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quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Festival Música Viva Entr'Artes 2005



Miso Music Portugal

de 16 a 24 de Setembro de 2005 em Sintra, Oeiras e Lisboa

"No coração da Nova Música e da Música Electrónica. Cruzamento das artes e da música; dança, escultura, vídeo, instalações...

Em 2005 o Festival Música Viva completa a sua 11ª edição e neste novo ciclo que agora se inicia, se por um lado as linhas de força da programação das edições anteriores se mantêm, por outro apresenta uma renovada proposta, pondo em relação a música com as outras artes e por isso se designa MÚSICA VIVA / ENTR'ARTES.

Com esta nova designação, o festival internacional "Música Viva / Entr'Artes 2005" reforça a presença de propostas pluridisciplinares, nomeadamente com dança, cinema e vídeo, apresentando também várias "instalações" e volta a afirmar uma forte presença da música portuguesa e a dar uma especial atenção às relações da música com a tecnologia onde se destaca a já emblemática "Orquestra de Altifalantes"."

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Festival Expresso Oriente



Toru Takemitsu 75 Anos
Música de Este a Oeste

"Hoje, o mundo parece ser apenas um – globalizado e único. E, no entanto, não é preciso ir muito longe para se sentirem os muitos mundos que há no mundo. Através da música essa diversidade de mundos revela-se e ficam à vista semelhanças, interligações, aculturações, sínteses, resistências, integração ou rejeição do exótico – desejo do outro reiterado. O Festival Expresso Oriente coloca lado a lado culturas musicais com trajectos e razões históricas diversas, propondo a audição de nova música de ocidente a oriente - num confronto aberto e plural, através de concertos, debates e outros acontecimentos. O Festival Expresso Oriente em 2005 celebra a obra do compositor japonês Toru Takemitsu (no ano do seu seu 75º aniversário), apresentando um conjunto de obras deste compositor e debatendo a sua música."

Culturgest
de 17 de Setembro a 1 de Outubro de 2005

Uma produção conjunta de OrchestrUtopica, Culturgest e Fundação Oriente, com o apoio da Embaixada da República da Indonésia em Lisboa
Direcção artística do projecto Luís Tinoco / José Júlio Lopes
Produção OrchestrUtopica, Culturgest, Fundação Oriente
Produção executiva OrchestrUtopica, Culturgest

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Experimentadesign 2005



15 de Setembro a 30 de Outubro de 2005

"O tema para a edição de 2005 da Experimentadesign fecha um ciclo. Em 2001, 'Modus Operandi' reflectiu um interesse pelos modos específicos da produção cultural nas diversas áreas do design, da arte e da arquitectura; em 2003, o tema 'Para além do Consumo' lançou as bases para uma discussão mais lata em torno da figura e da posição do consumidor, do espectador e do utilizador. Em 2005, o tema "O Meio é a Matéria" foca o meio e as matérias de transmissão perceptíveis no intervalo que se encontra entre quem cria e quem recebe."

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Don Byron Ivey Divey



Don Byron Ivey Divey Trio (w/Jason Moran & Billy Hart)

Dia 3, Sábado, Fórum Lisboa
21h30 Wishful Thinking / 23h00 Don Byron's Ivey Divey Trio

"Os Wishful Thinking prometem ser a surpresa de dia 3, graças ao eclectismo da sua sonoridade e às nacionalidades mistas dos seus músicos. Abrem a função para o trio do clarinetista norte-americano Don Byron, por várias vezes considerado o melhor do mundo.
Em apresentação estará disco, "Ivey-Divey", que traz a etiqueta da Blue Note e o aplauso da crítica."

Wishful Thinking Quartet
Fundado pelo saxofonista brasileiro Alípio C. Neto e pelo teclista e pianista britânico Alex McGuire, apresenta um trabalho de composição original optimizando as potencialidades dos seus superiores instrumentistas, interessados em transcender os limites do jazz através da improvisação e do recurso a uma estética comtemporânea.

For over a decade, Don Byron has been a singular voice in a dizzying range of musical contexts, exploring widely divergent traditions while continually striving for what he calls "a sound above genre." As clarinetist, composer, arranger, and social critic, he redefines every genre of music he plays, be it classical, salsa, hip-hop, funk, klezmer, or any jazz style from swing and bop to cutting-edge downtown improvisation. He has been consistently voted best clarinetist by critics and readers alike in leading international music journals since being named “Jazz Artist of the Year” by Down Beat in 1992. Acclaimed as much for his restless creativity as for his unsurpassed virtuosity as a player, Byron has presented a multitude of projects at major music festivals around the world, including recent performances in Vienna, San Francisco, Hong Kong, London, Monterey, New Zealand, and on New York’s Broadway.

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Rentrée antecipada com Commedia dell`Arte



IV Festival Internacional de Máscaras e Comediantes

“ARLEQUIM, SERVIDOR DE DOIS AMOS”
FC Produções Teatrais
24 (Estreia), 25, 26 e 31 de Agosto; 1 e 2, 7 a 9, 14 e 15 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

“AS DESVENTURAS DE ISABELLA”
FC Produções Teatrais
27 de Agosto e 3 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

“MÃE PRETA”
ESTE – Estação Teatral da Beira Interior
28 de Agosto | 18h00 | MUSEU DA MARIONETA

“FOLIAS DE CERVANTES”
Teatro Viaggio
4 de Setembro | 18h00 | MUSEU DA MARIONETA

“FLORINDO RAPITO”
Adriano Iurissevich
10 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

"LA COMMEDIA DELL'ARTE NEL MONDO"
C.A.M.A. – Centro Attori Manifestazioni Artistiche / Mario Mattia Giorgetti
11 de Setembro | 18h00 | MUSEU DA MARIONETA

“LA COMEDIA DE LAS COMEDIAS”
Teatro del Finikito
16 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

“D. QUIXOTE”
Teatro del Finikito
17 de Setembro | 22h00 | CASTELO DE SÃO JORGE (Castelejo)

FC - Produções Teatrais. Site.

sábado, 20 de agosto de 2005

Ensaio sobre a Cegueira



O Bando
Teatro da Trindade
até 18 de Setembro

Em ano de aniversário – O Bando celebrou 30 anos em 2004, efeméride pouco habitual no panorama teatral português e europeu –, a companhia liderada por João Brites acrescenta mais uma etapa a um percurso marcado pelo questionamento dos valores universais. A aposta permanece na preocupação de ultrapassar o evidente para investir num teatro “que olha para dentro”. Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, autor português de referência, não podia espelhar melhor essa imagem de marca. Tomando como ponto de partida a alegoria “fechar os olhos para ver melhor” – que de forma quase literal deu o nome ao projecto Deixar de Ver para Ver Melhor, primeira investida na obra de Saramago –, O Bando retoma a reflexão sobre a cegueira, não daqueles que estão privados do sentido da visão, mas dos que vendo, não enxergam. A mensagem parece clara: “Quando todos fecharmos os olhos e os voltarmos a abrir, será possível ver, construir e criar um mundo diferente, mais justo, mais livre.”

texto José Saramago
dramaturgia e encenação João Brites
composição e direcção musical Jorge Salgueiro
oralidade Teresa Lima
corporalidade Luca Aprea
espaço cénico Rui Francisco
figurinos Maria Matteuci
adereços Clara Bento
fotografias em adereços Lia Costa Carvalho
desenho de luz Cristina Piedade e Luís Fernandes
desenho de som Sérgio Milhano

elenco Bibi Gomes, Gonçalo Amorim, Horácio Manuel, Luís Godinho, Maria João Pereira, Miguel Moreira, Nelson Monforte, Nicolas Brites, Paula Só, Pedro Gil, Rita Calçada, Romeu Costa, Sara de Castro e Sara Belo

Criação Teatro O Bando
Co-produção Teatro Nacional S. João
Parceria / Reposição INATEL – Teatro da Trindade

Banda sonora da peça "Ensaio sobre a Cegueira" é lançada no Outono (RTP)

domingo, 17 de julho de 2005

Serialismo (modernidade)

As contribuições de Richard Wagner, Claude Debussy e Igor Stravinsky foram decisivas para o desenvolvimento da linguagem musical no Ocidente. No entanto esses compositores não dispunham de um método composicional conciso que sustentasse suas incursões pelo âmbito da dissonância.

Coube a Arnold Schoenberg (1874-1951) a formulação de um método (sistema) composicional coerente e rigoroso, em substituição ao método de tonalidades maior-menor. A proposição de Schoenberg, sendo considerada uma das maiores revoluções em toda a história da Música no Ocidente, representa a linha divisória entre a tradição e a modernidade, assim como também a referência dos compositores das gerações que o sucederam.

Porém, o próprio Schoenberg passou por um período que, desprovido de um sistema composicional, cria obras exclusivamente atonais, sendo considerado por muitos estudiosos o pioneiro nesta modalidade de composição.

SERIALISMO: UMA NOVA PROPOSTA DE SISTEMATIZAÇÃO FORMAL, ESTRUTURAL E HARMÔNICA (A ATONALIDADE, ARNOLD SCHOENBERG E O SERIALISMO, AS PARTÍCULAS SONORAS DE ANTON WEBERN, SERIALISMO INTEGRAL)


Serialism is most specifically defined the structural principle according to which a recurring series of ordered elements (normally a set - or 'row' - of pitches or 'pitch classes') which are used in order, or manipulated in particular ways, to give a piece unity. Serialism is often broadly applied to all music written in the what Arnold Schoenberg called "The Method of Composing with Twelve Tones related only to one another", or dodecaphony, and methods which evolved from his methods. It is sometimes used more specifically to apply only to music where at least one other element other than pitch is subjected to being treated as a row or series. The term Schoenbergian serialism is sometimes used to make the same distinction between use of pitch series only, particularly if their is an adherence to post-Romantic textures, harmonic procedures, voice-leading and other audible elements of 19th century music. In such usages post-Webernian serialism will be sued to denote works which extend serial techniques to other elements of music. Another term used to make the distinction is 12 tone serialism.

Serialism has been described by its practioners as an extension and formalisation of earlier methods of 'cellular' thematic and motivic unification in classical and romantic music. This extension and formalisation is seen as having been motivated by the intensifying drive towards chromatic saturation and the resulting need to unify without using tonality.

Most serial music is deliberately structured as such. A row may be assembled 'pre-compositionally' (perhaps to embody particular intervallic or symmetrical properties), or it may be derived from a spontaneously invented thematic or motivic idea. Composing a serial work involves continually re-rhythmicising the various reappearances of the row in its Original, Retrograde, Inverted and Retrograde-Inverted forms as these are distributed through the various elements of the texture and employed to create accompaniments and subordinate parts as well as the main themes; each of these forms may also be transposed to begin on any note of the chromatic scale.

This row or series is used in one form as the "basic set", which constitutes the "center" of gravity for the piece. Each row or series is supposed to have three other forms: retrograde, or the basic set backwards, inverted, or the basic set "upside down" and retrograde-inverted, which is the basic set upside down and backwards. The basic set is usually required to have certain properties, and may have additional restrictions, such as the requirement that it use each interval only once. The most common requirement is that first half and second half of the row not be inversions of each other. The series in itself may be regarded as pre-compositional material: in the process of composition it is manipulated by various means to produce musical material.

Serialism
History of Serial Music (Twelve Tone Music, Serialism invented and described, Serialism and high modernism, Serialism in the present, Reactions to and against serialism), Theory of Serial Music, Important Composers, Sources.
Wikipedia (GNU Free Documentation License)

sábado, 16 de julho de 2005

Sabine Meyer, Heinrich Schiff, Leif Ove Andsnes



Sabine Meyer, clarinete
Heinrich Schiff, violoncelo
Leif Ove Andsnes, Piano

Penha Longa Hotel & Golf Resort, 20 de Julho de 2005

Witold Lutoslawski
Prelúdios de Dança, para Clarinete e Piano
Grave: Metamorfoses, para Violoncelo e Piano

Ludwig van Beethoven
Sonata para Violoncelo e Piano nº 3, em Lá Maior, op. 69

Alban Berg
Quatro Peças para Clarinete e Piano, op. 5

Johannes Brahms
Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano, em Lá menor, op. 114


Witold Lutoslawski (1913-1994)

Prelúdios de Dança para Clarinete e Piano, 1954
A clear, fresh tonality related to late Bartók.

Grave para Violoncelo e Piano, 1981
In his later works he evolved a more harmonically mobile, less monumental style, in which less of the music is played with an ad libitum coordination.

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Sonata para Violoncelo e Piano nº 3, 1808
Dedicated to baron Gleichenstein, is the most popular and at the same time the most loved cello sonata of the composer’s work. This is explainable through the diversity of the thematic material and the improvisational character of the themes.

Alban Berg (1885-1935)

Quatro Peças para Clarinete e Piano, 1913
Schoenberg was scathing of the Altenberg Songs, and Berg's response was to attempt in the Four Pieces for Clarinet and Piano, the kind of genuine aphorisms that his teacher and Webern had explored (12-note serialism). The pieces are exceedingly short (12,9,18, and 20 bars). The technical brilliance is undoubted (the pieces correspond to a four-movement classical sonata) but the results are completely sterile, especially when set alongside Webern's similar works. They are primarily interesting as a musical example of psychological dependence.

Johannes Brahms (1833-1897)
Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano, 1891
For Brahms, the clarinet's mellow colouring lent itself splendidly to the ruminative and sometimes melancholy nature of his music. His use of the cello, in contradistinction to the viola in Mozart's K. 498, provides an overall darker colouring that is in keeping with the "autumnal" character that one hears even in Brahms's early music and which deepened over the years. "It is as though the instruments were in love with each other."


Serialismo (modernidade)
Witold Lutoslawski e Alban Berg (compositores século XX)








Witold Lutoslawski e Alban Berg
(compositores século XX)


Varsóvia, 1913-1994.

Prelúdios de Dança, para Clarinete e Piano
Grave: Metamorfoses, para Violoncelo e Piano
Sabine Meyer, Heinrich Schiff, Leif Ove Andsnes
Sintra, 20 de Julho de 2005


Music

Lutosławski described musical composition as a search for listeners who think and feel the same way he did — he once called it "fishing for souls".

Folk influence
Works up to Dance Preludes exhibit a marked folk influence, both harmonically and melodically. For instance, the Concerto for Orchestra contains Polish folk melodies more or less distorted, some unrecognisable except after careful analysis.

When Lutosławski discovered the techniques of his mature compositions, he simply stopped using folk material. As he said himself, "[in those days] I could not compose as I wished, so I composed as I was able", and about this change of direction he said, "I was simply not so interested in it [using folk music]".

Pitch organisation
In Muzyka żałobna, 1958 Lutosławski introduced his own brand of twelve-tone music, and this work marks his leaving behind folk influence. Lutosławski's twelve-tone technique allowed him to build harmony and melody from specific intervals (augmented fourths and semitones in Muzyka żałobna). This system also gave him the means to write the dense chords he wanted without resorting to tone clusters, and enabled him to build towards these dense chords (which often include all 12 notes of the chromatic scale) at climactic moments. Lutosławski's 12-note techniques were thus completely different in conception from Arnold Schoenberg's tone-row system, although Muzyka żałobna does happen to be based on a tone row.

His twelve-note intervallic technique was not a complete break from Lutosławski's previous music, as the use of intervals to build chords can be heard in works such as Concerto for Orchestra.

Aleatory technique
Although Muzyka żałobna was internationally acclaimed, his new harmonic techniques led to something of a crisis for Lutosławski, during which he still could not see how to express his musical ideas. Then he happened to hear some music by John Cage. Although he was not influenced by the sound or the philosophy of Cage's music, Cage's explorations of aleatory music set off a train of thought, which resulted in Lutosławski finding a way to retain the harmonic structures he wanted while introducing the freedom he was searching for. His 3 Postludes were hastily rounded off (he originally intended to write four) and he moved on to compose works in which he explored these new ideas.

In works from Jeux vénitiens, the parts of the ensemble are not to be synchronised exactly. At cues from the conductor. instrumentalists may be instructed to move straight on to the next section, to finish their current section before moving on, or to stop. In this way the random element implied by the term aleatory is carefully directed by the composer, who controls the architecture and harmonic progression of the piece precisely. Lutosławski notates the music exactly, there is no improvisation, no choice of parts is given to any instrumentalist, and there is thus no doubt about how the musical performance is to be realised. The combination of Lutosławski's aleatory techniques and his harmonic discoveries allowed him to build up complex musical textures.

In many works of this period, aleatory style is contrasted with sections where the orchestra is asked to synchronise their parts conventionally, in passages notated with a common time signature. Good examples are the climax of Livre pour orchestre and passages leading to the climax of Symphony No. 2.

Late style
In his later works Lutosławski evolved a more harmonically mobile, less monumental style, in which less of the music is played with an ad libitum coordination. This development resulted from the demands of his late chamber works, such as Epitaph, Grave and Partita for just two instrumentalists, however it may also be seen in orchestral works such as Piano Concerto, Chantefleurs et Chantefables, and Fourth Symphony, which require mostly conventional coordination.

Lutosławski's formidable technical developments grew out of his creative imperative; that he left a lasting body of major compositions is a testament to his resolution of purpose in the face of the anti-formalist authorities under which he formulated his methods.

Wikipedia (GNU Free Documentation License)
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Viena, 1885-1935

Quatro Peças para Clarinete e Piano, op. 5
Sabine Meyer, Heinrich Schiff, Leif Ove Andsnes
Sintra, 20 de Julho de 2005

Berg was born in Vienna, the third of four children of Johanna and Conrad Berg. His family lived quite comfortably until the death of his father in 1900.

He was more interested in literature than music as a child, and did not begin to compose until he was fifteen, when he started to teach himself music. He had very little formal music eduction until he began a six-year period of study with Arnold Schoenberg in October 1904 to 1911, studying counterpoint, music theory, and harmony; by 1906 he concentrated on his music studies full-time, and by 1907 he began composition lessons. Among his compositions under Schoenberg were five piano sonata drafts and various songs, including his Seven Early Songs (Sieben frühe Lieder), three of which were Berg's first publicly performed work in a concert featuring the music of Schoenberg's pupils in Vienna that same year.

These early compositions would reveal Berg's progress as a composer under Schoenberg's tutelage. The early sonata sketches eventually culminated in Berg's Piano Sonata Op.1 (1907–8); while considered to be his "graduating composition", is one of the most formidable Op. 1 ever written by any composer. (See Lauder.) Schoenberg was a major influence on him throughout his lifetime; Berg not only greatly admired him as a composer and mentor, but they remained close friends for the remainder of his life. Many people believe that Berg also saw him as a surrogate father, considering Berg's young age during his father's death.

An important idea of Schoenberg is his teaching was what would later be known as developing variation, which stated that the unity of a piece is dependent on all aspects of the composition being derived from a single basic idea. Berg would then pass this idea down to one of his students, Theodor Adorno, who stated: "The main principle he conveyed was that of variation: everything was supposed to develop out of something else and yet be intrinsically different." The Sonata is a striking example of the execution of this idea — the whole composition can be derived from the opening quartal gesture and from the opening phrase.

Berg was a part of Vienna's cultural elite during the heady period of fin de siècle. Among his circle included the musicians Alexander von Zemlinsky and Franz Schreker, painter Gustav Klimt, writer and satirist Karl Kraus, architect Adolf Loos, and poet Peter Altenberg. In 1906, Berg met Helene Nahowski, singer and daughter of a wealthy family, and despite the outward hostility of her family, married on May 3, 1911.

In 1913, Berg's Five songs on picture postcard texts by Peter Altenberg were premiered in Vienna. The piece caused a riot, and the performance had to be halted: a complete performance of the work was not given until 1952.

From 1915 to 1918, he served in the Austrian Army and it was during a period of leave in 1917 that he began work on his first opera, Wozzeck. Following World War I, he settled again in Vienna where he taught private pupils. He also helped Schoenberg run the Society for Private Musical Performances, which sought to create an ideal environment for the exploration of unappreciated and unfamiliar new music by means of open rehearsals, repeated performances, and the exclusion of all newspaper critics.

The performance in 1924 of three excerpts from Wozzeck brought him his first public success. The opera, which Berg completed in 1922, was not performed in its entireity until December 14, 1925, when Erich Kleiber directed a performance in Berlin. The opera is today seen as one of his most important works; a later opera, also critically acclaimed, Lulu, was left incomplete at his death.

Berg's best-known piece is probably his elegiac Violin Concerto. Like so much of his mature work, it employs a highly personal adaptation of Schoenberg's twelve tone technique that enables it to combine frank atonality with more traditionally tonal passages and harmonies; additionally, it uses actual quotations of pre-existing tonal music, including a Bach chorale and a Carinthian folk song. Other well known Berg compositions include the Lyric Suite (seemingly a big influence on the String Quartet No. 3 of Béla Bartók) and the Chamber Concerto for violin, piano and 13 wind instruments.

Berg died on Christmas Eve, 1935, in Vienna, apparently from blood poisoning caused by an insect bite. He was 50 years old.

Wikipedia (GNU Free Documentation License)

sábado, 9 de julho de 2005

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Ligne de Fuite de Philippe Genty


Centro Cultural de Belém
9, 10 e 11 de Julho de 2005

Qu’y a-t-il donc au bout de ces lignes de fuite ? Un point. Un point de fuite. Un point qui grandit à l’horizon. Un point qui s’interroge ? Un point qui pourrait être vous, moi... Vous à l’extrémité de cette ligne et moi à l’autre bout. C’est en tout cas ce que se dit ce personnage qui nous entraîne le long de ces abîmes au fond de nous-mêmes, à la recherche d’une victime, vous ou moi et d’un meurtrier, pourquoi pas vous ou peut-être moi.

Lui et cinq autres cosmonautes de l’intérieur voyagent d’une énigme à l’autre, à la recherche d’une réponse dans une course éternelle jalonnée de vertiges, de culs-de-sacs, de retours impossibles, d’un infiniment petit à un infiniment grand, de vos rêves à leurs cauchemars, passant d’un naufrage à une résurrection, traversant l’océan des souvenirs, croisant un maître-nageur à mi-temps et philosophe le reste du temps, un ogre qui s’auto-dévore, un chien humain à temps partiel et informaticien pendant les week-ends, une danseuse en perte de mémoire.
Des profondeurs de l’âme de la vôtre ou peut-être de la leur se fait jour une réponse à ces énigmes, bien sûr, là où nous l’attendions le moins...

Philippe Genty

Construtor de paisagens mentais, fantasmagorias surrealistas, Philippe Genty conjuga os seus bailarinos, actores e marionetistas num puzzle vertical povoado por animalejos imaginários. Um mergulhador de escafandro, dependurado, ondula por cima de mares inesperados e abismos sem fundo. Com um apetite e um humor devastadores, um ogre autodevora-se.
Os aventureiros de Linha de Fuga espalham-se no horizonte, repousam lá. Na sua odisseia cruzam-se com uma dançarina caprichosa, um mestre manipulador irrisório e patético, um cleptomaníaco controlador do tempo a meio-tempo, e outros exploradores de tamanho variável consoante o tempo e o ambiente.
Pierre Notte

Na nossa abordagem do teatro, a cena é um espaço que não se parece com nenhum outro. Não se trata do lugar da vida, mas doutro espaço. Um espaço que não se pode habitar tentando reproduzir a vida, tentando ser naturalista. Trata-se de um espaço entre parêntesis. Não se trata do espaço do sonho mas de um espaço que, tal qual como o sonho, é de uma outra natureza que não a realidade. A cena existe para nos fazer escorregar para os abismos.
Como nas nossas criações anteriores, utilizo por vezes a magia e a ilusão para fazer explodir o racional e fazer-nos resvalar para o universo do subconsciente, deixando o espectador prolongar as imagens que lhe são propostas, de forma a reenviá-lo aos seus próprios espelhos. A primeira imagem é essencial. Ao entrar na sala o espectador descobre um plano vertical. Linhas brancas sobre um fundo negro como um projecto de um arquitecto, reunindo-se num ponto, ao centro, formando um traçado em perspectiva. Ao longe, uma pequena cadeira dá a sensação de profundidade. A partir desse ponto concreto, no início do espectáculo, vai materializar-se a personagem central. De um plano em duas dimensões, entramos no tridimensional, convidando o espectador a deixar-se transportar para uma realidade de sonho.
Philippe Genty

Assistência de encenação Mary Underwood
Música René Aubry
Desenho de luzes Patrick Rioux
Figurinos Charline Bauce
Actores | manipuladores Dominique Cattani, Marjorie Currenti, Sónia Enquin, Meredith Kitchen, Scott Koehler e Lionel Ménard
Técnicos | manipuladores Didier Carlier, Franck Girodo, Pascal Laajili e Grâce Rondier
Desenho de luzes Martin Lecarme
Efeitos especiais Nick von der Borch
Concepção de objectos de cena Stéphane Puech

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Compañía Nacional de Danza


Director Artístico:
Nacho Duato

Compañía Nacional de Danza

Centro Cultural Olga Cadaval
8 e 9 de Julho de 2005

Arcangelo
Coreografia Nacho Duato
Música Arcangelo Corelli, Alessandro Scarlatti

Por vos muero
Coreografia Nacho Duato
Música Antiga Espanhola dos séculos XV e XVI

Diecisiete
Coreografia Nacho Duato
Música Pedro Alcalde, Sérgio Caballero

A Compañía Nacional de Danza foi fundada em 1979 com o nome de Ballet Nacional de España Clásico, e teve Víctor Ullate como primeiro Director. Em Fevereiro de 1983 María de Ávila assumiu a Direcção dos Ballets Nacionales - Español y Clásico -, tendo encomendado coreografias a Ray Barra, bailarino e coreógrafo norte-americano residente em Espanha, oferecendo-lhe posteriormente o cargo de Director, função que desempenhou até Dezembro de 1990. Em Dezembro de 1987, Maya Plisetskaya foi nomeada Directora Artística da companhia de bailado.

O assumir de funções como Director Artístico da Compañía Nacional de Danza do prestigiado coreógrafo e bailarino Nacho Duato, em Junho de 1990, implicou uma mudança inovadora na história da companhia. Duato estava decidido a tornar o grupo numa companhia com identidade própria, em que, sem esquecer os preceitos clássicos, se traçasse um rumo para um estilo mais contemporâneo. Com este fim incluíram-se no repertório novas coreografias criadas especificamente para a companhia, assim como outras obras de qualidade reconhecida por numerosas companhias internacionais.

Nacho Duato também trouxe para a Compañía Nacional de Danza o seu trabalho como coreógrafo, elogiado e premiado pela crítica mundial da especialidade.


Arcangelo
Arcángelo es una reflexión sobre el paraíso y el infierno. Está basado en los maravillosos Concerti Grossi del italiano Arcangelo Corelli finalizando con una aria de la ópera de Scarlatti, Il primo Omicidio. Duato ha utilizado fundamentalmente los lentos y adagios en un orden distinto al original. El ballet nos relata la búsqueda de una liberación a través de la muerte, como vía de acceso a un paraíso que nos libere.

Por vos muero
Duato se ha inspirado en música española de los siglos de oro que junto con los bellísimos versos de Garcilaso de la Vega sirven al coreógrafo como hilo conductor entre la lógica contemporaneidad de la danza en Por Vos Muero y su referencia histórica.
En los siglos XV y XVI las danzas formaban parte de la expresión de pueblo, en todos sus estratos, lo cual redundaba en que supusieran realmente el reflejo de la cultura de su tiempo. Pos Vos Muero quiere ser un homenaje a ese papel fundamental que la danza ocupaba entonces en nuestra sociedad.

Diecisiete
Diecisiete, un ballet inspirado en el tradicional “haiku” japonés. El título de “Diecisiete” hace referencia al número de sílabas de los “haikus” japoneses, una estructura poética muy ligada a dos temas, la naturaleza y la muerte, sobre los que los orientales tienen una visión muy personal y que ahora Duato transmite a través de la danza. Aunar los sonidos de la naturaleza con la instrumentación musical ha sido trabajo de Pedro Alcalde y Sergi Caballero, al son de cuya música acompasan sus movimientos los bailarines.


Nacho Duato

Nasceu em Valência, Espanha. Começou a sua formação profissional na Rambert School de Londres, continuando-a na Mudra de Maurice Béjart em Bruxelas e completando os seus estudos no Alvin Ailey American Dance Centre em Nova Iorque.

Em 1980 Nacho Duato assinou o seu primeiro contrato profissional com o Cullberg Ballet (Estocolmo) e um ano mais tarde, pela mão de Jirí Kylián, ingressou no Nederlands Dans Theater, tendo sido nomeado Coreógrafo Residente em 1988, ao lado de Hans van Manen e Jirí Kylián. Pelos seus êxitos como bailarino recebeu em 1987 o VSCD Gouden Dansprijs (Medalha de Ouro em Dança). A sua primeira coreografia, Jardí Tancat (1983), com música de María del Mar Bonet, ganhou o primeiro prémio do Internationaler Choreographischer Wettbewerb (Concurso Coreográfico Internacional) de Colónia.

Os seus bailados fazem parte do repertório das mais prestigiadas companhias por todo o mundo, entre as quais o Cullberg Ballet, Nederlands Dans Theater, Les Grands Ballets Canadiens, Ballet da Ópera de Berlín, Australian Ballet, Stuttgart Ballet, Ballet Gulbenkian, Finnish Opera Ballet, San Francisco Ballet, Royal Ballet e American Ballet Theatre.

Em 1995 recebeu o Grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, concedido pela Embaixada de França em Espanha.

Em 1998 o Conselho de Ministros condecorou-o com a Medalha de Ouro de Mérito em Belas Artes.

Em Abril de 2000 recebeu na Ópera de Stuttgart um dos mais conceituados prémios internacionais, o Benois Prix de la Danse, na sua 9º edição, concedido pela International Dance Association, por Multiplicidad. Formas de Silencio y Vacío (1999).

Foi Premio Nacional de Danza 2003 na modalidade de Creación.

Nacho Duato é Director Artístico da Compañía Nacional de Danza desde Junho de 1990, a convite do Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música do Ministério da Cultura de Espanha.

terça-feira, 5 de julho de 2005

Fundação Gulbenkian extingue Ballet


Dia (nacional) triste ...

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou hoje que vai extinguir a sua Companhia de Dança criada há 40 anos e adaptar a intervenção nesta área às novas realidades.

Público
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quinta-feira, 9 de junho de 2005

LisboaPhoto 2005


2005.05.19 a 2005.09.18

Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa
Corpo diferenciado
Corpo diferenciado é uma exposição feita a partir do espólio fotográfico da Delegação de Lisboa do Instituto Nacional de Medicina Legal e que aborda a natureza e os valores lógicos que determinaram o uso da fotografia pelas instituições médicas e judiciárias em Portugal, durante as primeiras décadas do século XX, e, correlativamente, a assunção da imagem fotográfica como prova susceptível de produzir e reproduzir conhecimento, como também o entendimento científico (e ideológico) que as disciplinas médicas e judiciárias desenvolveram sobre as realidades do corpo.

Cordoaria Nacional
Joshua Benoliel
Joshua Benoliel é um dos pioneiros do fotojornalismo em Portugal e a sua obra constitui o mais importante e qualificado arquivo da sociedade portuguesa das primeiras décadas do século XX. Para a LisboaPhoto foi concebida a mais vasta e ambiciosa retrospectiva da obra de Joshua Benoliel realizada até hoje, e o comissariado esteve a cargo de Emília Tavares, investigadora na área da história da fotografia.

Cordoaria Nacional
Francisco Tropa
A Assembleia de Euclides é o título da instalação de Francisco Tropa: um dispositivo arquitectónico (um semi-cúbo) composto por lugares (a praia, a floresta), figuras (dois ciclistas) e objectos arquetípicos defronte de uma máquina fotográfica. Tropa delimita um espaço, um teatro de operações para a realização de um acontecimento simultaneamente fotográfico e performativo, e nas suas múltiplas leituras confronta o espectador com as qualidades mágicas da formação da imagem fotográfica.

Museu da Cidade
Hannah Starkey
Entre o registo documental e ficcional, é de destacar a participação de Hannah Starkey. Originária da Irlanda do Norte, Hannah Starkey constrói representações de momentos paradigmáticos do quotidiano, em especial do quotidiano feminino. Revelando um grande rigor técnico e composicional, as imagens de Starkey situam-se, situam-nos, num espaço ambíguo, entre a aparência de um testemunho e a artificialidade inerente ao seu jogo encenatório.

Centro Cultural de Belém
Estados da Imagem – instantes e intervalos
Tomando como ponto de partida o fotográfico e suas singularidades na representação do movimento e do tempo, a exposição colectiva Estados da Imagem – instantes e intervalos, conta com a participação de 12 artistas. Entre a imagem-suspensa e a imagem-movimento, esta exposição reúne um conjunto diverso de modelos de produção e exibição de imagens de natureza técnica, procurando sugerir sinais de convergência, de inovação e de retroacção, a partir dos graus de paragem e de concentração do e no movimento pela acção da fotografia, do cinema e do vídeo.

Culturgest
Helmar Lerski – Metamorfoses pela Luz
Helmar Lerski é um dos autores mais singulares das vanguardas artísticas da década de 30, em particular pela forma como constituiu uma das mais intensas e perturbantes representações do rosto humano. Na LisboaPhoto é apresentada a sua série mais emblemática, Metamorfoses pela Luz, produzida pelo Museu Folkwang de Essen na Alemanha. São cerca de 120 provas de época, que mostram um amplo estudo em torno de um mesmo rosto, representado em close-up e sujeito a variações minimalistas de luz e sombras.

Museu do Chiado
Erwin Wurm
Erwin Wurm é um artista austríaco cujo trabalho tem estado fundamentalmente preocupado com a expansão dos conceitos da escultura, desde o início da década de 80. Em séries como One Minute Sculpture ou Outdoor sculptures, é possível ver o artista ou outros 'performers' a simular acções/esculturas em espaços públicos e privados. O que fica são registos fotográficos que re-apresentam momentos singulares da curta duração dessas acções/esculturas. Nesta exposição, incluem-se trabalhos em fotografia, desenho, vídeo e escultura.

Museu Nacional de Arte Antiga
Aaron Siskind
Aaron Siskind é uma das figuras emblemáticas da fotografia modernista norte-americana. A partir da década de 40, e sob influência do movimento abstracto-expressionista na pintura, Siskind passou a desenvolver uma fotografia tendencialmente abstracta, assente num metódico e fortemente estruturado programa de enquadramento de detalhes da realidade física, aliando um grande rigor técnico a uma apurada expressão plástica. Nesta exposição, apresenta-se uma antologia da obra de Aaron Siskind, com maior destaque para as suas séries abstractas.

Museu Nacional de Arte Antiga
José Luís Neto
José luís Neto é um fotógrafo português que tem desenvolvido um percurso autoral extremamente singular. Nesta exposição, José Luís Neto apresenta um trabalho inédito: seleccionou uma série de imagens de uma colecção de fotografias sem autor identificado, realizadas entre 1898 e 1908; em seguida, refotografou um pequeno fragmento dessas imagens, que depois de ampliadas resultam em imagens que transfiguram por completo, muitas vezes até ao limiar da abstracção, a natureza icónica do que anteriormente eram figuras, vultos, detalhes.

Museu Nacional de Arte Antiga
Vítor Pomar
Vítor Pomar é um artista que utiliza múltiplas linguagens artísticas – desenho, pintura, escultura, fotografia e filme experimental. O seu trabalho surge como um processo de reunificação de experiências de dispersão do quotidiano, inscrevendo os seus registos fotográficos, segundo uma postura de espontaneidade e informalidade, como uma evidência diarística da relação do artista com as circunstâncias das coisas e dos lugares.
Na LisboaPhoto, Vítor Pomar apresenta, uma nova série, Micropráticas.

Palácio Nacional da Ajuda
Empirismos
Os paradoxos da representação documental são um dos primeiros motivos da colectiva Empirismos, produzida em parceria pela LisboaPhoto e pela PhotoEspaña, e que agrega trabalhos de vários tipos e suportes de imagens (em especial, do campo da fotografia e do vídeo) em que a reprodução, montagem e desconstrução de matérias e acontecimentos do mundo empírico se constituem como tópicos fundamentais nos imaginários de cada um dos artistas.

Sociedade Nacional de Belas Artes
Chen Chieh-Jen
Chen Chieh-Jen, artista de Taiwan, apresenta a instalação vídeo Lingchi, baseada numa fotografia de um homem torturado na China, em 1905. Chieh-Jen reconstitui os acontecimentos imediatamente anteriores à imagem realizada por um soldado francês, posteriormente celebrizada por Georges Bataille, colocando uma série de questões sobre a imagem e correlativos mecanismos de poder, entre os quais, corpo e violência, representação e etnocentrismo.

Aqueduto das Águas Livres e Terraço da Mãe d'Água
Diogo Saldanha / Tomás Maia
Diogo Saldanha realiza a instalação (·) lugar do duplo, que consiste numa intervenção no interior do Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, adequando-o ao dispositivo da camera obscura. Num troço com aproximadamente 300 metros, Diogo Saldanha estrutura uma sequência de imagens projectadas, a partir da utilização de 40 óculos intervencionados.
Paralelamente, Tomás Maia apresenta assombra, a leitura de um ensaio cujo fio condutor é a reinterpretação da "Alegoria da Caverna" de Platão.

Cada d'Os Dias da Água
Albano Afonso
Albano Afonso é um artista brasileiro cujo trabalho tem privilegiado as potencialidades estéticas e ontológicas da luz. Nas suas fotografias, a luz é afirmada como o elemento pregnante, a matéria que modela a essência da imagem. Mais recentemente, Afonso começou a realizar instalações, feitas a partir do jogo ilusório proporcionado pelo uso de dispositivos de luz e espelho, que recriam obras emblemáticas da história de arte ocidental.

Palácio Galveias
Enrica Bernardelli
Enrica Bernardelli é uma artista brasileira cujo percurso artístico tem passado pela fotografia, como também pela escultura, desenho e filme experimental. Na LisboaPhoto 2005, irão ser apresentadas fotografias das séries Rodados e Fotos perfuradas: fotografias a preto e branco, de assuntos diversos mas sempre desfocados, nas quais a artista corta um círculo no papel fotográfico e roda-o ou pura e simplesmente retira-o, criando uma falta, uma perturbação, no carácter 'orgânico' da imagem.

LisboaPhoto 2005

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Noite dos Museus



Dia Internacional dos Museus
18 de Maio de 2005

Noite dos Museus
14 de Maio de 2005
Instituto Português de Museus

Museu Nacional de Arte Antiga:
concerto, performance, moda, filmes, visitas guiadas, instalação.


Déborah no seu Esplendor.


Déborah e a sua Assistente Hermínia.

Museu Nacional do Azulejo:
oficina de iniciação à cerâmica Raku, visitas guiadas, jantar, concertos.

Museu Nacional dos Coches:
dança/teatro/música.

Museu Nacional de Etnologia:
música e dança, visitas guiadas, filmes, baile, ceia.

Museu Nacional do Traje e da Moda:
recriação 1900.

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Körper de Sasha Waltz

Körper, Sasha Waltz & Guests.

20 e 21 de Maio de 2005
CCB
"... a imagem de uma parede em cena sobre a qual se agitam, mantidos na vertical, os corpos desnudados dos bailarinos ..."




Sasha Waltz, Schaubuehne
"... Starting out from the personal life stories of the dancers and actors, this piece is a critical examination of social and individual values, lifestyles and status symbols. What do we need to develop our identities? What significance do origins, family and history still have today? The complexity of the individual personalities involved leads to a kaleidoscope with many facets. In her first musical work for the stage, the composer Rebecca Saunders combines individual solos, duets and trios for ten musicians distributed around the room, along with mechanical sources of music, in order to create a complex overall composition. The production is characterised by living sculptures, animated objects, an intimate proximity between audience and performers, and the constant overlapping of simultaneous actions, images and sounds.
Sasha Waltz uses her thirteen dancers to visualise the skin and inside of the human body; its beauty and ugliness, its mortality and the dream of perfection. What is the body, and how is it composed? The human organism is reproduced both as an entirety and chopped into its fragments. The anatomy investigated is transposed into the geometry of the stage space. ..."

Wild, Wild Waltz, NewYorkMetro
"... A 39-year-old choreographer who has been co-director of the Schaubühne since 1999, Waltz is reclaiming an art form that suffers from a dearth of dance and lousy theater. She does admit to studying briefly with a pupil of Mary Wigman, the founder of German expressionist dance theater, of which Bausch is the avatar. More significant, however, was a mid-eighties stay at the New School for New Dance Development in Amsterdam, where she was seduced by American postmodernist dance. She then decided to pursue her dance education in New York for a year. She cites as influences the work of Merce Cunningham, the Judson Church movement, and Trisha Brown, whom she calls "one of my heroes very early on. ..."

Sasha Waltz, Körper, pièce pour 14 danseurs, Théâtre National Bretagne
"... Figure emblématique de la « post-danse-théâtre » allemande, Sasha Waltz ne craint pas de creuser dans les fissures de la société pour en excaver les schèmes inavoués et les désirs enfouis, avec cette façon bien à elle de distordre les rituels du quotidien et d’exalter l’énergie émotionnelle des danseurs. Car son rapport au monde s’exprime à travers le corps. Un corps qui palpite, qui frappe, qui s’étire et se déchire, qui dit la brutalité du réel et les élans contradictoires de la chair. ..."

Körper-Schau-Bühne, Tanznetz.

Sasha Waltz, Georg-Friedrich Kühn.