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sábado, 6 de março de 2010

As Lágrimas de Saladino, Rui Horta



“As Lágrimas de Saladino” é sobre ética e compaixão, mas exercita um cuidado com as ratoeiras politicamente correctas que já não servem para esconder o rabo do gato atrás das belas palavras: os homens só têm graça se forem selvagens e indómitos, mesmo quando dizem que sim.
o espaço do tempo [ 1 ] [ 2 ]


Centro Cultural de Belém, 5 e 6 de Março de 2010

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Coreografia | Espaço Cénico | Desenho de Luz: Rui Horta

Música Original e Direcção Musical: João Lucas

Intérpretes: Katarzyna Sitarz | Milán Újvári | Noemí Viana García | Vít Barták | Gilles Baron | Marcus Baldemar | Silvia Bertoncelli

Textos: Rui Horta e Tiago Rodrigues

Músicos: Paulo Temeroso (sopros e electrónica) | Anthony Wheeldon (guitarra e electrónica) | Marco Santos (percussão e electrónica) | DJ Ride (turn-table e electrónica) | João Lucas (piano e electrónica)
Banda Filarmónica: Banda da Sociedade Carlista | Montemor-o-Novo

Apoio Dramatúrgico: Tiago Rodrigues
Direcção Técnica: Nuno Borda de Água
Co-Produção: Centro Cultural de Belém, O Espaço do Tempo, Centro Cultural Vila Flor | Guimarães, Teatro Nacional S. João | Porto, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo

2 comentários:

margarida disse...

E mais uma vez os temas do espaço e do tempo, neste caso "o espaço do tempo". Parece que houve alguns desiludidos com "As Lágrimas de Saladino", não admira que as expectativas fossem altas, a avaliar pela própria peça!
Por mim, aguardo pelo próximo acto: “Local Geographic” em Maio, com expectativa…

João Martins disse...

"Uma vez mais, no universo criativo de Rui Horta, somos confrontados com metáforas estruturantes da condição humana: a vida como viagem, o corpo como território, o amor como guerra, os homens como animais ou a incomunicação como violência.
Nesta obra perturba-nos a dor que a dificuldade de comunicação nos causa e o poder coercivo da sociedade instalada sobre o que há de mais genuíno e libertador nos homens. E se no trabalho de Rui Horta resta sempre a esperança, desta vez ela não é utópica e aqueles a quem sempre é retirada a palavra conseguirão finalmente falar."
Carla Fernandes

É um belo trabalho, aparentemente de simples e fácil caracterização pelo autor e pelos críticos.

Compaixão, ética e incógnita parecem ser as palavras que definem esta obra.
Compaixão e ética são casos perdidos. Fico-me pela (construção da) incógnita.

É dança!
E é possível não ser Hofesh Shechter.