augmenting its acoustic sound with keyboards, gongs, cymbals, mouth percussion, and more. Kronos is also joined by longtime collaborators Zakir Hussain (tablas, trap drums) and Wu Man (Chinese pipa), completing this musical masala of eras and cultures.

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Dançar Hans van Manen
- Companhia Nacional de Bailado

Teatro Camões

Dançar Hans van Manen
10 a 13 de Novembro de 2005

Na reposição de três bailados – Kammerballet, 5 Tangos, Solo, junta-se a coreografia Sarcasm, em estreia em Portugal, para assim se poder apreciar a versatilidade e o talento deste coreógrafo de renome internacional.
Van Manen é mais uma vez a confirmação do eclectismo no repertório da CNB.

A CNB não vai mal, espectáculo agradável e bailarinos vão bem, a fazer esquecer o desastre recente de "Sonho de uma Noite de Verão" e outros há mais tempo.

Kammerballet
Coreografia HANS VAN MANEN
Música: Kara Karayev (1918-) "24 Preludes for Piano", Domenico Scarlatti (1685 - 1757) "Sonata in c-majeur K.159" e "Sonata in b-mineur", John Cage (1912 - 1992) "In a Landscape"
Cenário e Figurinos KESO DEKKER
Desenho de Luz JOOP CABOORT

(...) Um puro van Manen. Uma peça muito sóbria, de um grande rigor geométrico. A fascinante musicalidade do coreógrafo permite alterações no «diapasão emocional», com sublimidade e mestria: apaixonados, dramáticos, sensuais, os solos, os pas de deux traduzem magnificamente as relações homem-mulher, as suas correlações. Van Manen gosta de colocar os dois sexos num pé de igualdade física, técnica e artística. Em busca delas mesmas, as personagens revelam a faceta divertida do coreógrafo. O humor em van Manen está sempre presente. (...)
Céli Barbier
in revista Danse 04

(...) Da construção desta dança de Hans van Manen decorre uma extraordinária conjugação de corpos organizada em duetos que ocupam o palco em linhas cruzadas sobre uma elipse ovalada. O cosimento das diferentes músicas (Kara Karayev, Domenico Scarlatti, John Cage) com o desenho cromático das combinações dos figurinos criam o cenário e o terreno de construção de uma gestualidade absolutamente rigorosa na sua reestruturação sucessiva de motes e motejos. (...)
Cristina Peres
in jornal Expresso 04

(...) Resulta daqui uma obra de elegância extraordinária, de relações entre corpos, ou mais do que isso, da forma como as ideias se organizam em juízos e estes formam raciocínios. (...)
Daniel Tércio
in jornal O Público 04


Sarcasm
(Estreia em Portugal)
Coreografia HANS VAN MANEN
Música SERGEY PROKOFIEV (3 Sarcasm’s Opus 17 , 1912)
Cenário e Figurinos SEGUNDO GEORGE BALANCHINE
Desenho de Luz JAN HOFSATRA

É uma peça audaz e divertida. A música, de Prokofiev, é interpretada por um pianista em palco. A cena envolve um jovem casal que se empenha na tentativa mútua de sedução. Cada um à sua vez se esforça por impressionar positiva e arrebatadamente o adversário, o qual por sua vez se mostra inalterado...


Solo
Coreografia HANS VAN MANEN
Música JOHANN SEBASTIAN BACH
Cenário e Figurinos KESO DEKKER
Desenho de Luz JAN HOFSATRA

(...) É uma obra de exigência técnica elevada desempenhada a uma velocidade de tal forma exigente que, em contradição com o título é dançada por três bailarinos diferentes. (...)
Margarida Lancastre
in jornal Expresso 03

(...) Outra característica comum aos bailados, incluindo Solo, de Hans van Manen é o forte apelo aos sentidos do público marcado por um efeito visual cativante, por uma velocidade de execução virtuosa, pelo ritmo contagiante e por bandas sonoras estimulantes. (...)
M. L.
in jornal Expresso 03

(...) Em palco, três bailarinos dançam, à vez, três solos. Explica van Manen que Solo foi feito porque, “na companhia onde trabalhava na altura, havia três bailarinos. Queria usar os três e queria fazer solos. Primeiro escolhi os bailarinos e depois veio a música.” (...)
Raquel Ribeiro
in jornal O Público 03


Cinco Tangos
Coreografia HANS VAN MANEN
Música ASTOR PIAZOLLA
Cenário e Figurinos KESO DEKKER
Desenho de Luz JAN HOFSATRA

(...) 5 Tangos é fruto da descoberta por van Manen, da música de Piazzolla.(...)
“(...) os intérpretes possuem temperamentos diferentes, o que me agrada muito. É isso que ‘reanima’ a coreografia. Um bailarino com temperamento preenche o papel de uma forma única e torna a coreografia viva”
Margarida Lancastre
in jornal Expresso 03

(...) Cinco Tangos faz apelo ao mais fervilhante sangue latino. Mas é também uma coreografia arquitectada com mestria. A herança do tango é conjugada com o rigor e com as possibilidades técnicas da dança clássica e moderna e, pelo seu lado, o legado clássico é impregnado pela carga emotiva daquele que é o tema mais querido de van Manen: as paixões humanas. (...)
M. L.
in jornal Expresso 03

(...) “No meu ballet, há temas, não histórias: relações que podem ser abruptas, loucas, violentas, carinhosas. Lido sempre com emoções.” (...)
Raquel Ribeiro
in jornal O Público 03

in www.cnb.pt


quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Karlheinz Stockhausen


... e ele influenciou todos os músicos ...








Karlheinz Stockhausen (projecção sonora)

Gulbenkian

12 de Novembro de 2005
Hymen Electronic Music
- Regions I, II, III e IV

13 de Novembro de 2005
Wednesday Greeting
Kontakte

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Romantismo com um Excelente Quarteto

Viktor Tretjakov (violino)
Yuri Bashmet (viola)
Natalia Gutman (violoncelo)
Vassily Lobanov (piano)

Gulbenkian, 8 de Novembro de 2005

Ludwig van Beethoven
Quarteto com piano No 4, em Mi bemol Maior, op.16bis

Robert Schumann
Quarteto com Piano, em Mi bemol Maior, op.47

Johannes Brahms
Quarteto com Piano Nº 1, em Sol menor, op.25

Três Grandes Compositores para Quatro Excelentes Intérpretes


Viktor Tretjakov (violino)


Yuri Bashmet (viola)


Natalia Gutman (violoncelo)


Vassily Lobanov (piano)