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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Jordi Savall


Le Concert des Nations
Jordi Savall (direcção)

A Suite Francesa na Europa Barroca.

Jean-Baptiste Lully
Suite para Orquestra de Alceste (1674)

Jean-Philippe Rameau
Suite para Orquestra de Les Boréades (1764)

Johann Sebastian Bach
Suite para Orquestra Nº 4, em Ré maior, BWV 1069 (1720)

Georg Friedrich Händel
Music for the Royal Fireworks, HWV 351 (1749)

Gulbenkian, 2 de Fevereiro de 2008

A não perder...

Encores:
Sinfonia da ópera "The Fairy-Queen" de Henry Purcell
Contradance de Rameau (com a participação encenada das palmas do público)


Magnífico, orquestra sublime e empenhada, maestro muito competente a dirigir, a agradecer e a agradar.

Evil Machines

A fantasia musical de Terry Jones e de Luís Tinoco

“Num mundo em que as máquinas e os seres humanos podem comunicar entre si e partilhar as mesmas esperanças e aspirações, certas máquinas têm uma agenda diferente.Há um Aspirador que tenta dominar o mundo. Há um Carro que rapta pessoas; há duas Motas que assaltam um banco e um Elevador que leva as pessoas a sítios onde não querem ir; e há um Telefone que diz o que as pessoas gostavam de dizer e não o que realmente dizem – com resultados terríveis para a Sra. Morris, a velhota que o comprou.”

Música original Luís Tinoco
História Terry Jones e Anna Söderström
Libreto Terry Jones
Encenação Terry Jones
Direcção Musical Cesário Costa
Figurinos Vin Burnham
Cenografia Hernâni Saúde
Coreografia Paulo Ribeiro
Desenho de Luz Nuno Meira
Desenho Musical / Sonoplastia José Luís Ferreira

Interpretação Ana Paula Russo, Ana Quintans, Carla Simões, Fernando Guimarães, João Oliveira, João Martins, João Merino, José Lourenço, Marco Alves dos Santos, Mário Redondo, Raquel Camarinha, Sara Braga Simões
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Maestro Cesário Costa

A terminar.
Teatro São Luiz, 12 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2008

A ver...

Interessante e divertido, mas demasiado infantil e não arranca dos estafados musicais comerciais de West End ou Broadway.
O melhor, a música de Luís Tinoco fica esmagada com a gritaria electrónica da produção.

Cinema Expressão Alemã

KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã
Alemanha, Áustria, Luxemburgo, Suíça

Organização: Goethe-Institut Portugal

Cinema São Jorge, dias 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2008

Os Falsificadores (Die Fälscher)
Realização: Stefan Ruzowitzky

Um Amigo Meu (Ein Freund von mir)
Realização: Sebastian Schipper

Anseio (Sehnsucht)
Realização: Valeska Grisebach
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Fui um bancário suíço (I was a swiss banker )
Realização: Thomas Imbach

Bungalow
Realização: Ulrich Köhler
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Sons da Terra (Heimatklänge)
Realização: Stefan Schwietert

Marselha (Marseille)
Realização: Angela Schanelec
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Férias (Ferien)
Realização: Thomas Arslan
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Lápis-Lazuli – No Olho do Urso (Lapislazuli – Im Auge des Bären)
Realização: Wolfgang Murnberger

Juventude Tardia (Die Herbstzeitlosen )
Realização: Bettina Oberli

Tarde (Nachmittag)
Realização: Angela Schanelec
NOVA ESCOLA DE BERLIM
Bom filme.
Mau: as legendas em espanhol no filme e a surgirem primeiro que as legendas em português por baixo do filme.


Quatro Minutos (Vier Minuten)
Realização: Christian Kraus
Filmpreise, melhor filme 2007

Excursão Escolar (Klassenfahrt)
Realização: Henner Winckler
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Nunca em Lado Algum (Immer nie am Meer)
Realização: Antonin Svoboda

Adormecido (Schläfer)
Realização: Benjamin Heisenberg
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Wolfsburgo (Wolfsburg)
Com a presença do realizador Christian Petzold
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Fantasmas (Gespenster)
Com a presença do realizador Christian Petzold
NOVA ESCOLA DE BERLIM

Festivais, ciclos, mostras de cinema parecem ser uma boa alternativa às sessões normais, à parte o paradoxo implícito nesta afirmação.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Messiaen: Turangalîla-Symphonie (3)


SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg
Sylvain Cambreling (maestro)

No Centenário do Nascimento de Olivier Messiaen

Olivier Messiaen
Turangalîla-Symphonie

Coliseu dos Recreios, 29 de Fevereiro de 2008

Preparação: (3) o grande momento.
...
Magnífico.
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A Turangalîla-Symphonie, de Olivier Messiaen, uma obra emblemática do século XX, vai ser dirigida em Lisboa no próximo dia 29 de Janeiro pelo maestro Sylvain Cambreling, à frente da Orquestra Sinfónica SWR Baden-Baden e Friburgo. É mais um dos concertos do Ciclo Grandes Orquestras Mundiais, o qual tem proporcionado ao público português a presença de alguns dos mais importantes conjuntos orquestrais do mundo regidos por nomes incontornáveis - de Celibidache, a Abbado, passando por Muti, Maazel, Brüggen, Dutoit, Jansons, Levine, Myung-Whun Chung, Chailly, Thielemann, Esa-Peka Salonen, etc.

A Orquestra Sinfónica SWR Baden-Baden e Friburgo foi fundada em 1946, tendo como Primeiro Maestro a figura tutelar de Hans Rosbaud. A orquestra centrou-se, desde os seus inícios, na interpretação de música contemporânea e, assim, assegurou um importante lugar na história da música, dado que efectuou primeiras audições de obras de muitos dos compositores que marcaram o século XX - recorde-se que Stravinsky a dirigiu por várias vezes na interpretação das suas obras nos Anos 50 e que Boulez se estreou como maestro com esta formação. A orquestra, obviamente, alargou o seu repertório e hoje apresenta-se em programas que se podem estender de Mozart à música do nosso tempo. Com uma extensa discografia que já ultrapassa as trezentas obras, a Orquestra Sinfónica SWR Baden-Baden e Friburgo apresenta-se também frequentemente em espectáculos de ópera e tem sido dirigida pelos mais importantes maestros dos últimos sessenta anos.

Quanto a Cambreling, que é o seu Maestro Principal, é também Convidado Principal do Klangforum Wien (o que revela de imediato um enorme interesse pelo repertório do nosso tempo), com quem, curiosamente, se apresentou no passado mês de Dezembro no grande Auditório. Dirigindo as mais prestigiadas formações orquestrais de todo o planeta, ele é também um apaixonado intérprete de ópera, desenvolvendo, como é natural, uma importante actividade na Ópera Nacional de Paris.

Depois de se terem apresentado no Coliseu dos Recreios em Fevereiro de 2007, com obras de Debussy, Stravinsky, Zemlinsky e Schoenberg, eis que esta orquestra e este maestro regressam agora a Lisboa para interpretarem a monumental Turangalîla-Symphonie num concerto incluído nas celebrações do Centenário do Nascimento de Olivier Messiaen. Esta obra composta entre 1946-48 (curiosamente, a época do nascimento da orquestra) é considerada uma das obras fundamentais da literatura orquestral do século XX.
FCG

domingo, 27 de janeiro de 2008

ensemble, c'est tout

claude berri

audrey tatou
guillaume canet
laurent stocker
françoise bertin

Filme agradável.
Simples e bem disposto.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Operação: Orfeu, Hotel Pro Forma



Operação: Orfeu, pela companhia dinamarquesa Hotel Pro Forma, é uma ópera visual inspirada no conhecido mito do músico apaixonado que desce ao mundo dos mortos para recuperar Euridice.



Centro Cultural de Belém, 25 e 26 de Janeiro de 2008



Uma atmosfera única conseguida através da cenografia, da luz e dos efeitos visuais, num feliz encontro com a música de Bo Holten, John Cage e a famosa ária Che farò senza Euridice, a recordar a ópera Orfeo e Euridice de Christoph Willibald Gluck.



Concepção e direcção: Kirsten Dehlholm
Música: Bo Holten, John Cage, Christoph Willibald Gluck
Arranjos:Bo Holten
Libreto: Ib Michael
Cenografia: Maja Ravn
Concepção de luz: Maja Ravn, Jesper Kongshaug
Desenho de luz: Jesper Kongshaug
Som: Anders Jorgensen
Figurinos: Annette Meyer
Coreografia para solo: Anita Saij
Dramaturgia: Claus Lynge
Tradução: Marianne Harpsøe Correia

Hotel Pro Forma é apoiado pelo Danish Arts Council, Committee for the Performing Arts.
Encomendado e co-produzido
pelo Arts Festival Week 1993

Reposição co-produzida por Latvian National Opera, Latvian Radio Choir, Bikubenfonden, Danish Arts Council, Committee for the Performing Arts e Hotel Pro Forma

Promete um grande espectáculo...

Foi interessante.

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concept

Operation : Orfeo is a musical work that draws on the basic principles of visual art. A reconceptualisation of the opera genre. Causal and dramaturgic sequence in libretto and music is replaced by a series of tableaux and compositions informed by purely visual and auditive principles rather than by dramatic modes of narration. The performance is a visual interpretation which comes to rediscover the basic elements of traditional opera.

The myth about Orpheus' journey to the underworld is not retold in a direct way. Rather, it serves as a dramaturgical device with the classical division of the myth into three parts informing a series of images translated into a contemporary scenic language. It hints at the mythic narrative without ever illustrating it. The three parts correspond with the stages in which the events of the mythic narrative unfold: the descent, the ascent and the loss - visualised in images of light and shadow, flat surface and depth.

The libretto is a sensuous flow of words performed as symphonic a capella singing. Like a glowing poem it dives into the fluid, colourful and shady underworld of the ocean to re-emerge at the Roof of the World in the middle of a death cult being performed.

The music of the performance creates a play of difference through oppositions that entice and illuminate each other: the tenuous and the voluminous, the sporadic and the unifying, the soloist and the chorus.

The performance is simple like a surgical incision and complicated like major surgery.

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'OPERATION : ORFEO demonstrates the metamorphosis of opera in the 21st century in its most positive
way. The performance is transformed by the Latvian Radio Choir into a manifesto of the most powerful musical instrument  the human voice. The Danish dancer Lisbeth Sonne Andersen sculpts her fluid motions. Operation : Orfeo is a world class show.'
- The Independent Riga (LV)

OPERATION : ORFEO, which has played over 70 times in more than 20 countries, is considered by many to be a modern masterpiece in both the operatic and experimental performing arts.

The myth of Orpheus' journey through the underworld to retrieve his love Euridice is told through the poetry of Danish author Ib Michael, with music by John Cage and Bo Holten. Light creates staged images that transform into patterns, lines, shadow landscapes and the blue-green ocean of the underworld. An endless staircase is the stage where 13 singers and a dancer create images that deceive the eye of the beholder, mixing 2 and 3D perception into a mythological operatic tour.

OPERATION : ORFEO is song and image in darkness and light, both shallow and deep. As simple as a surgical incision and as complicated as an entire operation.

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text

Extracts from the libretto by Ib Michael (Translated by Barbara Haveland).
This libretto comprises two texts by Ib Michael: The indented passages are taken from his collection of poems, Himmelbegravelsen (Sky Burial). The remainder of the text was commissioned for this production.

Wind through to one face in a crowd,
dark with forgetting -

An underwater current
sets her hand to waving
and she sways in silhouette

She is but one drowned dancer
among many
who have forsaken choreography
and have entered into silence
where the sunlight sails
on a film of mineral salts

As yet still caught inside your lungs,
a pocket of air confined by your ribs
As yet the telegraph still crackles
within its own closed circuit where

the gills of the heart palpate
as yet her name is still dawning on your lips

- echo of that name
you bound in music
e'er she fell
from your face -

With your vast mouth you colour
you colour the water red
as you mime her name
and feel the salt in your eye.
You snatch at silhouetted forms
Only to be brushed by riven silk
brushed a shiver from the soul
as the shoul turns away -

You raise her up from the ocean floor
dancing

with face averted

she pitches, heavy as a sleeper
in your arms

Strung out in the air
between circling silhouettes
with wind
rushing through feathers

The two leading birds
hold everything spellbound
the sun refuses to rise
the day hangs at rest in its heaven
no shadows race
across the mountain tops
they too await
the butcher's cry

As he cuts off the head
the faintness again
face to face with features
with eyes and an open mouth
so staggeringly weightless
without its body

--------

According to legend
a myrtle wreath bobs off into the dusk
the concert grands play, sable-sailed
with masts by the hundred the ships go down

--------

On the shoreline a seagull's raucous cry
sounds across white stones
sleep and forgetting in symphony
capsuled in amber caskets

Underneath I am blue
and hard as a Rock

http://www.hotelproforma.dk

Das Märchen, Emmanuel Nunes


estreia absoluta
Teatro Nacional de São Carlos, dias 25, 27 e 29 de Janeiro de 2008

Direcção musical Peter Rundel
Encenação Karoline Gruber
Cenografia Roy Spahn
Coreografia Amanda Miller
Figurinos Mechthild Seipel
Desenho de luz Hans Toelstede
Realização informática musical Ircam Eric Daubresse

Remix Ensemble
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
Encomenda
Teatro Nacional de São Carlos /
/ Fundação Calouste Gulbenkian / Casa da Música
Co-produção
Teatro Nacional de São Carlos /
/ Fundação Calouste Gulbenkian / Casa da Música /
/ Ircam-Centre Pompidou (Paris)

Intérpretes [cantores]

Lilia
Silja Schindler
A Serpente
Chelsey Schill
A Velha
Graciela Araya
1.º Fogo-Fátuo / A Velha / 4.º Rei
Andrew Watts
2.º Fogo-Fátuo / Rei de Prata
Musa Duke Nkuna
Príncipe
Philip Sheffield
O Barqueiro / O Homem com a Lâmpada
Matthias Hoelle
1.º Rei
Dieter Schweikart
3.º Rei
Luís Rodrigues

Intérpretes [actores]

Lilia
Joana Barrios
A Serpente
Anna Katharina Rusche
A Velha
Beate-Christa Kopp
Príncipe
Tilo Wagner
O Homem com a Lâmpada / O Barqueiro
Richard Jaeckle

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Emmanuel Nunes (n. 1941)

Ópera em um prólogo e dois actos
Libreto: do compositor, segundo O Conto - Conversas de emigrantes alemães, de J. W. Goethe

Apesar de ter vindo a devotar um constante interesse à problemática da voz cantada no séc. XX, Das Märchen é a primeira obra em que Emmanuel Nunes usa a voz a solo. Esta sua primeira ópera, com estreia mundial a 25 de Janeiro de 2008, no TNSC, baseia-se no último capítulo da obra Erzählung aus Unterhaltungen deutscher Ausgewanderter (Conversas de emigrantes alemães) - denominado Das Märchen (O Conto), escrita por Goethe em 1795. Em 1986, onze anos após ter lido este conto pela primeira vez, e considerando dedicar-se a uma ópera sobre o tema, Nunes realiza um primeiro plano dramatúrgico, desenvolvendo uma versão puramente teatral. Os anos seguintes permitir-lhe-ão a depuração desta estrutura e a criação definitiva de um libreto, iniciando-se a escrita da partitura em 2003.

A história remete-nos para um universo maravilhoso, assente numa delicada teia de alegorias, e símbolos esotéricos e alquímicos. Erige-se em torno da uma serpente, - A serpente verde - que se transmuta e se reveste de diversos significados, encontrando a sua sublimação na forma de uma ponte, que liga as margens do rio, e com elas, todos os pontos antagónicos e conflituais, proporcionando um estado de serenidade, sabedoria e felicidade.

PGR / TNSC

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Um dos grandes acontecimentos do ano...

Magnífico. Tudo bem e bom...
música, texto, interpretação, encenação, cenografia, dispositivos técnicos...

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Leitura de O Conto, de Goethe

Em colaboração com o Goethe Institut, realiza-se naquele Instituto uma Leitura por Diogo Dória de excertos de O Conto de Goethe, seguido de um debate com a participação de Karoline Gruber e Sven Müller, e de Nuno Vieira de Almeida como moderador e de Yvette K. Centeno na introdução e contextualização do conto.
No dia 24 de Janeiro pelas 19:00h no Goethe Institut
entrada livre

Uma iniciativa com o apoio da Embaixada da Alemanha e da Companhia Lufthansa.

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"Das Märchen" terá três récitas (25, 27 e 29 de Janeiro), mas apenas a estreia será transmitida em 14 cine-teatros: Ponte de Lima, Porto, Vila Flor, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Torres Novas, Portalegre, Estremoz, Beja, Faro, Açores e Madeira.

Quarteto Borodin

Ruben Aharonian (violino)
Andrei Abramenkov (violino)
Igor Naidin (viola)
Vladimir Balshin (violoncelo)

Joseph Haydn
Quarteto para Cordas em Ré Maior, op.64 nº 5 (Hob.III.63), A cotovia
Ludwig van Beethoven
Quarteto para Cordas Nº 4, em Dó menor, op.18 nº 4
Nikolaï Miaskovsky
Quarteto para Cordas Nº 13, em Lá menor, op.86
Sergei Rachmaninov
Romance (do Quarteto para Cordas Nº 1 – 1889)

Gulbenkian, 23 de Janeiro de 2008
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... apresentação do mais emblemático agrupamento de cordas do nosso tempo ...
Espectáculo perfeito, sem grande emoção, com tosses e sem encores.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Cabaret de Joe Masteroff e Fred Ebb

Teatro Maria Matos
4 de Setembro a 28 de Dezembro

O libreto de CABARET baseia-se nos contos autobiográficos de Christopher Isherwood, sobre a vida em Berlim durante o domínio do partido Nazi, e na peça “I am a Camera”, escrita por John van Druten, a partir desses mesmos contos.
A acção do musical desenvolve-se em diferentes quadros, estando a história principal inserida no meio do entretenimento decadente de um cabaret berlinense.
A versão cinematográfica de CABARET, em 1972, alcançou uma enorme popularidade, sendo a vocalização acutilante de Liza Minnelli a mais lembrada por todas as futuras intérpretes do papel de Sally.

Sinopse
Berlim, início da década de 30.
Cabaret conta a história de um escritor americano, Cliff Bradshaw, que, no decurso de uma viagem a Berlim, se apaixona por Sally Bowles, uma jovem inglesa que trabalha como cantora no Kit Kat Klub. Ambos se vêem envolvidos nas contradições da sociedade alemã, durante a ascensão Nazi ao poder.
Toda a história é apresentada pelo mestre-de-cerimónias, Emcee, protagonista de alguns dos mais memoráveis números musicais de sempre!

libreto de Joe Masteroff
(baseado na peça de John Van Druten e histórias de Cristopher Isherwood)
música de John Kander
letra de Fred Ebb
tradução Pedro Gorman
adaptação de letras Ana Zanatti
encenação Diogo Infante
interpretação Adriana Queirós, Ana Lúcia Palminha, Fernando Gomes, Henrique Feist, Isabel Ruth, Luis Lucas, Paula Fonseca, Pedro Laginha, Sandra Rosado, entre outros
direcção musical Ruben Alves
coreografia Marco De Camillis
cenografia Catarina Amaro
figurinos Maria Gonzaga
desenho de luz Nuno Meira
técnica vocal Luís Madureira, Joana Manuel e Rui Baeta
assistência de encenação Isabel Abreu
produção Teatro Maria Matos 2008

Cabaret - Bob Fosse
Liza Minnelli - Mein Herr - Cabaret

domingo, 20 de janeiro de 2008

Fevereiro 2008

Com início em Fevereiro de 2008...

Le Concert des Nations

Jordi Savall (direcção)
A Ouverture Francesa na Europa Musical do Barroco.
Jean-Baptiste Lully
Alceste, Suite para Orquestra (1674)
Jean-Philippe Rameau
Les Boréades, Suite para Orquestra (1764)
Johann Sebastian Bach
Suite para Orquestra Nº 4, em Ré maior, BWV 1069 (1720)
Georg Friedrich Händel
Music for the Royal Fireworks (1749)
Gulbenkian, dia 2


Antígona
Texto de Sófocles
Espectáculo de Maria do Céu Guerra
versão da responsabilidade de Maria do Céu Guerra, a partir da tradução de
Maria Helena da Rocha Pereira
Cenografia de Carlos Amado sob Consultoria de Lagoa Henriques
Elenco: Rita Lello (Antígona), José Medeiros (Creonte), João D’Ávila, Jorge Gomes Ribeiro, Maria do Céu Guerra, Mariana Abrunheiro, Rita Fernandes, Pedro Borges, Ruben Garcia, Sérgio Moras, Tiago Cadete
Grupo Abadá-Capoeira:
Adriano (Sossego), Daniel Botelho (Alf), Diogo Ferrasso (Mister), Geovasio Silva (Dinho),
Jadei (Magrão), Rodoval Ruas (Chá Preto), Yuri Buba (Kalu)
Figurinos: Maria do Céu Guerra
Máscaras: Delphim Miranda
Execução da Cenografia: Luis Thomar
Execução de Guarda Roupa: Alda Cabrita
Vídeo: Frederico Corado
Luminotecnia: Fernando Belo
Sonoplastia: Rui Mamede e Maria do Céu Guerra
Operação de Som: Rui Mamede
Apoio Técnico: José Carlos Pontes
Montagem: Mário Dias, João Daniel Dias
Costureira: Inna Siryk
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Assistente de Produção: Inês Marques
Secretariado: Maria Navarro
Fotografias: Luis Rocha, Tânia Araújo- Movimento de Expressão Fotográfica
Teatro A Barraca, dias 2 de Fevereiro a 6 de Abril


Heinrich Schiff (violoncelo)
Leif Ove Andsnes (piano)
Ludwig van Beethoven
Sonata para Violoncelo e Piano Nº 3, em Lá Maior, op.69
Leos Janácek
Pohadka (Conto de Fadas), para violoncelo e piano
Claude Debussy
Sonata para Violoncelo e Piano em Ré menor
Fryderyk Chopin
Sonata para Violoncelo e Piano, em Sol menor, op.65
Gulbenkian, dia 4
Cancelado


Swan Lake, 4 acts
(Lago dos Cisnes, 4 actos)
Conceito e coreografia Raimund Hoghe
Colaboração artística Luca Giacomo Schulte
Intérpretes Ornella Balestra, Lorenzo De Brabandere, Emmanuel Eggermont, Raimund Hoghe, Nabil Yahia-Aissa
Música Tchaikovsky, O Lago dos Cisnes
Luz Amaury Seval, Raimund Hoghe
Som Frank Strätker
Produção e digressões Julie Bordez
Produção Raimund Hoghe (Düsseldorf), Groupe Kam Laï (Paris)
Co-produção Festival Montpellier Danse 05, La Bâtie – Festival de Genève, Tanzquartier Wien Residência de criação em Le Quartz – Scène Nationale de Brest, Centre Chorégraphique National de Franche-Comté à Belfort, Le Vivat – Scène conventionnée d’Armentières
Com apoio do Kaaitheater (Bruxelas)
Culturgest, dias 8 e 9


Orquestra de Câmara de Basileia
Cecilia Bartoli (meio-soprano)
«A Revolução Romântica»
Gulbenkian, dia 9


Anos 70
Carlos Botelho, Augusto Gomes, João Hogan, Cruzeiro Seixas, Nadir Afonso, Vespeira, Júlio Pomar, Nikias Skapinakis, António Areal, Luís Dourdil, Vasco Costa, João Vasconcelos, Armando Alves, Gonçalo Duarte, Henrique Ruivo, Victor Fortes, Eduardo Batarda, Carlos Carreiro, Manuela Jorge, entre outros
Centro de Arte Manuel de Brito, dias 9 de Fevereiro a 11 de Maio


comédia ou a força do hábito
a partir de Thomas Bernhard
uma encenação de
mónica calle
com
david pereira bastos
mónica calle
mónica garnel
casa conveniente, dias 12 de Fevereiro a 6 de Março


O que é a biopolítica?
Programação André Dias, António Guerreiro
Colaboração Davide Scarso
Uma introdução à biopolítica
por António Guerreiro
O governo como problema
por José Luís Câmara Leme
A ocultação bioética
por António Fernando Cascais
Biotecnologia e novos mundos possíveis da vida
por Hermínio Martins
Espaços de controlo
por Fernando Poeiras
Culturgest, dias 12, 19, 26 de Fevereiro e 4, 11 de Março


Orquestra Gulbenkian
Lawrence Foster (maestro)
David Lefèvre (violino)
Arianna Zukerman (soprano)
Scott Hendricks (barítono)
John Graham-Hall (tenor)
Philippe Fourcade (baixo)
Mark Neikrug
Nachtlieder
Igor Stravinsky
Concerto para Violino
Claude Debussy
La chute de la Maison Usher (A Queda da Casa Usher)
Gulbenkian, dias 14 e 15


O gosto "à grega"
Nascimento do Neoclassicismo em França, 1950-1975
Museu do Louvre
A exposição evoca os primeiros vinte e cinco anos da história do Neoclassicismo em França (1750-1775), movimento que se prolongará até meados do século XIX, tal como veio a acontecer por toda a Europa, apoiado no retorno aos modelos artísticos da Antiguidade.
A mostra salienta no seu percurso três momentos bem definidos:
Os Precursores
O predomínio do novo estilo
Madame Du Barry e o apogeu do gosto «à grega»
Gulbenkian, dias 15 de Fevereiro a 4 de Maio de 2008


Ciclo Outras Lisboas
2OO8 ano europeu do diálogo intercultural
África
Teatro São Luiz, 14 a 24 de Fevereiro de 2008


Orquestra Filarmónica de São Petersburgo
Yuri Temirkanov (maestro)
Elisso Virsaladze (piano)
Piotr Ilitch Tchikovsky
O Lago dos Cisnes
Concerto para Piano N.º 1, em Si bemol menor, op.23
Coliseu dos Recreios, dia 16


La Clemenza di Tito
Wolfgang Amadeus Mozart
Direcção musical Johannes Stert
Encenação Joaquim Benite
Cenografia Jean Guy Lecat
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
Nova Produção
Teatro Nacional de São Carlos
Intérpretes
Tito
Herbert Lippert
Vitellia
Adriana Damato
Servilia
Chelsey Schill
Sesto
Elena Belfiore
Annio
Angelique Noldus
São Carlos,
dias 20, 22, 24, 26, 28 de Fevereiro e 1 de Março


Impressing the Czar
Willian Forsythe | Royal Ballet da Flandres
Recriado pelo Ballet Royal da Flandres, quase vinte anos depois da estreia pelo extinto Ballet de Frankfurt, Impressing The Czar, um espectáculo surpreendente de William Forsythe que mistura com ironia e humor referências à história da dança, às artes visuais e às danças tribais, numa festa para olhos e ouvidos! Impressing The Czar inclui uma das mais famosas peças do coreógrafo nova-iorquino: “In The Middle, Somewhat Elevated”, uma coreografia que reúne exigência técnica e elegância notáveis.
Estreia pelo Ballett Frankfurt em 1988.
Recriado exclusivamente pelo Royal Ballet of Flanders desde Dezembro de 2005.
Coreografia | William Forsythe
Música | Thom Willems, Leslie Stuck, Eva Crossman-Hecht e Ludwig van Beethoven
Cenografia | Michael Simon
Figurinos | Férial Simon
Consultor técnico | Olaf Winter
Desenho de som | Bernhard Klein
CCB, dias 21 e 22


Dia das Mentiras
Texto
Rui Mendes
A partir de duas comédias de
Almeida Garrett
Encenação e Cenografia
Fernando Gomes
Música
João Paulo Soares
Figurinos
Rafaela Mapril
Desenho de Luz
Paulo Sabino
Interpretação
Ângela Pinto, Bruno Batista, Elsa Galvão, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Braz, João Didelet, Luís Mascarenhas, Rogério Vieira, Rui Santos, Sofia Petinga e Tónan Quito
(...) Procurando manter o estilo, deixando inalterada a linguagem e a estrutura das personagens e das intrigas, fizemos o transplante para séc. XX, mais propriamente para o dia 5 de Julho de 1932 em que Salazar foi investido no cargo de Presidente do Conselho de Ministros. Procurou-se assim apresentar a galeria de “monstros” que povoam as duas peças, como o pano de fundo que permitiu a subida ao poder do ditador que viria a mudar indelevelmente a história deste país.
Produção
INATEL / Teatro da Trindade 2008
Teatro da Trindade, dias 21 de Fevereiro a 27 de Abril


«Asas sobre a América»
Ciclo organizado pela Fundação Luso-Americana
«Imagens da América - Leitura dos EUA através do Cinema» por Eduardo Lourenço
«O Regresso dos Cowboys» com três críticos de cinema: Francisco Ferreira («Expresso»), Mário Jorge Torres (professor de Literatura e Cultura Norte-Americana na FL/Univ. Lisboa) e Vasco Câmara («Público») (21 de Fevereiro)
Philip Roth, por Gonçalo M. Tavares (28 de Fevereiro)
Ezra Pound, por Manuel António Pina (27 de Março)
Carson MacCullers, por Inês Pedrosa (3 de Abril)
Walt Whitman e Fernando Pessoa, por Richard Zenith (24 de Abril)
William Faulkner, por Lídia Jorge (29 de Maio)
Flannery O’Connor, por Pedro Mexia (5 de Junho)
Emily Dickinson, por Ana Luísa Amaral (19 de Junho)
Saul Bellow, por Rui Zink (3 de Julho)
FLAD


Ricardo Jacinto + Frances Stark
Ricardo Jacinto Earworm
Frances Stark The Fall of Frances Stark
Culturgest, dias 23 de Fevereiro a 11 de Maio de 2008


Clássicos do Século XX
Concerto comentado por Ana Telles
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Clarinete Nuno Silva
Maestro Jean-Sébastien Béreau
Coro de Câmara da Universidade de Lisboa
Claude Debussy
Rapsódia para Orquestra e Clarinete
Bela Bartók
Dois Retratos, Op. 5
Olivier Messiaen
Três Pequenas Liturgias
Culturgest, dia 24


Mayra Andrade
São Luiz, dia 24


Christiane Oelze (soprano)
Anke Vondung (meio-soprano)
Christoph Genz (tenor)
Stephan Genz (baixo)
Eric Schneider (piano)
Daniel Lorenzo (piano)
Johannes Brahms
Liebeslieder-Walzer, op.52
Robert Schumann
Spanische Liebeslieder, op.138
Johannes Brahms
Neue Liebeslieder, op.65
Gulbenkian, dia 26


England
(Inglaterra)
Uma peça para galerias de Tim Crouch (news from nowhere)
Texto Tim Crouch
Encenação Tim Crouch, Karl James e a smith
Com Tim Crouch e Hannah Ringham
Desenho de som Dan Jones
Uma encomenda do Traverse Theatre de Edimburgo
Uma produção news from nowhere
co-produzida por Culturgest e Warwick Arts Centre
Culturgest, dias 26 de Fevereiro a 1 de Março


Retábulo flamengo da Sé de Évora
dias 27 de Fevereiro a 20 de Abril
Cenas da Vida da Virgem e da Paixão de Cristo - Gravuras a partir de Albrecht Dürer
Objectos de culto
dias 27 de Fevereiro a 4 de Maio de 2008
Museu Arte Antiga


Ciclo Emma Dante | Teatro
Carnezzeria | Vita Mia | Mishelle di Sant’Oliva
CCB, dias 28 de Fevereiro a 9 de Março de 2008


Carta Branca a Jorge Palma
Jorge Palma com Quarteto de Cordas
Jorge Palma sobe ao palco para apresentar o seu mais recente trabalho Voo Nocturno. Em resposta ao desafio que lhe foi proposto pelo CCB, o músico faz-se acompanhar por um quarteto de cordas. Em conjunto, irão reinventar uma colectânea de canções do músico e compositor, conferindo-lhe novos arranjos e criando novas sonoridades à sua própria música. É Jorge Palma como nunca o ouviu, um concerto irrepetível!
CCB, dia 29

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Janeiro 2008

sábado, 19 de janeiro de 2008

Capitólio


Concurso Público Internacional para a
Execução de Projecto de Reabilitação do
Edifício do Capitólio
para O Município de Lisboa

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Turismo Infinito

de António M. Feijó
a partir de textos de Fernando Pessoa
e três cartas de Ofélia Queirós
encenação Ricardo Pais
com a colaboração de Nuno M Cardoso
dispositivo cénico Manuel Aires Mateus
figurinos Bernardo Monteiro
desenho de luz Nuno Meira
sonoplastia Francisco Leal
voz e elocução João Henriques
interpretação
João Reis Álvaro de Campos
Emília Silvestre Maria José, Ofélia Queirós
Pedro Almendra Fernando Pessoa
José Eduardo Silva Bernardo Soares
Luís Araújo Alberto Caeiro

Teatro Nacional São João
no Teatro Nacional D. Maria II, de 11 a 26 de Janeiro de 2008



Sinopse
A cena figura uma mente particular, a de Fernando Pessoa. Sendo‑nos dado o privilégio de estar presentes, ouvimos e vemos uma sucessão de vozes e personagens, organizada em blocos de textos.
UM PRIMEIRO BLOCO pertence a Bernardo Soares e a Álvaro de Campos. Guarda‑livros
na Rua dos Douradores em Lisboa, Soares é Pessoa por defeito, um ininterrupto devaneio;
Campos, engenheiro naval, é Pessoa por excesso, a exuberância que este não se permitiu ter (e também um censor selvagem de si mesmo e dos outros).
Segue‑se uma transição com a carta da corcundinha ao serralheiro, em que a autora descreve a sós um tipo particular de pobreza.
NO SEGUNDO LONGO BLOCO os autores são Álvaro de Campos e “Fernando Pessoa”. Os textos descrevem experiências divididas (no caso de “Pessoa”, aqui na sua fase dita “interseccionista”, duas experiências diferentes cruzam‑se no mesmo texto, uma paisagem e um porto de mar, por exemplo; no caso de Campos, perfilam‑se poemas sobre viagens e sobre a experiência cindida do viajante). Uma transição liga autobiografia e criação poética. A correspondência Pessoa/Ofélia Queirós exemplifica‑a.
O TERCEIRO BLOCO exibe o resultado sádico dos impasses descritos nos textos anteriores, bem como diversas tentativas de os reparar. Esse esforço de reparação parece ineficaz, pois muitas vezes redunda numa contracção sentimental do sujeito.
O EPÍLOGO introduz Alberto Caeiro, em quem Pessoa via a resolução olímpica dessas tensões interiores insanáveis. Esta resolução é, todavia, momentânea, sendo, de facto, um epitáfio.
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O que sou essencialmente – por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja – é dramaturgo. O fenómeno da minha despersonalização instintiva, a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterónimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo: VIAJO. (Por um lapso da tecla das maiúsculas, saiu‑me
sem que eu quisesse essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar.) Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo‑me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se
pode compreendê‑lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro, segui, em planície, de um para outro lugar.
Fernando Pessoa
Excerto de Carta a Adolfo Casais Monteiro (20 de Janeiro de 1935).

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Como que uma leitura encenada de textos de Fernando Pessoa.
Textos bem escolhidos e interpretações boas.
O dispositivo cénico e a encenação são sofríveis, mas parecem talvez adaptados a uma opção minimalista e de utilização de símbolos, comum quando se trata de Fernando Pessoa.
Gostei.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Drákula, Companhia do Chapitô


Criação colectiva

Encenação: John Mowat

Com: Jorge Cruz, José Carlos Garcia e Tiago Viegas



Tenda do Chapitô
, 10 de Janeiro a 2 de Março de 2008

"Queda de dentes, gengivite, mau hálito, uma acentuada ausência de vitamina D e um insaciável desejo por um particular grupo de sangue.
O renascimento do afamado Conde Drákula, para recuperar uma dentição que não resistiu à passagem dos séculos.
O mito no seu sentido mais vampiresco."

Spot promocional

... sugestão de Rui Rebelo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

A Floresta, Aleksandr Ostróvsk


Tradução Nina e Filipe Guerra
Encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Interpretação
António Fonseca, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Márcia Breia, João Pedro Vaz, José Gonçalo Pais, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra,Teresa Madruga e Rita Durão

"Uma das comédias mais importantes daquele que tem sido chamado o fundador do teatro russo. Escrita em 1871, A Floresta, traça com delicado humor o retrato de um grupo de personagens numa herdade russa do fim do século XIX, as suas relações, os seus anseios, a sua ignorância, as suas insatisfações, o seu mau viver. Tudo gira em torno da tensão entre o dinheiro e a felicidade. Os ricos não conseguem ser felizes com o seu dinheiro. Os pobres não são felizes porque o não conseguem ter. A proprietária, viúva rica e aparentemente virtuosa, vai vendendo talhões da sua floresta a um mujique enriquecido que lhe corta as árvores para aproveitar a madeira, e guarda o dinheiro para os prazeres com que sonha. Impede a alegria dos que a rodeiam, seus criados e protegidos. Dois actores ambulantes chegam um dia à herdade e vêm perturbar este equilíbrio. Esses, os artistas, têm a ilusão de poderem ser felizes sem dinheiro. Geram-se mais desencontros que encontros em divertidas situações que têm tanto de real como de teatral. Considerada habitualmente como uma "comédia de costumes", a obra tem uma qualidade poética que chega a lembrar Shakespeare na sua capacidade para pôr em cena a vida verdadeira sem nunca "moralizar", para entender os seres humanos nas suas pobres contradições." T.C.

Teatro do Bairro Alto, 10 de Janeiro a 17 de Fevereiro de 2008

texto de Luis Miguel Cintra


Teatro da Cornucópia: obrigatório...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Colecção Manuel de Brito

Continuam no Centro de Arte Colecção Manuel de Brito, até 27 de Janeiro de 2008, as exposições...

Os Anos 60
Vieira da Silva; Joaquim Rodrigo; Nadir Afonso; Sá Nogueira; Mário Cesariny; Vespeira; António Charrua; Júlio Pomar; Menez; João Abel Manta; Lourdes de Castro; Nikias skapinakis; Costa Pinheiro; Eurico Gonçalves; João Vieira; José Escada; António Areal; René Bértholo; Joaquim Bravo; Paula Rego; José Rodrigues Manuel Baptista; Ângelo de Sousa; Álvaro Lapa; Espiga Pinto; António Sena;António Palolo; Noronha da Costa e Ruy Leitão.

Eduardo Luiz - Exposição Antológica

Boas obras, belo espaço de exposição.

A Fábrica de Nada, Judith Herzberg

Direcção musical Rui Rebelo
Encenação Jorge Silva Melo
Autora Judith Herzberg
Tradução de David Bracke e Miguel Castro Caldas
Com Américo Silva, António Filipe, António Simão, Carla Galvão / Inês Nogueira, Hugo Samora, João Meireles, João Miguel Rodrigues, Miguel Telmo, Mílton Lopes, Paulo Pinto, Pedro Carraca, Pedro Gil, Sérgio Grilo, Vítor Correia e os músicos Gonçalo Lopes, João Madeira, Miguel Fevereiro, Paulo Curado, Rini Luyks e Rui Faustino
Figurinos Rita Lopes Alves
Apoio Cenográfico Daniel Fernandes
Luz Pedro Domingos
Assistência de encenação Joana Bárcia e João Meireles
Coordenação pedagógica Paula Bárcia
Uma produção Artistas Unidos / Culturgest / Teatro Viriato / DeVIR/CAPa / Centro das Artes Casa das Mudas
com o apoio da Embaixada dos Paises Baixos

Uma fábrica de cinzeiros fecha, e os trabalhadores, não querendo ficar desempregados, resolvem continuar a trabalhar numa nova produção: nada. À volta de nada organiza-se tudo, desde a escolha do gerente da fábrica, aos furtos dos produtos e aos tribunais, com muita música cantada e tocada a mostrar por que caminhos segue esta história. ...

Teatro Municipal de Almada, 16 a 20 de Janeiro de 2008

... sugestão da Ana.

sábado, 12 de janeiro de 2008

O Sonho de Cassandra, Woody Allen

Cassandra's Dream
De: Woody Allen
Com: Colin Farrell, Ewan McGregor, Sally Hawkins, Hayley Atwell

Filme mediano para Woody Allen.
Realizador sem imaginação para renovar e dar a volta. Actores sem grande convicção.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Messiaen: Turangalîla-Symphonie (1)




Yvonne Loriod, Jeanne Loriod,
Orchestre de l'Opéra Bastille, Myung-Whun Chung










1. Introduction (modéré, un peu vif)
2. Chant d'amour I (modéré, lourd)
3. Turangalîla I (presque lent, rêveur)
4. Chant d'amour II (bien modéré)
5. Joie du sang des étoiles (vif, passionné, avec joie)
6. Jardin du sommeil d'amour (très modéré, très tendre)
7. Turangalîla II (un peu vif - bien modéré)
8. Développement de l'amour (bien modéré)
9. Turangalîla III (bien modéré)
10. Final (modéré, presque vif, avec une grande joie)

Turangalîla-Symphonie (1946-1948)
pour piano, ondes Martenot et orchestre
Genre : Musique concertante
Instrument(s) soliste(s) : piano, ondes Martenot
Nomenclature :
3(1 pic).3(1 cor ang).3(1clB).3 - 4.5(1 trppic, 1cnet).3.1 - 4 perc, glock, cel, vibra, clotub - 16.16.14.12.10
Durée : 73 min.
Commande de : Serge et Nathalie Koussevitzky / Fondation Koussevitzky, 1946 pour le Boston Symphony Orchestra
Révision : 1990
Création publique :
02.12.1949, Boston / Symphony Hall
Yvonne Loriod (), Ginette Martenot ()
Boston Symphony Orchestra, Leonard Bernstein (dir)

Preparação para o concerto no final do mês: (1) ouvir a música.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Culturgest para todos: música e poesia


Música com comentários
Pela ORCHESTRUTOPICA. Concerto comentado por Sérgio Azevedo
Tentando criar uma maior aproximação com a música de hoje, a ORCHESTRUTOPICA apresenta um concerto com música comentada. Com um programa especialmente pensado para um público alargado e de todas as idades, este concerto propõe-se corresponder à curiosidade e ao interesse que a música contemporânea desperta. Uma oportunidade para conhecer a música por dentro e para penetrar no mundo da criatividade musical dos nossos dias.
Maestro Cesário Costa
Programa
Luciano Berio Opus Number Zoo
Nuno Côrte-Real Rock – homage a Ligeti
Maurício Kagel Die Stücke der Windrose Osten
13 de Janeiro, 11h00


Poesia de
Judith Herzberg
Lida por Jorge Silva Melo
Por ocasião do lançamento de O que resta do dia, antologia de poesia e prosa de Judith Herzberg (Cavalo de Ferro) traduzida por Ana Maria Carvalho Lemmens, e da reposição de A Fábrica de Nada (Teatro Municipal de Almada), Jorge Silva Melo lerá alguns poemas da autora na sua presença.
14 de Janeiro, 18h30

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

destaques 2007 / 2008

  • CCB fora de si
  • Glow, Gideon Obarzanek
  • Ellipse Foundation - Contemporary Art Collection, "come, come, come into my world"
  • Diz-me como a chuva, Cucha Carvalheiro e Isabel Medina, Marta Lapa
  • Projecto Global - músicas do mundo: Tony Allen, Toumani Diabaté, Rabih Abou-Khalil, Eliades Ochoa (CCB fora de si)
  • Museu do Oriente
  • José Saramago: a consistência dos sonhos
  • Alexandra, de Alexander Sokurov
  • Les Amours d'Astrée et de Céladon, de Éric Rohmer
  • Festival Música Portuguesa, Hoje
  • "Vadios", Camané, Bernardo Sassetti, Mário Laginha, Carlos Bica
  • Carta branca a Pedro Carneiro, convidados Louis Sclavis, Teresa Simas, António Rosado, Natália Monteiro, Alejandro Vinao, Miquel Bernat, André Gonçalves, Pedro Mendes, Daniel Worm, Miguel Moreira, Nuno Aroso
  • Véronique Gens (soprano) e Susan Manoff (piano) - canção francesa Fauré, Debussy, Hahn, Poulenc
  • Evgeny Onegin de Tchaikovsky, Dalibor Jenis, Elena Prokina, Marius Brenciu, Anatoli Kotscherga, Coro e Orquestra Gulbenkian, Lawrence Foster
  • Tosca de Puccini, Elisabete Matos, Lothar Koenigs
  • Kronos Quartet
  • KAMP, Hotel Modern, Arlène Hoornweg, Pauline Kalker, Herman Helle
  • Idomeneo de Mozart, Fabio Biondi, Europa Galante, Ian Bostridge, Emma Bell, Christine Rice, Kate Royal, Benjamin Hulett
  • Ivo Pogorelich, piano
  • Nefés de Pina Bausch, Tanztheater Wuppertal
  • Rock 'n' Roll de Tom Stoppard, João Lourenço, Vera San Payo de Lemos, Beatriz Batarda, Paulo Pires, Rui Mendes
  • La Damnation de Faust de Hector Berlioz, Coro e Orquestra Gulbenkian, John Nelson, Nora Gubisch, Paul Groves, Willard White, Luís Rodrigues
  • Natália Gutman, Yuri Bashmet, Viktor Tretiakov, Vassily Lobanov, Brahms trios e quarteto
  • Dias da Música em Belém 08 - Duos, trios, quartetos e outras boas companhias, CCB
  • Concerto para Percussão e Orquestra de Cordas de John Corigliano, Evelyn Glennie, Lionel Bringuier e Orquestra Gulbenkian
  • Companhia Nacional de Bailado, Frontline | Lento para Quarteto de Cordas | Cantata
  • A Revolução Cinética, Museu do Chiado
  • Ensaio.Hamlet, Enrique Diaz
  • Geração de 70, Orchestrutopica
  • Les Sept Planches de la ruse, CIE 111 - Aurélien Bory
  • Angelika Kirchschlager e Malcolm Martineau, canto e piano
  • Krystian Zimerman, piano
  • Impressing the Czar de William Forsythe, Royal Ballet da Flandres
  • Concerto para Violino de Igor Stravinsky, David Levèfre, Lawrence Foster e Orquestra Gulbenkian
  • La chute de la Maison Usher de Claude Debussy, Lawrence Foster, Scott Hendriks e Orquestra Gulbenkian
  • Swan Lake, 4 acts de Raimund Hoghe
  • Ida e Volta, CAMJAP
  • Turangalîla-Symphonie de Messiaen, SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg, Sylvain Cambreling
  • Das Märchen de Emmanuel Nunes
  • A Floresta de Aleksandr Ostróvsk, Cornucópia
  • O Pássaro de Fogo de Igor Stravinsky, Joana Carneiro e Orquestra Gulbenkian
  • Um Teatro Sem Teatro, Museu colecção Berardo
  • Bach: Oratória de Natal, Akademie für Alte Musik Berlin e Rias Kammerchor
  • Andreas Scholl e Accademia Bizantina, Academia Scholl: Handel
  • Der Rosenkavalier de Richard Strauss, Heidi Brunner, Regina Schorg e Birgid Steinberger e Orquestra Gulbenkian
  • Klangforum Wien, Sylvain Cambreling, os novos austríacos Olga Neuwirth, Georg Friedrich Haas e Bernhard Lang
  • O Fazedor de Teatro de Thomas Bernhard, Companhia de Teatro de Almada, Morais e Castro e Joaquim Benite
  • Sibelius, Esa-Pekka Salonen e Orquestra Filarmónica de Los Angeles
  • Centre Pompidou Novos Media 1965-2003, Museu do Chiado
  • Hiroaki Umeda, "While going to a condition" e "Finore"
  • Um Atlas de Acontecimentos, Gulbenkian
  • Persépolis, Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi
  • Coeurs, Alain Resnais, com Sabine Azéma, Lambert Wilson, André Dussollier, Pierre Arditi, Jaura Morante, Isabelle Carré.
  • 8ª Festa do Cinema Francês
  • La Trilogie des Dragons, Robert Lepage
  • O Construtor Solness de Henrik Ibsen, Cornucópia e Luis Miguel Cintra
  • D’un Soir un Jour, Rosas & Anne Teresa de Keersmaeker
  • Hamlet de William Shakespeare, João Mota / Diogo Infante
  • Waterproof, Daniel Larrieu

Destaques 2008/2009

Cinema

Em exibição
Censurado, Brian de Palma
Promessas Perigosas, David Cronenberg
Imitação da Vida, Douglas Sirk

Próximas semanas
Janeiro 10
O Sonho de Cassandra, Woody Allen
Cristovão Colombo - O Enigma, Manoel de Oliveira
Janeiro 17
4 Meses 3 Semanas 2 Dias, Cristian Mungiu
Janeiro 24
Takeshi's, Takeshi Kitano
Enfim Juntos, Claude Berri
Janeiro 31
Sweeney Todd, Tim Burton
Fevereiro 14
Couers, Alain Resnais
Before the Devil Knows You're Dead, Sidney Lumet
Fevereiro 28
No Country for Old Men, Ethan and Joel Coen
Março 13
Lobos, José Nascimento

domingo, 6 de janeiro de 2008

Mahler, Sinfonia nº 2

O Espírito da Inglaterra
A Sinfónica no CCB - I

É com Julia Jones na direcção musical que a Orquestra Sinfónica Portuguesa assinala o regresso ao Grande Auditório do CCB, com uma série de concertos orientada pela estética inglesa: The Spirit of England.
Depois do seu último concerto nesta sala, em que dirigiu os Lieder de Mahler-Berio, a maestrina britânica devolve Mahler ao público do Grande Auditório, desta vez com a execução da Segunda Sinfonia do compositor. Destacam-se nas vozes solistas a soprano Lisa Milne e a contralto Susan Parry, para além da participação do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

12 de Janeiro de 2008

Soprano | Lisa Milne
Contralto | Susan Parry

Direcção musical | Julia Jones
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Maestro titular | Giovanni Andreoli
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Colaboração | Teatro Nacional de São Carlos

Gustav Mahler (1860-1911)
Sinfonia n.º 2 em Dó menor “Ressurreição”

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Com alguma expectativa, ... Mahler um compositor preferido,...
veremos se a maestrina convence a orquestra.

... bom concerto. Mahler e a grande sinfonia.
Orquestra e coro bem e melhor que habitual. Muitos aplausos merecidos.
Infelizmente, um intrumento muito próximo: tosses.