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quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Também para quem não gosta das óperas do século XX, mas gostará quando estivermos no século XXII


Conferências
às 4as.feiras
de 26 de Outubro
a 14 de Dezembro
18h30

Óperas (mal) amadas do Século XX
Segunda série (1901-1950)

Muitas obras-primas foram marginalizadas, ou mesmo lamentavelmente esquecidas. Tal como há dois anos, pretende-se, a partir da selecção efectuada por "Os Amigos do São Carlos", lembrar que há mais obras (óperas!) para além das que vivem nos repertórios considerados tradicionais.
São flagrantes as injustiças que a história vai coleccionando, como se pode facilmente constatar.
A razão de ser da "recuperação" destas obras torna-se evidente com a sua apresentação neste ciclo.
Não nos podemos esquecer do exemplo que foi o Così fan tutte de Mozart... dois séculos no olvido de uma obra-prima absoluta!

26 de Outubro
Osud (1907) de Leos Janácek (1854-1928), por João Paes

2 de Novembro
Maskarade (1906) de Carl Nielsen (1865-1931), por Sérgio Azevedo

9 de Novembro
Der ferne Klang (1912) de Krank Schreker (1878-1934), por Carlos de Pontes Leça

16 de Novembro
Die Vögel (1920) de Walter Braunfels (1882-1954), por Cristina Fernandes

23 de Novembro
Brundibár (1943) de Hans Krása (1899-1944), por Eugénio Sena

30 de Novembro
OEdipe (1936) de George Enescu (1881-1955), por Alexandre Delgado

7 de Dezembro
Les mamelles de Tirésias (1944) de Francis Poulenc (1899-1963), por Rui Vieira Nery

14 de Dezembro
The Duenna (1947) de Roberto Gerhard (1896-1970),por António Pinho Vargas

Organização Os Amigos do São Carlos / Culturgest
Ciclo de conferências ilustradas com projecções em vídeo e áudio

domingo, 16 de outubro de 2005

Quem manda em quê nas fundações culturais:
o administrador-delegado ou o director artístico?


O modelo de fundação para a Casa da Música coloca núcleo empresarial e ministério da cultura em desacordo.

Quem manda?
Na minha opinião e na opção limitada a estas duas escolhas, é o director artístico quem decide a programação e os conteúdos, ou pelo menos, estes necessitam da sua aprovação.

sábado, 15 de outubro de 2005

Excelente ópera barroca para principiantes
em edições de 2005

Eu não apreciava especialmente música barroca.
Passei a gostar mais com estas duas interpretações.

Bajazet, Vivaldi

David Daniels countertenor
Ilderando D'Arcangelo bass-baritone
Marijana Mijanovic mezzo-soprano
Elina Garanca mezzo-soprano
Vivica Genaux mezzo-soprano
Patrizia Ciofi soprano
Europa Galante, Fabio Bondi
Tragedia per musica
Libretto de Agostino Piovene



Fabio Bondi

Vivaldi sublime, Fabio Bondi sublime.
Biografia de Fabio Bondi.


Opera Proibita
Alessandro Scarlatti (1660-1725)
George Frideric Handel (1685-1759)
Antonio Caldara (c.1670-1736)

Cecilia Bartoli, mezzo-soprano
Les Musiciens du Louvre - Grenoble, Marc Minkowski

Deslumbrantes Cecilia Bartoli e Les Musiciens du Louvre.
Biografia de Cecilia Bartoli.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Barroco e escolas checas e húngaras
nas próximas edições da festa da música no CCB

O tema da edição de 2006 é "A Harmonia das Nações" e cobrirá o período 1650-1750. Interpretação de obras dos compositores Purcell, Handel, Telemann, Bach, Rameau, Couperin, Vivaldi, Scarletti, Soler, De Nebra, Almeida, Seixas...

As escolas nacionais checas e húngaras estão previstas para a edição de 2007.

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Harold Pinter
"who in his plays uncovers the precipice under everyday prattle and forces entry into oppression's closed rooms"


Prémio Nobel da Literatura 2005


– Hello. Good morning.

– Good morning, good morning, Mr Pinter. Congratulations. I’m calling from the official website of the Nobel Foundation.

– Yes. Well, thank you very much.

– It’s fantastic news for us here; and I would like to hear what your thoughts were when you received the news.

– Well, I’ve ... I’ve been absolutely speechless. I am ... I’m overwhelmed by the news, very deeply moved by the news. But I can’t really articulate what I feel.

– You didn’t have any idea it could come your way, did you?

– No idea whatsoever! No. So I’m just bowled over.

– There’s so much to talk about. But I would like just to ask you what, in your career, you think has been the most important, what has the most ...

– I cannot answer ... I can’t answer these questions.

– No, I understand.

– There’s nothing more I can say, except that I am deeply moved; and, as I say, I have no words at the moment. I shall have words by the time I get to Stockholm.

– You will be coming to Stockholm?

– Oh, yes.

– Okay. Thank you, Sir.

– Okay?

– Thank you.

– Thank you very much.

– Thank you.

Harold Pinter website

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Os filmes da 6ª festa do cinema francês nos cinemas portugueses

Estreias

Golpe a Golpe (Le Couperet) de Costa Gavras
Amanhã

AS BONECAS RUSSAS (LES POUPÉES RUSSES) de CEDRIC KLAPISCH
ANTHONY ZIMMER de Jérôme Salle
20 de Outubro

HABANA BLUES de BENITO ZAMBRANO
3 de Novembro

ROIS ET REINE de ARNAUD DESPLECHIN
17 de Novembro

GABRIELLE de PATRICE CHÉREAU
15 de Dezembro

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Shantala Shivalingappa

Kuchipudi (Shantala website)

Kuchipudi is a classical dance form of South India. It takes its name from a small village called Kuchipudi, in the state of Andhra Pradesh, where it was born.

Like all Indian classical dance forms, it is based on the Natya Shastra, a 2000 year-old treaty on dramatics, which gives a very precise and highly developed codification of dance, music and theater.
(...)


Gulbenkian, 25 de Outubro de 2005

Shantala Shivalingappa, dança e direcção artística
J. Ramesh, voz
N. Ramakrishnan, Mridangam (percussão) e
criação rítmica

M. S. Sukhi, Nattuvangam (címbalos) e percussão
K. S. Jayaram, flauta

Savitry Nair, Consultor artístico
Nicolas Boudier, Luzes


Kuchipudi
Dança clássica do Sul da Índia
____________________
1. Oração Cantada a Saraswathi
Deusa das Artes e do Conhecimento

2. “Surya Stuthi”
Raga: Sowrashtram – Talam: Rupaka (6 tempos)

Coreografia, Mestre Vempati Chinna Satyam

Homenagem a Surya, o Sol, divindade venerada na Índia ao nascer e ao pôr-do-sol. A dança começa com uma saudação a Surya e continua com o seguinte poema:

“Louvores a ti, ó Surya,
Tu és a fonte da nossa vida,
abençoas-nos com a tua luz sagrada,
sem nenhuma distinção entre os seres,
Tu és o testemunho supremo desta Terra,
nós recebemos a tua bênção com humidade e gratidão”

3. “Ananda Nartana Ganapati”
Raga: Nattai – Talam: Adi (8 tempos)

Coreografia, Kishore Mosalikanti
Palavras e música, Uttukadu Venkatakavi

Ganapati, ou Ganesha, o Deus com cabeça de elefante, é um dos Deuses mais adulados na Índia. Encantador e sempre benevolente, é venerado como aquele que destrói todos os obstáculos no nosso caminho. O compositor Uttukadu, conhecido pela sua utilização rítmica das palavras no canto, escolheu descrever aqui um Ganesha dançante. Assim, a coreografia adopta a forma dos movimentos graciosos e alegres da dança de Ganesha.

4. “Rasalila”
Raga: Madhuvanti – Talam: Tishra (3 tempos), Chaturashra (4 tempos)

Coreografia, Shantala Shivalingappa
Música, Prof. B. Ramamurthy Rao

Dança de Krishna com as jovens camponesas. Ele toca a sua flauta divina; elas acompanham-no tinindo os seus guizos.

“Oh Krishna, toca a tua flauta divina, que cada parcela do nosso corpo esteja em êxtase. A bela Radha, o seu coração cheio de amor, desespera por te ver.

Não escutas os guizos no seu pé a chamar o teu nome?
Ela reuniu as suas companheiras, belamente vestidas, foram esperar-te às margens do rio Yamuna.

Radha espera-te, o seu coração dançante, como a lua entre as estrelas, num céu que se agita com a ideia deste encontro amoroso.

Krishna o bem-amado chegou, para tocar e dançar com as jovens camponesas, e a floresta inteira rejubila com a sua presença.

Que este canto faça esquecer todos os seus males àqueles que o escutam.”

5. “Talamelam”
Ensemble rítmico

Concepção e Direcção, Savitry Nair
Criação rítmica, N. Ramakrishnan
Com todos os membros da orquestra
Coreografia, Shantala Shivalingappa

Se a melodia é o corpo da música indiana, o ritmo é o seu coração. Na Índia, diz-se: “a melodia é a Mãe, e o ritmo é o Pai” da música. O mesmo se diz para a dança.
O sistema rítmico, Tala, é uma disciplina independente, com uma técnica complexa e subtil, delicadamente desenvolvida. De facto, o sentido matemático inato do espírito indiano, forneceu-lhe um grande rigor. Os diferentes estilos de Dança Clássica Indiana tiveram origem nesta riqueza do Tala, cada um desenvolvendo linguagens rítmicas muito particulares.
Que formas adopta esta rítmica no Kuchipudi?
Apercebemo-nos de:
Variações vocais de sílabas rítmicas.
Variações sonoras dos batimentos da percussão.
Um jogo, uma conversação lúdica na linguagem do ritmo.
Conversação que se conclui no diálogo entre a dançarina e o “mridangista” (percussionista): batimentos de pés contra virtuosismo dos dedos. Uma improvisação que valoriza os diferentes batimentos e posições dos pés no âmbito do estilo Kuchipudi.
A mesma rítmica, dançada sobre um palco de cobre, é uma particularidade do Kuchipudi.

6. “Shiva Ganga”

Concepção, Savitry Nair
Coreografia, Mestre Vempati Chinna Satyam e Shantala Shivalingappa

Coreografia que coloca em paralelo dois aspectos fundamentais da dança indiana. Por um lado, Tandava, a energia viril, encarnada por Shiva. Por outro, Lasya, a energia 7 Notas à margem doce e graciosa, encarnada por Ganga. A energia intensa da meditação permite a manifestação destes dois aspectos.

I. Oração de Bhagiratha ao Deus Shiva
Raga: Karnataka Suddha Saveri

O mundo está confrontado com uma terrível seca, apenas podendo ser salvo pelo rio divino Ganga, rio dos céus. Mas a força colossal da sua torrente ameaça despedaçar a terra. Só Shiva, o Todo-poderoso, pode suportar a queda das águas. Bhagiratha é escolhido para implorar ao Deus Shiva que aceite receber Ganga na sua cabeleira, e assim amortecer a torrente sobre a terra.

II. “Tandava”, Dança cósmica do Deus Shiva
Raga: Amritavarshini – Talam: Mishra Chaapu (7 tempos)

Shiva fica perturbado, sendo portanto sensibilizado pela intensidade do apelo de Bhagiratha. Responde à oração através da sua dança cósmica, Tandava, acompanhada pelo som primordial do Damaru, o pequeno tambor que segura na mão. Shiva aceita receber Ganga na sua cabeleira, e ela deixa-se aí deslizar diligentemente.

III. “Ganga Pravesham”
Raga: Keeravani – Talam: Khanda Chaaapu (5 tempos)

Na tradição do Kuchipudi, cada personagem principal entra em cena e apresenta-se ao público numa coreografia que destaca os traços principais da sua personalidade. Este tipo de coreografia intitula-se Pravesham. Aqui, Ganga apresenta-se, com graciosidade e vivacidade, animada por um amor puro e intenso por Shiva.

Esta é a história da chegada do rio Ganges à Terra. Na Índia é venerado como uma divindade e a sua água é sagrada. Ao longo de todo o seu curso, santifica a terra e purifica todos os que mergulham nas suas águas. A dança termina sobre a imagem da descida tumultuosa de Ganga sobre a terra.
____________________
Índia Dançada
Shantala Shivalingappa apresenta dança indiana com raízes que remontam há mais de 2000 anos
.
(...)
O Kuchipudi usa duas importantes técnicas, desenvolvidas de diferentes formas, em cada um dos estilos de dança clássica indiana: Dança Pura e Dança Expressiva.

A Dança Pura, ou nrtta, é rítmica e abstracta. Os pés executam os complexos padrões rítmicos da música acompanhante, sendo seguidos pelo resto do corpo, da cabeça até às pontas dos dedos, por vezes com austera precisão, por vezes com movimentos fluidos e graciosos.

A Dança Expressiva, ou abhinaya, é narrativa. Cada parte do corpo é usada para reviver um texto, poema ou história, recitada pelo canto. Os gestos feitos com as mãos - mudrás - estão codificados numa linguagem muito precisa. As expressões faciais são estilizadas, por forma a responderem a um largo espectro de emoções e sentimentos, complexos e subtis. Todo o corpo se anima para transmitir as emoções que emanam da canção.
(...)
____________________
e também ...
Orquestra Gulbenkian, 13 e 14 de Outubro de 2005
Obras coreografadas, com a participação da bailarina indiana

Claude Debussy
Danse Sacrée et Danse Profane, para Harpa e Orquestra de Cordas

Maurice Ravel
Introduction et Allegro
Ma mère L'Oye

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Orquestra Sinfónica NHK de Tóquio
Vladimir Ashkenazy (maestro)
Soile Isokoski (soprano)


NHK Symphony Orchestra, Tokyo
Orquestra Sinfónica NHK de Tóquio
Ashkenazy a Oriente - Clássicos do século XX
Coliseu dos Recreios, 16 de Outubro de 2005

Richard Strauss
Vier letzte lieder, 1948
Four Last Songs
(Die
vier letzten Lieder von Richard Strauss nach Gedichten von Hermann Hesse und Joseph von Eichendorffentstanden 1948 in der Schweiz, in die sich Strauss mit seiner Frau gegen Kriegsende flüchtete. Anders als es der Titel nahelegt, stellen sie weder das Ende seines Schaffens dar, noch wurden sie vom Komponisten als Zyklus angelegt. Die Lieder wurden erst später, wohl aufgrund ihrer thematischen Einheit, als "Vier letzte Lieder" herausgegeben. Als solche gelten sie heute als sein Schwanengesang. Vor dem Hintergrund des vergangenen Krieges und auch in Gewärtigung des eigenen, baldigen Todes, behandelt Strauss in diesen Liedern die Themen Tod und Abschied.)

In dusky vaults
I have long dreamt
of your trees and blue skies,
of your scents and the songs of birds.

Now you lie revealed
in glistening splendour,
flushed with light,
like a wonder before me.

You know me again,
you beckon tenderly to me;
all of my limbs quiver
from your blissful presence!


Claude Debussy
Jeux, 1913
(
The last orchestral work by Debussy, the ballet Jeux contains some of Debussy's strangest harmony and texture in a form that moves freely over its own field of motivic connection.)
(
Dans cette deuxième période éclate la modernité d'un style qui semble s'être affranchi de toutes les conventions formelles antérieures et Debussy fait de plus en plus figure de chef d'école.)

Maurice Ravel
Daphnis et Chloé, Suite Nº 2, 1912
symphonie choréographique
(
The vision of ancient Greece - from a romance by the Greek writer Longus - through the modification of 18th century French classicism in the languorous ballet Daphnis et Chloé, written for Ballets Russes sur une commande de Diaghilev, une chorégraphie de Fokine, avec Nijinski, Karsavina et Pierre Monteux au pupitre. It concerns the love between a goatherd and a shepherdess. It is in one act and three scenes. The music, some of the composers most passionate, is widely regarded as some of Ravel's best, with extrodinarily lush harmonies typical of the impressionist movement in music.)


Vladimir Ashkenazy


Soile Isokoski

O Ciclo Grandes Orquestras Mundiais está de volta. A primeira proposta da Gulbenkian é este concerto da Orquestra Sinfónica NHK de Tóquio. É imperdível por dois motivos: o prestígio do colectivo japonês e a presença de Soile Isokoski, solista que só por si valeria a viagem ao Coliseu de Lisboa no dia 16 de Outubro.Desde a sua fundação em 1946 que a Orquestra Sinfónica NHK de Tóquio é a referência das referências no Japão e tem o seu lugar cativo na galeria das grandes orquestras do globo. Mais de 200 composições já lhe foram entregues para serem tocadas pela primeira vez. O currículo perde a conta aos prémios que o grupo já conquistou dentro e fora de portas.

Mas o brilho do serão não fica pela reputação da orquestra. A dirigi-la, na interpretação de obras de Strauss, Debussy e Ravel, estará o destacado maestro russo Vladimir Ashkenazi.

Mais: a solista convidada é a soprano finlandesa Soile Isokoski, apontada pela crítica como uma das melhores intérpretes actuais deste repertório. A "Gramophone" premiou-a com o Editor's Choice Award. A BBC disse o seguinte: "Simples, directa e profundamente comovente (...). A voz prateada da soprano eleva-se sem esforço à estratosfera, num som tão belo quanto alguém poderia desejar, sem as camadas de verniz interpretativo ou as riquezas de vibrato que, na realidade, acabam por nos distanciar do verdadeiro conteúdo emocional das canções (...)."
Público online

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Wolfgang Holzmair (barítono)
Roger Vignoles (piano)


Wolfgang Holzmair

Fundação Calouste Gulbenkian, 11 de Outubro de 2005
«Um barítono que soa como Fritz Wunderlich», palavras de Charlie Cockey dedicadas ao cantor. Elogio? Claro que sim, pois a comparação é com uma das mais belas vozes da história! E a alusão insinuada à clareza da voz de Wolfgang Holzmair não deve ser lida como crítica. É que já não vivemos nos tempos de Dietrich Fischer-Dieskau, de Hans Hotter, ou mesmo do mais "leve" Hermann Prey, barítonos de tradição e cultura alemã que convenceram na ópera, em concerto e em recital com vozes escuras e de grande potência. Os barítonos do nosso tempo, os mais jovens, já possuem características mais luminosas, no que à cor vocal diz respeito.

Gustav Mahler
Ablösung im Sommer
Rheinlegendchen
Revelge
Irdisches Leben
Zu Straßburg auf der Schanz
Hans und Grete
Ich ging mit Lust
Wo die schönen Trompeten blasen

Béla Bartók
De Oito canções populares húngaras, Sz.64
- Ha kimegyek
- Töltik a nagy erdô útját

De Vinte canções populares húngaras, Sz.92
- Párosító
- Régi keserves
- Székely «lassú»
- «Hátforintos» nóta

Johannes Brahms
Wach auf mein Herzensschöne, WoO.33/16
Erlaube mir, feins Mädchen, WoO.33/2
Es steht ein Lind in jenem Tal, WoO.33/41
Die Sonne scheint nicht mehr, WoO.33/5
Schwesterlein, WoO. posth. 33/1
Wie komm ich denn zur Tür herein, WoO.33/ 34

Leos Janácek
Slzy úoechou
Osúd
Oéíëek léskový
Osaoelý
Pohéeb zbojníköv (versos: 1, 3, 4, 5)

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster (maestro)
Radu Lupu (piano)
Claudia Stein-Cornaz (flauta)


Lawrence Foster


Radu Lupu


Claudia Stein-Cornaz

Fundação Calouste Gulbenkian, 6 e 7 de Outubro de 2005
A simetria do programa apresentado remeterá o ouvinte para uma dicotomia entre clássico/contemporâneo ao longo das duas partes do concerto, representados por alguns dos nomes mais sonantes quer da composição quer da interpretação do panorama musical internacional.

Joseph Haydn
Sinfonia Nº 95, em Dó menor

Emmanuel Nunes
Tissures
(Obra originalmente intitulada Trames)

Pierre Boulez
Memoriale (...explosante fixe... Originel), para flauta solo e oito músicos
(no 80º Aniversário do compositor)

Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto para Piano Nº 20, em Ré menor, K.466

sábado, 1 de outubro de 2005

À Luz de Einstein 1905-2005



Uma mostra que se articula à volta do tema da luz e da matéria e que se insere no âmbito do Ano Internacional da Física. A partir de 3 de Outubro, na sala de exposições temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian.

Centrando-se no tema da luz e da matéria, "À Luz de Einstein" coloca em evidência alguns dos aspectos mais importantes dos progressos científicos dos últimos cem anos, relatando os mais relevantes marcos do conhecimento científico, tendo como foco particular Einstein e o seu trabalho de 1905 - para muitos, o "annus mirabilis" da sua vida científica.

Dirigida a um público escolar, a exposição pretende mostrar aos jovens o papel determinante da Física e da ciência em geral. Serão abordados temas como a estrutura das galáxias, a história do universo e as forças da natureza, os lasers do século XXI, as nanotecnologias e a macroelectrónica, os sinais do cérebro, a forma das proteínas e os padrões da natureza.

De 04-10-2005 a 15-01-2006
Terça a domingo das 10h00 às 17h45 (Encerra 1 de Janeiro)

Gulbenkian
FC-UL
Nuno Crato, Expresso

Os Animais Domésticos
Tragédia de Letizia Russo encenada por Silva Melo



Teatro D. Maria II, Lisboa, até 23 de Outubro

Artistas Unidos


Uns cegos, uma mãe que aguarda o regresso do seu filho, gente que passa, amantes encontrados e reencontrados, um filho que se liberta, a educação que prende, gente que espera e perde, as apostas de vida, cães vadios, a vida tumultuosa, o vai vem, miséria e honra. E a fúria dentro de cada um.

Quem manda em quem? Quais os modos de mandar, de prender, de afirmar a própria existência perante o outro?

Há por estas ruas uma violência que foi domesticada. Ou que reabre as suas fendas.

As feras voltam. E com elas as fúrias.

CÃO 2 – Que te importa um pontapé se depois te dão de comer.
CÃO 1 – Um pontapé dói.
CÃO 2 – E a fome não.
Letizia Russo. Os Animais Domésticos


Cerca de quatro séculos antes de Cristo, Aristóteles, naquilo que é a obra de teoria e de crítica literária mais importante da cultura ocidental, dá-se ao trabalho de definir aquilo que é e o que deve ser a tragédia - para ele, o género literário por excelência. O seu grande modelo é o Rei Édipo, de Sófocles; as situações são trágicas quando acontece um azar a alguém que não precisa de ser um génio, ou um Deus, mas que está bastante acima da média; uma má escolha, um mau passo, e as consequências são funestas. Claro está, a culpa tem um papel muito reduzido; as circunstâncias, pode dizer-se de maneira algo redutora, são tudo. Mais, o desgraçado herói trágico é, idealmente, um ser cuidadoso, escrupuloso, pronto a reconhecer (depois do mal feito) aquilo que só então se pode reconhecer como erro.
João Carneiro, Expresso

sábado, 24 de setembro de 2005

http://cult.blogs.sapo.pt/

Devido a instabilidade de "blogs.sapo.pt",
os seus "posts" serão transferidos para o actual no blogspot,
pouco a pouco...

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

6ª Festa do Cinema Francês



6 a 16 de Outubro, Fórum Lisboa e Instituto Franco-Português
13 a 16 de Outubro, Porto, Teatro Rivoli (inauguração), Cinemas Cidade do Porto
17 a 20 de Outubro, Coimbra, Cinemas Millenium
1 a 3 de Novembro, Faro, Teatro Municipal

A mais recente produção francesa em ante-estreia para descobrir em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro. Um largo panorama com todos os estilos representados e para todos os públicos e idades. Filmes legendados em português. Este ano de 2005, equipado para proporcionar as condições de projecção ideais, o IFP (de segunda a quinta) acolhe, com o Forum Lisboa (inaug. e de sexta a domingo), a programação da Festa para Lisboa. A programação abranje, tanto as primeiras obras de jovens realizadores, como os grandes sucessos do momento, ou mesmo os mais recentes filmes das estrelas do cinema francês ou internacional. Na edição deste ano, na Cinemateca Portuguesa será prestada homenagem à actriz Fanny Ardant com a oferta de uma escolha original de filmes, pouco conhecidos em Portugal, que traçam a excepcional carreira da actriz. A Festa presta homenagem às escolas portuguesas de cinema o que permitirá estabelecer um diálogo novo entre escolas portuguesas e francesas com encontros-debate e projecções.

Quinta-Feira, 6 de Outubro - FORUM LISBOA
21H30
LE COUPERET realizado por Costa Gavras

Sexta-Feira, 7 de Outubro - FORUM LISBOA
19H30
LES SŒURS FACHÉES realizado por Alexandra Leclère
21H30
C’EST PAS TOUT À FAIT LA VIE DONT J’AVAIS RÊVÉ realizado por Michel Piccoli

Sabado, 8 de Outubro - FORUM LISBOA
TRAVAUX, ON SAIT QUAND ÇA COMMENCE… realizado por Brigitte Roüan
17H00
LE RÔLE DE SA VIE realizado por François Favrat
19H30
LA MOUSTACHE realizado por Emmanuel Carrère
22H00
UN FIL À LA PATTE realizado por Michel Deville

Domingo, 9 de Outubro - FORUM LISBOA
14H30
ZIM AND CO realizado por Pierre Jolivet
17H00
QUAND LA MER MONTE realizado por Yolande Moreau, Gilles Porte
19H30
JE PRÉFÈRE QU’ON RESTE AMIS realizado por Eric Toledano, Olivier Nakache
22H00
ENTRE SES MAINS realizado por Anne Fontaine

Segunda-Feira, 10 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
19H30
INNOCENCE realizado por Lucile Hadzihalilovic
21H30
LES MOTS BLEUS realizado por Alain Corneau

Terça-Feira, 11 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
19H30
LES REVENANTS realizado por Robin Campillo
21H30
DOUCHES FROIDES realizado por Antony Cordier

Quarta-Feira, 12 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
19H30
VIPÈRE AU POING realizado por Philippe de Broca
21H30
KILOMÈTRE ZERO realizado por Hiner Saleem

Quinta-Feira, 13 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
21H30
GABRIELLE realizado por Patrice Chéreau

Sexta-Feira, 14 de Outubro - FORUM LISBOA
19H30
CACHÉ realizado por Michael Haneke
21H30
ROIS ET REINE realizado por Arnaud Desplechin

Sabado, 15 de Outubro - FORUM LISBOA
14H30
LE DERNIER TRAPPEUR realizado por Nicolas Vannier
17H00
JOYEUX NOËL realizado por Christian Carion
19H30
LE PROMENEUR DU CHAMP DE MARS realizado por Robert Guédiguian
22H00
ANTHONY ZIMMER realizado por Jérôme Salle

Domingo, 16 de Outubro - FORUM LISBOA
14H30
L’ENQUÊTE CORSE realizado por Alain Berbérian
17H00
HABANA BLUES realizado por Benito Zambrano
19H30
ARSÈNE LUPIN realizado por Jean-Paul Salomé
22H00
LES POUPÉES RUSSES realizado por Cédric Klapisch

Site.

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

VIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa
Luís de Freitas Branco (1890-1955)

Direcção Artística: JOÃO VAZ · ANTÓNIO DUARTE
Organização: JUVENTUDE MUSICAL PORTUGUESA

Sé Patriarcal de Lisboa, Igreja de São Vicente de Fora, Igreja de São Roque, Igreja de Santo António de Lisboa, Igreja de São Luís dos Franceses, Basílica da Estrela, Basílica do Palácio Nacional de Mafra


Sexta-feira, 23 de Setembro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Concerto de Abertura
Música Sacra Parisiense do Novecentos
João Vaz – órgão
António Duarte – órgão
Coro de Câmara de Lisboa
Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa
Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa
Coro Masculino da Escola de Música do Conservatório Nacional
Teresita Gutierrez Marques – direcção
Armando Possante – direcção
Paulo Brandão – direcção

Sábado, 24 de Setembro – 21:30h Igreja de Santo António de Lisboa
Recital de Trompete e Órgão
Pedro Monteiro – trompete
Antoine Sibertin-Blanc – órgão

Domingo, 25 de Setembro – 17:30h Basílica do Palácio Nacional de Mafra
Concerto a Dois Órgãos
Jean Ferrard – órgão
Thomas Deserranno – órgão

Segunda-feira, 26 de Setembro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Música Belga
Jean Ferrard – órgão

Terça-feira, 27 de Setembro – 21:30h Igreja de São Roque
Recital de Cravo e Órgão
Gustav Leonhardt – cravo e órgão

Sábado, 1 de Outubro – 21:30h Igreja de São Vicente de Fora
Música Ibérica
José Luis Echechipía – órgão

Domingo, 2 de Outubro – 16:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Música Antiga Boémia e Checa para Órgão
Pavel Kohout – órgão

Quinta-feira, 6 de Outubro – 21:30h Igreja de São Luís dos Franceses
Música Coral de Luís de Freitas Branco
Grupo Vocal Olisipo
Armando Possante – direcção
António Duarte – órgão

Sexta-feira, 7 de Outubro – 13:30h às 19:30h Igreja de São Roque
Dia ECHO
Festa Europeia do Órgão

Sexta-feira, 7 de Outubro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Johann Sebastian Bach
Wolfgang Zerer – órgão

Sábado, 8 de Outubro – 21:30h Igreja de São Vicente de Fora
Música Antiga Alemã
Wolfgang Zerer – órgão

Domingo, 9 de Outubro – 11:30h Igreja de São Vicente de Fora
Missa do Festival
Capella Basilicae Martyrum Olisiponensis
Armindo Borges – direcção
Antoine Sibertin-Blanc – órgão

Domingo, 9 de Outubro – 16:30h Basílica da Estrela
Música Antiga Italiana
Roberto Antonello – órgão

Segunda-feira, 10 de Outubro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Concerto de Encerramento
Música Coral e Sinfónica de Luís de Freitas Branco
Ana Ferraz – soprano
Susana Teixeira – meio-soprano
Pedro Chaves – tenor
António Esteireiro – órgão
Coro de Câmara de Lisboa
Orquestra Sinfónica Juvenil
Christopher Bochmann – direcção

Da arte de Gustav Leonhardt à figura tutelar de Freitas Branco (DN).

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Memórias de um sábado com rumores de azul
Paulo Ribeiro 10 anos



CCB, 30 Setembro e 1 de Outubro

"Vamos celebrar o tempo passado como matéria de futuro. O que existe de fascinante na criação é: o que foi feito não é mais do que uma ínfima parte de tudo o que há por descobrir."
Paulo Ribeiro

"E assim se passam 10 anos com a sensação de tudo ter começado ontem… com a mesma vontade, um pouco mais aguçada de querer ir mais além, e propagar o prazer de comunicar.
Belos anos, espero por muitos mais… que o horizonte seja vasto…"
Leonor Keil

"A comemoração de 10 anos de existência de uma estrutura artística em Portugal é, antes de tudo, uma confirmação de persistência contra a adversidade. Mas é também, ao mesmo tempo, o prenúncio da passagem para a maturidade, depois de um período de afirmação e crescimento.

Este tempo é inevitavelmente de introspecção, não paramos, mas olhamos para o que ficou. Por isso, a Leonor Keil, o Vítor Rua, o Nuno Rebelo e eu próprio iremos remontar e sobretudo recriar as peças que desenvolvemos em conjunto. Das obras feitas antes do período viseense será criada uma nova obra. Quer dizer que me deixarei inspirar pelos materiais e ideias destas obras para conceber um objecto actual e diferente."

Paulo Ribeiro

Paulo Ribeiro desanimado nos dez anos da companhia (DN)



Co-Produção: Companhia Paulo Ribeiro|CCB
1995 / 2005 | 10 Anos da Companhia Paulo Ribeiro

Ficha técnica:
Coreografias: Paulo Ribeiro
Remontagem das obras: Leonor Keil
Músicas: Nuno Rebelo, Vítor Rua
Figurinos: Rafaela Mapril
Iluminação: Nuno Meira
Intérpretes: Amélia Bentes, Leonor Keil, Marta Cerqueira, Marta Silva, Romulus Neagu, Luís Guerra, Zvonimir Kvesic
Músicos ao vivo: Nuno Rebelo, Vítor Rua

ProduçãoCompanhia Paulo Ribeiro
Co-produção Teatro Viriato, Viseu
Outros parceiros Centro Cultural de Belém, Lisboa; Teatro Nacional S. João, Porto; Teatro Municipal de Faro; Teatro Municipal de Guimarães; Faro Capital Nacional da Cultura 2005; Teatro Pax Júlia, Beja; Teatro Municipal da Guarda; Teatro de Vila Real; Arte em Rede; O Espaço do Tempo – Montemor-o-Novo.

Apoios Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / IPAE

Companhia residente no Teatro Viriato, em Viseu

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

festival Temps d'images 2005



Lisboa, 6 a 16 de Outubro de 2005

"Criado em 2002 pela ARTE e La Ferme du Buisson, Scène Nationale de Marne-la-Vallée, o festival TEMPS D’IMAGES tornou-se uma verdadeira rede europeia para a circulação de obras e de artistas.
Esta rede, tem por objectivo co-produzir e facilitar o encontro de artistas e a divulgação das suas obras, bem como partilhar experiências e desenvolver solidariedades, sem nunca perder de vista a proposta fundadora do Festival, ou seja criar pontes inesperadas entre as artes cénicas e as artes da imagem."

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Festival Música Viva Entr'Artes 2005



Miso Music Portugal

de 16 a 24 de Setembro de 2005 em Sintra, Oeiras e Lisboa

"No coração da Nova Música e da Música Electrónica. Cruzamento das artes e da música; dança, escultura, vídeo, instalações...

Em 2005 o Festival Música Viva completa a sua 11ª edição e neste novo ciclo que agora se inicia, se por um lado as linhas de força da programação das edições anteriores se mantêm, por outro apresenta uma renovada proposta, pondo em relação a música com as outras artes e por isso se designa MÚSICA VIVA / ENTR'ARTES.

Com esta nova designação, o festival internacional "Música Viva / Entr'Artes 2005" reforça a presença de propostas pluridisciplinares, nomeadamente com dança, cinema e vídeo, apresentando também várias "instalações" e volta a afirmar uma forte presença da música portuguesa e a dar uma especial atenção às relações da música com a tecnologia onde se destaca a já emblemática "Orquestra de Altifalantes"."

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Festival Expresso Oriente



Toru Takemitsu 75 Anos
Música de Este a Oeste

"Hoje, o mundo parece ser apenas um – globalizado e único. E, no entanto, não é preciso ir muito longe para se sentirem os muitos mundos que há no mundo. Através da música essa diversidade de mundos revela-se e ficam à vista semelhanças, interligações, aculturações, sínteses, resistências, integração ou rejeição do exótico – desejo do outro reiterado. O Festival Expresso Oriente coloca lado a lado culturas musicais com trajectos e razões históricas diversas, propondo a audição de nova música de ocidente a oriente - num confronto aberto e plural, através de concertos, debates e outros acontecimentos. O Festival Expresso Oriente em 2005 celebra a obra do compositor japonês Toru Takemitsu (no ano do seu seu 75º aniversário), apresentando um conjunto de obras deste compositor e debatendo a sua música."

Culturgest
de 17 de Setembro a 1 de Outubro de 2005

Uma produção conjunta de OrchestrUtopica, Culturgest e Fundação Oriente, com o apoio da Embaixada da República da Indonésia em Lisboa
Direcção artística do projecto Luís Tinoco / José Júlio Lopes
Produção OrchestrUtopica, Culturgest, Fundação Oriente
Produção executiva OrchestrUtopica, Culturgest