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sábado, 1 de outubro de 2005

Os Animais Domésticos
Tragédia de Letizia Russo encenada por Silva Melo



Teatro D. Maria II, Lisboa, até 23 de Outubro

Artistas Unidos


Uns cegos, uma mãe que aguarda o regresso do seu filho, gente que passa, amantes encontrados e reencontrados, um filho que se liberta, a educação que prende, gente que espera e perde, as apostas de vida, cães vadios, a vida tumultuosa, o vai vem, miséria e honra. E a fúria dentro de cada um.

Quem manda em quem? Quais os modos de mandar, de prender, de afirmar a própria existência perante o outro?

Há por estas ruas uma violência que foi domesticada. Ou que reabre as suas fendas.

As feras voltam. E com elas as fúrias.

CÃO 2 – Que te importa um pontapé se depois te dão de comer.
CÃO 1 – Um pontapé dói.
CÃO 2 – E a fome não.
Letizia Russo. Os Animais Domésticos


Cerca de quatro séculos antes de Cristo, Aristóteles, naquilo que é a obra de teoria e de crítica literária mais importante da cultura ocidental, dá-se ao trabalho de definir aquilo que é e o que deve ser a tragédia - para ele, o género literário por excelência. O seu grande modelo é o Rei Édipo, de Sófocles; as situações são trágicas quando acontece um azar a alguém que não precisa de ser um génio, ou um Deus, mas que está bastante acima da média; uma má escolha, um mau passo, e as consequências são funestas. Claro está, a culpa tem um papel muito reduzido; as circunstâncias, pode dizer-se de maneira algo redutora, são tudo. Mais, o desgraçado herói trágico é, idealmente, um ser cuidadoso, escrupuloso, pronto a reconhecer (depois do mal feito) aquilo que só então se pode reconhecer como erro.
João Carneiro, Expresso

sábado, 24 de setembro de 2005

http://cult.blogs.sapo.pt/

Devido a instabilidade de "blogs.sapo.pt",
os seus "posts" serão transferidos para o actual no blogspot,
pouco a pouco...

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

6ª Festa do Cinema Francês



6 a 16 de Outubro, Fórum Lisboa e Instituto Franco-Português
13 a 16 de Outubro, Porto, Teatro Rivoli (inauguração), Cinemas Cidade do Porto
17 a 20 de Outubro, Coimbra, Cinemas Millenium
1 a 3 de Novembro, Faro, Teatro Municipal

A mais recente produção francesa em ante-estreia para descobrir em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro. Um largo panorama com todos os estilos representados e para todos os públicos e idades. Filmes legendados em português. Este ano de 2005, equipado para proporcionar as condições de projecção ideais, o IFP (de segunda a quinta) acolhe, com o Forum Lisboa (inaug. e de sexta a domingo), a programação da Festa para Lisboa. A programação abranje, tanto as primeiras obras de jovens realizadores, como os grandes sucessos do momento, ou mesmo os mais recentes filmes das estrelas do cinema francês ou internacional. Na edição deste ano, na Cinemateca Portuguesa será prestada homenagem à actriz Fanny Ardant com a oferta de uma escolha original de filmes, pouco conhecidos em Portugal, que traçam a excepcional carreira da actriz. A Festa presta homenagem às escolas portuguesas de cinema o que permitirá estabelecer um diálogo novo entre escolas portuguesas e francesas com encontros-debate e projecções.

Quinta-Feira, 6 de Outubro - FORUM LISBOA
21H30
LE COUPERET realizado por Costa Gavras

Sexta-Feira, 7 de Outubro - FORUM LISBOA
19H30
LES SŒURS FACHÉES realizado por Alexandra Leclère
21H30
C’EST PAS TOUT À FAIT LA VIE DONT J’AVAIS RÊVÉ realizado por Michel Piccoli

Sabado, 8 de Outubro - FORUM LISBOA
TRAVAUX, ON SAIT QUAND ÇA COMMENCE… realizado por Brigitte Roüan
17H00
LE RÔLE DE SA VIE realizado por François Favrat
19H30
LA MOUSTACHE realizado por Emmanuel Carrère
22H00
UN FIL À LA PATTE realizado por Michel Deville

Domingo, 9 de Outubro - FORUM LISBOA
14H30
ZIM AND CO realizado por Pierre Jolivet
17H00
QUAND LA MER MONTE realizado por Yolande Moreau, Gilles Porte
19H30
JE PRÉFÈRE QU’ON RESTE AMIS realizado por Eric Toledano, Olivier Nakache
22H00
ENTRE SES MAINS realizado por Anne Fontaine

Segunda-Feira, 10 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
19H30
INNOCENCE realizado por Lucile Hadzihalilovic
21H30
LES MOTS BLEUS realizado por Alain Corneau

Terça-Feira, 11 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
19H30
LES REVENANTS realizado por Robin Campillo
21H30
DOUCHES FROIDES realizado por Antony Cordier

Quarta-Feira, 12 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
19H30
VIPÈRE AU POING realizado por Philippe de Broca
21H30
KILOMÈTRE ZERO realizado por Hiner Saleem

Quinta-Feira, 13 de Outubro - INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS
21H30
GABRIELLE realizado por Patrice Chéreau

Sexta-Feira, 14 de Outubro - FORUM LISBOA
19H30
CACHÉ realizado por Michael Haneke
21H30
ROIS ET REINE realizado por Arnaud Desplechin

Sabado, 15 de Outubro - FORUM LISBOA
14H30
LE DERNIER TRAPPEUR realizado por Nicolas Vannier
17H00
JOYEUX NOËL realizado por Christian Carion
19H30
LE PROMENEUR DU CHAMP DE MARS realizado por Robert Guédiguian
22H00
ANTHONY ZIMMER realizado por Jérôme Salle

Domingo, 16 de Outubro - FORUM LISBOA
14H30
L’ENQUÊTE CORSE realizado por Alain Berbérian
17H00
HABANA BLUES realizado por Benito Zambrano
19H30
ARSÈNE LUPIN realizado por Jean-Paul Salomé
22H00
LES POUPÉES RUSSES realizado por Cédric Klapisch

Site.

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

VIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa
Luís de Freitas Branco (1890-1955)

Direcção Artística: JOÃO VAZ · ANTÓNIO DUARTE
Organização: JUVENTUDE MUSICAL PORTUGUESA

Sé Patriarcal de Lisboa, Igreja de São Vicente de Fora, Igreja de São Roque, Igreja de Santo António de Lisboa, Igreja de São Luís dos Franceses, Basílica da Estrela, Basílica do Palácio Nacional de Mafra


Sexta-feira, 23 de Setembro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Concerto de Abertura
Música Sacra Parisiense do Novecentos
João Vaz – órgão
António Duarte – órgão
Coro de Câmara de Lisboa
Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa
Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa
Coro Masculino da Escola de Música do Conservatório Nacional
Teresita Gutierrez Marques – direcção
Armando Possante – direcção
Paulo Brandão – direcção

Sábado, 24 de Setembro – 21:30h Igreja de Santo António de Lisboa
Recital de Trompete e Órgão
Pedro Monteiro – trompete
Antoine Sibertin-Blanc – órgão

Domingo, 25 de Setembro – 17:30h Basílica do Palácio Nacional de Mafra
Concerto a Dois Órgãos
Jean Ferrard – órgão
Thomas Deserranno – órgão

Segunda-feira, 26 de Setembro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Música Belga
Jean Ferrard – órgão

Terça-feira, 27 de Setembro – 21:30h Igreja de São Roque
Recital de Cravo e Órgão
Gustav Leonhardt – cravo e órgão

Sábado, 1 de Outubro – 21:30h Igreja de São Vicente de Fora
Música Ibérica
José Luis Echechipía – órgão

Domingo, 2 de Outubro – 16:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Música Antiga Boémia e Checa para Órgão
Pavel Kohout – órgão

Quinta-feira, 6 de Outubro – 21:30h Igreja de São Luís dos Franceses
Música Coral de Luís de Freitas Branco
Grupo Vocal Olisipo
Armando Possante – direcção
António Duarte – órgão

Sexta-feira, 7 de Outubro – 13:30h às 19:30h Igreja de São Roque
Dia ECHO
Festa Europeia do Órgão

Sexta-feira, 7 de Outubro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Johann Sebastian Bach
Wolfgang Zerer – órgão

Sábado, 8 de Outubro – 21:30h Igreja de São Vicente de Fora
Música Antiga Alemã
Wolfgang Zerer – órgão

Domingo, 9 de Outubro – 11:30h Igreja de São Vicente de Fora
Missa do Festival
Capella Basilicae Martyrum Olisiponensis
Armindo Borges – direcção
Antoine Sibertin-Blanc – órgão

Domingo, 9 de Outubro – 16:30h Basílica da Estrela
Música Antiga Italiana
Roberto Antonello – órgão

Segunda-feira, 10 de Outubro – 21:30h Sé Patriarcal de Lisboa
Concerto de Encerramento
Música Coral e Sinfónica de Luís de Freitas Branco
Ana Ferraz – soprano
Susana Teixeira – meio-soprano
Pedro Chaves – tenor
António Esteireiro – órgão
Coro de Câmara de Lisboa
Orquestra Sinfónica Juvenil
Christopher Bochmann – direcção

Da arte de Gustav Leonhardt à figura tutelar de Freitas Branco (DN).

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Memórias de um sábado com rumores de azul
Paulo Ribeiro 10 anos



CCB, 30 Setembro e 1 de Outubro

"Vamos celebrar o tempo passado como matéria de futuro. O que existe de fascinante na criação é: o que foi feito não é mais do que uma ínfima parte de tudo o que há por descobrir."
Paulo Ribeiro

"E assim se passam 10 anos com a sensação de tudo ter começado ontem… com a mesma vontade, um pouco mais aguçada de querer ir mais além, e propagar o prazer de comunicar.
Belos anos, espero por muitos mais… que o horizonte seja vasto…"
Leonor Keil

"A comemoração de 10 anos de existência de uma estrutura artística em Portugal é, antes de tudo, uma confirmação de persistência contra a adversidade. Mas é também, ao mesmo tempo, o prenúncio da passagem para a maturidade, depois de um período de afirmação e crescimento.

Este tempo é inevitavelmente de introspecção, não paramos, mas olhamos para o que ficou. Por isso, a Leonor Keil, o Vítor Rua, o Nuno Rebelo e eu próprio iremos remontar e sobretudo recriar as peças que desenvolvemos em conjunto. Das obras feitas antes do período viseense será criada uma nova obra. Quer dizer que me deixarei inspirar pelos materiais e ideias destas obras para conceber um objecto actual e diferente."

Paulo Ribeiro

Paulo Ribeiro desanimado nos dez anos da companhia (DN)



Co-Produção: Companhia Paulo Ribeiro|CCB
1995 / 2005 | 10 Anos da Companhia Paulo Ribeiro

Ficha técnica:
Coreografias: Paulo Ribeiro
Remontagem das obras: Leonor Keil
Músicas: Nuno Rebelo, Vítor Rua
Figurinos: Rafaela Mapril
Iluminação: Nuno Meira
Intérpretes: Amélia Bentes, Leonor Keil, Marta Cerqueira, Marta Silva, Romulus Neagu, Luís Guerra, Zvonimir Kvesic
Músicos ao vivo: Nuno Rebelo, Vítor Rua

ProduçãoCompanhia Paulo Ribeiro
Co-produção Teatro Viriato, Viseu
Outros parceiros Centro Cultural de Belém, Lisboa; Teatro Nacional S. João, Porto; Teatro Municipal de Faro; Teatro Municipal de Guimarães; Faro Capital Nacional da Cultura 2005; Teatro Pax Júlia, Beja; Teatro Municipal da Guarda; Teatro de Vila Real; Arte em Rede; O Espaço do Tempo – Montemor-o-Novo.

Apoios Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / IPAE

Companhia residente no Teatro Viriato, em Viseu

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

festival Temps d'images 2005



Lisboa, 6 a 16 de Outubro de 2005

"Criado em 2002 pela ARTE e La Ferme du Buisson, Scène Nationale de Marne-la-Vallée, o festival TEMPS D’IMAGES tornou-se uma verdadeira rede europeia para a circulação de obras e de artistas.
Esta rede, tem por objectivo co-produzir e facilitar o encontro de artistas e a divulgação das suas obras, bem como partilhar experiências e desenvolver solidariedades, sem nunca perder de vista a proposta fundadora do Festival, ou seja criar pontes inesperadas entre as artes cénicas e as artes da imagem."

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Festival Música Viva Entr'Artes 2005



Miso Music Portugal

de 16 a 24 de Setembro de 2005 em Sintra, Oeiras e Lisboa

"No coração da Nova Música e da Música Electrónica. Cruzamento das artes e da música; dança, escultura, vídeo, instalações...

Em 2005 o Festival Música Viva completa a sua 11ª edição e neste novo ciclo que agora se inicia, se por um lado as linhas de força da programação das edições anteriores se mantêm, por outro apresenta uma renovada proposta, pondo em relação a música com as outras artes e por isso se designa MÚSICA VIVA / ENTR'ARTES.

Com esta nova designação, o festival internacional "Música Viva / Entr'Artes 2005" reforça a presença de propostas pluridisciplinares, nomeadamente com dança, cinema e vídeo, apresentando também várias "instalações" e volta a afirmar uma forte presença da música portuguesa e a dar uma especial atenção às relações da música com a tecnologia onde se destaca a já emblemática "Orquestra de Altifalantes"."

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Festival Expresso Oriente



Toru Takemitsu 75 Anos
Música de Este a Oeste

"Hoje, o mundo parece ser apenas um – globalizado e único. E, no entanto, não é preciso ir muito longe para se sentirem os muitos mundos que há no mundo. Através da música essa diversidade de mundos revela-se e ficam à vista semelhanças, interligações, aculturações, sínteses, resistências, integração ou rejeição do exótico – desejo do outro reiterado. O Festival Expresso Oriente coloca lado a lado culturas musicais com trajectos e razões históricas diversas, propondo a audição de nova música de ocidente a oriente - num confronto aberto e plural, através de concertos, debates e outros acontecimentos. O Festival Expresso Oriente em 2005 celebra a obra do compositor japonês Toru Takemitsu (no ano do seu seu 75º aniversário), apresentando um conjunto de obras deste compositor e debatendo a sua música."

Culturgest
de 17 de Setembro a 1 de Outubro de 2005

Uma produção conjunta de OrchestrUtopica, Culturgest e Fundação Oriente, com o apoio da Embaixada da República da Indonésia em Lisboa
Direcção artística do projecto Luís Tinoco / José Júlio Lopes
Produção OrchestrUtopica, Culturgest, Fundação Oriente
Produção executiva OrchestrUtopica, Culturgest

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Experimentadesign 2005



15 de Setembro a 30 de Outubro de 2005

"O tema para a edição de 2005 da Experimentadesign fecha um ciclo. Em 2001, 'Modus Operandi' reflectiu um interesse pelos modos específicos da produção cultural nas diversas áreas do design, da arte e da arquitectura; em 2003, o tema 'Para além do Consumo' lançou as bases para uma discussão mais lata em torno da figura e da posição do consumidor, do espectador e do utilizador. Em 2005, o tema "O Meio é a Matéria" foca o meio e as matérias de transmissão perceptíveis no intervalo que se encontra entre quem cria e quem recebe."

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Don Byron Ivey Divey



Don Byron Ivey Divey Trio (w/Jason Moran & Billy Hart)

Dia 3, Sábado, Fórum Lisboa
21h30 Wishful Thinking / 23h00 Don Byron's Ivey Divey Trio

"Os Wishful Thinking prometem ser a surpresa de dia 3, graças ao eclectismo da sua sonoridade e às nacionalidades mistas dos seus músicos. Abrem a função para o trio do clarinetista norte-americano Don Byron, por várias vezes considerado o melhor do mundo.
Em apresentação estará disco, "Ivey-Divey", que traz a etiqueta da Blue Note e o aplauso da crítica."

Wishful Thinking Quartet
Fundado pelo saxofonista brasileiro Alípio C. Neto e pelo teclista e pianista britânico Alex McGuire, apresenta um trabalho de composição original optimizando as potencialidades dos seus superiores instrumentistas, interessados em transcender os limites do jazz através da improvisação e do recurso a uma estética comtemporânea.

For over a decade, Don Byron has been a singular voice in a dizzying range of musical contexts, exploring widely divergent traditions while continually striving for what he calls "a sound above genre." As clarinetist, composer, arranger, and social critic, he redefines every genre of music he plays, be it classical, salsa, hip-hop, funk, klezmer, or any jazz style from swing and bop to cutting-edge downtown improvisation. He has been consistently voted best clarinetist by critics and readers alike in leading international music journals since being named “Jazz Artist of the Year” by Down Beat in 1992. Acclaimed as much for his restless creativity as for his unsurpassed virtuosity as a player, Byron has presented a multitude of projects at major music festivals around the world, including recent performances in Vienna, San Francisco, Hong Kong, London, Monterey, New Zealand, and on New York’s Broadway.

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Rentrée antecipada com Commedia dell`Arte



IV Festival Internacional de Máscaras e Comediantes

“ARLEQUIM, SERVIDOR DE DOIS AMOS”
FC Produções Teatrais
24 (Estreia), 25, 26 e 31 de Agosto; 1 e 2, 7 a 9, 14 e 15 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

“AS DESVENTURAS DE ISABELLA”
FC Produções Teatrais
27 de Agosto e 3 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

“MÃE PRETA”
ESTE – Estação Teatral da Beira Interior
28 de Agosto | 18h00 | MUSEU DA MARIONETA

“FOLIAS DE CERVANTES”
Teatro Viaggio
4 de Setembro | 18h00 | MUSEU DA MARIONETA

“FLORINDO RAPITO”
Adriano Iurissevich
10 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

"LA COMMEDIA DELL'ARTE NEL MONDO"
C.A.M.A. – Centro Attori Manifestazioni Artistiche / Mario Mattia Giorgetti
11 de Setembro | 18h00 | MUSEU DA MARIONETA

“LA COMEDIA DE LAS COMEDIAS”
Teatro del Finikito
16 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

“D. QUIXOTE”
Teatro del Finikito
17 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

FC - Produções Teatrais. Site.

sábado, 20 de agosto de 2005

Ensaio sobre a Cegueira



O Bando
Teatro da Trindade
até 18 de Setembro

Em ano de aniversário – O Bando celebrou 30 anos em 2004, efeméride pouco habitual no panorama teatral português e europeu –, a companhia liderada por João Brites acrescenta mais uma etapa a um percurso marcado pelo questionamento dos valores universais. A aposta permanece na preocupação de ultrapassar o evidente para investir num teatro “que olha para dentro”. Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, autor português de referência, não podia espelhar melhor essa imagem de marca. Tomando como ponto de partida a alegoria “fechar os olhos para ver melhor” – que de forma quase literal deu o nome ao projecto Deixar de Ver para Ver Melhor, primeira investida na obra de Saramago –, O Bando retoma a reflexão sobre a cegueira, não daqueles que estão privados do sentido da visão, mas dos que vendo, não enxergam. A mensagem parece clara: “Quando todos fecharmos os olhos e os voltarmos a abrir, será possível ver, construir e criar um mundo diferente, mais justo, mais livre.”

texto José Saramago
dramaturgia e encenação João Brites
composição e direcção musical Jorge Salgueiro
oralidade Teresa Lima
corporalidade Luca Aprea
espaço cénico Rui Francisco
figurinos Maria Matteuci
adereços Clara Bento
fotografias em adereços Lia Costa Carvalho
desenho de luz Cristina Piedade e Luís Fernandes
desenho de som Sérgio Milhano

elenco Bibi Gomes, Gonçalo Amorim, Horácio Manuel, Luís Godinho, Maria João Pereira, Miguel Moreira, Nelson Monforte, Nicolas Brites, Paula Só, Pedro Gil, Rita Calçada, Romeu Costa, Sara de Castro e Sara Belo

Criação Teatro O Bando
Co-produção Teatro Nacional S. João
Parceria / Reposição INATEL – Teatro da Trindade

Banda sonora da peça "Ensaio sobre a Cegueira" é lançada no Outono (RTP)

domingo, 17 de julho de 2005

Serialismo (modernidade)

As contribuições de Richard Wagner, Claude Debussy e Igor Stravinsky foram decisivas para o desenvolvimento da linguagem musical no Ocidente. No entanto esses compositores não dispunham de um método composicional conciso que sustentasse suas incursões pelo âmbito da dissonância.

Coube a Arnold Schoenberg (1874-1951) a formulação de um método (sistema) composicional coerente e rigoroso, em substituição ao método de tonalidades maior-menor. A proposição de Schoenberg, sendo considerada uma das maiores revoluções em toda a história da Música no Ocidente, representa a linha divisória entre a tradição e a modernidade, assim como também a referência dos compositores das gerações que o sucederam.

Porém, o próprio Schoenberg passou por um período que, desprovido de um sistema composicional, cria obras exclusivamente atonais, sendo considerado por muitos estudiosos o pioneiro nesta modalidade de composição.

SERIALISMO: UMA NOVA PROPOSTA DE SISTEMATIZAÇÃO FORMAL, ESTRUTURAL E HARMÔNICA (A ATONALIDADE, ARNOLD SCHOENBERG E O SERIALISMO, AS PARTÍCULAS SONORAS DE ANTON WEBERN, SERIALISMO INTEGRAL)


Serialism is most specifically defined the structural principle according to which a recurring series of ordered elements (normally a set - or 'row' - of pitches or 'pitch classes') which are used in order, or manipulated in particular ways, to give a piece unity. Serialism is often broadly applied to all music written in the what Arnold Schoenberg called "The Method of Composing with Twelve Tones related only to one another", or dodecaphony, and methods which evolved from his methods. It is sometimes used more specifically to apply only to music where at least one other element other than pitch is subjected to being treated as a row or series. The term Schoenbergian serialism is sometimes used to make the same distinction between use of pitch series only, particularly if their is an adherence to post-Romantic textures, harmonic procedures, voice-leading and other audible elements of 19th century music. In such usages post-Webernian serialism will be sued to denote works which extend serial techniques to other elements of music. Another term used to make the distinction is 12 tone serialism.

Serialism has been described by its practioners as an extension and formalisation of earlier methods of 'cellular' thematic and motivic unification in classical and romantic music. This extension and formalisation is seen as having been motivated by the intensifying drive towards chromatic saturation and the resulting need to unify without using tonality.

Most serial music is deliberately structured as such. A row may be assembled 'pre-compositionally' (perhaps to embody particular intervallic or symmetrical properties), or it may be derived from a spontaneously invented thematic or motivic idea. Composing a serial work involves continually re-rhythmicising the various reappearances of the row in its Original, Retrograde, Inverted and Retrograde-Inverted forms as these are distributed through the various elements of the texture and employed to create accompaniments and subordinate parts as well as the main themes; each of these forms may also be transposed to begin on any note of the chromatic scale.

This row or series is used in one form as the "basic set", which constitutes the "center" of gravity for the piece. Each row or series is supposed to have three other forms: retrograde, or the basic set backwards, inverted, or the basic set "upside down" and retrograde-inverted, which is the basic set upside down and backwards. The basic set is usually required to have certain properties, and may have additional restrictions, such as the requirement that it use each interval only once. The most common requirement is that first half and second half of the row not be inversions of each other. The series in itself may be regarded as pre-compositional material: in the process of composition it is manipulated by various means to produce musical material.

Serialism
History of Serial Music (Twelve Tone Music, Serialism invented and described, Serialism and high modernism, Serialism in the present, Reactions to and against serialism), Theory of Serial Music, Important Composers, Sources.
Wikipedia (GNU Free Documentation License)

sábado, 16 de julho de 2005

Sabine Meyer, Heinrich Schiff, Leif Ove Andsnes



Sabine Meyer, clarinete
Heinrich Schiff, violoncelo
Leif Ove Andsnes, Piano

Penha Longa Hotel & Golf Resort, 20 de Julho de 2005

Witold Lutoslawski
Prelúdios de Dança, para Clarinete e Piano
Grave: Metamorfoses, para Violoncelo e Piano

Ludwig van Beethoven
Sonata para Violoncelo e Piano nº 3, em Lá Maior, op. 69

Alban Berg
Quatro Peças para Clarinete e Piano, op. 5

Johannes Brahms
Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano, em Lá menor, op. 114


Witold Lutoslawski (1913-1994)

Prelúdios de Dança para Clarinete e Piano, 1954
A clear, fresh tonality related to late Bartók.

Grave para Violoncelo e Piano, 1981
In his later works he evolved a more harmonically mobile, less monumental style, in which less of the music is played with an ad libitum coordination.

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Sonata para Violoncelo e Piano nº 3, 1808
Dedicated to baron Gleichenstein, is the most popular and at the same time the most loved cello sonata of the composer’s work. This is explainable through the diversity of the thematic material and the improvisational character of the themes.

Alban Berg (1885-1935)

Quatro Peças para Clarinete e Piano, 1913
Schoenberg was scathing of the Altenberg Songs, and Berg's response was to attempt in the Four Pieces for Clarinet and Piano, the kind of genuine aphorisms that his teacher and Webern had explored (12-note serialism). The pieces are exceedingly short (12,9,18, and 20 bars). The technical brilliance is undoubted (the pieces correspond to a four-movement classical sonata) but the results are completely sterile, especially when set alongside Webern's similar works. They are primarily interesting as a musical example of psychological dependence.

Johannes Brahms (1833-1897)
Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano, 1891
For Brahms, the clarinet's mellow colouring lent itself splendidly to the ruminative and sometimes melancholy nature of his music. His use of the cello, in contradistinction to the viola in Mozart's K. 498, provides an overall darker colouring that is in keeping with the "autumnal" character that one hears even in Brahms's early music and which deepened over the years. "It is as though the instruments were in love with each other."


Serialismo (modernidade)
Witold Lutoslawski e Alban Berg (compositores século XX)








Witold Lutoslawski e Alban Berg
(compositores século XX)


Varsóvia, 1913-1994.

Prelúdios de Dança, para Clarinete e Piano
Grave: Metamorfoses, para Violoncelo e Piano
Sabine Meyer, Heinrich Schiff, Leif Ove Andsnes
Sintra, 20 de Julho de 2005


Music

Lutosławski described musical composition as a search for listeners who think and feel the same way he did — he once called it "fishing for souls".

Folk influence
Works up to Dance Preludes exhibit a marked folk influence, both harmonically and melodically. For instance, the Concerto for Orchestra contains Polish folk melodies more or less distorted, some unrecognisable except after careful analysis.

When Lutosławski discovered the techniques of his mature compositions, he simply stopped using folk material. As he said himself, "[in those days] I could not compose as I wished, so I composed as I was able", and about this change of direction he said, "I was simply not so interested in it [using folk music]".

Pitch organisation
In Muzyka żałobna, 1958 Lutosławski introduced his own brand of twelve-tone music, and this work marks his leaving behind folk influence. Lutosławski's twelve-tone technique allowed him to build harmony and melody from specific intervals (augmented fourths and semitones in Muzyka żałobna). This system also gave him the means to write the dense chords he wanted without resorting to tone clusters, and enabled him to build towards these dense chords (which often include all 12 notes of the chromatic scale) at climactic moments. Lutosławski's 12-note techniques were thus completely different in conception from Arnold Schoenberg's tone-row system, although Muzyka żałobna does happen to be based on a tone row.

His twelve-note intervallic technique was not a complete break from Lutosławski's previous music, as the use of intervals to build chords can be heard in works such as Concerto for Orchestra.

Aleatory technique
Although Muzyka żałobna was internationally acclaimed, his new harmonic techniques led to something of a crisis for Lutosławski, during which he still could not see how to express his musical ideas. Then he happened to hear some music by John Cage. Although he was not influenced by the sound or the philosophy of Cage's music, Cage's explorations of aleatory music set off a train of thought, which resulted in Lutosławski finding a way to retain the harmonic structures he wanted while introducing the freedom he was searching for. His 3 Postludes were hastily rounded off (he originally intended to write four) and he moved on to compose works in which he explored these new ideas.

In works from Jeux vénitiens, the parts of the ensemble are not to be synchronised exactly. At cues from the conductor. instrumentalists may be instructed to move straight on to the next section, to finish their current section before moving on, or to stop. In this way the random element implied by the term aleatory is carefully directed by the composer, who controls the architecture and harmonic progression of the piece precisely. Lutosławski notates the music exactly, there is no improvisation, no choice of parts is given to any instrumentalist, and there is thus no doubt about how the musical performance is to be realised. The combination of Lutosławski's aleatory techniques and his harmonic discoveries allowed him to build up complex musical textures.

In many works of this period, aleatory style is contrasted with sections where the orchestra is asked to synchronise their parts conventionally, in passages notated with a common time signature. Good examples are the climax of Livre pour orchestre and passages leading to the climax of Symphony No. 2.

Late style
In his later works Lutosławski evolved a more harmonically mobile, less monumental style, in which less of the music is played with an ad libitum coordination. This development resulted from the demands of his late chamber works, such as Epitaph, Grave and Partita for just two instrumentalists, however it may also be seen in orchestral works such as Piano Concerto, Chantefleurs et Chantefables, and Fourth Symphony, which require mostly conventional coordination.

Lutosławski's formidable technical developments grew out of his creative imperative; that he left a lasting body of major compositions is a testament to his resolution of purpose in the face of the anti-formalist authorities under which he formulated his methods.

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Viena, 1885-1935

Quatro Peças para Clarinete e Piano, op. 5
Sabine Meyer, Heinrich Schiff, Leif Ove Andsnes
Sintra, 20 de Julho de 2005

Berg was born in Vienna, the third of four children of Johanna and Conrad Berg. His family lived quite comfortably until the death of his father in 1900.

He was more interested in literature than music as a child, and did not begin to compose until he was fifteen, when he started to teach himself music. He had very little formal music eduction until he began a six-year period of study with Arnold Schoenberg in October 1904 to 1911, studying counterpoint, music theory, and harmony; by 1906 he concentrated on his music studies full-time, and by 1907 he began composition lessons. Among his compositions under Schoenberg were five piano sonata drafts and various songs, including his Seven Early Songs (Sieben frühe Lieder), three of which were Berg's first publicly performed work in a concert featuring the music of Schoenberg's pupils in Vienna that same year.

These early compositions would reveal Berg's progress as a composer under Schoenberg's tutelage. The early sonata sketches eventually culminated in Berg's Piano Sonata Op.1 (1907–8); while considered to be his "graduating composition", is one of the most formidable Op. 1 ever written by any composer. (See Lauder.) Schoenberg was a major influence on him throughout his lifetime; Berg not only greatly admired him as a composer and mentor, but they remained close friends for the remainder of his life. Many people believe that Berg also saw him as a surrogate father, considering Berg's young age during his father's death.

An important idea of Schoenberg is his teaching was what would later be known as developing variation, which stated that the unity of a piece is dependent on all aspects of the composition being derived from a single basic idea. Berg would then pass this idea down to one of his students, Theodor Adorno, who stated: "The main principle he conveyed was that of variation: everything was supposed to develop out of something else and yet be intrinsically different." The Sonata is a striking example of the execution of this idea — the whole composition can be derived from the opening quartal gesture and from the opening phrase.

Berg was a part of Vienna's cultural elite during the heady period of fin de siècle. Among his circle included the musicians Alexander von Zemlinsky and Franz Schreker, painter Gustav Klimt, writer and satirist Karl Kraus, architect Adolf Loos, and poet Peter Altenberg. In 1906, Berg met Helene Nahowski, singer and daughter of a wealthy family, and despite the outward hostility of her family, married on May 3, 1911.

In 1913, Berg's Five songs on picture postcard texts by Peter Altenberg were premiered in Vienna. The piece caused a riot, and the performance had to be halted: a complete performance of the work was not given until 1952.

From 1915 to 1918, he served in the Austrian Army and it was during a period of leave in 1917 that he began work on his first opera, Wozzeck. Following World War I, he settled again in Vienna where he taught private pupils. He also helped Schoenberg run the Society for Private Musical Performances, which sought to create an ideal environment for the exploration of unappreciated and unfamiliar new music by means of open rehearsals, repeated performances, and the exclusion of all newspaper critics.

The performance in 1924 of three excerpts from Wozzeck brought him his first public success. The opera, which Berg completed in 1922, was not performed in its entireity until December 14, 1925, when Erich Kleiber directed a performance in Berlin. The opera is today seen as one of his most important works; a later opera, also critically acclaimed, Lulu, was left incomplete at his death.

Berg's best-known piece is probably his elegiac Violin Concerto. Like so much of his mature work, it employs a highly personal adaptation of Schoenberg's twelve tone technique that enables it to combine frank atonality with more traditionally tonal passages and harmonies; additionally, it uses actual quotations of pre-existing tonal music, including a Bach chorale and a Carinthian folk song. Other well known Berg compositions include the Lyric Suite (seemingly a big influence on the String Quartet No. 3 of Béla Bartók) and the Chamber Concerto for violin, piano and 13 wind instruments.

Berg died on Christmas Eve, 1935, in Vienna, apparently from blood poisoning caused by an insect bite. He was 50 years old.

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sábado, 9 de julho de 2005

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Ligne de Fuite de Philippe Genty


Centro Cultural de Belém
9, 10 e 11 de Julho de 2005

Qu’y a-t-il donc au bout de ces lignes de fuite ? Un point. Un point de fuite. Un point qui grandit à l’horizon. Un point qui s’interroge ? Un point qui pourrait être vous, moi... Vous à l’extrémité de cette ligne et moi à l’autre bout. C’est en tout cas ce que se dit ce personnage qui nous entraîne le long de ces abîmes au fond de nous-mêmes, à la recherche d’une victime, vous ou moi et d’un meurtrier, pourquoi pas vous ou peut-être moi.

Lui et cinq autres cosmonautes de l’intérieur voyagent d’une énigme à l’autre, à la recherche d’une réponse dans une course éternelle jalonnée de vertiges, de culs-de-sacs, de retours impossibles, d’un infiniment petit à un infiniment grand, de vos rêves à leurs cauchemars, passant d’un naufrage à une résurrection, traversant l’océan des souvenirs, croisant un maître-nageur à mi-temps et philosophe le reste du temps, un ogre qui s’auto-dévore, un chien humain à temps partiel et informaticien pendant les week-ends, une danseuse en perte de mémoire.
Des profondeurs de l’âme de la vôtre ou peut-être de la leur se fait jour une réponse à ces énigmes, bien sûr, là où nous l’attendions le moins...

Philippe Genty

Construtor de paisagens mentais, fantasmagorias surrealistas, Philippe Genty conjuga os seus bailarinos, actores e marionetistas num puzzle vertical povoado por animalejos imaginários. Um mergulhador de escafandro, dependurado, ondula por cima de mares inesperados e abismos sem fundo. Com um apetite e um humor devastadores, um ogre autodevora-se.
Os aventureiros de Linha de Fuga espalham-se no horizonte, repousam lá. Na sua odisseia cruzam-se com uma dançarina caprichosa, um mestre manipulador irrisório e patético, um cleptomaníaco controlador do tempo a meio-tempo, e outros exploradores de tamanho variável consoante o tempo e o ambiente.
Pierre Notte

Na nossa abordagem do teatro, a cena é um espaço que não se parece com nenhum outro. Não se trata do lugar da vida, mas doutro espaço. Um espaço que não se pode habitar tentando reproduzir a vida, tentando ser naturalista. Trata-se de um espaço entre parêntesis. Não se trata do espaço do sonho mas de um espaço que, tal qual como o sonho, é de uma outra natureza que não a realidade. A cena existe para nos fazer escorregar para os abismos.
Como nas nossas criações anteriores, utilizo por vezes a magia e a ilusão para fazer explodir o racional e fazer-nos resvalar para o universo do subconsciente, deixando o espectador prolongar as imagens que lhe são propostas, de forma a reenviá-lo aos seus próprios espelhos. A primeira imagem é essencial. Ao entrar na sala o espectador descobre um plano vertical. Linhas brancas sobre um fundo negro como um projecto de um arquitecto, reunindo-se num ponto, ao centro, formando um traçado em perspectiva. Ao longe, uma pequena cadeira dá a sensação de profundidade. A partir desse ponto concreto, no início do espectáculo, vai materializar-se a personagem central. De um plano em duas dimensões, entramos no tridimensional, convidando o espectador a deixar-se transportar para uma realidade de sonho.
Philippe Genty

Assistência de encenação Mary Underwood
Música René Aubry
Desenho de luzes Patrick Rioux
Figurinos Charline Bauce
Actores | manipuladores Dominique Cattani, Marjorie Currenti, Sónia Enquin, Meredith Kitchen, Scott Koehler e Lionel Ménard
Técnicos | manipuladores Didier Carlier, Franck Girodo, Pascal Laajili e Grâce Rondier
Desenho de luzes Martin Lecarme
Efeitos especiais Nick von der Borch
Concepção de objectos de cena Stéphane Puech